James Wan vai dirigir novo filme de terror antes de Aquaman 2
O cineasta James Wan vai voltar ao terror. Segundo a revista Variety, o diretor vai assinar um novo filme do gênero antes de trabalhar em “Aquaman 2”, a continuação do blockbuster da DC Comics, prevista apenas para 2022. Conhecido como especialista em filmes que assustam, Wan não dirigia um filme desse estilo desde os dois primeiros “Invocação do Mal”, em 2013 e 2016. Desde então, ele vinha se dedicando a produzir filmes derivados da franquia, obtendo grande sucesso com os spin-offs “Annabelle” e “A Freira”. Ainda sem título, o novo terror está sendo escrito pelo cineasta em parceria com a atriz Ingrid Bisu, que participou de “A Freira”, mas não há detalhes conhecidos da trama. Wan planeja começar a filmar nos próximos meses, em Los Angeles.
O Irlandês: Novo filme de Martin Scorsese ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado de “O Irlandês” (The Irishman), novo filme de Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”). O vídeo oferece um vislumbre do efeito de rejuvenescimento dos protagonistas, para refletir uma história que atravessa décadas. Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci vão interpretar versões mais jovens de seus personagens, em diferentes fases da história, com o auxílio da tecnologia de rejuvenescimento digital. O filme conta com roteiro de Steve Zaillian, que adapta o livro de Charles Brandt “I Heard You Paint Houses”, sobre a vida de Frank “The Irishman” Sheeran, o maior assassino da máfia americana. Robert De Niro fará o papel principal. Ele e Scorsese não filmavam juntos há mais de duas décadas, desde “Cassino” (1995), que também marcou a última parceria do ator com Joe Pesci. Já o papel de Pacino é o do líder sindical criminoso Jimmy Hoffa. O filme foi selecionado para abrir o Festival de Nova York, em 27 de setembro, e ainda não tem previsão de lançamento comercial.
Intérprete de Sif quer ser par romântico de Valquíria no quarto filme de Thor
A atriz Jaimie Alexander, que escapou da chacina de Asgard em “Thor: Raganarok” por conflito de agenda, quer voltar aos filmes do Deus do Trovâo no anunciado “Thor: Love and Thunder”. Ela compartilhou um artigo que sugeria pares LGBTQIA+ para Valquíria, após a atriz Tessa Thompson dizer que sua prioridade no quarto longa da franquia seria encontrar uma rainha. A matéria mencionava lady Sif, personagem de Alexander, como possível candidata e a atriz se mostrou disposta a viver esse amor, ao escrever “Levantando a mão” e incluir emojis apaixonados como resposta. Valquíria vai se assumir como a primeira super-heroína LGBTQIA+ dos filmes da Marvel Studios em “Thor: Love and Thunder”. Mas o filme não vai ficar nisso. A trama central vai acompanhar a transformação de Thor numa mulher, após Jane Foster, papel de Natalie Portman, conseguir erguer o martelo místico do herói. Alexander interpretou Sif nos dois primeiros filmes da franquia “Thor” e em dois episódios de “Agents of SHIELD”, mas seu compromisso com a série “Blindspot” acabou impedindo sua participação em mais filmes da Marvel. Como “Blindspot” vai acabar na próxima temporada, ela finalmente ficará com a agenda livre. “Thor: Love and Thunder” tem direção de Taika Waititi (de “Thor: Raganarok”) e estreia marcada para novembro de 2021. >raises hand< ?? https://t.co/d2kKkUUYWP — Jaimie Alexander (@JaimieAlexander) 30 de julho de 2019
Diretores de A Noite do Jogo negociam filmar Dungeons and Dragons
A adaptação do game “Dungeons and Dragons” pode ter encontrado seus diretores. Segundo a revista The Hollywood Reporter, a dupla Jonathan Goldstein e John Francis Daley negocia comandar o filme. Especialistas em comédia, eles dirigiram o remake de “Férias Frustradas”, que foi um fracasso de bilheteria, e “A Noite do Jogo” (2018), uma das comédias mais engraçadas dos últimos anos. Além disso, escreveram roteiros de vários sucessos, entre eles “Homem-Aranha: De Volta para Casa” (2017). Passada num mundo de magos, dragões e guerreiros, como os filmes de “O Senhor dos Anéis” e a série “Game of Thrones”, a adaptação de “Dungeons and Dragons” estava em desenvolvimento há vários anos na Warner, mas a falta de empenho do estúdio para tirar o projeto do papel fez com que os direitos revertessem para a Hasbro, que fabrica o jogo de tabuleiro. Agora, a empresa levou a produção para a Paramount, com quem tem um acordo amplo para filmagens de suas propriedades. Com isso, o roteiro que chegou a ser escrito por David Leslie Johnson (“Invocação do Mal 2”) deve ser descartado. O diretor Chris McKay (“Lego Batman – O Filme”), originalmente envolvido no projeto, também partiu para outra produção. Curiosamente, Goldstein e Daley ficaram disponíveis após outra enrolação da Warner. Eles deveriam escrever e dirigir o filme de super-herói “The Flash” que nunca saiu do papel. A reportagem da THR ainda afirma que Michael Gilio (“Jolene”) vai escrever o novo roteiro. “Dungeons and Dragons” já ganhou algumas adaptações anteriores. A mais popular foi uma série animada dos anos 1980, conhecida no Brasil como “Caverna do Dragão”, que durou três temporadas. Em 2000, a mesma Warner lançou (via New Line) a primeira adaptação cinematográfica, “Dungeons & Dragons – A Aventura Começa Agora”, que mais parecia uma comédia infantil e se provou um fracasso de público e crítica.
Peaky Blinders: Trailer da 5ª temporada acrescenta política aos crimes da “melhor série britânica”
A rede BBC divulgou o trailer da 5ª temporada de “Peaky Blinders”, premiada como Melhor Série Dramática do Reino Unido pela Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês). Repleto de explosões e tiros, mas também politicagem, a prévia aprofunda a jornada de Tommy Shelby (Cillian Murphy) e apresenta um novo personagem à trama: um político carismático de direita vivido por Sam Claflin (“Vidas à Deriva”). Segundo a sinopse divulgada, a 5ª temporada da saga da família Shelby vai se passar em 1929, durante o tumulto financeiro mundial causado pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Oportunidade e infelicidade estão por toda parte. Quando Tommy Shelby é abordado por um político (Claflin) com uma visão ousada para a Grã-Bretanha, ele percebe que sua resposta afetará não apenas o futuro de sua família, mas também o de toda a nação. Além de Claflin, a temporada terá outros atores famosos em novos papéis, entre eles Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”), Brian Gleeson (“Trama Fantasma”), Neil Maskell (“A Múmia”), Kate Dickie (“A Bruxa”) e Cosmo Jarvis (“Lady Macbeth”). “Peaky Blinders” é uma criação de Steven Knight (roteirista de “Senhores do Crime”) e seu elenco também inclui Paul Anderson (“O Regresso”), Helen McCrory (série “Penny Dreadful”), Joe Cole (“Olhos da Justiça”) e Sophie Rundle (série “Dickensian”). Como as anteriores, a nova temporada contará com apenas seis episódios, que ainda não têm previsão de estreia. A série já se encontra renovada para sua 6ª temporada.
The Man in the High Castle: Cena inédita da temporada final explora o multiverso da série
A Amazon divulgou uma cena completa da 4ª e última temporada de “The Man in the High Castle”, que já foi a série mais assistida de seu serviço de streaming. A prévia é um mergulho literal da protagonista (Alexa Davalos, de “Fúria de Titãs”) no multiverso da trama, saindo da ocupação nazista da América do Norte para adentrar o mundo em que Hitler perdeu a guerra e os Beach Boys surfam nos USA. A série é baseada no clássico sci-fi “O Homem do Castelo Alto”, de Philip K. Dick (autor das histórias que viraram “Blade Runner”, “O Vingador do Futuro” e “Minority Report”, entre outros filmes), bem como no projeto de sua continuação literária, que o escritor planejava escrever, mas nunca conseguiu ir além dos esboços. Criada por Frank Spotnitz (“Arquivo X”) e produzida pelo cineasta Ridley Scott, a adaptação é uma história de realidade alternativa, que acompanha a luta da resistência contra a opressão nazista nos Estados Unidos dos anos 1960, após a vitória da Alemanha e do Japão na 2ª Guerra Mundial. O elenco inclui Rupert Evans (“Boneco do Mal”), Rufus Sewell (“Deuses do Egito”), Luke Kleintank (série “Pretty Little Liars”), Cary-Hiroyuki Tagawa (“Revenge”), DJ Qualls (“Z Nation”), Bella Heathcote (“Demônio de Neon”) e Jason O’Mara (“Agents of SHIELD”). A produção sofreu com a burocracia da Amazon e amargou atrasos, o que fez com a 3ª temporada demorasse quase dois anos para ser exibida. Mesmo assim, manteve-se popular o suficiente para ganhar autorização de encerrar sua trama numa temporada adicional. Os dez episódios finais concluirão a história, levando a série ao seu desfecho natural. A estreia está marcada para 15 de novembro.
O Rei Leão vira quarto filme da Disney a faturar mais de US$ 1 bilhão em 2019
“O Rei Leão” atingiu a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial nesta terça-feira (30/7). O fato a se comemorar já virou rotina para Disney. O remake lançado há 19 dias é o quarto filme do estúdio a atingir esse valor em 2019, depois de “Capitã Marvel”, com US$ 1,2 bilhões, “Vingadores: Ultimato”, que virou a maior bilheteria mundial de todos os tempos com US$ 2,79 bilhões, e “Alladin”, que chegou lá no domingo (28/7). Não por acaso, a Disney quebrou seu recorde de faturamento histórico no último fim de semana, com US$ 7,67 bilhões de bilheteria mundial. E o ano ainda está praticamente na metade. Para dar ideia de comparação, o segundo estúdio com maior arrecadação em 2019 é a Warner, que soma cerca de US$ 2 bilhões. Os números da versão computadorizada da animação dos anos 1990 são divididos entre US$ 362 milhões acumulados nos EUA e Canadá e US$ 638 milhões no mercado internacional. Fora da América do Norte, a China se destaca com US$ 115 milhões nessa soma. Como o lançamento é recente, “O Rei Leão” ainda pode se tornar o remake da Disney com maior bilheteria. O recorde é de A Bela e a Fera, com US$ 1,2 bilhão. “O Rei Leão” segue em cartaz nos cinemas.
A Caçada: Atriz de GLOW luta pela vida em trailer de novo terror da produtora de Corra!
A Universal divulgou as primeiras fotos e o trailer de “A Caçada” (The Hunt), novo terror da produtora Blumhouse, responsável por sucessos como “Uma Noite de Crime” (2013), “Fragmentado” (2016) e “Corra!” (2017). A prévia destaca Betty Gilpin (“GLOW”) à frente de um grupo de pessoas caçadas por esporte, numa competição sanguinária organizada pela milionária vivida por Hilary Swank (“Trust”). A premissa é velha conhecida dos fãs de terror, pelo menos desde “Zaroff, o Caçador de Vidas” (1932). A nova abordagem foi escrita por Nick Cuse e Damon Lindelof, que estabeleceram sua parceria criativa na série “The Leftovers”, onde o primeiro atuou como roteirista da equipe comandada pelo segundo – um episódio escrito pelos dois foi indicado a prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Lindelof ainda trabalhou famosamente com o pai de Nick, Carlton Cuse, na série “Lost”. A direção é de Craig Zobel, que também dirigiu episódios de “The Leftovers”, além dos filmes “Obediência” (2012) e “Os Últimos na Terra” (2015). Já o elenco traz vários astros de séries, como Emma Roberts (“American Horror Story”), Justin Hartley (“This Is Us”), Ike Barinholtz (“The Mindy Project”) e Glenn Howerton (“It’s Always Sunny in Philadelphia”). A estreia está marcada para 24 de outubro no Brasil, um mês depois do lançamento nos Estados Unidos.
Democracia em Vertigem manipulou foto histórica para esconder armas de militantes mortos pela ditadura
A revista Piauí alertou para a manipulação de uma imagem no documentário “Democracia em Vertigem”. Duas armas foram retirados de uma fotografia histórica, que aparece aos seis minutos no documentário dirigido e narrado por Petra Costa. É uma fotografia em preto e branco onde há dois homens mortos, um deles identificado pela cineasta como “o mentor dos meus pais: Pedro Pomar”. Petra explica então que seu nome é uma homenagem feita por seus pais a Pedro. No retrato, o jornalista Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar e Ângelo Arroyo, dirigentes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), aparecem mortos e ensanguentados, após serem executados na manhã do dia 16 de dezembro de 1976 pelas forças sob o comando do Segundo Exército, numa casa térrea na rua Pio XI, em São Paulo. O episódio ficou conhecido como a Chacina da Lapa. No documentário, os corpos aparecem desarmados. Entretanto, a mesma fotografia, anexada a um dos laudos da morte de Pedro Pomar, datado de 27 de dezembro de 1976 e arquivado no Instituto de Criminalística de São Paulo, traz um revólver do lado direito do corpo de Pomar e uma carabina embaixo da mão direita de Arroyo. Procurada pela Piauí, Petra Costa disse que estava esperando alguém reparar para tocar no assunto. Por e-mail, a documentarista confirmou que a foto é a mesma e as armas foram digitalmente retiradas da fotografia usada no filme. “Há uma razão para isso, e eu estava esperando que alguém do público notasse. Como afirmei no documentário, Pedro era o mentor político da minha mãe, e foi amplamente reconhecido que a polícia plantou armas ao redor dos corpos dos ativistas assassinados, como uma desculpa para seus assassinatos brutais”, escreveu Petra. A diretora continuou: “Há um debate significativo sobre a veracidade das armas nesta cena, com muitos comentários. E até a própria Comissão da Verdade trouxe evidências para as alegações de que a polícia plantou as armas após a morte de Pedro, e por isso optei por remover esse elemento e homenagear a Pedro com uma imagem mais próxima à provável ‘verdade’.” De fato, existem documentos públicos, livros e artigos que apontam uma manipulação da cena daquele crime pelas forças militares. Um deles é o relatório da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, criada no governo Fernando Henrique Cardoso para reconhecer mortes e desaparecimentos, e indenizar familiares de vítimas da ditadura militar. Nele, há o relato de Maria Trindade, ocupante da casa na Lapa e única sobrevivente do massacre. Ela afirmou que Pomar não havia caído na posição em que se encontra na fotografia, tampouco estava de óculos no momento em que fora alvejado. O repórter Nelson Veiga, da TV Bandeirantes, que foi o primeiro jornalista a chegar à cena do crime, disse à Folha de S.Paulo, dez anos depois do massacre, que, quando entrou na residência, não havia armas perto dos corpos de Pomar e Arroyo. “Pela disparidade de forças, aconteceu ali uma matança”, disse o repórter. Um laudo independente, do médico Antenor Chicarino, constatou que “diversas lesões existentes na vítima foram omitidas no laudo. Dentre outras, foi omitida a menção a lesões típicas compatíveis com ‘zona de tatuagem’ – lesões que indicam proximidade do disparo – assim como ferimento perfuro contuso em região temporal anterior, possivelmente correspondente a tiro de execução”, diz texto de denúncia do MPF de São Paulo. Segundo testemunhas, foram cerca de vinte minutos de tiros e pânico na vizinhança da Lapa durante a operação. E depois o corpo de Pomar foi enterrado com um nome falso no cemitério de Perus. “Com o intuito de dificultar sua exumação e, assim, a apuração da fraude”, diz a denúncia do MPF. Em 1980, a família de Pomar descobriu o paradeiro dos restos mortais e fez o translado para o Pará, terra natal do jornalista. Assim, há indícios evidentes de que a cena do crime foi forjada pelos militares, colocando as armas perto dos militantes mortos para justificar a execução. E Petra Costa justifica essa manipulação para fazer a sua manipulação em seu filme. “Afirmo que a imagem da morte de Pedro foi marcada por essas armas colocadas ao redor do seu corpo após sua morte. E senti uma oportunidade para corrigir um erro percebido por muitos”, declarou. A revista, então, foi ouvir a opinião de outras pessoas envolvidas na história, para saber o que acharam da falsificação da imagem. O jornalista Pedro Estevam da Rocha Pomar, neto do dirigente comunista e autor de uma coleção de livros chamados “Massacre na Lapa”, sobre o ataque em 1976, disse que não concorda com a retirada. “Tenho certeza de que ela fez isso com as melhores intenções, de boa-fé. Ainda assim, acho um erro. Não há porquê. Devia ter mantido a foto como ela é. A própria foto original já tinha uma adulteração da cena do crime… Era melhor ter mostrado a foto e contado o seu contexto.” Eduardo Escorel, montador de documentários premiados como “Cabra Marcado para Morrer” e “Santiago”, de Eduardo Coutinho, e diretor de “Imagens do Estado Novo – 1937-45”, trabalhou por quatro meses como consultor de montagem de “Democracia em Vertigem” em 2017, e disse que não soube da alteração da imagem até a estreia do longa. A alteração da fotografia também não é mencionada no filme, que está em cartaz no catálogo da Netflix em 150 países. “Há documentaristas que encenam, inventam, fazem referências inexistentes, ou atribuem aos personagens coisas que eles nunca fizeram. Existe uma tendência do cinema de desenvolver uma área comum entre a ficção e o documentário. Isso não quer dizer que não persista uma diferença. Mesmo quando o documentário trabalha com elementos ficcionais, de recriações, e mesmo neste caso, o espectador precisa estar advertido sobre o que está vendo. Adulterar uma imagem qualquer e fazer essa imagem passar por algo que ela não é, acho um procedimento equivocado”, diz Escorel. Na opinião dele, um procedimento possível seria dedicar mais tempo a essa foto e relatar sua história. Outro seria colocar uma nota ou uma legenda no fim do filme, dizer que a foto foi alterada e por qual motivo. “O compromisso ético do documentarista é com o espectador. E iludir o espectador, ao meu ver, não é próprio do documentário”, afirma Escorel. Claro que essa visão de que documentarista tem compromisso ético é tão idealizada quanto a lenda de que jornalista é isento. Na verdade, filmes baseados em imagens reais e depoimentos nada mais são que trabalho de edição para criar uma narrativa. No caso, o filme de Petra Costa se insere na “narrativa do golpe”, como outras produções feitas por cineastas militantes em torno do Impeachment da presidente Dilma Rousseff. Manipular imagem real faz parte da construção dessa narrativa. O que contraria a tese é descartado. Entretanto, o produto manipulado é apresentado como “factual”. Não é um fenômeno exclusivo de documentários da “esquerda”. Vem aí, a seguir, o “filme do mito”, “Nem Tudo se Desfaz”, de Josias Teófilo, que vai abordar o mesmo período de “Democracia em Vertigem” e contar história radicalmente oposta, com conclusão conflitante. Trata-se de uma guerra cultural de retóricas, onde o que menos importa é a “verdade”. Ou melhor, cada lado tem a sua “verdade”, e ela permite maquiar fotos sem aviso para os espectadores. Porque até a manipulação é justificada com o nome dela, da “verdade”.
Novo terror do diretor de A Bruxa ganha trailer tenso com Robert Pattinson e Willem Dafoe
O estúdio A24 divulgou o pôster e o primeiro trailer do terror “The Lighthouse” (o farol), segundo longa do diretor Robert Eggers, do premiado “A Bruxa” (2015). Em preto e branco de forte influência noir e expressionista, o filme traz os atores Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e Willem Dafoe (“Projeto Flórida”) como trabalhadores solitários de um farol numa ilha deserta, no final do século 19. A situação de isolamento alimenta a tensão e a paranoia entre os dois, que precisam se abrigar no farol contra a fúria do tempo, enquanto antigos mitos marinhos ganham vida – veja pausadamente o trailer para perceber uma cena rápida de horror. O filme é uma coprodução com a empresa brasileira RT Features, de Rodrigo Teixeira, que também coproduziu “A Bruxa”, e foi premiado em sua estreia mundial no Festival de Cannes com o Prêmio da Crítica de Melhor Filme na seção paralela Quinzena dos Realizadores. A estreia brasileira está marcada para 31 de outubro, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.
NeXT: Inteligência Artificial ataca a humanidade no trailer da nova série
A rede americana Fox divulgou um novo trailer de “NeXT”, série sci-fi tecnológica, prevista para a midseason de 2020. A trama acompanha a evolução de uma Inteligência Artificial maligna. Solta no mundo, ela aprende tudo o que há de errado na humanidade e se volta contra seus criadores, usando conexões da internet e computadores para promover ataques. A premissa remete aos clássicos “Colossus 1980” (1970) e “Geração Proteus” (1977) Criação de Manny Coto (de “24 Horas”) com produção a cargo da dupla John Requa e Glenn Ficarra (diretores de “Golpe Duplo”), “Next” destaca em seu elenco o ator John Slattery (Howard Stark em “Vingadores: Ultimato”) e a brasileira Fernanda Andrade (“The First”). Entre os coadjuvantes, estão Michael Mosley (“Ozark”), Jason Butler Harner (também de “Ozark”), Eve Harlow (“Agents of SHIELD”), Aaron Moten (“The Night Of”), Gerardo Celasco (“Battleship”), a adolescente Elizabeth Cappucino (“Jessica Jones”) e o menino Evan Whitten (“Mr. Robot”).
Autora de Outlander se irrita com comentários do chefe da Starz sobre o que torna a série “feminina”
O COO e segundo em comando do canal pago Starz, Jeffrey Hirsch, não irritou apenas o elenco e os roteiristas de “Counterpart” com suas declarações no evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Diana Gabaldon, autora dos livros que inspiraram a série “Outlander”, ficou frustrada com a comparação feita pelo executivo entre as duas produções, especialmente por ele menosprezar a “inteligência” de sua criação. Após dizer que “Counterpart” foi cancelada porque era “muito complicada” e “masculina demais”, subentendendo que as mulheres não tinha inteligência suficiente para acompanhar a atração – escrita por uma redação majoritariamente feminina – , ele deu exemplo das cenas de Sam Heughan sem camisa em “Outlander” como o que o público feminino do canal buscava. E sem citar que a série poderia ser inteligente. Hirsch disse à imprensa que a “Starz tem a maior de audiência de mulheres com mais de 18 anos na TV paga premium” e tem manobrado sua programação para melhor capturar o “público feminino premium”. E foi isto que levou ao cancelamento de “Counterpart”, uma das poucas séries com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “’Counterpart’ foi uma grande série, tivemos ótimos parceiros na produtora MRC e Justin [Marks, criador] é um grande escritor, mas foi uma série muito complicada, uma série muito masculina. Quando contratamos a produção e nos comprometemos a fazer duas temporadas, ainda não tínhamos aprofundado essa estratégia de ser um canal premium feminino”, disse ele. E aí o executivo aprofundou. “Já ‘Outlander’, você pode dizer que é ótima porque as mulheres gostam e porque traz uma cirurgiã que volta no tempo, mas também há outro lado disso, que é um colírio para esse público, como quando [Heughan] está sem camisa. Você tem que ser muito atencioso ao decidir o conteúdo e ver se realmente vai ser feminino ou não”. Gabaldon, que vendeu mais de 30 milhões de exemplares da saga literária que inspira a série, lamentou o comentário no Twitter. “Não sei, não, Jeffrey. Não posso dizer que vejo muita gente falando sobre Jamie (o personagem de Sam Heughan) sem camisa, a menos que seja para mencionar o choque e o horror de suas cicatrizes”, disse, sobre seu personagem. Isto porque as costas dele são uma massa de cicatrizes, graças às várias vezes em que foi açoitado. As marcas são um visual frequentemente referenciado nos livros e na série. Ela ainda acrescentou que, enquanto é verdade que a série tem grande público feminino, as mulheres assistem “Outlander” com “seus maridos ou namorados” e que, pelas mensagens que ela recebe, “o que eles mais dizem que gostam é a inteligência da história e a complexidade e força do relação entre Jamie e Claire. Eles também amam a beleza visual da série e a profundidade emocional da atuação”. “Se você está procurando uma base de apoio, acho que talvez ‘inteligência’ seja um bom lugar para começar”, concluiu. Veja o tuite de Gabaldon abaixo, com link para o texto maior. @Outlander_Starz – Jeffrey Hirsch Well, I dunno, Jeffrey… At the moment, I’ve got 30+ million books in (cont) https://t.co/0yS8boo5xJ — Diana Gabaldon (@Writer_DG) 29 de julho de 2019
Ballers: Teaser da 5ª temporada traz Dwayne Johnson falando de si mesmo
A HBO divulgou o teaser da 5ª temporada “Ballers”, série estrelada por Dwayne Johnson. E a prévia é basicamente o artista antigamente conhecido como The Rock elogiando a si mesmo e sua carreira. O tom é até menos egocêntrico que os posts do astro nas redes sociais. Isto porque se trata da carreira de seu personagem, não do ator mais bem-pago do mundo. “Ballers” foi criada por Steve Levinson (produtor da série “Boardwalk Empire”) e traz Johnson como um ex-jogador de futebol americano que ganha a vida como agente e conselheiro de outros atletas. O elenco ainda conta com Rob Corddry (“A Ressaca”), Omar Benson Miller (série “CSI: Miami”), John David Washington (“Infiltrado na Klan”), Troy Garity (série “Boss”), Dulé Hill (série “Psych”) e Arielle Kebble (“O Mistério das Duas Irmãs”). Os novos episódios estreiam em 25 de agosto.












