Homem-Aranha no Aranhaverso revoluciona animações e filmes de super-heróis
“Homem-Aranha no Aranhaverso” é uma explosão de criatividade em todos os quesitos para quem achava que filme de super-herói já esgotou uma fórmula que dizem existir por aí. E também é, sim, o melhor filme solo do herói em 15 anos – desde que Sam Raimi entregou “Homem-Aranha 2”. Trata-se de uma animação. Mas fora das características visuais que Pixar, Disney e DreamWorks padronizaram e acostumaram o mundo inteiro. Mistura com maestria animação tradicional, digital, 3D e o escambau. Mais que isso: traduz a linguagem dos quadrinhos para a tela de maneira revolucionária, visceral, porém orgânica, sem jamais distrair o espectador da história com a beleza de suas imagens. É o tradicional filme de origem virado do avesso. Como diz o título, “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem um roteiro loucão que aposta na abertura de infinitas possibilidades, com dimensões e realidades paralelas colidindo para gerar a reunião improvável de diferentes versões do Amigo da Vizinhança. Para embarcar nessa viagem, que fica cada vez mais brisada, graças principalmente às cabeças piradas dos roteiristas Phil Lord e Chris Miller (“Uma Aventura Lego”), o filme confia em duas certezas básicas: todo mundo ama o Homem-Aranha e qualquer um pode usar uma máscara de herói. Não importa cor da pele, classe social, nacionalidade, forma física, idade, gênero ou orientação sexual, o Homem-Aranha do novo século abraça diversidade e representatividade, que sempre estiveram enraizadas no conceito de Stan Lee sobre seus super-heróis: ser diferente é normal e legal demais. O velho Peter Parker de sempre faz parte da história. Velho mesmo, barrigudo, com a barba por fazer, mas de outra dimensão, porque a trama se passa na realidade de Miles Morales (o antigo universo Ultimate da Marvel), completamente diferente daquele que os fãs estão acostumados – para se ter ideia o Peter Parker da dimensão de Miles é loiro e o Dr. Octopus é uma mulher. Mas tem mais. Gwen Stacy de outra dimensão, que ganha poderes de Aranha em vez de Peter, o Aranha Noir, uma garota aranha de visual anime e até um porco aranha antropomórfico. Hilário. E todos vindos de épocas diferentes dos quadrinhos do herói. A animação da Sony é uma homenagem sem precedentes ao personagem da Marvel em diversas mídias, eras e segmentos, e faz desde reverências a Stan Lee e Steve Ditko, os criadores do herói, até piadinhas sobre o merchandising. É dirigido por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, mas é importante ressaltar a força criativa de Phil Lord e Chris Miller, jovens talentos que iniciaram a carreira com um desenho animado absolutamente maluco, “Tá Chovendo Hamburguer”, transformaram “Uma Aventura Lego” em franquia e recentemente foram demitidos de “Han Solo: Uma História Star Wars”, porque foram ousadinhos demais. Azar da Disney, pois “Han Solo” fracassou com a direção burocrática de Ron Howard, enquanto “Homem-Aranha no Aranhaverso” atingiu uma galáxia de elogios. E o impacto dessa animação no cenário pop é merecidamente tão forte que a Sony não somente abriu portas para uma nova franquia com inegável apelo popular, como também colocou pressão para cima da concorrência (Pixar, DreamWorks) e dos próprios filmes do Homem-Aranha com Tom Holland.
Juliet, Nua e Crua esconde sátira pop sob verniz de comédia romântica
Sexto romance lançado pelo britânico Nick Hornby, “Juliet, Naked” (2009) foi um respiro de alivio após o pouco inspirado “Slam” (2008) – já adaptado ao cinema. O filme que virou “Juliet, Nua e Crua” parece expurgar, com delicadeza, a egolatria pop que jorrava em litros dos personagens de “Alta Fidelidade” (1995), obra mais famosa do escritor. É quase uma tiração de sarro que, no entanto, ganha brilho num momento capital da trama, que une Duncan (Chris O’Dowd), um fã absolutamente apaixonado (sim, é redundância, mas era preciso reforçar) por um cantor que desapareceu do mapa nos anos 1990, sua namorada Annie (Rose Byrne), uma historiadora da arte afundada na areia movediça de uma cidade onde absolutamente nada acontece, e Tucker Crowe (Ethan Hawke), o tal músico sumido. Tucker lançou o álbum “Juliet” (1993), incluso pela revista Rolling Stone na lista de “Melhores Álbuns sobre Término de Relacionamento de Todos os Tempos”, e depois renegou o disco (sabe o sentimento de Dylan sobre “Blood on The Tracks”? O mesmo). Duncan criou um site para discutir a obra e a vida de Tucker e idolatra tanto “Juliet” que o brilho do álbum apaga absolutamente Annie. Mas tudo isso está prestes a virar do avesso: a audição do disco de demos “Juliet Naked” divide o casal (“Isso é uma obra prima”, diz Duncan enquanto Annie critica: “Como alguém pode achar que um rascunho é melhor que o produto final?”) e será o estopim para uma grande mudança. Para quem não é do universo pop, “Juliet, Nua e Crua” pode soar como uma comédia romântica doce, correta e funcional do diretor Jesse Peretz (“O Ex-Namorado da Minha Mulher”). Porém, para apaixonados por cultura pop e rock alternativo (a trilha traz sobras de Ryan Adams, Conor Oberst, Robyn Hitchcock e Nathan Larson), há uma peça satírica deliciosa escondida por trás da comédia romântica doce, correta e funcional. No caso de Nick Hornby, preste sempre atenção nas entrelinhas. A mágica acontece ali. E há muita mágica presente aqui. Divirta-se.
WiFi Ralph é crossover publicitário com mais marcas que personagens
Ao contrário de “Detona Ralph”, que priorizou uma história ao invés da tentar agradar os fãs de games, “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” se perde entre referências. É basicamente um fiapo de roteiro que se apoia num excesso de check-ins e curtidas pelo maior crossover publicitário já feito no cinema. E além de se referir a si mesma na história, a Disney ainda passa a mensagem de que amizade via Facebook e WhatsApp deve ser tão valorizada quanto brincar com crianças no mundo real – o oposto do que todos falam, por sinal. Para começo de conversa, o filme de 2012, ainda que desenvolvido sob a direção criativa de John Lasseter, nunca foi um “Toy Story”, “Procurando Nemo”, “Wall-e”, “Divertidamente” ou “Up”. No padrão Pixar, teria ficado no segundo escalão. Mas para a Disney pós-“O Rei Leão” até que ficou de bom tamanho. A parceria do estúdio com Lasseter depois renderia “Zootopia” e “Moana”, saindo-se melhor que alguns lançamentos da própria Pixar. Mas “Detona Ralph” se contentava em ser uma aventura extremamente divertida com personagens adoráveis, ao mesmo tempo que prestava homenagem aos games do século passado e aos gamers de todas as gerações. “WiFi Ralph”, por sua vez, encosta os coadjuvantes anteriores para apresentar novos personagens (fraquíssimos) e demora a começar para valer. Os primeiros minutos são puro marasmo, oferecendo uma série de referências a games que estão lá somente para satisfazer nerds, que buscam nada mais que referências. Pior que isso: denunciam logo de cara que não há muito o que contar na continuação, como tinha ficado claro durante os créditos finais de “Detona Ralph”. É por isso que Ralph (voz de John C. Reilly, nas versões em inglês) e Vanellope (voz de Sarah Silverman) saem do limitado mundo dos velhos arcades e partem rumo ao universo de possibilidades infinitas da internet para recuperar uma peça fundamental do jogo da princesa, “Corrida Doce”. Quando Ralph e Vanellope entram na rede, o filme de Phil Johnston e Rich Moore mostra o que tem de melhor: as técnicas de animação evoluíram muito de 2012 para 2018, rendendo um visual limpinho e gigantesco para ilustrar a imensidão da internet. Também é bastante criativa a maneira como caracterizaram os avatares dos usuários, os pop-ups, o Instagram, os vírus, a deep web, os jogos onlines e os vídeos babacas que viralizam no YouTube. Mas “WiFi Ralph” também convida o público a apontar “Ei, ali está a logo do Facebook!”, “Os passarinhos são o Twitter!”, “Ah, os Stormtroopers!”, “Caramba, o Homem de Ferro!”, “Iti malia! São as princesas Disney!”, “A Branca de Neve digital ficou com cara de louca, não?”, “Vi o Google lá em cima!”, “Olha o Pinterest!”. Referências que parecem ocupar mais espaço que a própria história, porque roteiro que é bom, nada. Um lampejo começa a ser esboçado da metade para o final. Pena que não dialogue com o resto do filme, embora os minutos iniciais de “WiFi Ralph” joguem algumas pistas no ar que se perdem rapidamente. É uma mensagem ousada para a Disney, mas também questionável, porque a animação é feita essencialmente para crianças e o verdadeiro público-alvo provavelmente não terá maturidade suficiente para assimilar. Além disso, a ideia de valorizar a comunicação via redes sociais parece anúncio pago das grandes marcas que estampam diversas cenas de “WiFi Ralph”. No fim, fica a sensação de que alguém revisou o roteiro para inserir marketing de conteúdo no lugar da história. Apesar de contar com um universo cheio de potencial, a Disney fez de “Detona Ralph” uma jornada completa e centrada nas redenções de dois personagens. Já “WiFi Ralph” se encanta pelo tamanho desse universo, que engole os dois personagens, deixando-os sem rumo. Sobram referências e falta história no roteiro bagunçado, que tem até um inesperado número musical, supostamente engraçadinho, com uma canção ruim de doer.
Bumblebee é o E.T. da franquia Transformers
Você viu esse filme várias vezes, e em embalagens diferentes, mas a fórmula de “E.T.” com visual de “Transformers” não tinha muito como dar errado. Foi preciso contar uma história (vejam só que coisa básica), ter um pouco de noção (e não só explosões) e um diretor promissor (Travis Knight) querendo mostrar serviço para fazer de “Bumblebee” o melhor filme da franquia. De longe. Em resumo, é um filme que dá para assistir. E bem divertido, diga-se de passagem. O filme solo que a gente não sabia que precisava do Transformer mais querido do planeta, trocou os clichês grandiosos de Michael Bay pela sensibilidade de Travis Knight, um novato que encantou com a animação “Kubo e as Cordas Mágicas” e assumiu a franquia mais execrada de Hollywood com a esperança de realizar um milagre. E conseguiu. Nunca antes a crítica gostou tanto de um Transformer. Antes de tudo, e ao contrário de Michael Bay, Knight proibiu câmeras tremidas, deixando toda a ação visível ao olho humano. Livrando o público da dor de cabeça, tratou de tirar-lhe também o peso das costas, entregando um filme mais leve, inclusive no senso de humor. Além disso, corrigiu os rumos da franquia ao retomar os melhores momentos do primeiro “Transformers”, o único até aqui que parece ter sido produzido por Steven Spielberg. Knight voltou ao filme de 2007 para contar a história do menino e seu carro-robô. No caso, da menina e seu fusca-autobot. Além disso, o diretor aproveitou o fato de “Bumblebee” ser um prólogo passado nos 1980 para incorporar o espírito da época – em que Spielberg fez “E.T” e reinou absoluto como rei dos blockbusters. Tanto em cena, ao reproduzir o tipo de aventura juvenil daquela era, quando na trilha, cheia de músicas que marcaram a década – The Smiths, A-ha, Simple Minds, Duran Duran, Rick Astley, Tears for Fears, entre outros. Tirando os efeitos visuais, absolutamente modernos, “Bumblebee” parece pertencer à época que retrata. Tem cara de cinemão da década de 1980. Mas não pense que o filme é antiquado. A começar por trazer uma protagonista feminina, que não precisa de homem nenhum para alcançar seus objetivos – como Ripley, na franquia “Alien”. Não está ali só para beijar um cara na cena final nem para gritar de medo diante do menor perigo. Hailee Steinfeld já tinha provado seu talento precoce em “Bravura Indômita”, filmão de 2010 dos Irmãos Coen, que lhe rendeu até indicação ao Oscar. São nove anos de lá até aqui e, como já tinha mostrado em “Quase 18”, ela virou estrela. Seu talento ajuda a transmitir a emoção necessária para a transição dramática da história. Pois se “Bumblebee” é divertido, também traz aquele momento de dar nó na garganta. É “E.T.” telefonando dos anos 1980 para o cinema atual. “Bumblebee” ainda evita erros de outros prólogos, como “Han Solo”, que tentam se conectar aos longas originais atirando referências para fãs, antes mesmo de ter um roteiro definido. Isso abre possibilidades para que “Bumblebee” tenha sua própria franquia sem se preocupar com o que foi visto antes. Não é uma novidade, mas é um recomeço muito bem feito – e com direito a usar e abusar dos efeitos sonoros do desenho antigão dos Transformers. Parecia que tinham vergonha disso, mas como a nostalgia impera em “Bumblebee”, até o famoso som de transformação foi (bem) recuperado.
Bird Box não é o fim do mundo, mas lembra o Fim dos Tempos
“Bird Box” não é o pior filme do mundo. É uma “Tela Quente” bem mais interessante que “Fim dos Tempos” (2008), aquela porcaria do M. Night Shyamalan, que vem aí de novo com “Vidro”. Ele é um diretor bem mais talentoso e com um repertório narrativo cheio de soluções visuais mais criativas que a dinamarquesa Susanne Bier. Mas colocou Mark Wahlberg para falar com uma planta em “Fim dos Tempos”, enquanto Sandra Bullock não passa vergonha em “Bird Box” e sabe atuar. Claro que, quando a referência imediata vem de um filme ruim que quase ninguém lembra que viu, a coisa não pode ser muito bonita. Mas também não precisa vendar os olhos para encarar “Bird Box”, porque Sandra Bullock é uma mulher capaz de tudo. Poucas atrizes sabem transitar entre drama e comédia com tamanha eficiência e experiência para segurar qualquer filme nas costas, atraindo praticamente toda a atenção do público. E ainda tem uma garotinha sensacional no elenco, a pequena notável Vivien Lyra Blair, além do talento promissor de Trevante Rhoades, de “Moonlight”, embora John Malkovich, Sarah Paulson e Jackie Weaver aparecem apenas pela obrigação de manter as contas em dia. “Bird Box” é sobre algo que surge do nada e que não pode ser visto, então, leva as pessoas a cometer suicídio. Alienígenas? Entidades malignas? A câmera não mostra e é melhor assim. Talvez seja uma metáfora para a depressão, o medo que de nós mesmos e da possível e consequente desistência da vida. Ótimo que o espectador possa entender “Bird Box” como quiser, afinal arte é uma experiência bem pessoal. E a analogia sobre depressão não é absurda, pois a jornada da personagem de Sandra envolve sua aceitação da maternidade, solução que representa sua própria razão para viver. Pena que a diretora Susanne Bier dilua qualquer simbologia em prol do melodrama e de uma história mais convencional. Fica a sensação de que o roteiro de Eric Heisserer (“A Chegada”), baseado no livro de Josh Malerman, precisava de um olhar mais profundo para traduzir a reflexão que parece ter repercutido mais em quem leu a obra original. Em vez disso, a trama prefere investir nos momentos clichês da estupidez humana, que existem em nove de cada dez filmes que flertam com o terror – como abrir portas para estranhos no meio do caos, ver uma notícia sobre suicídio em massa na Rússia e ignorar o fato como se fosse a coisa mais normal do mundo, e correr por uma floresta com os olhos vendados só para tomar inúmeros tombos. Para se arriscar em um território tão explorado é preciso desbravar fronteiras e percorrer caminhos jamais percorridos. Não é o que faz Susanne Bier que, numa era não muito distante, conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “Em um Mundo Melhor” (2010). Era de se esperar mais dela. Especialmente após outro filme com temas mais ou menos similares ir muito além e se destacar em 2018, o excelente “Um Lugar Silencioso”.
Sam Elliott é o homem que matou Hitler e o Pé Grande em trailer de fantasia premiada
O estúdio indie RLJ divulgou o pôster e o trailer de “The Man Who Killed Hitler and Then The Bigfoot”, aventura fantasiosa que traz o veterano Sam Elliott (“Nasce uma Estrela”) como o personagem do título, o homem que matou Hitler e depois o Pé Grande. A prévia se alterna entre flashbacks para o passado do protagonista, como o soldado responsável por assassinar o Führer, e o presente, quando o governo o recruta para uma nova missão: impedir uma epidemia espalhada pelo Pé Grande nas florestas norte-americanas. O detalhe é que esse delírio agradou a crítica, com 85% de aprovação no site Rotten Tomatoes, e até venceu um festival americano – de Nevada. Alguns dos elogios foram, inclusive, destacados no trailer. A direção e o roteiro são de Robert D. Krzykowski (produtor de “The Woman – Nem Todo Monstro Vive na Selva”), que estreia nas funções, e o elenco conta ainda com Aidan Turner (“Poldark”), Ron Livingston (“A Million Little Things”), Caitlin FitzGerald (“UnReal”), Larry Miller (“O Professor Aloprado”) e Ellar Coltrane (“Boyhood”). A estreia está marcada para o dia 8 de fevereiro nos Estados Unidos e não há previsão para lançamento no Brasil.
Homem-Aranha ganha novo trailer em formato de celular, com Ramones e cenas inéditas
A Sony divulgou um novo trailer de “Homem-Aranha: Longe de Casa”. Editado como um vídeo de celular (mais Snapchat que Stories) e ao som de “I Wanna Be Sedated”, clássico de viagem dos Ramones, ele mostra algumas cenas inéditas do voo de Peter Parker (Tom Holland) para a Europa. Vale considerar que a inclusão dos Ramones não é aleatória. Além de a banda ser tão nova-iorquina quanto o herói, também gravou a música-tema do desenho clássico do Aranha em 1995. De todo modo, a prévia vai apenas até a aparição de Nick Fury (Samuel L. Jackson), que interrompe as férias do herói para alistá-lo numa missão. Novamente escrito por Erik Sommers e Chris McKenna, e com direção de Jon Watts, responsáveis pelo filme anterior, “Homem-Aranha: Longe de Casa” estreia em 4 de julho Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Lindsay Lohan negocia com lobisomens em trailer de terror trash
A carreira de Lindsay Lohan continua em marcha ré, conforme atesta o trailer de “Among the Shadows”, provavelmente a pior prévia de uma produção estrelada pela atriz. Trash ao extremo e sem a menor preocupação de explicar a trama, o vídeo traz Lohan contratando uma detetive lobisomem para encontrar seu marido desaparecido. Em meio aos clichês, montagens amadoras e lutas mal-coreografadas, há um complô qualquer. Primeiro filme de Lohan desde “Vale do Pecado” (2013), também traz no elenco Charlotte Beckett (de “Penny Dreadful”) como a lobisomem principal, além de John Flanders (“A Conexão Francesa”), Gianni Capaldi (“Porta do Inferno”) e diversos iniciantes. A direção é de Tiago Mesquita (“Insegurança”) e não há previsão de estreia – ou seja, deve sair direto em VOD. A distribuidora Phoenicia também divulgou um pôster. Veja abaixo.
Dogman: Thriller premiado do diretor de Gomorra ganha trailer americano
A Magnolia divulgou o pôster e o trailer americanos de “Dogman”, um dos filmes europeus mais premiados e comentados de 2018. Dirigido por Matteo Garrone (“Gomorra”), acompanha um frágil cuidador de cachorros que é arrastado para cima e para baixo por um ex-boxeador brutamontes, que diz ser seu amigo enquanto o aterroriza, brutaliza e o faz testemunhar crimes. O ator Marcello Fonte foi premiado no Festival de Cannes e considerado o Melhor Ator Europeu de 2018 pela Academia Europeia, por seu desempenho no papel-título, como o cuidador de cachorros. Lançado em maio do ano passado na Itália, o filme tem sua estreia americana marcada para 12 de abril e ainda não tem previsão para chegar ao Brasil.
Jesse Eisenberg volta a querer ficar rico com informática em trailer de drama indie
A Orchard divulgou o pôster e o trailer do drama indie com toques de humor “The Hummingbird Project”, em que Jesse Eisenberg (“A Rede Social”) volta a viver um geniozinho ambicioso com planos para se tornar milionário. E para isso faz sociedade com um irreconhecível Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”) calvo. Os dois vivem primos nova-iorquinos que descobrem o verdadeiro valor de negociar na Bolsa de Valores com a velocidade da fibra ótica. Como lucros podem ser obtidos por decisões tomadas em milisegundos, uma linha de fibra ótica que ligue o Kansas a Nova York pode representar bilhões de vantagens. E esta é uma oferta que um investidor não consegue recusar. O problema é que desta vez o cérebro do negócio é Skarsgård e Eisenberg soa meio vigarista, ao vender a capacidade da dupla para realizar o negócio. E, para complicar, sua ex-chefe percebe a jogada e decide fazer de tudo para superá-los nas apostas em alta velocidade do mercado financeiro. Roteiro e direção são de Kim Nguyen (do impactante “A Feiticeira da Guerra”) e o elenco ainda inclui Salma Hayek (“Dupla Explosiva”), Michael Mando (“Better Call Saul”) e Sarah Goldberg (“Barry”). Exibido no Festival de Toronto, o filme tem estreia comercial marcada para 15 de março nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil. The Hummingbird Project
Trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa teria batido recorde de visualizações
A Sony Pictures afirma que o primeiro trailer de “Homem-Aranha: Longe de Casa” foi mais visto que qualquer outro já lançado pelo estúdio em suas primeiras 24 horas. Segundo dados da própria Sony, o vídeo teve 130 milhões de visualizações em seu primeiro dia. O recorde supera a marca do primeiro trailer de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, visto 116 milhões de vezes em 24 horas – e que veio a faturar US$ 334,2 milhões no mercado doméstico e US$ 880,1 milhões em todo o mundo. Mas não é possível comprovar, já que os números supostamente somam todas as reproduções nas mais diferentes redes sociais de todos os países em que a Sony disponibilizou o vídeo. E olha que tem pegadinha nessa afirmação, já que o estúdio disponibilizou trailers completamente diferentes para os Estados Unidos e o resto do mundo. O total somaria os dois trailers? Cheio de easter eggs, o trailer foi bastante analisado. Mas o único número de visualizações comprovável é o do YouTube, que registra “apenas” 27,4 milhões de visualizações do vídeo americano em três dias. Novamente estrelado por Tom Holland e com direção de Jon Watts, que trabalharam juntos no filme anterior, “Homem-Aranha: Longe de Casa” estreia em 4 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Pistas do trailer revelam identidades dos “monstros” de Homem-Aranha: Longe de Casa
O primeiro trailer de “Homem-Aranha: Longe de Casa” mostrou que o herói vivido por Tom Holland vai enfrentar estranhos monstros “elementais”, vilões que controlam água, fogo e terra, e que também são enfrentados por Mystério (Jake Gyllenhaal) na prévia. O detalhe é que os responsáveis pelos ataques grandiosos não são criaturas irracionais, mas velhos conhecidos dos leitores de quadrinhos. E o próprio trailer deu as pistas de suas identidades, por meio de easter-eggs estrategicamente plantados nas cenas de suas aparições. O primeiro easter-egg está em um barco que passa por Ned (Jacob Batallon) e Betty (Angourie Rice) em Veneza. O veículo traz a numeração “ASM 212”, que é uma referência à revista “Amazing Spider-Man” de número 212, escrita por Dennis O’Neil e com arte de John Romita Jr., que introduziu o vilão Homem-Hídrico. O segundo aparece rapidamente na cena em que Nick Fury (Samuel L. Jackson) e Maria Hill (Cobie Smulders) confrontam o “elemental” da terra. A placa do carro na frente deles traz o numeral “463”, referência à quarta edição de “Amazing Spider-Man”, escrita por Stan Lee e desenhada por Steve Ditko em 1963. Ela introduziu o perigoso vilão Homem-Areia. Finalmente, quando os colegas de classe de Peter correm por suas vidas na Tower Bridge londrina, eles passam por um carro com outra placa reveladora, onde se lê “2865 SEP”. Trata-se de uma alusão à edição 28 de “Amazing Spider-Man”, outro clássico de Lee e Ditko, publicada em setembro de 1965 com a origem do Magma. Homem-Hídrico, Homem-Areia e Magma são vilões menos perigosos do que a aparição das criaturas sugerem no trailer. E esta diferença pode estar relacionada à participação de Mystério na história. Apresentado como herói capaz de vencer os “monstros”, Mystério é um vilão conhecido nos quadrinhos por jogar com as aparências, usando efeitos visuais para disfarçar o fato de que, na verdade, não tem poder algum. De todo modo, boa sacada dos roteiristas. Novamente escrito por Erik Sommers e Chris McKenna, e com direção de Jon Watts, responsáveis pelo filme anterior, “Homem-Aranha: Longe de Casa” estreia em 4 de julho Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Veja as referências ao lado das capas das edições citadas abaixo.
Estreias: Como Treinar o seu Dragão 3 e Vidro encerram trilogias de sucesso nos cinemas
2019 mal começou e a programação de cinema já apresenta filmes para constar na lista de melhores do fim do ano, além de projetar o final de duas trilogias de sucesso. Melhor estreia ampla, “Como Treinar o seu Dragão 3” é para vibrar e chorar com os filhos. Não falta emoção ao filme que encerra a saga de nove anos do jovem viking Soluço e seu dragão Bangela. A produção chega ao Brasil quase um mês antes do lançamento nos Estados Unidos, mas a crítica americana já viu e amou, resultando numa aprovação de 100% na média do site Rotten Tomatoes. Em comparação, “Vidro” é uma grande decepção. O diretor M. Night Shyamalan levou 19 anos para fazer a continuação do cultuado “Corpo Fechado” e o resultado, que se mescla ainda com “Fragmentado”, é o primeiro candidato ao Framboesa de Ouro 2020. Tão ruim que tem um personagem para explicar o que acontece em cena. A média no RT está em 37%. Outros dois filmes americanos também chegam aos shoppings. “Amigos para Sempre” é o remake americano do fenômeno francês “Intocáveis” (2011), que já tinha ganhado versão argentina, “Inseparáveis” (2016), e ficou no freezer por mais de um ano devido ao escândalo de Harvey Weinstein. O filme também é o primeiro lançamento dos novos donos da The Weinstein Company, agora chamada de Lantern Entertainment, e traz Kevin Hart (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) como um desempregado de passado criminoso contratado para cuidar de um milionário quadriplégico, vivido por Bryan Cranston (“Breaking Bad”). Sim, você realmente já viu este filme, assim como os críticos americanos, que deram apenas 40% de aprovação no RT. “O Peso do Passado” traz Nicole Kidman (“Big Little Lies”) irreconhecível em duas transformações físicas diferentes, dando vida a uma jovem policial infiltrada em uma gangue nos anos 1990 e uma mãe em busca de vingança nos dias de hoje. Havia expectativa de prêmios para a atriz, mas não é o único critério para destacar a qualidade da obra, que tem 72% no RT. No circuito limitado, destacam-se mais dois filmes. E são melhores que as opções dos shoppings. O principal é “Cafarnaum”, representante do Líbano no Oscar 2019 e, desde já, um dos melhores filmes do ano. Dirigido por Nadine Labaki (“E Agora Onde Vamos?”), acompanha um menino de rua que, ao ser preso por um crime, resolve processar os pais por negligência. Um dos filmes mais elogiados do Festival de Cannes 2018, venceu o Prêmio do Júri. 81% no RT. E há “Temporada”, que abre o calendário de bons filmes nacionais. Primeiro longa de ficção de André Novais Oliveira (premiado em Cannes pelo curta “Pouco Mais de um Mês”), venceu cinco troféus no Festival de Brasília 2018, inclusive Melhor Filme, além de prêmios em festivais internacionais. Com olhar quase documental, acompanha o cotidiano de uma nova funcionária do departamento de saneamento público de Contagem (MG), vivida por Grace Passô (“Praça Paris”), Melhor Atriz em Brasília e Torino (Itália). A programação ainda inclui mais uma comédia sobre a burguesia francesa. Veja os trailers e todas as sinopses abaixo. Como Treinar o seu Dragão 3 | EUA | Animação Soluço tem um grande sonho: encontrar um lar onde os dragões possam viver em paz. Mas, no meio deste plano, o perigo começa a rondar a sociedade viking quando o vilão Grimmel aparece para acabar com a liberdade dos dragões – especialmente Banguela. Vidro | EUA | Fantasia Após a conclusão de “Fragmentado” (2017), Kevin Crumb (James McAvoy), o homem com 24 personalidades diferentes, passa a ser perseguido por David Dunn (Bruce Willis), o herói de “Corpo Fechado” (2000). O jogo de gato e rato entre o homem inquebrável e a Fera é influenciado pela presença de Elijah Price (Samuel L. Jackson), que manipula seus encontros e guarda segredos sobre os dois. Amigos para Sempre | EUA | Comédia Philip (Bryan Cranston) é um homem rico que fica tetraplégico após sofrer um acidente. A situação o deixa desgostoso com a vida, já que está sempre rodeado de enfermeiros e pessoas para ajudá-lo. Até que um dia, durante a seleção de um assistente, ele simpatiza com Dell (Kevin Hart), um jovem com registro criminal que não tem a menor experiência na função. Philip decide contratá-lo e, ao seu lado, reencontra o prazer pela vida. O Peso do Passado | EUA | Suspense Erin Bell (Nicole Kidman) é uma detetive da polícia norte-americana que aceita participar de um plano arriscado, infiltrando-se entre bandidos para obter informações. A estratégia dá errado, gerando uma tragédia que marca a sua vida para sempre. Anos mais tarde, ela reencontra pistas da gangue de antigamente, e volta a perseguir os responsáveis por seu drama pessoal. Temporada | Brasil | Drama Juliana (Grace Passô) está saindo de Itaúna, no interior de Minas Gerais, para morar em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Seu novo emprego, em que ela combate endemias da região, cria situações pouco usuais e apresenta para ela pessoas novas, que começam a mudar sua vida. Adaptando-se à nova rotina, ela enfrenta dificuldades no relacionamento com seu marido, que também vai para a cidade grande. Cafarnaum | Líbano | Drama Aos 12 anos, Zain (Zain Al Rafeea) carrega uma série de responsabilidades: é ele quem cuida de seus irmãos no cortiço em que vive junto com os pais, que estão sempre ausentes graças ao trabalho em uma carmearia. Quando sua irmã de 11 é forçada a se casar com um homem mais velho, o menino fica extremamente revoltado e decide deixar a família. Ele passa a viver nas ruas junto aos refugiados e outras crianças que, diferentemente dele, não chegaram lá por conta própria. Praça Pública | França | Comédia Castro (Jean-Pierre Bacri) costumava ser um apresentador de TV de sucesso, mas sua fama ficou no passado. Quando sua produtora Nathalie (Léa Drucker) muda-se para o interior, ele vai parar em uma festa de abertura da casa junto com sua filha, sua ex-mulher, a atual namorada e uma porção de excêntricos convidados.












