Richard Evans (1935–2021)
Richard Evans, que estrelou o western “O Pequeno Billy” e antagonizou Ryan O’Neal na popular novela americana “A Caldeira do Diabo” (Peyton Place) em 1965, morreu de câncer no dia 2 de outubro, em sua residência na Ilha Whidbey, no estado de Washington (EUA), aos 86 anos. Evans e a esposa moraram em Whidbey Island por 32 anos, desde que deixaram Los Angeles no final dos anos 1980, quando a carreira do ator estagnou. Antes disso, e por cerca de quatro décadas, ele apareceu em várias atrações clássicas da TV, de “Caravana” (em 1958) a “Esquadrão Classe A” (1986), passando por “Jornada nas Estrelas” (1968) e quase todas as séries de western da era de ouro do gênero. Entretanto, a participação em “A Caldeira do Diabo” foi seu único papel recorrente. Ele teve projeção em 26 capítulos da 1ª temporada, vivendo Paul Hanley, personagem que acusou falsamente Rodney Harrington (O’Neal) de assassinar sua irmã num dos muitos escândalos do melodrama, baseado no filme de mesmo nome, indicado a nove Oscars em 1958. Como ator, também participou de vários filmes, tendo seu maior destaque em 1972 no papel de Goldie, o mentor psicopata do famoso pistoleiro Billy the Kid (Michael J. Pollard) em “O Pequeno Billy”, última produção da vida de Jack L. Warner, um dos fundadores e presidente da Warner Bros. Outros longas de sua carreira incluem “Cedo Demais para Amar” (1960), de Richard Rush, “Os Ressuscitados” (1965), de Richard Quine, “Jogos de Azar” (1974), de Robert Mulligan, “A Ilha do Adeus” (1977), de Franklin J. Schaffner, e até o telefilme “Madonna – A Inocência Perdida” (1994) sobre o começo da carreira da cantora Madonna. Além de atuar, Evans também escreveu, dirigiu e produziu quatro filmes independentes, três deles em longa-metragem, que tiveram lançamentos bastante limitados. A primeira iniciativa autoral em longa-metragem foi em 1972, a comédia “Original: Do Not Project”. E, após longo hiato, ele vinha tentando um retorno atrás das câmeras nos últimos anos, com o lançamento de “Harry Monument” (2004) e “Shuffle & Cut (A Question for Godard)” (2010). No biográfico “Shuffle & Cut”, ele interpretou a si mesmo, apresentando-se como um cineasta independente que se via sem futuro numa indústria dominada pela mentalidade dos blockbusters. Foi seu último longa atrás e à frente das câmeras, mas não sua última obra artística. Meses antes de morrer, Evans publicou um livro com uma coleção de peças de sua autoria, para serem encenadas de graça por qualquer interessado, desde que parte dos lucros fosse destinado a ajudar os sem-teto.
Annabelle visita cenários de “Friends”, “Batman” e “Harry Potter” em vídeo de Halloween
Um ano depois de ter produzido um vídeo com a boneca Annabelle, da franquia “Invocação do Mal”, durante a quarentena provocada pela covid-19, a Warner lançou uma continuação, mostrando que a criatura demoníaca continua à solta em seus estúdios. Se no vídeo original Annabelle aproveitava os estúdios vazios para passear à vontade, ela agora passa a assustar os funcionários, aparecendo nos lugares mais inusitados, enquanto continua sua turnê por cenários e adereços famosos do cinema. Lançado para celebrar o Halloween, o vídeo mostra, entre outras cenas, a boneca na poltrona de “Friends”, no trono de ferro de “Game of Thrones”, no batmóvel e com o chapéu seletor de Hogwarts. Veja abaixo.
Data de nascimento de Paulo Gustavo vira Dia do Humor no Rio de Janeiro
Depois de virar nome de rua em Niterói, Paulo Gustavo foi homenageado com uma data comemorativa no estado do Rio de Janeiro. A partir de agora, o dia 30 de outubro, data de nascimento de Paulo Gustavo, será comemorado como o “Dia Estadual do Humor”. A data foi estabelecida por lei aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e sancionada pelo governador Cláudio Castro nesta terça (26/10). O texto determina: “Fica banido o mau humor, a partir da publicação da presente Lei, especialmente, na data de que trata o artigo 1º [30 de outubro]”. Pela lei, os deputados estaduais deverão fazer uma sessão solene anual em homenagem aos artistas que vivem do humor, sempre em 30 de outubro. O projeto de lei é do deputado estadual André Ceciliano, presidente da casa. “Nosso objetivo é eternizá-lo no calendário oficial do Estado do Rio de Janeiro e promover uma celebração ao ato de fazer rir, reconhecendo a importância que a comédia tem na vida dos cidadãos fluminenses e a sua potência para transformar o mundo e as pessoas para melhor. Paulo conseguia, por meio do riso, levar uma mensagem de tolerância e respeito”, afirmou Ceciliano. Paulo Gustavo foi uma das muitas vítimas da pandemia de covid-19 no Brasil. Falecido no auge da carreira, aos 42 anos, o ator e criador de “Minha Mãe É uma Peça” deixou dois filhos e o marido, Thales Bretas.
Assistente de direção de “Rust” foi demitido por problema com arma em outro filme
Uma nova acusação veio à tona durante a investigação do acidente que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set do filme “Rust”. O assistente de direção que entregou ao ator Alec Baldwin a arma carregada que resultou na fatalidade já tinha sido demitido de outra filmagem por causa de um problema similar, informou um produtor nesta segunda-feira (25/10). Hutchins morreu na quinta-feira (21/10) depois que Baldwin recebeu de Dave Halls um revólver anunciado como “frio”, isto é, sem munição. Entretanto, durante um ensaio em que o ator demonstrava como iria disparar, as balas da arma mataram Hutchins e feriram o diretor Joel Souza. Agora, a produtora Rock Soul Studios, responsável por outro filme independente passado no Velho Oeste, chamado “Freedom’s Path”, revelou ter demitido Halls daquela filmagem “depois que um membro da equipe sofreu um ferimento leve quando uma arma, de forma inesperada, disparou”. “Halls foi retirado imediatamente do set depois que a arma cenográfica foi disparada. A produção não voltou a ser filmada até que Dave estivesse fora da locação. Um relatório sobre o incidente foi coletado naquela ocasião”, acrescentou em comunicado a produtora de “Freedom’s Path”, que ainda não estreou. O assistente já tinha sido criticado por uma produtora de adereços que trabalhou com ele na série “Into the Dark”. Maggie Goll afirmou em entrevista para o canal de notícias americano NBC News que ele era conhecido por não prezar pela segurança no ambiente de trabalho. “Ele permitia que os sets ficassem cada vez mais claustrofóbicos, sem rotas de fuga em caso de incêndio e com as saídas de emergência bloqueadas… Reuniões sobre segurança nem existiam”, afirmou. Goll ainda contou que Halls exigiu que as câmeras continuassem filmando mesmo depois de o técnico de pirotecnia — responsável pelos efeitos especiais que envolvem fogo — avisar que havia algo errado. O site Deadline procurou uma declaração da produtora Blumhouse, responsável pela série “Into the Dark”, sobre investigações sobre o comportamento de Halls, após o registro de uma queixa contra ele em 2019. Em nota, a Blumhouse apenas afirmou que o assistente de direção trabalhou em dois episódios naquele ano “e não foi recontratado depois dessa época”. O estúdio não explicou porque não quis voltar a trabalhar com ele.
Jonas Brothers terão especial de humor na Netflix
A Netflix anunciou nesta segunda-feira (25/10), um programa especial de humor estrelado por Joe, Nick e Kevin Jonas intitulado “Jonas Brothers’ Family Roast”, em que os irmãos músicos participarão de várias atividades para que o público os conheça melhor. O teaser em que o trio apresenta o projeto pode ser visto abaixo. Para quem não sabe, “Roast” virou subgênero de programas de comédia nos EUA. Trata-se de um evento ultrajante, onde um “homenageado” – ou três – vira alvo de piadas, insultos e histórias — tanto verdadeiras quanto falsas — apresentadas por convidados. Além dos irmãos, o especial também contará com as participações do humorista e ator Pete Davidson (“O Esquadrão Suicida”), o ex-One Direction Niall Horan, o comediante Gabriel Iglesias (“Professor Iglesias”), o cantor John Legend, a atriz Lilly Singh (“Perfeita É a Mãe”) e o ator Jack Whitehall (“Jungle Cruise”). O “Jonas Brothers’ Family Roast” estreia na plataforma em 23 de novembro.
Anya Taylor-Joy é a nova embaixadora global da Dior
A atriz Anya Taylor-Joy (“Os Novos Mutantes”) foi oficializada como a nova embaixadora global da grife Dior. Ela vestirá e usará os novos produtos da grife, desenvolvidos pela diretora criativa feminina Maria Grazia Chiuri e o diretor criativo e de imagem de maquiagem Peter Philips, em seus próximos desfiles de tapete vermelho, incluindo a première desta segunda (24/10) de seu novo filme, “Noite Passada em Soho”, em Los Angeles. A nomeação reflete a preferência da atriz por looks Dior, usados no ano passado, quando ela experimentou uma temporada de sucesso com a minissérie “O Gambito da Rainha”. Ela apareceu na Dior em uma série de premiações e aparições em festivais, incluindo no Emmy, quando usou um vestido de cetim de seda amarelo claro com casaco de ópera da Dior Haute Couture, e no Festival de Veneza, onde optou por um conjunto de cetim rosa da grife. Os próximos filmes da atriz são “The Northman”, de Robert Eggers, um longa-metragem sem título de David O. Russell, “The Menu” com Ralph Fiennes e “Furiosa”, prólogo de “Mad Max: Estrada da Fúria”, em que desempenhará o papel-título.
JoAnna Cameron (1951–2021)
A atriz JoAnna Cameron, que marcou época como “A Poderosa Isis”, morreu na sexta-feira (22/10) no Havaí, após sofrer um acidente vascular cerebral, com 70 anos de idade. Antes de virar super-heroína, ela já chamava atenção por aparecer em várias comédias que exploravam sua beleza. Seu primeiro papel foi em “Como Cometer um Casamento” (1969), contracenando com os comediantes Bob Hope e Jackie Gleason. Também apareceu em “O Seu Caso Era Mulher” (1970) com Elliott Gould, “Garotas Lindas aos Montes” (1971) com Rock Hudson e “O Super Amante” (1971) com Peter Kastner. Sua conversão em atriz televisiva aconteceu na série “Marcus Welby, M.D.”, na qual viveu uma enfermeira recorrente de 1970 a 1972. Ainda teve participações em “Daniel Boone”, “Os Audaciosos”, “Controle Remoto” e “Columbo”, mas só entrou para a História da TV ao vestir o microvestido da primeira super-heroína da televisão. “A Poderosa Isis” foi uma criação original de Marc Richards (que também assinou o desenho dos “Ghostbusters”) como complemento para as aventuras do Capitão Marvel em “Shazam!”. Na série, uma arqueóloga chamada Andrea Thomas ganhava poderes e minissaia ao encontrar uma relíquia egípcia da deusa Isis. Como a personagem também apareceu em crossovers de “Shazam!”, a DC Comics resolveu lançar seus quadrinhos. Com isso, ela virou personagem da editora e teve até sua própria revista, embora a série tenha durado apenas duas temporadas, entre 1975 e 1976. Isis acabou se tornando pioneira, ao provar que mulheres poderosas poderiam ter suas próprias séries de ação. Um ano depois de sua estreia, a TV ganhou mais duas heroínas: a Mulher Biônica de Lindsay Wagner e a Mulher-Maravilha de Lynda Carter. Após o fim de “A Poderosa Isis”, a atriz ainda foi para a Marvel e apareceu na série live-action do “Homem-Aranha” em 1978, mas largou a atuação logo em seguida, após o telefilme “Swan Song” com Davis Soul, em 1980. Tinha apenas 29 anos. Depois de deixar a TV, Cameron trabalhou por 10 anos como enfermeira no setor de saúde domiciliar antes de iniciar uma carreira em marketing hoteleiro no Havaí, onde morou até o fim da vida. A personagem que ela originou também desapareceu por várias décadas, mas acabou retornando durante a minissérie “52”, que serviu de reboot para os quadrinhos da DC Comics em 2006. Na ocasião, Isis teve seu nome alterado para Adrianna Tomaz e relacionada ao anti-herói Adão Negro. Embora tenha sido uma volta breve – ela morre na minissérie – , a editora decidiu rever seu status num novo reboot, “Os Novos 52”, que a devolveu permanentemente à continuidade dos quadrinhos da DC em 2011. Quase tão popular quanto na época de JoAnna Cameron, a personagem – sem o nome original, que hoje é relacionado à sigla em inglês do grupo terrorista Estado Islâmico – , pode ser vista atualmente na série “Legends of Tomorrow”, interpretada por Tala Ashe, e estará no filme “Adão Negro”, previsto para 2022, com interpretação de Sarah Shahi (“Sex/Life”).
Diretor revela detalhes inéditos da tragédia no set de “Rust”
O diretor Joel Souza fez um relato detalhado do incidente que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set de “Rust”. Após sair do hospital na sexta-feira (22/10), ele prestou depoimento à polícia, e os documentos do caso foram obtidos pelo jornal The New York Times, que tornou alguns trechos públicos. De acordo com Souza, a armeira Hannah Gutierrez-Reed e o assistente de direção Dave Halls haviam checado a arma utilizada por Alec Baldwin na cena que provocou o acidente. Este era o protocolo básico para todas as sequências com armas no filme, garantiu o diretor. O revólver que acabou matando Hutchins foi liberado e anunciado no circuito de avisos do set, em alto e bom som, como uma “arma fria” – ou seja, sem nenhuma bala de verdade -, antes de ser colocado nas mãos do ator Alec Baldwin. A novidade no relato do diretor é que, após as checagens e antes do evento fatídico, equipe e elenco fizeram uma pausa para o almoço. O local de refeição ficava em outro lugar longe do set. Após a volta ao trabalho, Souza não se lembra se as armas foram checadas mais uma vez. Neste ponto, como se verificou posteriormente, elas continham munição real. Relatos trazidos pela imprensa americana revelaram que integrantes da equipe faziam tiro ao alvo com as armas do set durante os intervalos da produção. O diretor ainda revelou que o incidente aconteceu durante os ensaios da cena, e não nas filmagens, quando Balwin foi demonstrar como iria atirar. Souza estava perto da câmera, bem ao lado de Hutchins, decidindo detalhes sobre o ângulo das filmagens, quando viu a colega segurando o abdômen e percebeu que seu ombro também estava sangrando. Por fim, ele também reconheceu que a produção de “Rust” enfrentava problemas de atrasos e falta de equipe, uma vez que vários funcionários haviam se demitido, protestando contra questões financeiras e condições de segurança ruins no set. O cineasta, no entanto, disse que toda a equipe “se tratava de maneira cordial e se dava muito bem” durante as filmagens. O incidente ainda está sob investigação do departamento do Xerife do condado de Santa Fé, no Novo México. Até o momento, nenhuma prisão ou acusação formal foi feita.
Elenco de “Friends” homenageia James Michael Tyler
O elenco da série “Friends” usou as redes sociais para homenagear o colega James Michael Tyler, intérprete de Gunther, que morreu no domingo (24/10), aos 59 anos, após lutar por três anos contra um câncer de próstata. “Perdemos um bom amigo ontem em James Michael Tyler. Gunther, você fará falta”, tuitou Matthew Perry. “‘Friends’ não seria a mesma sem você”, escreveu Jennifer Aniston, a Rachel, no Instagram. “Obrigada pelas risadas que você trouxe à série e às nossas vidas. Sentiremos muito a sua falta”. “O tamanho da gratidão que você demonstrava todos os dias no set é o mesmo da gratidão que eu sinto por ter conhecido você”, acrescentou Courteney Cox, a Monica. “Obrigado por estar lá por todos nós”, disse Lisa Kudrow, a Phoebe, numa referência à letra da música-tema de “Friends”. “Obrigado por interpretar um papel tão maravilhoso e inesquecível em ‘Friends’, e por ser um cavalheiro tão caloroso e uma pessoa tão íntegra atrás das câmeras”, comentou David Schwimmer, o Ross. “Nós demos muitas risadas juntos, amigo. Sentiremos sua falta. Descanse em paz, meu amigo”, concluiu Matt LeBlanc, o Joey – e último “friend” a contracenar com Tyler, na série “Episodes” em 2012. We lost a good Friend yesterday in James Michael Tyler. Gunther, you will be missed. Read in Peace. — matthew perry (@MatthewPerry) October 25, 2021 View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Jennifer Aniston (@jenniferaniston) View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Courteney Cox (@courteneycoxofficial) View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Lisa Kudrow (@lisakudrow) View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por David Schwimmer (@_schwim_) View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Matt LeBlanc (@mleblanc)
Jensen Ackles homenageia diretora de fotografia morta nas filmagens de “Rust”
O ator Jensen Ackles (“Supernatural”) usou seu Instagram para homenagear a diretora de fotografia Halyna Hutchins, que morreu na quinta-feira (21/10) num acidente com arma no set do filme “Rust”, do qual ele fazia parte. “Eu nem tenho certeza por onde começar”, diz o texto no Instagram. Enviando suas condolências ao marido de Hutchins, Matthew, e ao filho de 9 anos da cinematógrafa, ele ponderou que a morte causada pela bala de um revólver que não deveria ter munição foi “uma tragédia de proporções épicas que ainda estamos processando”. E compartilhou seu último momento com ela. “No início da semana passada, me senti compelido a dizer a Halyna o quão incrível eu a achava”, escreveu ele. “Eu disse a ela como estava achando incrível a fotografia do filme e como era emocionante vê-la trabalhar com sua equipe. Verdadeiramente. Ela riu, agradeceu e me deu um abraço. Serei eternamente grato por termos tido aquele momento. Ela tinha tanta coragem e paixão que infectavam toda a equipe de cima abaixo. Ela foi uma inspiração. ” Ackles acrescentou que ele e sua esposa, Danneel, fizeram uma doação ao fundo estabelecido pelo American Film Institute em nome de Halyna Hutchins e outra para a conta do GoFundMe organizada pelo sindicato dos diretores de fotografia para apoiar o marido e o filho de Hutchins. Ele também compartilhou os links para incentivar seus fãs a fazerem o mesmo. “Simplesmente não há palavras suficientes para expressar essa imensa perda”, escreveu Ackles. Além da morte de Hutchins, o diretor do filme, Joel Souza, também foi ferido no incidente. A tragédia aconteceu durante a filmagem de uma cena do western “Rust”, em que o ator Alec Baldwin deveria disparar tiros em direção à câmara. Mas o revólver, entregue pelo assistente de direção com a informação de que estava sem munição, continha balas de verdade. Halyna Hutchins foi atingida em cheio no peito, enquanto Joel Souza, que estava atrás dela durante a filmagem, foi ferido no ombro. O incidente está sob investigação da polícia de Santa Fé e, até o momento, nenhuma prisão ou acusação formal foi feita. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Jensen Ackles (@jensenackles)
Kattee Sackhoff se casa com assistente de produção de “Outra Vida”
Os novos episódios de “Outra Vida” (Another Life), disponibilizados em 14 de outubro, trazem muita ação, alienígenas e uma das melhores tramas de sci-fi da Netflix. Mas seus bastidores foram uma história de amor. A atriz Kattee Sackhoff, que protagoniza a atração, apaixonou-se e se casou há três semanas com o assistente da produção da série, Robin Gadsby. Ela postou uma foto no Instagram neste fim de semana para comemorar as três semanas da vida de casada. Também conhecida dos fãs pelas séries “Battlestar Galactica”, “Longmire”, “The Mandalorian”, “The Flash” e pelo filme “Riddick 3”, Sackhoff é, além de estrela, produtora de “Outra Vida”, o que significa que seu atual marido era seu assistente. Os dois se conheceram no começo da produção em 2018, logo que a atriz se separou do então namorado Karl Urban, astro de “The Boys”. Pode-se dizer que a série lhe deu, literalmente, “outra vida”. A Netflix ainda não se manifestou sobre a renovação da sci-fi, que concluiu a história original em sua 2ª temporada, mas o encerramento, ao mesmo tempo, abriu possibilidades de continuação, após o contato múltiplo de outras civilizações com a Terra em agradecimento pela eliminação da maior ameaça da galáxia. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Katee Sackhoff (@therealkateesackhoff)
James Michael Tyler (1962–2021)
O ator James Michael Tyler, que ficou conhecido por interpretar o personagem Gunther na série “Friends”, morreu de câncer neste domingo (24/10) em sua casa, em Los Angeles, aos 59 anos. Ele enfrentava há algum tempo um câncer de próstata em estágio 4. O ator foi diagnosticado com câncer em 2018, mas só revelou a doença após participar do especial de “Friends” deste ano, por não querer entristecer um momento que deveria ser especial. Mesmo assim, não pôde aparecer pessoalmente na reunião com o elenco da série, porque a doença se agravou. Mas apareceu no programa por meio de uma chamada de vídeo. “Eu fiquei muito feliz de ter sido incluído. Foi minha decisão de não participar pessoalmente. Eu não queria deixar o clima pesado, sabe?”, afirmou, em entrevista ao programa “Today” em junho passado. Gunther foi o principal papel de sua carreira. Como gerente do Central Perk, cafeteria onde os seis personagens principais passavam grande parte da série, ele estrelou 150 episódios de “Friends” ao longo das 10 temporadas da produção. Era praticamente o sétimo “friend” e chegou a ter uma queda por Rachel, a personagem de Jennifer Aniston. James Michael Tyler ainda apareceu em episódios esporádicos das séries “Just Shoot Me!”, “Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira”, “Scrubs” e chegou a interpretar a si mesmo em “Episodes”, série em que o ator Matt LeBlanc, de “Friends”, também vivia ele mesmo.
Armeira de “Rust” já teria entregue revólver para criança sem verificar
Em meio à investigação do acidente com uma arma carregada de munição real, que matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins e feriu o diretor Joel Souza no set do western “Rush”, denúncias de equipes que trabalharam anteriormente com a armeira Hannah Gutierrez-Reed e o assistente de direção David Halls em projetos anteriores têm apontado a falta de profissionalismo dos dois responsáveis pela segurança da produção. Hannah Gutierrez-Reed é filha de um dos maiores atiradores dos EUA, Thell Reed, grande campeão de competições de tiros e que também é um dos armeiros mais requisitados de Hollywood, responsável pelas armas usadas em filmes como “Tombstone” (1993), “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997), “Os Indomáveis” (2007) e o recente “Era uma Vez em… Hollywood” (2019). A jovem de 24 anos conseguiu emprego nesta área por indicação do pai e “Rust” foi apenas seu segundo longa. Agora, uma apuração do site Daily Beast afirma que ela também teve problemas em seu primeiro trabalho. O longa “The Old Way”, com Nicolas Cage, chegou a ter filmagens interrompidas porque a armeira teria dado uma arma para uma menina de 11 anos de idade sem verificar corretamente seu carregamento. Segundo uma fonte da produção, membros da equipe interviram para que a arma dada à atriz infantil Ryan Kiera Armstrong fosse verificada antes do começo das filmagens, porque Gutierrez-Reed tinha descarregado a arma no chão, “onde havia pedrinhas e outras coisas”, segundo relato. “Não a vimos checar, não sabíamos se tinha alguma coisa no barril ou não”, disse a fonte à publicação. A fonte também a descreveu como “um pouco descuidada com as armas, balançando elas de vez em quando”. Outra fonte acrescentou: “Havia várias preocupações que levei à atenção da produção. Estive com armas de fogo minha vida inteira e notei que algumas coisas não estavam bem.” Descuido com segurança também foi uma crítica dirigida a David Halls, o assistente que entregou a arma a Alec Balwin e disse que ela não tinha munição, conduzindo à fatalidade. Uma produtora de adereços que trabalhou com Halls na série “Into the Dark” afirmou em entrevista para o canal de notícias americano NBC News que ele era conhecido por não prezar pela segurança no ambiente de trabalho. “Ele não mantinha um ambiente de trabalho seguro”, disse Maggie Goll ao canal. “Ele permitia que os sets ficassem cada vez mais claustrofóbicos, sem rotas de fuga em caso de incêndio e com as saídas de emergência bloqueadas… Reuniões sobre segurança nem existiam”. Goll afirma que, uma vez, Halls exigiu que as câmeras continuassem filmando mesmo depois de o técnico de pirotecnia — responsável pelos efeitos especiais que envolvem fogo — avisar que havia algo errado. Além disso, ele não costumava fazer reuniões para orientar a equipe sobre protocolos de segurança quando uma cena envolvia armas. O site Deadline procurou uma declaração da produtora Blumhouse, responsável pela série “Into the Dark”, sobre investigações sobre o comportamento de Halls, após o registro de uma queixa contra ele em 2019. Em nota, a Blumhouse apenas afirmou que o assistente de direção trabalhou em dois episódios naquele ano “e não foi recontratado depois dessa época”. O estúdio não explicou porque não quis voltar a trabalhar com ele, mas o Deadline ouviu de uma fonte que Halls foi “muito agressivo” e “intimidador no set” durante as gravações. Nem David Halls nem Hannah Gutierrez-Reed se manifestaram após estas reportagens virem à tona. Vale destacar que nenhuma acusação foi feita contra ninguém na produção de “Rust” pelo departamento do Xerife de Santa Fé, no Novo Méxica, que investiga as causas da morte de Halyna Hutchins. Além disso, a polícia também segue relatos sobre funcionários da produção que praticaram tiro ao alvo com munição de verdade com as armas utilizadas no set, durante os horários de folga.












