Mitchell Ryan (1934–2022)
O ator Mitchell Ryan, que estrelou “Dark Shadows”, “Máquina Mortífera” e “Dharma & Greg”, morreu na sexta-feira (4/3) de insuficiência cardíaca congestiva em sua casa em Los Angeles. Ele tinha 88 anos. Ryan estreou nas telas em 1958, no filme noir “A Lei da Montanha”, estrelado por Robert Mitchum, e participou de vários episódios de séries antes de ser contratado para a famosa novela gótica “Dark Shadows” em 1966, no papel de Burke Devlin, um ex-presidiário que retornava a Collinsport em busca de vingança. Nos anos 1970, estrelou vários filmes de ação, incluindo “Um Homem Dificil de Matar” (1970) com Lee Marvin, “Caçada Sádica” (1971) com Gene Hackman, “Cavalgando com a Morte” (1972) com James Coburn, “A Polícia da Estrada” (1973) com Robert Blake, “Os Amigos de Eddie Coyle” (1973) com Robert Mitchum e dois clássicos de Clint Eastwood: “O Estranho sem Nome” (1973) e “Magnum 44” (1973). Marcado por papéis de policial – especialmente o que odiava hippies em “A Polícia da Estrada” – ele evoluiu para vilões assumidos nos anos seguintes, como o líder de uma seita em “Halloween 6: A Última Vingança” (1995) e o general traficante que explodia em seu carro no primeiro “Máquina Mortífera” (1987). O ator também fez quase uma centena de participações em séries, chegando a estrelar algumas produções de curta duração, vivendo, entre outros, o papel-título da série policial “Chase” (1973-74), o presidente de uma corporação no drama “Executive Suite” (1976–77) e um obstetra na atração médica “Having Babies” (1978–79). Mas só foi encontrar sucesso televisivo num gênero que pouco explorou na carreira: a comédia. Ele apareceu em todos os 119 episódios de “Dharma & Greg” como Edward Montgomery, o pai de Greg (Thomas Gibson) e sogro de Dharma (Jenna Elfman), que aprende a tolerar o fato de seu filho advogado ter se casado com uma instrutora de ioga de espírito livre. Com cinco temporadas exibidas de 1997 a 2002, a série foi o último êxito de sua carreira.
Billy Watson (1923–2022)
O ator Billy Watson, que veio de uma famosa família de atores mirins de Hollywood e apareceu em um punhado de filmes clássicos, morreu em 17 de fevereiro, de causas naturais aos 98 anos, mas sua família só anunciou neste fim de semana. Watson tinha oito irmãos, que apareceram em centenas de filmes entre os anos 1920 e 1940. Sua família de atores é a única celebrada conjuntamente com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, conquistando seu lugar no Hollywood Boulevard em 1999. Ele era o sexto dos nove filhos – seis meninos e três meninas – , que viraram atores graças às conexões de seus pais não famosos. A mãe, Golda Watson, lavava e passava figurinos de filmes, e seu pai, Coy Watson Sr., era um dublê de caubói, que se tornou adorado pelos produtores por conceber os efeitos especiais práticos (cordas de piano!) usados para criar a ilusão do tapete voador de Douglas Fairbanks no clássico mudo “O Ladrão de Bagdad” (1924). Outro fator para o sucesso das crianças foi o fato de a casa da família Watson ser localizada próxima do Keystone Studios de Mack Sennett – no que hoje é o Echo Park. Por isso, quando um diretor precisava de uma criança figurante, procurava Coy Watson Sr. porque sabia que poderia contar com a presença rápida de uma criança no estúdio. Corre a lenda que quando lhe perguntavam “Preciso de um filho para um filme. Você tem um?”, ele respondia: “Qual o tamanho e o sexo?”. O filho mais velho, Coy Watson, acabou conhecido como “The Keystone Kid”, pela quantidade de filmes do estúdio em que apareceu. Billy começou a atuar em 1928, com apenas cinco anos, aparecendo como figurante em dezenas de filmes, muitas vezes ao lado de alguns de seus irmãos. Mas só começou a ganhar mais destaque na adolescência. Seu primeiro papel importante veio em 1938, quando, aos 15 anos, interpretou a versão infantil do personagem de Don Ameche em “Na Velha Chicago” (1938), de Henry King – outro de seus irmãos, Bobs Watson, também estava no elenco. Em seguida, ele e mais três irmãos interpretaram os filhos do Governador Hopper (Guy Kibbee), o homem que nomeia o famoso personagem Jefferson Smith (Jimmy Stewart) para o Senado no clássico de Frank Cappra “A Mulher Faz o Homem” (Mr. Smith Goes to Washington, 1939). Também apareceu em mais três clássicos de 1939: “As Aventuras de Huck Finn”, de Richard Thorpe, “As Aventuras de Stanley e Livingstone”, de Henry King, e “A Mocidade de Lincoln”, de John Ford. Mas aos 16 ficou velho demais para o papel de “filho”, encerrando sua carreira em 1940 com uma aparição não creditada em “A Mulher que Eu Quero”. Depois de se formar no colegial, Watson serviu na Guarda Costeira dos EUA, durante a 2ª Guerra Mundial, e seguiu carreira como fotógrafo comercial em Los Angeles, além de se apresentar em teatros locais. Só um de seus irmãos ainda está vivo, Garry, com 92 anos. Mas ele conheceu nada menos que 13 bisnetos.
Tim Considine (1940-2022)
O ator Tim Considine, um dos astros mirins mais populares da Disney nos anos 1950, morreu na quinta-feira (3/3) em sua casa em Los Angeles aos 81 anos. Filho de John W. Considine Jr., produtor de filmes de sucesso como “Com os Braços Abertos” (1938) e “O Jovem Thomas Edison” (1940), e irmão mais novo do também ator John Considine (“O Cadillac Azul”), Tim iniciou a carreira em Hollywood aos 11 anos, interpretando o filho do comediante Red Skelton em “O Palhaço” (1953). Depois de pequenos papéis em outros filmes e séries, ele emendou três atrações televisivas do Clube do Mickey, “The Adventures of Spin and Marty” (1955), “The Hardy Boys” (1956-57) e “Annette” (1958), ao lado de Annette Funicello. E culminou sua trajetória na Disney com um grande sucesso cinematográfico: “Felpudo, o Cão Feiticeiro” (The Shaggy Dog), produção infantil de 1959 estrelada por Fred MacMurray que iniciou uma franquia. Mas apesar da popularidade do filme, ele permaneceu na TV, vindo em seguida a estrelar seu papel mais conhecido: Mike Douglas, o filho mais velho de “Meus 3 Filhos”. Na série de 1960, ele voltou a trabalhar com MacMurray, que tinha o papel principal como o pai viúvo de três meninos. Mas após cinco temporadas, o jovem resolveu abandonar a atração. Seu personagem se casou na trama e foi viver sua própria vida, enquanto a produção seguiu em frente, durando ao todo 12 anos! A vida de ator adulto, porém, não foi o que Considine esperava. Apesar das muitas participações em episódios de séries dos anos 1960, seu único papel proeminente após “Meus 3 Filhos” foi uma aparição brevíssima, ainda que importante, no filme “Patton”. Ele encenou a cena mais memorável do longa vencedor do Oscar de 1971, como o soldado “em estado de choque” que leva um tapa na cara do general do título, vivido por George C. Scott. Considine acabou afastando-se da atuação nas décadas seguintes, dedicando-se a escrever livros sobre fotografia, esportes e automóveis. Mesmo distante, ele não foi esquecido pela Disney, que em 2000 o convidou a participar de um remake televisivo de “The Adventures of Spin and Marty”, chamado de “As Novas Aventuras de Spin e Marty”, no papel do prefeito da cidade.
Ian McKellen defende que heterossexuais possam interpretar gays e vice-versa
O ator Ian McKellen, gay assumido e intérprete de Gandalf em “O Senhor dos Anéis” e Magneto em “X-Men”, defendeu na BBC News que papéis gays não precisam ser interpretados apenas por atores e atrizes LGBTQIAP+. O assunto foi introduzido com um questionamento sobre a reação causada pela escalação da atriz Helen Mirren como protagonista da cinebiografia de Golda Meir, ex-primeira-ministra de Israel, pelo fato de a atriz não ter ascendência judia. “Então agora é regra que um gentio não pode interpretar um judeu? E, por conseguinte, que um judeu não pode interpretar um gentio?”, protestou o ator em conversa com o jornalista Amol Rajan. “Um homem heterossexual não pode interpretar um papel gay? E, se sim, isso significa que eu não posso interpretar papéis heterossexuais e não tenho permissão para explorar o fascinante assunto da heterossexualidade em ‘Macbeth'”, acrescentou, citando a peça clássica de William Shakespeare. Ele respondeu rapidamente a questão retórica com um “Claro que não”. “Estamos atuando, estamos fingindo”, reforçou. O debate sobre se atores heterossexuais podem interpretar personagens LGBTQIAP+ e vice-versa é recente em Hollywood, e tem levado muitos a opinarem sobre o conflito entre a agenda politicamente correta e a limitação que isso pode acarretar nas carreiras de artistas gays, lésbicas, transexuais e etc. Veja a íntegra da entrevista com McKellen abaixo. A questão polêmica é abordada no fim do vídeo, pouco depois de 52 minutos de conversação.
Cinco suspeitos são presos após incêndio destruir set de “Peaky Blinders”
O incêndio que destruiu o prédio de Dalton Mills, uma antiga fábrica desativada em West Yorkshire, na Inglaterra, que foi convertida em estúdio para gravações de séries famosas do Reino Unido, foi considerado criminoso pela polícia britânica e cinco pessoas foram presas. “A polícia está tratando o incêndio em Dalton Mills como criminoso”, disse um porta-voz do departamento policial de West Yorkshire. “Cinco prisões foram feitas e a investigação está em andamento”, completou. O grande incêndio, que iniciou ao meio-dia de quinta (3/3), exigiu 20 equipes compostas por 100 bombeiros para se combatido. O local foi a maior fábrica têxtil da Inglaterra, com capacidade para 2 mil trabalhadores em 1869, e atualmente servia de cenário para atrações como “Peaky Blinders” e “Downton Abbey”. O executivo da Screen Yorkshire, Richard Knight, descreveu o incêndio como “uma triste perda para a paisagem cinematográfica de Yorkshire”. Responsável por administrar o espaço, ele disse à rede BBC que a perda era irreparável. “Era um daqueles locais incríveis que representava uma época por si só. Tinha o tipo de imponência e escala que atraía até cineastas de outros países.” Imagens do incêndio, publicadas nas redes sociais, mostraram as chamas consumindo todo o prédio. Veja abaixo. Breaking: Firefighters are battling a massive blaze at Dalton Mills, a mill complex used as a filming location for shows 'Peaky Blinders' and ‘Downton Abbey’, in Keighley, West Yorkshire. pic.twitter.com/gfJglryf8D — PM Breaking News (@PMBreakingNews) March 3, 2022
HBO Max fará concurso no “Faustão na Band” para revelar atriz
A HBO Max firmou parceria com a Band para promover o concurso “Uma Nova Estrela Para o Brasil”, que irá escolher no programa “Faustão na Band” uma atriz para o elenco de “Segundas Intenções”, a primeira novela da plataforma de streaming – que a HBO Max chama de “telessérie”. A abertura das inscrições será anunciada em breve. As candidatas de todo o Brasil terão que enviar um vídeo, com duração de até dois minutos, apresentando um texto de escolha livre e que será avaliado pela equipe da HBO Max. A equipe também será responsável por fazer uma seleção prévia, que reduzirá o número de candidatas para 12 concorrentes escolhidas para participar da competição televisiva. A disputa acontecerá ao longo de cinco semanas e envolver diferentes dinâmicas de atuação com a presença de atores que integrarão o elenco da novela. Um júri artístico e técnico e o voto do auditório definirão a escolhida. “Estamos muito felizes pela parceria com o Faustão, que tem uma reconhecida experiência em lançar novos talentos. Este concurso é uma etapa importante na pré-produção de ‘Segundas Intenções’, nossa primeira telessérie. Tenho certeza de que vamos nos surpreender com o nível das inscrições. O Brasil é um grande celeiro de excelentes artistas”, comentou Mônica Albuquerque, head de Talentos Artísticos da WarnerMedia Latin America. “O pioneirismo em lançar uma nova atriz utilizando dois canais de plataformas diferentes já é um marco muito interessante dentro do nosso mercado. Essa parceria traz uma nova experiência para o público da Band e para todos os assinantes da HBO Max”, acrescenta Cris Moreira, diretor geral de Comercialização do Grupo Bandeirantes de Comunicação. “Segundas Intenções” é uma criação de Raphael Montes (“Bom Dia, Verônica”) com direção de Joana Jabace (“Diário de Um Confinado”) e supervisão geral de Silvio de Abreu (“Guerra dos Sexos”). A trama acompanha uma protagonista típica de novela (ou de séries parecidas como novelas, como “Revenge”) em busca de justiça. Sofia era criança quando viu sua mãe ser presa injustamente por causa de sua tia, Lola (Camila Pitanga), uma mulher ambiciosa e sem escrúpulos. Sem rumo, ela é acolhida pela amorosa família Paixão, que também está sofrendo porque a filha Rebeca, uma candidata a modelo, foi parar no hospital após uma cirurgia plástica mal sucedida. Sofia e sua nova família se unem na dor e na indignação contra os culpados pelas suas tragédias: Lola e Benjamin Argento, um playboy cirurgião plástico, herdeiro de um império da beleza. Claro que Lola e Benjamin se casam, em uma união de forças, interesses e facilitação narrativa. Anos depois, já adulta, Sofia traça seu plano de vingança.
Suspeito de atentado contra Porta dos Fundos é extraditado da Rússia
Eduardo Fauzi Richard Cerquise, o homem identificado como um dos responsáveis pelo atentado à bomba contra a sede da produtora Porta dos Fundos em 2019, foi finalmente extraditado da Rússia, onde se escondeu ao ter a identidade descoberta. Ele desembarcou na noite de quinta (3/3) no Rio de Janeiro e foi encaminhado ao Presídio José Frederico Marques, em Benfica. Após ser identificado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como um dos cinco homens que jogaram coquetéis molotov na sede da produtora, na véspera de Natal, o próprio suspeito assumiu a autoria do crime em postagens nas redes sociais. Em sua denúncia, o MP-RJ considerou que, ao lançar os artefatos explosivos, Fauzi assumiu o risco de matar o vigilante que estava trabalhando na portaria do edifício na ocasião do atentado. Como a porta de acesso ao edifício é de vidro, o vigilante podia ser visto pelo lado externo. Ainda segundo o Ministério Público, o vigilante só não morreu porque teve pronta reação, conseguindo controlar o incêndio causado e fugir do imóvel, apesar de a portaria ser pequena, com apenas uma saída. De acordo com a acusação, o delito tem o agravante de ter sido praticado por motivo fútil. O ataque aconteceu porque o grupo do qual Fauzi fazia parte não gostou do especial de fim de ano produzido pelo Porta dos Fundos para a Netflix, em que Jesus foi retratado como gay. Depois do crime, os responsáveis pelo atentado divulgaram um vídeo de teor similar ao de organizações terroristas, usando máscaras, fazendo ameaças e incentivando o ódio contra os humoristas. A expectativa é que, com a prisão no Brasil, o réu nomeie os comparsas responsáveis pelo ato criminoso, até agora não identificados. Fauzi é dono de estacionamento, presidente da Associação dos Guardadores Autônomos de Veículos São Miguel e filiado ao PSL (partido que elegeu o presidente Jair Bolsonaro) desde 2001, de acordo com informações disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu nome foi parar no noticiário carioca pela primeira vez em 2013, quando agrediu o então secretário de Ordem Pública Alex Costa, durante uma operação da Prefeitura para fechar estacionamentos irregulares na região da Zona Portuária do Rio. Ele foi condenado a quatro anos de prisão em fevereiro de 2018 pela agressão, mas cumpria a pena em liberdade. Segundo a Polícia Civil, além desse processo, Fauzi tem mais uma dúzia de registros criminais, acusado de lesão corporação, ameaça, coação no curso do processo, agressão configurada na Lei Maria da Penha (violência contra mulher), desacato e exercício ilegal da profissão. Ele também foi investigado por suspeita de integrar uma “milícia de estacionamentos”, que controla estacionamentos ilegais no Rio. Ele também militou na FIB (Frente Integralista Brasileira) por 10 anos e chegou a ser presidente da sucursal carioca da organização de extrema direita, originalmente inspirada pelo nazi-fascismo.
Mila Kunis e Ashton Kutcher doam US$ 3 milhões para a Ucrânia
O casal de atores Mila Kunis e Ashton Kutcher doaram US$ 3 milhões e lançaram uma campanha que pretende arrecadar dez vezes mais para ajudar refugiados em fuga da guerra da Ucrânia. O casal lançou a campanha no site GoFundMe em parceria com outras instituições. Num vídeo feito para a arrecadação (que pode ser conferido abaixo), eles pedem que os fãs doem o que puderem e assumem o compromisso de contribuir com US$ 3 milhões para ajudar a completar o montante de US$ 30 milhões, meta visada para auxiliar os refugiados. De acordo com a atriz, que foi morar nos EUA com 8 anos de idade, as pessoas na Ucrânia são fortes e corajosas. No entanto, ela destacou que ser forte e corajosa não significa que você não precise de ajuda. “Precisamos apoiar o povo da Ucrânia. Por favor, ajude-nos”, afirmou ela. Segundo Kutcher, o objetivo da campanha é garantir moradias, enviar suprimentos e outros recursos para a região. “Estamos arrecadando fundos para apoiar em um esforço de socorro que terá impacto imediato e fornecerá ajuda humanitária aos refugiados e para as áreas mais necessitadas”, disse o ator. O dinheiro será enviado para ONGs que possam garantir que a ajuda seja recebida pelas pessoas que mais precisam. A atriz, que nasceu no país do leste europeu, levou recentemente o marido para conhecer a cidade de Chernivtsi, em que viveu na infância. Na semana passada, ela postou em seu Instagram uma foto de um almoço do casal com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Além de Mila e Ashton, outro casal famoso de Hollywood também lançou uma campanha de auxílio ao país. Blake Lively e Ryan Reynolds prometeram igualar doações em até US$ 1 milhão, incentivando fãs a contribuir e aumentar a corrente de apoio. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mila Kunis (@kunismilaonline)
Diretor ucraniano se arma e pede boicote mundial do cinema russo
O cineasta ucraniano Oleg Sentsov, que lançou seu filme mais recente, “Rhino”, no Festival de Veneza do ano passado, emitiu um comunicado e postou um vídeo gravado na frente de combate contra as tropas russas que invadiram a Ucrânia. Armado e em trajes militares, atrás de uma barricada em Kiev, ele demonstrou sua disposição de luta. Em seu comunicado, também conclamou aqueles que o apoiam a tomar a mesma atitude firme. Não com armas, mas com um boicote total do cinema russo. Sentsov, que passou cinco anos em uma prisão russa por acusações de terrorismo que a Anistia Internacional descreveu como fabricadas, chegando a entrar em greve de fome contra a arbitrariedade, fez um apelo por um “boicote à cinematografia russa em todas as dimensões, incluindo cooperação cinematográfica: coprodução, distribuição e festivais”. O mesmo apelo foi feito pela Academia Ucraniana de Cinema, que pediu um boicote mundial da cultura e particularmente do cinema russo, como forma de impedir a proliferação da ideologia de Vladimir Putin, interromper o pagamento de impostos para o governo russo e pressionar os artistas afetados a se envolverem em mudanças em seu próprio país. Apesar da clareza da proposta, a ideia de um boicote divide atualmente a comunidade cinematográfica internacional. Enquanto a Academia Europeia de Cinema e os festivais de Estocolmo, na Suécia, e Glasgow, na Escócia, concordaram com um veto completo ao cinema russo, os festivais de Cannes, Veneza e Toronto buscaram um meio-termo, proibindo filmes incentivados e comissões culturais do governo de Putin, ao mesmo tempo em que defendem a exibição de filmes independentes do país. Isto não atende ao pedido dos cineastas ucranianos. Veja abaixo o comunicado enviado por Sentsov, seguido pelo vídeo do diretor nas trincheiras de Kiev. “Meu nome é Oleg Sentsov. Eu sou um diretor de cinema ucraniano. Em 2014, fui preso ilegalmente na Rússia e condenado a 20 anos de prisão por lutar contra o regime de Putin e a anexação da Crimeia. Naquela época, toda a indústria cinematográfica se levantou para me apoiar. E sou imensamente grato por isso. Agora peço que apoiem o meu país. Exatamente duas semanas atrás, o filme que fiz depois que fui liberdade foi lançado na Ucrânia. Há uma semana, estou nas trincheiras como integrante da Defesa Territorial de Kiev, que faz parte das Forças Armadas da Ucrânia. A vida mudou em um instante com a queda da primeira bomba no território da Ucrânia. Tudo o que sabíamos sobre a invasão de Hitler agora se tornou real novamente. Minha pátria é impiedosamente arrasada da terra, do mar e do ar. Bombas russas estão caindo sobre crianças ucranianas. Milhões estão sentados em abrigos antiaéreos. Milhões estão sofrendo com frio e falta de comida. Meu país está sendo arruinado, mas nosso espírito é forte. Vamos lutar até a nossa vitória. Para isso, precisamos do seu apoio. O apoio de intelectuais e artistas que se opõem ao regime sangrento de Putin. Pessoas que valorizam a vida humana mais do que qualquer coisa. Solicito seu apoio ao boicote à cinematografia russa em todas as dimensões, incluindo a cooperação cinematográfica: coprodução, distribuição e festivais, conforme solicitado pela Academia Ucraniana de Cinema. Por favor, assinem a petição! Fiquem com a Ucrânia! Vamos parar Putin juntos!”
Cenário de “Peaky Blinders” e “Downton Abbey” pega fogo
Dalton Mills, uma antiga fábrica desativada em West Yorkshire, na Inglaterra, que foi convertida em estúdio para gravações de séries famosas do Reino Unido, pegou fogo nesta quinta-feira (3/2). O local foi a maior fábrica têxtil da Inglaterra, com capacidade para 2 mil trabalhadores em 1869, e atualmente servia de cenário para atrações como “Peaky Blinders” e “Downton Abbey”. O executivo da Screen Yorkshire, Richard Knight, descreveu o incêndio como “uma triste perda para a paisagem cinematográfica de Yorkshire”. Responsável por administrar o espaço, ele disse à rede BBC que a perda era irreparável. “Era um daqueles locais incríveis que representava uma época por si só. Tinha o tipo de imponência e escala que atraía até cineastas de outros países.” Imagens do incêndio, publicadas nas redes sociais, mostram chamas consumindo todo o prédio. Veja abaixo. Breaking: Firefighters are battling a massive blaze at Dalton Mills, a mill complex used as a filming location for shows 'Peaky Blinders' and ‘Downton Abbey’, in Keighley, West Yorkshire. pic.twitter.com/gfJglryf8D — PM Breaking News (@PMBreakingNews) March 3, 2022
Sophie Turner e Joe Jonas esperam segundo filho
Sophie Turner e Joe Jonas vão voltar a ser pais. A informação foi confirmada pela revista US Weekly com fontes próximas ao casal, após fotos recentes tiradas por paparazzi nos Estados Unidos flagrarem uma saliência na barriga da atriz. Segundo as fontes da revista, os dois estavam pensando em expandir mais a família desde o nascimento de Willa, sua primeira filha, que veio ao mundo em julho de 2020. No ano passado, a estrela de “Game of Thrones” afirmou que a maternidade é “seu trabalho preferido” em postagem nas redes sociais celebrando o dia das mães.
Set de “Lupin” é assaltado por gangue mascarada
Na mesma semana em que o set de “The Crown” foi assaltado, outra produção da Netflix também virou alvo de ladrões. Ironicamente, o novo alvo foi uma série em que o herói é um ladrão. Segundo a agência AFP, cerca de US$ 333 mil em equipamentos foram roubados na sexta passada (25/2) no set de “Lupin” em Nanterre, perto de Paris, onde as gravações dos novos episódios estavam ocorrendo. Cerca de 20 pessoas com o rosto coberto invadiram o set depois de lançarem fogos de artifício. “Houve um incidente em 25 de fevereiro durante as filmagens da próxima temporada de ‘Lupin'”, confirmou a Netflix em nota para a imprensa. “Nosso elenco e equipe estão seguros e não houve feridos”. Um dos programas de língua não inglesa mais populares da Netflix, “Lupin” está atualmente gravando sua 3ª temporada, com Omar Sy de volta ao papel de Assane Diop, um criminoso que se envolve em vários assaltos inspirados no ladrão de romances centenários Arsène Lupin. O prejuízo do roubo dos equipamentos se soma aos US$ 200 mil do assalto de antiguidades do set de “The Crown”, que atualmente grava sua 5ª temporada na Inglaterra.
Festival de Veneza não boicotará cineastas russos “que se opõem ao regime atual”
O Festival de Veneza anunciou nesta quarta (2/3) que não vai banir cineastas russos que se oponham ao atual regime do país, nem seus filmes. “La Biennale di Venezia não fechará suas portas para aqueles que defendem a liberdade de expressão e se manifestam contra a desprezível e inaceitável decisão de atacar um Estado soberano e seu povo indefeso. Para aqueles que se opõem ao regime atual na Rússia sempre haverá lugar em suas mostras”, diz o texto do comunicado oficial dos organizadores do festival. No entanto, o comunicado reforça que o festival rejeitará “qualquer forma de colaboração com aqueles que, pelo contrário, realizaram ou apoiaram atos tão graves de agressão”. A mostra de cinema “não aceitará, portanto, a presença em nenhum de seus eventos de delegações oficiais, instituições ou pessoas vinculadas em qualquer capacidade ao governo russo”. Ao mesmo tempo, fará todos os esforços possíveis para contar com representação da Ucrânia. A declaração ecoa um comunicado do Festival de Cannes, que na terça apontou um caminho semelhante, permitindo filmes russos, mas vetando delegações oficiais russas em 2022. Ambos os festivais tomaram uma atitude mais branda diante de festivais como Estocolmo e Glasgow, que decidiram não exibir qualquer filme russo neste ano, atendendo a um apelo da Academia Ucraniana de Cinema diante da invasão da Ucrânia por tropas russas. Por outro lado, o pedido de boicote total foi atendido pela Academia Europeia de Cinema, que vetou a inclusão de filmes do país de Vladimir Putin na competição dos European Film Awards deste ano, premiação considerada o Oscar europeu.












