The Girl with All the Gifts: Glenn Close e Gemma Arterton enfrentam zumbis em trailer de terror
A Warner Bros. do Reino Unido divulgou as primeiras fotos e o primeiro trailer de “The Girl with All the Gifts”, filme de zumbis estrelado por Glenn Close (“Guardiões da Galáxia”) e Gemma Arterton (“João e Maria: Caçadores de Bruxas”). Embora o ataque de mortos-vivos tenha se tornado lugar-comum nos últimos anos, a prévia consegue impressionar pelo clima de tensão e abordagem diferenciada, ao destacar a amizade entre uma criança infectada (a estreante Sennia Nanua) e uma médica (Arterton). A trama se passa após a praga zumbi devastar a humanidade. Porém, um grupo de crianças infectadas ainda é capaz de pensar e sentir. Salva da morte certa por uma dessas jovens zumbis, a Dr. Helen Justineau decide usar a menina num experiência para acabar com a epidemia. Glenn Close, Paddy Considine (“O Ultimato Bourne”) e Fisayo Akinade (série “Cucumber”) são os militares que a auxiliam. O impacto das cenas se deve bastante ao roteiro de Mike Carey, que adaptou seu próprio livro – lançado no Brasil com o título “A Menina que Tinha Dons”. Carey é cultuadíssimo entre os fãs de quadrinhos por ter escrito todas as edições de “Lucifer”, publicação da Vertigo (edição adulta da DC Comics) que virou série sem lhe dar qualquer crédito. Detalhe: os gibis são muito melhores que a versão televisiva. Já a direção está a cargo do escocês Colm McCarthy, mais conhecido por seu trabalho em séries britânicas, como “Sherlock”, “Doctor Who” e “Peaky Blinders”. Este será seu segundo filme, após estrear com outro terror em 2010, “Outcast”. “The Girl with All the Gifts” tem estreia marcada para 23 de setembro no Reino Unido e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Scream Queens: Taylor Lautner entra na 2ª temporada
Sem conseguir emplacar bons papeis no cinema após o final da “Saga Crepúsculo”, o ator Taylor Lautner, intérprete do lobisomem Jacob na franquia adolescente, vai participar da 2ª temporada de “Scream Queens”. O anúncio foi feito pelo Twitter oficial da atração. Lautner vai interpretar um jovem médico chamado Cassidy Cascade. O personagem tem um estranho distúrbio e se torna um dos principais suspeitos quando eventos trágicos se tornam rotina no hospital que serve de cenário para a nova temporada. Originalmente concebida como uma série ao estilo das antologias de temporada fechada, que a cada ano contam uma história diferente – como “American Horror Story” e “American Crime Story”, dos mesmos produtores – , a 2ª temporada de “Scream Queens” vai continuar a trama de seus episódios iniciais, retomando as personagens originais após alguns anos. O salto temporal vai mostrar que a personagem Zayday Williams (Keke Palmer) se formou em Medicina e trabalha com sua antiga reitora, a Sra. Munsch (Jamie Lee Curtis), que comprou um hospital. Também voltarão as personagens interpretadas por Emma Roberts, Lea Michele, Abigail Breslin, Glen Powell e Niecy Nash, que sobreviveram aos serial killers da 1ª temporada. Entre as novidades, incluem-se John Stamos (série “Três É Demais”) como o cirurgião-chefe do hospital, e James Earl (série “Glee”), que viverá um stripper. Os novos episódios estreiam em 20 de setembro na rede americana Fox.
Ouija 2: Trailer legendado sugere filme mais assustador que o primeiro
A Universal Pictures divulgou o primeiro trailer legendado do terror “Ouija 2”, continuação do sucesso de “Ouija – O Jogo dos Espíritos” (2014). A prévia sugere um filme bem mais assustador que o original. Passado nos anos 1960, acompanha uma mãe trapaceira (Elizabeth Reaser, da “Saga Crepúsculo”) que, com o auxílio de suas duas filhas, finge se comunicar com os espíritos para enganar clientes ricos. Até que decide comprar um jogo de tabuleiro Ouija para os negócios, e um espírito real invade o corpo da filha menor (Lulu Wilson, da série “The Millers”) e passa a atormentar a outra (Annalise Basso, de “O Espelho”). Escrito e dirigido por Mike Flanagan (“O Espelho”), o filme ainda resgata o sumido Henry Thomas, que há três décadas estrelou o clássico “E.T. – O Extraterrestre” (1982), e mais recentemente tem sido visto em produções televisivas, como a minissérie “Filhos da Liberdade” (Sons of Liberty) e “Betrayal”. Ele interpreta o padre que tenta ajudar as crianças. O elenco também inclui Kate Siegel (“Hush: A Morte não Ouve”), Lin Shaye (“Sobrenatural: A Origem”) e o especialista em viver monstros Doug Jones (“Hellboy”). A estreia está marcada para 20 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA
Quando as Luzes se Apagam: Terror produzido por James Wan ganha novo trailer
A Warner Bros. divulgou o segundo trailer de “Quando as Luzes se Apagam” (Lights Out), filme de terror produzido por James Wan (“Invocação do Mal”), que explora o medo do escuro. A prévia apresenta o “monstro” da trama, uma figura feminina que só aparece quando as luzes se apagam. Aparentemente, há uma explicação para sua aparição, conforme indica um diálogo de Maria Bello (“Os Suspeitos”), mas os sustos não dependem de razão, explorando um pavor instintivo da escuridão. A história, que combina diversos elementos tradicionais do terror – mulher-fantasma de cabelos longos, família amaldiçoada, criatura que vive nas sombras – , surgiu originalmente num curta de 2013, do diretor David F. Sandberg, que faz agora sua estreia em longa-metragem, no comando da adaptação. Ele também assina o roteiro em parceria com Eric Heisserer, que escreveu o remake de “A Hora do Pesadelo” (2010). O clássico original de Wes Craven, por sinal, é uma das influências óbvias da trama. O elenco também inclui Teresa Palmer (“Meu Namorado É um Zumbi”), Billy Burke (séries “Revolution” e “Zoo”) e as crianças Gabriel Bateman (“Annabelle”) e Alexander DiPersia (da vindoura série “Good Girls Revolt”). A estreia está marcada para 22 de julho nos EUA e apenas um mês depois, em 25 de agosto, no Brasil.
The Mist: Atriz de American Horror Story vai estrelar nova série de terror
A série “The Mist”, inspirada no livro “O Nevoeiro”, de Stephen King, escalou o primeiro nome de seu elenco: a veterana Frances Conroy, estrela de “American Horror Story”. Ela vai interpretar Nathalie, uma mártir ecológica moderna. Segundo a descrição oficial, a personagem parece ser mais conectada com a natureza do que as pessoas ao redor, porém seus instintos sobre os humanos são certeiros. Desenvolvida para o canal pago americano Spike TV, a série acompanha um grupo de pessoas abrigadas num supermercado, enquanto sua pequena cidade é dominada por um estranho nevoeiro, que carrega criaturas sobrenaturais. O livro já foi adaptado num ótimo filme de terror, “O Nevoeiro” (2007), escrito e dirigido por Frank Darabont, que logo depois criou o fenômeno “The Walking Dead”. Darabont não participa da nova adaptação, que foi criada por Christian Torpe, responsável pela série dinamarquesa “Rita”, atualmente em sua 4ª temporada, e deve extrapolar a história do livro de King. Foram encomendados 10 episódios para uma estreia em 2017.
Ouija 2: Continuação do terror ganha primeiro pôster
A Universal Pictures divulgou o primeiro pôster de “Ouija 2”, continuação do sucesso de “Ouija – O Jogo dos Espíritos” (2014). A arte mostra a jovem atriz Lulu Wilson (série “The Millers”) diante do tabuleiro do jogo. Escrito e dirigido por Mike Flanagan (“O Espelho”), o filme ainda não teve sua sinopse divulgada. O elenco resgata o sumido Henry Thomas, que há três décadas estrelou o clássico “E.T. – O Extraterrestre” (1982), e mais recentemente tem sido visto em produções televisivas, como a minissérie “Filhos da Liberdade” (Sons of Liberty) e “Betrayal”. Além dele, participam do elenco Elizabeth Reaser (“Saga Crepúsculo”), Kate Siegel (“Hush: A Morte não Ouve”), Lin Shaye (“Sobrenatural: A Origem”), Annalise Basso (“O Espelho”) e o especialista em viver monstros Doug Jones (“Hellboy”). O filme deve contar uma nova história envolvendo o tabuleiro Ouija, independente dos eventos do primeiro longa, que custou US$ 5 milhões e faturou mais de US$ 100 milhões em todo o mundo. A estreia está marcada para 20 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA
Atriz mexicana de 007 Contra Spectre vai estrelar o terror Annabelle 2
A australiana Miranda Otto (“Flores Raras”) e a mexicana Stephanie Sigman (“007 Contra Spectre”) são os primeiros nomes confirmados no elenco do terror “Annabelle 2”. A trama da continuação será centrada em um artesão de bonecas e sua esposa, que decidem acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Ainda traumatizado pela morte da filha, ocorrida duas décadas antes, o casal volta a sofrer quando a boneca Annabelle – criação do artesão – reaparece na residência. Miranda Otto vai interpretar a desfigurada e reclusa mulher do artesão e Stephanie Sigman será a Irmã Charlotte. Um dos maiores sucessos do cinema de terror no país, “Annabelle” (2014) foi lançado como um spin-off de “Invocação do Mal” (2013) e rendeu mais de US$ 256 milhões nas bilheterias mundiais. Escrito por Gary Dauberman (autor do primeiro “Annabelle”) e com direção de David F. Sandberg (“Quando as Luzes se Apagam”), “Annabelle 2” tem estreia marcada para 25 de maio no Brasil.
Jim Carrey vai estrelar novo terror do diretor de O Albergue
O ator Jim Carrey, bastante conhecido por suas comédias, vai estrelar seu primeiro filme de terror. Ele terá o papel-título na adaptação de “Aleister Arcane”, versão cinematográfica de quadrinhos criados por Steve Niles (“30 Dias de Noite”), que será dirigida por Eli Roth (“O Albergue”, “Bata Antes de Entrar”). A história gira ao redor de um apresentador de programa de horror na TV, cuja popularidade entre as crianças enfrenta a ira da comunidade local e tem seu programa cancelado. Após sua morte, estranhos acontecimentos atormentam o local e apenas os pequenos serão capazes de encerrar a maldição. O mais próximo que Jim Carrey já chegou do terror foi com o suspense psicológico “Número 23” (2007), mas sua filmografia tem diversos tipos psicóticos, como os vistos em “Batman Eternamente” (1995), “O Pentelho” (1996) e “Kick-Ass 2” (2013). O roteiro de “Aleister Arcane” está a cargo de Jon Croker (“A Mulher de Preto 2: O Anjo da Morte”). Eli Roth também fechou contrato recentemente para dirigir o remake de “Desejo de Matar” (1974).
Penny Dreadful: Série é encerrada sem aviso, com final inesperado
A série “Penny Dreadful” chegou ao fim, sem maiores avisos, com o episódio exibido no domingo (19/6) nos Estados Unidos, surpreendendo os fãs. O nono e último episódio da 3ª temporada acabou com um “the end”. Ou seja, depois de 27 episódios, a série não voltará para um quarto ano. Em contraste com a blitz publicitária de “Game of Thrones”, o canal americano Showtime optou por terminar a série sem alarde, colocando um ponto final na história de terror gótico criada pelo roteirista John Logan (“007 Contra Spectre”), que reunia diversos personagens da literatura do século 19, como Frankenstein e Dorian Gray, e trazendo Eva Green como a protagonista, uma médium atormentada por demônios. David Nevins, o presidente do Showtime, foi sucinto ao explicar o encerramento. “É isso que é a televisão agora. Não temos que fazer sete temporadas pelo saco de fazer sete temporadas. Alguns programas são feitos para isso, outros, não”. Em comunicado, Logan disse que, já na 2ª temporada, percebeu para onde a história estava indo, e o encontro de Vanessa com Deus seria um final apoteótico. “Era um programa sobre Vanessa Ives e sua batalha com a fé. Uma mulher apegada a Deus e a ao diabo. Falei com Eva, e depois com David”, disse o responsável pela atração. Em entrevista com o site da revista The Hollywood Reporter, Nevins explicou que tentou reverter a decisão de Logan, mas que o escritor estava determinado a concluir a história de forma definitiva… e trágica. “A coisa tradicional para se fazer era anunciar que esta seria a última temporada”, contou o executivo. “Mas parecia que tiraria a surpresa, e parte do prazer de se assistir TV hoje é experimentar as surpresas em primeira mão, sem spoilers de nenhum tipo. O episódio não começa com os créditos usuais, o que sinaliza algo diferente está acontecendo, e termina com ‘the end'”. John Logan ainda divulgou um vídeo, disponível logo abaixo, em que agradece aos fãs e confirma que sempre teve a intenção de encerrar a série em sua 3ª temporada. No Brasil, “Penny Dreadful” é exibida pelo canal pago HBO.
The Walking Dead: Produção grava 11 mortes diferentes para manter suspense da 7ª temporada
Os produtores de “The Walking Dead” optaram por seguir a tática dos finais das novelas da Globo. A atração gravou várias mortes diferentes, com 11 personagens, para despistar os fãs e a imprensa sobre quem recebeu uma tacada mortal de Lucille (um bastão de beisebol com arame farpado), desferida pelo vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan) no final da 6ª temporada. O objetivo é confundir e manter o segredo sobre quem é vítima, cuja morte foi mostrada sem revelar sua identidade, até a estreia da 7ª temporada em outubro. De acordo com informações da revista The Hollywood Reporter, Carl (Chandler Riggs), Rick (Andrew Lincoln), Michonne (Danai Gurira), Eugene (Josh McDermitt), Maggie (Lauren Cohan), Sasha (Sonequa Martin-Green), Daryl (Norman Reedus), Aaron (Ross Marquand), Rosita (Christian Serratos), Abraham (Michael Cudlitz) e Glenn (Steven Yeun) tiveram suas mortes gravadas pela produção. Na história em quadrinhos em que a série é baseada, a vítima é Glenn. A gravação das 11 mortes não foi a única ação para manter o sigilo. O canal pago AMC ameaçou um grupo de fãs, do fórum The Spoiling Dead Fans, de processo caso algum spoiler sobre a próxima temporada fosse revelado. Além disso, aumentou a vigilância nas gravações para evitar a espionagem por drones. Isto mesmo. O produtor-executivo Scott Gimple disse que fãs tem usado drones para sobrevoar as filmagens e flagrar alguma cena reveladora. “Com o advento dos drones, a coisa virou um jogo de gato e rato”, contou Gimple para a Hollywood Reporter. “Tentam pegar até uma simples caminhada dos atores no set”. Para completar, o produtor e diretor Greg Nicotero indicou que a temporada não está “necessariamente” sendo filmada na ordem dos episódios que serão exibidos, também visando confundir os bisbilhoteiros. Ou seja, fotos do elenco no set deixariam, assim, de ser um indicativo direto de vida ou morte dos personagens. As filmagens da 7ª temporada estão em andamento nos arredores de Atlanta, na Geórgia, onde a série inteira é gravada.
Scream Queens: John Stamos vai estrelar a 2ª temporada
O ator John Stamos (série “Três É Demais”) vai reforçar o elenco da 2ª temporada de “Scream Queens”. Ele entrou na atração da rede Fox após sua série de comédia “Grandfathered” ser cancelada no mesmo canal. Stamos viverá o Dr. Brock Holt, cirurgião-chefe de um hospital, que acompanha casos médicos fascinantes e bizarros. Originalmente concebida como uma série ao estilo das antologias de temporada fechada, que a cada ano contam uma história diferente – como “American Horror Story” e “American Crime Story”, dos mesmos produtores – , “Scream Queens” vai continuar a trama de seus episódios iniciais, mostrando as personagens originais após alguns anos. O salto temporal vai mostrar que a personagem Zayday Williams (Keke Palmer) se formou em Medicina e trabalha com sua antiga reitora, a Sra. Munsch (Jamie Lee Curtis), que comprou um hospital. Também voltarão as personagens interpretadas por Emma Roberts, Lea Michele, Abigail Breslin, Glen Powell e Niecy Nash, que sobreviveram aos serial killers da 1ª temporada. Os novos episódios estreiam em setembro nos EUA.
Freira demoníaca de Invocação do Mal 2 vai ganhar filme próprio
O sucesso de “Invocação do Mal 2” deve original um novo spin-off da franquia. Após o primeiro filme, lançado em 2013, render o derivado “Annabelle” (2014), a continuação vai originar um novo terror centrado em outro personagem sobrenatural. O estúdio New Line confirmou que já está desenvolvendo “The Nun”, sobre o espírito da freira que assombra Lorraine (Vera Farmiga) e Ed Warren (Patrick Wilson) no filme que estreou no fim de semana passado. O roteirista David Leslie Johnson, que escreveu “Invocação do Mal 2”, foi incumbido de desenvolver a história do derivado, que será produzido pelo cineasta James Wan, diretor da franquia. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, a freira demoníaca foi inserida na trama poucos meses antes do lançamento. O primeiro corte de Wan tinha como antagonista uma figura com chifres. Insatisfeito, o diretor “teve um momento de iluminação” e decidiu mudar o conceito para uma freira, o que foi prontamente aceito pelo estúdio, mas isso acarretou em filmagens adicionais – realizadas em março, três meses antes da estreia. Além de “The Nun”, o spin-off da boneca Annabelle também renderá mais um filme, previsto para maio de 2017 sob o comando de David F. Sandberg (“Quando as Luzes se Apagam”). Com o sucesso de bilheteria, o próprio “Invocação do Mal” terá uma continuação em breve. Segundo James Wan, a próxima história se passará nos anos 1980.
Invocação do Mal 2 confirma talento de James Wan para assustar o público
Não foi com “Jogos Mortais” (2004) e “Sobrenatural” (2010) que James Wan mostrou que deveria ser levado a sério como um dos cineastas mais promissores deste século. Foi com o primeiro “Invocação do Mal” (2013), relembrando como se faz um belo filme de terror, ao valorizar sugestões em cada canto de uma boa e velha casa mal-assombrada e recuperar a sensação de medo do desconhecido. Não precisava de uma continuação, mas, como era inevitável, nada melhor que contar novamente com Wan na direção. Mais uma vez buscando inspiração nos arquivos dos demonologistas Lorraine (a sempre ótima Vera Farmiga) e Ed Warren (o sempre fraco Patrick Wilson), o diretor conduz o espectador à Londres dos anos 1970 para revelar os bastidores do famoso caso conhecido como “Poltergeist de Enfield”. Quem assistir a um documentário da BBC realizado na época, notará o quanto a produção fez um trabalho incrível para reconstruir cenários, figurinos e personagens reais. Destaque para a fotografia de Don Burgess, que além de alçar “voos” pelos cômodos da casa, brinca de forma eficiente com as cores e atua a favor do ilusionismo como poucos filmes do gênero conseguiram. Um exemplo: marcada pelos espíritos de porco de “Invocação do Mal 2”, a menina Peggy (a fantástica Madison Wolfe) só usa vermelho e, assim, se destaca das penumbras ora cinzentas, ora completamente dominadas pela escuridão da casa amaldiçoada da vez. “Invocação do Mal 2”, porém, não supera o original. Nem mesmo se iguala. Ainda assim, mostra como pode ser prazeroso ver o resgate dos ensinamentos dos melhores exemplares do terror hollywoodiano dos anos 1970, aliados a truques modernos, que Wan tira da câmera para manipular as emoções e prender a atenção da plateia. É um mágico no controle absoluto de seus lenços, pombos e cartolas. O show permanece elegante, imersivo e impressionante – muitos se pegarão agarrados à cadeira do cinema em alguns momentos –, mas, diferente do primeiro, Wan mostra e explica mais que sugere. Ao contrário do “Invocação do Mal” original, que segura a onda até os minutos finais, quando o implícito dá lugar ao explícito, o segundo filme privilegia os sustos à incômoda e quase que ininterrupta sensação de calafrio, embora Wan ainda brilhe nesse quesito. Duas cenas de “Invocação do Mal 2” ilustram essa diferença. Há um espírito maligno conhecido como “Homem Torto”, que, já em sua primeira aparição, aparece em toda a sua glória (e não é CGI e sim o incrível trabalho corporal do ator magrelo Javier Botet). Mas é em sua segunda cena, quando mal aparece, que ele tem maior impacto, resultado mais de sugestão que revelação. Mas o filme não é só uma sucessão de sustos. Há um bom desenvolvimento dramático, que aproxima o espectador dos protagonistas e da família que eles tentam salvar. Somos convidados a entrar e a habitar a casa mal-assombrada. É o que basta para embarcar na proposta. James Wan, tanto aqui quanto no primeiro, valoriza as relações humanas e os dramas familiares, uma estratégia que costuma levar aos melhores filmes do gênero. Wan é mestre nesse tipo de filme, mas já começa a se repetir, juntando elementos que deram certo em “Invocação do Mal” e “Sobrenatural” – um velho, um demônio, a caminhada solitária pelo lado espiritual, a “nova Annabelle” (representada pelo “Homem Torto”), entre outros. O que ele faz de melhor é desenvolver bem os personagens, mostrando como os Warren se fortalecem indo até o inferno e retornando como um casal mais apaixonado que nunca. Você pode pular da cadeira na “cena do quadro”, mas é a identificação instantânea com essas pessoas que ficará em sua mente.











