Homem que chamou Fernanda Montenegro de “sórdida” é o novo Secretário da Cultura do Brasil
O presidente da República Jair Bolsonaro, que não cansa de demonstrar seu verdadeiro apreço pela cultura brasileira, nomeou o dramaturgo Roberto Alvim para o cargo de secretário especial de Cultura. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (7/11). Alvim exercia cargo de diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte (Fundação Nacional de Artes) e conquistou a simpatia do presidente quando, em setembro, usou seu Facebook para atacar e xingar a atriz Fernanda Montenegro, de 89 anos. Na publicação, o dramaturgo usou palavras como “sórdida” para descrever a estrela, grande patrimônio da cultura nacional e única atriz do país já indicada a um Oscar. O ataque gratuito foi consequência da capa da edição de outubro da revista literária Quatro cinco um, em que Fernanda é retratada como uma bruxa sendo queimada em uma fogueira de livros. A imagem é uma metáfora da forma como o governo Bolsonaro lida com a cultura. A “promoção” do incendiário Alvim apenas confirma a atualidade e a força da imagem. Em seu ataque a maior diva viva do teatro, cinema e TV do Brasil, Alvim também chamou a “classe artística que está aí” de “corja”, “podre”, “canalha” e responsável por deturpar “os valores mais nobres de nossa civilização, propagando suas nefastas agendas progressistas, denegrindo nossa sagrada herança judaico-cristã”. Por conta disso, afirmou que não pretendia dialogar, ameaçando retaliações. “Não há dialogo possível”. Ele acaba de ganhar mais poder para fazer isso. Importante lembrar ainda que o presidente da Funarte, Miguel Proença, foi demitido por Bolsonaro após afirmar ao jornal O Globo ter ficado “completamente chocado” com as palavras de Alvim. Alvim assume o cargo no mesmo dia em que o presidente jogou a atual Secretaria da Cultura em outra pasta, tirando-a do Ministério da Cidadania para transformá-la em linha auxiliar do Ministério do Turismo. Assim, o homem que considera os artistas podres e canalhas estará subordinado ao ministro Marcelo Álvaro Antônio, denunciado pelo Ministério Público Federal por envolvimento no escândalo de corrupção que é chamado pelo próprio Bolsonaro de “laranjal” do PSL. Na quarta, o antigo Secretário de Cultura, o economista Ricardo Braga, foi exonerado do cargo para assumir um novo posto no governo. Ele esteve à frente da pasta por menos de três meses, após seu antecessor, Henrique Pires, pedir demissão, afirmando que preferia “cair fora” a “ficar e bater palma para censura”, aludindo a perseguição do governo às produções de temática LGBTQIA+. Com Alvim, Jair Bolsonaro põe mais lenha em sua fogueira cultural e parte para o confronto, no momento em que seu nome aparece ligado a uma investigação de assassinato e seus filhos surgem em outras investigações criminais. Enquanto isso, Fernanda Montenegro volta a representar o país no Oscar, integrando o elenco de “A Vida Invisível”, candidato brasileiro a uma vaga na disputa de Melhor Filme Internacional na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.
Secretaria da Cultura é transferida para o Ministério do Turismo
Lembram quando o Brasil tinha Ministério da Cultura? Foi criado em 1985 pelo primeiro presidente civil após o fim da ditadura militar no Brasil. Antes, durante o período em que generais presidiam o país, ele era subordinado ao Ministério da Educação. Um dos primeiros atos do ex-capitão Jair Bolsonaro, ao assumir a presidência em janeiro, foi extinguir o Ministério, voltando a transformá-lo em apêndice de outro departamento, no caso o Ministério da Cidadania, invenção do atual mandatário de Brasília. Isso durou 300 dias. Nesta quinta (7/11), Bolsonaro jogou a atual Secretaria da Cultura em outra pasta, transformando-a em linha auxiliar do Ministério do Turismo. Também foram transferidas para o Turismo o Conselho Nacional de Política Cultural, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura e a Comissão do Fundo Nacional de Cultura e outras seis secretarias não especificadas, além de atribuições como a proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural, e regulação dos direitos autorais. Vale lembrar que o atual Ministro do Turismo é Marcelo Álvaro Antônio, denunciado pelo Ministério Público Federal por envolvimento no escândalo de corrupção que é chamado pelo próprio Bolsonaro de “laranjal” do PSL. O deputado Alexandre Frota aproveitou o decreto que oficializou a mudança para fazer piada nas redes sociais. “Com a ideia de Bolsonaro transferir a Secretaria de Cultura que estava na Cidadania para o Ministério do Turismo acho que o primeiro filme a ser realizado poderia ser o Meu Pé de ‘LARANJA’ Lima”, postou o político, aludindo tanto ao escândalo quanto à adaptação do famoso romance de José Mauro de Vasconcelos, lançado em 1968. Questionado sobre os motivos da transferência, a assessoria do Ministério Turismo disse à imprensa não ter detalhes ainda sobre a decisão do presidente, nem o nome de quem comandará a Secretaria, que, para completar, está sem chefia. Na quarta, o antigo Secretário de Cultura, o economista Ricardo Braga, foi exonerado do cargo para assumir um novo posto no governo. Braga assumiu a pasta da Cultura após Henrique Pires, que ocupou o mesmo cargo, pedir demissão em agosto. Na ocasião, Pires disse que preferia “cair fora” a “ficar e bater palma para censura”, aludindo à perseguição do governo à produções de temática LGBTQIA+. O descaso chamou atenção do atual Secretário da Cultura de São Paulo, que foi às redes sociais protestar. “Que absurdo a cultura do nosso país sendo tratada dessa forma. Atacada, sucateada, censurada. E agora, jogada como uma sub pasta de um ministério para outro”, escreveu Alexandre Youssef no Instagram. “A classe cultural precisa se levantar unida, para erguer a bandeira da nossa identidade nacional. É disso que se trata: cultura é identidade!” Ver essa foto no Instagram Que absurdo a cultura do nosso país sendo tratada dessa forma. Atacada, sucateada, censurada. E agora, jogada como uma sub pasta de um ministério para outro. Alvo da sanha de grupos obscurantistas raivosos. A classe cultural precisa se levantar unida, para erguer a bandeira da nossa identidade nacional. É disso que se trata: cultura é identidade! Precisamos estabelecer um novo modelo de desenvolvimento econômico e social para o Brasil, que tenha a cultura como eixo central. A hora é agora. ✊??? Uma publicação compartilhada por Alexandre Youssef (@aleyoussef) em 7 de Nov, 2019 às 5:21 PST
See: Série de Jason Momoa coloca “Skol latão” no pós-apocalipse
A cerveja Skol ganhou uma publicidade inesperada, por conta do uso de um banco de som nacional em “See”, série da plataforma Apple TV+ estrelada por Jason Momoa. Um usuário do Twitter que se identifica como Erivaldoff foi quem revelou a gafe. Ele publicou a cena em que é possível ouvir claramente uma voz ao fundo gritando “Skol, Skol, Skol, Skol latão aqui”. Confira abaixo. A venda de cerveja acontece durante o terceiro episódio, em uma cena que se passa em um festival. O ambulante de certo viu no evento uma oportunidade de faturar alguns reais. SQN. O problema para o eco perdido é que a trama se passa num futuro pós-apocalíptico, seguindo um colapso da civilização e um evento de quase extinção que resultou na perda da visão da humanidade – e no fim da fabricação de cervejas, entre outras milhares de coisas. O fato de o ambulante ter parado nesse futuro é culpa do editor do som. Como nem todo os sons são captados ao vivo, no ambiente do set, muitos deles são reconstruídos em estúdio. Mas também existem bancos de dados sonoros, usados por editores para encontrar sons de passos, buzinas, enchentes, balbúrdia ou gritos prontos para uso. O responsável pela sonoplastia da série pode ter entrado num banco de dados estrangeiro e não se preocupado em entender o que estava sendo falado, e selecionado “skol latão” apenas pela ambiência. Os três primeiros episódios de “See” foram disponibilizados na sexta-feira passada (1/11), junto do lançamento internacional da Apple TV+, e novos capítulos será lançados semanalmente. A série é uma criação do roteirista britânico Steven Knight (criador de “Taboo” e “Peaky Blinders”) e tem seus episódios dirigidos pelo cineasta Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: Em Chamas”). Além de Momoa, o elenco também destaca Alfre Woodard (“Luke Cage”), Sylvia Hoeks (“Blade Runner 2049”), Christian Camargo (“Penny Dreadful”), Nesta Cooper (“Travelers”), Yadira Guevara-Prip (“Supernatural”), Hera Hilmar (“Da Vinci’s Demons”), Christian Sloan (“Salvation”) e Jaeden Noel (“Killjoys”). Seriado medieval da Apple TV+ usando banco de áudio brasileiro com direito s ambulante vendendo Skol latão pic.twitter.com/0B6wu450Ns — eri (@erivaldoff) November 5, 2019
Disney+ (Disney Plus) já tem data para chegar ao Brasil
A Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus), plataforma de streaming da Disney, já tem previsão para chegar ao Brasil. O serviço deve começar a funcionar para assinantes brasileiros em novembro de 2020, com um ano de atraso em relação ao lançamento norte-americano, marcado para a próxima terça-feira (12/11), e um ano depois da Apple TV+, disponibilizada no país na sexta-feira passada (1/11). De acordo com a Disney, não foram feitos acordos de licenciamento para conteúdos originais da plataforma, como “The Mandalorian”, série do universo “Star Wars”, e a versão live-action de “A Dama e o Vagabundo”. Portanto, essas produções só chegar ao Brasil junto da plataforma, um ano após seu lançamento original. O Disney+ (Disney Plus) vai oferecer em seu catálogo as produções da própria Disney e de suas novas marcas, como Marvel Studios, LucasFilm, Pixar e National Geographic, além de algumas atrações da Fox, como “Os Simpsons” e “Avatar”. Em agosto, a empresa informou que o plano de lançamento da plataforma na América Latina incluía o lançamento de séries exclusivas produzidas nos países da região. Isto é, a Disney iria investir em produção de séries brasileiras, argentinas, etc. Kevin Mayer, executivo da Disney responsável pelos serviços de streaming, afirmou que isso se deve também à existência de países que têm cotas para filmes e séries nacionais. “Há mercados em que é obrigatório ter conteúdo local, então vamos cumprir essa exigência”, disse ele. “Nossa expertise é fazer conteúdo com um apelo global”, completou. Com esse objetivo, a Disney contratou em junho Matt Brodlie, que ocupava o cargo de diretor de filmes originais da Netflix. No Disney+ (Disney Plus), ele será vice-presidente de conteúdo internacional, supervisionando a aquisição e a criação de produções fora dos Estados Unidos. Outro detalhe é que a Disney+ (Disney Plus) não vai seguir o “modelo Netflix” ao lançar suas séries. Em vez de disponibilizar todos os episódios de uma temporada de uma vez, como nas maratonas da Netflix, o novo serviço vai soltar os capítulos semanalmente, como nos canais de televisão. O modelo semanal já é adotado pela Hulu para algumas séries, como “The Handmaid’s Tale” nos EUA. A Disney se tornou acionista majoritária da Hulu ao comprar a Fox. Nos Estados Unidos, a empresa pretende oferecer um pacote de assinatura com desconto para quem quiser ter a Disney+ (Disney Plus), a Hulu e a ESPN, mas não foi informado se isso também se estenderá ao mercado internacional. A Hulu também permanece inédita no Brasil, e, dentro da estratégia da Disney, será o endereço para as produções adultas da empresa, como as séries do canal pago FX e boa parte dos filmes da 20th Century Fox.
Catherine Deneuve sofre AVC e é internada em Paris
A atriz francesa Catherine Deneuve, de 76 anos, foi internada em um hospital de Paris na noite de terça-feira (05/11) após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral). Na manhã desta quarta, a família emitiu um comunicado oficial para acalmar os fãs, revelando que o estado da atriz não é grave. “Catherine Deneuve sofreu um derrame isquêmico muito limitado e, portanto, reversível”, diz o comunicado. , diz o comunicado. A agente da atriz, Claire Blondel, também enviou a nota para a imprensa e esclareceu: “Felizmente, seu controle motor não foi afetado, mas, é claro, ela precisará de alguns dias de descanso”. Deneuve tem 76 anos e é uma das atrizes mais celebradas da França. Sua filmografia repleta de clássicos, como “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964), “Repulsa ao Sexo” (1965), “A Bela da Tarde” (1967), “Tristana” (1970), “Fome de Viver” (1983), “Indochina” (1992), “Dançando no Escuro” (2000), “Persépolis” (2007) e tantos outros, confunde-se com a própria história do cinema, mas apesar da idade continua bastante ativa na profissão. Desde outubro, estava em filmagens do longa “De Son Vivant”, dirigido por Emanuelle Bercot.
Atriz de Harry Potter se casa com filho do fundador da Playboy
A atriz Scarlett Byrne, que viveu Pansy Parkinson na franquia “Harry Potter”, virou oficialmente Scarlett Hefner. Ela se casou com Cooper Hefner, herdeiro e atual chefe da Playboy, após noivar com o filho do fundador da revista, Hugh Hefner (1926-2017), por quatro anos. Scarlett também posou nua para a Playboy em 2017. “Cooper e eu estamos animados para compartilhar que nos casamos legalmente”, escreveu a atriz, que apareceu em três filmes de “Harry Potter” (“Enigma do Príncipe”, “Relíquias da Morte 1” e “Relíquias da Morte 2”), além das séries “The Vampire Diaries” e “Falling Skies”. “Estamos ansiosos para planejar nosso casamento nos próximos meses, onde celebraremos com nossos amigos e familiares. Eu te amo, Cooper. Tenho orgulho de estar ao seu lado, como sua parceira, amiga e mulher. Mal posso esperar para continuar construindo uma vida juntos. Meu coração está tão cheio e sou muito grata por nosso amor”, complementou ela. O atual chefão da Playboy também compartilhou uma foto do casamento civil: “Scarlett e eu nos casamos oficialmente e não poderíamos estar mais felizes”. “Brindaremos uma vida cheia de amor, felicidade, aventura e grande propósito, sra. Hefner. Eu te amo muito e estou ansioso para planejar nossas celebrações de casamento nos próximos meses. Eu te amo, Scarlett”, finalizou o executivo. Ver essa foto no Instagram Cooper and I are excited to share that we legally married. We are looking forward to planning our wedding in the coming months where we will celebrate further with our friends and family. I love you Cooper. I am proud to stand by your side, as your partner, your friend, and your wife. I cannot wait to continue building a life together. My heart is so full and I am so grateful for our love. Uma publicação compartilhada por Scarlett Hefner (@scarletthefner) em 4 de Nov, 2019 às 11:35 PST Ver essa foto no Instagram Scarlett and I have made it officially legal and the two of us could not be happier. Cheers to a life full of love, happiness, adventure, and great purpose, Mrs. Hefner. I love you dearly and very much look forward to planning our wedding celebrations in the months ahead. I love you, Scarlett. Uma publicação compartilhada por Cooper Hefner (@cooperhefner) em 4 de Nov, 2019 às 11:21 PST
Matthew McConaughey completa 50 anos e estreia no Instagram
O ator americano Matthew McConaughey, vencedor do Oscar por “Clube de Compra Dallas” (2013), completou 50 anos nesta segunda-feira (5/11) e comemorou a data fazendo seu primeiro post no Instagram. Em menos de 24 horas, ele alcançou cerca de 850 mil seguidores. O primeiro (e, por enquanto, único) post do autor é um vídeo gravado dentro de um cômodo com uma porta branca ao fundo — já são mais de 1,15 milhão de visualizações. “Quando as pessoas vêm à minha página, quero que elas me vejam”, diz o ator. “Mas está é a minha primeira aventura em compartilhar a mim mesmo, minhas opiniões com o mundo. E estou um pouco nervoso com isso”, afirma. “Porque, francamente, eu sei que quero ter um monólogo. Não tenho certeza se quero ter o diálogo”, ele ri na mensagem. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram officially mcconaughey Uma publicação compartilhada por Matthew McConaughey (@officiallymcconaughey) em 4 de Nov, 2019 às 8:00 PST
Keanu Reeves desfila pela primeira vez com a namorada num tapete vermelho
Astro mais discreto de Hollywood, Keanu Reeves (de “Matrix” e “John Wick”) assumiu seu primeiro namoro publicamente, aparecendo de mãos dadas com a artista plástica Alexandra Grant. O ator de 55 anos e a artista de 46 desfilaram de mãos dadas pelo tapete vermelho de um evento da grife Gucci que aconteceu no sábado (2/10) em Los Angeles, Califórnia. Segundo o jornal Daily Mail, o casal chegou junto ao evento e não se desgrudou — enquanto posavam para fotos, trocaram carícias e olhares apaixonados em frente aos fotógrafos para assumir mesmo a relação. Em 35 anos de carreira, é a segunda vez que Keanu apareceu com uma namorada no tapete vermelho de um evento. Mas o relacionamento do casal é antigo. Os dois, inclusive, trabalharam juntos em dois livros, em 2011 e 2016, e são sócios numa editora. Antes de Grant, o último relacionamento oficial do ator foi em 1999, com a atriz Jennifer Syme. O casal se conheceu enquanto Jennifer era assistente do cineasta David Lynch e teriam se apaixonado instantaneamente. A relação, porém, teve um final trágico. Na véspera de Natal de 1999, enquanto o ator gravava Matrix, a filha do Casal, Ava, nasceu morta aos 8 meses de gestação. Devido ao luto, o relacionamento chegou ao fim, mas os dois continuaram amigos até que Jennifer foi morreu em um acidente de carro em 2001, aos 28 anos de idade. Em alta devido ao sucesso da trilogia “John Wick”, Keanu vai revistar em breve duas franquias de sua carreira, num terceiro “Bill & Ted” e num quarto “Matrix”. Ele também dublou “Toy Story 4”, está no videogame “Cyberpunk 2077” e ainda grava uma série em São Paulo, intitulada “Rain”.
Scorsese vs Marvel: Diretor continua guerra infinita com novo ataque publicado no New York Times
Martin Scorsese está transformando sua crítica sobre como a Marvel reduz o cinema a franquias de parques temáticos numa franquia em si mesma. O novo capítulo dessa guerra infinita foi publicado na segunda-feira (4/11) na forma de um artigo opinativo no jornal The New York Times, que não acrescenta elementos novos na discussão, mas reforça tudo o que diretor já disse. Enquanto a manchete do ensaio (“Martin Scorsese: Eu disse que os filmes da Marvel não são cinema. Deixe-me explicar”) parece potencialmente conciliatória, o texto do cineasta só oferece desdém à Marvel Studios. Seu alvo principal é a mitologia abrangente dos filmes e sua abordagem formulística. “Alguns dizem que as filmes de Hitchcock eram todos parecidos, e talvez isso seja verdade – o próprio Hitchcock se questionou sobre isso. Mas a mesmice dos filmes de franquia de hoje é outra coisa diferente. Muitos dos elementos que definem o cinema como eu o conheço estão nos filmes da Marvel. O que não existe é revelação, mistério ou perigo emocional genuíno. Nada está em risco. Os filmes são feitos para satisfazer um conjunto específico de demandas de consumo e projetados como variações em um número finito de temas”. “Muitos filmes de franquia são feitos por pessoas de considerável talento e arte. Você pode ver isso na tela. O fato de os filmes em si não me interessarem é uma questão de gosto e temperamento pessoal. Sei que, se eu fosse mais jovem, se tivesse amadurecido mais tarde, ficaria empolgado com esses filmes e talvez até quisesse fazer um. Mas eu cresci quando cresci e desenvolvi um senso de cinema – do que é cinema e do que poderia ser – que passa tão longe do universo Marvel quanto nós, na Terra, de Alpha Centauri.” Vale considerar que, se fosse mais velho, Scorsese também não teria problema em se empolgar com a Marvel, já que teria crescido em meio aos seriados de aventura, que inventaram o termo “cliffhanger” e a falta de perigo emocional genuíno. Seu contemporâneo George Lucas é o primeiro a admitir ter se inspirado nos seriados dos anos 1930 e 1940, em particular “Flash Gordon” (por sinal, também uma adaptação de quadrinhos), para criar “Star Wars”. E, de fato, é muito interessante que Scorsese reclame da Marvel, mas silencie sobre “Star Wars”, de seu amigo Lucas, ou sobre outras franquias de colegas prestigiados, como “Jurassic Park”, de Steven Spielberg, “Aliens”, de Ridley Scott, “O Senhor dos Anéis”, de Peter Jackson, e “O Exterminador do Futuro”, de James Cameron. Até Francis Ford Coppola, que ecoou seus ataques contra a fábrica de franquias da Marvel, desenvolveu seu próprio universo cinematográfico com três “O Poderoso Chefão”. Para Scorsese, o problema é amplificado pela natureza interconectada dos filmes da Marvel e o uso de personagens arquetípicos, enredos melodramáticos e riscos supostamente sem consequências, que reduziriam os filmes de super-heróis a algo artisticamente estridente e economicamente perigoso para o futuro do cinema. “Eles são sequências no nome, mas remakes em espírito, e tudo neles é oficialmente sancionado porque não pode realmente ser de outra maneira. Essa é a natureza das franquias modernas de cinema: pesquisadas no mercado, testadas pelo público, avaliadas, modificadas, reavaliadas e refeitas novamente até estarem prontas para o consumo. Outra maneira de dizer seria que eles são tudo o que os filmes de Paul Thomas Anderson ou Claire Denis ou Spike Lee ou Ari Aster ou Kathryn Bigelow ou Wes Anderson não são. Quando assisto a um filme de qualquer um desses cineastas, sei que vou ver algo absolutamente novo e ser levado a áreas de experiência inesperadas e talvez até inomináveis. Meu senso do que é possível ao contar histórias com imagens e sons em movimento será expandido.” A visão de Scorsese reflete uma escola de cinema que busca pensar o diretor como autor de obras de identidades claramente definidas. Para ele, os filmes da Marvel são produções de comitê, mais criação de um produtor, no caso Kevin Feige, do que de cineastas e, portanto, seriam todos iguais. Mas é importante lembrar que essa mesma escola de pensamento, desenvolvida entre os anos 1950 e 1960 na revista francesa Cahiers do Cinema, destacava que diretores como Hitchcock, John Ford e outros mestres de Hollywood criaram obras autorais num sistema de estúdio muito mais opressivo que o atual, que os tratava como meros funcionários de projetos encomendados. Se algum dia assistir aos filmes da Marvel, Scorsese perceberá que deve desculpas a colegas de profissão por usar esse argumento. “Guardiões da Galáxia” de James Gunn, “Thor: Ragnarok”, de Taika Waititi, e “Pantera Negra”, de Ryan Coogler, são tão autorais quanto os títulos de qualquer um dos cineastas citados por ele. Além disso, as produções são muito diversas entre si. O tom de espionagem setentista de “Capitão América: Guerra Civil” não tem nada a ver com o humor escrachado de “Homem-Formiga e a Vespa”. E há, sim, um envolvimento emocional genuíno do público em relação ao destino dos personagens. A morte do Tony Stark, de Robert Downey Jr., em “Vingadores: Ultimato”, gerou comoção tão grande quanto o destino de Jack, de Leonardo DiCaprio, em “Titanic”, filme vencedor de 11 Oscars. Mas, para Scorsese, a abordagem de franquia dos filmes da Marvel estaria sufocando o cinema “de verdade”. “Há entretenimento audiovisual mundial e há cinema. Eles ainda se sobrepõem de tempos em tempos, mas isso está se tornando cada vez mais raro. E temo que o domínio financeiro de um esteja sendo usado para marginalizar e até menosprezar a existência do outro. Para quem sonha em fazer filmes ou está apenas começando, a situação neste momento é brutal e inóspita para a arte. E o simples ato de escrever essas palavras me enche de uma tristeza terrível. ” A frase final revela que o problema, na verdade, pode ser outro. “Pantera Negra”, por exemplo, foi considerado cinema, no sentido mais artístico possível, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, tornando-se o primeiro lançamento do gênero indicado ao Oscar de Melhor Filme. Não apenas isso. “Coringa” venceu o Festival de Veneza, reduto tradicional do cinema de arte. E agora Scorsese encara a possibilidade concreta de a adaptação de quadrinhos de Todd Phillips disputar o Oscar 2020 como favorito contra, vejam só, seu novo filme, “O Irlandês”. Ele desqualifica o gênero “filmes de super-heróis” como um todo, no momento que seus pares valorizam cada vez mais os aspectos artísticos desse mesmo gênero. Não só isso. A insistência de Scorsese com o assunto Marvel não deixa de ser um estratagema para desviar atenção de seu problema particular com a questão. Afinal, seu novo filme é uma produção da Netflix, que foi boicotada pelos donos das salas de cinemas. Para os exibidores, “O Irlandês” não seria cinema “de verdade”. Ao polemizar de forma gratuita com o estúdio dos super-heróis, o cineasta busca claramente mudar de assunto e evitar a polêmica que o envolve. A estridência de Scorsese contrasta com que sua turnê de divulgação de “O Irlandês” não aborda de jeito nenhum. Afinal, “O Irlandês” é cinema ou filme para ver no celular? Netflix é cinema? A Academia deve premiar filmes feitos para streaming? Spielberg já disse que não, que filmes da Netflix, como “O Irlandês”, são telefilmes e deveriam concorrer ao Emmy. Qual a opinião de Scorsese sobre isso? O que ele tem a dizer sobre o tema, contribuindo para uma discussão que pode realmente definir os rumos da arte cinematográfica? Nada. Absolutamente nada. Ou melhor, diz que tanto faz. “Não importa com quem você faça seu filme, o fato é que as telas na maioria dos multiplex estão repletas de filmes de franquias”. E, de fato, tem sido assim… por toda a História do cinema – ou, pelo menos, desde 1916, quando a sequência do infame “O Nascimento de uma Nação” entrou em cartaz.
Christophe Ruggia é expulso da Associação dos Diretores da França após denúncia de assédio de Adèle Haenel
A Société des Réalisteurs de Films (SRT), espécie de sindicato dos cineastas franceses, expulsou de seus quadros o diretor Christophe Ruggia, após uma reportagem bombástica acusá-lo de assediar a atriz Adèle Haenel, vencedora do César (o Oscar francês) por “Amor à Primeira Briga” (2014), quando ela tinha apenas 12 anos. Em uma extensa reportagem do site de jornalismo investigativo Mediapart, de Paris, a atriz afirmou que Ruggia começou a assediá-la quando ela foi escalada em seu primeiro filme, “Les Diables” (2002), que ele dirigiu. Haenel disse que os avanços ocorreram em várias ocasiões e continuaram até ela completar 15 anos. A publicação também obteve documentos que corroboram a acusação da atriz, que hoje tem 30 anos, incluindo cartas de amor enviadas pelo cineasta à então menor de idade. A SRT criou a mostra Quinzena dos Realizadores, uma das seções paralelas de maior prestígio do Festival de Cannes, e atualmente é presidida por cineastas como Jacques Audiard, Bertrand Bonello e Céline Sciamma – por sinal, diretora do mais recente filme de Haenel, “Retrato de uma Jovem em Chamas”. É a primeira vez em 50 anos de história que a associação expulsa um de seus membros. Em um comunicado publicado em sua conta do Twitter, a SRF explicou a ação e ainda ofereceu “apoio total” à atriz Adèle Haenel. “Iniciamos um procedimento para remover Ruggia da SRF”, diz o post, afirmando que a associação “expressa total apoio, admiração e reconhecimento à atriz Adèle Haenel, que teve a coragem de se manifestar após tantos anos de silêncio”. Ruggia nega todas as alegações. Ele se pronunciou por meio de seus advogados, dizendo que “refuta categoricamente” qualquer má conduta. A declaração afirma que o casal tinha um “relacionamento profissional e afetuoso” e chama a denúncia de “difamatória”. La SRF apporte son soutien total à Adèle Haenel. @Mediapart @marineturchi #AdeleHaenel Communiqué: pic.twitter.com/VQ9XehYyBv — LaSRF (@LaSRF1968) November 4, 2019
Globo de Ouro vai homenagear carreira de Ellen DeGeneres
A comediante americana Ellen DeGeneres receberá um Globo de Ouro em reconhecimento à sua carreira de 25 anos na televisão dos Estados Unidos, anunciaram nesta segunda-feira (4/11) os integrantes da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), responsável pela premiação. DeGeneres será a segunda homenageada do Prêmio Carol Burnett, oferecido à própria Burnett na cerimônia de janeiro do Globo de Ouro. Uma das celebridades LGBTQIA+ mais proeminentes dos Estados Unidos, DeGeneres iniciou a carreira no stand-up e depois migrou para a TV, onde fez história à frente do sitcom “Ellen” (1994–1998), ao se assumir lésbica na trama e na vida real, numa época em que isso ainda poderia prejudicar sua carreira. Depois disso, ainda dublou a peixinha neurótica Dory nas animações “Procurando Nemo” (2003) e “Procurando Dory” (2016), e atualmente comanda o talk show “The Ellen DeGeneres Show”, um dos programas mais populares da TV americana. “Além de seu sucesso na televisão, ela é uma ativista e filantropa, emprestando sua voz àqueles que não a têm e espalhando gentileza e alegria graças ao poder de sua plataforma”, disse Lorenzo Soria, presidente da HFPA. A atriz e apresentadora de de 61 anos já recebeu as duas maiores honrarias dos Estados Unidos: a Medalha Presidencial da Liberdade e o Prêmio Mark Twain de Humor Americano. O Prêmio Carol Burnett foi criado pela HFPA no ano passado como contraponto televisivo ao Prêmio Cecil B. DeMille, que desde 1951 homenageia carreiras cinematográficas. A cerimônia do Globo de Ouro, que premiará atrações da TV e do cinema, será realizada em Los Angeles no dia 5 de janeiro de 2020.
Democratização do cinema no Brasil vira tema do ENEM
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2019 foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Segundo divulgado pelo INEP neste domingo (3/11), os candidatos deveriam elaborar um texto dissertativo de até 30 linhas sobre o assunto. A escolha do tema foi considerado uma surpresa para os professores de cursinhos, mas a repercussão foi positiva, já que o cinema é algo com o que qualquer candidato pode relacionar com o seu dia a dia. Chama atenção, nessa escolha, o fato de o governo brasileiro ter declarado guerra ao cinema no Brasil, via fim de apoios de estatais à eventos cinematográficos, colocando em risco a realização de festivais importantes. O Anima Mundo e o Festival do Rio precisaram recorrer a vaquinhas virtuais de financiamento coletivo para realizarem suas edições neste ano. Além disso, o governo também limou o apoio financeiro à divulgação de filmes brasileiros no exterior, quer intervir na Ancine para decidir que filmes podem ou não podem ser feitos, e suspendeu edital de produções com temática LGBTQIA+, numa atitude de confronto que fez o secretário de Cultura denunciar censura e pedir demissão. As questões da prova já foram alvo de polêmicas com o atual presidente. No ano passado, já eleito, Jair Bolsonaro criticou uma pergunta que tratava do “dialeto secreto” utilizado por gays e travestis e disse que sua gestão no Ministério da Educação “não tratará de assuntos dessa forma”. A questão à qual Bolsonaro se refere está no caderno de linguagens. Nela, o teste mostrou um texto sobre “pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis” e questionava o candidato quanto aos motivos que faziam a linguagem se caracterizar como “elemento de patrimônio linguístico”. “Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis”, disse Bolsonaro na ocasião.
Halloween 2019: Veja uma seleção com as melhores fantasias de Dia das Bruxas dos astros de Hollywood
O Halloween rendeu muitas festas e fantasias em Hollywood. Selecionamos algumas das mais interessantes, que os astros de cinema e séries usaram para se divertir – e aos amigos. Desde a troca-troca entre Charlie Cox e Tom Hiddleston, que trouxe o primeiro como um Loki barbudo e o segundo como um Demolidor sorridente, até a versão de The Rock encarnada por Kevin Hart, que não agradou nada ao verdadeiro Dwayne Johnson. The Rock e sua família, por sua vez, preferiram virar os personagens da animação “Os Incríveis”. Alguns foram a extremos horripilantes, como Janelle Monae, transformada numa noiva sem cabeça, outros brincaram com seus papéis, como Kiernan Shipka, vestida de diabo – ou melhor, como “papai”, numa referência à sua personagem de “O Mundo Sombrio de Sabrina”. Mais impressionante foi Gabrielle Union, mostrando aos 47 anos que ainda cabe na roupinha de cheerleader de “Teenagers: As Apimentadas” (Bring It On, 2000). Também não faltaram referências à música pop, como as fantasias de Nina Dobrev e Brie Larson, inspiradas em Billie Eilish e na fase Lolita de Britney Spears, sem esquecer, claro, de Jason Momoa como Elvis. A Hollywood clássica foi homenageada por Katherine Zeta-Jones e Michael Douglas, que encarnaram Jean Harlow e o Sheik de Rudolph Valentino, enquanto Kate Beckinsale virou uma versão Bonequinha de Luxo de Audrey Hepburn e Rose McGowan incorporou Mia Farrow em “O Bebê de Rosemary”. O maior fandom, porém, ficou por conta de Elizabeth Hurley, que se vestiu não como uma, mas duas personagens de “Kill Bill”! Confira estes e outros famosos na seleção abaixo – sem Kardashians ou outras criaturas de reality shows, que já se fantasiam o ano inteiro para aparecer na mídia. Ver essa foto no Instagram Don’t worry! Your city is safe!!! ????! #TheIncredibles #HatersWillSayDwaynesMusclesArentReal #SupaPowers #Violet #BabyJackJack #HappyHalloween? Uma publicação compartilhada por Lauren Hashian (@laurenhashianofficial) em 1 de Nov, 2019 às 3:09 PDT Ver essa foto no Instagram @britneyspears ? Uma publicação compartilhada por Brie (@brielarson) em 31 de Out, 2019 às 8:31 PDT Ver essa foto no Instagram Happy Halloween!! ? #Halloween #NYRPHulaween Uma publicação compartilhada por Michael Douglas (@michaelkirkdouglas) em 1 de Nov, 2019 às 12:41 PDT Ver essa foto no Instagram Don’t go breaking my heart, @jsauluck Uma publicação compartilhada por Kate Beckinsale (@katebeckinsale) em 26 de Out, 2019 às 12:54 PDT Ver essa foto no Instagram Loki has a beard and Daredevil is smiling ? happy halloween!! Photo by GettyImages . #charliecox #tomhiddleston #loki #daredevil #marvel #halloween Uma publicação compartilhada por Charlie Cox ⠀⠀⠀ (@_charliecox) em 31 de Out, 2019 às 9:46 PDT Ver essa foto no Instagram Happy Halloween everyone. Watch Ellen today if you can. Also one more day till SEE on Apple TV+. And finally my water is official today. ????????Link in bio. It will be in every store this spring but for now on line. Doing my part. Plastic free. CarEt a water bottle drink from home. But stop single use plastic. PLEASE You know what the best part about being Elvis is Drinking MANANALU. 16oz tall boy 12oz slim when u feeling sexy Uhhuh. Look out man ???????aloha j. #pinkonpinklookgood Uma publicação compartilhada por Jason Momoa (@prideofgypsies) em 31 de Out, 2019 às 11:21 PDT Ver essa foto no Instagram ?????? This shit makes me laugh. #NailedIt #HappyHalloween #PeepTheNapkinUnderMyElbow Uma publicação compartilhada por Kevin Hart (@kevinhart4real) em 30 de Out, 2019 às 7:37 PDT Ver essa foto no Instagram Lady Annie Bellum Uma publicação compartilhada por Janelle Monáe (@janellemonae) em 31 de Out, 2019 às 9:35 PDT Ver essa foto no Instagram Ice Ice Ice… Its COLD asf #BringItOn #CaliforniaLove Uma publicação compartilhada por Gabrielle Union-Wade (@gabunion) em 27 de Out, 2019 às 1:52 PDT Ver essa foto no Instagram ? @billieeilish Uma publicação compartilhada por Nina Dobrev (@nina) em 26 de Out, 2019 às 6:23 PDT Ver essa foto no Instagram tfw when you dress up as your dad for halloween Uma publicação compartilhada por Kiernan Shipka (@kiernanshipka) em 26 de Out, 2019 às 6:57 PDT Ver essa foto no Instagram Here’s your hint: Do you like my haircut? it’s Vidal Sassoon. – Who am I? Uma publicação compartilhada por Rose McGowan (@rosemcgowan) em 30 de Out, 2019 às 7:12 PDT Ver essa foto no Instagram Hot n cold with @juliaschlaepfer Uma publicação compartilhada por Lucy Boynton (@lucyboynton1) em 31 de Out, 2019 às 7:24 PDT Ver essa foto no Instagram ?????? Uma publicação compartilhada por Elizabeth Hurley (@elizabethhurley1) em 26 de Out, 2019 às 2:29 PDT Ver essa foto no Instagram Happy Halloween ??? Uma publicação compartilhada por Elizabeth Hurley (@elizabethhurley1) em 31 de Out, 2019 às 3:31 PDT








