“Turma da Mônica” vai virar série com elenco dos filmes
Após o sucesso dos dois longas, a Turma da Mônica vai continuar suas aventuras numa série live-action na plataforma Globoplay. O projeto terá o comando de Daniel Rezende, que dirigiu “Turma da Mônica: Laços” e “Turma da Mônica: Lições”, e contará com os mesmos atores do cinema: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão). Segundo dados divulgados pela Comscore na segunda-feira (3/1), o segundo filme foi visto por mais de 113 mil espectadores e rendeu mais de R$ 2 milhões em bilheteria em seu fim de semana de estreia, consolidando-se em apenas quatro dias como a maior estreia do cinema brasileiro em 2021.
“This Is Us”, “Euphoria” e “Rebelde” são principais estreias de séries da semana
A semana marca o começo do fim para “This Is Us” e destaca duas séries adolescentes. Ironicamente, uma é para adultos por conter temas que a outra nem sonha em abordar. “Euphoria” retorna após longo hiato – e dois especiais – no domingo (9/1), enquanto o reboot de “Rebelde” rende assunto pela nostalgia despertada desde seu lançamento na quarta (5/1). A programação também traz boas produções de comédia, com ênfase para a divertida atração musical “Girls5eva” que chega com 1ª temporada completa para maratonar em streaming. Confira abaixo a lista das 10 melhores estreias de séries desta semana. EUPHORIA | HBO Max Um dos retornos mais aguardados de 2022, “Euphoria” estreia sua 2ª temporada no domingo (9/1) após consagrar Zendaya com o Emmy em 2020. A pandemia estendeu muito a espera entre os episódios – mesmo com o lançamento de dois especiais intermediários – , mas os fãs não devem perder tempo para se reconectar com os momentos dramáticos, divertidos, caóticos e tensos do grupo de jovens da trama, enquanto eles tentam se encontrar em meio a um mundo repleto de drogas, sexo e violência. Para a 2ª temporada, a produção adicionou três novidades no elenco: Minka Kelly, intérprete da super-heroína Columba (Dove) na série “Titãs”, que viverá uma dona de casa suburbana, cínica e viciada; o cantor Dominic Fike, do hit “3 Nights”, que vai estrear como ator no papel de um novo amigo de Rue e Jules; e Demetrius “Lil Meech” Flemory Jr., que viveu o próprio pai, o gângster Demetrius “Big Meech” Flemory, na série biográfica “BMF” (Black Mafia Family) e agora será um novo interesse romântico de Maddy (Alexa Demie). REBELDE | Netflix O universo da novela mexicana homônima de 2004 é atualizado por uma trama típica de mistério teen, à moda de “Pretty Little Liars”, e competições musicais que viraram moda depois de “Glee”. Na continuação, novos estudantes da escola Elite Way viram “pop stars de dia e justiceiros na noite”, enquanto disputam um concurso musical do colégio com sua banda e tentam descobrir quem está por trás de trotes violentos e atentados na escola. O elenco destaca a brasileira Giovanna Grigio (“As Five”), o argentino Franco Masini (“Riviera”), o colombiano Jeronimo Cantillo (“Verdade Oculta”) e diversos astros jovens mexicanos, como o cantor Sergio Mayer Mori, Azul Guaita (“Sobe na Minha Moto”), Alejandro Puente (“El Club”) e as estreantes Andrea Chaparro e Lizeth Selene – que, além de atuar, também cantam músicas originais e releituras de “clássicos” do grupo RBD. THIS IS US | Star+ A última grande série dramática americana começa a se despedir, prometendo algumas das cenas mais tristes de sua trajetória. O criador Dan Fogelman até admitiu ter chorado ao escrever os episódios que mostrarão o destino da família Pearson. Além de mortes, o drama também vai explorar outros tipos de perdas, como a memória da personagem de Mandy Moore, mãe dos protagonistas, diagnosticada com Alzheimer, ao mesmo tempo em que a série exibe os últimos momentos que ela gostaria de lembrar para sempre. Mantenha lencinhos por perto durante a exibição. GIRLS5EVA | Globoplay Desenvolvida por Tina Fey e Meredith Scardino (parceiras de “Unbreakable Kimmy Schmidt”), a comédia musical gira em torno da turnê da volta de um grupo pop feminino que fez sucesso nos anos 1990. Após seu maior hit ser sampleado por um jovem rapper, o Girls5eva – uma criação inspirada em Spice Girls, Pussycat Dolls e S Club 7 – se vê subitamente de volta à moda e suas integrantes decidem dar mais uma chance ao sonho do estrelato pop. Só que elas não são mais adolescentes – têm filhos, empregos, dívidas e algumas nem se parecem mais fisicamente com suas versões jovens. O elenco é encabeçado pela cantora Sara Bareilles (“Little Voice”), Renée Elise Goldsberry (“Altered Carbon”), Paula Pell (“A.P. Bio”) e Busy Philipps (“Cougar Town”), e a atração já foi renovada, após atingir 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. BREEDERS | Star+ Os episódios da 2ª temporada chegam após a comédia do FX ter sido renovada para o terceiro ano. Criada e estrelada pelos atores Martin Freeman (“O Hobbit” e “Pantera Negra”) e Daisy Haggard (“Episodes”), a produção mostra o casal como pais imperfeitos, mas dedicados de duas crianças hiperativas. Lidando com recursos limitados – incluindo o tempo – , eles tentam dominar a arte de improvisar enquanto fingem saber o que estão fazendo. A premissa permite examinar os paradoxos da paternidade/maternidade, mostrando ser possível amar os filhos até os confins do Universo ao mesmo tempo em que se quer mandá-los para o mesmo lugar. MIRACLE WORKERS | HBO Max A série de antologia cômica, estrelada por Daniel Radcliffe e Steve Buscemi, conta uma história diferente a cada temporada e, após ser encenada no Céu e na Europa Medieval, leva seu elenco para o Velho Oeste em seu terceiro ano de produção. Criação de Simon Rich, ex-roteirista do humorístico “Saturday Night Live”, “Miracle Workers” já se encontra renovada para a 4ª temporada. THE RIGHTEOUS GEMSTONES | HBO Max Outra estreia de domingo (9/1), a 2ª temporada da série criada e estrelada por Danny McBride ameaça virar uma “Succession” evangélica. Os episódios trazem McBride (“Alien: Covenant”), John Goodman (“Kong: A Ilha da Caveira”) e Adam Devine (“Perda Total”) como três gerações de uma famosa família de televangelistas, que possui uma longa tradição de desvios, ganância e machismo. Na nova temporada, eles vão lutar pela sucessão do patriarca vivido por Goodman, enquanto os negócios da família crescem cada vez mais, explorando o clima criado pela pandemia de covid-19. MONTANHA DA MORTE: O INCIDENTE NA PASSAGEM DYATLOV | HBO Max A minissérie russa dos produtores da premiada “Cidade dos Mortos” (2019) tenta resolver um dos maiores mistérios da era soviética: a morte violenta e sem explicações de um grupo de estudantes durante uma expedição de esqui nos Montes Urais, na Rússia, em 1959. A trama acompanha um enviado da KGB (Pyotr Fyodorov, de “Sputnik”) na missão de resolver o caso impossível, que antes desta série de época já tinha virado até filme de terror – “O Mistério da Passagem da Morte” (2013), dirigido por Renny Harlin (“Risco Total”). THE A WORD | HBO Max A elogiada dramédia britânica de 2016 (89% de aprovação no Rotten Tomatoes) acompanha uma família disfuncional que se divide diante da constatação de autismo de uma criança. Enquanto os pais se recusam a aceitar, o avô (vivido por Christopher Eccleston, de “The Leftovers” e “Doctor Who”) e a irmã mais velha percebem que o problema do menino, que está sempre com fones no ouvido, não se restringe às dificuldades de comunicação. Apesar de inspirada na produção israelense “Yellow Peppers”, o roteirista Peter Bowker se baseou em suas próprias experiências pessoais como professor e com integrantes de sua família para desenvolver três temporadas da trama até 2020 – todas lançadas simultaneamente pela HBO Max. Apesar de completa, a série ainda vai ganhar um spin-off, atualmente em produção na BBC. A SURDA ABSURDA | Apple TV+ A animação é inspirada no livro homônimo de Cece Bell, best-seller infantil que venceu o prêmio literário Newbery, e acompanha uma menina que começa a perder a audição. O detalhe é que, graças a ajuda de aparelhos auditivos, ela ganha a capacidade de ouvir mais que os colegas de aula e passa a acreditar que tem superpoderes. Desenvolvida por Will McRobb (criador de “A Pequena Espiã”), a atração tem narração da própria escritora, além das vozes de Pamela Adlon (“Better Things”), Jane Lynch (“Glee”), Clancy Brown (“Billions”) e da estreante Lexi Finigan no papel-título.
Filmes com Will Smith e Ben Affleck estreiam em streaming
A programação das plataformas de streaming e locadoras digitais traz ótimos filmes para o fim de semana, com destaque para “King Richard”, o longa que pode render o Oscar para Will Smith. Outros astros de Hollywood chegam em títulos inéditos no circuito cinematográfico, como Ben Affleck no drama “The Tender Bar” e Chlöe Grace Moretz na sci-fi “Mãe x Androides”. E ainda há Dev Patel em “A Lenda do Cavaleiro Verde”, um dos melhores filmes de 2021, que desembarca no Brasil direto em VOD (locação digital). Confira abaixo as 10 melhores opções de estreias, de sugestões de terror a títulos cinéfilos, para aproveitar o cinema em casa. KING RICHARD: CRIANDO CAMPEÃS | HBO Max e VOD* Will Smith (“Esquadrão Suicida”) busca sua terceira indicação ao Oscar após “Ali” (2001) e “À Procura da Felicidade” (2006) com uma nova cinebiografia, dando vida à perseverança do pai que possibilitou o sucesso das irmãs Venus e Serena Williams. O drama edificante mostra como Richard Williams (Smith) lutou contra todas as expectativas raciais para transformar suas filhas nas primeiras tenistas negras campeãs mundiais. Dirigido por Reinaldo Marcus Green (“Monstros e Homens”), “King Richard” tem música-tema inédita de Beyoncé, 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e chega ao streaming apenas um mês depois de passar pelos cinemas. THE TENDER BAR | Amazon Prime Video O drama de formação dirigido por George Clooney (“O Céu da Meia-Noite”) destaca o trabalho do ator Ben Affleck (“Liga da Justiça”), que eleva a história convencional com um ótimo desempenho. Na trama, ele é o tiozão proprietário de um bar decadente que ensina lições de vida ao sobrinho, enquanto o menino cresce e atinge idade suficiente para virar Tye Sheridan (“X-Men: Fênix Negra”) e entrar na faculdade. A trama é adaptação do livro autobiográfico do jornalista JR Moehringer, lançado no Brasil como “Bar Doce Bar”, e tem roteiro do superestimado William Monahan, que venceu o Oscar por piorar a trama do thriller de Hong Kong “Infernal Affairs” (2002) em “Os Infiltrados” (2006). A LENDA DO CAVALEIRO VERDE | VOD* Um dos melhores filmes do ano pulou os cinemas para chegar direto nas locadoras digitais. Em clima de terror medieval e repleto de imagens impressionantes, “A Lenda do Cavaleiro Verde” oferece uma visão alternativa para a fábula dos Cavaleiros da Távola Redonda. Na trama, Sir Gawain (Dev Patel, de “Lion”) parte em uma jornada condenada e cheia de desafios para enfrentar uma criatura sobrenatural gigante, mesmo sabendo que viaja rumo à morte certa, com a esperança de que seja uma morte com honra. O filme tem direção de David Lowery (“Meu Amigo, O Dragão”), especialista em fantasias de visual deslumbrante, e ainda destaca em seu elenco Alicia Vikander (“Tomb Raider”), Joel Edgerton (“O Rei”), Sean Harris (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) e Barry Keoghan (“Eternos”). O REI DA ESCÓCIA | VOD* Sequência não oficial – e de baixo orçamento – de “Coração Valente”, este épico modesto começa após a derrota de rebelião de William Wallace (Mel Gibson, no filme de 1995). Sem o mesmo êxito em inflamar as massas, seu aliado Robert the Bruce se vê sozinho, ferido e caçado pelas forças da Inglaterra, mas reencontra forças ao ser salvo por uma família simples, cujos filhos se tornam os primeiros soldados em seu novo exército. Além de abordar o período histórico imediatamente posterior a “Coração Valente”, a produção é protagonizada por Angus Macfadyen, que retoma o papel de Robert the Bruce após dar vida ao personagem no filme de Mel Gibson. O ator também assina o roteiro. Mas vale dizer que esta história foi melhor contada em “Legítimo Rei”, da Netflix. MÃE X ANDROIDES | Netflix A sci-fi apocalíptica traz Chloë Grace Moretz (“Carrie, a Estranha”) como uma grávida que foge com o namorado, quando androides (robôs de aparência humana) usados em trabalhos domésticos declaram guerra contra a humanidade. O casal tenta se esconder dos ataques brutais na floresta, com a esperança de encontrar um lugar seguro para dar a luz. A premissa que sugere “O Exterminador do Futuro” em “Um Lugar Silencioso” foi concebida por Mattson Tomlin, mais conhecido por seu trabalho como roteirista de “Power” (o filme de super-heróis genéricos da Netflix) e do novo longa de Batman. Por curiosidade, Tomlin também desenvolve uma série de animação sobre “O Exterminador do Futuro” na Netflix, que ainda não tem previsão de estreia. PÂNICO NA FLORESTA: A FUNDAÇÃO | Telecine O sexto filme da longeva franquia de terror surpreende por ser o melhor e o mais violento. Praticamente um reboot, acompanha um novo grupo de jovens incautos que resolve andar por onde não devia e acaba vítima das armadilhas mortais de uma comunidade isolada, que odeia visitantes em suas montanhas. O roteiro é do criador da franquia, Alan B. McElroy, que concebeu o primeira variação montanhesa de “O Massacre da Serra Elétrica” em 2003. O elenco inclui vários atores conhecidos de séries, como Emma Dumont (“The Gifted”), Daisy Head (“Guilt”), Charlotte Vega (“Warrior Num”), Adain Bradley (“Riverdale”) e o veterano Matthew Modine (“Stranger Things”). SARAH INTERPRETA UM LOBISIOMEM | Filmicca Apesar do título, não se trata de terror, mas um drama sobre uma jovem demasiadamente apaixonada pelo clube de teatro de sua escola. A Sarah do título é uma confusão de raiva, frustração e medo, cheia de problemas familiares, mas também de energia criativa, que encontra no teatro um espaço para explorar suas emoções mais sombrias, inclusive fantasias de suicídio. Exibido no Festival de Veneza, o filme da suiça Katharina Wyss também explora a natureza teatral da vida cotidiana dos adolescentes, idade em que se experimenta novos papéis, roupas, gírias, parceiros e gostos. OS MEMBROS DA FAMÍLIA | Filmicca Vencedor do Festival de Valência, a dramédia argentina acompanha um adolescente obcecado por fitness e sua irmã mais velha com inclinações místicas, que se veem presos numa cidade litorânea quase deserta ao tentarem cumprir os últimos desejos de sua mãe morta. A situação deprimente e tediosa é amenizada por momentos de humor sutil, da mesma forma como a atmosfera enganosamente minimalista, com cores desbotadas, dá vida a belas imagens, especialmente nas cenas de praia, sob a direção criativa de Mateo Bendesky (“Acá Adentro”). WHAT DO WE SEE WHEN WE LOOK AT THE SKY | MUBI Premiado pela crítica internacional no Festival de Berlim de 2021, o drama do georgiano Aleksandre Koberidze narra uma história de amor à primeira vista digna das melhores fábulas encantadas, com direito à indefectível maldição inesperada. Após um casal se ver e se apaixonar à distância nas ruas de Kutaisi, na Geórgia, Europa Oriental, um evento sobrenatural acontece e, antes que possam ter seu primeiro encontro romântico, suas aparências mudam drasticamente, impedindo que se reconheçam. Assumidamente romântica, a obra tem uma fotografia belíssima, que encontra mágica nos aspectos mais banais do cotidiano. RESPIRE FUNDO | VOD* Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”) vive uma autora de best-sellers infantis, que faz sucesso ensinando as crianças a se libertar de seus medos. Mas quando sua filha nasce, a depressão pós-parto faz com que ela tenha que aprender sua própria lição de sobrevivência. Primeiro longa dirigido por Amy Koppelman, que adapta seu próprio livro, o drama detalha, de forma quase didática, o desequilíbrio químico que afeta muitas mulheres após a gravidez. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados nas plataformas Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, NOW, Vivo Play e YouTube, entre outras.
Sidney Poitier (1927–2022)
Sidney Poitier, primeiro ator negro a vencer o Oscar, morreu nesta sexta (7/1), aos 94 anos. O falecimento foi anunciado pelo ministro das Relações Exteriores das Bahamas, país de origem de Poitier, e a causa da morte não foi revelada. O ator tinha dupla cidadania já que nasceu inesperadamente em Miami durante uma visita dos pais aos Estados Unidos. Ele cresceu nas Bahamas, mas mudou-se para os EUA aos 15 anos. Com uma carreira repleta de papéis marcantes, sua trajetória se confunde com a luta pelos direitos civis nos EUA. O tema racial esteve presente em sua filmografia desde o primeiro papel, em “O Ódio é Cego” (1950), como um médico negro que precisa tratar de dois irmãos racistas. Na juventude, também integrou o elenco de “Sementes de Violência”, o filme sobre estudantes delinquentes que foi responsável por colocar o primeiro rock nas paradas de sucesso em 1955 – “Rock Around the Clock”, de Bill Haley & His Comets. Em 1958, Poitier se tornou o primeiro negro indicado ao Oscar de Melhor Ator, pelo longa “Acorrentados”, que ainda lhe rendeu o prêmio de intérprete no Festival de Berlim daquele ano. No filme de Stanley Kramer, ele aparecia acorrentado a Tony Curtis. Os dois davam vida a prisioneiros fugitivos que deviam aprender a se relacionar bem para evitar a captura. A lista de clássicos do período o colocou a encenar a revolução sangrenta dos Mau Maus no Quênia colonial em “Sangue Sobre a Terra” (1957), estrelar a adaptação do musical de blues “Porgy & Bess” (1959), liderar soldados racistas durante a 2ª Guerra Mundial em “Os Invencíveis” (1960), levar às telas a peça “O Sol Tornará a Brilhar” (1961) sobre a situação de pobreza da população negra nos EUA, celebrar a era do cool jazz em “Paris Vive à Noite” (1961) e ser o psicólogo de um presidiário neonazista em “Tormentos D’Alma” (1962). Ele venceu o Oscar por “Uma Voz nas Sombras” (1963), que ainda lhe rendeu o segundo prêmio de Melhor Ator no Festival de Berlim. Sem tema polêmico, o filme o trazia como um faz-tudo que ajuda um grupo de freiras a construir uma capela no meio do deserto. Depois desse feito, passaram-se quase quatro décadas até que outro astro negro fosse reconhecido como Melhor Ator pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Isto só aconteceu com Denzel Washington por “Dia de Treinamento” (2001), coincidentemente no mesmo dia em que Poitier recebeu um novo Oscar, numa homenagem pelo conjunto de sua obra. Embora já tivesse uma carreira repleta de obras icônicas, depois do Oscar Poitier viu sua filmografia se tornar ainda mais influente, acrescentando vários outros trabalhos que denunciavam o racismo da época. Curiosamente, isto aconteceu ao mesmo tempo em que seus filmes ganharam maior apelo comercial. Duas de suas obras mais populares depois do Oscar o colocaram como par romântico de jovens brancas. Em “Quando Só o Coração Vê” (1965), ele alimentava o afeto de uma garota cega que não distinguia diferenças raciais. E em “Adivinhe Quem vem para Jantar” (1967) era apresentado como noivo da filha de brancos supostamente liberais. Este filme marcou época, denunciando com humor constrangedor a hipocrisia de uma sociedade que apenas fingia tolerância racial, com uma força poucas vezes vista no cinema. 1967 foi, definitivamente, um ano impactante na carreira do ator, pois ainda incluiu mais dois clássicos absolutos: “Ao Mestre, com Carinho” (1967), em que Poitier interpretou um professor que conquista o respeito de adolescentes brancos rebeldes de Londres, e “No Calor da Noite” (1967), no qual deu vida ao detetive policial Virgil Tibbs, investigando um assassinato numa região racista do sul dos EUA. Numa cena marcante, ele retribuía um tapa num racista. Foi a primeira vez que um negro estapeava um branco racista num filme. “É uma escolha clara”, disse Poitier sobre os papéis que aceitava, numa entrevista concedida naquele ano. “Se a estrutura da sociedade fosse diferente, eu gritaria aos céus para bancar o vilão e lidar com diferentes imagens da vida do negro que seriam mais dimensionais. Mas eu seria amaldiçoado se fizesse isso nesta etapa do jogo”. Ele retomou o papel do detetive Tibbs em mais dois filmes, “Noite Sem Fim” (1970) e “A Organização” (1971), confrontando brancos poderosos. E então, no auge de sua popularidade, decidiu virar diretor, assinando o cultuado western “Um por Deus, Outro pelo Diabo” (1972). Ao todo, Poitier dirigiu oito filmes até 1990. Um dos mais simbólicos, “Dezembro Ardente” (1973), foi motivado pelo desejo simples de viver um romance com uma mulher negra nas telas, algo que nunca tinha feito em sua longa e prestigiosa carreira, porque Hollywood não estava interessada em mostrar romances entre casais negros. Os demais filmes que assinou foram comédias estreladas por ele mesmo com Bill Cosby, ou protagonizadas por Gene Wilder e Richard Pryor – incluindo o sucesso “Loucos de Dar Nó” (1980). Mas esta dedicação à direção teve um efeito colateral, afastando-o das telas. Ele passou a aparecer basicamente nos filmes que dirigia, voltando a atuar para terceiros apenas no fim dos anos 1980, em obras como “Espiões sem Rosto” (1988), ao lado de River Phoenix, e “Quebra de Sigilo” (1992), com Robert Redford. Nos anos 1990, ainda fez algumas produções televisivas. Duas lhe renderam indicações ao Emmy: a minissérie “Separados, Mas Iguais” (1991) e o telefilme “Mandela e De Klerk” (1997), em que viveu Nelson Mandela. Sua última aparição cinematográfica foi no thriller “O Chacal” em 1997, e quatro anos depois abandonou as telas com o desempenho no telefilme “Construindo um Sonho” (2001). O que o motivou a se afastar do cinema foi o convite para ser embaixador das Bahamas no Japão, cargo que ele serviu entre 1997 e 2007. Mas mesmo afastado das telas, o mestre continuou a receber o carinho de Hollywood e do mundo, com vários prêmios pela carreira – em homenagens do Oscar, da Academia Britânica, do Globo de Ouro, etc – em reconhecimento ao seu enorme talento e por tudo o que representou para a Cultura e a civilização.
Globo de Ouro anunciará vencedores nas redes sociais
Depois de confirmar que o Globo de Ouro aconteceria sem tapete vermelho, astros ou cobertura televisiva neste domingo (9/1), a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) revelou que não fará nem transmissão ao vivo por streaming. Os nomes dos vencedores serão anunciados por postagens nas redes sociais da organização. “O evento deste ano será privado e não terá transmissão ao vivo. Nós providenciaremos atualizações em tempo real sobre os vencedores no site oficial do Globo de Ouro e em nossas redes sociais”, disse a HFPA, em comunicado. Apesar disso, a associação tentará manter as aparências, realizando o evento como uma confraternização entre seus membros e parceiros filantrópicos no Beverly Hilton Hotel, de Los Angeles, local onde o Globo de Ouro realiza suas cerimônias há anos. Segundo apurou a revista Variety, a HFPA até chegou a contatar alguns famosos para participarem da apresentação de prêmios, mas todos recusaram. Emissoras ao redor do mundo, incluindo a norte-americana NBC e a brasileira TNT, já tinham cancelado a transmissão do prêmio pela TV. A decisão de não transmitir a premiação se juntou aos boicotes de vários setores de Hollywood contra a HFPA, após uma denúncia de que a organização não tinha integrantes negros, o que também trouxe à tona acusações de histórico sexista e falta de ética dos responsáveis pelo Globo de Ouro. Por conta disso, a HFPA se comprometeu a mudar, abrindo vagas para novos membros e mudando várias de suas regras, incluindo a adoção de um manual de ética. Poucos levaram fé nas promessas e o boicote ao evento foi mantido. Após os esforços iniciais para se renovar, a organização aprovou seis integrantes negros em 1 de outubro – um resultado pífio, que tornou os eleitores do Globo de Ouro apenas 5,7% mais diversos que no ano passado. A premiação sem entrega de prêmios servirá basicamente para que os responsáveis pelo Globo de Ouro voltem a se comprometer com mudanças, visando viabilizar a transmissão televisiva de seu evento em 2023.
Gravações de “Star Trek: Picard” são suspensas com mais de 50 casos de covid-19
As gravações da 2ª temporada de “Star Trek: Picard” encontram-se suspensas desde a última segunda-feira (3/5) por conta de um surto de covid-19 nos bastidores. A contaminação coletiva é uma das maiores já registradas numa produção americana. Segundo informações do The Hollywood Reporter, mais de 50 pessoas envolvidas na produção testaram positivo para o coronavírus no dia que marcou o retorno ao trabalho após o recesso do fim de ano. “Star Trek: Picard” também tem uma das maiores equipes de produção da plataforma Paramount+, com mais de 450 funcionários. A contaminação do set reflete o aumento da pandemia nos EUA. A variante ômicron resultou no registro recorde de mais de 1 milhão de casos de covid-19 em um único dia, segundo dados da Universidade Johns Hopkins compartilhados na mesma segunda-feira. Além disto, nesta quinta (6/1), a cidade de Los Angeles, onde “Picard” é produzido, também bateu seu recorde de contaminação com 37 mil novos casos registrados no dia. Várias outras produções anunciaram paralisação após tentar retomar os trabalhos nesta semana. Sets de “Grey’s Anatomy”, “NCIS”, “Station 19” e “Chicago Fire”, entre outros, também foram fechados após integrantes da produção testarem positivo para covid-19.
Nicolas Cage vai ser pai pela terceira vez
O ator Nicolas Cage vai ser pai pela terceira vez aos 57 anos. O artista, que já é pai de Weston, um metaleiro de 31 anos, e de Kal-El, de 16 anos, espera seu primeiro filho com a atual mulher, a dançarina Riko Shibata, de 27 anos. A informação foi confirmada por um representante do casal à revista People, que afirmou que os dois estão “eufóricos” com a novidade. Cage e Shibata se casaram no dia 16 fevereiro do ano passado em uma cerimônia intimista no Wynn Hotel em Las Vegas, Estados Unidos. A data foi escolhida como forma de homenagear o aniversário do já falecido pai do ator. O casal se conheceu em Shiga, no Japão, quando Cage foi ao país filmar “Ghostland: Terra Sem Lei”, do cineasta Sion Sono. Shibata faz uma figuração no filme, que foi disponibilizado em VOD no final de dezembro no Brasil.
Denzel Washington vive “A Tragédia de Macbeth” em trailer da Apple TV+
A Apple TV+ divulgou um novo trailer do drama em preto e branco “A Tragédia de Macbeth”, que junta pela primeira vez os vencedores do Oscar Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”) e Frances McDormand (“Nomadland”). A prévia traz cenas plasticamente impressionantes e destaca elogios da crítica internacional para a obra, que também marca o primeiro trabalho solo de direção de Joel Coen, após romper a famosa e premiada parceria com seu irmão Ethan. Exibido na abertura do Festival de Nova York, o filme é uma nova versão da famosa peça “Macbeth”, de William Shakespeare, trazendo Washington como o homem que seria rei e McDormand no papel de sua esposa maquiavélica, que transformam suas ambições num banho de sangue. Além de Washington e da esposa do diretor, o elenco também inclui Alex Hassell (“The Boys”), Corey Hawkins (“Em um Bairro de Nova York”), Kathryn Hunter (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”), Harry Melling (“O Gambito da Rainha”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), Bertie Carvel (“Bagdá Central”) e Brendan Gleeson (“Mr. Mercedes”). “A Tragédia de Macbeth” estreia na plataforma Apple TV+ em 14 de janeiro.
Trailer de “Moonfall” mostra novo apocalipse do diretor de “Independence Day”
O filme “Moonfall” ganhou pôsteres internacionais e um novo trailer legendado. A prévia mostra cenas típicas das sci-fi apocalípticas de Roland Emmerich (“Independence Day”, “O Dia Depois do Amanhã”), com o mundo sendo destruído por efeitos visuais grandiosos. Desta vez, é a lua que sai de órbita e inicia uma queda avassaladora sobre a Terra. Várias cenas lembram o recente fenômeno “Não Olhe para Cima”, da Netflix, mas feitas à sério. Além da direção, Emmerich também assina o roteiro ao lado de outros especialistas em catástrofes planetárias, Spenser Cohen (“Extinção”) e Harald Kloser (“2012”). Já o elenco destaca Halle Berry (“John Wick 3: Parabellum”), Patrick Wilson (“Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio”), John Bradley (“Game of Thrones”), Michael Peña (“Homem-Formiga e a Vespa”), Donald Sutherland (“The Undoing”), Wenwen Yu (“Between Us”) e Charlie Plummer (“Quem É Você, Alaska?”). “Moonfall” tem estreia marcada para 3 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Trailer tenso do final de “Ozark” destaca guerra de traficantes
A Netflix divulgou o pôster e o trailer completo da 4ª e última temporada de “Ozark”, que destaca a guerra iminente pelo controle do tráfico de drogas local. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”) e Mark Williams (diretor de “Um Homem de Família”), “Ozark” acompanha a família formada pelo contador Marty (Jason Bateman, de “Arrested Development”), sua mulher (Laura Linney, de “Sully: O Herói do Rio Hudson”) e seus filhos, que se mudam para a região remota do título, no interior dos Estados Unidos. O motivo nada pitoresco da mudança é o envolvimento de Marty com um cartel do narcotráfico mexicano. O elenco também inclui Skylar Gaertner (o jovem Matt Murdock de “O Demolidor”) e Sofia Hublitz (série “Louie”) como os filhos do casal, além de Julia Garner (“The Americans”) como uma criminosa local que se associa a Marty. A atração caiu nas graças da crítica, com cada temporada atingido maior aprovação no site Rotten Tomatoes. Enquanto o primeiro ano recebeu 68% de críticas favoráveis, o segundo chegou a 71%. O mais impressionante, porém, aconteceu durante a 3ª temporada, que se tornou quase uma unanimidade com 97% de comentários positivos. Refletindo essa repercussão positiva, a série também conquistou Emmys para Julia Garner (Melhor Atriz Coadjuvante) e Jason Bateman (Melhor Diretor). Repetindo “La Casa de Papel”, “Ozark” terá seu desfecho dividido em duas partes, com o lançamento da Parte 1 marcado para 21 de janeiro. Além disso, a despedida será prolongada com um total de 14 episódios – quatro a mais que as temporadas anteriores.
Canal americano The CW está à venda
A WarnerMedia e a ViacomCBS estão dispostos a vender parte significativa ou até toda a rede americana The CW, lar das séries do Arrowverso, “Riverdale”, “Legacies”, “Walker” e várias outras atrações de fantasia juvenil. A rede foi inaugurada em 2006 como resultado da união dos antigos canais UPN e Warner nos EUA. Muitos apostaram que a experiência não duraria, mas embora nunca tenha se tornado lucrativa de forma tradicional, a joint venture se provou um bom negócio para os estúdios da CBS e Warner (o C e o W do nome do canal). A CW passou a render dinheiro por sinergia, ao comprar apenas séries produzidas pelas duas empresas. Além disso, as séries da emissora depois são negociadas por seus estúdios para o mercado internacional. Só a Netflix chegou a pagar US$ 1 bilhão pelos direitos de exibição do conteúdo da CW em 2018. Este modelo, porém, sofreu abalos nos últimos anos, acompanhando mudanças internas na Warner e na CBS. A primeira foi desastrosamente comprada pela AT&T, que passou a desmontar a empresa, dissolvendo ou vendendo parte de seu patrimônio – processo que parece seguir mesmo após as negociações para fusão com a Discovery. Já a CBS sobreviveu a um escândalo sexual de seu chefão, Les Mooves, para se fundir com a Viacom. Desde o ano passado, os dois grupos vêm priorizando a expansão de seus serviços streaming, HBO Max e Paramount+, sobre todos os outros projetos. Por isso, romperam o acordo bilionário com a Netflix, interrompendo o fluxo de dinheiro para o canal. Mesmo assim, Warner e CBS querem continuar usando a CW como parceira, tanto como fonte de renda quanto para reduzir os custos de produção de suas séries. A negociação com interessados na compra do canal teria que considerar manter os dois estúdios como sócios e renovar o acordo de exclusividade para a produção de conteúdo. Segundo o Wall Street Journal, que anunciou o negócio, o maior interessado em adquirir a CW é a Nexstar Media Group, empresa televisiva que já transmite o conteúdo da CW e tem se expandido com aquisições de outros grupos, buscando ganhar projeção nacional. Mas a revelação da possível venda atraiu outros interessados. Fala-se até na Netflix.
Fenômeno no Brasil, reboot de “Rebelde” é ignorado nos EUA
O reboot de “Rebelde”, que transformou a novela mexicana numa série, já ocupa o 1º lugar no ranking nacional da Netflix. Lançada na quarta-feira (5/1), a produção também virou um dos assuntos mais comentados do Twitter nacional e tem rendido vários artigos em publicações dedicadas à celebridades. Por conta disso, é impressionante observar o contraste de sua recepção nos EUA. Maior sinal do impacto causado por “Rebelde” no mercado americano é sua nota no Rotten Tomatoes: traço, porque o portal não conseguiu encontrar uma crítica sequer em seu universo de colaboradores habituais para incluir em suas páginas. A situação serve para dimensionar a importância dada a “Rebelde” pela crítica de entretenimento do país. A diferença de recepção deixa claro que “Rebelde” é um fenômeno basicamente latino, como também são as telenovelas, gênero que originou a produção dos anos 2000. Apesar disso, algumas críticas foram publicadas em blogs de menor expressão. E são negativas em sua grande maioria. Descrevendo “Rebelde” como uma mistura de “Glee” e “Elite”, o The Review Geek chamou a produção de “um reboot mediano” que “desafina algumas vezes”. E o Ready, Steady Cut até tripudiou: “Este é o próximo ‘Glee’? Deus nos livre disso acontecer”. Mais conhecido, o site Decider deu um veredito favorável, recomendando seus leitores a assistir a série, com ressalvas: “‘Rebelde’ é perfeitamente agradável, com um elenco atraente que tem uma química muito boa desde o início. Mas não é nada que as pessoas que são fãs desse gênero já não tenham visto antes”. Já no IMDb, portal aberto para críticas de fãs, as 10 opiniões atualmente publicadas estão bem divididas. Houve quem chamasse de “cringe” e desse nota 1 (a menor) e quem exagerasse com uma nota 10 (a melhor) por se tratar do “melhor drama teen da atualidade”. A falta de repercussão ainda pode ser revertida nos próximos dias, caso o frênesi brasileiro influencie o mercado internacional. A conferir.
Queijo da fazenda de Marcos Palmeira é eleito um dos melhores do Brasil
A fazenda do ator Marcos Palmeira, que fica na região serrana do Rio, recebeu o prêmio ouro pelo seu queijo frescal. A iguaria foi eleita como uma das melhores do Brasil pelo Guia do Queijo, em uma avaliação que contou com mais de 120 queijos concorrentes, vindos de 60 produtores de 18 estados brasileiros. Além do sabor e a textura, a produção da Vale das Palmeiras Orgânicos também se destacou pela fabricação sob a ótica da sustentabilidade, desde questões empresariais, recursos humanos, trato com os animais até o destino dos resíduos. Segundo o Instagram da marca, o queijo da Vale das Palmeiras Orgânicos é produzido “com leites de vacas criadas bem longe de pesticidas, hormônios e agrotóxicos”. Para os jurados do prêmio, o produto chamou a atenção por ser “suave, lático e doce”. Em novembro passado, Marcos Palmeira também foi premiado como Melhor Ator pela Academia Brasileira de Cinema pelo filme “Boca de Ouro”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Vale das Palmeiras (@valedaspalmeirasorganicos)












