Mestre do cinema japonês é atacado por homem com picareta
A polícia de Tóquio prendeu neste fim de semana um homem que atacou o carro do famoso ator e cineasta japonês Takeshi Kitano com uma picareta. O astro de 74 anos, também conhecido pelo nome artístico de Beat Takeshi, estava no carro com seu motorista e foi atacado ao sair do complexo da rede de televisão TBS, onde apresenta seu programa de entrevistas semanais às noites de sábado. O suspeito esmagou o carro de Kitano várias vezes com uma picareta, exigindo que ele saísse do veículo, informou a TBS. Um segurança da rede chamou a polícia e o homem foi preso no local. Além da picareta, ele também carregava uma faca com uma lâmina de 10 centímetros e foi detido por posse ilegal de armas. Segundo apuração da TBS, o suspeito disse à polícia que ficou furioso depois de ser ignorado em junho, quando se ajoelhou diante do carro de Kitano, buscando ajuda para ingressar na indústria do entretenimento. A polícia está investigando os motivos alegados. O multi-talentoso Kitano é um dos artistas mais referenciados do cinema japonês. Ele venceu o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza por “Fogos de Artifício” (Hana-Bi) em 1997 e dirigiu alguns filmes considerados grandes clássicos modernos, como “Adrenalina Máxima” (1993), “De Volta às Aulas” (1996), “Brother” (2000), “Dolls” (2002) e “Zatoichi” (2003), além de ter atuado em produções marcantes como “Furyo: Em Nome da Honra” (1983), “Batalha Real” (2000) e “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” (2017).
Michael K. Williams (1966-2021)
O ator Michael K. Williams, um dos protagonistas da premiada série “Lovecraft Country”, foi encontrado morto em seu apartamento em Brooklyn, Nova York, nesta segunda-feira (6/9). O jornal New York Post relatou que o corpo do ator de 54 anos foi descoberto por seu sobrinho ao visitá-lo às 14 horas desta tarde. O jornal também informou que, ao ser chamada ao local, a polícia não se deparou com sinais de arrombamento, mas teria encontrado drogas, o que faz a investigação considerar a hipótese de overdose e também de suicídio. Michael Kenneth Williams começou a carreira artística como dançarino de hip-hop e chegou a participar de turnês de Madonna e George Michael. Seu primeiro registro em vídeo explorou seu lado sexy, numa aparição sem camisa no clipe da música “Secret”, de Madonna, em 1994. Mas essa atividade não pegou bem na sua vizinhança barra pesada. “Enquanto crescia, fui alvo de muitas perseguições”, ele relatou à revista Time em 2017. “Eu não era popular com a turma, nem com as mulheres. Em uma comunidade de machos alfa, ser sensível não é considerado uma qualidade.” A reprovação culminou numa briga violenta num bar, que o deixou com uma cicatriz permanente, cortando seu rosto de ponta a ponta. O ataque visava acabar com sua carreira com uma deformidade, mas, na prática, aumentou a propensão de Hollywood para lhe dar papéis que envolviam atividades violentas. Sua transformação em ator ocorreu por intermédio de outro ídolo musical, ninguém menos que o rapper Tupac Shakur, que convenceu o diretor Julien Temple a escalá-lo como seu irmão no thriller criminal “Bullet”, de 1996, justamente por causa da cicatriz em seu rosto. Williams deu sequência ao papel com outros thrillers criminais e uma pequena participação em “Vivendo no Limite” (1999), de Martin Scorsese, antes de ser escalado como Little Omar na série “A Escuta” (The Wire), produção da HBO sobre o submundo do tráfico em Baltimore, EUA, que durou cinco temporadas e lhe deu grande visibilidade. Em 2008, o então senador Barack Obama declarou Omar seu personagem favorito da TV americana. “Omar se tornou um alter ego”, disse ele na entrevista da Time. “Um gay que não gosta de roupas chiques ou carros chiques, não usa drogas, nem pragueja e rouba a maioria dos traficantes gangster da comunidade. Ele é um pária, e me identifiquei imensamente com isso. Em vez de usá-lo como uma ferramenta para talvez me curar, me escondi atrás disso. Ninguém mais reparou em Michael nas ruas. Tudo era Omar, Omar, Omar. Eu confundi essa admiração. Estava bem. Mas as reverências não eram para mim. Eram para um personagem fictício. Quando aquela série acabou, junto com aquele personagem, eu não tinha ideia de como lidar com isso. Eu desmoronei.” Mas o ator não ficou tempo nenhum parado. O sucesso da série abriu as portas para várias outras produções importantes, desde filmes como “Medo da Verdade” (2007), “Atraídos Pelo Crime” (2009), “A Estrada” (2009) e “12 Anos de Escravidão” (2013), a inúmeras participações em séries. Na própria HBO, ele voltou a se destacar no papel de Chalky White em “Boardwalk Empire”, outra produção criminal, desta vez passada durante a era da Lei Seca, exibida de 2010 a 2014. Ele também teve pequenos papéis nos blockbusters “O Incrível Hulk” (2008) e “Uma Noite de Crime: Anarquia” (2014), além de arcos importantes nas séries “Alias” (em 2005) e “Community” (em 2011 e 2012), sem esquecer atuações em “RoboCop” (2014), “O Mensageiro” (2014), “Vício Inerente” (2014), “O Apostador” (2014), “Bessie” (2015), “Caça-Fantasmas” (2015), “Assassin’s Creed” (2016), “Brooklyn: Sem Pai Nem Mãe” (2019), etc. Entre seus últimos trabalhos, estão as séries “The Night Of” (2016) na HBO, “Hap and Leonard” (2016-2018) na Amazon, “Olhos que Condenam” (2019) na Netflix, e “Lovecraft Country” (2020), novamente na HBO. Três delas lhe renderam indicações ao Emmy de Melhor Ator Coadjuvante, categoria em que também foi reconhecido pelo telefilme “Bessie”, da HBO. Embora não tivesse vencido anteriormente, era forte a expectativa para sua primeira premiação da Academia de Televisão por “Lovecraft Country”, graças ao emocionante desempenho como Montrose Freeman, o pai do protagonista Atticus (Jonathan Majors) e um homem gay que escondia sua verdade do próprio filho. A premiação vai acontecer em duas semanas, no dia 19 de setembro.
Jean-Paul Belmondo (1933–2021)
Jean-Paul Belmondo, um dos atores mais icônicos da França, morreu nesta segunda-feira (6/9) em sua casa de Paris, aos 88 anos. O sorriso inimitável, os cabelos sempre desarrumados e um perfil único, com um nariz quebrado que o impedia de ser mais belo que Alain Delon – resultado de uma juventude esportiva como goleiro e boxeador – , iluminaram dezenas de filmes, muitos deles clássicos e quase todos grandes sucessos de bilheteria. Filho de um escultor renomado e educado nas melhores escolas, ele era considerado o ator mais charmoso da França, eternizado na imaginação dos fãs como alguém tão irresistível quanto o bandido sedutor de “Acossado” (1960), personagem que marcou sua carreira e a chegada da nouvelle vague no mundo. Belmondo decidiu se tornar ator aos 16 anos, formando-se em 1956 no prestigioso Conservatório de Drama de Paris, mas teve sua entrada negada na Comédie-Française depois que o júri do Conservatório se recusou a premiá-lo com honras. Sua reação teria sido lhes mostrar o dedo indicador. Ele estreou no cinema em 1958, fazendo nada menos que quatro filmes consecutivos, entre eles “Os Trapaceiros”, de Marcel Carné, antes de se ver no centro da revolução filmada pela nova geração de cineastas rebeldes. Seu primeiro papel de protagonista veio em “Quem Matou Leda?” (1959), de Claude Chabrol. Mas foi outro enfant terrible quem melhor soube aproveitar seu charme desgrenhado. Jean-Luc Godard viu imediatamente o potencial do jovem e tratou de filmá-lo no curta “Charlotte e Seu Namorado” (1960) e finalmente em seu primeiro longa-metragem, o clássico “Acossado”. Escalado ao lado de Jean Seberg, Belmondo interpretou o gângster romântico Michel Poiccard, que se inspirava nos filmes de Humphrey Bogart. Fumando um cigarro atrás do outro e falando diretamente para a câmera, Belmondo materializou uma atuação animada, divertida e bastante visual, que ajudaria a transformar “Acossado” num dos filmes mais influentes da História do Cinema, consagrando também Godard, premiado em sua estreia no Festival de Berlim, e dando à nouvelle vague uma visibilidade inescapável. Ator e diretor reforçaram a parceria em novos sucessos, como “Uma Mulher É uma Mulher” (1961) e o cultuadíssimo “O Demônio das Onze Horas” (1965). Sua atuação neste último – como um pai de família que se apaixona por uma velha e perigosa paixão (Anna Karina) e logo perde o juízo – está entre as mais emblemáticas de sua carreira. Mas na altura deste longa, Belmondo já não era mais o mesmo jovem com potencial de “Acossado”. Ele disputava com o galã Alain Delon a condição de astro mais popular de todo o cinema francês. Entre 1960 e 1965, Belmondo estrelou mais de 30 filmes. Alguns seguiram a vertente prestigiosa de seus primeiros trabalhos, como “Duas Almas em Suplício” (1960), adaptação de Marguerite Duras em que atuou com outra musa da nouvelle vague, Jeanne Moreau, e “Duas Mulheres” (1960), de Vittorio de Sica, em que contracenou com Sofia Loren. Mas logo a tendência mudaria. Ele estourou como ator dramático em “Léon Morin – O Padre” (1961), mostrou que sabia fazer comédia com “Macaco no Inverno” (1962) e provou-se em papel de durão com “Um Homem Chamado Rocca” (1961), mas foi a produção de época “Cartouche” (1962) que revelou de vez seu enorme apelo comercial, como herói romântico de blockbusters de ação. Sua mudança de status, de cult para comercial, teve grande influência do diretor de “Cartouche”, Philippe de Broca, que o comandou em outras aventuras mirabolantes, como “O Homem do Rio” (1964), em que Belmondo veio ao Brasil salvar sua namorada (Françoise Dorléac) sequestrada por criminosos, e principalmente “Fabulosas Aventuras de um Playboy” (1965). Na comédia aventureira que inspiraria muitas cópias, o astro vivia um bilionário infeliz que, após várias tentativas frustradas de suicídio, contratava assassinos profissionais para matá-lo, apenas para se arrepender em seguida ao se apaixonar por Ursula Andress (a primeira Bond Girl). A química foi além das telas, e acabou com o casamento do ator na vida real. Belmondo era casado com a dançarina Elodie Constantin, com quem teve três filhos, de 1959 até o divórcio de 1966, precipitado por seu envolvimento escandaloso com Andress, também casada na época (com o diretor John Derek). Seu segundo casamento aconteceu em 2002 com a bailarina Natty Tardiel, após um namoro iniciado em 1989 e o nascimento de sua filha mais nova. De forma notável, enquanto acumulava seus primeiros êxitos de bilheteria, Belmondo ainda conseguiu manter laços com a nouvelle vague, estrelando “O Ladrão Aventureiro” (1967), de Louis Malle, “A Sereia do Mississipi” (1969), de François Truffaut, “O Homem que Eu Amo” (1969), de Claude Lelouch, e “Stavisky…” (1974), de Alain Resnais. Em 1970, ele finalmente fez a parceria que o público francês mais queria ver, estrelando “Borsalino” ao lado de Alain Delon. O filme de gângsteres dos anos 1930 lotou cinemas, mas suas filmagens acabaram com qualquer chance dos dois astros se tornarem amigos. Belmondo processou Delon por descumprir a promessa de créditos iguais, ao destacar seu nome como produtor antes do letreiro dos atores. Só voltaram a trabalhar juntos décadas depois, em 1998, na comédia criminal “1 Chance Sur 2”, de Patrice Leconte, quando riram muito da competição que mantinham na juventude. Alheio à essa briga, o diretor de “Borsalino”, Jacques Deray, foi outro dos grandes parceiros de Belmondo, especialmente na fase mais comercial do ator. Os filmes do astro começaram a ficar parecidos e cada vez mais descartáveis a partir dos anos 1970. Títulos como “O Magnífico” (1973) e “O Incorrigível” (1975), ambos de Philippe de Broca, “Os Ladrões” (1971) e “Medo Sobre a Cidade” (1975), ambos de Henri Verneuil, “Animal” (1976), em que contracenou com Rachel Welch, ou mais adiante, “O Profissional” (1981), de Georges Lautner, “O Marginal” (1983) e “O Solitário” (1987), dirigidos por Jacques Deray, eram sucessões de cenas de ação que exploravam feitos físicos. Assim como Tom Cruise hoje em dia, Belmondo dispensava dublês e fazia as cenas arriscadas por conta própria, o que o levou a se ferir várias vezes durante as filmagens. Um de seus desempenhos mais arriscados foi em “Medo Sobre a Cidade”, em que se pendurou num helicóptero a vários metros de altura e precisou se equilibrar no alto de um trem de metrô em movimento. Mas o estilo de herói de ação charmoso de Belmondo não demorou a ficar ultrapassado, diante da brutalidade dos filmes americanos com Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. E um grave ferimento no set da comédia policial “Hold-Up”, de Alexandre Arcady em 1985, ajudou a pôr fim ao reinado do ator no gênero. Após quase 50 filmes com mais de milhão de ingressos vendidos em duas décadas, “O Solitário” (1987) marcou sua despedida das produções agitadas. “Não quero virar o avô voador do cinema francês”, disse ele na época. Nos anos que se seguiram, Belmondo desacelerou. Ele voltou aos palcos, interpretando Cyrano de Bergerac em 1989, e passou a se dedicar a dramas e adaptações de clássicos da literatura. A nova fase lhe permitiu reencontrar o mestre da nouvelle vague Claude Lelouch em dois filmes, “Itinerário de um Aventureiro” (1988) e na adaptação de “Os Miseráveis” (1995). O primeiro lhe rendeu o único César (o Oscar francês) de sua carreira. E para surpresa de todos, Belmondo simplesmente se recusou a receber o troféu. Sua trajetória sofreu outro baque em 2001, quando teve um derrame. Ele só voltou ao trabalho em 2008 para um último longa-metragem, “Un Homme et Son Chien” (Um homem e seu cachorro), sobre um idoso rejeitado pela sociedade. Defensor apaixonado do cinema francês, Belmondo recusou vários convites para filmar em Hollywood e usou sua popularidade para denunciar o impacto negativo do monopólio de distribuição dos filmes americanos em seu país, que ele considerava culpado por estrangular a produção francesa ao ocupar todas as telas disponíveis. Em 2011, foi homenageado duplamente pelos festivais de Cannes e Veneza, respectivamente com uma Palma de Ouro e um Leão de Ouro honorários por todas as suas realizações como ator. Mas a maior homenagem de sua carreira foi conferida pelos fãs, que transformaram seus filmes nos maiores sucessos do cinema de seu país.
Faculdade em que Chadwick Boseman estudou muda de nome para homenagear ator
A Universidade de Howard homenageou um de seus mais famosos alunos, renomeando o prédio da faculdade de Belas Artes como Chadwick Boseman. O astro de “Pantera Negra” se formou na instituição no ano de 2000. A fachada com o novo nome, Faculdade Chadwick Boseman de Belas Artes, foi revelada neste fim de semana nos canais oficiais da universidade nas redes sociais. “Um ícone que deixou um legado incomensurável para a próxima geração. Obrigado, Sr. Boseman”, acrescentou a instituição no Twitter. Veja abaixo o vídeo da inauguração disponibilizado no YouTube.
Mark Ronson se casa com filha de Maryl Streep
O músico e produtor Mark Ronson se casou com a atriz Grace Gummer (“Mr. Robot”). O matrimônio foi revelado neste sábado (4/9) no Instagram de Ronson. “Para meu amor mais verdadeiro .. do nada, você fez meus 45 o melhor ano da minha vida”, ele escreveu na legenda de uma foto do casal em seus trajes nupciais. “E tenho certeza que demorei 45 anos para me tornar o homem digno do seu amor. Espero passar cada um dos próximos aniversários ao seu lado até meu último dia. E além. Para sempre e sempre seu amor (e sim, nos casamos)”, ele completou. Ronson não especificou quando exatamente o casamento com a atriz de 35 anos aconteceu. O site Page Six relatou que eles estavam prestes a se casar há exatamente um mês, numa cerimônia pequena e reservada para evitar aglomerações durante a pandemia de covid-19. Presumivelmente, os pais famosos da dupla estavam presentes. Ronsom é enteado do guitarrista Mick Jones, da banda Foreigner, enquanto Gummer é filha da atriz Meryl Streep (“A Dama de Ferro”). O casal namorou por um ano e noivou em maio passado, quando surgiram fotos de Grace com um anel de diamante gigante, avaliada em US$ 100 mil. A atriz será vista em seguida na minissérie “Dr. Death”, que estreia dia 12 de setembro na plataforma Starzplay, enquanto o trabalho mais recente do músico, a série documental “Mark Ronson e a Evolução do Som”, estreou há cerca de um mês na Apple TV+. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Ronson (@iammarkronson)
Stanley Tucci revela que teve câncer e precisou se alimentar por tubo
O ator Stanley Tucci, conhecido por papéis em “O Diabo Veste Prada” e nas franquias “Jogos Vorazes” e “Transformers”, revelou pela primeira vez que teve câncer em 2018 e chegou a se alimentar por tubo. Mas disse que já finalizou o tratamento e que é improvável que a doença retorne. Segundo Tucci, os médicos encontraram um tumor na base de sua língua que era “grande demais para operar”, deixando como únicas opções de tratamento a quimioterapia ou a radioterapia. O ator de 60 anos confessou que resistiu às alternativas, pois sua primeira mulher, Kate Spath, morreu de câncer em 2009. “Observá-la passar por esses tratamentos foi horrível”, disse, em entrevista à revista Vera. “Quando chegou a minha vez, meus filhos foram maravilhosos comigo, mas é claro que foi difícil para eles. Quase não consegui ir à formatura dos meus gêmeos. Por um tempo, eu precisei de um tubo de alimentação, porque não conseguia engolir”. Tucci, que tem cinco filhos e é atualmente casado com Felicity Blunt (irmã da atriz Emily Blunt, sua colega de “O Diabo Veste Prada”), falou ainda sobre o efeito que o diagnóstico e o tratamento tiveram em sua perspectiva sobre a vida. “O câncer deixa você com mais e menos medo ao mesmo tempo”, disse ele. “Eu me sinto muito mais velho do que antes de ficar doente. Mas você ainda quer ir em frente e fazer as coisas.”
Glória Menezes vai voltar a morar no Rio após morte de Tarcísio Meira
Glória Menezes se prepara para voltar a morar no Rio de Janeiro após a morte de Tarcísio Meira. A informação foi divulgada neste sábado (4/9) por Mocita Fagundes, nora da atriz de 86 anos. “Hoje entramos na etapa dois. Mudança de ares sempre é bacana. Nossa rainha está indo para sua casinha no Rio! Cercada de amor, perto do mar. O Rio é alegre, é solar e ela está tri bem fisicamente. Lá, faremos muita ginástica, boas caminhadas e pegaremos um solzinho na praia”, escreveu Mocita no Instagram. Durante a pandemia, Glória e Tarcísio se isolaram na fazenda da família em Porto Feliz, interior de São Paulo. Mas isto não impediu a contaminação. Eles receberam diagnóstico positivo para a Covid-19 no início de agosto e foram internados no Hospital Albert Einstein, na capital paulista. Tarcísio morreu no dia 12 de agosto, vítima de complicações da doença, e Glória teve alta poucos dias depois. Anteriormente, Mocita já tinha dito que a família estava unida para tentar amenizar a dor de Glória pela perda do marido. “Por aqui, a família está unida, como uma engrenagem de amor. Cada um dá o melhor de si, num revezamento afetivo — com o único objetivo de amenizar a dor da nossa rainha”. Casal mais emblemático das novelas brasileiras, Glória Menezes e Tarcísio Meira estavam juntos desde 1962. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mocita Fagundes (@mocitafagundes_oficial)
Governo de São Paulo processa Sikêra Júnior e Patricia Abravanel por LGBTQIAP+fobia
A Secretaria da Justiça de São Paulo pretende abrir processos administrativos contra os apresentadores Sikêra Júnior, da RedeTV, e Patricia Abravanel, do SBT, por LGBTQIAP+fobia. As respectivas emissoras de cada apresentador também serão citadas. A intimação para uma audiência de conciliação, mediada pelo Tribunal de Justiça de SP, deve ser publicada nos próximos dias. As ações foram motivadas por manifestações que foram ao ar em junho deste ano, quando Sikêra Júnior se referiu a homossexuais como “raça desgraçada” durante o programa “Alerta Nacional” e Patricia Abravanel afirmou no “Vem pra Cá” que os conservadores têm o direito de serem intolerantes e o segmento tem que compreender quem não o respeita, debochando da sigla LGBTQIAP+. Após a repercussão negativa, a filha de Sílvio Santos se mostrou arrependida e abordou o significado da sigla em seu programa, afirmando que “ninguém quer agredir ninguém, a gente quer aprender e crescer”. Sikêra Júnior, por sua vez, sofreu campanha de boicote e pediu desculpas após perder anunciantes. “Preciso reconhecer que me excedi. No calor do comentário, posso ter usado palavras [de] que me arrependo”, afirmou o apresentador. Além dos apresentadores, também serão processados dois vereadores, um de Itararé e outro de São José do Rio Preto. “O estado de São Paulo não tolera a intolerância”, afirmou o secretário da Justiça e Cidadania, Fernando José da Costa, em comunicado oficial sobre a medida. “Em 2019 instauramos 20 processos administrativos por LGBTfobia. Em 2020 foram 47, um aumento de mais de 130%”, comparou. Lembre abaixo as manifestações que motivaram os processos. Sikeira chamando homossexuais de "raça desgraçada" (2:05) deveria, no MÍNIMO, gerar a perda da concessão pública da Rede TV. pic.twitter.com/Cil2pKVgpm — Bruno Sartori (@brunnosarttori) June 26, 2021 Em pleno mês do orgulho LGBTQIAP+, Patrícia Abravanel defende em rede nacional o direito de ser intolerante e pede compreensão aos conservadores. O Brasil segue lascado! https://t.co/2exnhakfrK pic.twitter.com/sZfwIaYRrb — BCharts (@bchartsnet) June 1, 2021
Sérgio Mamberti (1939-2021)
O ator Sérgio Mamberti morreu na madrugada desta sexta (3/9), em São Paulo, aos 82 anos, de falência múltipla dos órgãos. Enfrentando problemas de saúde ao longo deste ano, ele passou por três internações por disfunção renal e pneumonia, e estava intubado desde o último sábado no hospital da rede Prevent Senior para cuidar de uma infecção nos pulmões. Mamberti teve longa carreira no cinema, televisão e teatro. Formado em artes cênicas pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD), foi, ao lado de seu irmão, Cláudio Mamberti, figura de extrema importância para a história do teatro brasileiro. Realizou montagens históricas, como “O Balcão”, do francês Jean Genet, em uma releitura de 1968 que remetia diretamente ao que passava na Ditadura Militar, e também “Réveillon”, conquistando o Prêmio Molière de Melhor Ator em 1975. A trajetória nas telas começou em 1966, na comédia “Nudista à Força”, estrelada pelo humorista Costinha, que foi seguida por diversos clássicos do cinema brasileiro, incluindo o marco marginal “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), de Rogério Sganzerla, o fenômeno “Toda Nudez Será Castigada” (1973), de Arnaldo Jabor, a pioneira sci-fi distópica “Parada 88 – O Limite de Alerta” (1978), de José de Anchieta, e o tropicalista “O Homem do Pau-Brasil” (1982), de Joaquim Pedro de Andrade, entre muitos, muitos outros lançamentos cinematográficos. Mas foi na TV que ganhou popularidade. Ele apareceu em várias novelas desde “Ana”, da Record, em 1968. Foram mais de 40, apesar de ter chegado à Globo apenas em 1981, ocasião em que interpretou um dos seus personagens mais conhecidos, o Galeno de “Brilhante”. Outros papéis que marcaram época foram o mordomo Eugênio, de “Vale Tudo” (1988), e o carrasco Dionísio, de “Flor do Caribe” (2013). A despedida das novelas aconteceu em “Sol Nascente” (2016), no papel de Dom Manfredo. Seu personagem mais duradouro e querido, porém, ganhou vida numa produção infantil da TV Cultura, o Doutor Victor de “Castelo Rá-Tim-Bum” (1994–1997), dono do bordão “raios e trovões”. Graças à atração, ele virou referência entre as produções para crianças, chegando a trabalhar com Xuxa e Renato Aragão no cinema, respectivamente em “Xuxa Abracadabra” (2003) e “O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili” (2006). Além disso, também se dedicou a desenvolver a Cultura nacional a nível federal, ocupando diversos cargos dentro do Ministério da Cultura durante o Governo Lula. Ele foi Secretário de Música e Artes Cênicas, Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Presidente da Fundação Nacional de Artes FUNARTE e Secretário de Políticas Culturais. Sua atuação na política e seus posicionamentos sempre foram fortes. Ele se posicionou contrário ao processo de Impeachment de Dilma Rousseff e deu força para o movimento “Lula Livre”. Versátil, Mamberti manteve-se ativo em todas as mídias até o fim da carreira, trabalhando em filmes adultos como “Jogo das Decapitações” (2013), de Sergio Bianchi, na primeira série brasileira da Netflix, a sci-fi “3%” (2016), e na sitcom “Eu, Ela e um Milhão de Seguidores” (2017), do Multishow. Ele ainda deixou um filme ainda inédito, “O Pastor e o Guerrilheiro”, de José Belmonte. Quase como numa premonição, Mamberti lançou este ano sua autobiografia, “Senhor do Tempo”, em que contou várias histórias do teatro brasileiro e detalhes de sua vida, inclusive sua bissexualidade, que não era exatamente um segredo, assumindo seus dois amores: Vivian Mahr, com quem foi casado de 1964 a 1980, e Ednardo Torquarto, com quem viveu uma relação de 37 anos, até a morte do parceiro em 2019. O artista deixa três filhos, que também seguiram a carreira artística: o ator Duda Mamberti, o produtor Carlos Mamberti e o diretor de TV Fabrízio Mamberti.
China proíbe “homens maricas e outras estéticas anormais” na TV, música e cinema
A agência reguladora de rádio e TV na China anunciou que vai banir a estética “afeminada” em programas de entretenimento, alegando que “influências vulgares” devem ser evitadas no país. Em vez do “conteúdo insalubre”, conforme a entidade define, a programação chinesa deve dar lugar a “conteúdo revolucionário”. Além de estimular programas que promovam uma atmosfera patriótica e o socialismo, a agência quer promover o que chama de homens másculos, criticando celebridades masculinas que usam muita maquiagem. A entidade, que tem status de ministério, declarou que critérios de conduta moral e política devem ser incluídos na seleção de pessoas que participarem de programas. Com isso, algumas competições de talentos, boy bands de Mandopop e K-Pop e “celebridades vulgares da internet” estão vetados. O tom da iniciativa foi apresentado num artigo de opinião publicado no final de agosto no jornal estatal Guangming Daily, que alegava que algumas celebridades “afeminadas” eram imorais e poderiam prejudicar os valores dos adolescentes chineses. No anúncio oficial, os reguladores usaram termos depreciativos e altamente homofóbicos – ao menos na tradução em inglês divulgada pela mídia ocidental – , afirmando que o objetivo é “pôr fim de forma definitiva nos homens maricas e outras estéticas anormais”. O anúncio, porém, não foi bem visto na rede social Weibo, bastante popular na China. Desafiando as autoridades, vários usuários criticaram a iniciativa, afirmando se tratar de discriminação e pedindo respeito à diversidade. A homossexualidade não é ilegal na China, mas autoridades fazem, em geral, censura rígida do tema. Todas as referências gays foram tiradas do filme “Bohemian Rhapsody”, sobre o cantor Freddie Mercury, por exemplo. E a situação já rendeu censuras bizarras. Em 2019, a agência reguladora mandou que as emissoras borrassem as orelhas de jovens pop stars em suas aparições na TV e na internet, para esconder seus brincos ou piercings. Tatuagens e rabos de cavalo em homens também costumam ser borrados na televisão. O recrudescimento faz parte de uma queda de braços do Partido Comunista chinês em relação à indústria do entretenimento chinesa. Para as autoridades, a maioria dos artistas famosos são antirrevolucionários, pois alimentam a ilusão de um estilo de vida burguês. Além de censurar a aparência, o governo também tem denunciado os salários elevados dos artistas, não compatíveis com os ideias socialistas, e a suposta evasão fiscal dessa indústria. Algumas atrizes famosas chegaram a “desaparecer” e ressurgir com pedidos de desculpas pela ostentação e multas milionárias para evitar a prisão. Apesar do cerco, o entretenimento chinês deve faturar em torno de US$ 358 bilhões neste ano, segundo um relatório recente da consultoria PwC.
Angelina Jolie lança manual para crianças lutarem por seus direitos
A atriz Angelina Jolie (“Malévola”) lançou um livro em parceria com a Anistia Internacional para empoderar crianças de todo o mundo. Intitulado “Know Your Rights and Claim Them” (Conheça seus direitos e reivindique-os), a obra foi escrita em parceria com a advogada de direitos humanos Geraldine Van Bueren, uma das redatoras originais da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança de 1989, e tem como objetivo dotar as crianças com conhecimento para desafiar as injustiças. “Aqui está uma verdade que você talvez não saiba: como jovem, seus direitos têm status igual aos direitos de um adulto. Não quando você chegar à idade adulta, ou sair de casa, ou conseguir seu primeiro emprego, mas agora. Quem quer que você seja, onde quer que more – sua vida tem o mesmo valor que qualquer adulto ou qualquer outro jovem no planeta. As crianças têm direitos assim como os adultos e devem ter o poder e a agência para reivindicá-los”, escreveu Jolie em seu Instagram, ao lado de uma galeria de fotos de jovens militantes e da capa do livro. Em entrevista coletiva, Jolie disse esperar que o livro também lembre os governos de seu compromisso com o tratado global que consagra os direitos civis, sociais, políticos e econômicos das crianças. “Passamos muito tempo bloqueando esses direitos, então este livro é para ajudar as crianças a terem um livro de instrumentos para dizer ‘esses são os seus direitos, são coisas que vocês precisam questionar para ver a distância que estão, dependendo do seu país e das circunstâncias, de acessar esses direitos, quais são os seus obstáculos, quem foram os que vieram antes de vocês e lutaram, quais maneiras de lutar’. Portanto, é um manual para lutar”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Angelina Jolie (@angelinajolie)
Mikis Theodorakis (1925–2021)
O compositor grego Mikis Theodorakis, autor de trilhas icônicas como as dos filmes “Z” e “Zorba, O Grego”, faleceu em Atenas aos 96 anos, após ser hospitalizado com problemas cardíacos. “Mikis Theodorakis passa agora à eternidade. Sua voz foi silenciada e com ele todo o helenismo”, afirmou o primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, que decretou três dias de luto nacional. “Hoje perdemos uma parte da alma da Grécia. Mikis Theodorakis, nosso Mikis, o professor, o intelectual, o resistente, se foi. Ele, que fez com que todos os gregos cantassem os poetas”, declarou a ministra da Cultura, Lina Mendoni. A presidente da República, Eikaterini Sakellaropoulou, elogiou um “grande criador grego e universal, um valor inestimável para toda nossa cultura musical que dedicou sua vida à música, à arte, ao nosso país e a seus habitantes, às ideias de liberdade, justiça, igualdade e solidariedade”. Nascido em 29 de julho de 1925 em Chios, no Mar Egeu, em uma família de origem cretense, Mikis Theodorakis teve uma vida atribulada, participando na juventude da resistência contra os nazistas. Ele também também lutou ao lado dos comunistas durante o conflito civil que explodiu na Grécia após a 2ª Guerra Mundial, o que o fez ser deportado para a ilha prisão de Makronisos, onde foi torturado. Ao conseguir a liberdade, viajou a Paris para estudar no Conservatório. Mas não ficou muito longe da Grécia e do fervor político. Ao retornar a Atenas, começou a trabalhar em trilhas, assinando a música de “A Batalha dos Descalços” (1953), sobre a resistência do jovens gregos – como ele próprio – contra a invasão nazista. Depois de se firmar como referência musical do cinema grego, em obras como “Profanação” (1962), que Jules Dassin filmou na Grécia com Anthony Perkins, “Electra, a Vingadora” (1962), de Michael Cacoyannis, que consagrou Irene Papas, e “Uma Sombra em Nossas Vidas” (1962), que Anatole Litvak filmou na Itália com Sofia Loren, ele assinou sua obra mais conhecida, “Zorba, o Grego” (1963), do compatriota Cocoyannis, com elenco hollywoodiano encabeçado por Anthony Quinn. Sempre politizado, Theodorakis fez amizade com Grigoris Lambrakis, deputado do partido de esquerda EDA, assassinado em novembro de 1963 em Tessalônica pela extrema-direita, com a cumplicidade do Estado. Após musicar mais um filme de Cocoyannis com elenco internacional, “Quando os Peixes Saíram da Água” (1967), o próprio compositor foi detido no início da ditadura dos coronéis, que começou em 21 de abril de 1967. Anistiado um ano mais tarde, ele liderou um movimento clandestino e foi colocado em prisão domiciliar. Mas sua popularidade só aumentou, o que levou a ditadura militar a determinar nova detenção e a proibição completa de sua obra. A prisão e a censura renderam protestos internacionais, e a repressão apenas transformou Theodorakis num símbolo da resistência. Pressionados pela comunidade europeia, os militares optaram por exilá-lo. Em Paris, o compositor voltou à luta. Ele se juntou a um jovem cineasta para denunciar a ditadura e homenagear o amigo chacinado. O filme “Z” (1969), do cineasta Costa-Gavras, apontou a cumplicidade do governo grego no assassinato de Lambrakis e impactou o cinema político de forma definitiva, inspirando o engajamento de cineastas em pautas urgentes ao redor do mundo. Ele voltou a trabalhar em outra obra hollywoodiana do velho amigo Cocoyannis, “As Troianas” (1971), com Katharine Hepburn, Vanessa Redgrave e Geneviève Bujold, consagrando-se como o compositor das grandes tragédias gregas. Ao mesmo tempo, fortaleceu sua outra vertente musical, dobrando a aposta no cinema político de Costa-Gavras com a trilha de “Estado de Sítio” (1972), uma crítica à ditadura uruguaia, com paralelos claros a situação de seu próprio país. No exílio, também conquistou Hollywood, musicando “Serpico” (1973), clássico de Sidney Lumet estrelado por Al Pacino, que denunciava a violência e a corrupção policial dos EUA. Mas não perdeu o foco, assinando em seguida o clássico “O Ensaio” (1974), de Jules Dassin, sobre o impacto da censura e perseguição política entre os universitários gregos. Quando a ditadura finalmente caiu em 1974, Theodorakis voltou à Grécia sob aplausos, recepcionado por uma multidão no aeroporto de Atenas, que gritava seu nome como se fosse um herói da mitologia. Mas para decepção da esquerda, ele optou por usar sua popularidade para ajudar a eleger Constantin Caramanlis, um estadista de direita, que se tornou responsável pela volta da democracia grega. Theodorakis ainda alternou alguns filmes políticos, como “Acontecimentos de Marusia” (1975) e “The Man with the Carnation” (1980), com novas adaptações de tragédias gregas, como “Ifigênia” (1977), de Cocoyannis, antes de enveredar pelas trilhas de documentários, projetos televisivos, concertos, balés, óperas, peças teatrais, gravações de discos e até a carreira política no Parlamento, que tomaram a maior parte de seu tempo nos anos seguintes. Ele próprio ganhou um documentário em 2010, “Mikis Theodorakis. Composer”, que o descrevia como o artista mais importante para o estabelecimento da identidade grega em meio às lutas pela democracia no século 20. Mas isso não impediu que fosse alvo de gás lacrimogênio dois anos depois, quando protestava diante do Parlamento em Atenas contra as medidas de austeridade impostas pelos credores do país (Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional) durante a crise financeira que abateu a Grécia. Nos últimos anos, Theodorakis militou em diversas campanhas de direitos humanos, como o conflito do Chipre, as tensões entre Turquia e Grécia, os ataques da OTAN contra a Sérvia e a disputa entre Israel e Palestina O compositor era casado com Myrto, sua companheira de toda a vida, e tinha dois filhos, Marguerite e Georges.
Intubado, Sérgio Mamberti tem quadro de saúde “delicado”
O ator Sérgio Mamberti, de 82 anos, foi intubado no último sábado (28/8) em São Paulo, e seu quadro atualmente é “bem delicado” segundo Fabrício Mamberti, diretor da Globo e um dos filhos do ator. “Este ano tem sido duro para ele”, contou o filho de Mamberti à coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo. “Já teve três internações. Na penúltima (em julho), teve uma pneumonia, resolveu e voltou para casa. Mas foram muitos remédios, e isso acabou afetando um pouco os rins dele. Ele passou três semanas em casa e começou a ter disfunção renal, o que alterou a pressão. Novamente, teve que voltar para a UTI. E, como fica numa posição sem muito movimento, novamente o pulmão começou a ter água e, com isso, se formou uma nova pneumonia. A parte da musculatura, essa coisa de ficar muito tempo na cama, começou também a pegar. Ele teve que ser intubado no sábado”. Fabrício relatou que, por estar muito tempo deitado, a musculatura do ator começou a ser afetada, mas que a pneumonia, causa de uma das internações anteriores do artista, já foi tratada. “A gente já tentou extubar na segunda-feira. Eles agora estão trabalhando nessa parte da musculatura. Mais uma vez, a pneumonia já foi tratada. Ele está muito magrinho, teve resistência para extubar. Então, a luta neste momento é para a extubação e o fortalecimento muscular dele. O estado é bem delicado, mas a gente está com esperança. Mamberti é forte. Meu pai é lutador. A gente está acompanhando de perto, torcendo para ele sair dessa”, finalizou. Conhecido por interpretar o doutor Victor de “Castelo Rá-Tim-Bum” (1994–1997) e o mordomo Eugênio em “Vale Tudo” (1988), Sérgio Mamberti lançou este ano uma autobiografia, “Senhor do Tempo”, em que contou várias histórias do teatro brasileiro e detalhes de sua vida, inclusive sua bissexualidade, que não era exatamente um segredo.












