FKA Twigs diz que Shia LaBeouf atirava em cachorros para entrar em personagem
A cantora britânica FKA Twigs contou mais detalhes de seu relacionamento conturbado com Shia LaBeouf, que ela está processando por agressão e comportamento abusivo. FKA Twigs falou sobre o assunto em uma entrevista de capa da atual edição da revista Elle, revelando que o ator de “Transformers” tinha o costume de atirar em cachorros de rua para “entrar no personagem”. LaBeouf teria lhe dito que estava seguindo um método de preparação para o seu papel em “The Tax Collector”, quando atirou em um cachorro. Segundo a cantora, quando ela questionou seu comportamento covarde, LaBeouf teria respondido: “’Eu levo minha arte a sério. Você não está me apoiando na minha arte. Isto é o que eu faço. É diferente de cantar. Eu não apenas subo no palco e faço alguns movimentos. Eu estou no personagem’”. “Ele me fez sentir mal, como se eu não entendesse o que era ser um ator ou fazer isso… o método [técnica de atuação]”, explicou FKA Twigs. O ator também fez uma tatuagem real no peito para estrelar o filme escrito e dirigido por David Ayer (“Esquadrão Suicida”). O resultado de tanta dedicação não teve mais que 20% de aprovação da crítica americana, na média calculada pelo site Rotten Tomatoes. “O que deu em Shia LaBeouf para fazer uma tatuagem enorme para este filme de gângster insatisfatório?”, escreveu o famoso crítico Richard Roeper do jornal Chicago Sun-Times. “Uma das experiências de cinema mais atrozes do ano”, resumiu o jornal Los Angeles Times. E que se torna ainda mais atroz quando se descobre que pode ter custado a vida de alguns cachorros. Em dezembro, quando o processo foi oficializado por Twigs, LaBeouf não negou os abusos que cometeu contra FKA Twigs. “Eu tenho sido uma pessoa abusiva comigo mesmo e com as pessoas ao meu redor por anos. Tenho um histórico de machucar aqueles que são mais próximos de mim. Sinto vergonha deste histórico e peço desculpas àqueles que machuquei. Não posso dizer nada além disso”, comentou. Meses depois, no entanto, o advogado do ator disse o oposto em documentos oficiais do caso. Na defesa de seu cliente, Shawn Holley disse que ele “nega, de forma geral e específica, cada uma e todas as alegações” levantadas por Twigs, e alega que cantora não sofreu “qualquer perda ou prejuízo” por causa de seu relacionamento com LaBeouf. Enquanto o processo corre, LaBeouf decidiu se internar em uma clínica de reabilitação.
FKA Twigs dá mais detalhes dos abusos de Shia LaBeouf
A cantora britânica FKA Twigs deu mais detalhes sobre suas acusações contra o ex-namorado, o ator Shia LaBeouf (“Transformers”), que ela está processando por agressão e comportamento abusivo. Ela falou sobre o assunto à revista Elle e ao programa “CBS This Morning”, do canal americano CBS. “É um milagre que eu tenha saído viva. E acho que foi sorte. Honestamente, eu gostaria de poder dizer que encontrei forças, ou vi a luz [para deixar o relacionamento]. Eu gostaria de poder dizer que isso é um testamento ao meu caráter forte, ou à forma como a minha mãe me criou. Mas não foi nada disso. Foi pura sorte”, ela contou à Elle, numa reportagem de capa da nova edição da publicação. Na época do processo, a cantora descreveu incidentes em que LaBeouf a teria acordado no meio da noite com as mãos em sua garganta, ameaçando sufocá-la, em que ele deixou hematomas em seus braços e pulsos pela maneira como a segurava e puxava durante discussões, e em que ele propositalmente a infectou com uma doença sexualmente transmissível. Agora, contou outros momentos terríveis da relação. “Ele me acordava no meio da noite dizendo que eu estava ‘imaginando um plano para deixá-lo’, mas eu só estava dormindo. Então ele me obrigava a dormir nua, para mostrar que não estava ‘me escondendo dele'”, Twigs disse ao “CBS This Morning”, em sua primeira entrevista televisiva sobre o caso. Ela completa a informação dizendo ter descoberto que essa é uma tática comum entre abusadores. “Eles querem que você esteja disponível o tempo todo, como se tudo fosse centrado ao redor deles. Eu acho que é por isso que eu quis tornar todos os detalhes públicos, para que mais pessoas possam reconhecer os sinais de abuso desde o princípio”, disse. “É uma ferida muito recente para mim, obviamente. Eu sei que a minha jornada não será perfeita, mas espero que, com os pequenos passos que estou dando, possa inspirar outras pessoas a tomarem as suas vidas de volta. Contando tudo isso, eu devolvi a disfunção [de LaBeouf] para ele.” Em dezembro, quando o processo foi oficializado por Twigs e por outra ex-namorada de LaBeouf, Karolyn Pho, o ator não negou os abusos. “Eu tenho sido uma pessoa abusiva comigo mesmo e com as pessoas ao meu redor por anos. Tenho um histórico de machucar aqueles que são mais próximos de mim. Sinto vergonha deste histórico e peço desculpas àqueles que machuquei. Não posso dizer nada além disso”, comentou. Meses depois, no entanto, o advogado de LaBeouf disse o oposto em documentos oficiais do caso. Na defesa do ator, Shawn Holley diz que ele “nega, de forma geral e específica, cada uma e todas as alegações” levantadas por Twigs, e alega que cantora não sofreu “qualquer perda ou prejuízo” por causa de seu relacionamento com LaBeouf. Enquanto o processo corre, o ator decidiu se internar em uma clínica de reabilitação.
Expulsão de Trump do Twitter é para sempre
O Twitter não permitirá que Donald Trump retorne à plataforma mesmo que se candidate novamente à Presidência dos EUA. O ex-presidente americano foi expulso do Twitter há um mês. E o CFO do Twitter, Ned Segal, confirmou em uma entrevista na quarta-feira (10/2), no programa “Squawk Box” da CNBC, que a decisão foi definitiva. “A forma como nossas políticas funcionam, quando você é removido da plataforma, você é removido, seja você um comentarista, um diretor financeiro ou um funcionário público da ativa ou ex-servidor”, disse Segal. Ele acrescentou: “Lembre-se de que nossas políticas são projetadas para garantir que as pessoas não incitem a violência e, se alguém fizer isso, temos que removê-los do serviço e nossas políticas não permitem que essas pessoas voltem”. A expulsão de Trump pelo Twitter aconteceu em 8 de janeiro, dois dias depois dele incitar uma multidão de seguidores a invadir o Congresso dos EUA, como forma de forçar sua permanência do governo, após perder as eleições para Joe Biden. Cinco pessoas morreram durante a manifestação violenta. Acusado de incitar uma insurreição, o ex-presidente enfrenta um processo de Impeachment no Senado americano desde terça (9/2).
Anônimo: Comercial traz Bob Odenkirk como pai de família e matador profissional
A Universal Pictures divulgou o comercial de “Anônimo” (Nobody) exibido no intervalo do Super Bowl (a final do campeonato de futebol americano) nos EUA. O thriller de ação do criador de “John Wick” traz Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) como um pai de família, que ao ter a casa invadida por assaltantes revela suas habilidades secretas como matador profissional. Ou, como ele chama: de “auditor”. Por 12 anos, o aparente homem comum e anônimo trabalhou para pessoas perigosas, mas deixou tudo para trás ao se casar. Com a família ameaçada, ele demonstra porque poucos lembravam de seu passado – ele matou a maioria. A história do personagem chega a lembrar a trajetória original de John Wick nos filmes estrelados por Keanu Reeves. Não por acaso, o roteirista de “Anônimo” é justamente o responsável pela trilogia de “John Wick”, Derek Kolstad. A direção, por sua vez, está a cargo do russo Ilya Naishuller (“Hardcore: Missão Extrema”) e o elenco ainda inclui Connie Nielsen (“Mulher-Maravilha”), Gage Munroe (“A Cabana”), Aleksey Serebryakov (“Leviatã”), RZA (“Os Mortos Não Morrem”) e Christopher Lloyd (“De Volta para o Futuro”). Originalmente previsto para fevereiro, o filme foi adiado para 2 abril e, devido às cenas de violência, será exibido com classificação “R” (para maiores) nos EUA. No Brasil, a estreia está marcado para 1 de abril.
Atriz de Rotas do Ódio foi vítima de crime denunciado na série
A atriz Renata Peron viveu na pele o tema abordado pela série “Rotas do Ódio”, que teve suas três temporadas lançadas na Globoplay na semana passada. Em 2004, ela andava pela Praça da Sé, em São Paulo, quando foi brutalmente espancada por um grupo de skinheads simplesmente por ser transexual. Além do trauma emocional, ela perdeu um dos rins e carrega até hoje uma cicatriz na barriga por conta da violência sofrida aos 27 anos. “É um trauma muito grande você ser agredida por ser quem você é. Eu demorei anos para conseguir superar esse trauma, mas hoje, aos 43 anos, posso dizer que consegui. Acabei entendendo que o problema não sou eu, mas a sociedade ruim e emburrecida em que vivemos”, ela disse à coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo. “Fisicamente, ainda carrego algumas marcas. Preciso beber três litros de água por dia, para que o meu único rim continue funcionando bem. Também não uso mais biquíni e nada que mostre a minha barriga, pois tenho vergonha da grande cicatriz que ficou”, acrescentou. Foi por conta da agressão que Renata conheceu a diretora Susanna Lira, criadora da série. Susana entrevistou Renata para o documentário “Intolerância.doc”, lançado em 2017 com o tema dos crimes de ódio. E, ao saber que ela era atriz, decidiu convidá-la para o elenco de seu próximo projeto, “Rotas do Ódio”. “A série é um trabalho maravilhoso. Não tive qualquer problema em abordar um assunto que marcou tanto a minha vida. Já passei por tanta coisa nessa vida que acabei criando uma couraça, sabe?”, contou a atriz. A 1ª temporada estreou em 2018 no canal pago Universal, mas a produção passou a repercutir com mais força com o lançamento na Globoplay. “A minha caixa de mensagem nas redes sociais e o meu e-mail estão uma loucura. Parece até que a série foi o primeiro trabalho da minha vida como atriz. Por incrível que pareça, muitas pessoas sabem que eu vivo das artes, mas acham que eu sou apenas do gueto e, por isso, não tenho valor. Foi preciso aparecer numa série de TV com destaque para que reconhecessem esse valor”, disse Renata. Atualmente, Renata vive a expectativa por uma possível nova temporada de “Rotas do Ódio”. Mas ela também é cantora, formada em assistência social e militante dos direitos humanos.
Henri Castelli só come comida pastosa e líquida após agressão
Depois de sofrer uma agressão grave de duas pessoas (um deles, lutador de jiu-jitsu), Henri Castelli precisou mudar seu dia a dia devido às lesões extremas, principalmente a dieta, pois a fratura na mandíbula o impede de falar e se alimentar normalmente. O ator mostrou no Instagram como vem fazendo para comer durante a recuperação. “Tenho que comer comida pastosa ainda e fria. Estou me recuperando com uma boa alimentação, comida pastosa, líquida e vamos embora”, disse ele, num vídeo de seu Stories no Instagram. Ele mostrou a comida e ainda elogiou. “Muito boa. Não trocaria isso por nenhum churrasco. Não estou falando mal de churrasco, mas que isso aqui está muito bom, está. Por enquanto não estou podendo comer churrasco e meus amigos estão dizendo que querem comer a minha comida e não o churrasco”, completou. No domingo passado (17/1), ele apareceu muito emocionado no “Fantástico”, da Globo, onde mencionou seu temor de ficar com sequelas, após a violência que sofreu numa festa em dezembro, em Alagoas. “Tenta imaginar acordar, olhar no espelho e ver sua boca torta”, disse, chorando. “Foram cinco segundos, foi tudo muito rápido. Eu tô fazendo terapia para tentar me acalmar. Quando encosto no travesseiro, parece que estou tomando soco. Tenho risco de ter sequela quando desinchar em 30 dias e, quando penso nisso, só penso na minha família. Eu trabalho com isso (a aparência, como ator). Sou pai de família, tenho dois filhos, sustento a minha família sozinho, sustento a minha mãe. Quero voltar a trabalhar e que meu rosto volte a ficar normal”, disse ele.
Nego do Borel vira alvo de segunda investigação por tentativa de feminicídio
O cantor Nego do Borel se complicou ainda mais. A Polícia Civil do Rio abriu um novo inquérito para investigar o artista após sua ex-namorada, Swellen Sauer, declarar nas redes sociais ter sido agredida por ele com um soco na costela e ter sofrido uma tentativa de enforcamento com um cabo de celular durante o relacionamento, em 2013. As declarações foram compartilhadas no Facebook, após a ex-noiva do funkeiro, a atriz Duda Reis, registrar boletim de ocorrência contra ele por agressão, estupro e relacionamento abusivo. O novo inquérito foi aberto na última sexta-feira (15/1) na Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Jacarepaguá por injúria, lesão corporal e tentativa de feminicídio pela delegada Sandra Maria Pinheiro Ornellas, com base nas declarações feitas na internet. A DEAM já entrou com jovem para que deponha oficialmente. Ironicamente, o cantor negou as acusações e questionou a inexistência de boletins de ocorrência feitos na época em que Swellen afirma que as agressões ocorreram. Eles serão feitos agora. Além disso, a Polícia Civil do Rio está em contato com a Polícia Civil de São Paulo para que o depoimento de Duda Reis também seja encaminhado para a capital Fluminense. Em meio a tudo isso, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) ainda aumentou de R$ 20 mil para R$ 30 mil a indenização por danos morais que cantor Nego do Borel foi condenado a pagar num processo civil do motorista de Uber Wellington de Oliveira Gomes. O funkeiro foi condenado por, durante uma corrida, em janeiro de 2018, zombar do motorista e divulgar o vídeo em suas redes sociais fazendo piadas pejorativas. Ainda cabe recurso, que o advogado de Borel já apresentou ao Superior Tribunal de Justiça, afirmando que o episódio não passou de uma brincadeira banal em um grupo informal de amigos no WhatsApp. “Foi compartilhada por um período tão ínfimo que em nada ataca a honra do motorista.”
Henri Castelli sofre agressão e precisa passar por cirurgia
O ator Henri Castelli revelou nas redes sociais que sofreu uma agressão violenta que o fez passar por cirurgia. Os responsáveis pelo ataque já foram identificados pela polícia e serão indiciados pelo crime de lesão corporal grave, disse o delegado Fabrício Lima do Nascimento, responsável pela Delegacia da Barra de São Miguel, cidade do litoral de Alagoas, onde o crime aconteceu. As agressões ocorreram na madrugada do dia 29 para o dia 30 de dezembro de 2020. Em declaração para a imprensa, o delegado contou que a confusão teria começado após o ator reclamar de uma festa que foi organizada mais cedo numa marina local. Segundo as testemunhas ouvidas, Castelli foi questionar um dos organizadores do evento. Na mesa estavam quatro casais. Os agressores afirmam que Henri não gostou da realização da festa e a confusão teria iniciado. No total, quatro agressores foram identificados e ouvidos pela Polícia Civil. Apenas um deles confessa a agressão contra Castelli, mas diz que se tratou apenas de um revide. A defesa de Henri Castelli e a Polícia Civil já solicitaram à marina onde aconteceu as agressões imagens de câmeras de monitoramento, mas o local informou que as câmeras não estavam funcionando no momento. Inicialmente, Henri Castelli escondeu a agressão. Ele afirmou que ficou internado na Santa Casa de Alagoas por conta de acidente numa academia. Mas na noite de segunda (11/1), ele foi ao Instagram revelar o que realmente aconteceu. “Foi muito triste o que aconteceu comigo. Eu fui agredido covardemente, sem chance de me defender. Eu estava com alguns amigos e, do nada, fui puxado pelas costas, jogado no chão e fui agredido, vítima de socos e chutes no rosto”. O ator justificou não ter falado sobre a briga para “não assustar a família”. “Eu fiquei com muito medo pela minha família. Também fico com medo de ficar com sequelas para sempre. A minha boca ainda está torta, meu rosto ainda está muito roxo”. Ele também colocou na rede social fotos da tomografia da região agredida para os internautas conferirem. “A impressão que eu tinha é que a minha boca estava pendurada naquele momento. Liguei para a minha dentista que me orientou a buscar um hospital imediatamente”. O ator ressaltou que, por orientação médica, teve “a boca amarrada com um fio de aço” para que viajasse a São Paulo para fazer uma cirurgia, que aconteceu no dia 7 de janeiro. Uma foto do ator no hospital também foi postada nas redes sociais. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Henri Castelli (@henricastelli)
Vizinho de Mayana Neiva é condenado após ameaça e tentativa de invasão
Um vizinho da atriz Mayana Neiva foi condenado à prisão após tentar invadir seu apartamento e ameaçar matá-la. O incidente aconteceu na época em que Neiva atuava na novela “Éramos Seis”, exibida até março passado na Globo. Ela contou à Justiça que estava em seu apartamento em Higienópolis, em São Paulo, quando foi surpreendida por um estrondo forte. Era o vizinho Ademir de Andrade, de 69 anos, esmurrando e chutando a sua porta. Segundo relatos, ele gritava “vaca”, “cadela” e “sobra da Globo” e dizia que iria “pegar” a atriz. Assustada, ela se trancou no banheiro e acionou a polícia. O vizinho só não conseguiu arrebentar a porta e invadir o imóvel porque foi contido pelos porteiros. De acordo com o relato dos funcionários do prédio à polícia, ele disse ainda que, se ninguém tomasse uma providência, iria esfaquear Mayana. Em seu depoimento, Mayana Neiva disse que o barulho que motivou a reação do vizinho ocorreu em decorrência do fato de ter, sem querer, arrastado uma cadeira ao se levantar. A atriz, que foi Miss Paraíba em 2003 e ficou conhecida nacionalmente ao interpretar a modelo Desirreé em “Ti Ti Ti” (2010) contou que não foi a primeira vez que o vizinho teve uma reação extrema. Em outro momento, ele já havia reagido com violência, “em surto nervoso”, reclamando de barulho. Ivone Pereira Fleming, síndica do prédio, afirmou à Justiça que, em algumas das ocasiões nas quais Andrade protestou, a atriz nem mesmo estava no edifício. “Mayana é uma pessoa muito educada, mora há tempos no local, e é muito família.” Segundo a síndica, se os porteiros não tivessem chegado a tempo, o aposentado teria agredido a atriz. Em sua defesa, Andrade afirmou que não ameaçou Mayana. Disse que tocou a campainha e bateu na porta com a palma da mão. Negou também ter chutado a porta, alegando que estava de chinelo. Ele ainda se definiu como uma pessoa educada e idosa, que não a insultou, e disse que não recebe o devido respeito. Declarou ainda que a atriz é “pirracenta” e que ela faz muito barulho. Disse ter sido vítima de uma armação e que nunca a ameaçou. “Não convence a sua negativa”, afirmou a juíza Maria Domitila Manssur, que ressaltou, na decisão, que as testemunhas confirmaram a conduta criminosa e a ameaça de morte. O aposentado foi condenado a três meses de detenção, em regime semiaberto (no qual pode trabalhar e frequentar cursos durante o dia, mas precisa retornar à noite para a unidade prisional). Ele poderá recorrer da sentença em liberdade, mas está impedido de se aproximar da atriz (distância mínima de cinco metros), bem como não pode frequentar o andar em que ela mora.
Sia diz que foi ferida emocionalmente por Shia LaBeouf
A cantora Sia manifestou apoio à FKA Twigs, que entrou com um processo contra Shia LaBeouf por abusos e agressões. Sia chamou LaBeouf de “mentiroso patológico”, assumindo ter tido um relacionamento com o ator de “Transformers”, que participou de seu clipe “Elastic Heart” em 2015. “Eu também já fui machucada emocionalmente por Shia, um mentiroso patológico, que me enganou em um relacionamento adúltero dizendo que era solteiro”, escreveu Sia no Twitter. “Acredito que ele esteja muito doente e tenho compaixão por ele e suas vítimas. Além disso, eu te amo FKA Twigs. Isso é muito corajoso e estou muito orgulhosa de você”. O jornal The New York Times ouviu o ator, que admitiu ter praticado atos de agressão e abuso durante um período em que lutava contra o alcoolismo, embora tenha contestado a veracidade dos relatos específicos de FKA Twigs. “Eu tenho sido uma pessoa abusiva comigo mesmo e com as pessoas ao meu redor por anos. Tenho um histórico de machucar aqueles que são mais próximos de mim. Sinto vergonha deste histórico e peço desculpas àqueles que machuquei. Não posso dizer nada além disso”, comentou. Also I love you @FKAtwigs This is very courageous and I'm very proud of you. FKA Twigs Sues Ex-Boyfriend Shia LaBeouf for Sexual Battery – Variety https://t.co/qnVhrwTbjh — sia (@Sia) December 13, 2020 I too have been hurt emotionally by Shia, a pathological liar, who conned me into an adulterous relationship claiming to be single. I believe he's very sick and have compassion for him AND his victims. Just know, if you love yourself- stay safe, stay away. https://t.co/2NNEj9w8b1 — sia (@Sia) December 13, 2020
Anônimo: Novo thriller de ação do criador de John Wick ganha trailer legendado
A Universal Pictures divulgou o pôster, fotos e o trailer legendado de “Anônimo” (Nobody), thriller de ação do criador de “John Wick” estrelado por Bob Odenkirk (“Better Call Saul”). A prévia mostra Odenkirk como um pai de família, que não reage quando sua casa é assaltada e passa a ser questionado por sua suposta covardia. A pressão segue até ele estourar e fazer o impensável: revelar suas habilidades como matador profissional. Ou, como ele chama: de “auditor”. Por 12 anos, o aparente homem comum e anônimo trabalhou para pessoas perigosas, mas deixou tudo para trás ao se casar. Entretanto, uma explosão de raiva faz com que volte a ser notado por um antigo cliente que acredita que ele deixou um débito a ser cobrado. Com a família ameaçada, ele demonstra porque poucos lembravam de seu passado – ele matou a maioria. A premissa do retorno do desejo de matar num assassino aposentado lembra a trajetória de John Wick nos recentes filmes estrelados por Keanu Reeves. Não por acaso, o roteirista de “Anônimo” é justamente o responsável pela trilogia de “John Wick”, Derek Kolstad. A direção, por sua vez, está a cargo do russo Ilya Naishuller (“Hardcore: Missão Extrema”) e o elenco ainda inclui Connie Nielsen (“Mulher-Maravilha”), Gage Munroe (“A Cabana”), Aleksey Serebryakov (“Leviatã”), RZA (“Os Mortos Não Morrem”) e Christopher Lloyd (“De Volta para o Futuro”). “Anônimo” em previsão de estreia em 18 de fevereiro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos cinemas dos EUA.
FKA Twigs processa Shia LaBeouf por abuso sexual e agressão
O ator Shia LaBeouf está sendo processado pela cantora FKA Twigs, com quem atuou no filme “O Preço do Talento” (Honey Boy), por abuso sexual e agressão. Eles namoraram por alguns meses entre 2018 e 2019 e foi nesse período que Shia teria agredido, aterrorizado e transmitido uma doença sexual de forma “consciente” para ela, como especificado no processo, entre outras acusações. “Esta ação foi movida não para ganho pessoal, mas para esclarecer as coisas e ajudar a garantir que nenhuma mulher precise sofrer o abuso que Shia LaBeouf inflige a suas parceiras românticas”, diz a ação registrada nesta sexta (11/12) no Tribunal Superior de Los Angeles. “Os dias em que LaBeouf podia maltratar e prejudicar as mulheres impunemente acabaram”, acrescenta o documento, citando um ciclo de “abusos implacáveis” por parte do ator. FKA Twigs abriu o processo sob seu nome real, Tahliah Barnett, e a ação também cita comportamento violento similar de LaBeouf contra Karolyn Pho. Como Twigs, a estilista Pho também foi uma ex-parceira romântica de LaBeouf. “Por muito tempo, LaBeouf procurou desculpar suas ações repreensíveis como as excentricidades de um ‘artista’ de pensamento livre”, declara o processo. “Shia LaBeouf machuca as mulheres”, continua o processo. “Ele as usa. Ele as abusa, tanto física quanto mentalmente. Ele é perigoso. ” O ponto central da denúncia foi uma agressão sofrida por FKA, que quis terminar tudo quando Shia dirigia de “maneira imprudente, removendo o cinto de segurança e ameaçando bater se ela não declarasse seu amor por ele”. Quando ela saiu do carro, “LaBeouf a seguiu, agrediu e jogou-a contra o carro enquanto gritava com ela. Depois, obrigou-a a entrar novamente no automóvel.” Em outra agressão atribuída ao ator, Twigs narra que um dia acordou sendo enforcada por ele. Ela ainda relata que temeu por sua própria vida, pois ele a colocava em risco diversas vezes. Além disso, conta que o ator frequentemente deixava hematomas em seu braço e pulso pela maneira como a segurava e puxava durante discussões. Representantes de LaBeouf não comentaram o processo. LaBeouf conheceu FKA Twigs nas filmagens de “O Preço do Talento”, longa biográfico, que ele próprio escreveu, inspirando-se em sua vida real. Antes desse relacionamento, ele teve um namoro conturbado com Mia Goth, que também conheceu num set, durante a produção de “Ninfomaníaca”. Várias discussões e brigas do casal foram flagradas em vídeos e distribuídas pela internet. Devido a seu assumido alcoolismo, o ator já foi parar anteriormente em tribunais. Em 2008, ele foi pego dirigindo bêbado em Los Angeles, o que é considerado um crime grave. Depois, em 2014, saiu algemado de uma apresentação do espetáculo musical “Cabaré”, em Nova York, que ele interrompeu com conduta desordeira. Em 2015, foi preso nas ruas de Austin, no Texas, por comportamento enebriado. E em 2017, acabou numa delegacia de Savannah, na Geórgia, num intervalo das filmagens de “The Peanut Butter Falcon”, após ser detido por desordem e embriaguez pública. Vídeos desta ocasião trazem o ator xingando sem parar os policiais que o detiveram, inclusive com ofensas racistas contra os policias negros. Até então, o comportamento de LaBeouf resultou em penas de liberdade condicional e multas. Após o processo se tornar público, FKA Twigs usou seu Instagram para comentar a situação. “Pode ser surpreendente para vocês saberem que eu estava em um relacionamento emocional e fisicamente abusivo. Também foi difícil para mim processar, durante e depois, pois nunca pensei que algo assim fosse acontecer comigo. É por isso que decidi que é importante falar sobre isso e tentar ajudar as pessoas a entenderem que, quando você está sob o controle coercivo de um agressor ou em um relacionamento violento com um parceiro íntimo, sair não parece uma opção segura ou alcançável. Espero que, ao compartilhar minha experiência, possa realmente ajudar os outros a sentirem que não estão sozinhos”. Ela acrescentou: “Meu segundo pior pesadelo é ser forçado a compartilhar com o mundo que sou uma sobrevivente de violência doméstica. Meu primeiro pior pesadelo é não contar a ninguém e saber que eu poderia ter ajudado pelo menos uma pessoa compartilhando minha história”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por FKA twigs (@fkatwigs)
Kim Ki-duk (1960 – 2020)
O polêmico cineasta sul-coreano Kim Ki-duk morreu de complicações decorrentes de covid-19 na madrugada desta sexta (11/12), num hospital da Letônia, aos 59 anos. Ele teria viajado para o país báltico com a intenção de comprar uma casa e obter uma autorização de residência. A notícia foi confirmada por Vitaly Mansky, o documentarista russo que mora na Letônia e dirige o ArtDocFest local, e o Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Sul foi citado como tendo confirmado a morte do diretor em reportagens da mídia coreana. Nascido em 20 de dezembro de 1960, em Bonghwa, Coreia do Sul, Kim se estabeleceu como autor de cinema de arte premiado, com filmes de temas sombrios e polêmicos, sempre em evidência no circuito dos festivais internacionais. Mas nos últimos anos vivia um ostracismo forçado, após ser acusado de má conduta sexual por atrizes com quem trabalhou, durante a mudança sísmica da indústria cinematográfica, decorrente do movimento #MeToo. Ele sempre foi queridinho dos festivais europeus, fazendo premières no continente desde sua estreia cinematográfica de 1996. Seu debut de baixo orçamento, “Crocodile”, foi lançado no Festival Karlovy Vary, na Reública Tcheca, assim como os dois longas seguintes, “Animais Selvagens” (1997) e “Paran Daemun” (1998). Sua consagração veio com o quarto lançamento, “A Ilha” (2000), premiado nos festivais de Veneza, Bruxelas e Fantasporto. “A Ilha” também ganhou notoriedade por suas cenas terríveis de violência, inclusive contra animais – supostamente reais – , e conteúdo abertamente indigesto, um padrão que se tornaria marca do diretor. Reza a lenda que, durante a exibição em Veneza, o público abandonou as sessões entre surtos de vômitos e desmaios. O longa nunca foi exibido no Reino Unido, onde teve a projeção proibida. Também recebeu críticas extremamente negativas da imprensa sul-coreana, que o considerou de péssimo gosto. Mas os elogios europeus acabaram prevalecendo e a controvérsia ajudou a projetar seu nome. “Endereço Desconhecido” (2001) levou-o de volta a Veneza, “Bad Guy” (2001) inaugurou sua relação com o Festival de Berlim e “The Coast Guard” (2002) lhe rendeu três troféus em Karlovy Vary. Mas o filme que realmente o popularizou entre os cinéfilos acabou não tendo nada a ver com os caminhos que ele vinha trilhando. “Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera” (2003) abordava um mosteiro budista que flutuava num lago em meio a uma floresta intocada, e representava uma suavidade inédita em sua carreira. Venceu o Leopardo de Ouro e mais quatro troféus no Festival de Locarno, além do Prêmio do Público no Festival de San Sebástian, e graças à repercussão amplamente positiva – sem nenhum resquício de polêmica – conseguiu distribuição internacional da Sony. Só que seu lançamento seguinte voltou a mergulhar no horror. “Samaritana” (2004) acompanhava um prostituta amadora numa história de amor, morte e desespero, apontando um guinada sexual para o sadismo do diretor. Foi o começo de uma radicalização, que, no entanto, não se deu de uma hora para outra. Kim Ki-duk seguiu alimentando sua fama com a conquista do Leão de Prata de Melhor Diretor por “Casa Vazia” (2004), no Festival de Veneza. Ele ainda adentrou o Festival de Cannes com “O Arco” (2005), antes de retomar o cinema extremo com “Time – O Amor Contra a Passagem do Tempo” (2006), sobre uma mulher que decide sofrer cirurgia plástica extensa para salvar seu relacionamento. Este filme passou e foi premiado apenas em festivais de terror, como Fantasporto e Sitges. Após um par de dramas românticos incomuns, ele realizou seu primeiro documentário, “Arirang” (2011), refletindo sobre sua própria carreira. A obra autocongratulatória venceu a mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes. Só que o sangue voltou a rolar logo em seguida, no impressionante “Pieta” (2012). O filme venceu o Leão de Ouro, mas causou muita controvérsia devido a uma cena forte de estupro. Alguns espectadores abandonaram a première em Veneza, diante dos desdobramentos da relação entre um violento cobrador de dívidas, que fere devedores de forma brutal, e uma mulher que afirma ser sua mãe. Kim Ki-duk disse que as cenas polêmicas eram uma metáfora do capitalismo. A premiação de “Pieta” serviu de incentivo para o diretor explorar ainda mais seu sadismo cinematográfico. O lançamento seguinte, “Moebius”, foi recusado nos cinemas sul-coreanos, pelo conteúdo com incesto, castração e outras formas de situações “impróprias”, segundo a Korea Media Rating Board (KMRB), responsável pela classificação etária dos filmes no país. A trama apresentava uma família destrutiva, questionando os seus desejos sexuais básicos. “One On One” (2014) buscou mais violência, com o assassinato em série de suspeitos da morte de uma jovem estudante. Dividido entre o desejo dos fãs por filmes cada vez mais radicais e a falta de interesse dos festivais na brutalidade gratuita, a carreira de Ki-duk acabou à deriva, como o protagonista de seu filme “A Rede” (2016), encontrado perdido entre as Coreias do Norte e do Sul. Uma reviravolta marcou o lançamento de “Humano, Espaço, Tempo e Humano” (2018) no Festival de Berlim, que foi marcado por protestos – não por imagens terríveis, mas pelo homem atrás das câmeras. Kim deixou de ser um cineasta de cenas sádicas para virar um cineasta sádico, ao ser condenado por agressão contra uma atriz durante as filmagens de “Moebius” (2013). A vítima, cuja identidade foi mantida em sigilo, acusou Kim em 2017 de lhe dar três tapas e forçá-la a realizar cenas sexuais sem roupa, que não estavam no roteiro, nos bastidores da produção. A acusadora afirmou que Kim forçou-a a pegar o pênis de um ator, apesar de uma garantia anterior de que uma prótese seria usada. Devido a seus protestos, ela foi substituída por outra atriz no filme. O que a levou a entrar na justiça. Um tribunal sul-coreano multou Kim em US$ 4,6 mil por agressão, mas os promotores não consideraram as acusações de abuso sexual citando a falta de provas. Foi uma quantia irrisória. Mas custou sua carreira. Kim tentou aproveitar o palco oferecido pelo Festival de Berlim para se defender, afirmando que os tapas foram dados como instruções para atuação. Mas, logo em seguida, mais duas atrizes denunciaram abusos ainda piores cometidos pelo diretor. Uma delas disse que Kim exigiu vê-la nua durante um processo “humilhante” de seleção, enquanto a outra contou que Kim e seu ator favorito, Cho Jae-hyeon, a estupraram após convocá-la para um encontro num hotel para “discutir detalhes de um roteiro”. O diretor ainda conseguiu exibir seu último filme, “Din” (2019), no Festival de Cannes, mas não houve interessados para lançá-lo comercialmente. Inconformado, ele tentou processar as atrizes denunciantes. Fracassou. As últimas notícias afirmavam que ele tinha entrado em depressão profunda e não tinha nenhum trabalho em desenvolvimento.











