William Smith (1933–2021)
O ator William Smith, que enfrentou Clint Eastwood em “Punhos de Aço: Um Lutador de Rua”, foi pai de Conan, o Bárbaro, e marcou época como vilão de “Pobre Homem Rico”, morreu na segunda-feira passada (5/7) num hospital de artistas de cinema em Woodland Hills, na Califórnia, aos 88 anos, de causa não divulgada. Ele começou sua carreira como figurante em “A Alma de Frankenstein”, de 1942, quando tinha oito anos de idade, e apareceu em vários clássicos da época, como “A Canção de Bernadette” (1943), “O Bom Pastor” (1943) e até mesmo “Gilda” (1946) e “O Menino dos Cabelos Verdes” (1948), antes de entrar na adolescência. Uma década depois, integrou o elenco do cultuado filme de rock “Escola do Vício” (1959), estrelado por Jerry Lee Lewis, antes de ganhar seu primeiro papel de destaque. Isto aconteceu na série policial “Asphalt Jungle” em 1961. Smith também estrelou a série de faroeste “Laredo” (1965-1967), como um Texas Ranger, e a última temporada de “Hawaí 5-0”, em 1979, como um policial havaiano. Entre uma série e outra, ainda apareceu em episódios de diversas outras atrações populares do período, como “Gunsmoke”, “O Homem de Virgínia”, “Perry Mason”, “Batman”, “Daniel Boone”, “Missão: Impossível”, “Kung Fu”, “Mod Squad”, “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “Os Gatões”, “Esquadrão Classe A”, etc. Mas seu papel mais memorável na TV foi, disparado, o do vilão Anthony Falconetti na minissérie de 1976 “Pobre Homem Rico” (Rich Man, Poor Man), que bateu recordes de audiência. Fez tanto sucesso que ganhou continuação no ano seguinte, explorando ainda mais a rivalidade entre Falconetti (caracterizado com um tapa-olho!) e os irmãos Jordache (Peter Strauss e Nick Nolte). O ator interpretou um vilão tão convincente que recebeu convite para enfrentar Clint Eastwood em “Punhos de Aço: Um Lutador de Rua”, lançado em 1980. Sua cena principal com Eastwood foi considerada a luta mais longa até então filmada no cinema. Antes disso, sua carreira cinematográfica era uma coleção de filmes trash apelativos. Curiosamente, muitos deles se tornaram cultuados, na linha do “tão ruim que é bom”, como “Motoqueiros Selvagens” (1970), “O Monstro de Duas Cabeças” (1971), “O Túmulo do Vampiro” (1971), “Invasão das Mulheres Abelhas” (1972) e “O Guerreiro do Futuro” (1975). Também chegou a escrever, produzir e estrelar “Hollywood Man” (1976), em que satisfez seu ego ao interpretar um astro de Hollywood. Mas depois de trocar socos com Estwood, acabou tento um gostinho do que era trabalhar de verdade em filmes de grande orçamento e com mestres do cinema. Foram dois longas de John Milius, como o pai de “Conan, o Bárbaro” (1982) e um comandante soviético que invadia os EUA em “Amanhecer Violento” (1984). E duas preciosidades de Francis Ford Coppola, como um balconista em “Vidas sem Rumo” (1983) e o policial assediador de “O Selvagem da Motocicleta” (1983). Os papéis, infelizmente, eram pequenos e a fase comercial se encerrou com o terror “Maniac Cop: O Exterminador” (1988). O resto de sua carreira pode ser resumida como uma coleção vasta de produções para videolocadoras, geralmente terror e ação de baixíssimos orçamentos. Ele ainda gravou participações em clipes das bandas de rock Ramones e Pantera. E atuou sem parar até o ano passado, despedindo-se na comédia pouco vista “Irresistible”, estrelada por Steve Carell e lançada direto em DVD no Brasil.
Juliette vai apresentar programa musical no Multishow
Juliette Freire já tem um novo projeto no grupo Globo. A vencedora do “BBB21” foi confirmada como apresentadora da próxima temporada do “TVZ”, programa musical do canal pago Multishow. “É com o coração cheio de amor que eu vou comandar uma temporada top do ‘TVZ’. Vamos cantar, dançar, receber convidados especiais e nos divertir muito juntos”, revelou a artista no Instagram, ao anunciar a novidade. Com isso, a advogada e maquiadora agora acrescenta apresentadora de TV ao seu currículo. O “TVZ” é atualmente apresentado pelo cantor Ferrugem, que também comentou a novidade durante o programa da noite de quinta-feira (8/7). “Eu fico muito feliz de saber que vou poder passar o bastão para você, assumindo esse programa que me acolheu com tanto carinho”, disse Ferrugem para Juliette durante uma chamada de vídeo no programa. Na ocasião, Juliette respondeu: “Imagine a responsabilidade de pegar um programa depois de você, mas tenho certeza de que vou fazer com muito amor. Esse é meu primeiro programa como apresentadora, estou com muito frio na barriga”. Ela vai passar a comandar o programa a partir de setembro. Enquanto isso, pode ser vista semanalmente na plataforma de streaming do conglomerado, a Globoplay, onde estrela uma série documental sobre sua vida, “Você Nunca Esteve Sozinha” – com dois episódios já disponibilizados. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juliette (@juliette)
Chick Vennera (1947–2021)
O ator Chick Vennera, que estrelou os filmes “Até que Enfim é Sexta-Feira” (1978) e “Rebelião em Milagro” (1988) morreu na quarta-feira (7/7) em sua casa em Burbank, na Califórnia, aos 74 anos, após uma batalha contra o câncer de pulmão. Nascido Francis Vennera, o nova-iorquino começou a carreira como dançarino, acrobata e palhaço do espetáculo itinerante “Disney on Parade”, antes de se tornar ator da Broadway com a montagem original de “Grease”. Sua estreia nas telas aconteceu em 1975, em séries como “Lucas Tanner”, “O Vigilante” e “Baretta”, até que o talento demonstrado em musicais o levou a ser escalado para seu primeiro papel nos cinemas, como o dançarino latino Marv Gomez de “Até que Enfim é Sexta-Feira”. No longa de 1978, estrelado por Donna Summers, os Commodores e um jovem Jeff Goldblum, ele dança sobre capôs de carros e vence um concurso numa discoteca com uma parceira (Valerie Landsburg) que nunca tinha visto até aquela noite. Seu outro papel notável foi o agricultor frustrado que começa a situação descrita no título de “Rebelião em Milagro”, filme também estrelado por Sônia Braga, dirigido por Robert Redford e vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora (Dave Grusin). Apesar disso, sua carreira cinematográfica não deslanchou. Vennera participou de muitos fracassos de bilheteria – comédias como “Alto Risco” (1981) e “Um Calouro em Apuros” (1986) e os terrores “Ritual de Sangue” (1988) e “Olhos Noturnos” (1990) – e acabou priorizando a TV, onde acumulou participações em episódios de “Super Gatas” (Golden Girls), “Vega$”, “Carro Comando” (TJ Hooker) e “Louco por Você” (Mad About You), entre outros programas. Em 1985, fez uma pequena participação vocal num episódio de uma nova versão da série animada “Os Jetsons”, que deu novo rumo à sua carreira. Os produtores da Hanna-Barbera gostaram tanto de seu desempenho que o convidaram a entrar no elenco fixo de “Foofur e seu Bando”, animação lançada no ano seguinte. O trabalho, por sua vez, repercutiu em outras divisões da animação da Warner (dona da Hanna-Barbera), rendendo-lhe emprego até sua aposentadoria. Ele dublou personagens em “Batman: A Série Animada”, “Batman do Futuro”, “Animaniacs”, “As Incríveis Aventuras de Jonny Quest”, “A Vaca e o Frango” e “Super Choque”, seu último trabalho animado em 2004. Nos últimos anos, Vennera vinha dando cursos de atuação na Beverly Hills Playhouse e no Renegade Theatre and Film Group, que só foram interrompidos com o início da pandemia no ano passado.
Elenco de “Glee” homenageia Naya Rivera no aniversário de sua morte
O elenco de “Glee” prestou diversas homenagens para Naya Rivera na quinta (8/7), data que marca o aniversário da morte da atriz Faz um ano que ela desapareceu num lago da Califórnia enquanto passeava com o filho, e após buscas intensas foi encontrada morta por afogamento. Rivera ficou conhecida por viver a cheerleader Santana em “Glee” e os integrantes da série postaram várias fotos da atriz em suas redes sociais para destacar como sentem a falta dela. Entre os que se manifestaram estão Chris Colfer (Kurt), Kevin McHale (Artie), Jenna Ushkowitz (Tina), Matthew Morrison (Will), Jane Lynch (Sue Sylvester), Michael Hitchcock (Dalton Rumba) e Heather Morris (Brittany). Morris, que viveu a namoradinha de personagem de Rivera na série, ainda fez uma tatuagem para marcar na pele a saudade da amiga. “Você é a estrela mais brilhante para mim, Naya Rivera. Eu sou muito grata por Deus ter intervindo e nos unido como melhores amigas, mães amigas, parceiras de cena e todo o resto. Seu legado vive com bondade e sendo ‘aquela rainha debochada’ aos meus olhos. Eu te amo para sempre, garota”, escreveu a atriz no Instagram. Veja as homenagens abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Heather Morris (@heatherrelizabethh) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Chris Colfer (@chriscolfer) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Kevin McHale (@kevinmchale) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jenna Ushkowitz (@jennaushkowitz) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Matthew Morrison (@matthewmorrison) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Michael Hitchcock (@hitchmichael) Remembering. ❤️ pic.twitter.com/1tiemciktN — Jane Lynch (@janemarielynch) July 8, 2021
Luciano Szafir é transferido de hospital
Um dia após passar por uma cirurgia, o ator Luciano Szafir foi transferido na tarde desta quinta-feira (7/7) do Hospital Samaritano para o Hospital CopaStar, da rede D’Or. A informação foi divulgada em um boletim médico da assessoria do artista, que informou ainda que ele se encontra estável dentro do seu quadro. As motivações para a transferência de unidade hospitalar não foram detalhadas. Internado desde o dia 22 de junho, o ator precisou passar por uma cirurgia abdominal por causa de complicações da Covid-19. O estado de saúde de Szafir teria se agravado e no momento é monitorado em leito de terapia intensiva.
Advogado de Britney Spears pede demissão
O caso judicial de Britney Spears, que luta contra a tutela de seu pai, teve uma nova reviravolta. Sam Ingham, advogado que representou a cantora nos últimos 13 anos, deu entrada num pedido de demissão. Ingham não foi escolhido por Britney, mas indicado pela Justiça para ser seu representante legal após uma audiência de dez minutos que impôs uma tutela à cantora em 2008, tornando o pai dela, Jamie Spears, o responsável pelas decisões de sua carreira e vida pessoal. A demissão refletiu o forte depoimento de Britney no mês passado, quando denunciou situações abusivas similares à escravidão, numa audiência em que pleiteava encerrar a tutela. Apesar da juíza Brenda Penny não ter se comovido e mantido a cantora sob tutela do pai, as declarações foram consideradas chocantes e geraram várias repercussões. Um dos pedidos de Britney ao tribunal foi justamente que tivesse o direito de escolher o próprio advogado. No depoimento, Britney afirmou que construiu uma relação amistosa com Ingham, com quem falava três vezes por semana. Porém, afirmou que ele a desencorajou de seguir adiante com o pedido de encerramento da tutela, e que por anos ela nem sabia que poderia ter esse direito. Chateado com a declaração, Ingham afirmou que se esse era o desejo da sua cliente, ele renunciaria ao cargo. A saída do advogado é mais uma peça que desmorona em torno da tutoria da cantora. Ela aconteceu logo após o pedido de demissão de Larry Rudolph, empresário da artista por várias décadas, e uma petição da Bessemer Trust, empresa de gerenciamento de finanças que é cotutora do patrimônio de Britney Spears, para abandonar o arranjo. Paralelamente, várias celebridades aderiram ao movimento #FreeBritney, criado por fãs, para pedir a emancipação judicial da cantora.
Luciano Szafir passa por cirurgia devido à covid-19
Luciano Szafir precisou passar por uma cirurgia abdominal na quarta-feira (7/7) em decorrência de uma complicação causada pela covid-19. A informação foi confirmada por um comunicado da assessoria de imprensa do ator de 52 anos. “O paciente Luciano Szafir passou por uma cirurgia de retirada de hematoma e segmento do cólon. Szafir segue sedado no pós-operatório”, informou a assessoria. Ele está internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, desde o dia 22 de junho, quando sentiu os primeiros sintomas da doença. Foi a segunda vez que o ator sofreu infecção do vírus. Em fevereiro, ele teve sintomas leves, mas desta vez teve uma reação mais agressiva, com febre persistente. Informações não confirmadas sugerem que seu estado atual é grave e instável.
Loki viraliza no Brasil ao virar “o jacaré da vacina”
A série “Loki” viralizou nas redes sociais do Brasil graças ao episódio desta quarta (7/7) na Disney+, que apresentou uma variante jacaré do personagem. Na trama da série, Loki (Tom Hiddleston) descobre que existem várias versões dele mesmo em linhas temporais alternativas. O Loki Jacaré seria, segundo os brasileiros, a versão que tomou a vacina descrita pelo Bolsonaro. As piadas com o jacaré dominaram as redes sociais do país. E já tem gente querendo até o bicho de pelúcia do personagem. Veja algumas das reações abaixo. Loki tomou a vacina 😆😆🤣😂😅😅😆 pic.twitter.com/lhli61qAQQ — Feijão e o pé de João (@_oOviedo_) July 7, 2021 Loki vacinado..#Loki #Sylvie #Avt #LokiWednesdays pic.twitter.com/1MuwFqxB6X — DeeH 🖌️ encomendas abertas✨ (@Dehsenh0s) June 30, 2021 Loki vacinado mostrando que só tem vantagens em se tornar um jacaré pós vacina#Loki pic.twitter.com/glL31g2jAl — Deza 〄 🌸 | Advogada do Loki (@deza_stark) July 7, 2021 Todos nós sabemos q o Loki mais forte é o q tomou vacina #Loki pic.twitter.com/IYAk5DHhdL — Gabuu🌻| 📚: TMI¹ (@Cf1bla) July 7, 2021 O REI TEM EMOJI AAAA #LokiJacaré pic.twitter.com/5cKtlmr9Gb — mad (@dwightparkour) July 7, 2021 Vamos deixar claro uma coisa o jacarokiTá carregando a série Loki nas costas Kkkkkkk#Loki — Dani🏳️🌈 (@Dani01323043) July 7, 2021 a disney ta esperando o que pra lançar uma pelúcia do Loki jacaré? quero gastar meu dinheiro pic.twitter.com/mQOQwkISoV — zap zum zum zum 🚀 (@jotapmello) July 7, 2021
Suzzanne Douglas (1957–2021)
A atriz Suzzanne Douglas, que estrelou a minissérie “Olhos que Condenam”, morreu na terça-feira (6/7) aos 64 anos, de causa não informada. Nascida em Chicago, filha de mãe solteira numa família com poucos recursos, Suzzanne Douglas se destacou nos estudos e ganhou bolsas para se aprimorar em artes dramáticas e música, o que a levou ao cinema em 1989, com um papel importante no musical “Tap – A Dança de Duas Vidas”. O desempenho da estreia lhe rendeu o Image Awards da NAACP, uma das mais antigas organizações culturais do movimento dos direitos civis nos EUA. No mesmo ano, começou a fazer aparições em séries, que incluíram “Um Homem Chamado Falcão” e “The Cosby Show”, até ser escalada em 1995 como protagonista da série “The Parent ‘Hood”, no papel da esposa de um professor universitário (Robert Townsend) e mãe de quatro filhos. A atração durou cinco temporadas. Ela também se destacou em filmes como “A Face da Verdade” (1994), “Um Verão Especial” (1994), “A Nova Paixão de Stella” (1998) e “Escola do Rock” (2003), onde viveu a mãe de Tomika, personagem de Maryam Hassan. Pelo telefilme da Disney “Sounder” (2005) foi premiada com o Black Reel Awards, que elege as melhores obras e artistas negros dos EUA. Um de seus últimos papéis foi em “Olhos que Condenam” (2019), minissérie da Netflix dirigida por Ava DuVernay, em que interpretou Grace Cuffee, a mãe de um dos jovens condenados a anos de prisão por um crime que não cometeram. DuVernay foi às redes sociais lamentar a morte da atriz, a quem descreveu como “uma pedra preciosa em forma de mulher”. “Ela era uma atriz confiante e cuidadosa, que dava vida às palavras do roteiro e fazia com que elas brilhassem em tela. Fico grata por nossos caminhos de vida terem se cruzado. Que ela faça sua jornada com paz e amor”, completou.
Robert Downey (1936–2021)
O cineasta Robert Downey, pai do ator Robert Downey Jr, morreu enquanto dormia na manhã desta quarta (7/7) em sua casa em Nova York. O diretor tinha 85 anos e sofria do Mal de Parkinson há pelo menos 5 anos. O intérprete do Homem de Ferro escreveu sobre seu pai no Instagram: “Na noite passada, meu pai passou em paz enquanto dormia após anos suportando a devastação do Parkinson… ele era um verdadeiro cineasta independente”. Downey ficou conhecido nos anos 1960 por ser um dos cineastas mais identificados com o movimento contracultural dos EUA, responsável por pelo menos um filme cultuadíssimo, “Putney Swope”, de 1969, além de ter se tornado um autor importante da história do cinema independente americano. Curiosamente, Robert Downey também era Jr. Seu nome verdadeiro era Robert John Elias Jr. Ele era filho da modelo conhecida apenas como Elizabeth (McLoughlin) e Robert Elias, que trabalhava na gestão de hotéis e restaurantes. Mas ao se tornar maior de idade adotou o sobrenome de seu padrasto, James Downey. Seus primeiros filmes foram iniciativas rodadas praticamente sem orçamento, filmes realmente independentes, que mesmo em condições mínimas se destacaram por situações cômicas e absurdas, e redefiniram o cinema underground. O curta “Balls Bluff” (1961), o média “Babo 73” (1964) e os longas “Chafed Elbows” (1966) e “No More Excuses” (1968) impactaram muitos jovens cineastas da época, entre eles Martin Scorsese, que teve a iniciativa de restaurar todas essas obras por sua Film Foundation. “No More Excuses” tornou-se influentíssimo por trazer Downey encarnando situações fictícias e malucas, registradas nas ruas de Nova York, no Yankee Stadium e num vagão de metrô lotado, em meio a reações de pessoas reais. Neste filme, ele foi Borat 40 anos antes de Sacha Baron Cohen. Não foi à toa que foi definido como “anarquicamente caprichoso e contracultural com C maiúsculo” pelo Village Voice, a publicação mais alternativa de Nova York na época. A repercussão o deixou famoso o suficiente para conseguir seu primeiro orçamento e contrato de distribuição, permitindo que o filme seguinte tivesse maior alcance. Em 1969, “Putney Swope” expôs seu estilo a um público mais amplo, que ficou chocado – alguns diriam horrorizado. O filme era uma sátira devastadora da Madison Avenue, o centro publicitário dos EUA, e mostrava o que acontecia quando um ativista afro-americano recebia carta branca para fazer o que quisesse numa agência de publicidade. A ousadia do filme foi revolucionária. “Putney Swope” entrou na lista dos 10 melhores filmes do ano da New York Magazine, mas também foi execrado pela imprensa conservadora. Com o passar dos anos, sua reputação só aumentou, tornando-o um dos filmes mais cultuados da história do cinema americano. Downey entrou nos anos 1970 com novas provocações, como “Pound”, em que atores fingiam ser cachorros esperando para serem adotados – entre eles, o estreante Robert Downey Jr. de cinco anos de idade – , e “Greaser’s Palace” (1972), uma encenação ultrajante da vida de Cristo no contexto de um faroeste espaguete. Desta vez, foi a revista Time que colocou o filme em sua lista dos dez melhores do ano. Apesar da repercussão, os lançamentos não davam dinheiro, o que levou o diretor para o teatro e polêmicas diferentes. Downey dirigiu a peça “Sticks and Bones” de David Rabe, que a rede CBS decidiu exibir ao vivo em seu projeto de teleteatro em 1973. O tema anti-guerra da montagem enfrentou grande resistência do mercado e boicote dos anunciantes, fazendo com que a transmissão da peça se tornasse a única do projeto sem interrupções comerciais. Ele também antecipou “Seinfeld” ao fazer o primeiro filme sobre nada, “Moment to Moment” de 1975. Downey disse ao Village Voice que “foi difícil arrecadar dinheiro para um filme que não tinha realmente um enredo. Lembro-me de dizer a um cara uma vez, ‘Há uma cena em que teremos 18 caras jogando beisebol a cavalo’, que está lá. Ele olhou para mim como se pensasse: ‘Você enlouqueceu?’. Jack Nicholson colocou dinheiro para a produção, Hal Ashby e Norman Lear, esses meus amigos daquela época. É o filme favorito dos meus filhos dentre todos que fiz.” A partir dos anos 1980, Downey acreditou que seu humor besteirol finalmente poderia ser entendido pelo mercado, o que resultou em tentativas de produções mais comerciais. “Rebeldes da Academia” não escondia o desejo de replicar o sucesso de “Clube dos Cafajestes” (1978), mas com situações muito mais suaves do que as do filme de John Belushi. Ele também dirigiu as comédias “America” (1986) e “Rented Lips” (1988), mas só conseguiu atrair a atenção com “Os loucos Casais da Califórnia”, já em 1990 e graças a um elenco que incluía seu filho Robert Downey Jr. e o jovem amigo dele Ralph Macchio (o “Karatê Kid”), ao lado de Allan Arbus e o Monty Python Eric Idle. O filme juntava os quatro em despedidas emocionantes de seus cachorros superprotegidos, todos poodles, que saíam de férias em uma van. Seus últimos filmes foram mais sérios. “Hugo Pool” foi inspirado pela morte de sua segunda esposa, Laura, que faleceu de ALS em 1994. O longa, que estreou mundialmente no Festival de Sundance em 1997, promovia a conscientização sobre ALS. E ele encerrou a carreira com o documentário “Rittenhouse Square”, sobre o principal centro cultural e social da Filadélfia, lançado em 2005. Robert Downey também foi ator e participou de filmes como “Boogie Nights” (1997) e “Magnolia” (1999), ambos de Paul Thomas Anderson. Sua última aparição nas telas foi como convidado do humorístico “Saturday Night Live” em 2015. Como suas obras foram realmente independentes, nunca receberam muita atenção do mercado e jamais saíram do circuito dos iniciados – seus principais títulos são inéditos no Brasil e em vários países do mundo. Por conta disso, sua ousadia acabou esquecida. É até desconhecida entre as novas gerações, que se referiam a ele apenas como o pai de Robert Downey Jr. Veja abaixo o trailer ultrajante de “Putney Swope” (“Você não pode comer um ar condicionado”!).
Empresário de Britney Spears pede demissão em apoio à cantora
O empresário de Britney Spears rompeu sua relação com a pop star para não compactuar com a exploração da cantora por seu próprio pai. Larry Rudolph abandonou a longa relação profissional com Britney após ouvi-la declarar que se sentia uma escrava obrigada a trabalhar, desde que a Justiça deu a Jamie Spears o controle sobre todos os aspectos de sua vida. A iniciativa é a segunda consequência do forte depoimento de Britney à Justiça de Los Angeles no mês passado. Apesar da juíza Brenda Penny não ter se comovido e mantido a cantora sob tutela do pai, as declarações foram consideradas chocantes e também fizeram a Bessemer Trust, empresa de gerenciamento de finanças que é cotutora do patrimônio de Britney Spears, peticionar para abandonar o arranjo. O empresário enviou seu pedido de demissão por meio de uma carta aberta, endereçada a Jamie Spears e à tutora indicada legalmente Jodi Montgomery, afirmando que seus “serviços não são mais necessários”, já que Britney “expressou sua intenção de se aposentar oficialmente”. “Já se passaram mais de 2 anos e meio desde que Britney e eu nos comunicamos pela última vez, momento em que ela me informou que queria fazer um hiato de trabalho por tempo indeterminado. Hoje cedo, fiquei sabendo que Britney estava expressando sua intenção de se aposentar oficialmente”, ele escreveu, revelando a decisão radical da cantora para lidar com a situação forçada de tutoria. Para apoiá-la, Rudolph disse que ela não precisaria mais de empresário. Após trabalhar com a cantora por mais de 25 anos, ele ainda reforçou que nunca fez parte da tutela ou de suas operações, lembrando que seus serviços foram requisitados anos atrás pela própria Britney, antes de todos esses problemas. Por tudo isso, concluiu que seu afastamento seria o que melhor “serve aos interesses dela” neste momento. A cantora de 39 anos está sob tutela desde que teve um colapso mental em 2008, quando uma audiência de 10 minutos na Justiça de Los Angeles colocou todas as decisões sobre suas finanças e seus cuidados pessoais a cargo de seu pai. Em seu depoimento recente, Britney classificou a tutela de 13 anos de abusiva, dizendo que se sente traumatizada e revoltada e que quer sua vida de volta. Entretanto, ela não encontra parecer favorável e segue sendo obrigada a permanecer submetida às vontades do pai.
Spike Lee chama Bolsonaro de gângster no Festival de Cannes
O cineasta americano Spike Lee, que preside o júri da 74ª edição do Festival de Cannes, chamou Jair Bolsonaro de “gângster” durante a primeira entrevista coletiva do evento, nesta terça-feira (6/7). “O mundo está sendo comandado por gângsteres. Há o Agente Laranja [o ex-presidente americano, Donald Trump], o cara do Brasil [Jair Bolsonaro] e [o presidente russo Vladimir] Putin. São bandidos e vão fazer o que desejarem. Não têm moral ou escrúpulos e precisamos falar alto sobre gente assim.” A declaração foi só uma mostra do que vem por aí, já que o evento também conta com Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”) em seu júri, responsável por um famoso protesto no tapete vermelho do festival francês contra o Impeachment de Dilma Rousseff. Na entrevista coletiva, ele defendeu que uma das formas de “resistir” é divulgar a informação e denunciar, por exemplo, “o fechamento da Cinemateca Brasileira há mais de um ano”, uma “forma muito clara de reprimir a cultura e o cinema”. Spike Lee é o primeiro artista preto a ocupar a presidência do festival francês, mas já participou três vezes da disputa pela Palma de Ouro. Ele venceu o grande prêmio do júri em 2018, por “Infiltrado na Klan”, mas é considerado injustiçado por ter sido preterido pelo júri presido por Wim Wenders em 1989, quando exibiu seu filme mais importante, “Faça a Coisa Certa”. “Muita gente disse que o filme daria início a uma série de motins raciais pelos EUA”, lembrou Lee, em referência ao conteúdo do filme, que termina com uma rebelião racial em um bairro negro em Nova York. “Escrevi o filme em 1988. Mas quando vejo o irmão Eric Garner e o rei George Floyd mortos [homens negros assassinados por policiais brancos, em 2014 e 2020], lembro do [personagem de ‘Faça a Coisa Certa’ também assassinado] Radio Raheem. Você imaginaria que 30 malditos anos depois a população negra não fosse mais caçada como animais.” O cineasta, que lançou seu filme mais recente (“Destacamento Blood”) pela Netflix, também comentou a resistência do Festival de Cannes ao streaming, proibindo a inclusão de filmes não feitos para o cinema na competição. Para Lee, o streaming não ameaça o cinema. “Não é uma novidade, porque é sempre um ciclo”, afirmou, lembrando que a TV e os vídeos também sofreram a acusação de causarem o fim da experiência cinematográfica. “O cinema e o streaming podem, sim, coexistir.” O Festival de Cannes começa oficialmente nesta terça na França, com a exibição da estreia mundial de “Annette”, aguardado longa do francês Leos Carax, estrelado por Marion Cotillard e Adam Driver. Além de Spike Lee e Kleber Mendonça Filho, o júri do festival também inclui duas diretoras de cinema: a francesa Mati Diop (“Atlantique”) e a austríaca Jessica Hausner (“Little Joe”). O corpo de jurados se completa com cinco atores: o sul-coreano Song Kang-ho (“Parasita”), o francês Tahar Rahim (“O Mauritano”), a americana Maggie Gyllenhaal (“Secretária”), a francesa Mélanie Laurent (“Oxigênio”) e a canadense Mylène Farme (“A Casa do Medo – Incidente em Ghostland”), que também é cantora e compositora. Com cinco mulheres e quatro homens, trata-se de um dos grupos mais diversos da história de Cannes, que terão a difícil tarefa de suceder o júri comandado pelo diretor mexicano Alejandro González Iñárritu (“O Regresso”), responsável por apresentar ao mundo “Parasita”, do sul-coreano Bong Joon Ho, vencedor da Palma de Ouro em 2019 e, posteriormente, do Oscar em 2020.
Fotos confirmam romance de Olivia Wilde e Harry Styles
O que era boato ganhou fotos. Olivia Wilde e Harry Styles foram clicados se beijando durante um passeio de iate no litoral italiano. Um paparazzo flagrou toda a intimidade das férias românticas do casal, e a imagem correu o mundo. Embora até o momento eles não tenham se pronunciado sobre o relacionamento, os fãs já aprovaram o casal, celebrando o beijo sob o céu do Mediterrâneo. O relacionamento teria começado nos bastidores de “Don’t Worry Darling”, filme ainda inédito dirigido por Wilde e estrelado por Styles. No começo da produção, a atriz não escondeu sua felicidade por contar com a participação do cantor no elenco. “Eu fiz uma pequena dança da vitória”, confessou Wilde para a revista Vogue. A atriz de 37 anos terminou seu casamento de nove anos com o comediante Jason Sudeikis no início de 2020, enquanto o cantor de 27 anos está solteiro desde 2018, quando se separou da modelo Camille Rowe. Harry Styles and Olivia Wilde can't keep their hands off each other in Italy https://t.co/YMWdbtIZUF pic.twitter.com/nOm2zi1uiX — Page Six (@PageSix) July 5, 2021












