Elenco de “Euphoria” faz vídeo da 2ª temporada para o Brasil
A HBO Max divulgou um vídeo de bastidores de “Euphoria”, apresentado por Zendaya e “algumas das meninas” da série especialmente para o público brasileiro. Produzido para a versão virtual da CCXP, a curta prévia pode ser vista abaixo. Lançada em 2019, a série do cineasta Sam Levinson (“País da Violência”) acompanha um grupo de jovens enquanto eles tentam se encontrar em meio a um mundo repleto de drogas, sexo e violência. Devido à pandemia, a produção da 2ª temporada só começou em maio deste ano, mas, apesar da demora, a série teve dois episódios especiais neste intervalo, focados em Rue (Zendaya) e Jules (Hunter Schafer). Para a 2ª temporada, a produção adicionou três novidades no elenco: Minka Kelly, intérprete da super-heroína Columba (Dove) na série “Titãs”, que viverá uma dona de casa suburbana, cínica e viciada; o cantor Dominic Fike, do hit “3 Nights”, que vai estrear como ator no papel de um novo amigo de Rue e Jules; e Demetrius “Lil Meech” Flemory Jr., que viveu o pai, o gângster Demetrius “Big Meech” Flemory, na série biográfica “BMF” (Black Mafia Family) e agora será um novo interesse romântico de Maddy (Alexa Demie). Os novos capítulos de “Euphoria” vão estrear em 9 de janeiro, na HBO e na HBO Max. ESSE MOMENTO É TODO MEU! Meus nenês de Euphoria mandando mimos em dobro com beijos pros fãs brasileiro e um teaser exclusivo da nova temporada 😭✨ Em janeiro na @HBOBR e na #HBOMax 💜 #CCXPWorlds #HBOMaxNaCCXP pic.twitter.com/3ndW81PFrW — HBO Max Brasil (@HBOMaxBR) December 5, 2021
Elenco da nova “Rebelde” compara versões da série/novela
A Netflix divulgou um vídeo da nova versão de “Rebelde”, em que o elenco compara épocas e revela se era fã da novela original, sucesso no Brasil durante os anos 2000. Tem uma integrante que não só era fã declarada como se vestia como Anahí. Azul Guaita (“Sobe na Minha Moto”) mostrou a foto para provar. Para Alejandro Puente (“El Club”), intérprete de Sebastián na atração, o remake “é uma oportunidade para conectar com os fãs do passado, conquistar novos fãs, contar uma história nova e talvez presentear os fãs mais antigos”. Já Franco Masini (“Riviera”), que vive Luka, considerou a nova versão mais “inclusiva”, na medida em que traz atores de várias nacionalidades para o elenco. Além disso, a estreante Lizeth Selene, que encarna a personagem Andi, considera que essa “nova versão de Rebelde fala mais da ‘rebeldia moderna’”, embora seu depoimento, também exibido no programação virtual da CCXP neste sábado (4/12), não explique o que ela quer dizer com isso. As gravações de “Rebelde” aconteceram no México, mas desta vez reunindo, como destacou o argentino Franco Masini, representantes de quatro países latinos diferentes. Até o Brasil tem uma estudante na Elite Way em 2022: Giovanna Grigio, atriz e cantora que se destacou em “Malhação: Viva a Diferença” e “As Five”, da Globoplay, e que aparece no vídeo falando em espanhol sobre como “as músicas estão incríveis”. O elenco também inclui o colombiano Jeronimo Cantillo (“Verdade Oculta”) e diversos astros jovens mexicanos, incluindo o cantor Sergio Mayer Mori. Embora tratada como produção original, vale lembrar que a “Rebelde” de 2004 da emissora mexicana Televisa já era um remake – da novela argentina “Rebelde Way”, de 2002. Seu sucesso realmente eclipsou a primeira versão, em grande parte devido aos talentos musicais de seu elenco. Da novela mexicana, surgiu o grupo musical RBD formado por Anahí, Dulce Maria, Alfonso Herrera, Christian Chávez, Maite Perroni e Christopher von Uckerman. O fenômeno foi tão grande que até rendeu outro remake, desta vez brasileiro, feito pela Record em 2011 com Arthur Aguiar, Chay Suede, Lua Blanco, Sophia Abrahão e a sister do “BBB 21” Carla Diaz. A estreia da nova versão vai acontecer em 5 de janeiro de 2022. O elenco de Rebelde mandou um recadinho exclusivo pra CCXP e eu tô presa na parte com a @gigi_grigio falando em espanhol. 😍 Estreia dia 5 de janeiro de 2022. 💖#CCXPWorlds pic.twitter.com/khQGYc86jW — netflixbrasil (@NetflixBrasil) December 4, 2021
Vídeo mostra teste de Ed Sheeran para versão britânica de “La Casa de Papel”
Depois de aparecer em “Alerta Vermelho”, Ed Sheeran está em campanha para participar de outra atração da Netflix. Um vídeo divertido mostra o cantor fazendo teste para entrar na versão britânica de “La Casa de Papel”. Divulgado nas redes sociais da série, o vídeo traz Sheeran tentando o papel de Glasgow na nova versão – mas pede para o personagem ser rebatizado como Ipswich, uma cidadezinha inglesa onde ele cresceu. Ele também faz teste para viver o Professor e canta algumas canções ao violão como sugestões para a trilha da série. Ao final, recebe uma ligação de Álvaro Morte, o verdadeiro Professor, que se interessou por sua ideia para o remake – roubar o Palácio de Buckingham, residência oficial da Rainha da Inglaterra – e, como seu famoso personagem, lhe oferece uma parceria no assalto. Apesar da brincadeira, “La Casa de Papel” vai mesmo ganhar um remake internacional, mas não no Reino Unido. A produção será refeita na Coréia do Sul e já confirmou o ator Park Hae-soo, um dos protagonistas da trama de “Round 6”, no papel de Berlim. Já o sucesso original espanhol que conquistou o mundo chegou oficialmente ao fim na sexta (3/12), com o lançamento dos cinco capítulos finais da série criada por Álex Pina no catálogo da plataforma de streaming. Bienvenido a la Resistencia, Ed Sheeran.Welcome to the Resistance, Ed Sheeran.#LCDP5 #MoneyHeist pic.twitter.com/fAbVEMICd8 — La Casa de Papel (@lacasadepapel) December 1, 2021
Elenco de “La Casa de Papel” agradece público brasileiro em vídeo de despedida
A Netflix divulgou nas redes sociais um vídeo de despedida de “La Casa de Papel”, em que o elenco da série cantarola “Garota de Ipanema”, ensaia passos de funk e agradece ao público brasileiro por ajudar a transformar a atração num fenômeno no país. No post, a Netflix também incluiu a hashtag #TchauBella, trocadilho adotado na despedida da série no Brasil, e #CCXPWorlds, ressaltando que o vídeo foi originalmente produzido para o evento virtual brasileiro. O sucesso espanhol que conquistou o mundo chegou oficialmente ao fim na sexta (3/12), com o lançamento dos cinco capítulos finais da série criada por Álex Pina no catálogo da plataforma de streaming. Mas embora “o plano” tenha sido concluído, o legado de “La Casa de Papel” vai continuar, graças à produção de um spin-off centrado em Berlim, personagem vivido pelo ator Pedro Alonso, que teve a estreia anunciada para 2023. Meu elenco é lindo, carismático, engraçado e AMA O BRASIL! E a gente ama eles igual! #TCHAUBELLA #LCDP5 #CCXPWorlds pic.twitter.com/Jb0sQhIOEH — netflixbrasil (@NetflixBrasil) December 4, 2021
Novo “Massacre da Serra Elétrica” ganha teaser e fotos
A Netflix revelou duas fotos e o primeiro teaser de “O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface”, novo capítulo da longeva franquia de terror. Junto da prévia, a plataforma também anunciou a data de estreia da produção. Veja abaixo. A empresa adquiriu os direitos de distribuição após negociações com o estúdio Legendary, que pretendia exibir o filme nos cinemas. A Legendary não estava muito satisfeita com o projeto e chegou a demitir os diretores Andy e Ryan Tohill (de “The Dig”), que estavam à frente da produção, devido a “diferenças criativas”. Com a demissão, o diretor de fotografia David Blue Garcia (“Blood Fest”) acabou promovido à direção. Garcia já tinha experiência na função, tendo rodado o thriller “Tejano” com um orçamento de US$ 58 mil, além de vários comerciais. De quebra, é natural do Texas. O novo “Massacre da Serra Elétrica” será uma continuação direta do longa original de 1974, dirigido por Tobe Hooper. Isto significa que o filme vai ignorar todas as sequências posteriores – exatamente como a Universal fez com “Halloween”. O problema é que não é a primeira vez que isso acontece com esta franquia. Quem assina roteiro e produção são o cineasta uruguaio Fede Alvarez e seu parceiro Rodo Sayagues, ambos responsáveis por “O Homem nas Trevas” (2021), e o elenco inclui Elsie Fisher (“Oitava Série”), Sarah Yarkin (“Motherland: Fort Salem”), Jacob Latimore (“Maze Runner”), Moe Dunford (“Vikings”), Nell Hudson (“Vitória: A Vida de uma Rainha”) e Alice Krige (“Maria e João: O Conto das Bruxas”). O novo “O Massacre da Serra Elétrica” será o nono filme da franquia ao todo, e o primeiro desde “Leatherface”, de 2017, um prólogo que buscou mostrar a origem do assassino com máscara de pele humana. A estreia está marcada para 18 de fevereiro. Desde 1974 me dando susto. O meu novo filme O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface chega dia 18 de fevereiro. 😳😳😳😳😳 pic.twitter.com/YmiqFySx2i — netflixbrasil (@NetflixBrasil) December 4, 2021
Brad Pitt encabeça projeto de automobilismo disputado por vários estúdios
O astro Brad Pitt é o principal nome de um projeto cinematográfico que despertou o interesse dos principais estúdios e plataformas, originando um disputa acirrada com propostas de MGM, Sony, Universal, Disney, Netflix, Apple e Amazon por sua produção. Ainda sem maiores detalhes revelados, a produção tem como tema o automobilismo e vai reunir novamente o diretor, o roteirista e o produtor de “Top Gun: Maverick”, respectivamente Joseph Kosinski, Ehren Kruger e o magnata Jerry Bruckheimer. Segundo apurou o site Deadline, o campeão britânico de Fórmula Um, Lewis Hamilton, também está envolvido em alguma capacidade no projeto, que por enquanto só é tratado em sigilo nas mesas de negociação financeira. Não há sequer título conhecido, e o anúncio oficial só deve acontecer após os envolvidos baterem o martelo e definirem quem ficará com a produção.
Trailer de “1883” destaca astros da música country no Velho Oeste
A Paramount+ divulgou um novo trailer de “1883”, série derivada de “Yellowstone”, estrelada pelos astros da música country Tim McGraw (“Um Sonho Possível”) e Faith Hill (“Dixieland”). O spin-off é um desdobramento do sucesso contínuo de “Yellowstone”, que atualmente é a série mais assistida da TV paga americana. Mas enquanto a série original se passa no Oeste contemporâneo dos EUA, a nova atração do roteirista-produtor Taylor Sheridon é um western autêntico situado no final do século 19, que contará a origem da fortuna da família Dutton. A prévia apresenta a história como uma jornada perigosa de caravana pelo Oeste selvagem. Os protagonistas são ancestrais de John Dutton (Kevin Costner), que fogem da pobreza em busca de um futuro melhor na terra prometida de Montana, através das Grandes Planícies, em meio a índios e foras-da-lei. McGraw vive o primeiro John Dutton, Hill é sua esposa e a família ainda inclui a adolescente Isabel May (“Young Sheldon”) e o menino Audie Rick. Além deles, o elenco destaca Sam Elliott (“Nasce uma Estrela”) e LaMonica Garrett (do crossover “Crise nas Infinitas Terras”) como guias e seguranças da viagem, e Billy Bob Thornton (“Goliath”) como um famoso ex-xerife texano, Jim Courtright, que em 1883 se transformou em fora-da-lei. A estreia de “1883” está marcada para 19 de dezembro nos EUA.
With Love: Conheça a nova série da criadora de “One Day at a Time”
A Amazon Prime Video divulgou o pôster, as fotos e o trailer de “With Love”, nova série de comédia sobre família latina criada por Gloria Calderón Kellett – responsável pelo revival de “One Day at a Time” (ou “Um Dia de Cada Vez”) na Netflix Com cinco episódios, a 1ª temporada vai acompanhar as aventuras amorosas dos irmãos Lily e Jorge Diaz, que precisam lidar com a vida de solteiros em meio às pressões de sua família intrusiva, enquanto buscam um propósito na vida – ou apenas um namorado (para ele também). Emeraude Toubia (“Caçadores de Sombras”) e Mark Indelicato (que era um menino em “Ugly Betty”) vivem os protagonistas, e o elenco ainda inclui Rome Flynn (“Criando Dion”), Desmond Chiam (“Falcão e o Soldado Invernal”), Vincent Rodriguez (“Crazy Ex-Girlfriend”), Benito Martinez (“Sons of Anarchy”), Constance Marie (“Switched at Birth”), Isis King (“The L Word: Generation Q”) e Todd Grinnell (“One Day at a Time”). A estreia está marcada para o dia 17 de dezembro.
Novo teaser de “Maravilhosa Sra. Maisel” destaca o Sr. Maisel
A Amazon Prime Video divulgou o terceiro teaser da 4ª temporada de “Maravilhosa Sra. Maisel” (The Marvelous Mrs. Maisel), desta vez focado nas aventuras amorosas do agora divorciado Sr. Maisel (Michael Zegan). Sua história parece tão divertida quanto a de sua ex (Rachel Brosnahan) na nova temporada. A série conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up da cidade. Antes do estouro da atração, sua criadora, Amy Sherman-Palladino, era mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade do começo dos anos 2000, estrelado por Lauren Graham e Alexis Bledel, que, entretanto, nunca foi reconhecido com prêmios. Um contraste com a série “Maravilhosa”, vencedora de 20 Emmys, incluindo Melhor Série de Comédia, além de seis Critics Choice Awards, três Globos de Ouros, cinco SAG Awards, dois PGA Awards, um WGA Award e um Peabody Award. Fora do ar há dois anos, os novos capítulos chegarão em 18 de fevereiro com novidades no elenco, incluindo Milo Ventimiglia, astro de “This Is Us”.
Leandro Hassum se desculpa sem entender problema de “Amor sem Medida”
O ator Leandro Hassum sentiu os comentários negativos de Juliana Paes sobre sua nova comédia, “Amor sem Medida”, lançada pela Netflix há duas semanas. Ele emitiu um comunicado com um pedido de desculpas, dizendo não ter sido sua intenção causar dor. A iniciativa, porém, também deixou claro que ele não entendeu porque deveria se desculpar, mostrando sua ignorância em relação aos problemas do filme. “Sinto muito de verdade, pois jamais quero, através dos meus filmes e arte, causar dor. Ao contrário, meu propósito sempre será divertir, entreter, pois acredito no humor agregador para a família toda”, ele se manifestou em comunicado. Em seguida, porém, passou a enaltecer a “mensagem” de “Amor sem Medida”: “O filme conta uma história de amor, de pertencimento e de inclusão, valorizando as capacidades de seus personagens e repudiando qualquer preconceito, de qualquer espécie”. Por isso, o filme seria uma lição de moral: “Vivemos num mundo ainda distante do ideal, mas que vem caminhando no sentido de não dar espaço a nenhum tipo de preconceito, segregação ou exclusão. Esta foi a intenção, por meio da leveza do humor, abordar a importância de vivermos num mundo com mais amor e respeito, onde ser aceito e amado independe de características físicas”. Por considerar tudo isso, disse que ficou “com o coração doído por, de algum modo, não ter transmitido isso a Juliana Caldas”. E concluiu, em tom paternalista: “Estou mais que aberto a acolhê-la com meu total carinho e respeito”. Na verdade, Hassum resumiu tudo o que há de errado no filme, já que “Amor sem Medida”, um romance entre um anão e uma mulher estilo Juliana Paes (a própria Julia Paes), faz exatamente o contrário do que o comediante prega. Se ele não percebe é porque o capacitismo é um problema tão estrutural quanto o racismo na sociedade brasileira. Afirmar ter feito “Amor Sem Medida” com boas intenções não muda o que realmente está na tela: uma ator normal interpretando um anão. Esta é a “black face” do capacitismo. Juliana Caldas, que tem nanismo e ficou conhecida pelo papel de Estela Montserrat na novela “O Outro Lado do Paraíso” (2017), apontou o elefante na sala, lamentando a forma como o protagonista com deficiência foi retratado no filme, desde a falta de representatividade na escolha de Hassum até a enxurrada de piadas preconceituosas da produção, tudo em nome do que o comediante chama de “leveza do humor”. “Eu não me senti em momento nenhum do filme representada. Primeiro, porque a pessoa que faz o personagem que tem nanismo… O ator não tem nanismo, que é o próprio Leandro Hassum. Eles fizeram computação gráfica, diminuíram (o Hassum) em computação gráfica, essas coisas, para mostrar que ele tem baixa estatura. E, depois disso, a maior parte do filme tem piadas totalmente capacitistas, totalmente preconceituosas e que, cara… Não dá para aceitar hoje em dia!”, apontou. Segundo ela, o público não costuma questionar o humor capacitista, o que não acontece quando se trata de conteúdos racistas, homofóbicos ou gordofóbicos. “Quando a gente fala sobre o nanismo, a maior parte das vezes é nessa forma de piada. O nanismo é considerado uma deficiência. Não dá mais para aceitar rir disso hoje”, explicou a atriz. “Ele [Hassum] tenta fazer rir, mas eu não ri em nenhum momento. É cansativo ter que explicar o óbvio, o simples, explicar que, a partir do momento em que uma piada ou frase fere o outro, não é legal”, finalizou Juliana, cobrando mais empatia dos produtores e do público. Com seu comunicado, Hassum tentou encerrar o assunto com a desculpa das boas intenções, conseguindo esse resultado em 90% das publicações que reproduziram seu comunicado sem questionar ou entrar no contexto originalmente apontado por Caldas. A forma fria como o assunto foi tratado também reflete uma imprensa incapaz de sentir empatia, que se torna parte do problema por sua incapacidade de percebê-lo. É importante ressaltar ainda que a opção de utilizar efeito visual para diminuir Hassum reflete outro problema da “black face” do nanismo. Ela representa exclusão e capacitismo no mercado de trabalho, já que impede a clara e rara possiblidade de escalar um ator à altura real do papel. Vale repetir tantas vezes quanto for necessário que Gigante Léo estrelou história parecida em “Altas Expectativas”, comédia romântica que tratava de “amor sem medida” em 2017, portanto nem seria algo inédito no país. “Amor sem Medida” é um remake do filme argentino “Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho” (2013), que há oito anos usou o mesmo truque de encolhimento por computador com o ator Guillermo Francella. A adaptação brasileira foi dirigida por Ale McHaddo, que já tinha trabalhado com Hassum em “O Amor Dá Trabalho” (2019) e na série animada “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma” (2013-2015).
Ariana Grande revela música da trilha de “Não Olhe Para Cima”
“Não Olhe Para Cima” (Don’t Look Up) não tem gente famosa só na tela. A trilha da produção de fim de ano da Netflix destaca ninguém menos que Ariana Grande, que neste fim de semana divulgou em sua página do YouTube a música “Just Look Up”, gravada em parceria com Kid Cudi para o filme. O detalhe é que, além de cantarem a balada musical, Ariana e Kid Cudi também fazem participações especiais diante das câmeras, juntando-se ao elenco estelar. O filme traz Leonardo DiCaprio (vencedor do Oscar por “O Regresso”) e Jennifer Lawrence (vencedora do Oscar por “O Lado Bom da Vida”) no papel de cientistas que tentam alertar o mundo sobre a aproximação de um cometa que poderá destruir o planeta Terra. Seus avisos, porém, são recebidos com desdém pela presidente Meryl Streep (vencedora do Oscar por “A Dama de Ferro” e outros) e pela imprensa. Afinal, esta é a premissa de uma dúzia de filmes e só pode ser piada que ainda pensem nisso. A comédia também inclui em seu elenco grandioso Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”), Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Timothée Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Ron Perlman (o “Hellboy” original), Matthew Perry (“Friends”), Rob Morgan (“A Fotografia”), Himesh Patel (“Yesterday”), Tyler Perry (“Um Funeral em Família”), Melanie Lynskey (“Mrs. America”), Michael Chiklis (“Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”) e Tomer Sisley (“Messiah”). Roteiro e direção são de Adam McKay, vencedor do Oscar por “A Grande Aposta” (2015) e indicado por “Vice” (2018), e a estreia vai acontecer na véspera do Natal, exatamente no dia 24 de dezembro. Felizmente, o amor verdadeiro supera até ao apocalipse, de acordo com a letra de “Just Look Up”, que pode ser ouvida abaixo.
Marc Beauchamps (1959-2021)
O produtor Marc Beauchamps, fundador da distribuidora Lumière e responsável pelo lançamento de vários filmes da chamada retomada do cinema brasileiro, morreu neste sábado (4/12) em um hospital do Rio de Janeiro, poucos dias antes de completar 62 anos. Ele lutava contra o câncer há sete anos, teve um AVC e não resistiu. Nascido na França, o produtor chegou ao Brasil aos 19 anos e dirigiu o primeiro documentário sobre Serra Pelada, em parceria com Gustavo Hadba, que se tornou um dos maiores fotógrafos do cinema brasileiro. Em seguida, criou a empresa Inicial Brasileira, que exportava filmes nacionais para a França. Em 1989, ele fundou a Lumière com Bruno Wainer, com a ideia de trazer filmes franceses ao Brasil. Só que acabou criando aquela que, durante anos, foi a maior distribuidora de filmes no Brasil. A empresa também representou a Miramax, trazendo “Delicatessen”, “Pulp Fiction” e mais de 100 clássicos modernos ao país. Ao longo de 20 anos, a Lumière também impulsionou a combalida indústria cinematográfica nacional, que tinha sofrido com Collor o mesmo que padece agora com Bolsonaro, colocando nos cinemas alguns dos maiores marcos do renascimento da produção local – filmes como “Central do Brasil” (1998), “Pequeno Dicionário Amoroso” (1997), “Cidade de Deus” (2002), “Madame Satã” (2002) e “Olga” (2004). Todos estes, mesmos “Central do Brasil”, que ele apenas distribuiu, ainda trazem seu nome nos créditos como produtor. De fato, a participação da empresa de Beauchamps na produção de “Cidade de Deus” foi que possibilitou os contratos de distribuição internacional do filme de Fernando Meirelles com a Miramax e a Wild Bunch nos EUA e França, e essa parceria também culminou na estratégia vitoriosa de marketing que levou o longa a ser indicado a quatro Oscars. Na vida particular, porém, o vício em drogas cobrou um preço elevado na vida do produtor Em 2013, ele foi preso pela Interpol no Rio, acusado de tráfico internacional e levado à França, onde foi condenado à pena de três anos de prisão pela prática dos crimes de transporte, posse, aquisição e exportação de entorpecentes. A prisão chocou o meio cultural brasileiro e, em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua extradição. Ela acabou absolvido ao chegar ao país, mas seus negócios nunca se recuperaram. Sócio de Beauchamps na Lumière, Bruno Wainer acabou fundando a Downtown Filmes, que hoje é a maior produtora do cinema brasileiro. Marc Beauchamps era casado com a fotógrafa Fernanda Vasconcelos e deixa três filhos. Bruno Beauchamps, por sinal, seguiu a carreira do pai e fundou sua própria distribuidora, a Pagu Filmes.
Críticos de Nova York elegem filme japonês como melhor do ano
O drama japonês “Drive My Car”, de Ryusuke Hamaguchi, foi eleito o Melhor Filme de 2021 pelo Círculo de Críticos de Cinema de Nova York (NYFCC, na sigla em inglês) na noite de sexta-feira (3/12). Vencedor do prêmio de Melhor Roteiro do Festival de Cannes deste ano e indicado pelo Japão a disputar uma vaga no Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa acompanha um diretor viúvo que, ao ser convidado a comandar uma peça em Hiroshima, passa a contar com os serviços de uma motorista estoica, com quem começa a dividir histórias e segredos. Os críticos de Nova York também votaram em Lady Gaga (por “Casa Gucci”) e Benedict Cumberbatch (por “Ataque dos Cães”) como melhores atores do ano. Título mais premiado da lista, “Ataque dos Cães” ainda rendeu citações a Jane Campion pela Melhor Direção e a Kodi Smit-McPhee como Melhor Ator Coadjuvante. Kathryn Hunter foi eleita Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em “The Tragedy of Macbeth”. A lista ainda incluiu os vencedores de outras duas votações desta semana. “Licorice Pizza” (Melhor Filme da votação do National Board of Review, na quinta) como Melhor Roteiro e “A Filha Perdida” (Melhor Filme do Gotham Awards, na segunda) como Melhor Direção de Estreia – premiando, respectivamente, os cineastas Paul Thomas Anderson e Maggie Gyllenhaal. O musical “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, levou o prêmio de Melhor Fotografia, “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” foi a Melhor Animação, o dinamarquês “Flee”, de Jonas Poher Rasmussen, foi eleito Melhor Documentário, e o norueguês “The Worst Person in the World”, de Joachim Trier, destacou-se como Melhor Filme Estrangeiro. Fundado em 1935, o NYFCC inclui críticos de jornais, revistas e blogs especializados, mas não integrantes da crítica televisiva, por isso tende a favorecer uma produção mais independente. No ano passado, o vencedor de sua votação foi o drama indie “First Cow”, de Kelly Reichardt, que nem sequer foi indicado ao Oscar. Veja abaixo o trailer de “Drive My Car”, que ainda não tem previsão de estreia no Brasil.












