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29 de outubro de 2026
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    Ministro “traduz” Bolsonaro: teto da Lei Rouanet será só para musicais

    9 de abril de 2019 /

    O ministro da Cidadania, Osmar Terra, juntou-se ao time de “tradutores” que costumam se manifestar após as entrevistas do Presidente Jair Bolsonaro. Assim como em outras oportunidades, foi necessário explicar o que o presidente quis dizer quando disse textualmente que pretendia “travar” a Lei Rouanet com um teto de US$ 1 milhão “sem exceções”. Após a tradução, descobre-se que o teto de US$ 1 milhão seria a exceção. Terra falou do assunto com a imprensa durante a Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília nesta terça (9/4). Segundo o Ministro, a quem a Secretaria de Cultura é subordinada, apenas os espetáculos musicais serão alvo dessa mudança. “O presidente está focando na questão dos espetáculos musicais, que estavam com um valor exagerado. Um artista poder recolher R$ 60 milhões não tem sentido. Então, isso foi recuado para ficar em R$ 1 milhão. Nós estamos discutindo agora, por exemplo, a reconstrução do patrimônio histórico, museus, quanto vai ter de recursos para isso. Outra coisa são as orquestras sinfônicas. Tem uma série de incentivos que a lei dá que talvez requeiram um valor maior. Mas isso é uma coisa que nós estamos estudando. Por enquanto, o que o presidente falou foi a questão dos espetáculos musicais, um artista só recolhendo uma quantidade muito grande de recursos”, disse o Ministro, que ainda esclareceu que o teto de R$ 1 milhão será por projeto e não por proponente. Ele também afirmou que as mudanças podem ser formalizadas já na próxima semana. A Lei Rouanet foi alvo de críticas de Bolsonaro durante toda a campanha presidencial, vista como fonte de corrupção e “marxismo cultural”. Mas não são apenas os musicais – como “O Fantasma da Ópera”, autorizado a captar R$ 28,6 milhões – que consomem quantias superiores a US$ 1 milhão por projeto. Grandes mostras de arte, como a Bienal de São Paulo, costumam ter orçamento sempre acima dos R$ 20 milhões, além de festivais de cinema, museus, centros culturais e algumas orquestras que dependem da lei de incentivo para bancar suas operações anuais. O Ministro parece estar ciente de que “tem uma série de incentivos que a lei dá que talvez requeiram um valor maior”. Ao contrário de Bolsonaro, que foi contundente em sua versão “sem tradução”. Em entrevista realizada no Palácio do Planalto para o programa “Os Pingos nos Is”, da rádio Jovem Pan, o presidente garantiu que não faria exceções. “O teto hoje em dia, acredite, é R$ 60 milhões, R$ 60 milhões. De acordo com o teu tráfico de influência no passado, você conseguia R$ 10 milhões, R$ 15 milhões, R$ 20 milhões, até mais. Nós estamos passando para R$ 1 milhão, então tem gente do setor artístico que está revoltada e quer algumas exceções”, ele disse. “Eu acho que não tem que ter exceção nenhuma, porque, com todo o respeito, você com R$ 1 milhão, para você divulgar e ter um espaço junto ao povo brasileiro para a sua obra, é mais do que o suficiente”, concluiu. Veja a íntegra da entrevista abaixo. Logo no início de seu mandato, Bolsonaro também anunciou que ia aumentar o IOF e que faria uma redução da alíquota do Imposto de Renda para a pessoa física. Imediatamente, o ministro Onyx Lorenzoni deu uma entrevista coletiva para desmentir o chefe – ou, de forma mais elegante, inaugurar o costume de “traduzir” as declarações de Bolsonaro. Não era nada daquilo. O mesmo aconteceu em relação ao compartilhamento de um vídeo obsceno no Twitter oficial do presidente, quando Bolsonaro afirmou que “é isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro”. A Secretaria de Comunicação do Planalto correu para traduzir, afirmando que não era uma crítica ampla e sim específica “à distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a criatividade da nossa maior e mais democrática festa popular”. Também a mudança da Embaixada Brasileira em Israel foi traduzida com um escritório comercial em Jerusalém. E, desta vez, sem palavras.

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    Bolsonaro diz que vai “travar” Lei Rouanet com teto de US$ 1 milhão para incentivo cultural

    9 de abril de 2019 /

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai “travar” a Lei Rouanet, mudando o teto de captação por renúncia fiscal para R$ 1 milhão. Em entrevista realizada no Palácio do Planalto para o programa “Os Pingos nos Is”, da rádio Jovem Pan, Bolsonaro garantiu que não fará exceções. “O teto hoje em dia, acredite, é R$ 60 milhões, R$ 60 milhões. De acordo com o teu tráfico de influência no passado, você conseguia R$ 10 milhões, R$ 15 milhões, R$ 20 milhões, até mais. Nós estamos passando para R$ 1 milhão, então tem gente do setor artístico que está revoltada e quer algumas exceções”, ele disse. “Eu acho que não tem que ter exceção nenhuma, porque, com todo o respeito, você com R$ 1 milhão, para você divulgar e ter um espaço junto ao povo brasileiro para a sua obra, é mais do que o suficiente”, concluiu. Veja a íntegra da entrevista abaixo. A Lei Rouanet foi alvo de críticas de Bolsonaro durante toda a campanha presidencial, vista como fonte de corrupção e “marxismo cultural”. O estabelecimento de um teto de US$ 1 milhão atingiria principalmente os musicais, como “O Fantasma da Ópera”, autorizado a captar R$ 28,6 milhões, grandes mostras de arte, como a Bienal de São Paulo, com orçamento sempre acima dos R$ 20 milhões, além de festivais de cinema, museus, centros culturais e algumas orquestras que dependem da lei de incentivo para bancar suas operações anuais. A produção de filmes e séries ainda conta com o apoio da Lei do Audiovisual, mas, paralelamente, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou que a Ancine, a agência que administra essa verba, suspendesse todo o repasse de recursos públicos para o setor audiovisual. A decisão foi proferida em 27 de março e desde então o setor está paralisado. Além disso, sob o governo de Bolsonaro, as estatais que apoiavam festivais, salas de exibição e produções cortaram seus patrocínios. De modo que nenhum evento cinematográfico relevante, do Festival É Tudo Verdade à Mostra de São Paulo, tem sua continuidade garantida no Brasil.

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    Atriz de Fuller House é indiciada no caso do escândalo universitário americano

    9 de abril de 2019 /

    A atriz Lori Loughlin (“Fuller House”) e seu marido, Mossimo Giannulli, vão enfrentar novas acusações por participação no escândalo de fraudes universitárias, por meio de subornos para conseguir a admissão de seus filhos em universidades prestigiosas dos Estados Unidos. Além da acusação inicial de conspiração para cometer fraude, Loughlin e Giannulli foram agora indiciados também por lavagem de dinheiro. Segundo investigação do FBI, o casal pagou US$ 500 mil para a USC (Universidade do Sul da Califórnia) para que suas filhas fossem aceitas como bolsistas da equipe de remo da universidade, embora elas não praticassem o esporte – atletas têm vagas preferenciais nas faculdades dos EUA por conta da competitividade dos jogos universitários. O indiciamento oficial de Loughlin aconteceu um dia depois da admissão de culpa de outro grupo de pais e mães acusados na investigação. Integrante do outro grupo, a também atriz Felicity Huffman (“Desperate Housewives”) preferiu se declarar culpada dentro do processo, pulando uma etapa do julgamento. Por sua vez, a atriz de “Três É Demais” (Full House) e “Fuller House” preferiu não se manifestar, indicando que não pretende fazer acordo com a promotoria. A resposta veio de forma contundente com nova acusação. Loughlin já perdeu seu papel recorrente em “Fuller House” por causa do escândalo. Ela não aparecerá na 5ª e última temporada da série da Netflix, embora interprete a Tia Becky desde o início da série “Três é Demais” (1987-1995), que deu origem ao reboot. Ela também foi dispensada da série “Quando Chama o Coração: A Série” (When The Heart Calls) e teve sua série de telefilmes “Garage Sale Mysteries” cancelada – o 16º longa estava em produção no Canadá. A mesma Netflix que limou Loughlin manteve Huffman em duas produções. As diferenças se devem a dois fatores. Em primeiro lugar, a comédia “Otherhood” e a minissérie “When They See Us”, estreladas por Huffman, já estavam gravadas quando o escândalo estourou – “Otherhood” teve o lançamento adiado, mas deve surgir mais tarde. E enquanto Huffman pagou US$ 15 mil para forjar as notas de um filha num exame, arrependeu-se e se recusou a fazer o mesmo para a segunda, Loughlin pagou duas vezes US$ 250 mil para criar falsos currículos esportivos para cada uma de suas duas filhas.

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    Felicity Huffman se declara culpada em escândalo de fraude universitária nos EUA

    8 de abril de 2019 /

    Felicity Huffman se declarou culpada nesta segunda-feira (8/4), de pagar subornos para conseguir a admissão de seus filhos em universidades prestigiosas dos Estados Unidos. “Eu estou me declarando culpado pela acusação feita contra mim pelo Ministério Público dos Estados Unidos”, disse a atriz das séries “Desperate Housewives” e “American Crime” numa declaração pública. “Aceito plenamente a minha culpa e, com profundo pesar e vergonha pelo que fiz, total responsabilidade por minhas ações e as conseqüências que resultarem dessas ações”, acrescentou, em um longo pedido de desculpas. A atriz de 56 anos assumiu ter pago US$ 15 mil para que sua filha mais velha tivesse suas notas alteradas para no SAT – o ENEM americano – e com a qualificação falsa conseguisse entrar em faculdades melhores. “Minha filha não sabia absolutamente nada sobre minhas ações e, do meu jeito equivocado e profundamente errado, eu a traí”, continuou Huffman. “Essa transgressão em relação a ela e ao público levarei para o resto da minha vida. Meu desejo de ajudar minha filha não é desculpa para quebrar a lei ou me envolver em desonestidade”. A Justiça não denunciou o marido de Huffman, o ator William H. Macy, estrela da série “Shameless”, no escândalo das admissões universitárias. Huffman pode ser condenada a até cinco anos de prisão pelo crime de transferência fraudulenta de fundos, mas a expectativa é que a justiça não lhe imporá uma sentença tão dura. Além dela, outra atriz famosa, Lori Loughlin, conhecida por seu papel na série “Três É Demais” (Full House) e na sequência “Fuller House”, também foi acusada no mesmo caso, mas não se uniu a Huffman e outros pais que se declararam culpados nesta segunda-feira. As duas atrizes eram as personalidades mais conhecidas de um grupo de 50 pessoas denunciadas na Operação Varsity Blues do FBI, que desbaratou um esquema de fraudes para que filhos de pessoas ricas pudessem entrar com mais facilidade em universidades de elite nos Estados Unidos. Entre os pais envolvidos há diretores executivos de empresas e sócios de importantes escritórios de advocacia. Todos foram detidos e liberados sob fiança para aguardar o julgamento do processo em liberdade. O líder do esquema fraudulento, William Rick Singer, concordou em se declarar culpado de acusações de fraude e está cooperando com as autoridades. Segundo as autoridades, Singer cobrou cerca de US$ 25 milhões para garantir as admissões às universidades por meio de trapaças nas provas ou subornos a treinadores para recrutar estudantes sem habilidades para equipes esportivas das escolas – atletas têm vagas preferenciais nas faculdades dos EUA por conta da competitividade dos jogos universitários.

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    Atriz de Smallville se declara culpada por sua participação em seita sexual

    8 de abril de 2019 /

    A ex-atriz Allison Mack, conhecida pelo papel de Chloe Sullivan na série “Smallville”, mudou sua declaração sobre sua participação na seita NXIVM e seu círculo DOS. Após se declarar inicialmente inocente de promover escravidão sexual e tráfico de mulheres, ela se assumiu culpada de extorsão e conspiração criminosa, ao comparecer novamente ao tribunal nesta segunda (8/4), em Nova York. A mudança pode fazer parte de um acordo entre os seus advogados e os promotores que cuidam do caso. A atriz pode ter concordado com uma admissão de culpa para suavizar as acusações e se tornar testemunha do Estado contra o líder da seita, Keith Raniere. Ela foi a única ré do caso a se dizer culpada. Raniere, a herdeira milionária Clare Bronfman e outra integrante do círculo interno da seita, Kathy Russell, declaram-se inocentes. “Eu preciso admitir a culpa pela minha conduta. Eu me sinto muito mal pelo meu papel neste caso. Eu peço desculpas à minha família e às boas pessoas que eu machuquei com a minha aderência equivocada aos ensinamentos de Keith Raniere”, disse Mack no tribunal. Ela chorou durante a audiência, dizendo que acreditava que “a intensão de Raniere era ajudar as pessoas”. “Eu estava errada”, assumiu. A sentença será proferida em 11 de setembro. Mack é acusada de recrutar várias mulheres para a seita, prometendo que se tratava de um programa de aperfeiçoamento pessoal onde elas seriam ajudadas por outras mulheres a alcançarem os seus objetivos. Conforme as recrutadas passavam pelos diferentes níveis da organização, acabavam se transformando em escravas sexuais, submetidas à liderança de Raniere. Mack foi presa em conexão com o caso, assim como o próprio Raniere. A atriz pagou fiança de US$ 5 milhões e espera julgamento em prisão domiciliar na casa dos pais, em Los Alamitos, na Califórnia (EUA). Este escândalo veio à tona quando uma reportagem do jornal The New York Times, publicada em novembro de 2017, denunciou a escravidão sexual promovida pela seita e apontou a atriz como braço-direito do falso guru Rainiere. Iniciada como um grupo de auto-ajuda, a organização chegou a receber matrículas de 16 mil pessoas nos cursos do grupo NXIVM. Ranieri se promovia como um guru de auto-ajuda para famosos, mas usava palestras da organização para selecionar mulheres bonitas como escravas sexuais, que eram convidadas a ingressar no círculo interno, chamado de DOS (abreviatura de “dominus obsequious sororium”), onde a iniciação incluía ter as iniciais de Ranieri marcadas à ferro e fogo na pele. A estrutura da seita se baseava em um esquema-pirâmide. Além de pagar o curso inicial, as participantes eram obrigadas a comprar aulas adicionais com preço ainda mais elevado e motivadas a recrutar outras mulheres e a marcá-las com suas iniciais para “subir” dentro da hierarquia da organização e assim obter privilégios, como se aproveitar das demais escravas. Havia uma condição prévia para participar: ceder informações comprometedoras sobre amigos e familiares, tirar fotos sem roupas e controlar os pertences das recrutas captadas. Nesta sociedade secreta, Raniere era o único homem, conhecido como o “Amo das companheiras obedientes”. Ele era “dono” de um harém. E as escravas dele, por sua vez, tinham um grupo de servas para si, e assim por diante. Todas as escravas precisavam obedecer aos mestres 24 horas por dia e recrutar outras mulheres para a seita. Caso não conseguissem, eram submetidas a castigos como surras. Além disso, elas tinham que tomar banhos de água fria e ficar 12 horas sem comer, mantendo uma dieta diária de apenas 500 a 800 calorias, pois, segundo o “mestre supremo”, mulheres magras eram mais vigorosas. Esta história bizarra deve virar série, após a produtora Annapurna fechar um acordo com o jornalista Barry Meier, autora da reportagem-denúncia publicada no New York Times, para produzir uma adaptação televisiva de suas descobertas.

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    Seymour Cassel (1935 – 2019)

    8 de abril de 2019 /

    O ator Seymour Cassel, que foi um importante parceiro do diretores John Cassavetes e Wes Anderson, morreu nesta segunda-feira (8/4) aos 84 anos, por complicações do mal de Alzheimer. A carreira de Cassell começou no final dos anos 1950, quando respondeu a um anúncio nos jornais de Los Angeles para trabalhar como assistente de produção no filme “Sombras” (1958), de John Cassavetes. Forjando amizade com o diretor, Cassel acabou ganhando também um papel de figurante no longa, que deu início a uma e produtiva parceria. Dez anos depois, em 1968, Cassel recebeu sua primeira e única indicação ao Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante por “Faces”, outro filme dirigido por Cassavetes. Após esse marco na carreira, Cassavetes lhe deu maior destaque em “Assim Falou o Amor” (1971), como protagonista num papel criado especialmente para ele – contracenando com a esposa do diretor, Gene Rowlands. Com a fama, passou a atuar cada vez mais, sendo disputado por diretores renomados, ainda que sempre para papéis de coadjuvante. Seu rosto inconfundível deu vida a muitas figuras de autoridade, de gângsteres a chefes da polícia e empresários. Sua impressionante filmografia inclui mais de cem filmes, entre eles alguns clássicos como “Os Assassinos” (1964) e “Meu Nome é Coogan” (1968), ambos de Don Siegel, “O Último Magnata” (1976), de Elia Kazan, “Comboio” (1978), de Sam Peckinpah, “Colors – As Cores da Violência” (1988), de Dennis Hopper, “Track 29” (1988), de Nicolas Roeg, “Dick Tracy” (1990) de Warren Beatty, e “Proposta Indecente” (1993), de Adrian Lyne, em esquecer os filmes de Cassavetes – “Canção da Esperança” (1961), “A Morte de Um Bookmaker Chinês” (1976), “Noite de Estreia” (1977) e “Amantes” (1984). Após a morte precoce de Cassavetes em 1989, aos 59 anos, Cassel só foi firmar nova parceria em 1998, ao participar de “Três é Demais”, de Wes Anderson. Depois disso, entrou na confraria de atores com quem o cineasta costuma trabalhar, atuando em “Os Excêntricos Tenembaums” (2001) e “A Vida Marinha de Steve Zissou” (2004). Ele também apareceu em muitas séries desde os anos 1960, como “Além da Imaginação”, “O Fugitivo”, “Batman”, “Viagem ao Fundo do Mar”, “Os Invasores”, “Galeria do Terror”, “Matlock”, “Star Trek: A Nova Geração” e até às mais recentes “Plantão Médico” e “Flight of the Conchords”. Cassel seguiu trabalhando até 2015, mas sem o mesmo sucesso. O último filme que completou foi “Silver Case”, lançado direto em VOD.

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  • Etc,  Filme

    Nadja Regin (1931 – 2019)

    8 de abril de 2019 /

    A atriz Nadja Regin, que apareceu em dois filmes da franquia “007”, morreu aos 87 anos. A notícia foi confirmada pela conta oficial da saga James Bond no Twitter, que postou uma homenagem à atriz sérvia, sem dar maiores detalhes sobre sua morte. Ela começou a carreira em 1959 em filmes da então Iugoslávia, usando seu nome completo: Nadja Poderegin. Fez oito produções elogiadíssimas, antes de cruzar a Cortina de Ferro para trabalhar na Alemanha Ocidental e no Reino Unido, onde a qualidade das obras desabou, mas lhe deu maior visibilidade. Os dois filmes de James Bond foram os únicos trabalhos de sua filmografia lançados no Brasil. Em “Moscou Contra 007” (1963), estrelado por Sean Connery, Regin viveu a amante do personagem Karim Bey (Pedro Armendáriz), chefe da “estação T” do Serviço Secreto Britânico em Istambul (Turquia). Sua segunda aparição, em “007 Contra Goldfinger” (1964), teve mais destaque. Novamente ao lado de Connery, ela aparece como a personagem Bonita, uma dançarina sedutora que tenta enganar o espião. Regin continuou atuando durante os anos 1960, aparecendo em séries britânicas como “Danger Man”, “The Third Man” (O Terceiro Homem) e “The Saint” (O Santo). Até se aposentar em 1968, fundando a editora literária Honeyglen Publishing com sua irmã, Jelena.

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  • Etc,  Série

    Saturday Night Live imagina crossover de Game of Thrones e Law & Order: SVU

    7 de abril de 2019 /

    A participação de Kit Harington no programa “Saturday Night Live”, exibido na noite de sábado (6/4) nos Estados Unidos, inspirou diversas piadas de “Game of Thrones”. Além da abertura com aparições dos colegas de elenco do intérprete de Jon Snow, o humorístico também desenvolveu um esquete baseado em propostas de spin-offs para “Game of Thrones” – algo que o canal pago HBO realmente está explorando. As ideias incluíram muitos trocadilhos com títulos de séries famosas, como “The Marvelous Mrs. Melisandre”, “No Ballers” com os eunucos da série e “Cersei and the City”. Mas a que chamou mais atenção foi “Game of Thrones: SVU”, por promover um improvável crossover com outra série de sucesso da TV americana. O esquete até mostrou os astros Mariska Hargitay e Ice-T, de “Law & Order: SVU”, investigando um crime com figurino medieval, e o spin-off foi apresentado como uma criação do produtor Dire Wolf – mais um trocadilho, já que o criador das série da franquia “Law & Order” se chama Dick Wolf. A própria HBO entrou na brincadeira, afirmando em seu Twitter que adoraria ver “Cersei and the City”. Veja abaixo. Meet your new favorite procedural: @GameOfThrones: @nbcsvu ⚔️⚖️ cc: @Mariska @FINALLEVEL pic.twitter.com/ngJz7DICvC — Saturday Night Live – SNL (@nbcsnl) April 7, 2019 Let’s be honest – we’d all watch the hell out of “Cersei and the City” https://t.co/5C1fHU6FiR — HBO (@HBO) April 7, 2019

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    Kit Harington recebe apoio do elenco de Game of Thrones em sua estreia no Saturday Night Live

    7 de abril de 2019 /

    Kit Harington fez sua estreia como humorista no programa “Saturday Night Live” exibido na noite de sábado (6/4) nos Estados Unidos. Nas esquetes, ele usou lingerie e imitou Michael Jackson, mas o mais curioso foi que o intérprete de Jon Snow contou com ajuda de seus colegas de “Game of Thrones” para divertir o público. Na abertura do programa, ele avisou que não poderia contar nenhum spoiler da temporada final da série, que estreia dia 14 de abril. Nem para Emilia Clarke, a Daeneris, que surge rapidamente no meio do público, querendo saber como tudo termina. Diante do espanto do ator, ela explicou que passou o tempo todo “lidando com um dragão, que era apenas uma bola de tênis em uma vara” – referindo-se à encenação prática, sem os efeitos digitais – , por isso tinha dificuldades em saber o que realmente foi gravado. Emilia ainda perguntou se ele se lembrava de quando fizeram sexo na 6ª temporada. Após ele confirmar, ela contou: “Você sabia que eles filmaram isso?”. John Bradley, o Samwell, também apareceu querendo saber o que acontecia com seu personagem, revelando que “eles só me deixaram ver duas páginas do roteiro e tudo o que meu personagem diz é ‘Arhhhh'”. “O que tinha escrito no roteiro antes disso?”, perguntou Harington. “Dragão abre a boca”, respondeu Bradley, fazendo o colega dizer que não era um bom sinal. Por fim, foi a vez de Rose Leslie, a Ygritte. Harington rapidamente a apresentou como sua esposa e disse que os dois se conheceram em “Game of Thrones”. Ela replicou que “eles já sabem disso”. E, antes que pudesse continuar, ouviu ele dizer que “não podia contar nem pra ela” como a série terminava. Mas não era isso que ela queria perguntar. Sua dúvida era como eles iam pagar as contas agora que a série não terá mais temporadas. E quanto tempo demoraria para a barba de Kit voltar a crescer – no visual de Jon Snow. Veja abaixo a íntegra da esquete, infelizmente sem legendas – por isso, a longa descrição acima. Kit is ??? revealing how @GameofThrones ends. #SNL pic.twitter.com/cVyUmFbsGT — Saturday Night Live – SNL (@nbcsnl) April 7, 2019

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  • Etc,  Filme

    Roberta Haynes (1927 – 2019)

    7 de abril de 2019 /

    A atriz Roberta Haynes, que estrelou “A Volta ao Paraíso” (1953) ao lado de Gary Cooper, morreu na quinta-feira (4/4) em sua casa em Delray Beach, na Flórida, aos 91 anos. Nascida Roberta Schack em 19 de agosto de 1927, em Wichita Falls, Texas, ela se mudou para Los Angeles ainda criança, acompanhando sua família, e ao completar a maioridade passou a buscar trabalho como atriz. Hayes estreou no cinema com papéis não creditados em dois filmes de 1949, “O Crime não Compensa”, de Nicholas Ray, e “Resgate de Sangue”, de John Huston. E após uma passagem pela Broadway em 1950, conseguiu maior destaque no drama noir “The Fighter” (1952), que foi filmado no México. No ano seguinte, ela emplacou seu primeiro filme como protagonista feminina, interpretando uma nativa polinésia em “A Volta ao Paraíso”, que se envolvia e tinha um filho com Gary Cooper. Com seus cabelos escuros, olhos escuros e pele morena, Haynes costumava interpretar mulheres mexicanas, nativas americanas ou polinésias no cinema. “Eu queria ser uma atriz séria, para interpretar os papéis que Ingrid Bergman desempenhou. Mas eu sempre fui rotulada como uma ‘mexicana ardente'”, disse ela em uma entrevista em 2017 para o site Vulture . “Os papéis da ‘boa garota’ sempre foram para atrizes de cabelos loiros e olhos azuis.” Sua carreira vinha crescendo e no mesmo ano ela ainda apareceu em dois westerns: “Irmãos Inimigos” (1953), dirigido por Raoul Walsh, e “O Valente de Nebraska” (1953), em que voltou a ter papel de protagonista. Mas um acidente envolvendo tiros e explosões no set prejudicou seriamente sua visão. Ela não trabalhou por vários anos até que as operações restaurassem a maior parte de sua visão. Com a trajetória cinematográfica encurtada, ela passou a participar de séries de TV, sem papel fixo, e fazer pequenas aparições no cinema, como no thriller “À Queima-Roupa” (1967), de John Boorman, e “Reencontro do Amor” (1972), de Martin Ritt. Seu último papel foi como figurante na comédia “Loucademia de Polícia 6: Cidade em Estado de Sítio”, em 1989. Ela teve um relacionamento com Marlon Brando e um caso com Richard Burton, além de três maridos. O último foi o ator Larry Ward (da série clássica “The Dakotas”), de quem se divorciou em 1971.

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    Will Ferrell e Adam McKay anunciam final de sua parceria

    7 de abril de 2019 /

    O ator Will Ferrell e o diretor Adam McKay anunciaram o fim de sua parceria. Os dois eram sócios há 13 anos na produtrao Gary Sanchez Productions. A dupla, que se conheceu em 1995 no programa “Saturday Night Live”, encontrou grande afinidade ao trabalhar junta em filmes. Os cinco primeiros filmes dirigidos por McKay foram estrelados por Ferrell: “O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy” (2004), “Ricky Bobby, a Toda Velocidade” (2006), “Quase Irmãos” (2008), “Os Outros Caras” (2010) e “Tudo por um Furo” (2013). Mas ultimamente o cineasta tem se dedicado mais a produções de temática política, como “A Grande Aposta” (2015) e “Vice” (2018), filmes que o transformaram num autor de prestígio e consagrado pelo Oscar, enquanto Ferrell vive uma fase de comédias fraquíssimas – “Holmes & Watson” foi considerado o Pior Filme de 2018 na votação do troféu Framboesa de Ouro. A diferença se tornou gritante, mas o nome de McKay continuou atrelado aos fracassos do parceiro. Assim, “decidiram se separar e focar em novos esforços criativos”, segundo comunicado assinado pelos dois. “Os últimos 13 anos não poderiam ter sido mais agradáveis ​​e satisfatórios para nós dois na Gary Sanchez Productions. Agradecemos imensamente à nossa incrível equipe e executivos e a todos os escritores, diretores e atores com os quais trabalhamos ao longo dos anos”, acrescentaram. “Nós dois sempre trabalharemos juntos de forma criativa e sempre seremos amigos. E nós reconhecemos que temos a sorte de acabar com esse empreendimento desse jeito”, conclui o texto. McKay e Ferrell têm uma grande lista de projetos em desenvolvimento com sua produtora, que assinou um contrato de três anos com a Paramount em setembro – entre outros, incluem a comédia “Hustlers”, com Jennifer Lopez, o novo filme de Ferrell, “Eurovision”, com distribuição da Netflix, e a série sci-fi “Motherland: Fort Salem” para o canal pago Freeform.

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    Cadáver é encontrado na casa de ex-ator desaparecido do Clube do Mickey

    6 de abril de 2019 /

    Um cadáver não identificado foi encontrado pela polícia na casa de Dennis Day, um dos primeiros apresentadores de programas de TV da Disney. Day é considerado desaparecido desde julho do ano passado, depois de dizer que ia viajar e deixar o cachorro com um amigo, o que sugere que o corpo talvez seja dele próprio. Vários meses depois de seu desaparecimento, amigos resolveram criar uma página do Facebook chamada “Ajude-nos a Encontrar Dennis Day!”, o que chamou atenção da mídia. Em fevereiro, um tenente da polícia disse ao jornal USA Today que o carro de Day foi recuperado na costa do Oregon, a 320 quilômetros de distância de sua casa, na posse de dois indivíduos que disseram que ele tinha lhes emprestado o veículo. Na quinta-feira (4/4), uma sobrinha de Day escreveu na página dedicada à busca do ator que “dois cães e um drone” estavam procurando por seu tio na casa dele. Detalhes de sua possível morte ainda não foram revelados, mas a polícia continua a investigação. Dennis Day foi um dos primeiros atores infantis contratados para o programa “Clube do Mickey”, onde trabalhou entre 1956 e 1957, na mesma turma de Annette Funicello (de “A Praia dos Amores” e todos os filmes da Turma da Praia dos anos 1960).

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    Georgiy Daneliya (1930 – 2019)

    6 de abril de 2019 /

    O diretor russo Georgiy Daneliya morreu na quinta-feira (4/4) aos 88 anos, após parada cardíaca, seguindo um período de quase dois meses de internação por pneumonia em um hospital de Moscou. Considerado um dos maiores cineastas russos e premiado durante sua carreira em três dos principais festivais de cinema do mundo, Berlim, Veneza e Karlovy Vary, Daneliya era um arquiteto que virou cineasta ao lançar dois curtas no final dos anos 1950. A aclamação veio logo no primeiro longa-metragem, “O Mundo Novo de Serginho” (1960), que venceu o Globo de Cristal em Karlovy Vary, mais importante festival do Leste Europeu. O drama do menino que se vê subitamente valorizado pelo novo padrasto também foi considerado um dos melhores filmes estrangeiros do ano pela National Board of Review americana. Ele voltou a se destacar com “24 Horas em Moscou” (1964), sobre um jovem em visita à capital russa, que faz novos amigos adolescentes. O longa foi selecionado para a disputa da Palma de Ouro no Festival de Cannes. A Cortina de Ferro dificultou que sua filmografia se tornasse mais conhecida. E também houve certa resistência do Ocidente a seu trabalho, por ser alinhado à ideologia comunista. Daneliya chegou ser eleito “Artista da República Russa” em 1977 e “Artista do Povo da União Soviética” em 1989 pelo governo soviético. O cineasta também venceu o Festival de Moscou em 1977 com “Mimino”, sobre um piloto de helicóptero do interior que sonha comandar aviões e se torna amigo de um motorista de trator durante um curso na capital. A lenta e gradual abertura soviética permitiu maior circulação a seus filmes. E ele acumulou prêmios internacionais em sua obra seguinte, “Maratona de Outono” (1979), conquistando o Leão de Ouro do Festival de Veneza, a Concha de Ouro do Festival de San Sebastian e o prêmio da Mostra Fórum do Festival de Berlim com a história de um professor infiel. Foi o ponto alto de sua carreira, que, a partir daí, tornou-se menos internacional. Seus filmes seguintes foram mais celebrados no mercado doméstico, geralmente vencendo os prêmios Nika (o Oscar russo), como “Passaporte” (1990), que lhe rendeu o troféu de Melhor Roteiro. Ele também diversificou sua obra, fazendo comédias (“Nastya”, “Heads and Tails” e “Fortuna”) e até uma animação, “Ku! Kin-dza-dza”, seu último trabalho, lançado em 2013, que venceu o Nika da categoria.

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