Ghost in the Shell: Veja Scarlett Johansson na primeira foto da adaptação do mangá futurista
A Paramount Pictures divulgou a primeira foto da produção de “Ghost in the Shell”, que traz a Scarlett Johansson (“Os Vingadores”) de perfil. De cabelo escuro e cortado como a personagem dos quadrinhos, a atriz evoca o visual da Major Mokoto Kusanagi, heroína do mangá futurista em que a trama se baseia. Confira em versão maior abaixo deste texto (clique na imagem para ampliar). Além da foto, o estúdio divulgou um press release da produção, que contém uma sinopse. Nela, Motoko Kusanagi é referida apenas como a Major. O que não deixa de ser um artifício interessante para preservar a personagem sem se referir a sua etnia original. Afinal, Johansson pode pintar e cortar o cabelo, mas claramente não é japonesa. A sinopse diz: Baseado na obra de ficção científica internacionalmente aclamada, “Ghost in the Shell” acompanha a Major, uma híbrida de humano e ciborgue, que lidera uma força-tarefa de elite: a Seção 9. Dedicada a deter os mais perigosos criminosos e extremistas, a Seção 9 enfrenta um inimigo, cujo objetivo é exterminar os avanços da Hanka Robotic na tecnologia cibernética. Curiosamente, as filmagens não estão acontecendo no Japão, mas num país vizinho: em Wellington, na Nova Zelândia. O elenco também inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”) como o terrorista virtual conhecido como The Laughing Man (o homem que ri), o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, parceiro de Kusanagi, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como a Dra. Ouelet, que não existe nos quadrinhos, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). Considerado uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” (alma na concha, em tradução literal) foi criado em 1989 pelo mestre Masamune Shirow (criador também de “Appleseed”) e teve grande impacto na cultura pop, especialmente no ramo da sci-fi conhecido como cyberpunk. A história de Shirow também influenciou a animação mundial ao ser transformada em longa animado em 1995 – lançado no Brasil como “Fantasma do Futuro” – , surpreendendo a crítica com uma trama adulta de ficção científica, num período em que abundavam, no mercado americano, produções de desenhos infantis medíocres. A trama tem ritmo de thriller futurista. A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético, que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a produção terá supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. O lançamento está marcado para 13 de abril no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.
Ator de Dezesseis Luas é favorito a viver o jovem Han Solo em filme derivado de Star Wars
A produção do filme derivado de “Star Wars” sobre o jovem Han Solo já tem um favorito para viver o protagonista. Segundo fontes do site Deadline, o ator Alden Ehrenreich (“Dezesseis Luas”) se destacou nos testes de elenco e deve ficar com o papel. Além dele, outros dois atores chegaram até a reta final da triagem: Jack Reynor (“Transformers 4: A Era da Extinção”) e Taron Egerton (“Kingsman – Serviço Secreto”), que desbancaram outros candidatos cotados, como Dave Franco (“Vizinhos”) e Milles Teller (“Quarteto Fantástico”). Recentemente, foi confirmado que o filme, ainda sem título, também terá a participação de Chewbacca. A previsão é que o lançamento aconteça em 25 de maio de 2018. Sem sinopse divulgada, a trama deve explicar como Han Solo se tornou um contrabandista. O roteiro será escrito pelo veterano Lawrence Kasdan, roteirista de “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), e seu filho Jon Kasdan. Alden Ehrenreich está atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros na comédia “Ave, César!”, dos irmãos Coen.
Diretor de Battleship vai produzir documentário “sem censura” sobre Rihanna
A cantora Rihanna vai ganhar um documentário que pretende mostrar sua vida e sua carreira sem censura. O projeto partiu do diretor Peter Berg, que foi responsável pela estreia da cantora nos cinemas, no filme “Battleship: A Batalha dos Mares” (2012). Berg criou uma nova produtora, chamada Film 45, com foco em projetos sem roteiro e, de acordo com a Billboard, entre os primeiros trabalhos estaria um longa sobre a artista caribenha, que traria um “olhar sem filtros sobre a vida de Rihanna e como ela se tornou um ícone global”, na definição do próprio diretor. Ainda sem título, o projeto terá inspiração no clássico documentário “Don’t Look Back” (1967), sobre Bob Dylan. O diretor disse à Billboard ter escolhido Rihanna pois se sentiu atraído pela ideia de observar como age “uma jovem artista no topo da sua carreira”, e que o longa seria “mais um estudo de personagem do que um filme de música”. Apesar de o documentário não ter data de estreia definida, o site da Film 45 indica que ele será lançado em breve, além de oferecer uma pequena sinopse do filme: “Siga esta verdadeira estrela internacional, por sua vida como artista, empresária e humanitária, enquanto luta contra a constante pressão da liberdade artística, proporcionando um olhar sobre a evolução de uma das artistas pop mais conhecidas do mundo.”
Game of Thrones pode durar só mais 13 episódios após a 6ª temporada
Os produtores de “Game of Thrones” avançaram tanto na história da 6ª temporada que acreditam não ter restado muita coisa para contar depois dela. Em entrevista à revista Variety, eles disserem que estão considerando a ideia de concluir a saga com apenas mais 13 episódios. Isso não significa que “Game of Thrones” acabaria em 2017. Se a HBO topar, David Benioff e D.B. Weiss querem produzir temporadas mais curtas a partir do ano que vem. A ideia é lançar uma 7ª temporada com sete episódios e uma 8ª com mais seis para concluir a história em 2018. Entretanto, isso não diminuiria muito a quantidade de horas exibidas em cada temporada. Embora não tivessem os 10 episódios costumeiros, os produtores fariam as próximas temporadas com episódios mais longos, possivelmente ultrapassando uma hora de duração. “Essa é a estimativa, embora ainda não exista nada de concreto nesse sentido. Mas, certamente, é o que estamos planejando”, disse Benioff. Há algum tempo se tem especula que “Game of Thrones” terminari, de fato, na 8ª temporada. Um dos motivos para isso seria a duração dos contratos do elenco e dos produtores. Tanto que, em janeiro, a HBO sinalizou que estava conversando com Benioff e Weiss sobre o assunto. O presidente da programação da HBO, Michael Lombardo, disse à Variety conhecer o plano dos produtores de finalizarem a série em dois anos. “Baseado nas conversas que tivemos até o momento, parece que as narrativas chegarão ao fim em dois anos. Como um executivo e como um fã, gostaria de ouvi-los dizer que a série teria mais seis anos pela frente. Mas estou sempre otimista e acredito que conseguiremos resolver essa questão.” A 6ª temporada tem estreia mundial marcada para 24 de abril, com exibição no Brasil pelo canal pago HBO.
Documentário sobre Spock ganha primeiro teaser
Foram divulgados o primeiro teaser e o pôster do documentário “For the Love of Spock”, uma homenagem ao personagem que marcou a carreira do ator Leonard Nimoy, morto em fevereiro do ano passado. A prévia traz trechos de depoimentos de diversas pessoas ligadas ao universo trekker, como William Shatner, o eterno Capitão Kirk, Walter Koenig, que viveu o Sr. Chekov, Simon Pegg, o novo Sr. Scotty, e Zachary Quinto, o Sr. Spock do século 21, que também é o narrador do longa. “For the Love of Spock” tem direção de Adam Nimoy, filho de Leonard, o que confere ao trabalho um tom intimista. “Nunca tive um amigo como o seu pai”, diz William Shatner para a câmera. O filme foi realizado por meio de financiamento coletivo e custou apenas US$ 660 mil. O projeto também celebra os 50 anos da série “Jornada nas estrelas”, que estreou em setembro de 1966 nos EUA. A première vai acontecer no sábado (16/4) no Festival de Tribeca, em Nova York, e ainda não há previsão de lançamento comercial.
James Cameron anuncia Avatar 5. Péraí, Avatar 5?
É oficial: James Cameron é o maior enrolão do mundo. Nesta quinta-feira (14/4), o cineasta revelou seus planos de dirigir mais quatro filmes de “Avatar”. Isto mesmo. Ele anunciou, com a maior seriedade do mundo, que vai filmar “Avatar 5”. Como se já tivesse feito alguma das sequências anteriormente anunciadas. Ele justificou o crescimento do projeto como consequência da troca de ideias com roteiristas e “alguns dos maiores artistas e designers do mundo”, que renderam material demais para “apenas” três filmes. “Decidimos embarcar em um projeto cinematográfico gigantesco, fazendo quatro filmes que podem ser vistos separadamente, mas que — juntos — formam uma saga completa”, Cameron discursou. E quando começam as filmagens? Cameron não sabe dizer, é claro. Mesmo assim, cravou uma data de estreia para o primeiro: 2018. Que, por sinal, já é diferente da anunciada quatro meses atrás, quando a previsão era de um lançamento para o Natal de 2017. Mas os fãs já nem ligam. Afinal, Cameron prometeu originalmente a sequência do sucesso de 2009 para o ano de 2013. Mas logo que viu o trabalho que teria, revisou seus planos e reservou o lançamento para o final de 2014. Conforme o prazo se aproximava sem a produção começar, o diretor fez novo anúncio, garantindo a estreia em 2015. Na data prevista, porém, apenas os roteiros ficaram prontos. O que fez o longa ganhar uma nova data “definitiva”: dezembro de 2016. Que passou, claro, para dezembro de 2017. E agora cai em algum mês de 2018. De adiamento em adiamento, Cameron aumenta seu orçamento sem iniciar a produção. Eram dois filmes. Viraram três. Agora são quatro. E fala-se que os longas que ele pretende filmar simultaneamente custarão mais de US$ 1 bilhão para a 20th Century Fox. E isto é um grande perigo. Embora “Avatar” detenha o recorde de maior bilheteria de cinema de todos os tempos (com US$ 2,7 bilhão de arrecadação mundial), se os planos de sua continuação derem errado, o risco para a Fox é altíssimo. Um desastre nas bilheterias poderia, inclusive, quebrar o estúdio. Cameron vai dirigir todos os filmes, mas cada um foi escrito por um time diferente. A história de “Avatar 2” foi desenvolvida por Rick Jaffa e Amanda Silver (a dupla de “Planeta dos Macacos 2: O Confronto”), “Avatar 3” ficou a cargo de Josh Friedman (criador da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”, também baseado em personagens de Cameron), “Avatar 4” acabou nas mãos de Shane Salerno (do pavoroso “Aliens vs. Predador 2”). Mas o roteirista do recém-anunciado “Avatar 5” ainda é uma incógnita. Vale lembrar que, enquanto Cameron se enrola e enrola, Zöe Saldana entrou em duas outras franquias sci-fi, “Star Trek” e “Guardiões da Galáxia”, e se o diretor quiser contar com ela em seus filmes vai precisar contornar os planos da Paramount e da Marvel para a atriz. Além dela, o diretor também confirmou interesse em trazer de volta o protagonista Sam Worthington e os intérpretes de dois personagens que morreram em “Avatar”, Sigourney Weaver e Stephen Lang.
Kristen Stewart vira “Rainha de Cannes”
Ao apresentar a programação do Festival de Cannes nesta quinta-feira (14/4), o diretor do evento, Thierry Fremaux, surpreendeu ao distinguir uma atriz entre as dezenas que participarão do tapete vermelho. Não foi Juliete Binoche, que estrela “Ma Loute”, de Bruno Dumont, e já estampou um pôster do festival. Nem Julia Roberts, que participará pela primeira vez de Cannes, como integrante do elenco de “O Jogo do Dinheiro”. Fremaux chamou atenção para a presença de Kristen Stewart, a quem definiu como a “Rainha de Cannes”. “Ela é de certa forma a Rainha de Cannes”, disse Fremaux, ao lembrar que a atriz estará presente em dois filmes do festival: em “Café Society”, de Woody Allen, selecionado como longa de abertura, e “Personal Shopper”, do francês Olivier Assayas, na disputa da Palma de Ouro. Kristen Stewart já esteve em Cannes como integrante do elenco de “Na Estrada”, de Walter Salles, filme que disputou a Palma de Ouro em 2012. Mas se tornou especialmente querida pela crítica francesa ao se tornar a primeira americana da História a disputar e vencer o prêmio Cesar, o Oscar francês. Ela foi premiada como Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em “Acima das Nuvens”, de Assayas. Mas a jovem americana de 26 anos não é a única atriz com dois filmes no festival deste ano. A francesa Marion Cotillard também aparece em duas produções. Mais que isso, seus dois longas fazem parte da mostra competitiva: “Juste la Fin du Monde”, de Xavier Dolan, e “Mal de Pierres”, de Nicole Garcia. A propósito, Marion Cotillard foi a segunda francesa da História premiada com o Oscar (que é o Oscar de verdade) de Melhor Atriz.
Estreias: Mogli e O Escaravelho do Diabo disputam o público infantil
Os lançamentos mais amplos da semana são duas produções infantis, que devem lotar os cinemas dos shoppings. Com maior distribuição, “Mogli – O Menino Lobo” estreia em 1.030 salas, das quais 70% têm projeção 3D e 12 são Imax. Mais recente versão “live action” das animações clássicas da Disney, o filme é, na verdade, estrelado por apenas um ator real, o menino Neel Sethi, de 10 anos de idade, que tem o papel-título e contracena com animais falantes criados por computação gráfica. O realismo das criaturas, entretanto, é impressionante e tem sido exaltado por toda a crítica (93% de aprovação no site Rotten Tomatoes), assim como a direção de Jon Favreau (“Homem de Ferro”), que rodou o filme inteiro num estúdio em Los Angeles, embora a experiência leve o espectador para as selvas da Índia. Outro destaque da produção é sua dublagem repleta de feras (de Scarlett Johansson a Bill Murray), que, claro, serão substituídas nos cinemas nacionais por sotaques paulistas e cariocas. Como o debate sobre a exibição de filmes dublados versus legendados geralmente releva o cinema infantil, cuja tradição já é a substituição de vozes, a estreia do brasileiro “O Escaravelho do Diabo” oferece uma alternativa que preserva o idioma original. No best-seller da coleção Vaga-Lume dos anos 1970, o protagonista é um jovem adulto, mas o diretor Carlo Milani (filho do falecido ator Francisco Milani), que faz sua estreia no cinema, optou por transformá-lo em um pré-adolescente de 13 anos. Envolvente, o filme de mistério gira em torno de um garoto que resolve investigar um serial killer que ataca apenas ruivos, enviando antes às vítimas um escaravelho. O filme chega a 334 salas com elogios da crítica nacional e classificação para maiores de 12 anos. Os shoppings ainda recebem o thriller fantasioso “Mente Criminosa” (107 salas), em que um criminoso condenado (Kevin Costner, de “3 Dias para Matar”) recebe um implante de memórias de um agente da CIA (Ryan Reynolds, de “Deadpool”), numa trama tão mirabolante que logo perde o sentido, mas nem por isso deixa de ser previsível em cada minuto de sua projeção. Podre, teve apenas 14% de aprvação no Rotten Tomatoes. Graças às presenças dos astros George Clooney (“Gravidade”), Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), Josh Brolin (“Homens de Preto 3”) e Channing Tatum (“Anjos da Lei”), o novo filme dos irmãos Coen vai chegar em 71 telas. Infelizmente, “Ave, César!” é um dos trabalhos mais fracos dos diretores, que já venceram o Oscar por “Fargo” (1996) e “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007). Trata-se de uma comédia passada nos bastidores de Hollywood durante os anos 1950, que gira em torno do sequestro de um astro de cinema (Clooney). No circuito limitado, o maior destaque pertence a “Truman”, de Cesc Gay, grande vencedor do prêmio Goya 2016 (o Oscar espanhol), que traz o argentino Richardo Darín como um homem que, ao saber que morrerá em breve, busca encontrar quem fique com seu cão fiel, Truman. Parte drama, parte comédia, é um filmaço com simplesmente 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, cuja crítica pode ser lida aqui. O longa estreia em 39 salas no Brasil. A lista ainda inclui dois filmes sobre lesbianismo. A comédia francesa “A Três Vamos Lá” retrata, de forma leve, a forma de amor popularizada no país do “ménage à trois”, mostrando o envolvimento de um casal e uma amante compartilhada por cada um deles – com exibição apenas em São Paulo e Campinas. Já “Onde o Mar Descansa” mergulha no drama poético, usando fragmentos de poesia decadente, dança e expressão corporal para narrar o relacionamento de duas mulheres suecas no fim do século 19, bruscamente interrompido pela morte de uma delas. O filme é uma produção britânica, falada em sueco e filmada na Escandinávia, mas seus diretores são brasileiros, André Semenza e Fernanda Lippi (ambos de “Ashes of God”), bem conhecidos do teatro nacional, responsáveis por montagens do Zikzira Teatro Físico. O filme será exibido em três salas entre São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Outros dois filmes brasileiros completam a programação. O divertido e original “Sinfonia da Necrópole”, de Juliana Rojas, premiado no Festival de Gramado, ocupa sete salas com a história de amor entre um coveiro e uma funcionária do serviço funerário, que acontece entre cemitérios paulistas, números musicais e zumbis. A crítica já está disponível aqui. Por fim, “O Signo das Tetas”, do maranhense Francisco Machado (“O Exercício do Caos”), segue um homem sem nome (Lauande Aires) que, atormentado pela figura da mãe idosa, vaga pelas cidades do interior do Maranhão, projetando seu Complexo de Édipo em situações fragmentadas. Aclamado pela crítica, a obra passa longe do cinema comercial para buscar seu nicho como “filme de festival”. Passa tão longe do cinema comercial que nem sequer há confirmação de onde está em cartaz – o circuito não foi divulgado e a pesquisa pelo Google não trouxe resultados. Estreias de cinema nos shoppings https://www.youtube.com/watch?v=K53t9lhL498 Estreias em circuito limitado
Festival de Cannes terá novos filmes de Almodóvar, irmãos Dardenne, Sean Penn, Xavier Dolan e Paul Verhoeven
A edição 2016 do Festival de Cannes será a mais competitiva dos últimos anos. A organização do evento fez uma seleção de cineastas prestigiadíssimos, verdadeiros mestres do cinema, para a disputa da Palma de Ouro. Para dar uma ideia inicial do que representam os 20 cineastas selecionados, o menos experiente é o brasileiro Kleber Mendonça Filho, que mesmo assim conquistou prêmios internacionais com sua obra de estreia, “O Som ao Redor” (2014). A grande maioria dos selecionados já foi reconhecida por troféus no próprio Festival de Cannes. Quatro deles, por sinal, levaram a Palma de Ouro. Os maiores campeões são os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, duas vezes vencedores com “Rosetta” (1999) e “A Crianca” (2005). Eles retornam com o drama “La Fille Inconnue” (ou, no título internacional, “The Unknown Girl”), estrelado por Adèle Haenel, a jovem estrela francesa de “Lírios d’Água” (2007) e “Amor à Primeira Briga” (2014). Dois outros cineastas que já conquistaram a Palma de Ouro também estão de volta à competição. Vencedor pelo impactante “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (2007), o romeno Cristian Mungiu apresenta “Bacalaureat”, enquanto o britânico Ken Loach, laureado por “Ventos da Liberdade” (2006), exibe “I, Daniel Blake”. A lista prestigiosa também tem diversas Palmas de Prata. O dinamarquês Nicolas Winding Refn, premiado no festival pela direção de “Drive” (2011), traz seu terror artístico “Neon Demon”, passado no mundo da moda e estrelado por Elle Fanning (“Malévola”), Bella Heathcote (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Jena Malone (franquia “Jogos Vorazes”), Keanu Reeves (“De Volta ao Jogo”) e Christina Hendricks (série “Mad Men”). O espanhol Pedro Almodóvar, que recebeu de Cannes o troféu de Melhor Roteiro por “Volver” (2006), comparece com “Julieta”, drama sobre perda e abandono que acompanha uma mulher (interpretada em diferentes fases por Emma Suarez e Adriana Ugarte) ao longo de três décadas. O canadense Xavier Dolan, que venceu o Prêmio do Juri por “Mommy” (2014), revela “Juste la Fin du Monde” (título internacional: “It’s Only the End of the World”), seu primeiro longa estrelado por astros franceses. E que astros! O elenco inclui Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”), Marion Cotillard (“Macbeth”), Vincent Cassel (“Em Transe”) e Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”). O festival, claro, continua a destacar o cinema francês, e este ano selecionou quatro obras da “casa”. Olivier Assayas vai disputar a Palma de Ouro pela quinta vez com “Personal Shopper”, por coincidência outra história sobrenatural passada no mundo da moda (como “Neon Demon”), que volta a reunir o diretor com a atriz Kristen Stewart após o premiado “Acima das Nuvens” (2014). Nicole Garcia (“Um Belo Domingo”), por sua vez, concorre pela terceira vez com “Mal de Pierres” (“From the Land of the Moon”), que junta Marion Cotillard com Louis Garrel (“Dois Amigos”) num romance de época que atravessa gerações. Bruno Dumont, que já levou duas vezes o Grande Prêmio do Júri (por “A Humanidade”, em 1999, e “Flandres”, em 2006), compete com “Ma Loute” (“Slack Bay”), uma combinação de mistério gótico e romance gay juvenil passado no litoral francês em 1910, no qual Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) interpreta a matriarca de uma antiga família decadente. E Alain Guiraudie, vencedor da Mostra um Certo Olhar com “Um Estranho no Lago” (2013), traz “Rester Vertical” (“Staying Vertical”), cuja história está sendo mantida em sigilo. Além da já citada obra de Nicole Garcia, a competição terá mais dois filmes dirigidos por mulheres: o road movie “American Honey”, da inglesa Andrea Arnold, que venceu o Prêmio do Juri com “Aquário” (2009), e “Toni Erdmann”, um drama sobre relacionamento familiar da alemã Maren Ade, anteriormente premiada no Festival de Berlim por “Todos os Outros” (2009). O cinema americano, como sempre, também se destaca na seleção, comparecendo com três representantes. Sean Penn, que já foi premiado em Cannes como ator por “Loucos de Amor” (1997), dirige “The Last Face”, drama humanitário passado na África e estrelado por sua ex-mulher Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Jim Jarmusch, vencedor do Prêmio do Júri por “Flores Partidas” (2005), lança “Paterson”, em que Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) é um motorista de ônibus poeta. E Jeff Nichols, que disputou a Palma de Ouro com “Amor Bandido” (2012), retorna com “Loving”, no qual Joel Edgerton (“Aliança do Crime”) e Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”) vivem um casal inter-racial nos anos 1950. Outro cineasta bastante conhecido em Hollywood, o holandês Paul Verhoeven, que disputou a Palma de Ouro por “Instinto Selvagem” (1992), traz seu primeiro filme falado em francês, “Elle”, estrelado pela atriz Isabelle Huppert (“Amor”). Refletindo sua filmografia, o longa deve se tornar um dos mais comentados do festival pelo tema polêmico. Na trama, a personagem de Huppert é estuprada e fica fascinada pelo homem que a atacou, passando a persegui-lo. A seleção também inclui dois cineastas asiáticos conhecidos por trabalhos polêmicos. O filipino Brillante Mendoza, já premiado em Cannes pela direção de “Kinatay” (2009), traz o drama “Ma’ Rosa”, sobre uma família que possui uma loja de conveniência numa região pobre de Manilla. Por sua vez, o sul-coreano Park Chan-wook, que ganhou o Grande Prêmio do Juri por “Oldboy” (2003), conta, em “The Handmaiden”, um romance lésbico ambientado na Inglaterra vitoriana. É esta turma premiadíssima que o brasileiro Kleber Mendonça Filho irá enfrentar, com a exibição de “Aquarius” na mostra competitiva. Rodado em Recife, o filme também marca a volta de Sonia Braga ao cinema nacional, no papel de uma viúva rica em guerra contra uma construtora que quer desaloja-la do apartamento onde vive. Além da disputa da Palma de Ouro, o festival anunciou a programação de suas principais mostras paralelas, incluindo as exibições, fora de competição, do novo filme de Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”), a fábula infantil “O Bom Gigante Amigo”, adaptado de uma história de Road Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), o thriller financeiro “Jogo do Dinheiro”, de Jodie Foster (“Um Novo Despertar”), e a comédia “Dois Caras Legais”, de Shane Black (“Homem de Ferro 3”). O festival começa em 11 de maio, com a première mundial do novo filme de Woody Allen, “Café Society”, mas ainda não anunciou qual filme será exibido em seu encerramento, previsto para o dia 22. Portanto, outros longas podem ser confirmados nos próximos dias. Confira abaixo a lista completa dos filmes anunciados para o Festival de Cannes, identificados por seus títulos internacionais (isto é, em inglês). Festival de Cannes 2016 Competição da Palma de Ouro “Aquarius” (Kleber Mendonça Filho) “American Honey” (Andrea Arnold) “Bacalaureat,” (Cristian Mungiu) “Elle” (Paul Verhoeven) “From the Land of the Moon” (Nicole Garcia) “The Handmaiden” (Park Chan-wook) “I, Daniel Blake” (Ken Loach) “It’s Only the End of the World” (Xavier Dolan) “Julieta” (Pedro Almodovar) “The Last Face” (Sean Penn) “Loving” (Jeff Nichols) “Ma’ Rosa” (Brillante Mendoza) “The Neon Demon” (Nicolas Winding Refn) “Paterson” (Jim Jarmusch) “Personal Shopper” (Olivier Assayas) “Slack Bay” (Bruno Dumont) “Staying Vertical” (Alain Guiraudie) “Toni Erdmann” (Maren Ade) “The Unknown Girl” (Jean-Pierre and Luc Dardenne) Mostra Um Certo Olhar After the Storm” (Hirokazu Kore-eda) “Apprentice” (Boo Junfeng) “Beyond the Mountains and Hills” (Eran Kolirin) “Captain Fantastic” (Matt Ross) “Clash” (Mohmaed Diab) “The Dancer” (Stephanie Di Giusto) “The Disciple” (Kirill Serebrennikov) “Dogs” (Bogdan Mirica) “The Happiest Day in the Life of Olli Maki” (Juho Kuosmanen) “Harmonium” (Fukada Koji) “Inversion” (Behnam Behzadi) “The Long Night of Francisco Sanctis” (Andrea Testa) “Pericle Il Nero” (Stefano Mordini) “Personal Affairs” (Maha Haj) “The Red Turtle” (Michael Dudok de Wit) “The Transfiguration” (Michael O’Shea) “Voir du Pays” (Delphine Coulin, Muriel Coulin) Sessões da meia-noite “Gimme Danger” (Jim Jarmusch) “Train to Busan” (Bu-San-Haeng) Sessões especiais “Le Cancre” (Paul Vecchiali) “Exil” (Rithy Panh) “Hissein Habre” (Mahamat-Saleh Haroun) “The Last Beach” (Thanos Anastopoulos, Davide Del Degan) “Last Days of Louis XIV” (Albert Serra) Fora de competição “O Bom Gigante Amigo” (Steven Spielberg) “Goksung”, (Hong-jin Na) “Jogo do Dinheiro” (Jodie Foster) “Dois Caras Legais” (Shane Black)
Intérprete do Homem-Aranha confirma título do novo filme do herói
O ator Tom Holland (“No Coração do Mar”), intérprete do novo Homem-Aranha dos cinemas, confirmou o título do próximo filme do herói. Será mesmo, em inglês, “Spider-Man Homecoming”, o nome do domínio que a Sony havia registrado e que as redes sociais já tinham entronizado. O anúncio foi feito durante o CinemaCon 2016, evento para exibidores de cinema, que acontece em Las Vegas. “É realmente uma volta para casa”, disse Holland, em referência à palavra inglesa “Homecoming”. “Porque, ao longo do filme, Peter tentará descobrir quem ele é e qual seu lugar nesse mundo”, explicou. “Homecoming” (volta ao lar, em tradução literal) também é o título de uma história em quadrinhos do herói publicada nos anos 1980, e que conta com as participações de Homem de Ferro e Capitão América. A história também marcava a volta do herói após um grande evento (no caso, o infame crossover “Guerras Secretas”) e sua adoção de um novo uniforme (o traje preto que se revelaria o simbionte Venom). Ou seja, o título faz bastante sentido no contexto de “Guerra Civil”. Outro detalhe interessante é que a ideia de volta ao lar também faz referência ao retorno do personagem para a Marvel, seu lar original. “Spider-Man Homecoming” será o primeiro filme do herói produzido pela Marvel, em parceria com a Sony, detentora dos direitos cinematográficos do personagem. Com Tom Holland como o novo intérprete do herói e direção de Jon Watts (“A Viatura”), o filme tem estreia prevista para 7 de julho de 2017.
Curta brasileiro é selecionado para o Festival de Cannes
A organização do Festival de Cannes 2016 divulgou sua seleção oficial de curtas. E o filme brasileiro “A Moça que Dançou com o Diabo”, do diretor João Paulo Miranda Maria, é um dos selecionados para concorrer à Palma de Ouro da categoria. O filme foi finalizado com o dinheiro arrecadado em uma rifa e representa a volta do cineasta paulista ao festival, após ter se destacado na mostra Semana da Crítica no ano passado, com o curta “Command Action”. Dos dez filmes selecionados, a maioria vem de países europeus. Há apenas outro representante da América Latina: “Madre”, do colombiano Simón Mesa Soto. Segundo a organização, foram inscritos mais de 5 mil títulos. A cineasta japonesa Naomi Kawase (“Sabor da Vida”) preside o júri responsável pela premiação dos curtas. A 69ª edição do Festival de Cannes acontece entre os dias 11 e 22 de maio.
Doutor Estranho: Veja o primeiro trailer legendado do novo filme de super-herói da Marvel
A Marvel divulgou o primeiro trailer legendado de “Doutor Estranho”, seu novo filme de super-herói. A prévia tem tom bastante sério e se desenvolve em torno do acidente sofrido pelo personagem, que o leva numa jornada em busca de uma cura que se revela mística. Benedict Cumberbatch (“O Jogo da Imitação”) parece ter nascido para o papel, lembrando a forma como Robert Downey Jr. incorporou o Homem de Ferro. A atriz Tilda Swinton também aparece em destaque, para variar num visual inusitado, totalmente careca. Seu encontro com Estranho, ou melhor, o Dr. Stephen Strange, é o ponto de virada do vídeo, o momento em que ela induz uma projeção astral que o deixa humilde e prostrado. Há ainda aparições rápidas de Rachel McAdams (“Uma Questão de Tempo”) como a enfermeira Linda Carter, Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) como Barão Mordo, o mais antigo discípulo da Anciã, e Mads Mikkelsen como o vilão ainda não nomeado. Mas o que mais chama atenção na parte final da apresentação são os efeitos visuais, que dobram a realidade sobre si mesma, ao melhor estilo de “A Origem” (2010). Em suma, muito empolgante. A trama evoca diretamente a origem do personagem nos quadrinhos, mostrando Stephen Strange como um médico arrogante, que, após sofrer um acidente e perder sua habilidade como cirurgião, busca a cura no Himalaia, onde é acolhido por um (uma, no filme) mestre das artes místicas e embarca numa jornada para se tornar o maior mago do universo Marvel. Com roteiro de C. Robert Cargill (“A Entidade”) e Thomas Dean Donnelly (do remake de “Conan, o Bárbaro”) e direção de Scott Derrickson (“A Entidade”, “Livrai-Nos do Mal”), “Doutor Estranho” tem sua estreia marcada para o dia 3 de novembro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Teen Wolf: Arden Cho não voltará na 6ª temporada
A atriz Arden Cho, que interpreta a espadachim Kira Yukimura em “Teen Wolf”, não vai voltar para a 6ª temporada da série. E aparentemente a decisão foi dos produtores. É o que se conclui após o vídeo que ela gravou e postou no YouTube. Bastante emotiva e tendo dificuldades para se expressar, a atriz chega a pedir desculpas por ter comentado em entrevistas anteriores que estava animada para a 6ª temporada. É que ela não sabia o rumo da personagem naquela época, cuja trajetória teria chegado ao fim. No vídeo, ela conclui que não há espaço na série para tantos personagens. Desde sua estreia em 2011, “Teen Wolf” já perdeu diversos integrantes de seu elenco central, a ponto de ficar conhecida como a série que mais perde atores no vazio que se abre entre suas temporadas. Poucos negociam suas saídas diante das câmeras, como Crystal Reed, que estrelou as primeiras temporadas no papel de Alisson Argent. Curiosamente, a saída de Arden também marca o segundo par romântico que Tyler Posey, intérprete de Scott McCall (o “Teen Wolf” do título), perde na produção. Outros atores que abandonaram a série foram Colton Haynes (Jackson Whittemore), Tyler Hoechlin (Derek Hale), Orny Adams (Treinador Finstock), Daniel Sharman (Isaac) e os gêmeos Max e Charlie Carver (um deles morreu em cena, o outro sumiu). Todos reapareceram em outros canais. A 5ª temporada de “Teen Wolf”, encerrada em março na MTV americana, foi considerada até pelos fãs a mais fraca de toda a série. A 6ª temporada estreia em 15 de novembro nos EUA.











