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  • Etc,  Filme

    Peter Bogdanovich (1939-2021)

    6 de janeiro de 2022 /

    O diretor Peter Bogdanovich, de clássicos como “A Última Sessão de Cinema”, “Lua de Papel” e “Marcas do Destino”, morreu nesta quinta (6/1) de causas naturais em sua casa em Los Angeles, aos 82 anos. Filho de um pintor sérvio, ele decidiu estudar para virar ator aos 16 anos, mas já aos 20 fez a transição para a direção, numa montagem teatral off-Broadway de “The Big Knife”, que ganhou muitos elogios em 1959. Seu primeiro contato com o cinema foi por meio de críticas e artigos publicados na revista Esquire. Acabou encorajado a se mudar para Hollywood, onde conheceu Roger Corman, que o colocou a trabalhar como seu assistente no clássico de motoqueiros “Os Anjos Selvagens”, estrelado por Peter Fonda em 1966. A estreia como diretor aconteceu dois anos depois com “Na Mira da Morte”. Escrito pelo próprio Bogdanovich, o filme destacava em seu elenco o astro de terror Boris Karloff (“Frankenstein”), que devia dois dias de filmagem a Corman. Mesmo com esta restrição, virou um clássico de suspense, contando a história de um atirador que começava a disparar num cine drive-in, durante a aparição de um antigo astro de Hollywood (Karloff). Em troca deste filme, ele topou dirigir um trash para Corman, “Viagem ao Planeta das Mulheres Selvagens” (1968), sobre mulheres belíssimas que habitavam o planeta Vênus. Mas usou um pseudônimo para não se queimar. Decidido a virar um diretor sério, conseguiu assegurar produção de um grande estúdio, a Columbia Pictures, para seu longa seguinte. E fez questão de filmar em preto e branco. Lançado em 1971, “A Última Sessão de Cinema” o consagrou com duas indicações ao Oscar, como Melhor Diretor e Roteirista. O drama baseado no romance homônimo de Larry McMurtry acompanhava estudantes do ensino médio que viravam adultos em uma cidade isolada e decadente no norte do Texas em 1951, momento em que o local começava a definhar, tanto cultural como economicamente. O elenco da produção projetou os jovens astros Timothy Bottoms, Jeff Bridges e Cybill Shepherd, e rendeu Oscars de Melhores Atores Coadjuvantes aos veteranos Cloris Leachman e Ben Johnson. Com apenas 31 anos, Bogdanovich viveu o auge e chegou a ser comparado a Orson Welles. “Ele realizou o mais difícil de todos os feitos cinematográficos: tornou o tédio fascinante”, definiu a revista Time ao elogiar sua obra-prima. Bogdanovich ainda conseguiu um novo amor com “A Última Sessão de Cinema”: Cybill Shepherd, que ele transformou em atriz após vê-la como modelo na capa da revista Glamour. O caso levou ao rompimento de seu casamento com a designer de produção Polly Platt, com quem o cineasta teve duas filhas. A fase de ouro de sua carreira continuou com a comédia “Essa Pequena é uma Parada” (1972) e o drama “Lua de Papel” (1973), ambos estrelados por Ryan O’Neal. Também filmado em preto e branco, “Lua de Papel” foi a última unanimidade crítica de Bogdanovich, acompanhando um golpista e uma menina durante a Grande Depressão. Nos papel principal, O’Neal contracenou com sua própria filha, Tatum O’Neal, que pelo desempenho se tornou a atriz mais jovem a vencer um Oscar, aos 10 anos de idade. Depois destes lançamentos, Bogdanovich decidiu rodar mais dois filmes com sua musa. Shepherd estrelou a comédia de costumes “Daisy Miller” (1974) e o musical “Amor, Eterno Amor” (1975), que também trouxe Burt Reynolds cantando e dançando corajosamente músicas de Cole Porter. Mas ambos fracassaram, já que a crítica – que anos antes o elogiava por revigorar a indústria – se voltara contra o cineasta. “Eles ficaram revoltados porque eu estava tendo um caso com Shepherd”, disse Bogdanovich em uma entrevista de 2019 ao site Vulture . “Eu vi fotos nossas em que parecia um cara arrogante e ela uma garota sexy. E éramos ricos e famosos e fazíamos filmes juntos. Nesta época, Cary Grant me ligou. Ele diz: ‘Peter, pelo amor de Deus, você pode parar de dizer às pessoas que está feliz? E pare de dizer que você está apaixonado. Eu disse: ‘Por quê, Cary?’ ‘Porque eles não estão felizes e não estão apaixonados.’ Ele estava certo.” O status de menino dourado durou pouco e os filmes seguintes não foram incensados. Apesar disso, “No Mundo do Cinema” (1976), novamente estrelado por Ryan e Tatum O’Neal, foi exibido no Festival de Berlim. Sua carreira sofreu outro baque quando um novo affair o devolveu aos tabloides. Ele se envolveu com a ex-playmate Dorothy Stratten, ao dirigi-la na comédia romântica “Muito Riso e Muita Alegria” em 1980, e a jovem acabou assassinada por seu marido, Paul Snider, que depois se matou. Diante do crime, o estúdio desistiu de lançar o filme. Abalado, Bogdanovich comprou os direitos da 20th Century Fox e tentou distribuir a comédia sozinho. Mas ninguém encarou as sessões com risos e alegria, e o diretor acabou falindo. Em 1984, ele escreveu o livro “The Killing of the Unicorn: Dorothy Stratten 1960-1980”, no qual atribuiu grande parte da culpa pela morte de Stratten a Hugh Hefner, argumentando que o fundador da Playboy desencadeou a ira de Paul Snider quando o baniu de sua mansão. O cineasta recuperou seu prestígio com o lançamento de “Marcas do Destino” (1985), um drama romântico sobre um adolescente deformado. O filme estrelado pelos jovens Eric Stoltz e Laura Dern também incluiu em seu elenco a cantora Cher e foi um grande sucesso de público e crítica. Revigorado, ele decidiu retomar os personagens de seu principal clássico em 1990, voltando a se juntar com Timothy Bottoms, Jeff Bridges e Cybill Shepherd em “Texasville”, continuação colorida de “A Última Sessão de Cinema”. Mas o revival não teve a repercussão esperada. Sua vida privada voltou a render notícias quando ele se casou com Louise Stratten, irmã mais nova de Dorothy Stratten, em 1988. Ela tinha apenas 20 anos e ele estava com quase 50. Mesmo assim, o casamento durou até 2001 e eles permaneceram amigos depois do divórcio, chegando a morar juntos novamente no final de 2018, quando Bogdanovich precisou de ajuda após quebrar o fêmur. Stratten também escreveu o roteiro de “Um Amor a Cada Esquina”, último filme dirigido pelo cineasta em 2014. Antes disso, ele ainda filmou as comédias “Impróprio para Menores” (1992), com Michael Caine, “Um Sonho, Dois Amores” (1993), com River Phoenix, e “O Miado do Gato” (2001), com Kirsten Dunst, além de vários telefilmes e um documentário sobre a banda Tom Petty and the Heartbreakers. Mas os trabalhos de direção foram ficando cada vez mais escassos e espaçados, o que o fez reconsiderar sua incipiente carreira de ator. Bogdanovich costumava aparecer em seus filmes e tinha participado como ele mesmo de um episódio da série “A Gata e o Rato”, estrelada por Cybill Shepherd e Bruce Willis nos anos 1980. Mas foi só após ser estimulado por Noah Baumbach a coadjuvar em “Louco de Ciúmes” (1997), que passou a levar a sério a ideia de virar ator. Ele virou figura frequente no elenco de diversos filmes e séries dos anos 2000, incluindo o grande sucesso da HBO “Família Soprano” (The Sopranos), no qual viveu o terapeuta Dr. Elliot Kupferberg. A variedade de títulos que contaram com sua presença abrangem do terror blockbuster “It – Capítulo 2” (no papel de um diretor) ao drama indie “Enquanto Somos Jovens” (novamente dirigido por Baumbach), até se despedir da atuação na série “Get Shorty” em 2019. Ele também deu aulas de cinema, publicou diversos livros com entrevistas com os grandes mestres da sétima arte e desenvolveu um show solo chamado “Monstros Sagrados”, no qual contava anedotas sobre sua carreira. Mais recentemente, apresentava um podcast chamado “Plot Thickens”. A notícia de sua morte foi repercutida por dezenas de cineastas, como Guillermo del Toro e Francis Ford Coppola, e os mais variados astros de Hollywood nas redes sociais. “Ele foi meu Céu e meu Chão”, escreveu Tatum O’Neal, emocionada. Veja abaixo o trailer original da obra-prima do diretor.

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  • Filme

    “Sing 2” é a principal estreia de cinema da semana

    6 de janeiro de 2022 /

    Os cinemas recebem cinco lançamentos nesta quinta (6/12), com destaque para a animação musical “Sing 2”, com distribuição no maior número de salas. A segunda estreia mais ampla é um filme de ação: “King’s Man: A Origem”, prólogo ultraconservador da franquia “Kingsman”. Os demais lançamentos são um derivado da série anime “My Hero Academy” e dois títulos de circuito limitado – o novo Woody Allen e uma produção japonesa premiada. Confira abaixo os trailers e mais detalhes de cada estreia. SING 2   A continuação de “Sing: Quem Canta Seus Males Espanta” (2016), animação-karaokê em que bichos buscam o estrelato cantando sucessos da música pop, volta a reunir os integrantes do concurso de calouros do primeiro filme. Desta vez, eles convencem um magnata do entretenimento a bancar seu grande show, mentindo que um cantor lendário será a atração principal. Só que o tal ídolo do rock se encontra recluso. Além da volta dos dubladores originais, incluindo Matthew McConaughey, Reese Witherspoon, Scarlett Johansson, Taron Egerton, Tori Kelly e Nick Kroll, “Sing 2” traz ninguém menos que Bono Vox, do U2, como o cantor icônico que os protagonistas tentam convencer a retomar a carreira. Envolvida na produção – e com várias músicas na trilha – , a banda U2 compôs a música-tema do desenho. Para não ficar atrás, a versão dublada em português também incluiu alguns cantores brasileiros, com destaque para Sandy, Lexa, Wanessa Camargo, Paulo Ricardo, Any Gabrielly e até a dupla de pai e filho Fábio Jr e Fiuk. Uma boa alternativa, já que a maioria das cópias chegam dubladas. KING’S MAN – A ORIGEM   Concebido como prólogo da franquia “Kingsman”, este filme também pode ter virado o epílogo das adaptações dos quadrinhos de Mark Millar após fracassar nas bilheterias e com a crítica dos EUA (43% de aprovação no Rotten Tomatoes). Passada na época da 1ª Guerra Mundial, a trama conta a origem da agência de espionagem britânica escondida nos fundos de uma alfaiataria de Londres, mas sem a diversão dos primeiros filmes e com um subtexto assumidamente pró-conservadorismo, enaltecendo a suposta superioridade da elite britânica em plena era da brutalidade colonialista. Novamente dirigido por Matthew Vaughn, responsável pelos dois “Kingsman” anteriores, o filme reúne um elenco grandioso, encabeçado por Ralph Fiennes (o M da franquia “James Bond”), Harris Dickinson (“Mentes Sombrias”), Gemma Arterton (“Mistério no Mediterrâneo”), Djimon Honsou (“Capitão Marvel”) e Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”), que vive o vilão/alívio cômico Rasputin. O FESTIVAL DO AMOR   O último filme de Woody Allen foi realizado em meio à campanha de difamação movida por seus filhos, Dylan e Ronan Farrow, que retomaram antigas acusações por um suposto abuso cometido contra Dylan quando ela tinha sete anos, em 1992. Inocentado na época, mas condenado 30 nos depois na opinião pública, Allen perdeu parceiros de negócios e viu atores que venceram o Oscar com sua ajuda virarem-lhe as costas. Por conta disso, “O Festival do Amor” é o mais independente de seus filmes, sem produtora americana ou grandes astros. Rodado no verão de 2019 em San Sebastián, na Espanha, a trama gira em torno de um casal americano que participa do Festival de cinema local. O elenco é basicamente europeu, formado pelos espanhóis Elena Anaya (“A Pele que Habito”) e Sergi López (“O Labirinto do Fauno”), o francês Louis Garrel (“O Oficial e o Espião”), o austríaco Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”) e dois atores americanos nos papéis principais, Gina Gershon (“Riverdale”) e Wallace Shawn (“Young Sheldon”). RODA DO DESTINO   Premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim do ano passado, o filme de Ryûsuke Hamaguchi (“Asako I & II”) acompanha três casais em histórias paralelas de romance. As situações incluem um inesperado triângulo amoroso, uma armadilha de sedução que dá errado e um encontro resultante de um mal-entendido, que conduzem a escolhas e arrependimentos. Hamaguchi terminou o ano em alta devido a outro drama lançado em 2021, “Drive My Car”, considerado favorito para o Oscar de Melhor Filme Internacional. MY HERO ACADEMIA – MISSÃO MUNDIAL DE HERÓIS   Terceiro longa derivado da série animada japonesa, o filme acompanha a ameaça de uma organização sinistra, que planeja eliminar todos os humanos com superpoderes, forçando os heróis em treinamento a trabalhar como equipe. O detalhe é que eles têm apenas duas horas para salvar o mundo. Atualmente em sua 5ª temporada, a série original é disponibilizada na plataforma Crunchyroll.

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  • Filme

    Netflix lança trailer de novo romance teen

    5 de janeiro de 2022 /

    A Netflix divulgou o pôster espanhol e o trailer legendado do romance teen “Através da Minha Janela”. Produção espanhola, o longa é baseado no livro homônimo de Ariana Godoy e conta a história de amor entre dois vizinhos adolescentes, que não podem ser mais diferentes. Dirigido por Marçal Flores (“Amor Eterno”), o filme destaca Clara Galle (“O Internato: Las Cumbres”) como a vizinha apaixonada e Julio Peña (“Bia”) como o vizinho convencido. A estreia está marcada para 4 de fevereiro.

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  • Filme

    Vídeo de “Uncharted” recria cena dos jogos com Tom Holland

    5 de janeiro de 2022 /

    A Sony divulgou uma cena completa de “Uncharted: Fora do Mapa”, que volta a trazer Tom Holland demonstrando sua habilidade “aracnídea” para malabarismos “impossíveis” que desafiam a gravidade. A cena da luta aérea recria situações conhecidas do terceiro game da franquia, “Uncharted 3: Drake’s Deception”, com direito a saltos em pleno ar e objetos caindo constantemente para atrapalhar o herói. Exibido nesta quarta (5/1) no primeiro dia da CES 2022, feira de consumo eletrônico em Las Vegas, o vídeo seria prova da fidelidade do filme em relação aos jogos. Só que não. A trama do filme “Uncharted” tem pouco a ver com o game homônimo sobre o arqueólogo Nathan Drake, que segue as pistas do seu antepassado Sir Francis Drake numa caça a relíquias místicas ao redor do mundo. Ciente de que Tom Holland é muito novo para o papel, o roteiro apresenta uma origem do personagem que nunca foi vista nos games, com seu primeiro encontro com um caçador de tesouros que se torna seu mentor. Mark Wahlberg vive o segundo protagonista, após ser cotado para o papel de Drake numa versão anterior do projeto – há mais de uma década. O elenco também inclui Antonio Banderas (“Dor e Glória”), Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”) e Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”). O último roteiro (o quinto desde 2010) foi escrito pela dupla Art Marcum e Matt Holloway (de “Homem de Ferro” e “MIB: Homens de Preto – Internacional”) em parceria com Rafe Judkins (da série “Agents of SHIELD”), e o diretor que está tirando o projeto do papel é Ruben Fleischer (de “Venom” e “Zumbilândia”). A estreia está marcada para 17 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Série

    Sofia Black-D’Elia é alcoólatra em recuperação no trailer de “Single Drunk Female”

    5 de janeiro de 2022 /

    O canal pago americano Freeform divulgou o pôster e o trailer de “Single Drunk Female”, nova série original estrelada por Sofia Black-D’Elia (“The Mick”). Na trama, ela vive uma jovem alcoólatra em recuperação que, como parte de seu tratamento, deve voltar para sua cidade natal, Boston, e tentar reiniciar sua vida convivendo com uma mãe egoísta, amigos festeiros e revelações capazes de fazê-la desejar retomar o vício. O elenco também destaca Ally Sheedy (do clássico “Clube dos Cinco”) como a mãe da protagonista. Confira o novo trailer oficial de como um esgotado de 20 e poucos anos que, após um incidente embaraçoso de intoxicação pública, entra um programa de recuperação alcoólica para ficar sóbrio. Criada por Simone Finch (“The Conners”) e produzida por Jenni Konner (“Girls”) e Leslye Headland (“Boneca Russa”), a série estreia em 20 de janeiro nos EUA. O lançamento no Brasil deve ocorrer pela plataforma Star+.

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  • Filme

    Emma Watson faz piada com gafe do especial de “Harry Potter”

    5 de janeiro de 2022 /

    A atriz Emma Watson resolveu faz piada com a gafe do especial “Harry Potter: De Volta a Hogwarts”, que colocou uma foto de outra atriz como se fosse ela aos oito anos de idade. A imagem, na verdade, era de outra Emma, a atriz Emma Roberts de “American Horror Story”. Nesta quarta (5/1), Watson resolveu publicar em seu Instagram a foto errada, em que Roberts aparece com orelhas de Minnie Mouse, e escreveu: “Eu não era tão fofa assim, Emma Roberts!”. Ela ainda acrescentou a hashtag #IrmãsEmmaParaSempre, em inglês. Emma Roberts respondeu nos stories de seu Instagram, duvidando que Watson não fosse tão fofa. “Ha! Ha! Eu não acredito nisso”, ela escreveu. O equívoco aconteceu logo no começo do especial, aos 5 minutos e 52 segundos, quando a intérprete de Hermione Granger fala do sucesso do primeiro livro, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Ela afirma: “Eu acho que deveria ter uns 8 anos quando o primeiro livro foi lançado”. E para ilustrar sua fala é exibida a foto da sobrinha de Julia Roberts. Em um comunicado à imprensa, a HBO Max reconheceu o erro: “Bem notado, fãs de Harry Potter. Vocês trouxeram um erro de edição à nossa atenção. Uma nova versão [do especial] será disponibilizada em breve”. Além deste erro, o especial também trocou os nomes dos irmãos gêmeos Oliver e James Phelps aos identificá-los na tela. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Emma Watson (@emmawatson)

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  • Etc

    Bolsonaro usa fake news para atacar Ivete Sangalo

    5 de janeiro de 2022 /

    Após ser hospitalizado pelos excessos das férias – o diagnóstico: não mastigou um camarão – , Jair Bolsonaro já voltou ao ritmo normal, divulgando suas primeiras fake news de 2022. Durante uma entrevista coletiva desta quarta (5/1), Bolsonaro aproveitou para atacar Ivete Sangalo, após a cantora puxar um coro contra ele durante um show recente, que viralizou nas redes sociais. “Estamos mexendo na Lei Rouanet. Nós queremos a Lei Rouanet para atender aquele artista que está começando a carreira e não para figurões ou figuronas como a querida Ivete Sangalo”, iniciou. “Ela está chateada, o José de Abreu está chateado, porque acabou aquela ‘teta’ deles gorda de pegar até R$ 10 milhões por ano da Lei Rouanet e defender o presidente de plantão. Eu não quero que me defenda, eu quero que fale a verdade a meu respeito”, completou Bolsonaro. O detalhe é que Ivete Sangalo não utiliza a Lei Rouanet. Desde a campanha de 2018, o presidente associa sem provas (fake news, a popular mentira grossa) a oposição que recebe da classe artística a uma suposta dependência dos recursos de incentivo para o setor cultural. Entretanto, os dados abertos de projetos inscritos em Leis de Incentivo à Cultura não registram nenhum projeto da cantora ou de empresas de que é sócia. Ao longo dos quase 30 anos de sua carreira, só dois projetos buscaram incentivo em nome de Ivete Sangalo. Em 2016, ela chegou a ser autorizada a captar até R$ 1,3 milhão para um show com a Orquestra Juvenil da Bahia, mas não levantou nenhum recurso. No ano seguinte, ela buscou desenvolver uma produção audiovisual, mas a captação não foi aprovada. A única captação da Lei Rouanet relacionada a Ivete aconteceu, ironicamente, durante o governo Bolsonaro. Em fevereiro de 2019, a produtora Madeirada Produções captou R$ 813 mil para fazer seis shows da cantora. Mas o projeto não foi iniciativa da artista ou de seus sócios. Da mesma forma, ela participou de vários eventos incentivados, como o Rock in Rio, sem ter buscado o inventivo – como também não buscaram os demais artistas deste e de outros festivais musicais do Brasil. Outra fake news identificada no discurso após as férias indigestas foi o propalado fim da tal “teta gorda”. Só no ano passado, 22 projetos de mais de R$ 10 milhões foram aprovados pela secretaria especial de Cultura do governo Bolsonaro. Juntos, só estes 22 projetos consumiram R$ 533 milhões do orçamento disponível. Além disso, 242 projetos de mais de R$ 1 milhão receberam aval da gestão de Mario Frias, comprometendo R$ 1,3 bilhão da Rouanet. É mais da metade do total aprovado para a lei em 2021. Ou seja, a teta continua gorda para defender o presidente de plantão. Bolsonaro quer que se fale a verdade a seu respeito. Aí está. – Lei Rouanet e seus limites.@mfriasoficial @andreporci @CulturaGovBr Via Telegram: @CarlosBolsonaro pic.twitter.com/m8brcOzI4A — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) January 5, 2022 Ivete Sangalo pedindo gritos de “Ei Bolsonaro vai tomar no cu” no show de ontem ahahaha amoo #ForaBolsonaro #BolsonaroVagabundo #BolsonaroGenocida pic.twitter.com/wFQSy5spCA — Ivt 🏳️‍🌈 (@sangalizando) December 30, 2021

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  • Filme

    Festival de Sundance será virtual após pico de contágio nos EUA

    5 de janeiro de 2022 /

    O Festival de Sundance cancelou seus planos de realizar uma edição presencial neste ano. Os organizadores do principal festival de cinema independente dos EUA anunciaram nesta quarta-feira (5/1) o cancelamento de toda as exibições previstas devido à rápida propagação da variante ômicron do coronavírus nos Estados Unidos. Na segunda-feira (3/1), o país registrou o recorde de mais de 1 milhão de casos de covid-19 em um único dia, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Por conta deste pico de contágio, o Sundance Institute, responsável pelo evento, decidiu realizar uma edição virtual entre 20 e 30 de janeiro, repetindo iniciativa do ano passado. “Apesar dos protocolos mais ambiciosos, a variante ômicron, com sua esperada alta transmissibilidade, está desafiando limites da segurança sanitária e das viagens, entre outros, nos Estados Unidos”, disseram os organizadores em um comunicado. “É por isso que estamos anunciando que os eventos presenciais do festival em Utah serão realizados em formato virtual este ano”. “Embora seja uma grande perda não ter uma experiência pessoal em Utah, não acreditamos que seja seguro nem viável reunir milhares de artistas, público, funcionários, voluntários e parceiros de todo o mundo por um período de 11 dias enquanto as comunidades sobrecarregadas já estão lutando para fornecer serviços essenciais”, segue o texto. “Nos últimos dias, tornou-se cada vez mais claro que esta é a decisão certa para o cuidado e o bem-estar de toda a nossa comunidade.” Não está claro se a mudança impactará a lista de filmes selecionados. Muitos cineastas podem não concordar com a transmissão digital de obras inéditas, por temor à pirataria. A relação original de filmes reúne mais de 80 títulos, entre novas obras de cineastas consagrados e muitas novas vozes que esperavam surpreender o público no final deste mês. Entre os títulos selecionados, estão documentários sobre Bill Cosby, Lucille Ball e Kanye West, o primeiro longa-metragem dirigido por Lena Dunham em mais de 10 anos e filmes estrelados por John Boyega, Dakota Johnson e Regina Hall, entre outros.

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  • Filme

    Grammy 2022 é adiado devido a variante ômicron

    5 de janeiro de 2022 /

    A Academia de Gravação dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (5/1) que o Grammy 2022 não vai mais acontecer em 31 de janeiro. A maior premiação da indústria musical americana foi adiado devido ao crescimento de casos de covid-19 nos Estados Unidos provocados pela variante ômicron. Os organizadores do prêmio não anunciaram uma nova data, mas prometeram divulgar “em breve” novidades sobre o evento. “A saúde e a segurança dos integrantes da nossa comunidade da música, do público presente, e das centenas de pessoas que trabalham incansavelmente para produzir nosso evento continuam a ser nossa maior prioridade”, disse a entidade em comunicado, assinado conjuntamente pela rede CBS, responsável pela transmissão televisiva do Grammy nos EUA. “Dada a incerteza em relação à variante ômicron, realizar a apresentação em 31 de janeiro simplesmente continha muitos riscos”, conclui o texto. Em 2021, o Grammy aconteceu em um local ao ar livre, o Los Angeles Convention Center, com uma plateia reduzida, e se tornou o mais bem-sucedido evento de premiação da era pandêmica. Este ano, porém, os organizadores e a CBS pretendiam realizar o evento em um formato mais tradicional. A lista de artistas indicados a prêmios destaca a jovem cantora Olivia Rodrigo, que disputa quatro das categorias principais: Melhor Álbum, Música, Gravação e Revelação do ano. O mais indicado no geral, porém, foi o pianista Jon Batiste, autor da trilha do filme “Soul”, que aparece em 11 categorias, seguido por Justin Bieber, Doja Cat e H.E.R., com oito indicações cada um.

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  • Filme

    “Lulli” lidera Top 10 de filmes não falados em inglês da Netflix

    5 de janeiro de 2022 /

    A comédia brasileira “Lulli’, estrelada por Larissa Manoela, é o filme em língua não inglesa mais visto da semana na Netflix. O título não chegou a figurar no Top 10 em sua estreia na semana passada, mas rendeu 15,21 milhões de horas de consumo dos assinantes da plataforma entre 27 de dezembro e 2 de janeiro. O número parece baixo comparado aos sucessos da língua inglesa, representando 10% do movimento gerado pelo líder americano da semana, “Não Olha para Cima”, visto durante 152,2 milhões de horas no mesmo período. Só que equivale a um 5º lugar geral entre todos os filmes da semana, à frente de “Alerta Vermelho”, que teve 14,5 milhões de horas assistidas após dois meses no catálogo da plataforma. “Luli” não é o único filme brasileiro no Top 10 semanal. O policial “Intervenção”, com Bianca Comparato, estreou na Netflix nesta semana, ocupando o 6º lugar ao gerar uma audiência de 3,6 milhões de horas. Com direção de César Rodrigues (“Modo Avião”), “Lulli” estreou em 26 de dezembro. Veja o trailer abaixo.

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  • Série

    Minissérie sobre sex tape de Pamela Anderson ganha dois trailers

    5 de janeiro de 2022 /

    As plataformas Star+ e Hulu divulgaram dois trailers diferentes da minissérie “Pam and Tommy”, que mostra Lily James (“Rebecca”) e Sebastian Stan (“Falcão e o Soldado Invernal”) como o casal Pamela Anderson e Tommy Lee. Com oito episódios, a minissérie se concentra no vazamento da sex tape de lua de mel do baterista da banda Mötley Crüe e da estrela da série “SOS Malibu” (Baywatch) durante os anos 1990. Para quem é muito jovem para lembrar, Anderson foi indiscutivelmente o maior ícone sexual da década de 1990 – ela detém o recorde de capas da revista Playboy – e Lee integrava a banda mais escandalosa de sua geração. O relacionamento dos dois, que se casaram uma semana após se conhecerem, vendeu mais tabloides que qualquer outro casal no período. E muitos fãs puderam conferir em detalhes como foi sua lua de mel, com a comercialização da sex tape mais famosa de todos os tempos. A minissérie é produzida pela dupla Seth Rogen e Evan Goldberg (produtores de “Preacher” e “The Boys”). E além de trabalhar atrás das câmeras, Rogen também vive o homem que roubou a fita infame. O elenco ainda inclui Nick Offerman (“Parks and Recreation”) como o empresário pornô Tio Miltie, que comercializou a fita, Taylor Schilling (“Orange Is the New Black”) como a esposa de Rand e Andrew Dice Clay (“Nasce Uma Estrela”) como um empresário mafioso. A produção, que pode ser encarada como uma espécie de continuação de “The Dirt – Confissões do Mötley Crüe” (2018), tem direção a cargo do cineasta Craig Gillespie (“Eu, Tonya”) e estreia em 2 de fevereiro, tanto na Hulu americana quanto na brasileira Star+.

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  • Filme

    “And Just Like That” corta participação final de Chris Noth

    5 de janeiro de 2022 /

    A produção da série “And Just Like That”, continuação de “Sex and the City”, decidiu cortar uma participação já gravada do ator Chris Noth no final da temporada. Segundo o site americano TV Line, ele retomaria o papel de Mr. Big no último capítulo, para ter uma conversa imaginária com Carrie (Sarah Jessica Parker). Spoiler: Mr. Big morreu no primeiro episódio de “And Just Like That”, ao sofrer um ataque cardíaco. Na cena que foi cortada, a personagem de Parker iria até a Pont des Arts, em Paris, para espalhar as cinzas do marido, e neste momento imaginava uma última conversa com ele. A decisão de cortar o diálogo foi feita após o ator ser acusado por assédio e abuso sexual por quatro mulheres. Ele também foi demitido da série “The Equalizer”. Os episódios de “And Just Like That” vão ao ar todas as quintas-feiras pela HBO Max. O episódio final tem previsão de exibição no dia 3 de fevereiro.

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  • Etc

    HBO Max chega a 73,8 milhões de assinantes mundiais

    5 de janeiro de 2022 /

    A HBO Max fechou o ano de 2021 com 73,8 milhões de assinantes em todo o mundo, superando as projeções mais otimistas de 70 milhões. Comemorando os números, o CEO da WarnerMedia, Jason Killar, disse ao site Deadline que 2021 foi “o ano em que a HBO Max realmente fez sua marca” no mercado de streaming. Após chegar a vários territórios internacionais em junho, inclusive na América Latina, a plataforma tornou-se disponível em 46 países ao redor do planeta. Este número, porém, não inclui mercados europeus importantes para a indústria do entretenimento, como Reino Unido, Itália e Alemanha. Nesses países, a Warner ainda não conseguiu lançar a HBO Max por causa de contratos prévios de distribuição firmados com o canal pago Sky, que valem até 2024. Nos EUA, a HBO Max foi lançada em maio de 2020, mas foi um início complicado pela falta de conteúdo original, devido à paralisação das produções durante a pandemia de covid-19. Para contornar este problema, a WarnerMedia tomou uma decisão polêmica, programando lançamentos simultâneos de seus filmes de 2021 nos cinemas e na plataforma americana. O resultado foram bilheterias baixas e crescimento das assinaturas. Em um ano, a HBO Max foi de fracasso a sucesso popular. O detalhe é que a AT&T, empresa que adquiriu a Warner em 2018, entrou em pânico com a pandemia, as baixas bilheterias e a dificuldade de emplacar a HBO Max, e decidiu se desfazer do negócio, repassando o conteúdo da WarnerMedia para a Discovery. A criação da Warner Bros. Discovery, nova empresa resultante do negócio, aguarda autorização dos reguladores de mercado para ser aprovada, mas a Discovery não poderia ter feito melhor negócio.

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