Coronavírus faz Disney priorizar ainda mais sua plataforma de streaming
O novo CEO da Walt Disney Company, Bob Chapek, afirmou que a pandemia do novo coronavírus pode levar a empresa a rever seus lançamentos de cinema e direcionar mais filmes para seu serviço de streaming, Disney+ (Disney Plus). Em videoconferência para acionistas, o CEO disse que a Disney acredita “muito no valor da experiência cinematográfica em geral para grandes filmes de muito sucesso”, mas que talvez seja necessário reavaliar suas estratégias de lançamento dos filmes. “Também percebemos que, seja por causa da mudança e evolução da dinâmica do consumidor ou por causa de certas situações, como a covid-19, podemos ter que fazer algumas alterações nessa estratégia geral, apenas porque os cinemas não estão abertos ou não estão abertos na medida em que precisariam estar para ser financeiramente viável”, disse Chapek, de acordo com a revista Variety. A empresa já remarcou a data de estreia de suas principais produções inéditas, como a versão live-action de “Mulan” e “Viúva Negra”, da Marvel. Mas o filme “Artemis Fowl”, adaptação de uma franquia literária infantil, entrou direto para o catálogo do Disney +. Segundo Chapek, a decisão de disponibilizar esse filme no streaming se deveu ao “apelo demográfico” do longa. O CEO ainda comentou que irá “avaliar cada um de nossos filmes em uma situação caso a caso”. Ele não mencionou “Os Novos Mutantes”, produção da antiga Fox com super-heróis da Marvel, mas esse título apareceu como futuro lançamento em VOD no site da Amazon. Sobre a paralisação na produção dos filmes e séries da empresa, Chapek afirmou que há planos para implementar medidas de segurança reforçada para retomar os trabalhos, assim que for possível, mas não há data prevista para que isso aconteça. “Não temos projeções de exatamente quando podemos fazer isso [voltar as gravações], mas seremos muito responsáveis em termos de máscaras e do mesmo tipo de procedimentos que esperamos implementar em nossos parques.” Por outro lado, a reabertura dos parques temáticos já está prestes a começar, por Xangai, na China, que foi justamente o primeiro parque fechado pela pandemia. A prioridade, no entanto, segue no reforço ao serviço de streaming Disney+ (Disney Plus), que chegou à Europa em meio à quarentena e que deve ser lançado em breve na América Latina, inclusive no Brasil.
Cade aprova fusão entre Disney e Fox no Brasil
Demorou mais que em qualquer outro lugar do mundo, mas o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) finalmente aprovou a aquisição da Fox pela Disney no Brasil. Em sessão realizada nesta quarta (6/5), o negócio foi revisado e seu maior entrave superado. O problema era a concentração da Disney no setor dos canais esportivos. Dona da ESPN, a Disney deveria vender o Fox Sports para ter o negócio aprovado, mas nenhum comprador que se apresentou cumpriu os requisitos da entidade reguladora. Para evitar que o Fox Sports fosse, então, dissolvido ou absorvido pela ESPN, o Cade propôs outra solução: o canal precisa ser mantido no ar pela multinacional por três anos ou até a conclusão de seus contratos de direito de transmissão. Pela decisão, a Disney precisa se comprometer a manter o Fox Sports no ar em pacotes básicos até 1º de janeiro de 2022 com obrigatoriedade da exibição da Libertadores no canal. No entanto, o Cade aprovou que outros direitos de transmissão sejam exibidos também em emissoras irmãs. Ou seja, a ESPN está liberada para exibir a competição continental caso queira. O relator do processo, o conselheiro Luis Henrique Bertolino Braido, declarou que o estado brasileiro não pode impedir que uma empresa não tenha direito aos ativos que comprou sem motivos ou responsabilidade. Ele também citou a pandemia da Covd-19, dizendo que os canais esportivos são os que mais sofrem com a situação. Para finalizar, o relator afirmou que, ao fim dos três anos, caso a Disney queira descontinuar a marca, ela ficará disponível para um novo possível comprador adquiri-la, devolvendo assim a marca para o mercado. Apesar da ênfase dada pelo Cade ao futuro do canal Fox Sports, a aprovação da fusão passa por outros investimentos da Disney no país, em especial o lançamento da plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). Com a certeza de poder contar com a programação da Fox, a empresa pode agora inaugurar o serviço ainda em 2020 no Brasil, acompanhando o lançamento em outros países da América Latina, já confirmados. A Disney esperava a aprovação da fusão com a Fox para tomar decisões sobre a vinda do streaming e outros projetos no país. Mas graças à demora, a aprovação se deu em plena pandemia do novo coronavírus, quando a empresa enfrenta queda de arrecadação e começa a mudar muitos de seus planos. Mais que nunca, com o isolamento social o streaming se tornou prioridade. Nos EUA, a Disney lançou um combo de assinaturas, juntando no mesmo pacote os serviços de streaming da Disney+ (Disney Plus), ESPN e Hulu.
Tom Cruise irá ao espaço para filmar na Estação Espacial Internacional
A NASA confirmou na terça (5/5) que Tom Cruise vai produzir um filme a bordo da Estação Espacial Internacional. O administrador da NASA Jim Bridenstine usou seu perfil no Twitter para se dizer animado com o projeto. “A NASA está animada para trabalhar com Tom Cruise em um filme a bordo da Estação Espacial Internacional!”, escreveu Bridenstine. E completou: “Precisamos da mídia popular para inspirar uma nova geração de engenheiros e cientistas a tornar os planos ambiciosos da NASA uma realidade”. O projeto de Cruise também envolveria o bilionário Elon Musk, fundador da SpaceX, empresa espacial privada, que ajudaria a financiar o primeiro filme de ficção com locações reais no espaço. A produção não tem relação com a franquia “Missão: Impossível”, onde Cruise arrisca a vida para tornar a ação mais realista, e também não há nenhum estúdio envolvido até o momento. NASA is excited to work with @TomCruise on a film aboard the @Space_Station! We need popular media to inspire a new generation of engineers and scientists to make @NASA’s ambitious plans a reality. pic.twitter.com/CaPwfXtfUv — Jim Bridenstine (@JimBridenstine) May 5, 2020
Daniel Radcliffe lê livro de Harry Potter para entreter crianças durante a pandemia
O ator Daniel Radcliffe está de volta a Hoggwarts. Ele gravou uma leitura de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, livro que dá início à saga de Harry Potter, para ajudar a entreter as crianças confinadas em suas casas durante a pandemia de coronavírus. A leitura da obra completa da escritora J.K. Rowling vai envolver outras celebridades, cada um lendo um capítulo diferente. A iniciativa foi da própria Rowling, que criou o site Harry Potter at Home, com jogos e passatempos para os fãs da franquia do jovem bruxo, e também fechou uma parceria com a plataforma Audible para liberar o acesso ao audiobook do primeiro primeiro volume de sua saga best-seller. Além do áudio, um vídeo com 25 minutos de duração também foi disponibilizado, mostrando a leitura de Radcliffe. Veja aqui. As próximas leituras serão publicadas na internet regularmente até a metade de agosto. Entre as participações confirmadas, destacam-se o jogador de futebol David Beckham, a atriz Dakota Fanning e o ator Eddie Redmayne, astro da franquia “Animais Fantásticos”, que é um prólogo cinematográfico de “Harry Potter”. Confira abaixo a apresentação do projeto. Surprise! We've got a treat for you…From today, amazing friends of the Wizarding World are going to take turns reading Harry Potter book one. And to start us off with Chapter 1, we think you’ll agree we have the perfect narrator…⚡️ #HarryPotterAtHome https://t.co/w9K77akbou pic.twitter.com/Q03PmjeD5d — Wizarding World (@wizardingworld) May 5, 2020
Selena Gomez vai apresentar programa de culinária na HBO Max
A cantora e atriz Selena Gomez vai atacar de Ana Maria Braga em uma nova série da plataforma HBO Max. Ela vai estrear como apresentadora à frente de um programa de culinária. Ao contrário dos programas de culinária tradicionais, a proposta é colocar Selena não para ensinar, mas para aprender um prato novo a cada capítulo, com a ajuda de mestres da cozinha. “Eu sempre deixei muito claro o quanto eu amo comida. Sempre que me perguntam qual outra carreira eu gostaria de ter além da minha, eu digo que gostaria de ser uma chef. Mas eu não tenho o treinamento formal!”, disse Gomez no comunicado que anuncia a produção. No texto, ela ainda cita que tem cozinhado durante o período de isolamento social contra o novo coronavírus. “Como muitos de nós, estou cozinhando muito mais agora que preciso ficar em casa o tempo todo”, revelou. O programa também pretende ajudar as pessoas a variarem cardápios durante o período de quarentena, e deve abordar as culinárias de diferentes partes do mundo, sem esconder os muitos inconvenientes que acontecem quando se está cozinhando em casa. Cada episódio também dará a destaque a uma instituição de caridade que está ajudando a alimentar a população mais carente durante a pandemia. O programa ainda não tem título oficial nem previsão de lançamento. Mas contará com dez episódios disponibilizados pelo vindouro serviço de streaming da WarnerMedia, cuja inauguração está marcada para 27 de maio nos EUA.
Netflix volta a gravar séries inéditas em plena pandemia
Com a diminuição de seu estoque de atrações inéditas, a Netflix começa lentamente a voltar a gravar produções originais, mesmo que a pandemia do novo coronavírus ainda esteja longe de ter sido superada. Para isso, a plataforma está adotando diferentes métodos de controle sanitário, entre eles trabalhar apenas nos países que estão retomando as atividades e considerar uma estratégia de segurar elenco e equipe completos das produções numa quarentena durante o período de gravações. Quem explicou a estratégia foi o diretor de conteúdo da empresa, Ted Sarandos, em artigo publicado no Los Angeles Times, no qual conta como a Netflix está organizando o retorno de suas produções. “As gravações geralmente ocorrem em ambientes reservados, com dezenas de artistas e técnicos trabalhando juntos em prazos apertados. Embora tenhamos que mudar esse processo — em alguns casos dramaticamente — para garantir a segurança de elencos e equipes durante essa pandemia, a natureza fechada dos sets também oferece algumas vantagens. Além disso, eles fornecem um ambiente relativamente controlado, onde podemos rastrear quem entra e sai”, escreveu o responsável pelas séries da Netflix no mundo todo. O executivo explicou que a medida levará em conta a realidade de cada país e deu como exemplo a Suécia, em que existem poucos testes disponíveis. Para realizar gravações naquela localidade, a Netflix deverá colocar todos os atores e funcionários da produção em quarentena por 14 dias e, depois, ficarão isolados nas gravações num período intenso de 11 dias consecutivos de trabalho. Na Islândia, por outro lado, a opção é um pouco diferente, porque o governo ofereceu testes para praticamente todos os moradores. O diretor islandês Baltasar Kormákur (de “Everest”), por exemplo, já está rodando a série “Katla”, drama sobrenatural em oito episódios, adotando como medidas testes frequentes e utilização de seu próprio estúdio na Islândia, onde ninguém entra sem ser testado para covid-19. “Katla” começou a ser gravada antes da pandemia se alastrar pela Europa e, após uma interrupção, voltou a ser gravada há cerca de três semanas com uma equipe reduzida. “Tudo foi feito de uma maneira segura. Sinceramente, acredito que você provavelmente está mais seguro nesse set do que em qualquer outro lugar. Como vivo com quatro filhos, variamos de seis a oito pessoas na minha casa e não tem como ficarem todos presos em casa. Eu acho que por causa da quarentena e das medidas que fizemos no set, ele realmente se tornou um local muito mais seguro”, ele disse em entrevista ao site Deadline. No Brasil, não há previsão de retomada dos trabalhos, graças à disparada de casos confirmados de contaminação e crescimento de mortos diários. Embora o país não tenha sido citado por Sarandos, a plataforma não tem muitas produções nacionais em desenvolvimento. Apenas “Coisa Mais Linda” e “Sintonia” tiveram encomenda de novos episódios anunciadas e não há informações a respeito de novas produções aprovadas. “O negócio de dar vida a histórias na tela baseia-se em parceria e confiança. Só progrediremos se todos que retornarem ao set, estejam na frente ou atrás da câmera, se sentirem seguros em fazê-lo. Sem essa confiança básica, o processo criativo falha”, concluiu Sarandos.
Filho de Flávio Migliaccio revela últimos momentos do ator
O jornalista Marcelo Migliaccio, filho de Flávio Migliaccio, publicou nesta terça-feira (5/5) uma carta aberta sobre a morte do ator. O artista de 85 anos foi encontrado morto na segunda (4/5) no seu sítio na cidade de Rio Bonito, no Rio de Janeiro. Após a polícia encontrar uma carta de despedida em seu quarto, o caso está sendo tratado como suicídio. Marcelo agradeceu às mensagens de consolo e carinho que a família tem recebido e lembrou dos últimos momentos do pai, que levaram ao desfecho trágico. Na carta, ele também afirma que processará o estado do Rio de Janeiro pelo vazamento das fotos do corpo do ator, provavelmente por meio dos policiais que atenderam a ocorrência. Leia abaixo a íntegra da carta: “Eu sabia que o meu pai era muito querido pelo Brasil inteiro. O que eu não fazia ideia era do quanto eu tinha amigos, pessoas que ontem e hoje se preocuparam em me dirigir palavras de consolo, de otimismo e de resignação. Ex-colegas de trabalho, das escolas, da faculdade, do meu bairro e muita gente que sequer conheço pessoalmente. Essa é a melhor parte desse capítulo. Meu pai fez o que fez à nossa revelia. Pegou um táxi e foi para o sítio enquanto eu cuidava da minha mãe no último domingo. Sem nos avisar, sem se despedir. Ele sempre me dizia que não aguentava mais viver num mundo como esse e sentir seu corpo deteriorar-se rapidamente e irreversivelmente pela idade avançada. Pouco escutava e enxergava. ‘Daqui para frente só vai piorar’, ele me dizia enquanto eu buscava todos os argumentos possíveis para lhe mostrar que ainda havia muita coisa boa reservada para ele. Como o prêmio de melhor ator de televisão de 2019, que incrivelmente ele ganhou aos 84 anos de idade. Ou como ver no cinema, o documentário sobre sua vida e sua carreira que estamos preparando para breve. Mas meu pai tinha uma inteligência enorme e era difícil demovê-lo de alguma coisa em que acreditasse. Infelizmente, ele agora é para nós só uma imensa saudade e lembranças maravilhosas. Lembranças de alguém que me ensinou o que é amar um ofício. Alguém que me mostrou a magia da criatividade. Me fez ver que a maior prova de amor que se pode dar a uma pessoa é respeitar suas convicções, suas decisões, seu jeito de ser e de não ser. Por isso hoje respeito o ato de extrema coragem que meu pai teve na madrugada de ontem, fazendo o que acreditava ser a única coisa a fazer. Tentei impedir de todas as formas, sofro agora, e sofrerei para sempre, por não ter conseguido, mas entendo sua decisão. Agradeço de coração a todos que me enviaram mensagens. Fizeram um bem enorme a mim e a ele, onde quer que ele esteja nos esperando. PS: Quanto aos policiais militares que fotografaram com celular a cena mórbida no quarto do sítio e colocaram a imagem em redes sociais, o estado do Rio de Janeiro responderá judicialmente por ter pessoas assim a representá-lo.”
Regina Duarte desabafa: “Tá esquisito, tá muito esquisito”
Empossada há dois meses, a secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, disse acreditar que está sendo “dispensada” pelo presidente Jair Bolsonaro. “Que loucura isso, que loucura. Eu acho que ele está me dispensando”, desabafou a ex-atriz para uma assessora, em uma conversa que foi gravada acidentalmente pela revista digital Crusoé. Segundo a publicação, o diálogo se deu depois que Regina ficou sabendo que o maestro Dante Mantovani foi renomeado nesta terça-feira (5/5) à presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A Crusoé diz ter ouvido a conversa após ligar para a assessora, que atendeu a ligação enquanto falava com a secretária. “Eu já estava esperando. Essa noite eu passei a noite; acordava de uma em uma hora e falava assim: tá esquisito, tá muito esquisito”, diz a atriz em outro trecho da ligação. O áudio divulgado pela revista contém apenas trechos da conversa completa. A nomeação de Mantovani foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (5/5). O ato foi assinado pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, apesar de a Fundação ser de competência da pasta de Regina. O mesmo ministro também tinha assinado a demissão de Mantovani, mas porque Regina ainda não tinha assumido como secretária. A demissão do olavista, que ficou conhecido após associar o rock ao aborto e satanismo, aconteceu no dia em que Regina tomou posse. Para quem não lembra, Dante Mantovani é o autor da seguinte pérola: “o rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua vez alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo”. Ele informou à imprensa que foi sondado na semana passada para voltar ao cargo por um assessor do Palácio do Planalto. E que não sabia se Regina Duarte, supostamente sua chefe, foi ao menos avisada. Sua volta ao posto aconteceu na véspera de uma reunião marcada entre Regina e Bolsonaro. Por conta disso, a ex-atriz e todo o mundo especularam que o presidente espera que ela peça demissão no encontro. Mas enquanto a “ala ideológica” (ou terraplanista) festeja a provável queda de Regina, a “ala política” receita o impacto de uma nova crise no governo, prevendo que a nomeação de Mantovani pode se tornar um novo “caso Valeixo”, a gota d’água para fazer Regina Duarte pedir demissão. O constrangimento criado contra a ex-atriz gerou tamanha repercussão – graças a artigos como este – que Bolsonaro já teria voltado atrás. Segundo apurou Eliane Cantanhêde no jornal O Estado de S. Paulo, poucas horas após a publicação no Diário Oficial, o presidente tornou sem efeito o ato que renomeou Dante Mantovani para a presidência da Funarte. Para a colunista, Bolsonaro sentiu pressões de dentro e fora do Planalto para evitar uma nova crise. Entretanto, além de Mantovani, também foi nomeado Luciano Barbosa Querido, ex-auxiliar de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, para o cargo de número 2 da Funarte. Barbosa Querido trabalhou com Carlos na Câmara de Vereadores do Rio desde o início dos anos 2000 até o fim de 2017. A nomeação dele, publicada no “Diário Oficial da União”, foi assinada pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio. Ele também foi empossado no cargo sem consulta à Regina Duarte. Regina e o presidente devem almoçar no Planalto nesta quarta (6/5), num encontro que pode render o anúncio de uma renovação do “casamento” ou do “divórcio”.
Ator de Game of Thrones vira entregador de supermercado durante pandemia no Reino Unido
O ator Michael Condron, que interpretou Bowen Marsh, um dos integrantes da Patrulha da Noite na série “Game of Thrones”, virou entregador de supermercado durante a pandemia de coronavírus no Reino Unido. “Cada pessoa tem um papel a cumprir nesses tempos”, disse o ator de 42 anos, que disputou a vaga com outros candidatos, em entrevista ao site Belfast Live. “Eu vim, consegui o trabalho e estou amando”, afirmou. Crondon trabalha na maior rede de supermercado de Belfast, capital da Irlanda do Norte, onde mora e tem passado o período da quarentena sozinho, já que sua namorada está em isolamento social com a mãe. “O trabalho significa que eu posso continuar a ter interação com as pessoas, como eu faço na TV e no cinema. Tem me mantido bem mentalmente”, disse o ator, que estava desempregado devido à suspensão de todas as produções pela pandemia. O lorde Intendente da Patrulha da Noite e conspirador contra Jon Snow contou que tem sido reconhecido no novo trabalho e muitos querem saber como eram os dias de gravação para a série. Apesar de boa parte das filmagens terem acontecido na Croácia e Islândia, as cenas gravadas por Crondon foram próximas à sua residência, na cidade de Larne, na própria Irlanda do Norte. “As pessoas têm me perguntado como era todo mundo na série. Isso tem sido perguntado para mim muitas vezes”, disse o ator, lembrando que tem conversado bastante com pessoas idosas. “Alguns dos idosos que eu tenho visto não têm saído de suas casas pela quarentena e só querem conversar.” Condron também já atuou em outras séries como “The Tudors” e a comédia norte-irlandesa “Soft Border Patrol”, e por isso é um rosto bem conhecido na Irlanda do Norte. A fama faz com que ele seja reconhecido com frequência e possa interagir com seu público de alguma forma.
Bolsonaro tenta forçar demissão de Regina Duarte
Após demitir ou levar à demissão seus dois ministros mais populares, Henrique Mandetta e Sergio Moro, agora Jair Bolsonaro se volta a outra integrante de sua equipe para quem prometeu “carta branca” e a quem recebeu no governo com elogios rasgados: a secretária de Cultura, Regina Duarte. O governo de Bolsonaro readmitiu nesta terça-feira (5/5) Dante Mantovani como presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), uma das primeiras pessoas afastadas na época da posse da ex-atriz da Globo. Para quem não lembra, o olavista Dante Mantovani é o autor da seguinte pérola: “o rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua vez alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo”. Ele informou à imprensa que foi sondado na semana passada para voltar ao cargo por um assessor do Palácio do Planalto. E que não sabe se Regina Duarte, supostamente sua chefe, foi ao menos avisada. Sua volta ao posto desautoriza a atriz. Ela acontece na véspera de uma reunião marcada (para quarta) entre Regina e o presidente, na qual, tudo indica, Bolsonaro espera que ela se demita. Ela também acontece duas semanas após o presidente mandar demitir o pesquisador Aquiles Brayner, indicado por Regina para a diretoria do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas. Ele caiu apenas três dias após sua nomeação, sob pressão de perfis radicais nas redes sociais. Segundo Brayner, estes extremistas fazem um “grande complô para derrubar qualquer ação legítima no âmbito da cultura”. Regina Duarte também não conseguiu nomear seu favorito ao posto de número dois da secretaria, o gestor público e produtor Humberto Braga, que igualmente foi alvo de uma campanha nas redes sociais com acusações de ser um “esquerdista” tentando se infiltrar no governo. Empossada no cargo no começo de março, Regina Duarte enfrenta ataques e sabotagens diárias do presidente, do “gabinete do ódio” e seus (supostos) líderes extremistas Olavo de Carvalho e Carlos Bolsonaro, além de subalternos como Sérgio Camargo, o polêmico presidente da Fundação Palmares, que tem respaldo de Bolsonaro. Para assumir o cargo de secretária de Cultura, Regina atendeu a um pedido pessoal de Jair Bolsonaro e precisou encerrar sua relação contratual de mais de 50 anos com a rede Globo. Ela abriu mão de sua carreira, benefícios e um salário muito maior para atender ao apelo do presidente, acreditando em promessas que não foram cumpridas. Atualização: A repercussão da nomeação do presidente da Funarte foi tão grande que Bolsonaro mudou de ideia. Leia aqui. Entretanto, além de Mantovani, também foi nomeado Luciano Barbosa Querido, ex-auxiliar de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, para o cargo de número 2 da Funarte. Barbosa Querido trabalhou com Carlos na Câmara de Vereadores do Rio desde o início dos anos 2000 até o fim de 2017. A nomeação dele, publicada no “Diário Oficial da União”, foi assinada pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio. Ele também foi empossado no cargo sem consulta à Regina Duarte.
Flávio Migliaccio teria cometido suicídio
O ator Flávio Migliaccio encontrado morto na manhã de segunda-feira (4/5) em seu sítio em Rio Bonito, no Rio de Janeiro, teria cometido suicídio. É o que consta no boletim de ocorrência do caso, após a polícia encontrar uma carta de despedida em seu quarto. O corpo do ator foi descoberto pelo caseiro do sítio. A Polícia Militar informou que a ocorrência segue em andamento e aguarda realização da perícia no local. Migliaccio tinha 85 anos de idade e seus últimos trabalhos foram a novela “Órfãos da Terra”, na Globo, e a minissérie “Hebe”, na Globoplay, ambos no ano passado. Saiba mais sobre a carreira do ator aqui.
Stephenie Meyer anuncia mais um livro da saga Crepúsculo
A saga “Crepúsculo” (Twilight) vai ganhar um novo volume, em comemoração aos 15 anos de sua primeira publicação. Stephenie Meyer, a autora dos livros adaptados para o cinema no começo do século, confirmou em seu site oficial o lançamento de “Midnight Sun” (O Sol da Meia-Noite), que foi marcado para 4 de agosto nos EUA — ainda não há confirmação sobre edição no Brasil. “Midnight Sun” foi, durante 12 anos, uma espécie de lenda urbana dos fãs da franquia. O livro seria originalmente publicado em 2008, mas Meyer suspendeu o projeto quando vários capítulos vazaram na internet. Ela teria desistido do lançamento, que ficou “engavetado” e chegou a ser chamado de “livro amaldiçoado” pela escritora. A história é conhecida, mas não apenas devido ao vazamento. Trata-se da mesma trama de “Crepúsculo”, o livro que embalou adolescentes que hoje são trintões. Trata-se da love story sobrenatural de Edward e Bella, personagens vividos no cinema por Robert Pattinson e Kristen Stewart. A única diferença é que, enquanto o livro original era narrado pelo ponto de vista de Bella Swan, a nova obra reconta o relacionamento pela perspectiva de Edward Cullen. Em comunicado anunciando o lançamento, Meyer explicou por que mudou de ideia sobre a obra. “Eu sei que o mundo está uma loucura agora [por causa da pandemia do coronavírus], mas vocês estão esperando por esse livro por tanto tempo que eu não quis deixá-los esperando ainda mais”, ela afirmou. Meyer não repetiu o sucesso da saga “Crepúsculo” em outras publicações. Não por acaso, esta não é a primeira vez que ela volta ao básico de sua história. Em 2015, ela lançou “Vida e Morte: Crepúsculo Reimaginado”, que narrava a mesma trama com papéis invertidos (um rapaz humano se apaixonando por uma vampira).
John Ericson (1926 – 2020)
O ator John Ericson, que estrelou várias produções famosas dos anos 1950, morreu no domingo (3/5) em Santa Fé, no Novo México (EUA), onde vivia desde a década de 1990. Ele tinha 93 anos. Nascido Joseph Meibes em 25 de setembro de 1926, em Düsseldorf, na Alemanha, Ericson estudou na Academia Americana de Artes Dramáticas de Nova York na mesma classe de Grace Kelly, Jack Palance e Don Rickles. Ele se destacou no teatro antes de chamar atenção de Hollywood. Ericson estreou no cinema em “Teresa” (1951), dirigida por Fred Zinnemann, já no principal papel masculino da produção, formando par com Pier Angeli (a Teresa do título). Em seguida, atuou em “Rapsódia” (1954) com Elizabeth Taylor, cantou no musical “O Príncipe Estudante” (1954) e foi irmão de Anne Frances no clássico criminal “Conspiração do Silêncio” (1955), de John Sturges. Sua filmografia eclética inclui ainda quatro westerns consecutivos: “Assassino a Sangue Frio” (1955), “Emboscada Selvagem” (1957), “Na Fúria de uma Sentença” (1958) e “Dragões da Violência” (1957), este último de Samuel Fuller. Em 1960, ele protagonizou a cinebiografia de gângster “Pretty Boy Floyd”, seu último grande papel antes de entrar no estágio de decadência descrito pelo filme “Era uma Vez em Hollywood”. Após estrelar as aventuras italianas “Sob Dez Bandeiras” (1960), “Semiramis” (1963) e “Operação Atlantis” (1965), Ericson percebeu-se restrito à participações em séries. Sua principal realização no período foi uma retomada da parceria com Anne Francis na série de detetives “Honey West”, que durou apenas uma temporada, mas foi muito reprisada após o cancelamento em 1966. Ele nunca mais teve outro papel fixo na TV, mas apareceu em episódios de várias séries clássicas, de “O Fugitivo” a “CHiPs”, além de ter se especializado em filmes B de terror e ação, nenhum deles memorável. Seu último trabalho foi num capítulo da série “Crash”, estrelada por Dennis Hopper, em 2008.












