Ator de The Big Bang Theory é amaldiçoado após assistir o vídeo de O Chamado 3
A Paramount divulgou uma cena de “O Chamado 3”, que mostra o ator Johnny Galecki (“The Big Bang Theory”) assistindo ao vídeo amaldiçoado e recebendo a fatídica ligação de Samara. “Sete dias…” A continuação retoma a maldição de Samara após 12 anos e no rastro do ressurgimento de Sadako, o monstro original, no Japão – a franquia começou como remake de “Ringu” (1998), que no Japão rendeu duas trilogias, sendo a mais recente iniciada por “Sadako 3D” (2012). A principal vítima de “O Chamado 3” é a italiana Matilda Anna Ingrid Lutz (“Somewhere Beautiful”), que cai na tentação de ver um estranho vídeo online e acaba recebendo a ameaçadora ligação telefônica que dispara a contagem regressiva. O elenco também inclui Alex Roe (“A 5ª Onda”), Zach Roerig (série “The Vampire Diaries”), Aimee Teergarden (série “Friday Night Lights”), Lizzie Brocheré (série “The Strain”), Laura Wiggins (série “The Tomorrow People”) e Andrea Powell (série “Outcast”). O roteiro passou por versões de Jacob Aaron Estes (“Quase um Segredo”), Akiva Goldsman (“A 5ª Onda”) e David Loucka (“A Última Casa da Rua”) e a direção é do espanhol F. Javier Gutiérrez (“Tres Días”). A estreia está marcada para quinta (2/2) no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Rick tenta convencer Ezekiel a enfrentar Negan em novo comercial de The Walking Dead
O canal Fox divulgou um novo comercial da volta de “The Walking Dead”. E se o tema da primeira parte foi a submissão de Rick (Andrew Lincoln) e demais sobreviventes à Negan (Jeffrey Dean Morgan), a segunda parte encaminha os personagens para o confronto, mostrando um apelo de Rick para Ezekiel (Khary Payton) se juntar à rebelião. Como a série vem seguindo bem perto os quadrinhos, a união das comunidades de Alexandria, Hilltop e o Reino contra os Salvadores de Negan conduz ao arco intitulado “All Out War” (guerra total), que entretanto levou dois anos para ser concluído. A segunda metade da 7ª temporada de “The Walking Dead” começa em 12 de fevereiro, com transmissão no Brasil pelo canal Fox e Fox Action (sem intervalos).
Vic Militello (1943 – 2017)
A atriz Vic Militello, que marcou época na novela clássica “Estúpido Cupido” e conquistou novas gerações em “Florbella”, morreu neste sábado (28/1), aos 73 anos. Ela estava fazendo tratamento contra um câncer. Filha de artistas circenses, a paulistana Vicência Militello Martelli aprendeu a atuar no picadeiro, com os pais, Dirce Militello e Humberto Militello, apresentando-se em viagens pelo interior do Brasil. Não por acaso, firmou rapidamente sua carreira no teatro, destacando-se em “A Celestina” (1969) e “A Menina e o Vento” (1972), ao mesmo tempo em que dava os primeiros passos no cinema. A estreia na tela grande foi com participações em chanchadas de Fauzi Mansur, mas logo enveredou pelas pornochanchadas, sendo dirigida até por José Mojica Marin, o Zé do Caixão, no terror erótico “Como Consolar Viúvas (1976). Entre “O Poderoso Machão” (1974) e “Eu Faço… Elas Sentem” (1976), acabou encaixando um clássico do cinema brasileiro, “O Rei da Noite” (1975), de Hector Babenco, como uma das três irmãs apaixonadas pelo personagem-título, vivido por Paulo José. A repercussão do filme de Babenco lhe abriu as portas da rede Globo, onde foi logo escalada para viver seu papel mais famoso, como Joana D’Arc, a Daquinha, fazendo par romântico com Tony Ferreira na novela de época “Estúpido Cupido” (1976), sobre a juventude rebelde dos anos 1950. Sua carreira televisiva seguiu curiosa, indo enfrentar o Conde Drácula (ou melhor, Vladimir, vivido por Rubens de Falco) em “Um Homem Muito Especial” (1980), novela gótica romântica da Bandeirantes. Ao retornar para a Globo, conquistou destaque em parcerias com o autor de novelas Carlos Lombardi, que explorou seu lado cômico em papéis exóticos, como a enfermeira Theda Bara de “Vereda Tropical” (1984), a Dominatrix de “Uga Uga” (2000) e Vicky em “Kubanacan” (2003). Ela também participou das minisséries “Primo Basílio” (1988) e “Memorial de Maria Moura” (1994), antes de viver a governanta Helga da novela “Florbella” (na Band, em 2005) e a Mulher Barbada do “Sítio do Pica-Pau Amarelo” (2005-2007) Paralelamente, seguiu fazendo teatro e cinema, alternando dramas importantes como “Romance da Empregada” (1987), de Bruno Barreto, e “O Homem do Ano”, de José Henrique Fonseca, com projetos mais comerciais, entre eles “Xuxa e os Duendes 2: No Caminho das Fadas” (2002), e “Mais Uma Vez Amor” (2005), em que voltou a se reunir com Lombardi. Seu último trabalho foi na comédia “Amanhã Nunca Mais” (2011), de Tadeu Jungle. Como a sogra do protagonista, vivido por Lázaro Ramos, foi responsável pelas melhores tiradas da produção.
Diretor quer fazer continuação do terror cultuado Donnie Darko
O diretor Richard Kelly foi considerado um visionário por conta de seu longa de estreia, o cultuadíssimo terror “Donnie Darko”, estrelado pelo jovem Jake Gyllenhaal em 2001. Mas nenhum de seus poucos trabalhos posteriores teve a mesma repercussão. Não por acaso, ele agora quer fazer uma continuação. “Acredito que exista algo maior e mais ambicioso para realizar nesse universo. É algo grande e caro e há tempo para chegar lá. Quero ter certeza de que conseguimos o orçamento que faça justiça [à ideia] sem concessões”, contou Kelly, em entrevista ao site HVM. Ele não dirige nenhum longa desde que lançou “A Caixa” em 2009. Entre este e “Donnie Darko”, fez só mais um filme, “Southland Tales: O Fim do Mundo” (2006), uma sci-fi ambiciosa e caríssima, que nem a presença de Dwayne Johnson impediu de se transformar num grande fiasco de público e crítica. Segundo conta, essa demora entre suas produções se deve ao escopo dos projetos. “Tenho trabalhado em projetos diferentes. O problema é que eles são muito ambiciosos e caros (…) Pretendo tirar o atraso e fazer alguns na sequência”, diz o diretor, que promete dirigir um novo filme em 2017, sem dar maiores informações. Vale lembrar que “Donnie Darko” já teve uma sequência: “S. Darko: Um Conto de Donnie Darko” (2009), produzida com baixo orçamento e centrada na irmã do protagonista original. A produção não teve nenhuma participação do diretor e saiu direto em DVD.
Comercial do último episódio de Salem promete o diabo e mostra Marilyn Manson
O canal pago americano WGN America divulgou o comercial do último episódio da série “Salem”, produção de bruxas do século 17, que chega ao final na quarta-feira (25/1), após três temporadas. Em meio a cenas de sangue, trevas, Marilyn Manson e o próprio diabo, o narrador usa “voz de terror” para afirmar que “todo o inferno se liberta” no capítulo final. Manson entrou na série justamente na 3ª temporada, no papel do “barbeiro/cirurgião” da cidade de Salem, chamado Thomas Dinley. Mas seu relacionamento com os produtores é mais antigo, já que canta a música tema da abertura. A série se passa no século 17, na cidade americana que ficou famosa pela execução de mulheres acusadas de bruxaria. Só que na trama, as bruxas são reais. Malvadas no começo da atração, elas se tornam a última esperança da humanidade para deter os planos do diabo, que as traiu. Em vez de trazer o paraíso livre da hipocrisia puritana, conforme o desejo das bruxas, o malvado decide simplesmente espalhar morte e destruição. Criada pelos roteiristas-produtores Adam Simon (“Evocando Espíritos”) e Brannon Braga (“Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”), “Salem” foi a primeira série original do WGN America. Seu sucesso permitiu ao canal entrar nesse mercado competitivo com a encomenda de novas produções, como “Manhattan”, que durou só duas temporadas, “Underground” e “Outsiders”.
Volta de The Walking Dead ganha trailer oficial legendado
O canal Fox divulgou a versão oficial do trailer legendado da volta de “The Walking Dead”. E se o tema da primeira parte foi a submissão de Rick (Andrew Lincoln) e demais sobreviventes à Negan (Jeffrey Dean Morgan), a segunda parte encaminha os personagens para o confronto, mostrando um apelo de Rick para Ezekiel (Khary Payton) se juntar à rebelião. Como a série vem seguindo bem perto os quadrinhos, a união das comunidades de Alexandria, Hilltop e o Reino contra os Salvadores de Negan conduz ao arco intitulado “All Out War” (guerra total). A segunda metade da 7ª temporada de “The Walking Dead” começa em 12 de fevereiro, com transmissão no Brasil pelo canal Fox e Fox Action (sem intervalos).
Terror indie premiado, com clima de fábula encantada, ganha primeiro trailer
A IFC Films divulgou o trailer de “American Fable”, uma fábula sombria lançada no Festival SXSW e que vem conquistando alguns prêmios no circuito indie americano. A prévia combina suspense, fantasia e terror, numa narrativa filtrada pelo ponto de vista de uma criança, que só quer ouvir uma fábula com final feliz. A trama se passa nos anos 1980, numa região rural, e gira em torno do dilema de uma menina de 11 anos (Peyton Kennedy, da série “Esquadrão Bizarro/Odd Squad”) que descobre que seu pai está escondendo um homem rico no silo de sua fazenda, visando quitar as dívidas, e se vê forçada a escolher entre salvar a vida deste homem ou proteger sua família das consequências deste ato. O elenco ainda inclui Richard Schiff (série “Ballers”), Kip Pardue (série “Ray Donovan”), Marci Miller (novela “Days of Our Lives”), Zuleikha Robinson (série “Homeland”) e Gavin MacIntosh (série “The Fosters”). Longa de estreia da roteirista e diretora Anne Hamilton, “American Fable” terá lançamento limitado nos cinemas americanos em 17 de fevereiro.
Personagens de The Walking Dead ganham retratos sangrentos
Além das fotos com cenas dos episódios, também foram divulgados retratos dos personagens que ainda sobrevivem em “The Walking Dead”. A seleção inclui dez moradores de Alexandria (incluindo os extraviados Carol e Morgan) e o vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan), que tiveram suas fotos impressas em papel sulfite, rasgadas e pintadas com riscos e respingos vermelhos, para ganhar uma aparência sangrenta. A 7ª temporada retorna a partir do dia 12 de fevereiro, com exibição simultânea no Brasil pelos canais Fox e Fox Action (sem intervalos comerciais).
Próximos episódios de The Walking Dead ganham novas fotos
A revista Entertainment Weekly adiantou novas fotos da segunda parte da 7ª temporada de “The Walking Dead”. As imagens revelam os próximos passos de Rick (Andrew Lincoln) em sua guerra contra Negan (Jeff Dean Morgan), mostrando cenas de Alexandria, inclusive um contato com Simon (Steven Ogg), braço-direito do vilão, e a busca por novos aliados, entre eles o Rei Ezekiel (Khary Payton) e seu Reino. A sinopse divulgada pelo canal, porém, é desanimadora, dando a entender que a trama continuará em passo de zumbi até chegar ao conflito, no arco conhecido nos quadrinhos como “All Out War” (guerra total) – que foi publicado ao longo de dois anos! “O grupo de Rick descobrirá mais uma vez que o mundo não é o que eles pensavam ser. É muito maior do que qualquer coisa que viram até agora. Embora eles tenham um propósito claro – de derrotar Negan – , não vai ser fácil. Mais importante ainda, a vitória exigirá mais do que apenas Alexandria. Eles precisam dos números do Reino e de Hilltop mas, como Rick sentiu, Ezekiel (Khary Payton) e Gregory (Xander Berkeley) não querem derramamento de sangue. Para convencê-los a mudar de ideia, serão necessários mais do que discursos. Até onde Rick e o grupo terão de ir para encontrar armas, comida e novos lutadores será nada menos que notável. Vamos encontrar novos sobreviventes em lugares incríveis. Veremos Rick e seu grupo testados de maneiras que nunca vimos antes. Veremos traições de pessoas em quem confiamos. Rick está confiante em como verá seu grupo e muitos outros se juntarem com o objetivo comum de derrubar Negan. Mas nenhuma quantidade de planejamento vai preparar o grupo para a guerra total contra Negan e seu exército.” A 7ª temporada retorna a partir do dia 12 de fevereiro, com exibição simultânea no Brasil pelos canais Fox e Fox Action (sem intervalos comerciais).
Emilia Clarke vai parar em castelo mal-assombrado em novas e belas fotos de filme de terror
A Momentum Pictures divulgou 14 novas fotos do terror “Voice From the Stone”, estrelado pela atriz Emilia Clarke (série “Game of Thrones”). As imagens são belas, mas a névoa e o cenário de castelo no campo denota um clima fantasmagórico. A trama se passa nos anos 1950, na região da Toscana, na Itália, onde a personagem de Clarke, uma enfermeira, chega para cuidar de um garoto mudo e traumatizado, que deixou de falar após a morte de sua mãe. Aos poucos, ela vai percebendo que o lugar não é apenas um castelo isolado e que o menino tem seus motivos para não querer falar. “Voice From the Stone” marca a estreia na direção do ex-dublê Eric D. Howell, e ainda inclui em seu elenco os atores Marton Csokas (“O Protetor”), Caterina Murino (“007 – Cassino Royale”), Kate Linder (“O Maior Amor do Mundo”), o menino Edward Dring e a veterana Lisa Gastoni (“Roma, Convite ao Amor”). Por curiosidade, a direção de fotografia é de Peter Simonite, que foi assistente de cinematografia nos últimos filmes de Terrence Malick, de “A Árvore da Vida” (2011) ao vindouro “Song to Song” (2017). Na produção, ele explora a paisagem e a iluminação natural de Toscana, onde o filme foi rodado há dois anos. A estreia está prevista para 28 de abril nos Estados Unidos e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Kristen Stewart aparece em pôsteres e 25 fotos novas de Personal Shopper
A IFC Films divulgou dois pôsteres e 25 fotos de “Personal Shopper” (2014), produção que marca o reencontro da atriz Kristen Stewart com o diretor francês Olivier Assayas, após a bem-sucedida parceria em “Acima das Nuvens”. A primeira parceria rendeu à americana o César (o Oscar francês) de Melhor Atriz Coadjuvante do cinema francês em 2015. A nova deu ao cineasta o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes deste ano. Na trama, Kristen interpreta a assistente de uma celebridade em Paris, enquanto tenta entrar em contato com o fantasma de seu irmão gêmeo recém-falecido. O elenco internacional também inclui a austríaca Nora von Waldstätten (mais uma integrante de “Acima das Nuvens”), a francesa Sigrid Bouaziz (série “The Tunnel”) e o norueguês Anders Danielsen Lie (“Oslo, 31 de Agosto”). O filme já estreou na França, chega nos cinemas americanos em 10 de março e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Trump escolhe como novo slogan uma frase de filme de terror!
Indagado sobre o sucesso de seu slogan eleigoral, Donald Trump, empossado na sexta (20/1) como presidente dos Estados Unidos, respondeu que já tinha definido até o slogan para tentar a reeleição: “Keep America Great!” (Mantenha a América Grande, literalmente). O registro foi feito por um podcast do jornal The Washington Post, que pode ser conferido abaixo. A escolha é uma derivação do slogan da campanha eleitoral que o elegeu no ano passado, “Make America Great Again” (Torne a América Grande de Novo). Mas os cinéfilos podem reconhecer sua inspiração de outra fonte. “Keep America Great!” é exatamente o mesmo slogan utilizado no terror “12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição” (2016), terceiro filme da franquia distópica inaugurada por “Uma Noite de Crime” (2013). Veja no pôster abaixo. A produção tem mesmo a cara de Trump: defende uma solução violenta para a crise social do país. No mundo futurista imaginado pelo cineasta James DeMonaco, todos os crimes são liberados durante 12 horas por ano, possibilitando assim acertos de contas, bullying, sadismo, controle populacional e até luta de classes literal sem que hajam prisões. A medida absurda é responsável por uma diminuição drástica de crimes nos outros dias do ano e celebrada como nova ordem nacional.
Sob a Sombra encontra o terror na cultura iraniana
Há um monstro em “Sob a Sombra”, mas não um monstro como aqueles a que fomos habituado pelo cinema norte-americano. A criatura pode ou não estar escondida dentro do lar da iraniana Shideh (Narges Rashidi), mas há uma guerra correndo lá fora, e apenas Shided e sua filha pequena, Dorsa (Avin Manshadi), parecem amedrontadas pela sinistra figura. O míssil encravado no apartamento do vizinho de cima sem detonar, talvez explique o pavor que mãe e filha vivem, enquanto o marido, um médico do exército recrutado para dar assistência no front, não volta. O horror vem da aflição e do perigo eminente do desconhecido, mas também da sombra de algo bem conhecido: a guerra. No caso, o final do confronto entre Irã e Iraque em 1988, um episódio histórico que deixou milhares de mortos e a cidade de Teerã em ruínas. O diretor e roteirista estreante Babak Anvari baseou-se em sua própria experiência de infância do período para recriar o clima de agonia e tensão de “Sob a Escuridão”. Intriga a forma como ele faz o terror progredir. A ameaça não vem de fora, ela brota de dentro. É como se estivesse debaixo da pele e atingisse primeiro os ossos. A mãe procura manter a rotina dentro de casa tranquila e a violência, embora referida a todo momento, nunca ocorre em quadro. Os barulhos das explosões e as rajadas de metralhadoras parecem longe, mas funcionam como pequenos lembretes. Não adianta fingir, é preciso estar sempre alerta. É por isso que mãe e filha dormem pouco. A pequena Dorsa é a primeira a pressentir os sinais dos “djins”. Só muda o nome, essas figuras folclóricas da cultura persa, no fundo são carregadas pelo vento do mesmo modo que o bicho papão da cultura ocidental. Shideh, é claro, tenta tranquilizar a criança, mas quando vislumbra atrás dela, espelhada na tela da TV, algo que não deveria estar lá, as duas esquecem o temor da guerra e os perigos da noite, e correm em pânico pelas ruas. É um alívio quando avistam as luzes de um veículo policial à frente; a dedução é que certamente esses homens virão em auxílio. Mas, em vez disso, eles repreendem as duas, com uma pergunta: “Estamos na Europa agora?” Só então a iraniana Shihed percebe que esqueceu a burka. Cáustica ironia, além de enfrentar a guerra e os “djins”, ainda há tempo para os oficiais lembrá-las dos costumes e do decoro. O que nos leva a crer que, em filme de terror do Oriente Médio, a desvantagem das vítimas é muito maior. Disponibilizado por streaming pela Netflix, a coprodução entre Irã e Reino Unido foi uma das sensações do Festival de Sundance do ano passado e, desde então, conquistou diversos prêmios, como Melhor Filme da mostra New Visions do Festival de Sitges (o mais famoso evento de cinema fantástico do mundo), além dos BIFAs (prêmio do cinema independente do Reino Unido) de Melhor Roteiro, Atriz Coadjuvante e Diretor Estreante – sem esquecer que ainda está indicada ao BAFTA (o “Oscar britânico”) e ao Independent Spirit Awards (o “Oscar indie”) em diversas categorias.












