Framboesa de Ouro: Tom Hanks, “Blonde” e Jared Leto disputam prêmio dos piores do ano
Um dos troféus mais aguardados da temporada de premiação, o Framboesa de Ouro, revelou seus indicados a piores filmes e artistas do ano. E “Blonde”, a polêmica cinebiografia de Marilyn Monroe estrelada por Ana de Armas, foi o grande destaque, com oito indicações. Ao anunciar os indicados, a organização do prêmio brincou que “Blonde” é um filme que “‘explora’ a exploração de Marilyn Monroe… ao continuar explorando-a depois da sua morte”, numa referência às cenas mais fortes do filme, envolvendo estupro e abortos forçados. “Blonde” foi indicado a Pior Filme, Pior Diretor e Pior Roteiro (ambos para Andrew Dominik), além de ter sido lembrado em outras categorias. Porém, Ana de Armas não recebeu nenhuma indicação, porque até os Razzies (apelido do prêmios) concordam que ela o que se salva do filme. A atuação da atriz tem sido elogiada há meses e ela é uma forte candidata ao Oscar. Outros destaques negativos foram o filme “Tenha um Bom Luto”, dirigido e estrelado pelo músico Machine Gun Kelly, mencionado em sete categorias, a versão live action de “Pinóquio”, que disputa seis “razzies”, e a adaptação de quadrinhos “Morbius”, com cinco indicações. Além disso, a lista chama atenção por conter alguns astros famosos, como Tom Hanks (por “Pinóquio” e “Elvis”), Jared Leto (por “Morbius”) e Sylvester Stallone (por “Samaritano”) na disputa do troféu de pior ator, e estrelas como Penelope Cruz (por “As Agentes 355”), Bryce Dallas Howard (por “Jurassic World: Domínio”), Kaya Scodelario (por “A Filha do Rei”), Diane Keaton (por “Mack & Rita”) e muitas outras nas categorias de interpretação. Por outro lado, a atriz Ryan Kiera Armstrong, selecionada pelo remake de “Chamas da Vingança”, tem apenas 12 anos de idade, e sua indicação virou polêmica nas redes sociais. Como já é tradição, a cerimônia do Framboesa de Ouro 2022 acontecerá em Los Angeles um dia antes do Oscar, em 11 de março. Confira abaixo a lista completa dos indicados. Pior Filme “Blonde” “Pinóquio” “Tenha um Bom Luto” “A Filha do Rei” “Morbius” Pior Ator Colson Baker (Machine Gun Kelly), por “Tenha um Bom Luto” Pete Davidson, por “Marmaduke” Tom Hanks, por “Pinóquio” Jared Leto, por “Morbius” Sylvester Stallone, por “Samaritano” Pior Atriz Ryan Kiera Armstrong, por “Chamas da Vingança” Bryce Dallas Howard, por “Jurassic World: Domínio” Diane Keaton, por “Mack & Rita” Kaya Scodelario, por “A Filha do Rei” Alicia Silverstone, por “The Requin – À Deriva” Pior Atriz Coadjuvante Adria Arjona, por “Morbius” Lorraine Bracco, por “Pinóquio” Penelope Cruz, por “As Agentes 355” Bingbing Fan, por “As Agentes 355” e “A Filha do Rei” Mira Sorvino, por “Lamborghini: The Man Behind the Legend” Pior Ator Coadjuvante Pete Davidson, por “Tenha um Bom Luto” Tom Hanks, por “Elvis” Xavier Samuel, por “Blonde” Mod Sun, por “Tenha um Bom Luto” Evan Williams, por “Blonde” Pior Casal, Dupla ou Combinação Machine Gun Kelly e Mod Sun, em “Tenha um Bom Luto Os dois personagens reais da cena na Casa Branca, em “Blonde” Tom Hanks e sua cara cheia de látex (e seu sotaque ridículo), em “Elvis” Andrew Dominik e seus problemas com mulheres, em “Blonde” As duas sequências de “365 Dias” Pior Remake, Plágio ou Sequência “Blonde” “365 Dias: Hoje” e “365 Dias Finais” “Pinóquio” “Chamas da Vingança” “Jurassic World: Domínio” Pior Direção Judd Apatow, por “A Bolha” Machine Gun Kelly e Mod Sun, por “Tenha um Bom Luto” Andrew Dominik, por “Blonde” Daniel Espinosa, por “Morbius” Robert Zemeckis, por “Pinóquio” Pior Roteiro Andrew Dominik, por “Blonde” Robert Remeckis e Chris Weitz, por “Pinóquio” Machine Gun Kelly e Mod Sun, por “Tenha um Bom Luto” Emily Carmichael e Colin Trevorrow, por “Jurassic World: Domínio” Matt Sazama e Buck Sharpless, por “Morbius”
Bicho-Papão de Stephen King vai assombrar cinemas em julho
O terror “The Boogeyman”, adaptação de um conto de Stephen King, impressionou nas exibições-teste com o público e fez os executivos da 20th Century Studios mudarem seu destino. Originalmente planejado para o streaming, o filme dirigido por Rob Savage (“Cuidado Com Quem Chama”) agora será lançado nos cinemas – em 2 de junho nos EUA. Com isso, o estúdio busca reproduzir a iniciativa que deu certo com “Sorria” (2022), terror originalmente produzido para a Paramount+, que também teve boas sessões de teste e acabou sendo lançado nos cinemas, onde rendeu mais de US$ 200 milhões nas bilheterias. Baseado no conto “O Bicho-Papão”, publicado na antologia “Sombras da Noite” (Night Shift), o filme conta a história de uma jovem de 16 anos e sua irmã mais nova, que ainda estão se recuperando da morte de sua mãe. Elas passam a ser ameaçadas pelo bicho-papão depois que seu pai, um psicólogo, tem um encontro com um paciente desesperado em sua casa. O roteiro da adaptação foi escrito por Scott Beck e Bryan Woods (roteiristas de “Um Lugar Silencioso”), em parceria com Mark Heyman (“Cisne Negro”), e o elenco é formado por Chris Messina (“Eu Me Importo”), Sophie Thatcher (“Yellowjackets”), Vivien Lyra Blair (“Obi-Wan Kenobi”), David Dastmalchian (“O Esquadrão Suicida”), Marin Ireland (“Sneaky Pete”) e Madison Hu (“Bizaardvark”). Vale lembrar que a história já rendeu um curta de 28 minutos em 1982, que também foi lançado num vídeo de 1994 como parte de uma antologia de adaptações dos contos de “Sombras da Noite”. Só que nesta versão não existem adolescentes na trama, apenas um homem calvo de meia-idade, que busca auxílio com um psiquiatra ao se sentir assombrado em sua própria casa.
Timothée Chalamet estrela divertido comercial da Apple TV+
A plataforma de streaming Apple TV+ divulgou um divertido comercial estrelado por Timothée Chalamet (“Duna”). No vídeo, ele aparece conferindo o catálogo da Apple TV+ e invejando os atores que estrelaram os filmes e séries da plataforma. A proposta do comercial é divulgar o catálogo premiado do serviço, que conta com filmes como o vencedor do Oscar “No Ritmo do Coração” (que no Brasil foi lançado pela Amazon Prime Video) e série como “Ted Lasso” e “Ruptura”. “‘Ruptura’ é estranho. Eu consigo fazer algo estranho”, diz Chalamet em determinado momento. O vídeo também menciona algumas atrações inéditas da Apple TV+, como o vindouro filme “Killers of the Flower Moon”, dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Leonardo DiCaprio e Robert De Niro, e a série “Chief of War”, com Jason Momoa. O próprio Momoa, que atuou com Chalamet em “Duna” (2021), também aparece no comercial, fazendo uma chamada de vídeo com o jovem ator. “Você tem uma nova série na Apple?”, questiona Chalamet. “Quem não tem?”, responde Momoa. “Sim, quem não tem”, diz Chalamet, referindo-se a si mesmo. Ao final o ator se vira para a câmera e fala: “Ei Apple, me liga?” Além de divulgar a plataforma, o comercial pode significar que Chalamet está prestes a estrelar uma produção do streaming. Anteriormente, a Apple TV+ divulgou um comercial similar, chamado “Everyone but Jon Hamm”, em que o ator Jon Hamm aparecia questionando o motivo de ele não ter feito nenhuma produção para o serviço. Em seguida, ele foi contratado para a série “The Morning Show”. Timothée Chalamet será visto a seguir na sci-fi “Duna: Parte Dois”, com estreia marcada para novembro, e na comédia “Wonka”, sobre a juventude de Willy Wonka (de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), que chega aos cinemas em dezembro.
That ’90s Show: Saiba como estão os personagens de “That ’70s Show” nos anos 1990
A série “That ’90s Show” chegou nessa quinta (19/1) na Netflix com a proposta de prestar uma homenagem à série original, “That ’70s Show”, ao mesmo tempo que apresenta novos personagens e novas situações. A princípio, Terry Turner, que criou a série original com sua esposa, Bonnie, e com Mark Brazill, não tinha interesse em retornar àquele universo depois de uma continuação malsucedida – chamada “That ’80s Show”, que durou só 13 episódios. “Sentimos que, a menos que tivéssemos um motivo para fazer isso, não deveríamos fazê-lo”, disse Turner ao jornal USA Today. Mas “à medida que a covid avançava, tínhamos essa sensação de saudade, de querer voltar para casa novamente”. O retorno para casa também significou a volta de alguns personagens queridos do público, como o casal Red (Kurtwood Smith) e Kitty Forman (Debra Jo Rupp), que ainda mora na mesma casa em Winsconsin e recebe a visita da neta Leia Forman (Callie Haverda), filha de Eric Forman (Topher Grace) e Donna Pinciotti (Laura Prepon). Em “That ’90s Show”, ela vai passar o verão na casa dos avós. Porém, ainda que os novos personagens sejam cativantes, o público está mais interessado em saber o que aconteceu com os personagens clássicos após o final de “The ’70s Show”. E “That ’90s Show” fornece essa resposta. Uma das primeiras revelações da série, feita no primeiro episódio, é que Donna e Eric estão morando em Chicago. Ela virou uma escritora e Eric trabalha como professor adjunto, ministrando um curso sobre a Religião de “Star Wars”. Kelso (Ashton Kutcher) e Jackie (Mila Kunis) também aparecem, visitando a residência Forman antes de partirem para seu “segundo novo casamento”. Eles são pais de Jay (Mace Coronel), que Kelson diz ter “a aparência do pai e o cérebro da mãe”. Em entrevista anterior, Kunis disse que não acreditava que Jackie e Kelso ficariam juntos, mas a produtora executiva de “That ’90s Show”, Lindsey Turner (filha de Bonnie e Terry), contrapôs que os personagens são como “Elizabeth Taylor e Richard Burton. Eles não conseguem ficar longe um do outro”. Outro personagem querido que também dá as caras é Fez (Wilmer Valderrama). Na nova série, ele é dono de uma rede de salões de beleza chamada “Chez Fez”. O slogan da empresa é “onde todo dia é um bom dia para o cabelo”, o que permite que Fez ressuscite sua frase clássica: “I said good day”. Ainda que Jackie e Fez tenham terminado “That ’70s Show” juntos, a continuação revela porque eles estão separados. Em certo momento, Fez explica que Jackie ainda amava Kelso. Quando estavam juntos de férias, ele a flagrou ao telefone uma noite falando com Kelso. “Ela me deixou lá”, disse Fez. “E eu passei os próximos cinco dias sendo expulso de banheiras de hidromassagem por falar demais.” Fez agora está namorando a vizinha dos Formans, Sherri (Andrea Anders), o que pode significar uma participação maior do personagem numa próxima temporada. O produtor Terry Turner, inclusive, entregou que Valderrama disse pra eles: “Apenas me ligue. Ligue para mim e estarei aí”. A ausência mais significativa foi do personagem Steven Hyde, uma vez que seu intérprete, Danny Masterson, está enfrentando três acusações de estupro. Hyde não aparece nem é mencionado na nova série, mas “nós meio que nos questionamos a respeito de como seria o futuro de Hyde”, disse Lindsey Turner. “No final das contas, parecia lógico para o personagem que ele fosse basicamente como D-Day (Bruce McGill) [no final] de ‘Clube dos Cafajestes'”, explicou ela. “Ele simplesmente subiu em um carro, em uma motocicleta e partiu, e Deus sabe onde ele está. Ele está por aí em algum lugar, o que pareceu algo muito natural para Hyde.”
“Cobra Kai” vai acabar na 6ª temporada
A Netflix renovou a série “Cobra Kai” para sua 6ª e última temporada. O anúncio foi revelado por meio de um teaser, que mostra um resumo da trajetória dos personagens de Johnny Lawrence (William Zabka) e Daniel LaRusso (Ralph Macchio), ex-rivais que acabaram se juntando. Alimentada pela nostalgia da década de 1980, “Cobra Kai” foi criada por Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (os dois últimos de “American Pie: o Reencontro”) e segue os personagens clássicos de “Karatê Kid”, mais de 30 anos após os eventos da franquia original. “Reapresentar ao mundo o universo de ‘Karate Kid’ foi nossa humilde honra. Fazer ‘Cobra Kai’ nos permitiu entrar no mesmo dojo sagrado que já foi habitado pelos grandes Robert Mark Kamen, John Avildsen, Jerry Weintraub e todos os incríveis membros da equipe original. Também nos permitiu brincar de sensei, expandindo as histórias originais e dar origem a uma nova geração de azarões. Nunca menosprezamos esta oportunidade”, disseram Heald, Hurwitz e Schlossberg, em comunicado. “Nosso objetivo desde o primeiro dia com ‘Cobra Kai’ sempre foi terminar do nosso jeito, deixando o Vale no tempo e no espaço que sempre imaginamos. Portanto, é com imenso orgulho e gratidão que podemos anunciar essa conquista”, continuaram eles. “A vindoura 6ª temporada marcará a conclusão de ‘Cobra Kai’. Embora este possa ser um dia agridoce para o fandom, o Miyagiverse nunca foi tão forte. Este fandom é o melhor do planeta e esperamos contar mais histórias de ‘Karate Kid’ para vocês no futuro. Porque, como todos sabemos, Cobra Kai nunca morre.” A mais recente temporada da atração foi um grande sucesso na Netflix, ficando várias semanas em 1º lugar entre as séries mais assistidas e arrecadando 98% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes. A 6ª e última temporada ainda não tem previsão de estreia.
Rami Malek será Buster Keaton em minissérie do diretor de “Batman”
O ator Rami Malek (“007 – Sem Tempo para Morrer”) vai interpretar o comediante Buster Keaton, um dos maiores ícones do cinema mudo, em uma minissérie dirigida por Matt Reeves (“Batman”). A informação é do site Deadline. Além de dirigir, Reeves também vai produzir a atração, ao lado de Malek. A série será escrita por Ted Cohen (“Friends”) e deve ter como base o livro “Buster Keaton: A Filmmaker’s Life”, de James Curtis. Conhecido por seu rosto sem expressão, o que o diferenciava de Charlie Chaplin, Buster Keaton foi ator, roteirista e diretor, e estrelou verdadeiros clássicos como “The Playhouse” (1921), “O Enrascado” (1922), “A Casa Elétrica” (1922), “Bancando o Águia” (1924) e “A General” (1926), entre vários outros, além de ter continuado sua carreira até os anos 1960, quando chegou a aparecer em filmes da “Turma da Praia” (Annette Funicello e Frankie Avalon). O projeto está sendo desenvolvido pela Warner Bros. Television como parte de um acordo de produção fechado com Reeves. A minissérie ainda não tem previsão de estreia. Curiosamente, este não é o único projeto sobre Buster Keaton em desenvolvimento. Há quase um ano foi anunciado que o diretor James Mangold (“Logan”) faria uma cinebiografia do comediante. Rami Malek será visto a seguir no drama biográfico “Oppenheimer”, dirigido por Christopher Nolan (“Tenet”), que chega aos cinemas brasileiros em 20 de julho. Já Matt Reeves está desenvolvendo a continuação de “Batman” (2022) e produzindo a série centrada no personagem do Pinguim, interpretado por Colin Farrell, ambas sem data de lançamento definidas. Assista abaixo ao trailer do clássico “A General”.
Fernando Meirelles vai dirigir série estrelada por Robert Downey Jr.
O cineasta brasileiro Fernando Meirelles (“Dois Papas”) vai dirigir um episódio da série “O Simpatizante” (The Sympathizer), estrelada por Robert Downey Jr. (“Vingadores: Ultimato”). Ainda em fase de produção, a série é um thriller satírico sobre as lutas de um espião comunista meio-francês, meio-vietnamês, durante seus últimos dias da Guerra do Vietnã. Desenvolvida para o canal pago HBO, a produção adapta o livro satírico homônimo de 2015 do professor vietnamita-americano Viet Thanh Nguyen, consagrado com o Prêmio Pulitzer. A história acompanha um espião norte-vietnamita (comunista) infiltrado junto aos americanos durante a guerra no Vietnã, que acaba virando consultor cultural de uma grande produção de Hollywood sobre o conflito, no estilo de “Platoon” e “Apocalypse Now”. Além de Meirelles, foi anunciada a contratação do diretor Marc Munden (“Utopia”) para comandar outros três episódios, e mais três atores: Duy Nguyen (“Stage of Love”), Kayli Tran (“Ambulância – Um Dia de Crime”) e VyVy Nguyen (“Wasted”). O elenco ainda conta com Hoa Xuande (“Cowboy Bebop”) no papel principal, além de Fred Nguyen Khan (“District 31”), Toan Le (“Pé Grande”), Vy Le (“MacGyver”), Sandra Oh (“Killing Eve”) e Alan Trong (“A Guerra do Amanhã”) em outros papéis importantes. Downey Jr., por sua vez, deve desempenhar vários papéis na produção, representando elementos diferentes do establishment americano, incluindo um congressista emergente, um agente da CIA e um diretor de cinema de Hollywood, entre outros. O astro também é um dos produtores, junto com o diretor sul-coreano Park Chan-wook (“Oldboy”), o roteirista Don McKellar (“Ensaio Sobre a Cegueira”) e sua esposa e sócia Susan Downey. McKellar e Chan-wook serão responsáveis ainda por escrever e dirigir episódios da série. Produção do estúdio indie A24, “O Simpatizante” já começou a ser gravada, mas ainda não tem previsão de estreia. Fernando Meirelles atualmente está envolvido na série “Sugar”, desenvolvida para a plataforma de streaming Apple TV+, e numa série derivada de “Cidade de Deus”, ambientada 20 anos depois do filme original. Esses projetos também não têm previsão de estreia.
Sindicato de Atores defende Alec Baldwin de acusações de homicídio involuntário
O Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-AFTRA em inglês) emitiu um comunicado em defesa do ator Alec Baldwin, que está enfrentando acusações de homicídio involuntário em conexão com a morte acidental da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set de “Rust”. Segundo o sindicato, as acusações contra Baldwin são “erradas e desinformadas”, uma vez que é responsabilidade do empregador, e não dos artistas, garantir a segurança no set. “A morte de Halyna Hutchins é uma tragédia, ainda mais por causa de sua natureza evitável. Não é uma falha de dever ou um ato criminoso por parte de qualquer artista”, disse o sindicado, sem mencionar o nome de Baldwin. “A alegação da promotoria de que um ator tem o dever de garantir a operação funcional e mecânica de uma arma de fogo em um set de produção é errada e desinformada. O trabalho de um ator não é ser um especialista em armas de fogo”. O comunicado disse ainda que “as armas de fogo são fornecidas para seu uso sob a orientação de vários profissionais especializados, diretamente responsáveis pela operação segura e precisa. Além disso, o empregador é sempre responsável por fornecer um ambiente de trabalho seguro em todos os momentos, inclusive contratando e supervisionando o trabalho de profissionais treinados em armas”. “Os padrões da indústria para segurança com armas de fogo e uso de munição falsa estão claramente definidos no Boletim de Segurança 1, fornecido pela Comissão de Segurança de Gerenciamento de Trabalho Conjunto da Indústria”, continuou o sindicato. “As diretrizes exigem que um armeiro experiente e qualificado seja encarregado de todo o manuseio, uso e guarda de armas de fogo no set. Esses deveres incluem ‘inspecionar a arma de fogo e o cano antes e depois de cada sequência de tiro’ e ‘verificar todas as armas de fogo antes de cada uso'”. “As diretrizes não tornam responsabilidade do artista verificar qualquer arma de fogo. Artistas treinam para atuar, e não é exigido ou esperado que sejam especialistas em armas ou experientes em seu uso. A indústria atribui essa responsabilidade a profissionais qualificados que supervisionam seu uso e manuseio em todos os aspectos. Qualquer pessoa que tenha uma arma de fogo no set deve receber treinamento e orientação sobre seu manuseio e uso seguro, mas todas as atividades com armas de fogo no set devem estar sob a supervisão cuidadosa e controle do armeiro profissional e do empregador”, afirmou o comunicado. Além de Baldwin, a armeira Hannah Gutierrez-Reed também foi indiciada por homicídio involuntário. Os dois serão “acusados alternativamente” por duas acusações de homicídio culposo. Isso significa que, se um júri considerar qualquer um deles culpado, também determinará sob qual definição de homicídio involuntário eles são culpados, de acordo com o anúncio da promotoria. Para que o homicídio involuntário seja provado, deve haver prova de negligência. De acordo com a lei do Novo México, homicídio involuntário é um crime de quarto grau e é punível com até 18 meses de prisão e multa de US$ 5 mil. Isso inclui a acusação de uso negligente de uma arma de fogo. Depois que as acusações foram reveladas por Mary Carmack-Altwies, Promotora do Primeiro Distrito Judicial do Novo México, o advogado de Baldwin, Luke Nikas, disse que “a decisão distorce a trágica morte de Halyna Hutchins e representa um terrível erro judiciário. O Sr. Baldwin não tinha motivos para acreditar que havia uma bala de verdade na arma – ou em qualquer lugar do set de filmagem. Ele contou com os profissionais com quem trabalhava, que lhe garantiram que a arma não tinha munição real. Lutaremos contra essas acusações e venceremos”.
David Crosby, da banda Crosby, Stills, Nash & Young, morre aos 81 anos
David Crosby, da banda The Byrds e do supergrupo Crosby, Stills, Nash & Young, morreu nessa quinta-feira (19/1), na Califórnia, aos 81 anos. “É com grande tristeza que nosso amado David (Croz) Crosby faleceu após uma longa doença”, disse a esposa de Crosby, Jan, em um comunicado. “Ele estava carinhosamente cercado por sua esposa e alma gêmea Jan e seu filho Django. Embora não esteja mais aqui conosco, sua humanidade e alma bondosa continuarão a nos guiar e inspirar. Seu legado continuará a viver através de sua música lendária. Paz, amor e harmonia para todos os que conheceram David e aqueles que ele tocou. Sentiremos muito a falta dele. Neste momento, respeitosamente e gentilmente pedimos privacidade enquanto lamentamos e tentamos lidar com nossa profunda perda. Obrigado pelo amor e orações.” David Van Cortlandt Crosby nasceu em 14 de agosto de 1941, em Los Angeles. Ele alcançou a fama como cantor e guitarrista do grupo The Byrds, a influente banda de folk-rock de Los Angeles que combinava um som de guitarra inovador com melodias envolventes e psicodélicas. Ele passou quatro anos com o grupo, de 1964 a 1968, cantando em seus muitos sucessos, incluindo nos sucessos “Mr. Tambourine Man” e “Turn! Turn! Turn!”. As canções também deram nome aos dois primeiros discos da banda, sendo que “Mr. Tambourine Man” alcançou o Top 10 dos EUA. The Byrds foram uma grande influência na cena folk-rock de Los Angeles no final dos anos 1960 e início dos anos 1970, e responsáveis por reinventar Bob Dylan, transformando canções acústicas do cantor em rocks eletrificados – o que levou o próprio Dylan a seguir esse caminho a partir de 1965. Mas Crosby alcançou um sucesso comercial muito maior com outra banda. Ele se juntou a Stephen Stills (ex-Buffalo Springfield) e Graham Nash (ex-The Hollies), para formar Crosby, Stills & Nash, cujo álbum homônimo de estreia, lançado em 1969, alcançou o Top 10. Apresentando harmonias brilhantes, o disco incluía faixas clássicas como “Suite: Judy BLue Eyes” e “Marrakech Express”, e vendeu mais de 4 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos. Em 1970, Neil Young se juntou ao grupo, formando o quarteto Crosby, Stills, Nash & Young, que lançou três álbuns consecutivos que ficaram em 1º lugar: o disco de estúdio “Déjà Vu” (1970), o ao vivo “4-Way Street” (1971) e a compilação “So Far” (1974). Considerado um dos discos mais importantes da história do rock, “Déjà Vu” gerou clássicos como “Our House”, “Teach Your Children”, “Ohio”, “Helpless”, “Country Girl” e “Woodstock”, um cover da cantora Joni Mitchell, que na época era namorada de Crosby. Mas as relações entre os membros famosos da banda eram tensas, e o grupo logo se separou – embora de vez em quando voltassem a se reunir em diferentes configurações ao longo das décadas seguintes. Crosby, Stills & Nash retomaram sua formação original em 1977, quando lançaram o álbum “CSN”, que passou quatro semanas no 2º lugar e gerou o primeiro single do trio no Top 10, “Just a Song Before I Go”. Também foi disco de platina quádruplo. Mas seu disco seguinte só saiu em 1982, “Daylight Again”, que chegou ao 8º lugar, incluindo o sucesso “Wasted on the Way”. O grupo ainda lançou “Allies” (1983), mas Crosby começou a enfrentar diversos problemas na época. Condenado por várias acusações de armas e drogas, ele passou nove meses na prisão estadual do Texas em 1985. No mesmo ano, foi preso novamente por dirigir embriagado, por atropelamento e fuga e outras acusações. Em meio a esses problemas, Neil Young resolveu voltar a se juntar ao trio para o lançamento de “American Dream” em 1988, que os trouxe de volta às rádios de rock em grande estilo. A faixa-título alcançou o Top 5 na parada de rock mainstream da Billboard, e o single seguinte, “Got It Made”, passou duas semanas no topo. O CSN original ainda lançou três álbuns entre 1990 e 1998, e Young voltou a transformá-los em CSN&Y em 1999, quando o quarteto lançou “Looking Forward”, último disco de estúdio coletivo dos artistas, que continuaram a tocar em shows até 2016. Crosby também teve uma longa carreira solo, lançando seu primeiro álbum individual em 1971, com o nome de “If Only I Could Remember My Name” – alcançou a 12ª posição na Billboard 200. Mas seus lançamentos foram esparsos – o segundo álbum, “Oh Yes I Can”, só saiu em 1989 – e só se tornaram mais frequentes nos últimos anos – foram quatro álbuns desde 2014. O último lançamento foi o disco “For Free”, lançado em julho do ano passado. Além de cantor, Crosby também fez várias participações em filmes e séries. Chegou, inclusive, a ser um dos piratas de “Hook, a Volta do Capitão Gancho” (1991), de Steven Spielberg. Ele também viveu um hippie em “Cortina de Fogo” (1991), de Ron Howard, e um atendente de bar em “Coração de Trovão” (1992), de Michael Apted, e apareceu como si mesmo em várias produções televisivas, como “Os Simpsons”, “Ellen” e “Chicago Hope”. Ele também foi tema de um documentário do diretor Cameron Crowe, chamado “Remember My Name”, em 2019. Crosby ganhou 10 indicações ao Grammy em sua vida – incluindo uma indicação de melhor filme musical para “Remember My Name” – mas o prêmio de melhor novo artista com o disco de estreia do CSN foi sua única vitória. Em compensação, foi eleito para o Hall da Fama do Rock and Roll duas vezes, por seu trabalho em The Byrds e por Crosby, Stills, Nash & Young. Lembre um dos grandes clássicos do CSN&Y cantado por David Crosby.
Netflix volta a crescer e entra em 2023 com nova chefia
A Netflix teve um aumento de 7,66 milhões de assinantes no último semestre de 2022, após lançar sua assinatura mais barata com adição de anúncios. Trata-se de um número maior do que a plataforma de streaming havia previsto, que era de 4,5 milhões. O crescimento acima das expectativas mudou os humores do mercado, que esperava o menor crescimento de último trimestre da Netflix desde 2014. O pior é que a previsão pessimista fez com que as ações da empresa caíssem. Porém, a receita da empresa foi de lucro, atingindo US$ 7,85 milhões no quarto trimestre de 2022 – e deve crescer para US$ 8,17 milhões no primeiro trimestre deste ano. Embora a Netflix viesse se recuperando desde o terceiro trimestre de 2022, quando começou a adicionar assinantes pela primeira vez naquele ano, a empresa se viu forçada a reavaliar seus últimos anos após apontar perda de clientes. Além de várias rodadas de demissões e maior controle orçamentário, estreou um nível de assinatura mais barata com anúncios em 3 de novembro. Em meio a essa guinada, a Netflix agora completa sua reinvenção com o anúncio da maior mudança de liderança desde seu lançamento, com Reed Hastings, fundador da empresa, deixando o cargo de co-CEO. Ele era um grande opositor da entrada de anúncios na plataforma e defendia que a plataforma tinha que gastar, gastar e gastar. O novo modelo de negócios da empresa, resultante da crise do ano passado, é o oposto disso e se provou a saída para voltar a crescer. Com as mudanças, Hastings perdeu força e agora assumirá uma posição no conselho de diretores da empresa, como presidente executivo. Seu substituto é Greg Peters, que ingressou na plataforma em 2008 e era diretor de operações e de produtos da Netflix. Ele dividirá o comando da companhia com Ted Sarandos, que antes de ser promovido a CEO por Hastings era o diretor de conteúdo original do streaming. “2022 foi um ano difícil, com um início turbulento, mas um final mais brilhante. Acreditamos que temos um caminho claro para reacelerar nosso crescimento de receita: continuar a melhorar todos os aspectos da Netflix, lançar o compartilhamento pago e desenvolver nossa oferta de anúncios”, disse Hastings em uma carta aos seus acionistas. “Como sempre, nossas estrelas guias continuam agradando nossos membros e construindo uma lucratividade ainda maior ao longo do tempo.” De fato, ajudou muito a Netflix terminar 2022 com diversos sucessos, como a série “Wandinha”, o filme “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” e a série documental “Harry & Meghan”. “Foi um batismo de fogo, devido à pandemia e aos desafios recentes em nossos negócios”, acrescentou Hastings. “Mas ambos [Sarandos e Peters] administraram incrivelmente bem, garantindo que a Netflix continue melhorando e desenvolvendo um caminho claro para reacelerar nossa receita e crescimento de ganhos. Portanto, o conselho e eu acreditamos que é o momento certo para concluir minha sucessão.” “Quero agradecer a Reed por sua liderança visionária, orientação e amizade nos últimos 20 anos”, disse Sarandos em comunicado. “Desde que Reed começou a delegar a gestão para nós, Greg e eu construímos um forte modelo operacional baseado em nossos valores compartilhados e abordagem de crescimento semelhante. Estou muito animado para começar este novo capítulo com Greg como co-CEO.” As mudanças de comando também atingiram outros departamentos com algumas promoções. A ex-chefe global de TV, Bela Bajaria, é agora a diretora de conteúdo da empresa, cargo mais recentemente ocupado por Sarandos, e Scott Stuber agora é o presidente da Netflix Film, responsável pelos longas da companhia. Vale apontar que a recuperação da Netflix resgata a fé de Hollywood e de Wall Street no streaming. Quando a empresa começou o primeiro semestre de 2022 com uma série de relatórios de ganhos desastrosos, revelando ter perdido mais de 970 mil assinantes, os investidores começaram a entrar em pânico. A Netflix perdeu bilhões em valor de mercado, e esse temor repercutiu em outras empresas que apostaram no streaming, como Disney e Warner Bros. Discovery – a primeira teve um impacto de US$ 1,47 bilhão em perdas de streaming e a segunda ainda está passando por uma reformulação. Este ano, espera-se que a Netflix mantenha seu orçamento de US$ 17 bilhões para gastos com conteúdo, como disse o diretor financeiro Spencer Neumann em teleconferências anteriores. Mas a lista de filmes anunciados para 2023 será significativamente menor do que nos anos anteriores. Ao todo, serão lançados 49 longas-metragens, um número bastante inferior aos 86 títulos de 2022.
“Outlander” é renovada para 8ª e última temporada
O canal pago americano Starz renovou a série “Outlander” para sua 8ª e última temporada. O anúncio foi feito por meio de um teaser, contendo declarações de todo o elenco, que agradeceu aos fãs por terem lhes feito companhia ao longo da série. Baseada na franquia de livros de Diana Gabaldon, “Outlander” é uma das séries mais vistas da TV paga dos Estados Unidos, com média de 1,5 milhões de telespectadores ao vivo – que sobe para 5,8 milhões em todas as plataformas. Misturando elementos de romance, sci-fi, drama histórico e aventura, a atração acompanha a enfermeira britânica Claire Randall, que, ao entrar numa ruína celta nos anos 1940, viaja no tempo e acaba no século 18, onde se apaixona por um jovem escocês (Sam Heughan) em luta contra a Inglaterra. Desde esse começo, a trama foi e voltou no tempo várias vezes, revelando até parentes do casal no futuro. Nas temporadas mais recentes, o casal central estabeleceu-se numa das 13 colônias que em breve virarão os EUA, onde acompanha atentamente o levante contra a coroa britânica, sabendo detalhes desse futuro histórico. Com a 8ª temporada, a série completará a adaptação dos oito livros iniciais de Gabaldon. Cada temporada adaptou um livro diferente e o último é “Escrito com o Sangue do meu Coração”. Até recentemente, a obra era considerada o desfecho da saga da viajante do tempo, mas em outubro passado Gabaldon lançou um 9º volume, “Diga às Abelhas que Não Estou mais Aqui”, e ela já está trabalhando em mais uma publicação. Porém, ainda que a série chegue à sua reta final, os fãs não ficarão órfãos, já que o Starz encomendou um spin-off produzido por Ronald D. Moore, criador da adaptação original (e de “Battlestar Galactica”). Chamada de “Outlander: Blood of My Blood”, a nova série será um prólogo focado no romance entre Ellen MacKenzie e Brian Fraser, que são os pais do personagem Jamie Fraser (Sam Heughan). A série terá 10 episódios. “’Outlander: Blood of My Blood’ é, no fundo, uma história de amor”, disse Matthew B. Roberts, showrunner e produtor executivo, em comunicado. “Ela explorará até onde uma pessoa irá para encontrar o amor em uma época em que o amor é considerado um luxo e quando os casamentos eram feitos estrategicamente, geralmente para ganhos políticos ou financeiros. O título é uma homenagem ao voto de casamento de Jamie Fraser com Claire e haverá vários nomes e rostos que os fãs de ‘Outlander’ conhecerão e reconhecerão. A história de Jamie e Claire na TV pode estar chegando ao fim na 8ª temporada, mas Diana continua sua jornada literária em sua maravilhosa série de livros e está trabalhando diligentemente no livro 10. Com Jamie e Claire, e agora Brian e Ellen, ainda há muito mais por vir no universo de ‘Outlander’, e mal podemos esperar para continuar compartilhando essas histórias com nossos fãs dedicados.” Kathryn Busby, presidente de programação original da Starz, disse que “por quase uma década, ‘Outlander’ conquistou o coração do público em todo o mundo e temos o prazer de levar a épica história de amor de Claire e Jamie a uma conclusão adequada. Mas antes de encerrarmos este capítulo, há muito da história apaixonada deles para contar ao longo de 26 novos episódios e ainda mais para explorar deste mundo dinâmico e sua história de origem. Estamos entusiasmados por continuar a parceria com Matthew, Maril e Ronald e mal podemos esperar para ver aonde sua narrativa atraente nos levará a seguir”. A 8ª temporada de “Outlander” ainda não tem previsão de estreia.
Diretor de “Malévola 2” fará novo filme da franquia “Tron”
O cineasta norueguês Joachim Rønning (“Malévola 2: Dona do Mal”) está em negociações avançadas para dirigir “Tron: Ares”, novo filme da franquia sci-fi “Tron” que será estrelado por Jared Leto (“Morbius”). As negociações indicam que a Disney deu sinal verde para a produção, que estava em desenvolvimento há cerca de uma décadas. O diretor escolhido tem ótima relação com o estúdio, com quem já trabalhou em “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” (2017), “Malévola 2: Dona do Mal” (2019) e o ainda inédito “Young Woman and the Sea” O primeiro filme, chamado “Tron: Uma Odisseia Eletrônica” (1982), foi estrelado por Jeff Bridges e ambientado dentro do programa de computador chamado Grid, onde um hacker é sequestrado e forçado a participar dos jogos. Com efeitos especiais considerados revolucionários para a época, o longa de 1982 deu início à era da computação gráfica nos cinemas e se tornou cult. A continuação, “Tron: O Legado”, só foi lançada em 2010, trazendo Bridges de volta, além de introduzir os atores Garret Hedlund e Olivia Wilde à franquia. Foi o primeiro filme dirigido por Joseph Kosinski (hoje incensado por “Top Gun: Maverick”) e arrecadou US$ 400 milhões nas bilheterias, finalizando com um gancho para um terceiro filme. Desde então, a Disney discute a possibilidade de completar a trilogia. Detalhes sobre a trama de “Tron: Ares” ainda não foram divulgados. Sabe-se apenas que o roteiro foi escrito por Jesse Wigutow (“Acontece nas Melhores Famílias”) e que será uma continuação direta de “Tron: O Legado”. O que inevitavelmente passa pela escalação de Hedlund e Wilde de volta à seus papéis. O filme deve começar a ser rodado em agosto, mas a previsão de estreia é somente para dezembro de 2025. Confira abaixo os trailers de “Tron: Uma Odisseia Eletrônica” e “Tron: O Legado”.
Alec Baldwin é indiciado por homicídio involuntário
O ator Alec Baldwin precisará responder acusações criminais pelo seu papel na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set do filme “Rust”. O anúncio foi feito pela promotora distrital do condado de Santa Fe, Mary Carmack-Altwies, em comunicado nesta quinta-feira (19/1). “Depois de uma análise minuciosa das evidências e das leis do estado do Novo México, determinei que há evidências suficientes para apresentar acusações criminais contra Alec Baldwin e outros membros da equipe de filmagem de ‘Rust’”, disse Carmack-Altwies. “Sob minha supervisão, ninguém está acima da lei e todos merecem justiça.” Além de Baldwin, que também é produtor do filme, a armeira Hannah Gutierrez-Reed também foi indiciada por homicídio involuntário. Além deles, o assistente de direção David Halls assinou um acordo judicial, assumindo culpa pela acusação de uso negligente de uma arma letal. Os termos do seu acordo incluem uma sentença suspensa e seis meses de liberdade condicional. Halyna Hutchins foi baleada em 21 de outubro de 2021, durante o ensaio de uma cena de “Rust”, quando um revólver antigo empunhado por Baldwin disparou. Ele recebeu a arma de Halls, que lhe disse que não continha munição real. Porém, ao disparar a arma, Baldwin matou Hutchins e feriu o diretor Joel Souza. (Nenhuma acusação foi feita em relação ao ferimento do diretor.) Luke Nikas, advogado de Baldwin, disse, em comunicado, que seu cliente “confiou nos profissionais com quem trabalhou, que lhe garantiram que a arma não tinha munição real”. Porém, cinco balas de verdade foram encontradas no set, misturadas com balas de festim. “Esta decisão distorce a trágica morte de Halyna Hutchins e representa um terrível erro judiciário”, disse ele. “O senhor Baldwin não tinha motivos para acreditar que havia uma bala de verdade na arma – ou em qualquer lugar do set de filmagem”. Jason Bowles, advogado de Gutierrez-Reed, também disse as acusações são o “resultado de uma investigação muito falha e uma compreensão imprecisa de todos os fatos”. Já o advogado da família de Hutchins celebrou a decisão. Em comunicado, Brian Panish disse que apoia as acusações e cooperará com a promotoria. “Queremos agradecer ao xerife de Santa Fé e à promotoria pública por concluir sua investigação minuciosa e determinar que as acusações de homicídio involuntário são justificadas pelo assassinato de Halyna Hutchins com desrespeito consciente pela vida humana”, disse ele. “Nossa investigação independente também confirma que as acusações são justificadas.” Baldwin e Gutierrez-Reed serão “acusados alternativamente” por duas acusações de homicídio culposo. Isso significa que, se um júri considerar qualquer um deles culpado, também determinará sob qual definição de homicídio involuntário eles são culpados, de acordo com o anúncio da promotoria. Para que o homicídio involuntário seja provado, deve haver prova de negligência. De acordo com a lei do Novo México, homicídio involuntário é um crime de quarto grau e é punível com até 18 meses de prisão e multa de US$ 5 mil. Isso inclui a acusação de uso negligente de uma arma de fogo. “Se qualquer uma dessas três pessoas – Alec Baldwin, Hannah Gutierrez-Reed ou David Halls – tivesse feito seu trabalho, Halyna Hutchins estaria viva hoje. É simples assim”, disse a promotora especial Andrea Reeb. “As evidências mostram claramente um padrão de desrespeito criminoso pela segurança no set de filmagem de ‘Rust’. No Novo México, não há espaço para sets de filmagem que não levem a sério o compromisso de nosso estado com a segurança de armas e a segurança pública”. O escritório da promotoria entrará com acusações no Primeiro Tribunal Distrital Judicial do Novo México antes do final do mês. Uma audiência preliminar será marcada em até 60 dias a partir da apresentação das acusações. O anúncio observa que as restrições da pandemia mudaram os protocolos e, durante a audiência, um juiz assumirá o papel do júri. Ele ouvirá a promotoria apresentar seu caso e vai decidir sozinho “se há causa provável para avançar com um julgamento”. Desde o acidente, Baldwin afirma que não puxou o gatilho. Porém, um relatório forense do FBI determinou que a arma não poderia ter sido disparada sem que o gatilho fosse puxado. Ainda não está claro como as balas de verdade chegaram ao set. “Alguém é responsável … mas sei que não sou eu”, disse Baldwin à ABC News em em dezembro de 2021. Em novembro do ano passado, o ator processou vários membros da equipe, incluindo Gutierrez-Reed, Zachry, Halls e Kenney, acusando-os de negligência por dar a ele uma arma de fogo carregada. “Essa tragédia aconteceu porque balas reais foram entregues no set e carregadas na arma”, afirmou a queixa dele. Em dezembro, Halls rebateu Baldwin e outros membros da equipe, argumentando que foi a “negligência ativa e primária” do ator que causou o tiroteio fatal. A produtora Rust Movie Productions não recebeu nenhuma acusação, apesar de estar envolvida em diversas questões envolvendo a segurança durante as filmagens. A empresa supostamente violou as normas da indústria relacionadas ao uso de armas, cortando custos com o intuito de diminuir o orçamento do filme. Em abril de 2022, o Departamento de Saúde e Segurança Ocupacional do Departamento de Meio Ambiente do Novo México emitiu a multa máxima permitida pela lei estadual, no valor de US$ 136.793, por inúmeras violações de protocolos de segurança no set de “Rust”, incluindo o uso de munição real e falha no treinamento da equipe em como manusear armas de fogo. Um relatório da agência revelou que houve dois incidentes anteriores em que armas de fogo foram disparadas acidentalmente. A primeira falha aconteceu em 16 de outubro de 2021, menos de uma semana antes do tiroteio fatal. Na ocasião, Zachry disparou um tiro de festim quando terminava de carregar um revólver calibre 0,45 apontado para o chão. O segundo caso envolveu o dublê de Baldwin, que disse que a arma “simplesmente disparou”. Ao contestar a multa, a Rust Movie Productions argumentou que não é culpada pelas filmagens no set porque não era uma empregadora na produção e contava com contratados independentes para supervisionar a segurança das armas – ou seja, Gutierrez-Reed. A produtora disse que a armeira era a única trabalhadora “responsável de forma singular por todas as tarefas associadas ao uso de armas de fogo e munições”, incluindo responsabilidades relacionadas com “garantir que a proibição expressa da RMP sobre a presença de munições reais fosse rigorosamente cumprida, garantindo que apenas balas de festim fossem usados quando solicitados pelo roteiro, e que apenas balas falsas fossem usadas”. Por isso, Gutierrez-Reed foi o foco central da investigação criminal. Filha de Thell Reed, um antigo armeiro de Hollywood, ela era responsável por supervisionar todas as armas e servia como assistente de adereços do filme, desempenhando uma função dupla. Esta era apenas a segunda vez que ela havia sido contratada como armeira-chefe em um filme. O fornecedor de munições Seth Kenney, o chefe de adereços Sarah Zachry e o assistente de direção David Halls, que era o coordenador de segurança no set e manuseou a arma antes de entregá-la a Baldwin, também fazem parte da lista de investigação da promotoria. A Rust Movie Production está se distanciando de todos esses indivíduos. Desde a tragédia, os produtores afirmam que não foram os responsáveis pela supervisão da produção, argumentando que simplesmente financiaram o filme. Além do processo criminal, Baldwin ainda enfrenta acusações de agressão, imposição intencional de sofrimento emocional e negligência em outra ação movida pela continuísta Mamie Mitchell. O juiz do Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, Michael Whitaker, concluiu em novembro de 2022 que houve “conduta extrema e ultrajante por parte de Baldwin”, que “inesperadamente engatilhou e disparou uma arma carregada”, apesar de estar ciente de uma cultura de segurança desastrosa no set de “Rust”. A advogada da continuísta celebrou a decisão da Justiça do Novo México. “Acreditamos que esta decisão é importante para todos os trabalhadores do cinema que merecem proteção ao realizar seu trabalho e prova que mesmo as estrelas de cinema não estão acima da lei e devem responder por suas ações”, disse Gloria Allred, em comunicado. As filmagens de “Rust” haviam sido retomadas em janeiro, fora do Novo México, com marido de Hutchins assumindo a função de produtor executivo após um acordo com a produção do filme. Porém, os trabalhos foram suspensos novamente diante da nova decisão no caso.












