Travelers é cancelada após 3ª temporada sem divulgação da Netflix
A Netflix cancelou “Travelers” após lançar a 3ª temporada da série praticamente sem divulgação. Para se ter ideia, a Netflix Brasil não divulgou um trailer legendado sequer em seu canal no YouTube para avisar que os episódios estavam disponíveis. E a versão americana da plataforma só produziu um único vídeo sobre a produção, e isso uma semana antes da estreia. Um vídeo apenas, sem legendas. Com menos destaque que produções novatas da Índia, da Polônia e da Austrália, a série tinha obtido 100% de aprovação em sua temporada inaugural na média do Rotten Tomatoes. Criação de Brad Wright, que desenvolveu o universo “Stargate” na televisão (as séries “Stargate SG-1”, “Stargate Atlantis” e “Stargate Universe”), a atração girava em torno dos últimos sobreviventes da humanidade, que enviavam suas consciências através do tempo para “possuírem” as mentes de pessoas no século 21, e assim tentar mudar o futuro apocalíptico. Estes “viajantes” assumiam a vida de pessoas aparentemente aleatórias, destinados a morrer de causas fortuitas, trabalhando secretamente em conjunto para salvar a humanidade da destruição. Ironicamente, a falta de empenho da Netflix contrastou com o investimento feito na atração. Realizada pelo canal canadense Showcase em suas primeiras temporadas, os últimos episódios de “Travelers” foram os primeiros totalmente financiados pela Netflix. E essa iniciativa foi fruto da ótima repercussão do material inicial. Ao final, a plataforma nem se deu ao trabalho de revelar aos fãs o cancelamento. Quem fez isso foi o ator Eric McCormack nesta sexta-feira (1/2) em suas redes sociais. Protagonista e produtor da série, McCormack (mais conhecido como o Will de “Will & Grace”) publicou um vídeo para dar a má notícia. “Muitos de vocês vêm perguntando sobre a possibilidade de uma 4ª temporada, mas muitos têm dito: ‘Veja, se for só isso, que final emocionante e profundo que tivemos'”, disse o ator. “Bem, receio que seja só isso. Quem sabe o que o futuro reserva, mas o Programa de Viajantes 1, como nós o chamamos, está completo… Muito amor de 3468 para o século 21”. Além de Eric McCormack, o elenco incluía Mackenzie Porter (série “Hell on Wheels”), Patrick Gilmore (“O Segredo da Cabana”), Jared Paul Abrahamson (série “Awkward”), Nesta Marlee Cooper (série “Heroes Reborn”) e Reilly Dolman (“Percy Jackson e o Ladrão de Raios”). To all our fellow #Travelers… ❤️ @MacKenziePMusic @NestaCooper @JaredAbrahamson @PatrickGilmore @LeahCairns @SpenceJen @jalexbrinson @bradtravelers @Carrie_Mudd pic.twitter.com/76Y3wYmnSQ — Eric McCormack (@EricMcCormack) February 1, 2019
José Padilha fará filme sobre a origem da dinastia Gracie no jiu-jitsu
O diretor José Padilha vai contar a origem do jiu-jitsu brasileiro no filme “Dead or Alive” (Morto ou Vivo, em tradução literal), uma produção bancada pela Netflix. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, que revelou o projeto, o filme será focado em Mitsuyo Maeda e Rickson Gracie, dois atletas de diferentes gerações que ajudaram a desenvolver e popularizar a arte marcial mista que se tornou reverenciada em todo o mundo por seu DNA brasileiro. Padilha irá dirigir, escrever e dividir a produção com Greg Silverman. Ambicioso, o filme pretende acompanhar a evolução do jiu-jitsu desde o século 19 no Japão até seu estouro no Brasil. Para isso, dará o devido reconhecimento a Maeda, que foi uma espécie de embaixador das lutas, que saiu do Japão e chegou ao Brasil no começo do século 20. Em uma demonstração, ele conheceu Carlos Gracie, que acabou ensinando o jiu-jitsu para a família e criando uma dinastia de campeões, inclusive seu sobrinho mais famoso, Rickson Gracie, que foi indicado ao Hall da Fama do MMA. “Este é um filme com apelo universal e com personagens importantes da vida real”, disse o produtor Greg Silverman em comunicado. “Rickson Gracie é um dos maiores lutadores de todos os tempos e estamos honrados em compartilhar sua história.” “Sou admirador de Padilha há anos, e estamos honrados por ele ter escolhido a [produtora] Stampede para colaborar em ‘Dead or Alive’ e para compartilhá-lo com o público global da Netflix”, acrescentou. “Dead or Alive” será o primeiro filme de Padilha para a Netflix. Mas ele já trabalha com a plataforma como produtor das séries “Narcos” e “O Mecanismo”. Ainda não há previsão para a estreia.
Veja toda a 1ª temporada e a estreia gratuita do segundo ano de Ryan Hansen Solves Crimes on Television
O YouTube Premium disponibilizou na quarta (30/1) com divulgação mínima a 2ª temporada de “Ryan Hansen Solves Crimes on Television”, uma das séries de comédia mais subestimadas da atualidade. E para convencer quem ainda não sabe do que se trata, a plataforma também abriu acesso gratuito para toda a 1ª temporada – apenas até o dia 13 de fevereiro. Abusando da metalinguagem, a série satiriza a premissa absurda de atrações televisivas de sucesso, que colocam um civil famoso – um escritor como “Castle” ou “mentalista” como “The Mentalist” – para investigar crimes ao lado de parceiros policiais. A ideia é que esse seria um costume corriqueiro, com a polícia recorrendo a celebridades para combater o crime em Los Angeles. A atração acompanha um ator (não tão célebre) de Hollywood em seu dia-a-dia desvendando casos criminais, ninguém menos que Ryan Hansen. E antes que alguém pergunte quem é Ryan Hansen, ele viveu Dick Casablancas na série “Veronica Mars”, que lançou a carreira de Kristen Bell. Os dois ficaram tão amigos que ela também fez participação na 1ª temporada, interpretando a si mesma – e zoando o protagonista o tempo inteiro. Há ainda participações de Jon Cryer (série “Two and a Half Men”), Joel McHale (série “Community”), Donald Faison (série “Scrubs”), Rob Corddry (“A Ressaca”), Thomas Lennon (“Lethal Weapon”), Jane Lynch (“Glee”) e outros famosos como eles próprios. A série é uma criação do cineasta Rawson Marshall Thurber (“Família do Bagulho”, “Um Espião e Meio”), que, além de escrever e produzir, dirige dois dos oito episódios da 1ª temporada e mais um par de capítulos do segundo ano. Outro cineasta, Jeff Wadlow (“Kick-Ass 2”) também assina vários episódios. Arrisque-se abaixo, com a íntegra da 1ª temporada e o primeiro episódio do segundo ano.
Richard Gere precisa escolher entre o filho e seus negócios no trailer de sua primeira série de TV
A BBC divulgou o trailer de “MotherFatherSon”, a primeira série estrelada pelo veterano ator Richard Gere (de “Uma Linda Mulher”). Desenvolvida por Tom Rob Smith (criador de “London Spy” e cocriador de “American Crime Story”) e com direção do cineasta James Kent (“Juventudes Roubadas”), a atração de oito capítulos é descrita como um psycho-thriller ambientado em sistemas de poder na política, na mídia e na polícia. Na trama, Gere vive Max, um americano que fez fortuna sozinho e virou um dos nomes mais influentes de Londres com seu poderoso jornal. Entretanto, ele pode perder tudo devido a seu filho, que tem um estilo de vida desregrado, colocando em risco os negócios da família. Ele vai dividir a tela com Helen McCrory (“Peaky Blinders” e franquia “Harry Potter”) e Billy Howle (“Dunkirk”), que vivem sua ex-mulher e o filho, além de Elena Anaya (“Mulher-Maravilha”) e Ciarán Hinds (“Game of Thrones”). Ainda não há previsão para a estreia.
Sex Education é renovada e ganha vídeos divertidos
A Netflix renovou “Sex Education” para sua 2ª temporada. A série se tornou uma das raras produções a ter sua audiência revelada pela plataforma. Logo após seu lançamento em janeiro, a empresa tornou público o número de 40 milhões de espectadores num relatório para o mercado. Ainda não há data de estreia previstas para o segundo ano, mas a empresa divulgou teasers regionais para informar que os novos episódios foram encomendados. A versão em inglês é uma sátira de “Meninas Malvadas”. A cena traz os personagens descrevendo de forma elogiosa Otis (Asa Butterfield), do mesmo modo como a comédia de 2004 fazia com Regina George (Rachel McAdams). Já a versão brasileira é apresentada por Marcelinho, um fantoche popularizado pelo YouTube nacional, conhecido por ler contos eróticos com voz esganiçada. O resultado é tão bizarro quanto hilário. Veja abaixo. A série foi criada pela curtametragista Laurie Nunn e também é estrelada por Gillian Anderson (série “Arquivo X”) como a mãe do jovem protagonista.
Filho de David Bowie nega autorização para usar músicas do pai em cinebiografia indie
O cineasta Duncan Jones (“Warcraft”), filho de David Bowie, repercutiu no Twitter a notícia sobre a produção de “Stardust”, filme inspirado na juventude de seu pai. Jones disse que o projeto, que será estrelado por Johnny Flynn (o jovem Einstein de “Genius”) não tem a bênção da família nem autorização para usar nenhuma das músicas do cantor. Rebatendo informação em contrário da revista The Hollywood Reporter, ele escreveu: “Este jornalista precisa fazer uma investigação um pouco mais aprofundada. Estou certo que ninguém recebeu autorização para usar as músicas em uma biografia… Eu saberia se isso tivesse acontecido”. “Eu não estou dizendo que o filme não vai acontecer. Estou dizendo que, da forma como está agora, ele não terá nenhuma das músicas do meu pai, e não imagino isso mudando tão cedo”, continuou. “Se os fãs querem ver um filme biográfico sem as músicas dele, e sem a bênção da família, é uma escolha deles”, completou. Jones também deu a entender que a aprovação de um filme sobre Bowie dependeria muito dos envolvidos. Um seguidor quis se ele estaria aberto a uma abordagem menos convencional, como “Não Estou Lá”, sobre Bob Dylan. “Se Neil Gaiman quiser escrever algo usando os muitos personagens do meu pai, e o time de Peter Ramsey quiser transformar isso em um filme animado, eu faria todos da família prestarem atenção na proposta e considerá-la seriamente”, respondeu Jones. Gaiman é o escritor de obras como “American Gods”, “Coraline” e outros elogiados livros de fantasia, vários deles adaptados para o cinema e séries, enquanto Ramsey é um dos diretores de “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Já os responsáveis por “Stardust”, que vai acompanhar uma viagem de Bowie aos EUA em 1971, são o obscuro roteirista Christopher Bell (“The Last Czar”) e o diretor indie Gabriel Range (“A Morte de George W. Bush”). O plano deles é começar as filmagens em junho para um lançamento em 2020. Im not saying this movie is not happening. I honestly wouldn't know.Im saying that as it stands, this movie won't have any of dads music in it, & I can't imagine that changing. If you want to see a biopic without his music or the families blessing, thats up to the audience. — Duncan Jones (@ManMadeMoon) January 31, 2019 If @neilhimself wanted to write something using dad's characters, and @pramsey342 and his team wanted to make it as an animated film, I would urge everyone on my end to pay attention and give the pitch serious consideration. 😉 https://t.co/WdpuL1o7z7 — Duncan Jones (@ManMadeMoon) January 31, 2019
The Handmaid’s Tale: Teaser da 3ª temporada revela destino de Offred
A plataforma Hulu divulgou o primeiro teaser da 3ª temporada de “The Handmaid’s Tale”. Visando criar expectativa para o trailer completo, que será lançado no domingo na TV americana, durante o intervalo do Super Bowl, o vídeo revela uma grande reviravolta da trama, mostrando o destino de June/Offred (Elizabeth Moss). A prévia registra a personagem sem os trajes vermelhos de aia, assumindo novo vestuário, de cor cinza, como uma Martha – nome dado às criadas responsáveis por afazeres domésticos no mundo opressivo de Gilead. No final da temporada passada, June ficou com o destino em aberto, após entregar sua filha recém-nascida nas mãos de Emily (Alexis Bledel). Mas, em vez de se juntar à amiga em fuga de Gilead, ela toma a decisão de ficar naquele lugar opressivo para resgatar sua outra filha, a pequena Hannah (Jordana Blake). O trailer deve explicar se o novo vestuário de June é um disfarce para realizar seu objetivo ou uma nova punição, por ter “raptado” sua filha da casa do comandante Waterford (Joseph Fiennes). Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a trama de “The Handmaid’s Tale” se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado. A trama foi adaptada por Bruce Miller (de “The 100”) e já deixou para trás a história do livro, adentrando território inédito na 2ª temporada para continuar acompanhando a trajetória de sua protagonista. A data de estreia dos novos episódios ainda não foi divulgada. As duas primeiras temporadas foram exibidas no Brasil pelo canal pago Paramount e estão sendo disponibilizadas também pela Globoplay. #SBLIII pic.twitter.com/1hDBz2Giyn — The Handmaid's Tale (@HandmaidsOnHulu) February 1, 2019
Críticas oficiais chamam Alita: Anjo de Combate de “lixo”
A diferença entre os críticos geeks e os críticos de cinema radicalizou-se com o lançamento de “Alita: Anjo de Combate”. Após ser incensada pelos groupies dos sites geeks, que babaram em tuítes elogiosos após as primeiras sessões para jornalistas, a sci-fi está sendo destruída pela imprensa “séria”, que não escreve sobre bonecos de filmes. De “marco da sci-fi” e “uma maravilha da computação gráfica”, como exageraram os críticos de Twitter, o filme virou “lixo” nas publicações oficiais com mais de 280 caracteres dos críticos de cinema. Embora elogiando as sequências de ação e a expressividade de Alita – interpretada pela atriz Rosa Salazar com efeitos CGI – , o consenso é que “Alita: Anjo de Combate” não passa de um clichezão de sci-fi com personagens superficiais. O site The Wrap o classificou como “uma confusão”… “apressada, sem foco e de tom errático”. O jornal britânico The Guardian taxou a obra de “romance distópico convencional” e, acrescentou a revista Time Out, “já visto antes”. “O Big Mac do cinema”, resumiu a Variety, num alusão a junk (lixo) food. Já a revista Entertainment Weekly considerou que “chamar esse filme de lixo é um desserviço para a autenticidade dos filmes trash legítimos”. Com a publicação das primeiras críticas, o filme ganhou cotação no site Rotten Tomatoes. E é podre, com apenas 44% de aprovação. O detalhe é que, quando se aplica o filtro dos chamados “top critics” (aqueles que não publicam em sites de groupies geeks), a avaliação desaba para 29%. Lixão. A história adapta o mangá criado por Yukito Kishiro em 1990 sobre a ciborgue do século 26 chamada Alita, que é encontrada em um ferro-velho por um cientista. Sem memórias, ela demonstra uma habilidade letal para as artes marciais e tenta ser aceita entre os humanos, enquanto é perseguida por conta de seu passado. A adaptação foi escrita pelo cineasta James Cameron (“Avatar”), que também assina a produção e tinha planos para dirigir o filme, mas perdeu o ímpeto ao mergulhar na megalomania das sequências de “Avatar”. Assim, o longa passou para as mãos de Robert Rodriguez (“Sin City”). Além de Rosa Salazar (de “Bird Box”), recriada digitalmente no papel-título, o elenco também destaca Mahershala Ali (“Moonlight”), Jackie Earl Haley (série “Preacher”), Ed Skrein (“Deadpool”), Eiza González (“Em Ritmo de Fuga”), Michelle Rodriguez (“Velozes e Furiosos”), Jennifer Connelly (“Noé”), Casper Van Dien (“Tropas Estrelares”), Lana Condor (“Para Todos os Garotos que Já Amei”), Jeff Fahey (“Planeta Terror”) e Keean Johnson (série “Nashville”). A estreia está marcada para o dia 14 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Trailer legendado de Hobbs & Shaw revela que Velozes e Furiosos entrou na era Marvel
A Universal divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”, título oficial do spin-off da franquia “Velozes e Furiosos” centrado nos personagens de Dwayne Johnson (Hobbs) e Jason Statham (Shaw). E a prévia mostra que a franquia entrou na era Marvel, não apenas na construção de um universo expandido, mas na adoção de supervilões. O personagem de Idris Elba tem a superforça do Capitão América. “Sou a mudança evolutiva humana”, narra o próprio Elba sobre sua origem, mostrada em laboratório tecnológico logo na abertura do vídeo. “Velozes e Furiosos” sempre testou os limites do impossível, com cenas absurdas de ação envolvendo carros em disparada. Mas o spin-off abandona qualquer vestígio de realismo ao incorporar clichês de quadrinhos – o velho truque do personagem que “evolui” em laboratório data dos anos 1940, como o citado Capitão América. Por outro lado, os filmes da Marvel costumam ser divertidos. E o trailer também é absurdo nesse sentido, com cenas eletrizantes envolvendo os protagonistas, que continuam mais antagonistas que nunca, mesmo tendo que trabalhar juntos para enfrentar o supervilão. Sem renegar a franquia original, a prévia ainda inclui diversas manobras mirabolantes de carros acelerados. E quedas que desafiam as leis da física, mas são incrivelmente cinematográficas. Dirigido por David Leitch (“Deadpool 2”) e escrito por Chris Morgan, roteirista veterano de “Velozes & Furiosos”, o longa completa seu elenco com participações de Vanessa Kirby (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Eiza Gonzalez (de “Em Ritmo de Fuga”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”), John Tui (“Battleship”), o jogador de futebol americano Josh Mauga e o lutador Roman Reigns, primo de Dwayne “The Rock” Johnson. A estreia está marcada para agosto – nove meses antes do aguardado “Velozes & Furiosos 9”.
Nicki Minaj vira rainha das trevas em novo clipe sombrio
Nicki Minaj divulgou o clipe da música “Hard White”. E em vez de closes rebundantes, o vídeo surpreende com uma estética de metal gótico. Totalmente sombrio, traz a rapper coroada como rainha das trevas, em meio a dançarinos endemoniados, que se contorcem, mostram dentes e garras sob uma maquiagem branca contrabandeada de Marilyn Manson. O cenário de “American Horror Story” também inclui escorpiões desmembrados, freiras seminuas, velas flamejantes e corvos mortos com bicos sangrentos, enquanto Nicki Minaj desfila figurinos trevosos e um traje metálico de Jean Paul Gaultier, estilista referenciado na letra numa rima com “go cheer”. A música é do álbum “Queen” e ela reina absoluta em cena, com direito a coroa e trono dourado com entalhes de caveira, “customizado por Lagerfeld”, em meio à escuridão. A direção é de Mike Ho, que anteriormente trabalhou com a rival favorita da cantora, Cardi B – por sinal, o vídeo de “Ring” também tinha um visual cavernoso.
Anitta e Kevinho inauguram a era dos remakes de videoclipes
“Terremoto”, a parceria entre Anitta e Kevinho, ganhou clipe. E o curioso é que se trata de remake de outro clipe: feito para a música “I’m Still in Love With You”, de Sean Paul e Sasha, lançado em 2002. Com direção de João Papa, o vídeo teve a benção de Sean Paul, que autorizou as referências. E assim “Terremoto” pôde abalar as placas de paradigmas. Como as séries e filmes, clipes também passam a ter remakes. Claro que os fãs já gravam a si mesmos, há anos, imitando clipes de seus ídolos. Mas faltava uma produção oficial que assumisse a vontade de ser igual a quem veio antes. Uma fã famosa como Anitta para copiar o ídolo – até já esquecido, no caso. “Eu A-M-A-V-A esse clipe. A ideia surgiu porque planejamos esse lançamento há mais de um ano, mas sempre acontecia alguma coisa e precisávamos adiar. Demorou tanto para sair que decidimos fazer um remake (risos). Deu um trabalhão, mas ficou exatamente como queríamos. Espero que vocês gostem!”, disse Anitta em comunicado reproduzido por todo mundo. A cantora diz ter feito questão de reproduzir quadro a quadro as cenas da obra original de Director X (diretor também do sucesso “Work from Home”, do Fifth Harmony). Mas se são as mesmas cores, cenografia, figurino e detalhes coreográficos, por mais parecido que tenha ficado, a vibe resulta bem diferente. Simplesmente porque Anitta e Kevinho têm mais ginga que Sean Paul e Sasha, mesmo quando tentam repetir poses e passos do clipe original. Passa por funk/reggaton ser mais dançante que reggae tradicional. E isso se manifesta de forma ainda mais clara nas cenas que são exclusivas do vídeo nacional, gravadas fora do cenário inicial. Compare os dois vídeos abaixo.
Oficial: Série The L Word vai voltar com integrantes do elenco original
O canal pago Showtime confirmou a volta de “The L Word”, primeira série americana centrada no universo das mulheres lésbicas. A produção ganhará nova versão com a participação de integrantes do elenco original. O projeto começou a ser discutido há mais de um ano, mas só foi oficializado na quinta (31/1) durante o encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). O revival estará a cargo da cineasta indie Marja-Lewis Ryan, cujos créditos incluem o piloto de “College” na Amazon, o drama “6 Balões” e vários roteiros de longas em desenvolvimento, inclusive o remake de “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” (1984). Ela vai trabalhar com a criadora da atração original Ilene Chaiken, que precisou ceder a função de showrunner por estar envolvida com a série “Empire” e ter um contrato de exclusividade com a Fox. “Marja trouxe sua visão única e contemporânea para ‘The L Word ‘ e misturou-a lindamente no tecido da série inovadora de Ilene”, disse Gary Levine, presidente do Showtime. “Essa série reverenciada foi divertida e impactante quando foi originalmente exibido no Showtime, e estamos confiantes de que nossa nova versão será isso e muito mais em 2019”. O revival trará de volta três das atrizes principais: Jennifer Beals, Kate Moennig e Leisha Hailey. Elas farão participações na série e dividirão créditos de co-produtoras com Chaiken e Ryan. Durante o TCA, a atriz Sarah Shahi também confirmou que retomará seu papel de Carmen, a namorada bissexta de Shane (Kate Moennig). Outras intérpretes da série original também devem aparecer em participações especiais para mostrar como seguiram suas vidas, amores e tribulações, em meio às novas personagens da produção. “The L Word” estreou em 2004 e foi aclamada, ajudando a dar visibilidade à comunidade lésbica na televisão. Ao lado de “Queer as Folk”, sobre homens gays, tornou-se pioneira da representatividade LGBTQIA+, inaugurando uma nova era nas séries. Durante sua exibição, discutiu temas como sexo, maternidade, direitos, preconceito, fetiches e até introduziu uma personagem transgênero, vivida por Daniela Sea, que fez sua transição de Moira para Max ao longo de uma temporada – uma década antes da estreia de “Transparent”. Ao longo de seis temporadas, a série também mostrou cenas quentes de sexo, o que ajuda a explicar porque foi bem aceita entre o curioso público heterossexual. Ilene Chaiken ainda pretendia fazer um spin-off centrado na personagem Alice (vivida por Leisha Hailey), que seria passado numa prisão – respondendo à pergunta que ficou no ar ao final da 6ª temporada de “The L Word”: quem matou Jenny (Mia Kirshner). Mas, na época, o Showtime achou o projeto muito apelativo, considerando que uma série sobre presidiárias lésbicas não teria audiência. Quatro anos depois, a Netflix lançou “Orange Is the New Black”. Mas a atração teve um derivado diferente, um reality show sobre lésbicas reais, “The Real L Word”, que durou três temporadas, exibido de 2010 a 2012. O retorno de “The L Word” acontece após o canal Showtime resgatar, com sucesso, a série clássica “Twin Peaks” e reflete uma estratégia que ganha cada vez mais força na TV americana: a exploração de marcas conhecidas, para fisgar o público na guerra pela audiência.
Katy Keene: Spin-off de Riverdale vai se passar após a formatura dos personagens no colegial
O spin-off da série “Riverdale” teve novos detalhes revelados durante a participação de Mark Pedowitz, presidente da rede CW, no encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). O piloto de “Katy Keene” foi encomendado na semana passada e ainda está em fase inicial do desenvolvimento, mas Pedowitz revelou uma informação crucial, que dificulta (mas não impossibilita) a possibilidade de crossovers com “Riverdale”. Caso seja aprovada (e será), a nova série vai se passar anos depois da formatura dos personagens de “Riverdale”. Assim, segundo Pedowitz, se “algum dos personagens de ‘Riverdale’ aparecer em ‘Katy Keene’ será numa versão mais velha”. “Katy Keene” é descrita como uma comédia musical centrada no personagem-título, uma modelo, atriz e cantora que tem sua própria revista de quadrinhos desde os anos 1940. No piloto em desenvolvimento, ela aparecerá em versão atualizada. Não mais a pin-up que inspirou o visual da cantora pop Katy Perry, mas uma aspirante a estilista da cidade de Nova York. Em comunicado oficial, a CW resumiu o projeto como “a vida e os amores de quatro personagens icônicos da Archie Comics – incluindo a futura lenda da moda Katy Keene – enquanto eles perseguem seus sonhos aos 20 e poucos anos em Nova York. A trama musical vai narrar os inícios e as lutas de quatro aspirantes a artistas que tentam chegar à Broadway, às passarelas de moda e aos estúdios de gravação”. Lembra “Fama” mesclado com “Glee” e… “Project Runway”. “Katy Keene” será o segundo spin-off de “Riverdale”, após a produção de “O Mundo Sombrio de Sabrina”. Originalmente, a série da aprendiz de feiticeira foi concebida para acompanhar “Riverdale” na rede CW, mas o canal percebeu que teria três séries de bruxas e preferiu ficar só com “Legacy” e Charmed”, deixando “Sabrina” se tornar um dos maiores sucessos da Netflix. O roteirista-produtor Roberto Aguirre-Sacasa, que criou “Riverdale” e “O Mundo Sombrio de Sabrina”, também é o responsável por “Katy Keene”, ao lado do coprodutor das duas séries Greg Berlanti. Sacasa descreve o novo projeto como completamente diferente dos anteriores, com um tom mais leve. Outra novidade revelada no evento da TCA é que a diretora Maggie Kiley, que comandou episódios de “Riverdale” e “O Mundo Sombrio de Sabrina”, vai assinar o piloto.









