Scarlett Johansson apoia Woody Allen contra denúncias de abuso da filha
A atriz Scarlett Johansson rompeu o piquete virtual do movimento #MeToo para defender o cineasta Woody Allen em entrevista de capa da revista The Hollywood Reporter. Estrela de três filmes do cineasta nos anos 2000, ela disse acreditar na inocência do diretor em relação à denúncia da filha, Dylan Farrow, de que ele a teria molestado quando tinha um relacionamento com sua mãe, a atriz Mia Farrow. Johansson trabalhou com Allen em “Match Point” (2005), “Scoop – O Grande Furo” (2006) e “Vicky Cristina Barcelona” (2008), numa fase criativa que representou o renascimento da carreira do diretor em contato com paisagens europeias. “Eu amo Woody. Eu acredito nele e trabalharia com ele a qualquer momento”, declarou a estrela. “Eu vejo Woody sempre que posso, e tive conversas com ele sobre isso. Eu fui muito direta com ele, e ele foi muito direto comigo. Ele mantem a sua inocência, e eu acredito nele”, completou. Johansson reconhece que esta não é uma opinião capaz de vencer concurso de popularidade em Hollywood neste momento. Vários astros de filmes de Allen, como Marion Cotillard, Mia Sorvino, Greta Gerwig, Colin Firth e até Rebeca Hall, com quem Scarlett contracenou em “Vicky Cristina Barcelona”, expressaram arrependimento por trabalhar com o diretor, e ele entrou em litígio com a Amazon, que se recusou a lançar seu filme mais recente, “Um Dia de Chuva em Nova York” (2019), e optou por descumprir contrato firmado de distribuição de novos projetos. “É difícil, porque as pessoas estão muito envolvidas [em ativismo] no momento, e isso é compreensível. As coisas precisavam mudar, e então as pessoas estão muito apaixonadas, têm muitos sentimentos e estão com raiva, o que faz sentido. É um momento muito intenso”, definiu. As acusações, porém, não são novas, apesar de ganharem mais força após Dylan Farrow aproveitar o movimento #MeToo para desenterrar suas denúncias, reafirmando ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. Allen sempre negou tudo, creditando a acusação à lavagem cerebral promovida pela mãe da jovem, Mia Farrow. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen, que não foi condenado quando o caso foi levado a tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças. A denúncia, porém, fez com que perdesse a guarda dos filhos, objetivo de Mia Farrow. O mais importante a destacar é que ele nunca foi acusado de abuso ou assédio por nenhuma outra mulher, tendo levado várias atrizes a vencerem o Oscar por desempenhos em seus filmes. Mesmo as que juram jamais voltar a trabalhar com ele não tem nada negativo a relatar, além do extremo distanciamento do diretor. São meio século de carreira sem uma queixa sequer. Sem outras histórias que reforcem a acusação, o caso se resume à recordação de Dylan, aos sete anos de idade, durante o período tenso de separação entre Mia Farrow e Woody Allen, que trocou a ex pela filha adotiva dela, Soon-Yi (que não era adotada por Allen, como Dylan). Foi realmente um período polêmico e escandaloso, mas Allen e Soon-Yi se casaram, estão juntos desde então e também adotaram duas filhas que parecem adorar os pais. O fato é que os amigos de Woody Allen diminuíram muito após o ressurgimento das denúncias, mas alguns mais antigos, como Diane Keaton, e outros que reconhecem a contribuição de Allen para suas carreiras, como Penelope Cruz, ficaram do lado do diretor. Cruz, que venceu o Oscar por “Vicky Cristina Barcelona”, voltará inclusive a trabalhar com o diretor em seu próximo filme, atualmente em produção na Espanha. O último filme rodado por Allen, “Um Dia de Chuva em Nova York”, chega ao Brasil em 26 de dezembro.
Jon Bernthal estrela trailer realista do game Tom Clancy’s Ghost Recon Breakpoint
A Ubisoft lançou um novo trailer do game “Tom Clancy’s Ghost Recon Breakpoint”, narrado e protagonizado pelo ator Jon Bernthal (“Justiceiro”). A prévia se diferencia dos demais comerciais de games por ser produzida como um filme, repleto de atores e efeitos práticos, com ação realista. Isto causa grande estranhamento quando, nos instantes finais, Bernhtal vira um personagem digital, assumindo o visual animado de seu avatar no jogo. Bernthal já tinha feito uma aparição no conteúdo gratuito de “Ghost Recon Wildlands” e retorna no 11º lançamento do jogo de tiros como o Coronel renegado Cole D. Walker, do grupo de ex-Ghosts conhecido como Wolves. O enredo promete girar em torno do agente das forças especiais que acaba em um lugar do pacífico chamado Arquipélago de Aurora para investigar supostos crimes da gigante da tecnologia Skell Technology, dona de uma infraestrutura tecnológica composta por drones. “Tom Clancy’s Ghost Recon Breakpoint” será um dos primeiros lançamentos disponibilizados na Google Stadia, a plataforma de games do Google, e tem estreia marcada para 4 de outubro para PC, PlayStation 4 e Xbox One.
Ex-presidente da Ancine vira réu por formação de quadrilha
A juíza Adriana Cruz, da 5ª Vara Federal Criminal do Rio, aceitou denúncia do MPF e tornou réus o diretor-presidente afastado da Ancine, Christian de Castro Oliveira, e mais sete pessoas, informou o jornal O Globo. Segundo o MPF (Ministério Público Federal) no Rio, o grupo teria atuado, de outubro de 2017 a janeiro de 2018, para desonrar a imagem de outros diretores da agência que concorriam à vaga de presidente do órgão. O objetivo era abrir margem para que Christian fosse eleito e que todos os envolvidos tivessem promoção em cargos públicos. Christian de Castro Oliveira foi nomeado presidente da Ancine em janeiro de 2018, durante o governo de Michel Temer, e tinha mandato até 2021. Ele iniciou a carreira no mercado financeiro nos anos 1990 e entrou no mercado cinematográfico começou quando fundou, com seu irmão, o roteirista e diretor Erik de Castro, a BSB Cinema Produções. Na empresa, assinou a produção de filmes como “Senta a Pua!”, “A Cobra Fumou” e “Federal”. Ele também foi diretor das distribuidoras Vereda Filmes e Lumière, diretor comercial da RioFilme, CEO da Luz Mágica Produções Audiovisuais, membro do Conselho de Administração das produtoras Glaz Entretenimento e Oca Animation e diretor da Luminosidade, pela Inbrands. O MPF acusa o grupo envolvido com Christian de violação de sigilo funcional, prevaricação, crimes contra a honra, denunciação criminosa e associação criminosa. O ex-ministro da Cultura e atual secretário estadual de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, está entre os denunciados. O MPF também requereu a indisponibilidade de bens e ressarcimento integral dos danos causados à União, além do afastamento de cinco denunciados de seus cargos. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro demitiu Christian do cargo de presidente da Ancine e afirmou que irá indicar um evangélico para assumir uma das vagas abertas na direção da entidade.
Kevin Hart sofre acidente de carro e é hospitalizado com lesões nas costas
O ator Kevin Hart se envolveu em um grave acidente de carro em uma rodovia na cidade de Calabasas, na Califórnia, na madrugada deste domingo (1/9). Um outro homem e uma mulher também estavam no veículo, que ficou completamente destruído. O carro era um item de colecionador, um Plymouth Barracuda de 1970, considerado um dos maiores clássicos entre os muscle cars americanos. Ele foi parar cerca de 3 metros para fora da estrada. Hart não estava dirigindo o veículo no momento do acidente, mas os policiais confirmaram que ele é o dono do carro. O comediante e seu motorista sofreram “graves lesões nas costas”, segundo apurou o site TMZ, e precisaram ir a um hospital. Já a mulher, terceira ocupante do carro, não precisou ser hospitalizada. O comediante chegou a compartilhar em seu Instagram uma foto do carro acidentado, revelando que ele comprou o veículo em julho para comemorar seu aniversário de 40 anos. “Eu adicionei mais músculos à minha família pelos meus 40 anos”, escreveu, revelando que tinha até batizado o veículo – um nome premonitório. “Bem-vindo em casa, ‘Ameaça'”. Veja abaixo. Kevin Hart está atualmente em cartaz com o filme “Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw” e voltará às telas em janeiro com “Jumanji: Próxima Fase”. Ver essa foto no Instagram I added some more muscle to the family for my 40th….welcome home "Menace" #MuscleCarLover Uma publicação compartilhada por Kevin Hart (@kevinhart4real) em 8 de Jul, 2019 às 5:59 PDT
Bolsonaro diz que vai nomear diretor evangélico na Ancine
O presidente Jair Bolsonaro disse que quer na Agência Nacional de Cinema (Ancine) um diretor de perfil evangélico. Em almoço com jornalistas, Bolsonaro afirmou que pretende encontrar alguém que saiba “recitar 200 versículos bíblicos”, tenha o joelho machucado de tanto rezar e carregue a bíblia “encaixada debaixo do braço” para comandar a agência. “É um certo exagero, mas eu sou um presidente conservador”, acrescentou, ao comentar o decreto que na sexta-feira (30/8) exonerou Christian de Castro Oliveira da presidência da entidade, e voltando a demonstrar descontentamento com a gestão liberal da Ancine. Bolsonaro também disse recentemente que iria nomear um ministro “terrivelmente evangélico” para o STF (Supremo Tribunal Federal) e que contava com um ministro “terrivelmente evangélico” na AGU (Advocacia Geral da União). Com essa linha de atuação, ele avança sobre a divisão entre estado e religião estabelecida pela Constituição. “O estado é laico, mas nós somos cristãos”, já disse e repetiu outras vezes, como defesa de sua atuação. A intensão de Bolsonaro parece ser realmente transformar em realidade a distopia imaginada pelo filme “Divino Amor”, de Gabriel Mascaro. Com 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes, “Divino Amor” mostra um Brasil do futuro tão “terrivelmente evangélico” que nem carnaval tem mais. E onde regras rígidas e vigilância constante impedem a população de se desviar dos ideais consagrados pela religião. Por identificar em Bolsonaro o grande arquiteto dessa distopia, Mascaro nem sequer inscreveu seu filme para disputar uma vaga entre os selecionados ao Oscar de Melhor Filme Internacional. O cineasta tem profunda clareza de que “Divino Amor” jamais seria escolhido numa comissão estabelecida por ministério do atual governo, cuja pauta é evangelicamente “terrível”, a começar por defender “filtros” (outro nome para censura) no cinema nacional.
Paparazzo processa Jennifer Lopez por atropelamento e fuga
A atriz e cantora Jennifer Lopez e seu noivo, o jogador de beisebol Alex Rodriguez, estão sendo processados por um paparazzo que teria sido atropelado pelo carro do casal em outubro do ano passado em Los Angeles, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo site TMZ, que também disponibilizou um vídeo do atropelamento. De acordo com documentos obtidos pelo site, o fotógrafo Liyanage Perera alega que estava atrás de um restaurante próximo da Avenida Melrose quando foi atingido por um Cadillac SUV, que conduzia J.Lo e A-Rod. No processo, Liyanage não revelou sua profissão e disse ter ficado gravemente ferido. O vídeo, porém, o mostra com câmera na mão, postando-se à frente do carro para tirar fotos na saída do restaurange, quando recebe um encontrão do veículo, em velocidade mínima, e cai no chão. Imediatamente, ele se levanta e sai andando, enquanto o motorista pergunta o que houve para outros paparazzi que cercavam o carro, e parte lentamente para seu destino. O paparazzo pede que o casal pague as despesas médicas que ele teria arcado financeiramente, após cair no chão, e os acusa de fugir do local em velocidade. Em seu próprio processo, ele confirma que nem Jennifer Lopez nem seu noivo estavam ao volante quando aconteceu o acidente, mas diz que eles falharam em instruir seu motirista/segurança a dirigir com cuidado. Ele também insiste que o casal e a equipe não pararam para atendê-lo após o atropelamento, “fugindo da cena rapidamente”. Os agentes de Jennifer Lopez e Alex Rodriguez não se manifestaram publicamente até o momento sobre as acusações. Veja abaixo o vídeo do acidente.
Dior suspende campanha de perfume com Johnny Depp após polêmica nas redes sociais
A grife francesa Dior tirou do ar na sexta (30/8) uma campanha estrelada por Johnny Depp, após a reação negativa das redes sociais à associação de um perfume com nativos-americanos. A publicidade disparou entre os tópicos do Twitter devido à analogia feita entre índios e o nome da fragrância, “Sauvage”. “Estou impressionado com a insensibilidade racial idiota consistente das grandes corporações. Você pensaria que a Dior poderia pensar duas vezes antes de lançar uma fragrância ‘inspirada na cultura nativa americana’, nomear de Sauvage e trazer Johnny Depp como seu rosto. Como … NINGUÉM viu nada errado com isso?”, perguntou um usuário. “Dior, se você quiser ser autêntica, deve fazer um perfume chamado ‘Colonizador’, uma jornada profunda na alma colonial, em um território roubado”, atacou outro, com a hashtag #boycottdior anexada ao comentário. Uma das críticas foi feita pela atriz Kawennáhere Devery Jacobs (da série “American Gods”), que escreveu no Twitter: “Você está me dizendo que a Dior está lucrando com a cultura e a imagem indígena, e contratou JOHNNY DEPP para estrelar o anúncio de um perfume chamado SAUVAGE?! E achou que era OK?” A empresa argumenta que o anúncio não é racista ou faz apropriação cultural, pois os nativos-americanos estiveram envolvidos em criação para que o produto respeitasse suas crenças, cultura e tradição. Também alega que Depp se identifica como parte nativo-americano. O ator diz ter sangue indígena e foi adotado pelos Comanches na época em que filmou “O Cavaleiro Solitário” (2013), no papel do índio Tonto. Depp também protagonizou campanhas anteriores do perfume, mas elas não tinham ligação com nativos-americanos. O novo comercial trazia Depp tocando guitarra à beira de uma fogueira no deserto, enquanto um nativo-americano dança ao fundo. Mas a campanha tem outras imagens e ainda inclui a atriz Tanaya Beatty (de “Crepúsculo”), descendente da nação Da’Naxda’xw. Diante da repercussão, a Dior apagou os tuítes com teasers sobre o produto e o vídeo do comercial, disponibilizado no YouTube. O lançamento oficial da campanha estava marcado para domingo (1/9).
Bolsonaro demite presidente da Ancine por decreto
O presidente Jair Bolsonaro demitiu o presidente da Ancine (Agência Nacional do Cinema), Christian de Castro Oliveira, com um decreto publicado no Diário Oficial da União nesta sexta (30/8). Segundo o texto, Oliveira foi oficialmente afastado dos cargos de “diretor e diretor-presidente” por conta de uma decisão da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada em nota do Ministério da Cidadania, que diz que o processo corre em segredo de Justiça. “O Ministério da Cidadania informa que demandará esforços para que a Agência possa atender o setor com normalidade”, acrescenta a nota. A decisão pode ter relação com um mandado de busca e apreensão na sede da Ancine, no Rio, emitido no final do ano passado por aquela mesma vara. Na ocasião, foram recolhidos computadores, HDs, livros contábeis e outros itens no órgão. Esta investigação realmente corre sob sigilo judicial e os crimes listados incluem denunciação caluniosa, violação de sigilo funcional, prevaricação, calúnia, injúria, difamação e associação criminosa. Além do presidente da Ancine, também foram afastados mais dois funcionários, investigados no mesmo processo. Com isso, Alex Braga Muniz, membro da diretoria colegiada da Ancine, vai substituir Oliveira de forma interina. Ele faz parte da Ancine desde 2003, quando ocupou o cargo de Coordenador de Consultoria da Procuradoria Federal junto à Agência. Bolsonaro vem atacando a Ancine em vários pronunciamentos feitos em suas transmissões ao vivo pelas redes sociais. Ele chegou a declarar que “se a Ancine não tivesse, na sua cabeça toda, mandato, já tinha degolado todo mundo”. A ameaça foi completada num vídeo por um gesto que representa o assassinato por meio de degola. Ele também disse que pretende extinguir ou enquadrar a agência para tender os critérios de seu governo. O presidente acusa a Ancine de dar “dinheiro público” para filmes impróprios, como “Bruna Surfistinha” e obras com temática LGBTQIA+. No último dia 21, o governo suspendeu um edital para financiamento de obras que abordavam questões como sexualidade e gênero. O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro instaurou um inquérito para apurar o caso, citando que “tal ameaça ou discriminação pode importar em inobservância das regras editalícias, de caráter vinculante para a administração pública.” O MPF expediu ofícios ao Ministério da Cidadania e à Ancine, requisitando informações não só sobre a suspensão do edital, mas também sobre “suposta decisão governamental de não aprovar projetos audiovisuais relacionados a temáticas LGBT”.
Valerie Harper (1939 – 2019)
Valerie Harper, uma das atrizes mais queridas da TV americana, que estrelou a série clássica “Mary Tyler Moore” e o derivado “Rhoda”, morreu após uma longa batalha contra o câncer, aos 80 anos de idade. Assim como sua personagem clássica, que ajudou a divulgar o feminismo na telinha, ela também foi um símbolo do empoderamento na vida real, tendo processado produtores e uma rede de TV por reagirem com demissão a um pedido de aumento, além de ter lutado, ao lado de feministas históricas como Gloria Steinem e Bella Abzug, pela aprovação da Emenda dos Direitos Iguais nos Estados Unidos. Ela nasceu em 22 de agosto de 1939, em Suffren, Nova York, mas morou boa parte da infância e da adolescência em Nova Jersey. Estudou balé na juventude e aos 16 anos conseguiu um emprego como dançarina do Corps de Ballet, que se apresentava quatro ou cinco vezes por dia entre as exibições de filmes no Radio City Music Hall. A experiência como dançarina a levou à Broadway em 1956, no elenco da comédia musical “Li’l Abner”, baseada nos quadrinhos do personagem do título (Ferdinando, no Brasil), e ela logo se tornou uma das dançarinas favoritas do diretor-produtor-coreógrafo Michael Kidd, que a escalou em várias montagens consecutivas. Sua colega de quarto, a atriz Arlene Golonka, sugeriu que Harper tentasse atuar, convencendo-a a fazer um teste para participar do teatro de revista “Second City”, que acabara de se mudar de Chicago para Nova York. Ela se juntou ao elenco, que incluía o ator Dick Schaal, e os dois se casaram alguns meses depois em 1964 (eles se divorciaram em 1978). “Ele era meu mentor”, Harper disse à revista People em 1975, sobre seu marido. “Ele me ajudava a me preparar, lendo roteiros comigo por anos e absolutamente construiu a personagem de Rhoda comigo”. O casal se mudou para Los Angeles em 1968 e começou a trabalhar na TV. Ele assinava roteiros para “Love, American Style”, enquanto ela deslanchava em participações em diversas séries, incluindo “Columbo”, e seguia carreira no teatro. A diretora de elenco e vice-presidente da CBS Ethel Winant a “descobriu” durante uma peça em Los Angeles e a convidou a fazer um teste para uma nova série, que chegaria à televisão em 1970. Era “Mary Tyler Moore” e Harper foi escalada para viver a vizinha e melhor amiga da protagonista, Rhoda Morgenstern, recém-chegada a Minneapolis, onde a trama se passava. A interação entre Moore e Harper marcou época. Enquanto Mary Richards (Mary Tyler Moore era o nome da intérprete e não da personagem) era uma presbiteriana conservadora, Rhoda era uma judia moderna, que se vestia de forma extravagante. As duas eram completamente opostas, mas as diferenças iniciais logo cederam lugar para as semelhanças. As duas eram mulheres solteiras independentes e lutavam por reconhecimento numa época em que o feminismo engatinhava. Em 2000, a revista Time chamou a interação de Mary e Rhoda de “uma das amizades mais famosas da TV”. Mas após três vitórias seguidas no Emmy como Melhor Atriz Coadjuvante, Harper se tornou popular o suficiente para ter sua própria série, e em 1974 a CBS lançou “Rhoda”, com produção assinada por ninguém menos que Mary Tyler Moore – num testemunho da parceria entre as atrizes, que jamais se viram como rivais. Na atração derivada, Rhoda retornava a Nova York para reencontrar a família, e finalmente descobria o amor, ao conhecer um executivo divorciado (David Groh). O spin-off foi um sucesso instantâneo, tornando-se a primeira série a assumir o 1ª lugar da audiência em seu ano inaugural de produção. Além disso, o episódio do casamento de Rhoda quase bateu um recorde histórico, com 52 milhões de telespectadores, a segunda maior audiência da TV até então, perdendo apenas para outro evento televisivo, o nascimento de Little Ricky em “I Love Lucy”, exibido em janeiro de 1953. Vale lembrar que esse episódio especial foi um crossover com “Mary Tyler Moore”, em que os personagens da série original apareceram como convidados na cerimônia íntima, realizada no apartamento dos pais de Rhoda. E rendeu tantos comentários que até um famoso locutor esportivo reclamou, durante uma transmissão de futebol americano, não ter sido convidado para aparecer na festa. Harper culminou esse período de sucesso com o Emmy de Melhor Atriz em Série de Comédia por seu trabalho em “Rhoda”. Mas, apesar desse fenômeno de popularidade, os produtores decidiram que a série precisava de outra direção na 3ª temporada, já que a personagem tinha se tornado feliz e acomodada. Assim, os roteiristas passaram a incluir problemas no relacionamento, que levou a um divórcio na 4ª temporada. O público não gostou e a audiência desabou, fazendo a série ser cancelada antes do final de sua 5ª temporada, em dezembro de 1978, deixando quatro episódios inéditos. “Meu maior arrependimento foi não termos tido a oportunidade de mostrar um episódio final de ‘Rhoda'”, Harper desabafou em sua autobiografia. “A série de ‘Mary Tyler Moore’ terminou com um final perfeito, agridoce e divertido, em que me senti emocionada por poder aparecer. Eu queria que ‘Rhoda’ tivesse a mesma oportunidade”. A atriz voltou a protagonizar uma série em 1986 com “Valerie”, interpretando uma mãe suburbana de Chicago, que precisava trabalhar e criar três filhos (o mais velho tinha 17 anos de idade e era ninguém menos que o ator Jason Bateman, futuro astro de “Arrested Development”), enquanto o marido, um piloto (Josh Taylor), estava frequentemente ausente. Um episódio da 2ª temporada de “Valerie” também entrou para a História da TV, ao usar pela primeira vez a palavra “preservativo”, relacionada a sexo seguro, no horário nobre norte-americano. A NBC chegou a emitir um aviso de aconselhamento aos pais, na abertura do capítulo. O sucesso de “Valerie” fez Harper buscar aumento salarial e participação nos lucros da produção, que afinal tinha seu nome. Os produtores negaram e ela se recusou a gravar novos episódios. O impasse causou sua demissão da própria série. Os roteiristas simplesmente mataram sua personagem num acidente de carro e a atração seguiu com Sandy Duncan no papel principal, como uma tia que assumia a criação dos filhos de Valerie. Harper processou a rede NBC e os produtores por quebra de contrato e difamação, após entrevistas em que foi chamada de “atriz difícil”. E venceu. Recebeu US$ 1,4 milhão por perdas e danos, além de uma parcela dos lucros do programa, como queria em sua negociação inicial. Os anos dedicados à televisão não lhe permitiram fazer muitos filmes. As exceções foram participações em “O Último Casal Casado” (1980) e “Feitiço do Rio” (1984). Mas ela protagonizou muitos telefilmes, incluindo “Quero Apenas meus Direitos” (1980), produção pioneira sobre o assédio sexual no local de trabalho, e “A Caixa de Surpresas” (1980), dirigido pelo astro Paul Newman. Após “Valerie”, ela teve um papel de destaque na sitcom “A Família Hogan” (1986–1991) e apareceu de forma recorrente em “The Office” (durante 1995). Também cruzou as telas em episódios de “O Toque de um Anjo”, “Sex and the City”, “That ’70s Show”, “Desperate Housewives”, “Drop Dead Diva”, “Duas Garotas em Apuros” (2 Broke Girls) e “Calor em Cleveland” (Hot in Cleveland). Em 2000, voltou a reviver sua personagem mais famosa num telefilme da rede ABC, “Mary e Rhoda”, em que contracenou com sua velha amiga Mary Tyler Moore. E foi um sucesso de audiência como nos velhos tempos. Enquanto lutava com doenças, a atriz ainda foi indicada ao Tony (o Oscar teatral) por interpretar a atrevida estrela dos anos 1940 Tallulah Bankhead na comédia “Looped”. Seus últimos trabalhos foram um curta-metragem de 2017, “My Mom and the Girl”, em que interpretou uma mãe com doença de Alzheimer, e diversas dublagens nas séries “Os Simpsons” e “American Dad!” Em 2009, os médicos removeram um tumor de seu pulmão direito e, em janeiro de 2013, ela foi diagnosticada com um tumor cerebral incurável, ocasião em que recebeu a informação que só teria mais três meses de vida. Sem se entregar, ela sobreviveu por mais seis anos. Nesse tempo “extra”, permitiu à NBC News gravá-la para um documentário e aceitou um convite para aparecer no programa de danças “Dancing With the Stars”. “Os médicos querem que eu me exercite!”, disse, sobre a participação. Discutindo sua doença na TV, ela afirmou: “Quero que todos nós tenhamos menos medo da morte, saibam que é uma passagem. Mas não vá ao seu funeral antes do dia do funeral. Enquanto estiver vivendo, viva.”
Fã de Grey’s Anatomy se veste de médico e dá alta para pacientes em hospital de São Paulo
Um homem de jaleco branco e estetoscópio pendurado no pescoço foi detido na madrugada desta sexta-feira (30/8) na Santa Casa de Misericórdia, no centro de São Paulo. De acordo com testemunhas, o falso médico circulava pelo pronto-socorro Central fingindo-se de médico. Segundo o boletim de ocorrência registrado no 2º DP, no Bom Retiro (região central), o homem se apresentava às pessoas como um especialista bucomaxilofacial — especialidade da odontologia que cuida de doenças da cavidade oral como traumatismos e deformidades faciais. Uma testemunha afirma que o falso médico fora visto em outros dias pelos corredores do hospital e abordava as pessoas à procura de “seus pacientes”. “Ele chegou a atender e deu alta para dois pacientes”, disse. Não se sabe ainda quantas pessoas foram atendidas. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito foi à Santa Casa de jaleco e estetoscópio porque “admira a profissão de médico e sempre quis ser médico”. O falso médico disse ainda que “somente queria andar com o jaleco e o estetoscópio como vê na série de televisão ‘Grey’s Anatomy'”. Ele disse que ficou internado no mesmo hospital em decorrência de uma cefaleia refratária e faz uso de Ritalina, um estimulante do sistema nervoso central indicado para tratamentos de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno hipercinético e narcolepsia. De acordo com policiais do 2º DP, o caso foi encaminhado para o 77º DP, em Santa Cecília. O suspeito foi autuado em flagrante e enviado para a custódia. Procurada, a Santa Casa de São Paulo não se pronunciou. Curiosamente, não é a primeira vez que um fã de “Grey’s Anatomy” tenta se passar por médico no Brasil. Em 2017, Josias de Farias Júnior, que tinha 19 anos, foi preso em flagrante por tentativa de furto no Hospital Unimed Litoral, em Santa Catarina. De acordo com a PM, ele usava credenciais roubadas de um médico, como jaleco, estetoscópio e carimbos, e tentava obter um novo crachá para ter acesso à instituição. Em suas redes sociais, ele publicou fotos e vídeos como médico, dizendo-se “formado em medicina em 12 temporadas de ‘Grey’s Anatomy’”. Poucos dias após receber liberdade provisória, ele foi encontrado morto em sua casa, em Balneário Camboriú, litoral norte de Santa Catarina. Perto da cama em que ele estava deitado, foram encontrados medicamentos de tarja preta.
Atriz de 13 Reasons Why apaga Instagram após ser atacada por “fãs” da série
É irônico, mas fãs de “13 Reasons Why”, série que condena o bullying em adolescentes, resolveram fazer bullying contra uma intérprete adolescente da produção. A atriz Grace Saif, que vive a personagem Ani Achola, apagou todas as fotos de seu perfil no Instagram após ser atacada por “fãs” que não gostam de sua personagem. Grace Saif se juntou ao elenco na 3ª temporada, fazendo o papel de Ani, uma nova aluna da Liberty High que chegou à cidade com sua mãe, contratada para cuidar do avô doente de Bryce Walker. A atriz é negra, tornou-se a nova narradora da história e ainda beija o galã Dylan Minnette na série. Depois de receber muitas mensagens negativas de quem não gostou da sua personagem, Grace excluiu suas fotos do Instagram (sua conta ainda está ativa) e bloqueou sua conta no Twitter. O ator Timothy Granaderos, que também participa da série, resolveu se manifestar na rede social sobre o caso. “Se você apoia ou não um personagem no nosso programa fictício de TV, lembre-se de que há um talentoso e bonito ator/atriz trazendo essas palavras roteirizadas para a vida”, escreveu. A verdade é que irônico não é a palavra adequada para descrever o ataque dos “fãs”. São atos tristes, repugnantes e simplesmente imbecis, que mostram o lado sombrio do fandom. Ver essa foto no Instagram *please take a second to read* Hey Y’all, just a reminder. Whether or not you support, like, or love, a character in our fictional tv show—please remember that there is a talented and beautiful actor/actress bringing those scripted words to life. One of the underlining themes in our show is to take care of each other. I’ve seen some pretty nasty things being said online, concerning the introduction of a new character. Y’all are passionate & we love you for that, but PLEASE PLEASE try to be kind and respect the work of the talented actress/actor behind the character. Love y’all & keep taking care of each other ❤️ Uma publicação compartilhada por timothy granaderos jr. (@timothygranaderos) em 26 de Ago, 2019 às 5:41 PDT
Os Vingadores se juntam à campanha mundial para defender a Amazônia
Astros dos Vingadores, Chris Hemsworth, intérprete de Thor, Chris Evans, o Capitão América, e Mark Ruffalo, o Hulk nos filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, em inglês), juntaram-se às celebridades internacionais preocupadas com o incêndio da Amazônia, que só tem aumentado diante das reações (ou falta delas) do presidente Jair Bolsonaro à crise ambiental. Ruffalo postou imagens atuais dos incêndios que assolam a Amazônia, afirmando que “não são naturais”, e citou explicitamente Jair Bolsonaro como culpado. “As queimadas fazem parte de uma crise política na qual os governos da região, mais notavelmente o de Jair Bolsonaro do Brasil, permitiram a destruição arbitrária de áreas anteriormente protegidas, incluindo terras de povos indígenas”. Ele postou um “mapa do incêndio”, explicando que as queimadas são feitas “para desmatar florestas para terras agrícolas, principalmente para gado”, e postou um link para uma ONG, a Amazon Frontline, que está levantando fundos para apoiar o combate ao incêndio com apio de lideranças indígenas locais. Já os dois Chris postaram um texto divulgando a campanha da Earth Alliance, organização fundada por Leonardo DiCaprio, e destacando o apoio financeiro prometido pelo colega à ONGs que estão envolvidas em iniciativas para combater os incêndios. “Começando hoje, a Earth Alliance formou um Fundo da Floresta Amazônia, com um comprometimento de US$ 5 milhões para focar em recursos críticos para comunidades indígenas e outros parceiros locais que estão trabalhando para proteger a biodiversidade a Amazônia contra o crescimento de incêndios atualmente na região”, escreveram Hemsworth e Evans nas redes sociais. DiCaprio doou a fortuna diretamente para as ONGs, o que evita que Bolsonaro recuse o dinheiro, como está ameaçando fazer com o G7. O próprio ator já trabalhou em combate a incêndios na Amazônia em 2017. Ele não fez propaganda do fato até os últimos dias, quando usou essa experiência para louvar a importância do trabalho dos combatentes do fogo e revelar que a maioria deles é membro das comunidades indígenas – as mesmas que o presidente do Brasil decidiu atacar nesta terça-feira (27/8), quando muitos esperavam planos para combater o incêndio, aparentemente inexistentes. “Na Amazônia, eles freqüentemente trabalham com nada além de facões, sopradores de folhas e pequenos tanques de supressores de fogo”, escreveu DiCaprio em seu Instagram. Eu trabalhei com uma tropa deles no leste do Brasil em 2017. Foi um trabalho duro e às vezes sem esperança. Alguns deles eram homens de tribos Guajajara que dedicaram suas vidas a proteger o que restou de suas florestas ancestrais – a maioria já havia sido explorada e queimada. Alguns deles foram assassinados por tentarem proteger a região. Tem sido brutal e trágico e todos nós devemos nos curvar a eles pelo que eles fazem”. Três dias antes, DiCaprio tinha publicado um texto altamente politizado sobre o incêndio, em que citava o aumento de 84% no desmatamento da Amazônia nos primeiros meses do governo de Bolsonaro e citava nominalmente o presidente do Brasil como principal responsável pela crise. “Cientistas e conservacionistas atribuem a aceleração do desmatamento ao presidente Jair Bolsonaro, que lançou um convite aberto a madeireiros e fazendeiros para limpar a terra depois de assumir o cargo em janeiro”, ele escreveu. Ver essa foto no Instagram The fires now raging across the Amazon are not natural. They are part of a political crisis in which the governments of the region, most notably that of Jair Bolsonaro of Brazil, has enabled the wanton destruction of formerly protected areas, including indigenous peoples' lands. In this fire map produced by @globalforests you can see the sheer breadth and magnitude of the crisis. These are fires that are being set to clear forests for agricultural land, mainly for cattle. The satellite image shows a current example of several of these fires. @AmazonFrontlines is raising funds to support local indigenous-led responses to these catastrophic fires, please consider supporting their efforts at the link in my bio ⬆️ #ActForTheAmazon #ActForAmazonia #StopBolsonaro Photo credit: Center for Global Discovery and Conservation Science / Planet Labs Inc Uma publicação compartilhada por Mark Ruffalo (@markruffalo) em 25 de Ago, 2019 às 8:05 PDT .@EarthAlliance has formed an emergency Amazon Forest Fund with $5m to focus critical resources for indigenous communities and other local partners working to protect the biodiversity of the Amazon against the surge of current fires. Learn more & donate: https://t.co/uJfufXJg3S — Chris Evans (@ChrisEvans) August 26, 2019 Ver essa foto no Instagram Starting today, @EarthAlliance has formed an emergency Amazon Forest Fund with a commitment of $5 million dollars to focus critical resources for indigenous communities and other local partners working to protect the life-sustaining biodiversity of the Amazon against the surge of fires currently burning across the region. 100 percent of your donation will go to partners who are working on the ground to protect the Amazon. @leonardodicaprio. To learn more and to donate, visit ealliance.org/amazonfund (Link in bio) ?: @chamiltonjames Uma publicação compartilhada por Chris Hemsworth (@chrishemsworth) em 26 de Ago, 2019 às 7:24 PDT
Sting acusa governo brasileiro de negligência intencional e criminosa em relação à Amazônia
O cantor, músico e ator Sting escreveu uma carta aberta criticando a falta de ação do governo brasileiro em relação ao incêndio devastador que corrói a Floresta Amazônica. Em nota publicada no Facebook, ele fez duras críticas à falta de reação do presidente Jair Bolsonaro ao incêndio da Amazônia. Sem citar nomes, acusou o “líder populista” de ser cético em relação ao aquecimento global, de defender “clichês ultrapassados de nacionalismo” e atuar com “negligência intencional” e “criminosa”. Sting é ativista do meio ambiente e inaugurou em 1987 a fundação Rainforest Foundation (Fundação Floresta Tropical, em português) dedicada à preservação da Amazônia, tendo trabalhado de perto com tribos indígenas brasileiras. Ele é amigo pessoal a três décadas do Cacique Raoni. Nesta terça (27/8), Bolsonaro atacou as tribos indígenas brasileiras numa reunião de emergência com os governadores da Amazônia Legal e ameaçou recusar a ajuda financeira oferecida pelo G7 para combater o incêndio na floresta. Leia abaixo a carta de Sting traduzida na íntegra: “Reza a lenda que o Imperador Nero ‘tocava lira enquanto Roma queimava’. Enquanto obviamente nos arrepiamos com os fatos duvidosos de que um homem tão estúpido poderia ter sido um músico, nenhum de nós, eu incluso, poderia ser complacente com as dimensões trágicas do desastre que toma conta da Floresta Amazônica enquanto escrevo. A Amazônia pega fogo em uma velocidade sem precedentes – 80% mais do que no último ano com 39% a mais de desmatamento – e o mundo de repente começou a se dar conta. Líderes populistas citando agendas nacionalistas ou afirmando que as mudanças climáticas e suas consequências são uma farsa são culpados de muito mais do que ficar parados e fazer nada. Isso é negligência criminosa em escala global. Não há mais lugar para clichês ultrapassados de nacionalismo em um mundo onde todos nós respiramos o mesmo ar e no qual todos sofreremos as consequências dessa negligência intencional”.






