Tom Felton diz que está “melhorando” após desmaiar em torneio de golfe
O ator Tom Felton, intérprete de Draco Malfoy nos filmes de “Harry Potter”, usou as redes sociais para tranquilizar os fãs, após desmaiar durante um recente torneio beneficente de golfe. Dedilhando seu violão num vídeo do Instagram, o ator agradeceu a preocupação e os desejos de melhoras. “Só queria dizer um enorme obrigado por todos os adoráveis votos de melhoras e boa sorte recentes. Sim, foi um episódio meio assustador, na verdade, mas estou me recuperando”. O ator de 34 anos caiu desacordado no chão na quinta-feira passada (16/9) enquanto jogava golfe no Wisconsin, EUA, e precisou ser levado para fora do campo de maca motorizada. “As pessoas estão cuidando muito bem de mim, então muito obrigado a todos que enviaram mensagens de melhoras, porque estou melhorando, oficialmente”, acrescentou Felton no vídeo do Instagram. O ator então começou a cantar: “Não se preocupe, porque Tom vai ficar bem…” Ao lado do vídeo, uma legenda enfatizava ainda mais sua mensagem: “Me sentindo melhor a cada dia”. Entretanto, ele não explicou o que aconteceu nem detalhou de que estava “melhorando”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tom Felton (@t22felton)
Perdeu o Tudum? Veja a íntegra do evento estrelado da Netflix
A Netflix disponibilizou a íntegra do evento Tudum em seu canal no YouTube. Além de todos os anúncios já detalhados por aqui, as 3h17 da apresentação de sábado (25/9) também foram preenchidas por esquetes, brincadeiras e muita conversa fiada, que podem ser conferidas abaixo. O tom meio infantilizado tem a ver com o público que a Netflix decidiu priorizar. Para se ter noção, os lançamentos adultos da plataforma foram basicamente esquecidos pelos produtores do evento. Nenhuma frase foi gasta com filmes como “Ataque dos Cães” (The Power of Dogs), “Passing”, “A Mão de Deus” (The Hand of God) ou mesmo o brasileiro “7 Prisioneiros”, que tem arrancado elogios e prêmios dos principais festivais do cinema mundial. Nem mesmo suspenses como “O Fio Invisível” (Distancia de Rescate) e “O Culpado” (The Guilty) foram citados. O viés juvenil está na origem do Tudum, que já foi chamado de festival e surgiu no Brasil no ano passado. Vale lembrar que a primeira edição do evento foi presencial em janeiro de 2020 no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, com participação de Lana Condor e Noah Centineo, astros da comédia romântica adolescente mais popular da plataforma, a trilogia “Para Todos os Garotos”. Já o segundo ano aconteceu de forma virtual devido à pandemia, contando com apresentação de Maisa Silva. Apenas em sua terceira e atual edição o evento se tornou global, com produção americana, mas sua história brasileira foi lembrada durante a apresentação, durante a primeira participação de Maisa, que mostrou enorme desenvoltura falando em inglês. A atriz também comandou um bloco da programação para apresentar os primeiros minutos de sua série “De Volta aos 15” e a produção nacional “Maldivas”, com Bruna Marquezine e Manu Gavassi. Para introduzir as séries brasileiras, Maisa falou em português. E logo vários idiomas surgiram na tela, como espanhol, francês e especialmente o coreano, que escancararam o grande diferencial da Netflix em relação às plataformas rivais. O serviço é realmente internacional, com produções vindas de diferentes lugares do mundo. E são produções de qualidade, como “La Casa de Papel”, “Lupin”, vários animes japoneses e séries sobrenaturais coreanas. Dividido em três blocos de cerca de uma hora cada, o caro infomercial teve como anfitriões a atriz Lilly Singh (“Perfeita É a Mãe”), os astros Finn Wolfhard e Caleb McLaughlin (de “Stranger Things”) e a estrela Nicola Coughlan (“Bridgerton”), além de contar com mais de 145 atores convidados para falar de 70 títulos exclusivos do streaming, incluindo novidades de “The Witcher”, “Emily em Paris”, “Cobra Kai”, “Bridgerton”, “Stranger Things”, “La Casa de Papel”, “Sandman” e “Vikings: Valhalla”, sem esquecer de filmes como “Resgate 2”, “Alerta Vermelho” e “Não Olhe Para Cima”. Eis a integra do evento.
Documentário revela que Britney Spears era espionada pelo pai
O documentário “Controlling Britney Spears”, feito em sigilo e lançado de surpresa na noite de sexta-feira (24/9) na plataforma Hulu, revelou que o pai da cantora pop instalou escuta no quarto dela para espioná-la, além de contratar uma empresa de segurança para monitorar os telefonemas e mensagens de texto da artista No documentário, Alex Vlasov, um ex-funcionário da Black Box Security, disse ter trabalhado com a equipe da cantora por quase nove anos e que a empresa tinha acesso ao telefone de Spears e instalou um dispositivo de escuta em seu quarto. Procurado pela equipe da produção, um advogado de Jamie Spears, responsável pela tutela de Britney, não negou a vigilância. Em vez disso, afirmou que o monitoramento estava “dentro dos parâmetros da autoridade conferida a ele pelo tribunal”. De acordo com Vlasov, a Black Box espelhou o telefone da cantora pop em um iPad ao fazer login em sua conta do iCloud, conferindo a eles acesso a todas as suas atividades e a todas as mensagens que ela enviou, incluindo mensagens de texto e e-mails. Ele disse que lhe solicitaram a criptografia de algumas das conversas de texto de Spears para que pudessem ser enviadas ao pai dela, Jamie Spears, e a um funcionário de uma empresa de gestão de negócios que ele havia contratado. De acordo com o documentário, o gravador de áudio ‘captou mais de 180 horas de áudio, incluindo as interações e conversas de Britney com seu namorado e seus filhos’, que Vlasov aparentemente tem à sua disposição para provar o grau de vigilância a que Britney Spears estava submetida. “Controlling Britney Spears” é uma continuação de “Framing Britney Spears”, que chamou atenção mundial para o escândalo da tutela da cantora pop. A tutela judicial em questão foi estabelecida em 2008, após internação de Britney em clínica de reabilitação, e determinada numa audiência judicial de 10 minutos, que deixou o pai da cantora como responsável por todas as decisões relativas a sua vida. A decisão controversa perdura até hoje e enriqueceu Jamie Spears. Mas desde o lançamento de “Framing”, o caso ganhou novos e dramáticos desdobramentos, culminando na ida de Britney ao tribunal para denunciar o próprio pai por situação análoga à escravidão. Ela também conseguiu trocar o defensor indicado pela corte por um advogado de sua própria escolha. E graças à repercussão midiática da situação, levou Jaime a anunciar sua disposição de desistir da tutela da filha. Com a mesma equipe de “Framing”, comandada pela diretora Samantha Stark e a produtora-roteirista Liz Day, “Controlling” chegou à Hulu quatro dias antes de um documentário similar desembarcar na Netflix. “Britney vs. Spears”, que estreia na próxima terça (28/9), prometeu fazer revelações similares. Por sinal, a produção desses filmes, com depoimentos e vazamento de dados controversos, pode estar por trás da súbita mudança do pai de Britney em relação à manutenção da tutela. E também ajudam a explicar a decisão do advogado de Britney de não aceitar acordo, decidindo ir até o fim no processo. “Framing Britney Spears” foi lançado no Brasil pela Globoplay, mas ainda não há previsão para a chegada da continuação no mercado nacional.
Michael K. Williams morreu de overdose
A causa da morte do ator Michael K. Williams, encontrado falecido em seu apartamento na cidade de Nova York, EUA, no dia 6 de setembro, foi uma overdose. O relatório do médico legista, divulgado nesta sexta (24/6) pela imprensa americana, registra as substâncias fluorofentanil, heroína e cocaína no organismo do ator, e indica que ele misturou as drogas antes de morrer. A polícia já trabalhava com a hipótese de overdose, ao encontrar drogas no apartamento de Williams. A investigação continua agora com foco na busca por quem forneceu as drogas ao ator. Michael K. Williams ficou famoso ao estrelar a série “A Escuta” (The Wire), da HBO, que abordava o narcotráfico na cidade de Baltimore, e chegou a disputar o Emmy 2021 por um de seus últimos trabalhos, como Montrose na série “Lovecraft Country”.
Ota (1954-2021)
O cartunista, quadrinista e editor Ota foi encontrado morto em seu apartamento no Rio no Janeiro nesta sexta (24/9), após ficar cinco dias sem ser visto. Os bombeiros foram acionados pelos vizinhos e, ao arrombarem a porta do apartamento, encontraram o artista morto. Um dos mais importantes editores dos quadrinhos brasileiros, Otacílio Costa d’Assunção Barros tinha 67 anos. Atuante no mercado desde os anos 1970, ele marcou época à frente da revista “Mad”, influência no humor de séries como “TV Pirata” e “Casseta & Planeta Urgente”. Ota foi responsável por abrasileirar a “Mad”, originalmente uma publicação americana de humor, incluindo sátiras de novelas e temas nacionais em suas páginas, além de ilustrar os populares “Relatórios Ota”, onde manifestava sua visão sarcástica. Jornalista de formação, ele entrou no mercado de quadrinhos via Editora Brasil-América Latina (EBAL) em 1970, responsável pela publicação dos primeiros títulos de super-heróis do Brasil, saindo no final de 1973 para editar publicações underground (“A Roleta”, “Vírus” e “A Mosca”) e entrar na Editora Vecchi, que lançou a “Mad”. Primeiro e eterno editor da “Mad” brasileira, ele permaneceu à frente da publicação mesmo quando ela mudou de editora. Foram quatro mudanças, da Vecchi (1974-1984) para a Record (1984-2000), depois para a Mythos (2000-2006) e finalmente para a Panini (2008). Na Vecchi, Ota também lançou a cultuada revista de terror nacional “Spektro”, que foi publicada de 1977 até o fechamento da editora em 1983. Sua paixão pelos quadrinhos também rendeu livros. Em 1984, ele publicou “O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro”, que ajudou a reconhecer a importância dos “catecismos” do gênio pioneiro do erotismo nacional. Foi também responsável por reedições de personagens clássicos, como “Luluzinha” e “Recruta Zero” pela Pixel, além da coleção histórica dos álbuns de “Asterix” pela Record. E ainda criou seus próprios personagens, como Super-Ota e a Garota Bipolar, que continuavam a ser publicados. Por isso e muito mais, a História dos quadrinhos no Brasil perde muito de sua graça sem Ota.
Astro de “Star Trek” é convidado a viajar ao espaço com 90 anos de idade
O ator William Shatner, que ficou conhecido nos anos 1960 como o Capitão Kirk de “Jornada nas Estrelas” (a “Star Trek” original), pode ir para o espaço de verdade. E, de quebrar, tornar-se o homem mais velho a fazer isso. O astro da sci-fi clássica recebeu um convite de Jeff Bezos, fundador da Amazon, para viajar no próximo voo de sua empreitada espacial, a Blue Origin, que deve lançar em breve uma segunda tripulação na órbita da Terra, após a viagem inaugural que contou com o próprio Bezos no dia 20 de julho. Atualmente, o recorde etário espacial pertence à aviadora Wally Funk, que tinha 82 anos quando fez o trajeto junto com Bezos e outros civis na primeira jornada ao espaço da companhia do bilionário. Segundo apurou o site TMZ, a viagem espacial de Shatner seria filmada para um documentário. Como convidado, ele tem direito a um passeio gratuito, mas os fãs também poderão acompanhá-lo, desde que desembolsem o preço do voo: módicos US$ 28 milhões.
Basil Hoffman (1938–2021)
O ator Basil Hoffman, que estrelou os filmes vencedores do Oscar “Gente como a Gente” (1980) e “O Artista” (2011) morreu na sexta-feira passada (17/9) aos 83 anos. Ele tinha mais de 100 créditos como ator de cinema e televisão, além de ter trabalhado como professor de atuação, mas nunca foi verdadeiramente famoso. Nascido e criado em Houston, Hoffman se formou em economia, mas abandonou a carreira para se mudar para Nova York e realizar seu sonho de se tornar um ator. Sem conseguir mais que pequenos papéis em peças pouco vistas e em gravações de comerciais, foi adiante, mudando-se para Los Angeles, onde emplacou vários papéis seguidos em episódios de séries. Nos primeiros cinco anos, entre 1974 e 1979, ele apareceu em quase 30 séries diferentes – de “Kung Fu” a “M*A*S*H”. Paralelamente, começou também a figurar em filmes famosos, incluindo “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977) e três sucesso de Robert Redford, “Os Aventureiros do Lucky Lady” (1975), “Todos os Homens do Presidente” (1976) e “O Cavaleiro Elétrico” (1979). Hoffman e Redford acabaram ficando amigos e quando o astro estreou como diretor, deu ao figurante um de seus poucos papéis com nome e diálogos: Sloan em “Gente como a Gente”. O melodrama sobre uma família enlutada surpreendeu a crítica ao vencer o Oscar contra o favorito “O Touro Indomável”, de Martin Scorsese. Ele voltou a atuar para Redford em “Rebelião em Milagro” (1988) e participou de vários outros filmes bem-sucedidos sem nunca se destacar. Em “O Artista”, por exemplo, interpretou um leiloeiro numa cena breve. Os maiores papéis de sua carreira foram participações recorrentes em duas séries dos anos 1980, “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues) e “Square Pegs”. Mas nunca desistiu de atuar nem se aposentou. Ele deixou nada menos que cinco trabalhos completos, entre longas, curtas e séries, atualmente em pós-produção.
Al Harrington (1935–2021)
O ator Al Harrington, conhecido por seu papel na versão original da série “Havaí Cinco-0”, morreu na terça-feira (21/9) em Honolulu aos 85 anos, uma semana após sofrer um derrame. Nascido nas ilhas da Samoa Ocidental, Harrington se mudou com a família para o Havaí aos quatro anos de idade e começou sua carreira fazendo pequenas figurações na 1ª temporada de “Havaí Cinco-0”, lançada em 1968. Ele apareceu em vários episódios em diferentes papéis até ser oficializado como o detetive Ben Kokua, integrante da equipe Cinco-0 de Steve McGarrett (Jack Lord) a partir da 5ª temporada, vindo a integrar o elenco fixo da atração por dois anos, de 1972 a 1974. Além de “Havaí Cinco-0”, também apareceu em “As Panteras”, “Magnum” e “Os Jeffersons”, e interpretou um âncora de TV no blockbuster “Forrest Gump” (1994), entre outros papéis. Em 2011, Harrington se tornou um dos raros atores do “Havaí Cinco-0” original a participar da produção do reboot contemporâneo, vivendo o personagem Mamo Kahike, um velho amigo da família de Steve McGarrett (Alex O’Loughlin), como integrante do elenco recorrente. Ele apareceu esporadicamente, mas de forma consistente, em 10 episódios de “Hawaii Five-0” até 2018. Harrington também teve uma carreira paralela como cantor e foi homenageado em 2018 com um troféu da Academia Havaiana de Gravações Artísticas por suas realizações.
Atriz da Globo sofre agressão e denuncia transfobia
A atriz Marcella Maia denunciou ter sofrido uma agressão motivada por transfobia na madrugada desta quinta (23/9) em Porto Seguro, na Bahia. Ela postou fotos de hematomas na região do pescoço, ombro e seio em seu Instagram. Veja abaixo. “Preconceito existe. Se cuidem. Sem chão, sem forças. Tô viva”, escreveu, acrescentando: “Meu corpo não merece isso” e a hashtag “transfobia”. Ela também revelou que foi a uma delegacia especializada no atendimento à mulher da cidade para registrar queixa da agressão sofrida. Pouco antes da agressão, ela publicou um post em que comemorava a prorrogação de seu contrato com a Globo, mostrando o crachá da emissora e os colegas de elenco de seu novo trabalho, entre eles Mateus Solano, Vladimir Brichta e Elizabeth Savala. Estrela da série “Todxs Nós”, da HBO, Marcella Maia viverá a Morte na próxima novela das 19h da Globo, “Quanto Mais Vida Melhor”. Em entrevista à Patrícia Kogut no ano passado, a artista de 30 anos contou que costumava o fato de ser uma mulher transexual até recentemente. “Ninguém sabia que eu era uma mulher trans. Acho que é uma coisa íntima. Não saio perguntando o que as pessoas têm no meio das pernas. Tenho que provar que sou suficiente sem dizer que sou trans. Mas, há cinco anos, saí do armário. Falei publicamente pela primeira vez. Hoje em dia falo com orgulho”, disse Marcella Maia
Netflix divulga programação completa do Tudum
A Netflix divulgou nesta quinta (23/9) a programação completa do Tudum, evento para fãs que acontecerá neste sábado (25/9) a partir das 13h, horário de Brasília, no canal oficial da plataforma no YouTube. O evento será dividido em três blocos, cada um com cerca de uma hora de duração e com apresentadores diferentes. A primeira hora terá apresentação da atriz Lilly Singh (“Perfeita É a Mãe”), o segundo bloco juntará os astros Finn Wolfhard e Caleb McLaughlin (de “Stranger Things”) e o terceiro será comandado pela atriz Nicola Coughlan (“Bridgerton”). A participação brasileira vai acontecer logo no começo, com destaque para as séries “De Volta aos 15”, com Maisa, e “Maldivas”, com Bruna Marquezine e Manu Gavassi. O evento virtual contará com mais de 145 atores e trará mais de 70 títulos exclusivos do streaming, incluindo novidades de “The Witcher”, “Emily em Paris”, “Cobra Kai”, “Bridgerton”, “Stranger Things”, “La Casa de Papel”, “The Umbrella Academy” e outras produções, além de continuações de filmes como “Old Guard” e “Resgate”, sem esquecer de produções inéditas como “Alerta Vermelho”, “Não Olhe Para Cima” e as séries “Sandman” e “Vikings: Valhalla”. O Tudum também poderá ser acompanhado pelo Twitter e Twitch. E ainda terá um “pré-show” com conteúdos inéditos no canal Netflix Anime do YouTube, a partir das 10h (horário de Brasília). Confira abaixo a arte que detalha a programação completa do evento.
Somália volta a ter cinema após 30 anos
A Somália realizou sua primeira exibição de filme em 30 anos na quarta-feira (23/9). O evento foi realizado no Teatro Nacional da Somália, em Mogadíscio, sob forte segurança, enquanto a capital devastada pela guerra civil sonha com uma renovação cultural. O local representa a resistência da Cultura do país, após ter sido alvo de ataque de homens-bomba. A sessão simbólica exibiu dois curtas-metragens do diretor somali IBrahim CM – o terror “Hoos”, sobre uma mulher solteira que se muda para uma casa vazia, e uma comédia intitulada “Date from Hell” – com ingressos vendidos por US$ 10, caro para muitos. Os dois filmes foram escritos e estrelados por Kaif Jama, uma atriz de 24 anos que deixou a Somália quando tinha seis e circulou entre o Quênia e Uganda até se estabelecer no Cairo aos 19 anos. Desde então, ela já fez 60 curtas-metragens e esquetes com o cineasta Ibrahim CM. É a primeira vez que uma obra da dupla foi exibida em seu país natal. Mogadíscio já teve muitas salas de cinema durante seu apogeu cultural, mas todas fecharam depois que a guerra civil estourou em 1991. O próprio Teatro Nacional – construído por engenheiros chineses como um presente de Mao Zedong em 1967 -, que hospedava concertos e peças de teatro ao vivo, foi ocupada por facções dos senhores da guerra, que o transformaram em base militar até cair em ruínas. Ele foi reaberto em 2012, mas duas semanas depois foi explodido por jihadistas da Al Shabaab. O grupo islâmico ligado à Al Qaeda lança ataques regulares em Mogadíscio e considera qualquer forma de entretenimento uma atividade do mal. Apesar de expulsos de Mogadíscio há uma década, ainda mantêm o controle de áreas rurais e se perpetuam como ameaça à volta definitiva das atividades culturais na Somália. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por IBrahim CM (@icm70)
Quênia proíbe filme de temática LGBTQIAP+: “Afronta à cultura”
O Quênia proibiu a exibição do documentário “I Am Samuel”, que retrata a história de um casal gay. Segundo o governo do país africano, a produção representa uma “afronta à cultura e identidade” do país. Dirigido por Peter Murimi, o filme foi exibido no ano passado nos EUA, durante o Festival de Atlanta, ocasião em que arrancou aplausos da imprensa americana e atingiu 90% de aprovação na média computada pelo portal Rotten Tomatoes. Em contraste com as qualidades vistas pelos críticos dos EUA, o KFCB, Conselho de Classificação de Filmes do Quênia, afirma que o filme é uma blasfêmia e não poderia existir. Em sua avaliação, a entidade reguladora afirmou que o documentário busca propagar “valores que estão em dissonância com nossa constituição, valores culturais e normas”. “Pior ainda, a produção está rebaixando o cristianismo, já que dois gays no filme pretendem conduzir um casamento religioso invocando o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, acrescentou o relato do chefe do KFCB, Christopher Wambua. “I Am Samuel” é o segundo filme LGBTQIA+ proibido no país. O primeiro veto aconteceu com “Rafiki” (2018), que retratava uma história de amor entre duas mulheres e se tornou o primeiro filme queniano exibido no Festival de Cannes. Na ocasião, o Conselho pediu à diretor Wanuri Kahiu para mudar o final, pois foi considerado problemático ao trazer um cenário muito esperançoso e positivo. Kahiu recusou, o que levou à proibição do filme “devido ao seu tema homossexual e clara intenção de promover o lesbianismo no Quênia, contrariando a lei”. O Quênia integra uma lista de países ultraconservadores que ainda têm leis que criminalizam a homossexualidade. Confira abaixo o trailer britânico de “I Am Samuel”.
Daniel Craig é homenageado com cargo honorário na Marinha Real Britânica
O ator Daniel Craig virou 007 na vida real. Ele foi oficialmente nomeado nesta quinta (23/9) como comandante honorário da Marinha Real Britânica, o mesmo posto de seu personagem nas telas. A designação foi anunciada pelo Ministério da Defesa britânico uma semana antes do lançamento do filme que marca a despedida do ator do papel de James Bond. “007 – Sem Tempo para Morrer”, a nova produção da saga do famoso agente secreto, chegará na próxima quinta (30/9) aos cinemas de vários países, incluindo Brasil e Reino Unido. “Daniel Craig é conhecido por ter sido o comandante Bond nos últimos 15 anos, um oficial da Marinha que luta pela segurança do Reino Unido em missões ao redor do mundo”, disse o almirante Tony Radakin, em comunicado. “Isso é exatamente o que a Royal Navy faz diariamente, usando tecnologias e habilidades da mesma forma que o próprio Bond”, acrescentou. O ator britânico de 53 anos confessou se sentir “privilegiado” e muito “honrado” por receber a nomeação honorária. Oficiais honorários são uma espécie de embaixadores da Marinha Real que ajudam a fortalecer os laços entre a instituição e as comunidades que atende. Além de homenagear Craig, a honraria também reconhece a parceria da força armada britânica com a franquia histórica. Durante a produção do novo filme de 007, o diretor Cary Joji Fukunaga, produtores e equipes de filmagem trabalharam em estreita colaboração com a Marinha Real e o Ministério da Defesa.










