Lula nega entrevista a José Padilha para documentário sobre a Lava-Jato
O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva recusou um pedido de entrevista do diretor José Padilha (“Tropa de Elite”), que queria inclui-lo num documentário sobre a Lava-Jato. O cineasta tem procurado diversas personalidades para falar sobre o tema e Lula está entre elas. Lula recusou-se a falar com Padilha por causa da série “O Mecanismo”, feita pelo diretor, que o retrata como criminoso e conspirador. A informação foi dada pela assessoria de imprensa de Lula, que afirmou que ele não atenderá o pedido porque “José Padilha não é honesto, como demonstrou na maneira que tratou o ex-presidente na série ‘O Mecanismo’”. Lula avalia que “O Mecanismo” é a versão chapa-branca dos procuradores e do então juiz Sergio Moro, hoje ministro, sobre os fatos que envolvem a investigação da Lava-Jato e que tem sido desmascarados pelas reportagens conhecidas como Vaza-Jato. Segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo, o ex-presidente teria dito a um interlocutor que “esses caras são bons em cobrar autocrítica do PT e na hora de fazer a própria, nada”. Padilha chegou a fazer mea-culpa sobre a forma como retratou a atuação de Moro como juiz, mas não sobre Lula. Em entrevista a BBC Brasil, o diretor afirmou que “cometeu um erro de julgamento sobre Moro”, mas não sobre o petista, dizendo considerar “o ex-presidente Lula um picareta”. O cineasta também pediu entrevista para José Dirceu, que, assim como Lula, está preso em Curitiba. O ex-ministro petista ainda não decidiu se aceitará o pedido.
Show de Roberto Carlos em Jerusalém vai virar filme 3D com produção da equipe de Avatar
O show que Roberto Carlos realizou em Jerusalém, em 2011, vai ganhar uma versão diferenciada para o cinema. O espetáculo, em que Roberto canta em português, espanhol, inglês, italiano e hebraico, já rendeu um especial da Globo, disco ao vivo e foi lançado em DVD e Bluray com direção de Jayme Monjardim (“O Vendedor de Sonhos”). A diferença é que, para o cinema, também foram captadas imagens da visita do cantor a Jerusalém, que serão intercaladas às canções, em clima de documentário e produção em 3D da mesma empresa responsável pelo filme “Avatar”. A estreia está marcada para o dia 2 de dezembro.
Rick e Morty estão de volta em trailer de novas aventuras animadas
O Adult Swim finalmente divulgou o trailer da 4ª temporada de “Rick and Morty”, dois anos após o lançamento de seus últimos episódios. A prévia volta a trazer o humor negro que é marca da série, com a dupla explorando planetas e lutando contra novos monstros. Criada por Justin Roiland e Dan Harmon (criador também de “Community”), a série acompanha o cientista louco Rick e seu neto Morty em aventuras pelo tempo, espaço e outras dimensões, com grande impacto na realidade – também conhecida como cultura pop. A série concluiu sua 3ª temporada em outubro de 2017, nos Estados Unidos, e venceu o Emmy do ano passado como Melhor Série Animada dos Estados Unidos. A 4ª temporada será menor que as anteriores, com apenas cinco novas aventuras (metade dos tradicionais 10 capítulos por temporada), mas faz parte de uma encomenda de 70 episódios adicionais, que vão garantir muitos anos de diversão. No Brasil, “Rick and Morty” é transmitida pelo canal pago TBS e também tem duas temporadas disponíveis no catálogo da Netflix.
Zumbilândia 2 ganha coleção de pôsteres e novo trailer com legendas e dublagem
A Sony divulgou uma coleção de pôsteres e o segundo trailer de “Zumbilândia 2”, que em inglês se chama “Zombieland: Double Tap”, em duas versões: desbocada com legendas e censurada (sem palavrões) com dublagem. Apesar de trazerem as mesmas cenas, são vídeos para públicos diferentes – adultos e crianças. A continuação traz de volta o quarteto original de protagonistas, Emma Stone, Woody Harrelson, Jesse Eisenberg e Abigail Breslin, que desta vez cruzam com Rosario Dawson (“Luke Cage”), Zoey Deutch (“Artista do Desastre”), Avan Jogia (“Ghost Wars”), Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Luke Wilson (“Legalmente Loira”) e até Bill Murray (de novo) e Dan Aykroyd, que interpretam a si mesmos. O filme também tem os mesmos roteiristas, Paul Wernick e Rhett Reese, que estouraram com os filmes de “Deadpool”, e o diretor Ruben Fleischer, também em alta após a bilheteria surpreendente de “Venom”. A produção vai chegar aos cinemas a tempo de pegar o Halloween e o aniversário de dez anos da estreia do primeiro filme, com estreia marcada para 24 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Sam Raimi confirma produção de um novo filme da franquia Evil Dead
O diretor Sam Raimi anunciou que está desenvolvendo um novo filme da franquia “Evil Dead”. Durante participação na New York Comic Con, o cineasta ainda afirmou que não vai dirigir o filme nem Bruce Campbell será o protagonista, embora ambos façam parte da equipe criativa. “Um novo Evil Dead está a caminho!”, limitou-se a dizer. Isto indica que o novo filme será continuação do reboot dirigido por Fede Alvarez em 2013 e não da trilogia dos anos 1980, originalmente comandada por Raimi. Os primeiros “Evil Dead” tiveram seus títulos traduzidos no Brasil alternadamente como “A Morte do Demônio” e “Uma Noite Alucinante” e ganharam uma sequência tardia na série “Ash vs. Evil Dead”, que trouxe Bruce Campbell de volta ao papel do matador de demônios Ash por três temporadas, entre 2015 e 2018. Raimi já começou a busca por um diretor para a nova encarnação da franquia, sem dar detalhes adicionais.
Star Wars: A Ascensão Skywalker: Nova imagens revelam visual de Dominic Monaghan no filme
Novas imagens promocionais de “Star Wars: A Ascensão Skywalker” chegaram às redes sociais. São registros de alguns personagens da Resistência que foram expostos na New York Comic Con. Entre as artes, destaca-se a primeira aparição do personagem de Dominic Monaghan (o Charlie de “Lost”). Embora ele ainda não tenha sido nomeado, fica claro que se trata de um dos lutadores da Resistência. Os demais são Poe Dameron (Oscar Isaac), Finn (John Boyega) e Rose Tico (Kelly Marie Tran). “Star Wars: A Ascensão Skywalker” encerra não apenas uma trilogia, mas a saga principal da franquia, e justamente por isso o mistério em torno desta produção é maior do que nunca. Com direção de JJ Abrams (o diretor de “O Despertar da Força”), o filme chega aos cinemas brasileiros em 19 de dezembro, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
She-Ra e as Princesas do Poder: A luta continua em trailer e pôsteres da 4ª temporada
A Netflix divulgou o trailer e os pôsteres da 4ª temporada (já!) da série animada “She-Ra e as Princesas do Poder”. Sem legendas, a prévia foi produzida para a New York Comic Con e revela que a luta por Etheria continua, mas tudo vai mudar para a heroína do título. A nova versão da personagem, desenvolvida por Noelle Stevenson (roteirista de “Enrolados Outra Vez” e “Lego Star Wars”), chamou atenção por compartilhar o protagonismo entre várias “Princesas do Poder” e por incluir personagens LGBTQs entre as heroínas. A série também mudou o visual da personagem clássica dos anos 1980, que ganhou aparência de anime, deixando-a menos sexualizada e mais adolescente. Exibida na Netflix, a série já teve duas temporadas exibidas em 2019. O segundo ano de produção foi lançado em abril e o terceiro em agosto. A 4ª temporada tem estreia marcada para o dia 5 de novembro.
Batwoman: Série ganha novo trailer repleto de cenas inéditas
A rede The CW divulgou um novo trailer da série “Batwoman”, repleto de cenas inéditas, que destaca a heroína vivida pela atriz Ruby Rose (“Megatubarão”) e sua antagonista Alice, líder da gangue das Maravilhas, interpretada por Rachel Skarsten (a Rainha Elizabeth da série “Reign”). Lésbica assumida, Ruby Rose vai dar vida à primeira super-heroína LGBTQIA+ a encabeçar sua própria série. Já Skarsten retorna ao universo das séries da DC Comics, após encarnar a heroína Canário Negro em “Birds of Prey”, adaptação dos quadrinhos das Aves de Rapina, que foi ao entre 2002 e 2003. O elenco de “Batwoman” também conta com Dougray Scott (“Fear the Walking Dead”) como o pai da heroína, Jacob Kane, Meagan Tandy (“Teen Wolf”) como a cadete militar Sophie Moore, Camrus Johnson (“Luke Cage”) como Luke, o filho de Lucius Fox, Nicole Kang (“You”) como a irmã adotiva da heroína, Mary Hamilton, e Elizabeth Anweis (“Twin Peaks”) como sua madrasta, Catherine Hamilton-Kane. Caroline Dries é a roteirista e showrunner da série. Ela tem uma longa história junto à CW, tendo trabalhado como roteirista e produtora em “The Vampire Diaries” e “Smallville”, e compartilha a mesma orientação sexual da heroína e sua intérprete. “Batwoman” estreia já neste domingo (6/10) nos Estados Unidos.
Flash enfrenta a Crise nas Infinitas Terras em novo trailer apocalíptico da 6ª temporada
A rede americana The CW divulgou novos pôster e trailer da 6ª temporada de “The Flash”. A prévia explora a forma como a série se conecta aos eventos do crossover “Crise nas Infinitas Terras”, trazendo, inclusive, o Monitor (LaMonica Garrett), numa aparição que reforça previsões apocalípticas sobre o destino do herói. O vídeo também mostra Barry Allen (Grant Gustin) desesperado e questionando se seus amigos e família estão realmente prontos para enfrentar a iminente Crise. De quebra, introduz um novo supervilão: o Dr. Ramsey Rosso, mais conhecido como Hemoglobina (Bloodwork) nos quadrinhos da DC Comics. Ele é interpretado por Sendhil Ramamurthy (o Dr. Mohinder Suresh da série “Heroes”), com algumas mudanças em relação ao personagem dos quadrinhos. Além disso, é possível ver o novo personagem interpretado por Tom Cavanaugh, que a cada temporada vive uma versão diferente do Dr. Harrison/Harry Wells, vinda de um universo paralelo. Desta vez, ele dará vida ao Pariah, personagem importante da Crise e primeira testemunha da destruição infinita das Terras. “The Flash” volta ao ar na terça-feria (8/10) nos Estados Unidos, com o episódio intitulado “Into the Void”. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Disney proíbe propagandas da Netflix em seus canais
A Disney anunciou que os anúncios da Netflix tiveram veiculação proibida em sua rede de entretenimento, que inclui os canais ABC, FX, Freeform, Disney Channel, Disney XD, National Geographic e outros. A proibição é mais uma mostra da escalada da guerra dos streamings, que está transformando as duas empresas em rivais amargas. Em comunicado, a Disney atribuiu a proibição à evolução do negócio de produtos direto ao consumidor, com várias empresas novas querendo anunciar em sua rede. “Nós reavaliamos nossa estratégia para refletir a compreensiva relação de negócios que temos com muitas dessas empresas”, disse a companhia. Amazon e Apple, que também disputam o mercado de streaming, não foram afetadas pela decisão. Elas caem na categoria de empresas com quem a Disney “tem negócios”. Já a Netflix não desenvolve mais nenhuma produção da Disney, após cancelar todas as séries da Marvel em retaliação à outra decisão dura de negócios. Para lançar sua própria plataforma, a Disney cancelou a cessão de direitos de suas obras para exibição da Netflix, tirando do catálogo do serviço várias séries e filmes populares. Apenas a ESPN está liberada para receber anúncios da plataforma, já que a Netflix não é vista como rival do canal de esportes. O veto à Netflix acontece a cerca de um mês do lançamento do Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus). O serviço de streaming da Disney será lançado em 12 de novembro nos Estados Unidos e outros países. A previsão para a América Latina e o Brasil é apenas para o final de 2020.
Elite confirma 3ª temporada em 2020 com novos personagens
A Netflix confirmou que a 3ª temporada de “Elite” será lançada em 2020. No mesmo comunicado, publicado nas redes sociais, a plataforma de streaming também apresentou dois novos personagens: Malik e Yeray. Eles serão os primeiros alunos negros do colégio de elite Las Encinas, onde se passa a trama, com interpretação de Leïti J. Sene e Sergio Momo. “Eliters, atenção: tem aluno novo em Las Encinas pra 2020. Sergio Momo e Leïti J. Sene, favor providenciar o uniforme”, disse a Netflix na postagem. Os personagens também ganharam suas primeiras fotos. Vejam abaixo. Para completar, os novos atores ainda apareceram ao lado da atriz Ester Expósito, que interpreta Carla na série, em vídeo divulgado no Twitter da Netflix na Espanha. Na gravação, além de apresentar seus novos colegas, a atriz informa que as gravações da 3ª temporada já foram concluídas. Vale lembrar que a 3ª temporada foi oficialmente confirmada uma semana antes da estreia do segundo ano da produção. A 2ª temporada da série espanhola foi disponibilizada na plataforma no dia 6 de setembro. Eliters, atenção: tem aluno novo em Las Encinas pra 2020. Sergio Momo e Leïti J. Sene favor providenciar o uniforme. pic.twitter.com/HKWoksibgw — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) October 4, 2019 Eliters, atenção: tem aluno novo em Las Encinas pra 2020. Sergio Momo e Leïti J. Sene favor providenciar o uniforme. pic.twitter.com/HKWoksibgw — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) October 4, 2019
James Franco sofre processo coletivo por abuso sexual de alunas de sua escola de atuação
Duas ex-alunas da escola de atuação de James Franco, Studio 4, já fechada, entraram com um processo coletivo nesta quinta-feira (3/10) alegando que as aulas no local existiam apenas para facilitar que Franco e seus associados se aproveitassem de jovens estudantes. Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal entraram com uma ação na justiça de Los Angeles, dizendo que o ator e seus sócios “se envolveram em um comportamento inapropriado e sexualmente difundido em relação às estudantes, sexualizando seu poder como professor e empregador ao oferecer oportunidades para papéis em seus projetos”. Franco e seu parceiro de negócios Vince Jolivette abriram a escola Studio 4 em 2014, com filiais em Nova York e Los Angeles. O processo alega que os estudantes pagavam US$ 300 por mês, pensando que estavam participando de uma escola de atuação legítima. Em vez disso, as mulheres alegam que foram submetidas à intimidação sexual e descobriram que aquelas que estavam dispostas a se despir na frente do ator e seus amigos receberam tratamento especial. Como parte do currículo, Franco ministrou “aulas de mestrado” com cenas de sexo, de acordo com a denúncia. Nos testes para serem admitidos nas aulas, os estudantes eram pressionados a se envolver em atividades sexuais que iam muito além dos padrões da indústria. As audições eram gravadas e o ator revisava as fitas para ver quem poderia entrar na classe. A queixa faz alegações de discriminação sexual, assédio sexual, fraude e propaganda enganosa. A ação representa duas classes de autodeclaradas vítimas: estudantes que foram exploradas sexualmente e todos os alunos do Studio 4, que a ação alega terem sido fraudados. Os advogados de ação coletiva, na empresa Valli Kane & Vagnini, estão procurando estudantes adicionais para se apresentarem como parte do processo. Tither-Kaplan é uma das cinco mulheres que apresentaram acusações contra Franco em um artigo publicado em janeiro de 2018 no Los Angeles Times. O advogado de Franco negou as acusações na época. Na ocasião, ela também participou do programa “Good Morning America”, onde, apesar de acusar o ator de “criar ambientes abusivos”, garantiu que “ele com certeza não é um Harvey Weinstein”, o produtor de Hollywood acusado por dezenas de mulheres de assédio e estupro. “Ele não é um monstro sem sentimentos que não tem senso da realidade”, disse Tither-Kaplan, bastante nervosa. Ela explicou como o ator acrescentava cenas de nudez e sexo nos projetos que dirigia e dispensava atrizes que reclamassem. “Ele criou ambientes abusivos em suas gravações para mulheres que ainda não são famosas”, comentou, fazendo uma ressalva: “Mas eu acho que James é talentoso e uma pessoa valiosa”. “É uma pirâmide, e no topo está estupro e violência sexual, enquanto na base há outros abusos de poder, que, enquanto continuam a acontecer, constroem uma cultura que permite os mais abomináveis exemplos de violência sexual, misoginia e discriminação”, completou. As denúncias surgiram após James Franco ir ao Globo de Ouro de 2018, onde foi premiado pelo filme “Artista do Desastre”, com o broche do movimento “Times Up”, criado para ajudar vítimas de assédio sexual em Hollywood. Suas supostas vítimas manifestaram-se imediatamente, ainda durante a transmissão, nas redes sociais. Até a atriz Ally Sheedy, estrela do clássico adolescente “Clube dos Cinco” (1985), manifestou-se na época com tuítes sobre supostos abusos de Franco, mas os apagou e não quis comentar mais sobre o assunto. “James Franco acaba de ganhar. Por favor, nunca me perguntem por que eu deixei a indústria de cinema/TV”, ela escreveu, enigmaticamente, acrescentando: “Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. Após os comentários, Franco abordou a polêmica em entrevista a Stephen Colbert. “Eu não tenho ideia do que fiz à Ally Sheedy. Eu não tive nada além de um ótimo tempo com ela. Tenho total respeito e não sei porque ela ficou chateada. Mas ela apagou o tuíte e não posso falar por ela”. Sobre as demais, o ator disse que “assume a responsabilidade pelos seus atos” e que está sempre disposto a se corrigir quando comete erros. Mas ressaltou: “As coisas que ouvi falar, que estão no Twitter, não estão corretas”.
Robert De Niro é acusado de discriminação e assédio sexual por ex-funcionária
O ator Robert de Niro está sendo acusado de discriminação sexual e de criar um ambiente de trabalho abusivo por uma ex-funcionária que o processa em US$ 12 milhões. Em seu processo, Graham Chase Robinson, ex-vice presidente da produtora do astro, Canal Productions, acusa De Niro de usar linguagem sexista, chegando a chamar pessoas que trabalhavam para ele de “vacas” e “putas”, além de tratá-la como uma “esposa do escritório”. No processo, Robinson diz ainda que recebia salários inferiores ao de colegas e tarefas ligadas a tarefas domésticas por ser mulher. “Robert de Niro é alguém agarrado a uma noção de moral do passado. Ele não aceita a ideia de que homens devem tratar as mulheres como iguais. Ele não se importa que discriminação de gênero seja uma violação da lei. Robinson é uma vítima dessa atitude” diz o processo, a que a imprensa americana teve acesso. Além de discriminação, Robinson acusa o ator de contato físico indesejado. “Entre outras coisas, De Niro orientaria Robinson a coçar-lhe as costas, abotoar suas camisas, arrumar seus colarinhos, amarrar as gravatas e acordá-lo quando estava na cama”, diz o documento. “De Niro também não se manifestou quando um amigo deu um tapa nas nádegas de Robinson.” Robinson também afirma que o astro vencedor do Oscar fez comentários sexualmente desnecessários. “De Niro fez comentários vulgares, inapropriados e sexuais para Robinson”, diz a queixa. “Ele brincava com Robinson sobre sua prescrição de Viagra… e instruiu Robinson a imaginá-lo no banheiro”. O advogado de Robert De Niro se pronunciou sobre as acusações chamando-as de “completamente absurdas”. A ação judicial é, na verdade, resposta a outro processo, movido por De Niro contra a ex-funcionária e estimado em US$ 6 milhões. Ela é acusada de desviar dinheiro da companhia e maratonar séries no horário de trabalho. A denúncia original chegou a viralizar nas redes sociais como piada, porque afirma que Robinson maratonou 55 episódios de “Friends” em quatro dias. Robinson diz em sua ação que pediu demissão em abril e avisou que processaria o astro do cinema. “Antes de ser processado, De Niro retaliou”, acusa a defesa. Ela afirma que as acusações de De Niro a colocam falsamente como uma ladra, preguiçosa e indecente, e que elas prejudicaram sua carreira. A polêmica vem à tona no dia da estreia de “Coringa”, filme estrelado por Joaquin Phoenix, que traz De Niro como coadjuvante. O ator também estrela “O Irlandês” como protagonista, filme de Martin Scorsese que é a grande aposta da Netflix para o Oscar 2020, com lançamento nos cinemas e em streaming marcado para o mês que vem.












