Crimes em Happytime: Melissa McCarthy aparece em novas fotas do primeiro filme de muppets para adultos
A STX divulgou novas fotos e pôsteres de “Crimes em Happytime” (The Happytime Murders), uma nova comédia de Melissa McCarthy que é bem diferente de tudo o que já ela fez. Sim, a atriz volta a viver uma policial mau-humorada como em “As Bem-Armadas” (2013), mas desta vez seu parceiro é um fantoche. Só que o filme não é para crianças, o que já rendeu até tentativa de processo dos produtores de “Sésamo”. Mas a comédia ganhou na justiça o direito de zoar o programa infantil no primeiro filme de muppets para adultos, com piadas envolvendo prostituição, vício em drogas e até cenas de ejaculação. A trama evoca o clássico “Uma Cilada Para Roger Rabbit” (1988), ao se passar numa cidade em que os fantoches dos programas de TV são reais e convivem com os humanos. Entretanto, quando não estão no ar, eles se comportam de forma deplorável. O caso que precisa ser desvendado pela detetive Connie Edwards e seu parceiro marionete é uma onda de assassinatos do elenco de bonecos do programa dos anos 1980 “The Happytime Show”. A investigação os arrasta para um submundo em que fantoches oferecem boquetes por drogas, além de demonstrar como os bonecos gozam – com resultado muito escatológico. O roteiro é de Todd Berger, que escreveu alguns curtas dos Smurfs, e a direção está a cargo de Brian Henson, filho de Jim Henson, criador dos “Muppets”. Difícil imaginar que um dia ele fez “O Conto de Natal dos Muppets” (1992). O elenco inclui Maya Rudolph (“Missão Madrinha de Casamento”), Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), Joel McHale (série “Community”) e Leslie David Baker (série “The Office”) A estreia vai acontecer em 6 de setembro no Brasil, três semanas após o lançamento nos Estados Unidos.
Trailer traz Kristen Stewart e Chloë Sevigny em versão lésbica da chacina de Lizzie Borden
A Roadside Attractions divulgou o primeiro de “Lizzie”, suspense indie que reimagina um dos assassinatos mais brutais dos Estados Unidos, ao apresentar uma versão lésbica de Lizzie Borden, jovem acusada de matar os próprios pais à machadas no final do século 19. Chloë Sevigny (série “Bloodline”) vive a personagem-título, que nesta versão é uma mulher que busca se libertar do pai dominador e agressivo. Ela encontra uma cúmplice na empregada da família, Bridget Sullivan (Kristen Stewart, de “Personal Shopper”), que sofre assédio de seu pai, enquanto sua mãe finge não ver. A identificação das duas vira romance e, a partir daí, tudo transcorre para o desfecho trágico que marcou a história dos crimes americanos. Apesar do roteiro ser creditado ao iniciante Bryce Kass, a teoria do relacionamento lésbico entre Lizzie e Bridget foi formulada originalmente pelo escritor Ed McBain em seu romance de 1984, que também se chamava apenas “Lizzie”. O caso real se tornou o primeiro julgamento midiático dos Estados Unidos e seu veredito rende discussões e teorias até hoje, já que deixou em aberto a identidade do verdadeiro(a) assassino(a). Mesmo inocentada, Lizzie Borden acabou virando lenda urbana e entrou na cultura pop, tendo rendido várias músicas, filmes e séries. Entre as diversas atrizes que já interpretaram a personagem estão Elizabeth Montgomery (estrela da série clássica “A Feiticeira”) e Christina Ricci (“O Cavaleiro sem Cabeça”), que estrelou um telefilme e uma série recentes no canal pago americano Lifetime – respectivamente, “A Arma de Lizzie Borden” (2014) e “The Lizzie Borden Chronicles” (2015). Dirigido por Craig William Macneill (do terror “O Garoto Sombrio”), o filme ainda inclui no elenco Jamey Sheridan (“Spotlight”), Fiona Shaw (“Killing Eve”), Kim Dickens (“Fear the Walking Dead”) e Denis O’Hare (“American Horror Story”). “Lizze” foi exibido no Festival de Sundance 2018, onde recebeu muitos elogios – atingiu 70% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia comercial está marcada para 14 de setembro nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Novo drama indie do diretor de Moonlight ganha trailer emocionante
A Annapurna divulgou o primeiro trailer de “If Beale Street Could Talk”, novo drama indie do diretor Barry Jenkins, que venceu o Oscar de Melhor Filme por “Moonlight”. A divulgação foi feita no aniversário do ativista e escritor James Baldwin, que escreveu o livro no qual a produção é baseada. Falecido em 1987, Balwin faria 94 anos na quinta-feira (2/8). E a prévia é extremamente emocionante. O filme gira em torno de um casal de jovens negros no Harlem dos anos 1970. Quando o rapaz (Stephan James, de “Raça”) é preso por um crime que não cometeu, a jovem Tish (Kiki Layne, de “Chicago Med”) descobre que está grávida de seu primeiro filho. O elenco ainda conta com Regina King (“American Crime”), Brian Tyree Henry (“Atlanta”), Pedro Pascal (“Narcos”), Ed Skrein (“Deadpool”), Dave Franco (“Artista do Desastre”), Finn Wittrock (“American Horror Story”) e Diego Luna (“Rogue One: Uma História Star Wars”). A estreia de “If Beale Street Could Talk” está marcada para 30 de novembro nos Estados Unidos e ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Novo pôster de Aquaman é homenagem aos quadrinhos do brasileiro Ivan Reis
A Warner Bros. divulgou um novo pôster de “Aquaman”, que foi originalmente disponibilizado na San Diego Comic-Con. O mais interessante é que a imagem presta homenagem a um artista brasileiro. O cartaz parte de uma ilustração original criada por Ivan Reis, que ganha vida ao ser arte-finalizada por Joe Prado e colorida por Marcelo Maiolo. Para quem não sabe, Ivan Reis é um dos responsáveis por revitalizar o Aquaman nos quadrinhos. Ele assumiu a revista do personagem após o reboot geral da editora em 2011, desenhando histórias de Geoff Johns (cocriador da série “The Flash”). Segundo o produtor Peter Safran, o desenho foi encomendado nos estágios iniciais da pré-produção pelo diretor James Wan (“Invocação do Mal”), quando “ele estava começando a definir os mundos que gostaria de incluir em nosso filme”. Mas a arte foi tão bem aceita que eles tiveram a ideia de transformá-la numa versão foto-realista como cartaz do filme. A arte original pode ser conferida abaixo e na versão animada do pôster, disponibilizada no Instagram – antes das bolhas e efeitos de movimento. O desenho feito para o filme, por sinal, foi uma adaptação da capa da edição de “Aquaman” desenhada por Reis para o crossover dos “Novos 52”. Compare abaixo. Além de Jason Momoa no papel-título, o filme traz Amber Heard (“A Garota Dinamarquesa”) no papel de Mera, Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como o maligno Mestre dos Oceanos, Yahya Abdul-Mateen II (da série “The Get Down”) na armadura do vilão Arraia Negra (também chamado de Manta Negra na tradução nacional), Nicole Kidman (“Lion”) como a rainha Atlanna, Temuera Morrison (“Lanterna Verde”) como o pai do herói, Thomas Curry, e Willem Dafoe (“Projeto Flórida”) como o conselheiro Vulko. “Aquaman” é o próximo filme de super-herói da DC Comics a chegar aos cinemas, com estreia marcada para dezembro. Bringing adventure to life. #Aquaman – in theaters December 21. Uma publicação compartilhada por Aquaman Movie (@aquamanmovie) em 31 de Jul, 2018 às 9:00 PDT
Venom ganha novo trailer em versões dublada e legendada
A Sony divulgou um novo trailer legendado de “Venom”, em versões legendada e dublada, que mostram muita ação e esforço. Ainda assim, o personagem do título é menos assustador do que o roteiro acredita, culpa do visual de desenho animado, que dá ao simbionte dos quadrinhos da Marvel a aparência de uma “Bolha Assassina” com músculos e dentes. O clima, por outro lado, é bastante tenso e sombrio, pelo menos até a piadinha final, totalmente desencontrada do resto do material. Mais detalhada, a premissa também tenta substituir o Homem-Aranha na origem do simbionte por uma reimaginação inspirada por clichês de ficção científica – parece um encontro de “Morgan: A Evolução” (2016) com “Alien” (1978) e o citado “A Bolha Assassina” (1958). Na trama, Eddie Brock é um repórter enxerido – e meio atrapalhado – que investiga um laboratório sinistro e, ao adentrar suas instalações, acaba entrando em contato com o estranho simbionte, contaminando-se. Logo, a criatura assume o controle de suas ações e o transforma num… boneco de piche macabro. O filme é estrelado por Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) no papel-principal e ainda traz em seu elenco Michelle Williams (“Todo o Dinheiro do Mundo”) e Riz Ahmed (“Rogue One: Uma História Star Wars”). “Venom” tem direção de Ruben Fleischer (“Zumbilândia”) e estreia em 4 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Trailer de documentário sobre Paul Walker traz depoimentos e imagens raras do ator com a família
A Paramount Network divulgou o trailer de “I Am Paul Walker”, documentário que celebra a vida e a carreira do astro da franquia “Velozes e Furiosos”, falecido em 2013. A prévia inclui vídeos de sua infância, declarações da família, amigos, colegas de elenco e diretores importantes em sua trajetória. E o retrato que emerge é de um homem que se importava mais com o surfe e com sua filha, Meadow, do que com a fama, com lembra o diretor Rob Cohen, do primeiro “Velozes e Furiosos” (2001). “Paul sempre dizia: ‘Eu quero trabalhar como um guarda florestal, ganhar o bastante para viver, e morar na selva'”, acrescenta o irmão Caleb, enquanto sua irmã Ashlie recorda os passeios de triciclo com o menino que morreria por seu amor pela velocidade. “Ele gostava de correr!”, ela revela. Paul Walker morreu em 2013, aos 40 anos, em um acidente de carro, enquanto estava de folga das filmagens de “Velozes e Furiosos 7”. A família do ator chegou a processar a Porsche, fabricante do veículo em que ele estava, mas a empresa foi inocentada. A produção faz parte de uma série de documentários sobre personalidades falecidas, todos produzidos por Derik Murray – como “I Am Bruce Lee” (2012), “I Am Steve McQueen” (2014), “I Am Chris Farley” (2015), “I Am JFK Jr.” (2016), etc. A direção é de Adrain Buitenhuis, que antes fez “I Am Heath Ledger” (2017), sobre o também ator Heath Ledger, que igualmente morreu no auge na fama. “I Am Paul Walker” estreia no dia 11 de agosto no canal pago americano, mas ainda não tem previsão para exibição no Brasil.
Missão Impossível explora risco de vida de Tom Cruise em fantasia de tensão vertiginosa
Impressionante como a franquia “Missão: Impossível” mantém a vitalidade ao longo de mais de 20 anos (o primeiro filme é de 1996). Mas mais impressionante ainda é como sua dependência do astro-produtor Tom Cruise é também seu maior mérito: como se estivesse envelhecendo ao contrário, o ator parece fazer questão de se arriscar cada vez mais, dispensando dublês e conferindo um realismo essencial em sequências de ação pra lá de exageradas. Talvez este seja o grande diferencial da série: este equilibro fascinante entre o real e o absurdo. Ethan Hunt é Tom Cruise e seus acidentes e proezas durantes as filmagens ganham manchetes no mundo todo, ajudando a embaçar o que é efeito especial e o que é verdade. Parte da diversão dos filmes é se questionar se Cruise realmente fez aquilo ou se trata de mais uma ilusão do cinema. Sim, ele fez. Mas também é tudo mentira. E é aí que está a graça. “Missão: Impossível – Efeito Fallout” é a sexta parte desta franquia que a cada vez se leva menos a sério. Mas ao contrário de um “Velozes e Furiosos” (que vem a cada novo filme se assumindo mais cartunesco), os personagens que por vezes parecem habitar um mundo maluco de desenhos animados – com seus golpes de quebrar paredes e equilíbrio inabalável – possuem um pé no real ao se machucar e correr riscos que parecem de verdade: e as proezas do protagonista são fundamentais para isso. E se de um lado Tom Cruise é o rosto da franquia, por outro o elenco de apoio continua roubando cenas, enquanto Henry Cavill comprova que, apesar do carisma e da boa presença (e do bigode), não é dos melhores atores… Como primeiro diretor a fazer mais de um filme da série, Christopher McQuarrie entrega ao mesmo tempo uma continuação direta de “Nação Secreta” e uma obra que pode ser vista de forma independente dos outros filmes. Tudo graças a diálogos extremamente expositivos que se transformam em longos monólogos em que tudo é didaticamente explicado ao público. E o fato de que mesmo com toda a exposição a trama ainda se revele confusa talvez seja o maior problema do filme. O roteiro (também de McQuarrie) se sai melhor quando tenta investir em aspectos pessoais da vida de Hunt, mas se perde no labirinto de planos mirabolantes dentro de planos mirabolantes. Do início que parece saído da introdução de um videogame – com a missão impossível da vez detalhadamente explicada -, até o final espetacularmente tenso, a trama vai se revelando cada vez mais “complexa” e com mais personagens. O objetivo claro do protagonista, que seria encontrar duas bombas de plutônio, vai se tornando mais confuso em uma história que parece se divertir com a bagunça que provoca. Em determinado momento, Hunt, ao ser questionado se está sendo perseguido pela CIA, por terroristas ou pelo serviço secreto inglês, responde: “isso importa?”. A verdade é que não. E “Efeito Fallout” parece reconhecer que o jogo de gato e rato das histórias de espionagem normalmente não faz muito sentido e não vê problemas em elevar isso à enésima potência, usando a trajetória de Hunt apenas para fazê-lo pular (às vezes literalmente) de uma cena de ação para outra. E são elas que fazem mesmo valer o ingresso e manter a franquia viva. Cada vez mais vertiginosas e tensas, as sequências de Hunt fazendo seu trabalho colocam o novo filme entre os melhores da série em momentos em que a direção de McQuarrie equilibra muito bem a tensão, o humor e o deslumbramento diante do inacreditável. Que Tom Cruise continue aceitando mais missões. E que Ethan Hunt continue fazendo o impossível. .
O Paciente: Trailer emocionante recria a tragédia da morte de Tancredo Neves, que parou o Brasil em 1985
A Paris e a Globo Filmes divulgaram fotos, o pôster e o primeiro trailer de “O Paciente – O Caso Tancredo Neves”. O título horrível, mais adequado a um documentário televisivo, tese de graduação acadêmica ou pesquisa literária, esconde uma prévia emocionante, com doses equilibradas de tensão, dramaticidade e perspectiva histórica. O mais impressionante na prévia é enxergar o grande intérprete Othon Bastos (“O Último Cine Drive-In”) e ver Tancredo Neves. E ele não é o único ator a conseguir este efeito no vídeo. Emilio Dantas (“Motorad”) também some em cena para dar lugar a Antonio Britto, o secretário de imprensa e assessor de Tancredo, que informava diariamente a condição do paciente. Mas o grande papel é mesmo do veterano do cinema brasileiro, que já era destaque desde o clássico “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), e retorna em grande estilo após muitas novelas, num trabalho digno da grandeza de sua filmografia. No filme, Othon Bastos vive o primeiro presidente civil do Brasil após a ditadura, responsável direto pela redemocratização do país, que uniu de Lula a Fernando Henrique Cardoso no mesmo palanque, mas morreu em abril de 1985, antes de assumir o cargo, deixando o país na mão de seu vice, José Sarney – o primeiro de uma longa tradição de vices transformados em presidentes do Brasil nos últimos anos. Acometido de uma doença súbita, Tancredo definhou até morrer após sua eleição. Muitas teorias de conspiração e acusações de erros médicos alimentaram os bastidores de sua morte, que foi tratada como tragédia nacional e parou o Brasil, gerando comoção entre todos os brasileiros. Simbólico, Tancredo representou, com sua eleição, o fim de um dos períodos mais sinistros da nação, mas com sua morte assinalou também o desencanto, o fim da esperança de que tudo pudesse mudar, alçando à presidência um político aliado dos antigos ditadores e que viria a perpetuar no poder o mesmo grupo, denominado de “centrão”, que resiste até a ser lavado à jato. O elenco que recria este capítulo triste da História do Brasil também inclui Esther Goes (novela “Bela, a Feia”), que, como Dona Rizoleta, a viúva de Tancredo, é responsável por dar a dimensão dramática da prévia, além de Paulo Betti (“Chatô: O Rei do Brasil”), Otavio Muller (“O Gorila”), Leonardo Medeiros (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”) e Luciana Braga (novela “Vidas em Jogo”). O roteiro foi escrito por Gustavo Lipsztein (“Polícia Federal: A Lei É para Todos”), baseando-se no livro homônimo do pesquisador e historiador Luis Mir, que teve acesso a documentos do Hospital de Base de Brasília e do Instituto do Coração, em São Paulo, onde Tancredo Neves morreu, e que concluiu que um erro de diagnóstico de apendicite aguda levou a equipe médica a realizar, desnecessariamente, uma cirurgia de emergência que impediu o presidente eleito de tomar posse e, basicamente, agravou sua saúde até o óbito, por falência múltipla de órgãos. A direção é do veterano cineasta Sérgio Rezende (de “Guerra de Canudos”, “Zuzu Angel” e “Salve Geral”) e a estreia está marcada para o dia 13 de dezembro.
Novo trailer de Alita: Anjo de Combate aprimora adaptação do mangá criada por James Cameron e Robert Rodriguez
A Fox divulgou fotos e o segundo trailer legendado de “Alita: Anjo de Combate”, sete meses após a primeira prévia. A divulgação tão espaçada, que reflete um adiamento por tempo similar na estreia, parece ter servido para uma recalibragem nos efeitos visuais, pois o novo vídeo causa menos estranheza, apesar de manter a opção de retratar a protagonista ciborgue por meio de animação computadorizada, diferenciando-a do elenco “normal” pelo design de olhos desproporcionalmente grandes. Esta abordagem estética dá à produção uma aparência de anime, replicando a característica mais marcante da produção japonesa desde Osamu Tezuka: os personagens olhudos. O material original é realmente japonês, um mangá criado por Yukito Kishiro em 1990, mas toda a produção é americana, o que faz os olhos de anime contrastarem ainda mais com o elenco majoritariamente ocidental. Após a reação negativa a “Ghost in the Shell”, causada pela escalação de Scarlett Johanson como uma ciborgue “ocidentalizada”, será interessante observar como a reversão será encarada – uma atriz ocidental filmada como desenho japonês. Mas este não é o único detalhe que caracteriza a produção hollywoodiana. Diversos personagens dos mangás tiveram seus nomes americanizados para justificar o elenco embranquecido, replicando o que aconteceu com “Death Note” na Netflix. Nos quadrinhos originais, o cientista cibernético Dr Daisuke Ido resgata o corpo semidestruído de um robô de combate com formas femininas de um lixão. Após recuperá-la, ele descobre que, mesmo sem memórias, Alita demonstra ser uma expert em artes marciais, e passa treiná-la para virar uma caçadora de recompensas. Mas logo sua origem militar vêm à tona, atraindo seus antigos proprietários. A história é praticamente a mesma, mas Christoph Waltz (“Django Livre”) interpreta o Dr. Dyson Ido, por exemplo. A adaptação foi escrita pelo cineasta James Cameron (“Avatar”), que também assina a produção e tinha planos para dirigir o filme, mas perdeu o ímpeto ao mergulhar na megalomania das sequências de “Avatar”. Assim, o longa passou para as mãos de Robert Rodriguez (“Sin City”), que tratou de defender a sua própria cultura, escalando uma atriz latina, Rosa Salazar (“Maze Runner: Prova de Fogo”), no papel-título. O elenco também destaca Mahershala Ali (“Moonlight”), Jackie Earl Haley (série “Preacher”), Ed Skrein (“Deadpool”), Eiza González (“Em Ritmo de Fuga”), Michelle Rodriguez (“Velozes e Furiosos”), Jennifer Connelly (“Noé”), Casper Van Dien (“Tropas Estrelares”), Lana Condor (“X-Men: Apocalipse”), Jeff Fahey (“Planeta Terror”) e Keean Johnson (série “Nashville”). As filmagens do estúdio 20th Century Fox aconteceram com orçamento típico de filme de Cameron (entre US$ 175 e 200 milhões) e a estreia está atualmente marcada para o dia 3 de janeiro no Brasil, duas semanas depois do lançamento nos Estados Unidos.
Godzilla II: O Rei dos Monstros ganha trailer legendado de grande impacto e destruição
A Warner divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Godzilla II: O Rei dos Monstros”. Arte e vídeo destacam a atriz Millie Bobby Brown (de “Stranger Things”) em meio à fumaça erguida pela proximidade de algo terrível. A prévia mantém este clima esfumaçado, sem revelar muito da trama, mas caprichando nas cenas de destruição, que criam um grande impacto pela dramaticidade envolvida. O que se percebe, pela narração de Vera Farmiga (“Bates Motel”), intérprete da mãe da adolescente e cientista à frente de um projeto polêmico, é que a Terra está à beira de um colapso e a única salvação reside em se encontrar seus “governantes originais”. Chamados de Titãs pela protagonista, tratam-se na verdade de monstros gigantes, escondidos por milhares de anos, que precisam ser tirados de seus esconderijos naturais para impedir o apocalipse. Mas a chegada das criaturas acaba causando tanta ou até mais destruição, o que faz a personagem de Millie considerar que sua mãe também é um monstro. A sinopse oficial é bem diferente do que mostra o vídeo. Segundo o texto divulgado, a nova história segue os esforços heroicos da agência cripto-zoológica Monarch, enquanto seus membros enfrentam uma bateria de monstros, incluindo o poderoso Godzilla, que colide com Mothra, Rodan e seu inimigo final, o rei de três cabeças Ghidorah. Essas criaturas antigas, que se acreditava serem meros mitos, ressurgem para lutar pela supremacia, deixando a própria existência da humanidade em risco. O novos inimigos gigantes de Godzilla são kaijus conhecidos dos fãs do gênero, que entraram na cultura pop há mais de 50 anos, cada um com seu próprio filme individual no Japão: “Mothra, a Deusa Selvagem” (1961), “Rodan!… O Monstro do Espaço” (1956) e “Ghidrah, O Monstro Tricéfalo” (1964), todos dirigidos pelo mestre Ishirô Honda, o verdadeiro rei dos monstros. Além de Millie Bobby Brown e Vera Farmiga, o elenco inclui Kyle Chandler (“Manchester à Beira-Mar”), O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton”), Bradley Whitford (série “The Handmaid’s Tale”), Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Charles Dance (“Game of Thrones”), Zhang Ziyi (“O Grande Mestre”), Aisha Hinds (“9-1-1”) e traz de volta os personagens de Sally Hawkins (“A Forma da Água”) e Ken Watanabe (“A Origem”), representantes da Monarch em “Godzilla” (2014). Com roteiro de Zach Shields e direção de Michael Dougherty (ambos de “Krampus: O Terror do Natal”), a estreia está marcada para maio de 2019.
Trailer legendado de Aquaman conta origem do herói em clima épico
A Warner divulgou o primeiro trailer legendado de “Aquaman”, que apresenta a produção como uma história de origem. As cenas abrangem desde o nascimento do herói, filho de um homem comum e da rainha dos mares, até sua luta contra seu meio-irmão pelo trono de Atlantis. Passado e presente são ancorados pela aparição de Mera, uma atlante que procura Arthur/Aquaman na superfície para impedir os planos de Orin, o Mestre dos Oceanos, de declarar guerra à civilização terrestre. A prévia é marcada por muitos efeitos digitais, que dão às cenas de Atlantis uma aparência épica, ao estilo das filmagens de Asgard nas produções de Thor, na Marvel. Por outro lado, a miríade de criaturas marinhas de várias espécies, que se movimentam feito cardumes durante sequências de batalha, também sugerem a overdose visual de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”. Não faltam também cenas de lutas e ação, além de um vilão humano, o Arraia Negra. Mas nada parece incluído na trama de forma gratuita, indicando outro acerto da DC Comics. Além de Jason Momoa no papel-título, o filme traz Amber Heard (“A Garota Dinamarquesa”) no papel de Mera, Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como o maligno Mestre dos Oceanos, Yahya Abdul-Mateen II (da série “The Get Down”) na armadura do vilão Arraia Negra (também chamado de Manta Negra na tradução nacional), Nicole Kidman (“Lion”) como a rainha Atlanna, Temuera Morrison (“Lanterna Verde”) como o pai do herói, Thomas Curry, e Willem Dafoe (“Projeto Flórida”) como o conselheiro Vulko. Com direção de James Wan (“Invocação do Mal”), “Aquaman” é o próximo filme de super-herói da DC Comics a chegar aos cinemas, com estreia marcada para dezembro.
Trailer legendado de Shazam! revela que filme pode ser o melhor da DC Comics
A Warner divulgou o primeiro trailer legendado de “Shazam!”, e a prévia surpreende em vários sentidos, transformando a história do herói mais bobo da DC Comics numa premissa envolvente e que pode render o melhor filme baseado nos quadrinhos da editora. Ajudou muito o roteiro optar por focar o mais recente reboot do personagem, como um órfão adotado que tem vários irmãos postiços. A dinâmica narrativa é toda centrada no relacionamento entre o menino Billy Batson e um de seus novos irmãos, Freddy Freeman, que sofre bullying violento na escola por ser deficiente físico. Ao dar uma surra nos valentões que se aproveitam do jovem de muletas, o protagonista acaba escolhido pelo velho mago Shazam para se tornar campeão dos fracos e oprimidos. E assim se transforma, de uma hora para outra, num super-herói adulto. A partir daí, o tom dramático inicial também se transfigura numa comédia infantil, com Shazam e seu irmãozinho embarcando em aventuras para testar que tipo de superpoderes ele possui. O resultado não é só divertido. É muito fofo. Se o filme sugerido pela prévia realmente se manifestar nos cinemas, “Shazam!” pode se juntar a “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” como exemplo de como adaptar super-heróis para crianças, sem alienar o público mais velho. A ideia de um menino que vira super-herói fortão embute um atrativo enorme para o público-alvo. Poderia, contudo, virar uma bobagem, mas o vídeo, que minimiza o supervilão clássico da trama, o Dr. Silvana, faz a opção inteligente de reconhecer a verdadeira força do material como uma história sobre amizade. “Shazam!” tem roteiro de Henry Gayden (“Terra para Echo”) e Darren Lemke (“Goosebumps”), direção de David F. Sandberg (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) e destaca em seu elenco Asher Angel (da série “Andi Mack”) como Billy Batson, Zachary Levi (da série “Chuck”) como o herói Shazam e o ladrão de cenas Jack Dylan Grazer (“It – A Coisa”) como Freddy Freman. O trailer ainda mostra Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”) no papel do mago Shazam, Mark Strong (“Kingsman: O Círculo Dourado”) como o supervilão Dr. Silvana e o casal formado por Cooper Andrews (o Jerry de “The Walking Dead”) e Marta Milans (série “No Tomorrow”) como os pais adotivos das crianças. Os demais irmãos de Billy são vistos durante uma cena de jantar, mas devem ser melhor apresentados posteriormente. Eles incluem Grace Fulton (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) como Mary, antigamente conhecida como Mary Marvel, Ian Chen (série “Fresh Off the Boat”) como Eugene Choi, Jovan Armand (série “The Middle”) como Pedro Peña e Faithe Herman (série “This Is Us”) como Darla Dudley. Os três últimos são novidades do reboot mais recente dos quadrinhos do personagem – lembrando que, até 2012, Mary era a única irmã (e gêmea) do herói. Todos eles devem ganhar também versões adultas na produção. A previsão de estreia é para abril de 2019.
Glass: Crossover de Fragmentado e Corpo Fechado ganha fotos oficiais e primeiro trailer
A Universal divulgou as fotos oficiais e o primeiro trailer de “Glass”, crossover de “Fragmentado” (2016) com o clássico “Corpo Fechado” (2000). As fotos tinham aparecido anteriormente com logotipo de revista. Por sua vez, a prévia mostra os protagonistas dos dois filmes, James McAvoy, Bruce Willis e Samuel L. Jackson, reunidos num hospício e recebendo tratamento de uma psiquiatra especializada num novo distúrbio, que faz pessoas acreditarem ser super-heróis – ou, no caso de dois deles, supervilões. O filme, por sinal, tira seu título de um dos malvadões, Mr. Glass (Sr. Vidro), personagem de Samuel L. Jackson, que tem como superpoder seu intelecto e como franqueza seus ossos frágeis como vidro – daí o apelido/codinome. Sarah Paulson (da série “American Horror Story”) vive a psiquiatra e o elenco também inclui Anya Taylor-Joy (de “Fragmentado”), Spencer Treat Clark e Charlayne Woodard (ambos de “Corpo Fechado”), repetindo seus personagens dos filmes anteriores. Com roteiro e direção de M. Night Shyamalan, a estreia está marcada para 17 janeiro no Brasil, um dia antes dos Estados Unidos.












