Escritora de A Garota no Trem concorda que Emily Blunt é bonita demais para estrelar a adaptação
A escritora do best-seller “A Garota no Trem”, Paula Hawkins concordou com os críticos que afirmam que a atriz britânica Emily Blunt é muito bonita para viver a personagem principal na adaptação de seu livro para o cinema. Blunt vai interpretar Rachel, que é descrita no livro como uma alcoólatra acima do peso. Sua aparência dificilmente poderia ser comparada com a média das estrelas de Hollywood. Por conta disso, sua escalação para o papel não foi bem recebida pelos fãs do livro. “Todos estão reclamando como Emily é bonita para interpretar a Rachel”, disse Hawkins no Festival do Livro de Chiswick. “Mas a parte mais importante da personagem é sua aversão por si mesma. E a equipe também fez de tudo para que Emily parecesse feia, mas você sabe…”, declarou a autora, dando de ombros, ainda que elogiasse o desempenho da atriz no longa. “Sempre achei que ela fosse uma atriz de comédia, lembro dela em “O Diabo Veste Prada”, mas acho que ela fez um ótimo trabalho neste filme”, disse Hawkins. Como se sabe, Hollywood não se preocupa muito com a aparência dos personagens na hora de escalar elencos para suas adaptações. Seja com astros brancos em papéis de asiáticos, seja com atores negros vivendo personagens originalmente brancos. E os fãs das obras originais já estão ficando de saco cheio. Será que não é para eles que os filmes são feitos? A estreia de “A Garota no Trem” acontece em 27 de outubro no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.
Vidas Partidas destaca versatilidade de Domingos Montagner
Domingos Montagner foi certamente um talento que se revelou tardio para a televisão e para o cinema. Mas que bom que em 2016 tivemos a sorte de tê-lo em três produções para o cinema: “De Onde Eu Te Vejo”, de Luiz Villaça, “Vidas Partidas”, de Marcos Schechtman, e “Um Namorado para Minha Mulher”, de Julia Rezende. O que se percebe nos personagens dos três filmes é uma versatilidade rara em atores em geral, que costumam se apegar a tipos e personas que lhe caem bem. “Vidas Partidas”, ainda que não seja tão bom e delicado quanto o filme de Villaça (leia a crítica aqui), é um trabalho que explora bastante a potência do ator, morto na quinta-feira (15/9), nas águas do Rio São Francisco, durante um intervalo das gravações da novela “Velho Chico”. Logo que o filme começa, há uma cena de intimidade dos protagonistas: Raul (Montagner) e sua esposa Graça (Laura Schneider). Na cena, o casal vive um momento de sexo tórrido, enquanto os filhos estão fora de casa. Mas há algo no modo como Raul trata Graça que incomoda um pouco: sua selvageria passa quase a impressão de que estamos presenciando uma espécie de estupro consentido. A impressão se justifica à medida que vamos conhecendo o caráter do personagem, e o quanto ele evolui ao ponto de parecer um psicopata. Ou de ser um psicopata, já que o que ele faz com a mulher ao longo da narrativa é inacreditável, de tão terrível. “Vidas Partidas” é um filme que tem a intenção de retratar a violência doméstica. Não é baseado em uma história real específica, mas, como informa no final, é baseado em diversas histórias reais de abusos domésticos que as mulheres sofrem diariamente. O que pode contar pontos, tanto negativos quanto positivos, para o filme de Schechtman, um diretor vindo da televisão, são justamente as inacreditáveis ações de Raul, que transformam o filme num suspense com tintas bem carregadas. Laura Schneider também está muito bem como a mulher que sofre com a violência do marido e se vê forçada a buscar forças de onde parecia não ter para enfrentá-lo. Em alguns momentos, “Vidas Partidas” até parece um suspense vulgar hollywoodiano, mas em outros parece uma obra cheia de vigor e brilho próprio, muito por causa do desempenho do casal de atores e pelo incômodo que provoca, à medida que as ações vão se intensificando. Dá para sair do cinema tenso.
Animais Noturnos: Veja o trailer legendado do premiado filme de Tom Ford
A Universal Pictures divulgou os pôsteres dos personagens e o primeiro trailer legendado do suspense “Animais Noturnos”, segundo filme do estilista Tom Ford, que estreou na direção de longas com o aclamado “Direito de Amar” (2009). A prévia não explica a premissa nem revela a intrincada estrutura da história, mas traz o momento-chave da narrativa, quando a personagem de Amy Adams (“Batman vs. Superman”) recebe um presente de seu ex-marido, vivido por Jake Gyllenhaal (“O Abutre”). Baseada no romance “Tony and Susan”, de Austin Wright, a trama segue o estilo de “uma história dentro de uma história”, desenvolvendo-se ao longo da leitura do manuscrito de um livro, enviado pelo autor à ex-mulher, Susan, de quem se separou há 20 anos. A narrativa se divide em três níveis: naquele instante do presente, na memória de Susan (Adams) e também na própria leitura do romance. Há uma ficção dentro da ficção, trazida à tona pela trama do livro, sobre Tony Hastings (também interpretado por Gyllenhaal), um professor universitário, cuja mulher e filha adolescente foram assassinadas durante uma viagem de carro da família. Ele quer vingança, e a violência da história assusta sua leitora, para quem o livro foi dedicado, o que a leva se recordar de seu casamento e enfrentar algumas verdades sombrias sobre si mesma. O elenco também inclui Isla Fisher (“Truque de Mestre”) como a mulher de Tony, Michael Shannon (“O Homem de Aço”) como o detetive que vai investigar a violência ocorrida na sua família, Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) como o degerado que os ameaça, e Armie Hammer (“O Agente da UNCLE”) como o atual marido de Susan. Elogiadíssimo pela crítica, o filme venceu o Grande Prêmio do Juri do recente Festival de Veneza e estreia em 17 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. A obra é uma adaptação do livro “Tony and Susan”, de Austin Wright, e traz Jake Gyllenhaal e Amy Adams como um casal divorciado que descobre verdades obscuras sobre eles mesmos. No elenco da produção estão também Michael Shannon, Aaron Taylor-Johnson, Isla Fisher, Karl Glusman, Armie Hammer, Laura Linney, Andrea Riseborough e Michael Sheen.
Eva Green vai estrelar próximo filme de Roman Polanski
A atriz Eva Green entrou no elenco do próximo filme do cineasta Roman Polanski, a adaptação do premiado romance “Baseado em Fatos Reais”, de Delphine de Vigan. E, para variar, interpretará uma personagem desequilibrada. Ela vai contracenar com a esposa do diretor, Emmanuelle Seigner, que é figura constante nos filmes de Polanski desde “Busca Frenética” (1988). Na trama, Seigner viverá o alter-ego de Delphine de Vigan, uma escritora que passa por um bloqueio criativo após o lançamento do último e bem-sucedido livro. O momento difícil é superado com a ajuda de uma nova e maravilhosa amiga, L, papel de Eva Green. O problema é que a amiga, que trabalha como ghost writer, revela-se uma admiradora obsessiva que, em pouco tempo, tenta se intrometer no texto e até na vida íntima da escritora. Lançado no Brasil pela Intrínseca, o livro venceu diversos prêmios literários no ano passado. A adaptação está sendo escrita por outro cineasta, Olivier Assayas, que recentemente recebeu o prêmio de Melhor Diretor do Festival de Cannes por seu filme “Personal Shopper”, uma história de fantasmas com Kristen Stewart, previsto para estrear em dezembro na França. A produção será financiada pelo estúdio americano Lionsgate, marcando uma volta simbólica de Polanski a Hollywood. Mas, como o cineasta não pode sair da França sob pena de ser preso e extraditado para os EUA, as filmagens de “Baseado em uma História Real” começam em novembro, na cidade de Paris. Não está claro se a produção será falada em inglês ou francês. Curiosamente, Eva Green, que é francesa, não filma em sua língua natal desde seu segundo longa-metragem em 2004.
Bloodline vai acabar na 3ª temporada
A série “Bloodline”, produzida pelo serviço de streaming Netflix, chegará ao fim em sua 3ª temporada, atualmente em produção. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, a decisão teria partido do próprio Netflix, pois, quando a produtora Sony TV comemorou a renovação para os próximos episódios, manifestou-se no sentido de que não seriam os capítulos finais. Os criadores da atração também projetaram uma longevidade maior para a produção, afirmando ter histórias para seis temporadas. Entretanto, já na ocasião da renovação a série teve uma encomenda menor de episódios, passando de 13 para 10 na 3ª temporada. Como a Netflix não divulga dados de audiência, é difícil verificar o desempenho de “Bloodline” entre o público. Criada pelos irmãos Glenn e Todd A. Kessler (criadores também da série “Damages”), a série tem tom novelesco e gira em torno dos segredos da família Rayburn, bastante influente no interior da Florida. O elenco inclui os atores Kyle Chandler (série “Friday Night Lights”) e Ben Mendelsohn (“Êxodo: Deuses e Reis”), que foram indicados ao Emmy 2016, além de Linda Cardelini (série “Mad Men”), Sissy Spacek (série “Big Love”) e Norbert Leo Butz (“Jogo de Poder”). A 3ª temporada será exibida em 2017, em data ainda não definida.
Terminal: Margot Robbie surge poderosa na primeira foto de seu novo filme
A produção britânica “Terminal” divulgou sua primeira foto, que traz a atriz Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) fazendo pose de poderosa. Além de estrelar, ela também produz o longa, estreando na nova função. O filme é um suspense noir escrito e dirigido por Vaughn Stein, que também fará sua estreia como diretor principal, após servir como assistente de blockbusters como “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” (2011), “Branca de Neve e o Caçador” (2012), “Guerra Mundial Z” (2013) e o premiado drama “A Garota Dinamarquesa” (2015). A trama segue dois matadores, que embarcam em uma missão suicida para um empregador misterioso, disposto a pagar um alto salário. Ao longo do caminho, o par improvável descobre que uma mulher dinâmica chamada Annie (Robbie) pode estar mais envolvida no negócio do que eles inicialmente suspeitavam. O elenco ainda inclui Max Irons (“A Hospedeira”) e Dexter Fletcher (“Kick-Ass: Quebrando Tudo”) como os assassinos profissionais, além de Simon Pegg (“Star Trek: Sem Froteiras”), Mike Myers (“Austin Powers”), Matthew Lewis (franquia “Harry Potter”) e Katarina Cas (“O Lobo de Wall Street”) em papéis secundários. Atualmente em pós-produção, “Terminal” ainda não tem previsão de estreia.
Veneza: Tom Ford desfila estilo com substância em seu segundo filme
O estilista Tom Ford não entende só de moda. O homem que revitalizou a grife Gucci já tinha surpreendido o mundo cinematográfico ao lançar seu primeiro filme, “Direito de Amar”, no Festival de Veneza de 2009. Naquela ocasião, Colin Firth foi premiado por seu desempenho com a Colpa Volpi de Melhor Ator. Sete anos depois, o segundo longa de Ford, “Nocturnal Animals”, volta a dar o que falar em Veneza, e provavelmente também sairá com prêmios do festival. Após sua apresentação para a crítica, já se fala até de Oscar. Mesmo assim, o longo espaço entre os dois filmes chama atenção. Ford explicou que não foi fácil definir o que iria filmar após sua estreia. “Abri uma centena de lojas, tive um filho, a vida meio que assumiu o controle e não encontrei o projeto certo durante alguns anos”, ele contou no encontro com a imprensa. “Então, com sorte, levará mais três anos até o próximo, e não sete”, completou. Mais confiante após fazer uma estreia festejada como diretor, Ford criou em “Nocturnal Animals” um longa complexo e envolvente, a partir da adaptação do romance “Tony & Susan”, do escritor nova-iorquino Austin Wright. Com Jake Gyllenhaal e Amy Adams nos papéis principais e uma locação dividida entre as elegantes galerias de arte de Los Angeles e as estradas empoeiradas do Texas, o diretor entregou um filme impecável. A parte técnica é belíssima, com figurino, fotografia e direção de arte deslumbrantes, como já tinha sido “Direito de Amar”. A abertura prima pela ousadia e o desenvolvimento revela que, além de estilo, Ford também faz questão de conteúdo. “Para mim, o estilo tem que vir junto com alguma substância. Se não, não me interessa”, disse Ford. A trama passa longe de ser simples. Começa de forma alegórica, com mulheres obesas de meia-idade, pulando e dançando nuas. “Quis mostrar mulheres exageradas, envelhecendo, como é a sociedade americana. Mas me apaixonei, vendo-as tão belas, livres”, explicou o diretor. “Quis dizer que as pessoas devem largar o que esperam que elas sejam e serem o que de fato são”. A introdução prepara a chegada da personagem de Susan Morrow (Amy), uma galerista que atravessa um momento de crise, desgostosa com a própria vida, não vendo mais sentido no seu relacionamento atual, no trabalho e no mundinho fútil que a cerca. Neste contexto, ela recebe o manuscrito de um livro a ser publicado por Edward, seu ex-marido (Gyllenhaal), de quem se separou há 20 anos. O livro é dedicado a Susan e a leitura desperta lembranças do tempo em que ela e o ex aspiravam virar artistas. De família texana conservadora, ela lembra que já foi idealista, mas cedeu aos apelos de uma vida confortável, o que levou ao fim de seu primeiro casamento. Mas o filme não se prende no flashback afetivo. A narrativa se divide em três níveis: naquele instante do presente, na memória de Susan e também na própria leitura do romance. Há uma ficção dentro da ficção, trazida à tona pela trama do livro, sobre Tony Hastings (também interpretado por Gyllenhaal), um professor universitário, cuja mulher e filha adolescente foram assassinadas durante uma viagem de carro da família. Ele quer vingança, mas, segundo Tom Ford, o filme também não é sobre isto. “O filme não é exatamente sobre vingança, mas sobre o sentimento devastador de culpa que atravessa uma pessoa quando ela coloca em apuros aqueles que ama profundamente”, explicou o diretor. Para Amy Adams, o sentimento de vingança “não é útil, não resolve nada”. Mas Gyllenhaal, que tem papel duplo, como Edward em versão jovem e um Tony mais maduro, aprofundou um pouco mais a situação. “Tony se depara com a sua incapacidade de proteger a quem ama, que é um tema muito interessante. Acredito na palavra vingança, mas não acho que ‘Nocturnal Animals’ seja um filme sobre vingança. Meu personagem é um sujeito que odeia armas, não tolera violência, mas acaba tendo que lidar com elas para fazer justiça”. Embora a trama do livro seja a mais chamativa, Ford prefere enfatizar o que acontece no presente, quando Edward ressurge, por meio do presente inesperado, na vida de Susan. “O filme, na verdade, fala de encontrar aquelas pessoas na sua vida que significam algo para você, e de como a gente se apega a elas”, contou o diretor. “A lealdade é algo que certamente é um tema na minha vida pessoal… Não largo das pessoas quando elas são maravilhosas, então para mim é disso que se trata o filme”, explicou.
Pretty Little Liars: Destino de Spencer é abordado em trailer e teaser da metade final da última temporada da série
O canal pago americano Freeform divulgou um teaser e um trailer da segunda metade da 7ª e última temporada de “Pretty Little Liars”. A prévia principal reforça que, após 150 episódios, a série vai chegar ao fim quando retornar em 2017. O clima é sombrio e tenso, preparando o confronto final entre as jovens protagonistas e seu (sua) atormentador(a) misterioso(a) A.D. Os fãs que não aguentam o suspense criado pelos cliffhangers do final dramático da midseason, repleto de sangue e pelo menos uma cabeça rolando, podem se consolar em ver que Spencer (ainda) não está morta. A personagem interpretada por Troian Bellisario aparece brevemente numa maca nos corredores de um hospital, após levar um tiro que parecia fatal. Entretanto, o teaser reforça sua situação precária, ao mostrar uma bonequinha de Spencer sendo guardada num caixão por A.D. A série voltará para seus 10 episódios finais apenas em abril de 2017.
Nerve – Um Jogo sem Regras parte de boa premissa para se perder pelo caminho
A ideia do filme, baseada em um romance de Jeanne Ryan, é até interessante, mas infelizmente “Nerve – Um Jogo sem Regras” se perde ao longo de sua narrativa e é concluído de maneira pouco satisfatória, embora consiga entreter graças, principalmente, ao carisma do par central, vivido por Emma Roberts (série “Scream Queens”) e Dave Franco (“Vizinhos”). Quem gostou do trabalho da dupla Henry Joost e Ariel Schulman em “Atividade Paranormal 3” (2011), o melhor filme da franquia, pode até ter ficado com alguma expectativa, já que o novo trabalho não se distancia tanto assim da febre dos filmes de “found footage”. Isso porque a perspectiva da câmera, como elemento consciente, está presente no novo trabalho da dupla, ainda que de maneira diferente, inserida numa estrutura mais convencional. O filme nos apresenta a Vee (Roberts), uma moça tímida que costuma ficar na dela e sofre bullying da amiga Sydney (Emily Meade, de “Jogo do Dinheiro”), uma garota que gosta de se mostrar e por isso adere ao jogo sensação daquele ano de 2020, o Nerve, em que os jogadores devem chamar o máximo da atenção da audiência, a fim de ganhar mais pontos e um bom dinheiro no banco. O jogo não deixa de lembrar um pouco a obsessão por curtidas nos facebooks e youtubes da vida dos dias atuais. Logo, envolve uma carência por atenção da parte de quem se aventura a se mostrar para o mundo. Como o jogo é uma espécie de “truth or dare” mais radical, logo, no começo, somos pegos de surpresa com a Sydney fazendo uma pequena ousadia, que deixa Vee de boca aberta. Mal sabe ela que, em poucos minutos, ela mesma ganhará impulso para ser também uma jogadora do Nerve, encontrará um sujeito que lhe despertará certo fascínio (Franco), e fará coisas muito mais ousadas do que sua amiga. Uma pena que, à medida que a brincadeira vai ficando mais pesada, mais o filme perde seu envolvimento, perdendo interesse de modo crescente. Talvez um pouco mais de criatividade por parte dos diretores e da roteirista Jessica Sharzer (da série “American Horror Story”) pudesse salvar a trama, que, após sua conclusão, tem apenas um destino: o rápido esquecimento. Além do mais, nessa época em que o terror tecnológico conta com uma série tão brilhante quanto “Black Mirror”, é difícil ser tolerante com quem tem orçamento de cinema para explorar o gênero e apresenta um resultado bem inferior.
Nocturnal Animals: Jake Gyllenhaal e Amy Adams nas primeiras fotos do suspense de Tom Ford
A Focus Features divulgou as primeiras fotos do suspense “Nocturnal Animals”, segundo filme dirigido pelo estilista Tom Ford (“Direito de Amar”). As imagens destacam dois dos protagonistas, Jake Gyllenhaal (“O Abutre”) e Amy Adams (“Batman vs. Superman”). O roteiro e a produção também foram assinados por Ford. Baseada no romance “Tony and Susan”, de Austin Wright, a trama segue o estilo de “uma história dentro de uma história”, desenvolvendo-se ao longo da leitura do manuscrito de um livro, enviado pelo autor à ex-mulher (papel de Amy Adams), de quem se separou há 20 anos. Metade da história vai refletir a leitura do livro fictício (intitulado “Nocturnal Animals”) sobre um pai de família (Gyllenhaal) que vê as suas férias se tornarem violentas e mortais. A outra parte é a história da própria protagonista, que se vê recordando o seu primeiro casamento e enfrentando algumas verdades sombrias sobre si mesma. O elenco também inclui Isla Fisher (“Truque de Mestre”) como a mulher de Gyllenhall, Michael Shannon (“O Homem de Aço”) como o detetive que vai investigar a violência ocorrida na sua família, Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) interpretará um sujeito misterioso que os ameaça, enquanto Armie Hammer (“O Agente da UNCLE”) viverá o atual marido de Adams. O filme terá première nos festivais de Veneza e Toronto e estreia em 17 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
A Nona Vida de Louis Drax: Suspense com ator de Cinquenta Tons de Cinza ganha trailer legendado
A Imagem Filmes divulgou a versão legendada do trailer do suspense “A Nona Vida de Louis Drax”, novo filme do especialista em terror Alexandre Aja (“Piranhas”), estrelado por Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”). A prévia começa acompanhando uma família feliz, o acidente que deixa seu filho em coma e a busca por esperanças além da Medicina. Mas esses sinais típicos de drama religioso logo são substituídos por uma reviravolta criminal, envolvendo experiências com ondas cerebrais e um mergulho na mente da criança, com o objetivo de solucionar o mistério de sua queda e descobrir se os próprios pais teriam empurrado o menino num precipício. A trama reflete diversos lugares-comuns, já vistos em filmes como “A Cela” (2000) e “Aurora” (2012). Baseada no livro homônimo de Liz Jensen, marca o primeiro roteiro assinado pelo ator Max Minghella, que trabalhou com Aja no terror “Amaldiçoado” (2013). Os pais são interpretados por Aaron Paul (série “Breaking Bad”) e Sarah Gadon (“Drácula: A História Nunca Contada”), o menino por Aiden Longworth (o jovem Rip Hunter de “Legends of Tomorrow”) e o neurologista que realiza a experiência por Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”). O elenco ainda inclui Molly Parker (série “House of Cards”), Barbara Hershey (“Sobrenatural”) e Oliver Platt (série “Chicago Med”). A estreia está marcada para 2 de setembro nos EUA e apenas em 20 de outubro no Brasil.
Pretty Little Liars: Elenco confirma que a série acaba na atual temporada
Confirmando boatos, a produção de “Pretty Little Liars” revelou que a atual temporada será a última da série. O anúncio foi feito pelas protagonistas no Facebook oficial da atração. “Foi um capítulo incrível das nossas vidas, e estamos muito felizes em compartilhá-lo com vocês, mas tudo que é bom um dia acaba. Esses últimos episódios são bem loucos, então vamos terminar com tudo!”, disse Lucy Hale, a Aria da série. Criada pela produtora e roteirista I. Marlene King (“Sorte no Amor”) em 2010, a partir dos livros da escritora Sara Shephard, a série virou um fenômeno de popularidade, batendo recordes de citação nas redes sociais. Tudo graças à forma engenhosa com que fisgou o público, envolvendo-o numa teia de mistério, que a cada temporada incluiu novas reviravoltas. A trama de mistério juvenil não deve nada aos melhores volumes da Coleção Vagalume. Tudo começou com o suposto assassinato da menina mais odiada da escola, Alison DiLaurentis (Sasha Pieterse), e ameaças por SMS nos celulares de suas quatro melhores amigas, que eram suspeitas do crime. O tom de suspense adolescente, entretanto, foi crescendo junto com o público e o elenco, tornando-se mais sombrio a cada temporada, até explodir no ano passado com uma trama digna de filme de terror com psicopata assassino. A 7ª e atual temporada deu um salto de cinco anos na trama, após a aparente conclusão do mistério, e mostrando as personagens mais próximas da idade de suas intérpretes na vida real. Mas um novo assassinato reiniciou o clima de horror, com direito a tortura de uma das protagonistas e uma nova trilha de cadáveres. Paralelamente à sua trama macabra central, a série também inovou ao abordar sem pudor temas adolescentes poucas vezes explorados na TV, mostrando a romântica Aria num relacionamento com seu professor mais velho, a corajosa Emily (Shay Mitchell) encontrando forças para se assumir lésbica, a vaidosa Hanna (Ashley Benson) lidando com conceitos de beleza física e consumo, que a fazem roubar, e a inteligente Spencer (Troian Bellisario) sucumbindo à pressão de ser a melhor aluna, que a leva a um colapso mental. Desde 2010, a série vem colecionando incontáveis pranchas de surfe concedidas como troféu do Teen Choice Awards, que coroa os favoritos dos adolescentes, com vitórias consecutivas como Melhor Série de Drama da TV americana, além de atrizes, casais, etc. São mais de 14 milhões de “curtidas” no Facebook e 3,71 milhões de seguidores no Twitter, sem contar a responsabilidade de liderar a audiência do antigo canal ABC Family, que este ano virou Freeform e precisará encontrar logo um substituto à altura de sua popularidade. Mas, claro, o final será precedido de muito suspense. A exibição da série será interrompida após a exibição do episódio desta terça (30/8) nos EUA, que, segundo I. Marlene King, vai trazer a morte espetacular de um personagem, e só voltará, para seus 10 episódios finais, em abril de 2017.
Águas Rasas faz o espectador mergulhar na tensão
Já faz mais de 40 anos que Steven Spielberg criou um novo conceito de blockbuster com o seu “Tubarão” (1975) e, de lá pra cá, vários filmes destacaram a ferocidade do maior predador marinho, embora poucos sejam dignos de lembrança. Na verdade, a grande maioria é composta por filmes B de gosto duvidoso, com poucas produções capazes de se destacar. “Águas Rasas”, de Jaume Collet-Serra, é uma bem-vinda exceção. Não só consegue sobreviver à maldição do filme ruim de tubarão, como mergulha o espectador em sua trama sem aparentar fazer muito esforço. Há uma simplicidade no roteiro escrito por Anthony Jaswinski (“Mistério da Rua 7”) que é louvável, especialmente quando o que mais importa é feito com esmero: o clima de tensão envolvendo a surfista solitária, vivida por Blake Lively (“A Incrível História de Adaline”) e o tubarão impiedoso e sangrento. Collet-Serra tem se especializado na construção de climas de suspenses, desde que despontou com “A Casa de Cera” (2005) e “A Órfã” (2009) até suas correrias mais recentes, estreladas por Liam Neeson (“Desconhecido”, “Sem Escalas” e “Noite sem Fim”). E uma das coisas que salta aos olhos logo no início de “Águas Rasas” é a paisagem linda da praia secreta onde a heroína vai parar. É possível se deixar levar pela beleza das ondas gigantes, da mesma forma que o embate da garota de biquíni contra o tubarão, pois tudo faz parte de um crescendo bastante eficiente de condução narrativa e criação de atmosfera de tensão. Mal dá para perceber que o tubarão foi gerado por computador. Mas sempre pode haver quem reclame de uma dose maior de realismo, no modo como a heroína lida com o seu algoz. Só que o mesmo poderia ser dito sobre a personagem de Mary Elizabeth Winstead em “Rua Cloverfield, 10”, outro thriller envolvente de 2016, de trama simples, encenado por poucos atores e com uma protagonista feminina forte. Claro que há um contexto dramático, que apresenta um pouco a intimidade da personagem de Lively, mas isso é só um pretexto para fazer com que o público se aproxime e se importe com a personagem. Se bem que Collet-Serra consegue criar empatia também com coadjuvantes que só aparecem por poucos minutos, como vítimas potenciais do tubarão. Uma prova de que o diretor catalão domina a gramática do cinema muito bem. Por atingir o extremo da objetividade, “Águas Rasas” talvez seja o seu melhor trabalho.












