O Contador repete bilheteria e desempenho mediano de A Garota no Trem nos EUA
Uma semana após Emily Blunt, é a vez de Ben Affleck estrelar um suspense que assume o 1º lugar sem convencer. “O Contador” foi o filme mais visto do fim de semana na América do Norte (EUA e Canadá) com a arrecadação mediana de US$ 24,7 milhões em 3.222 salas de cinema. Estrelada por Blunt, “A Garota no Trem” teve praticamente o mesmo desempenho na semana passada, abrindo com US$ 24,6 milhões. De todo modo, a Warner projetava uma bilheteria mais modesta, em torno dos US$ 20 milhões, em parte também pela recepção morna da crítica – 50% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O filme estreia na quinta (20/10) no Brasil. Quem surpreendeu, na verdade, foi Kevin Hart, que emplacou seu filme de stand up em 2º lugar. A comédia “Kevin Hart: What Now?” custou apenas US$ 9 milhões, e traz basicamente Hart dizendo piadas num estádio lotado, diante de milhares de fãs. Há uma introdução ao estilo 007, mas é pequena. E o filme já rendeu 12 milhões, com distribuição bem menor que o suspense de Affleck – em 2.568 salas de cinema. Não há previsão de lançamento no mercado nacional. Com isso, “A Garota no Trem” caiu para 3º lugar e definitivamente não virará uma nova “Garota Exemplar”. Em dez dias, o filme estrelado por Emily Blunt fez US$ 46,5 milhões nos EUA e US$ 79,6 milhões em todo o mundo. A estreia está marcada para 27 de outubro no Brasil. O pior desempenho da semana, por sua vez, coube à mal-fadada estreia da fantasia infantil “Max Steel”. A adaptação do brinquedo e da série animada nem entrou no Top 10. Faturando só US$ 2,1 milhões em 2.034 salas de cinema, o filme ficou em 11º lugar. Mais impressionante foi seu desempenho diante da crítica. Acreditem: 0% de aprovação no Rotten Tomatoes. Leia trechos das críticas aqui. No Brasil, o pavio da bomba é longo e só chega aos cinemas em janeiro. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. O Contador Fim de semana: US$ 24,7 milhões Total EUA: US$ 24,7 milhões Total Mundo: US$ 27,5 milhões 2. Kevin Hart: What Now? Fim de semana: US$ 11,9 milhões Total EUA: US$ 11,9 milhões Total Mundo: US$ 11,9 milhões 3. A Garota no Trem Fim de semana: US$ 11,9 milhões Total EUA: US$ 46,5 milhões Total Mundo: US$ 79,6 milhões 4. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 8,9 milhões Total EUA: US$ 65,8 milhões Total Mundo: US$ 196,7 milhões 5. Horizonte Profundo – Desastre no Golfo Fim de semana: US$ 6,3 milhões Total EUA: US$ 49,3 milhões Total Mundo: US$ 77 milhões 6. Cegonhas: A História Que Não Te Contaram Fim de semana: US$ 5,6 milhões Total EUA: US$ 59,1 milhões Total Mundo: US$ 130,7 milhões 7. Sete Homens e Um Destino Fim de semana: US$ 5,2 milhões Total EUA: US$ 84,8 milhões Total Mundo: US$ 148,7 milhões 8. Middle School: The Worst Years of My Life Fim de semana: US$ 4,2 milhões Total EUA: US$ 13,7 milhões Total Mundo: US$ 13,8 milhões 9. Sully – O Herói do Rio Hudson Fim de semana: US$ 2,9 milhões Total EUA: US$ 118,3 milhões Total Mundo: US$ 175,5 milhões 10. The Birth of a Nation Fim de semana: US$ 2,7 milhões Total EUA: US$ 12,2 milhões Total Mundo: US$ 12,2 milhões
Pretty Little Liars: Últimos dias de gravações da série enchem o Instagram de imagens dos bastidores
Os últimos episódios da temporada final de série “Pretty Little Liars” só começam a ser exibidos em abril do ano que vem, mas as gravações da série já terminam nesta semana. Na sexta-feira (14/10), foi o último dia no set para as mamães e uma titia das protagonistas – as atrizes Lesley Fera (Veronica Hastings), Holly Marie Combs (Ella Montgomery), Laura Leighton (Ashley Marin) e Andrea Parker (Mary Drake). E o trabalho foi marcado por muita emoção, com os integrantes da produção compartilhando fotos e vídeos da despedida. Além disso, o elenco fez sua última leitura coletiva de roteiro, o que rendeu outra leva de imagens de Troian Bellisario (Spencer Hastings), Lucy Hale (Aria Montgomery), Ashley Benson (Hanna Marin) e Shay Mitchell (Emily Fields), que encheram seus Instagrams de “memórias”. Confira abaixo. I can't say goodbye so I'll say goodnight to our PLL mom's @lfera23 @thehmc and #LauraLeighton Thank god you got out of the basement! Love you! ❤️❤️? Um vídeo publicado por Marlene King (@imarleneking) em Out 15, 2016 às 1:59 PDT These sweet people. Note the boxes of tissues strategically placed about the table because appropriately so every girl who have now grown into lovely ladies were in tears while reading their final words. As was everyone else in the room. Everyone. It was and has been a very special journey for all involved. #PLL Uma foto publicada por Holly Combs (@thehmc) em Out 5, 2016 às 6:33 PDT So much love. So many tears. #LastTableRead #PLL #NotTheLastSelfie Uma foto publicada por Andrea Parker (@theandreaparker) em Out 6, 2016 às 7:52 PDT While we still have 15 more days of filming , I sit here with a heavy, but extremely full & grateful heart after our official last table read of Pretty Little Liars. Aside from a murder mystery, mysterious Rosewood, the Hunt for A, and a lot of sketchy characters…the foundation of this show started and ended with friendship. Through it all, these characters stuck by each other's side. Knowing and working with each of these ladies has left such a huge mark on my life. And I'm not ready to say goodbye. ❤️ Uma foto publicada por Lucy Hale (@lucyhale) em Out 5, 2016 às 6:13 PDT 7 years ain't enough. @lfera23 Uma foto publicada por Troian Bellisario (@sleepinthegardn) em Out 15, 2016 às 12:37 PDT True Love Waits. (Photo @rebeccawmakeup ) Uma foto publicada por Troian Bellisario (@sleepinthegardn) em Out 14, 2016 às 10:15 PDT How amazing is @lfera23 ? I've had 7 years of the most generous, intelligent, beautiful and mind-blowingly talented scene partner. From cursing like a sailor in between scenes, to trying out every accent we could mimic on one another, You will forever be my momma Hastings. And From one theatre nerd to another, I know this is only the beginning of us. Uma foto publicada por Troian Bellisario (@sleepinthegardn) em Out 14, 2016 às 11:58 PDT Spencer would not be Spencer without the absolutely stunning talent of these women. @jonell_lennon & @mayagoldsmith (and featured here in spirit @lijahhhhh ) This might have been the first thing we all worked on together but it definitely will not be the last. Hope you guys aren't sick of me because I'll be riding your coat tails for a while to come. Uma foto publicada por Troian Bellisario (@sleepinthegardn) em Out 13, 2016 às 7:14 PDT She made it all so easy. @lucyhale #pllfinale Uma foto publicada por Holly Combs (@thehmc) em Out 14, 2016 às 11:17 PDT Bebe. Words are starting to fail me… #pllfinale Uma foto publicada por Holly Combs (@thehmc) em Out 14, 2016 às 10:57 PDT Oh those were days. #pllfinale Uma foto publicada por Holly Combs (@thehmc) em Out 14, 2016 às 10:17 PDT Going to miss this troublemaker and our troubles. #pllfinale Uma foto publicada por Holly Combs (@thehmc) em Out 14, 2016 às 9:57 PDT That's a wrap on my beautiful amazing mommy. I love you moms ? Uma foto publicada por Ashley Benson (@itsashbenzo) em Out 14, 2016 às 10:49 PDT I will miss the laughter that we share most of all ? #PLL #LastTableRead #WeWillAlwaysBeFamily Uma foto publicada por Andrea Parker (@theandreaparker) em Out 6, 2016 às 2:59 PDT Only three episodes left… How do you guys feel about #PrettyLittleLiars #PLL ending?! ? Uma foto publicada por Shay Mitchell (@shaym) em Set 27, 2016 às 3:23 PDT
Kóblic traz Ricardo Darín em clima de western argentino
Sebastian Borensztein, o diretor do muito competente e divertido “Um Conto Chinês” (2011), agora nos leva ao terreno dramático da política, do suspense, da violência, dos westerns. Uma vez mais, nos traz o grande ator do cinema argentino da atualidade, Ricardo Darín. O filme é “Kóblic”, o sobrenome de um capitão das Forças Armadas em plena ditadura argentina, em 1977. Tomas Kóblic (Ricardo Darín) é escalado para pilotar um dos terríveis voos da morte, que arremessavam ao mar os chamados “subversivos” ou inimigos do regime. Lembram-se da Operação Condor, também no Brasil? A tarefa, muito difícil, e que abala a consciência de qualquer ser humano digno, não sai como devia e Kóblic é exortado a se esconder, numa espécie de exílio no próprio país, em uma localidade perdida no mapa, que não interessa a ninguém. Esse lugar esquecido, porém, tem seus próprios esquemas de poder, ainda que longe de tudo e de todos. O que alcançará o piloto militar e fará com que ele não possa ter sossego. Por um lado, um policial que se considera dono do lugar, uma terra sem lei. Por outro, um perigoso envolvimento romântico. E o suspense se instala, em clima de western. Outra forma de violência não tardará a se apresentar. Não há espaço tranquilo para os que buscam esquecer um passado que teima em não se desfazer. O contexto político realista dá lugar à dimensão mítica da violência que grassa perdida por este mundo de Deus. A partir daí, predominam as referências ao próprio cinema e sua história. O filme flui muito bem, envolve, emociona. É um bom produto do gênero cinematográfico escolhido. Só que terra sem lei leva, inevitavelmente, à justiça por conta própria, à vingança. Esse é um elemento essencial e um complicador para a trama. Afinal, o que é mesmo que a violência produz senão mais violência? A dimensão política mais séria se perde, embora o entretenimento triunfe.
Invasão de Privacidade: Pierce Brosnan enfrenta hacker em trailer legendado que conta o filme inteiro
A Imagem Filmes divulgou o trailer legendado de “Invasão de Privacidade” (I.T.), thriller estrelado por Pierce Brosnan. O vídeo é mais um daqueles que contam o filme inteiro, das reviravoltas ao confronto final. Considerando que se trata de um suspense, pouco sobra para manter o interesse. A premissa até começa interessante, antes de se tornar um thriller genérico dos anos 1990. Conforme a prévia mostra, após impressionar o patrão vivido por Brosnan, um técnico de informática é convidado a dar uma geral na casa inteligente do chefe. Por acaso, o personagem de James Frecheville (“A Entrega”) logo diz que costumava trabalhar na NSA (o serviço de inteligência dos EUA, responsável pelo monitoramento das comunicações online) e aos poucos revela mais sobre seu caráter. Invejoso e com tendências sociopatas, ele se mostra um hacker maldoso, que passa a mirar a família e os negócios do bilionário, para destruí-lo. O trailer podia acabar aí. Mas não se contenta e mostra como o filme piora até o fim. Na verdade, o hacker é um vilão psicopata de segunda categoria, que rapta esposa e filha do super-empresário para que tudo acabe num confronto final, ao estilo de “Atração Fatal” (1987). Um último detalhe é que a bela casa asséptica do começo do trailer se transforma num cenário destruído no desfecho, servindo de metáfora para o estrago causado pelo inimigo íntimo. Tudo isso está no trailer. E no roteiro de Dan Kay (“Regresso do Mal”), com direção de John Moore (“Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer”). O filme passou em branco nos cinemas americanos – viram o trailer – e estreia em 10 de novembro no Brasil.
O Contador: Ben Affleck vive perigosamente em 40 fotos e comercial legendado
A Warner Bros. divulgou 40 fotos e um comercial legendado do suspense “O Contador”, estrelado por Ben Affleck (“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”). A prévia destaca a clientela ameaçadora do personagem-título, enquanto as fotos registram o bom elenco da produção. A história de Bill Dubuque (“O Juiz”), que chegou a figurar na Black List, a lista dos melhores roteiros não filmados de Hollywood, gira em torno de um contador aparentemente pacato, que tem como cliente algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ciente que está sendo vigiado pela polícia federal (chefiada por J.K. Simmons, de “Whiplash”), ele decide desviar a atenção, aceitando um cliente legítimo: uma empresa de robótica de última geração. O problema é que uma assistente de contabilidade da companhia (Anna Kendrick) descobre uma discrepância envolvendo milhões de dólares. Isto leva o contador a mergulhar nos registros, mas, conforme se aproxima da verdade, a contagem de corpos começa a subir. A direção é de Gavin O’Connor (“Guerreiro”) e o elenco ainda inclui Jon Bernthal (série “Demolidor”), Jeffrey Tambor (série “Transparent”), John Lithgow (“O Amor É Estranho”), Cynthia Addai-Robinson (série “Arrow”) e Alison Wright (série “The Americans”). A estreia está marcada para 20 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.
Suspense intenso de No Fim do Túnel comprova a boa fase do cinema argentino
O cinema argentino, já há algum tempo, mostra força e boa comunicação com o público brasileiro. Tem uma produção diversificada, que vai do cinema de gênero a filmes-cabeça, com maiores pretensões artísticas e que visam a estimular a reflexão. Tem também comédias para consumo fácil. Geralmente com tramas bem urdidas, reveladoras da qualidade dos roteiros, talvez o ponto forte do cinema dos hermanos. “No Fim do Túnel” é um desses exemplos do bom cinema de gênero. É um thriller que mantém o público em tensão permanente, nas suas duas horas de projeção. Mas não joga areia nos olhos de seus espectadores. Mantém um clima de suspense constante, em função do que vai ou do que pode acontecer, mesmo nos instantes de calmaria aparente. É um filme empolgante naquilo a que se propõe. Os elementos que compõem a narrativa não chegam a ser originais. Um quarto numa casa é alugado, enquanto um grupo de bandidos constrói um túnel para realizar um grande roubo no banco, passando por baixo da casa sem despertar suspeitas. O morador e dono da casa é um cadeirante com uma vida solitária, mas com talento especial para lidar com elementos tecnológicos, como aparelhos de som e equipamentos de escuta e gravação. Condição necessária para que ele possa intervir no plano dos bandidos. Sua condição de vida, porém, também é mexida pela personagem que aluga o tal quarto: uma mulher jovem, que trabalha como stripper, e sua filhinha, que aparentemente não consegue mais falar. Os destinos que se cruzarão não serão apenas o do herói-cadeirante e o dos bandidos, mas o dele e o delas. A trama se sofistica e produz um interesse extra. A condição de herói-cadeirante que tem Joaquín (Leonardo Sbaraglia) mostra a ideia de que uma deficiência física não é capaz de limitar a ação inteligente, brilhante, de um personagem como ele. E produz sequências de tirar o fôlego, visualmente requintadas, ao longo da trama. Como é possível enfrentar as situações, movendo-se numa cadeira de rodas, até entrando, andando e saindo de um túnel em construção, por exemplo? Com malfeitores ao lado e lutando contra o tempo. Ufa! Leonardo Sbaraglia, bastante conhecido por seu papel em “Relatos Selvagens”, está também em “O Silêncio do Céu”, em cartaz nos cinemas. A cada filme, ele reafirma seu grande talento como ator. Nesse, exigindo uma perícia em cenas com cadeira de rodas e sem poder movimentar as pernas, o que é notável. Outro grande ator argentino, o veterano Federico Luppi (ainda em cartaz em “A Passageira”), está em “No Fim do Túnel”, num papel menor, como um policial que atua no mundo do crime (outra questão interessante de ser mostrada). É sempre bom vê-lo em cena. Mas os demais integrantes também dão conta de seus papeis: Clara Lago (“Fim dos Tempos”), como a stripper Berta, que convive com Joaquín na casa, Pablo Echarri (“Papéis ao Vento”), vivendo o ladrão Galereto, que comanda a turma no túnel, e até a menina que faz Betty, Uma Salduende, com seu comportamento estranho e limitado em cena. O jovem diretor Rodrigo Grande (“Historias Breves 2”), que é também roteirista, assina um excelente trabalho, envolvente, tenso, instigante, e com uma trama recheada de elementos que acrescentam coisas importantes à história central e a tornam muito mais interessante, sem perder o foco.
A Garota no Trem: Elenco comenta a trama em vídeo do suspense
A Universal Pictures divulgou o um vídeo de bastidores do aguardado suspense “A Garota no Trem”, que adapta o best-seller homônimo de Paula Hawkins. Ainda sem legendas, a prévia traz o elenco comentando o emaranhado da trama, ao lado de cenas da produção. O livro é um fenômeno editorial, que foi disputado por vários estúdios interessados em sua adaptação, o que levou a comparações com a expectativa gerada por “Garota Exemplar” (2014). A trama acompanha Rachel (Emily Blunt, de “Sicario”), uma mulher alcoólatra, deprimida e divorciada que tem como única distração usar sua viagem de trem diária para fantasiar histórias sobre as vidas dos outros passageiros e das pessoas que vê do lado de fora, até essa obsessão virar testemunho para o desaparecimento de uma mulher (Haley Bennett, de “O Protetor”). Porém, vários detalhes de seu relato a tornam suspeita. Entre eles, o fato de a mulher desaparecida trabalhar como babá para seu ex-marido. O ótimo elenco também inclui Justin Theroux (série “The Leftovers”), Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível – Nação Secreta”), Edgar Ramirez (“Livrai-nos do Mal”), Allison Janney (série “Mom”), Laura Prepon (série “Orange Is the New Black”) e Lisa Kudrow (série “The Comeback”). A adaptação foi escrita por Erin Cressida Wilson (“Homens, Mulheres e Filhos”) e dirigida por Tate Taylor (“História Cruzadas”), e a estreia acontece em 27 de outubro no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.
Marília Gabriela vai produzir série de suspense baseada em conto de Aguinaldo Silva
A jornalista e atriz Marília Gabriela anunciou em seu Instagram que comprou os direitos do conto “Acerte na Loira”, de Aguinaldo Silva. “Minha intenção é transformá-lo em série para tv e web”, ela escreveu, talvez querendo se referir a plataforma de streaming. O conto acompanha a história de Arlete Siqueira, uma loira sedutora, que depois de enterrar quatro maridos milionários, todos mortos em situações suspeitas, passa a ser chamada de Viúva Negra e tem de enfrentar a perseguição de um promotor de justiça. O advogado é obcecado pela ideia de provar que a loira é a responsável pelas mortes dos maridos. Marília Gabriela e Aguinaldo Silva são amigos de longa data, e o autor costuma convidar a jornalista para atuar em suas produções televisivas. Agora, ela é quem irá produzir uma obra sua. Por enquanto, não há maiores detalhes do projeto.
Clássicos de suspense de Alfred Hitchcock vão inspirar nova série de TV
O filmes do mestre do suspense Alfred Hitchcock vão inspirar uma nova série, “Welcome to Hitchcock”. A Universal assinou contrato com os herdeiros do cineasta para a produção da atração, que terá o formato de antologia. O comunicado cita como inspiração alguns clássicos de Hitchcock, como “Os Pássaros” (1963) e “Psicose” (1960), além da clássica série “Hitchcock Apresenta” (1955–1962), que trazia o próprio diretor introduzindo o mistério de cada episódio. Esta mesma atração, inclusive, chegou a ter um revival nos anos 1980, que durou quatro temporadas entre 1985 e 1989. O novo projeto, porém, é bem diferente, pois não irá contar uma história por capítulo e sim por temporada, ao estilo de “American Horror Story” e “Fargo”. Entre os produtores, estão listados os herdeiros de Hitchcock, os executivos da Universal e o cineasta Chris Columbus (“Pixels”), que irá dirigir o piloto. Além de Columbus, o projeto pretende trazer diretores de cinema para assinar os demais episódios, como Hitchcock fazia em sua série dos anos 1950. “Muitos anos depois de sua morte, Alfred Hitchcock continua a ser um dos mais celebrados e visionários diretores do mundo, um mestre manipulador do macabro. Estamos honrados com a confiança em nosso estúdio para homenagear seu trabalho”, assina Dawn Olmstead, vice-presidente executiva de desenvolvimento da Universal Cable Productions. A obra do cineasta já inspira atualmente uma série de TV: “Bates Motel”, que conta a história do jovem Norman Bates (Freddie Highmore), protagonista de “Psicose”. A série vai acabar em 2017, em sua 5ª temporada, justamente ao chegar no ponto em que começa a história do filme de Hitchcock.
Pretty Little Liars: Revelado o título do capítulo final da série
A criadora da série “Pretty Little Liars”, I. Marlene King, divulgou em seu Instagram o título do episódio final da série: “Till Death Do Us Part” (até que a morte nos separe). Atualmente em hiato, “Pretty Little Liars” voltará para os 10 episódios finais apenas em abril de 2017. Enquanto isso, os fãs roem as unhas, torcendo por Spencer (Troian Bellisario), cujo destino rendeu o cliffhanger dramático da midseason. O primeiro trailer da metade final da 7ª e última temporada da série pode ser visto aqui.
O Silêncio do Céu faz suspense competente de nível internacional
A vida de um casal pode resistir a algumas omissões e segredos, talvez, sem maiores sobressaltos. Mas quando algo muito importante aconteceu, foi vivido com muita dor e de forma traumática e, ainda assim, nada se diz sobre isso, como fica a situação? Pior: e quando o outro viu o que aconteceu, sabe do que se trata e também não aborda o assunto, porque tem algo muito importante a esconder? O filme “O Silêncio do Céu” aborda com muita competência essa trama, em que o psiquismo dos personagens fala mais alto. Muito mais importante é o não-dito, em relação a tudo que é dito. O clima onde isso se dá, em torno da casa, do ateliê de trabalho, de um grande viveiro de venda de plantas e em torno do movimento dos automóveis, coloca o espectador dentro do mistério. Que para ele não é exatamente um mistério: é uma grande questão entender as motivações dos comportamentos naquela situação dada. E o que se abre a partir desse universo de omissões como consequência. A tragédia é que omissão puxa omissão e as coisas podem se agravar muito. Para alcançar um resultado muito expressivo nas interpretações, o diretor Marco Dutra contou com Carolina Dieckmann (“Entre Nós”) no papel de Diana, que desde a primeira cena vive um drama pesado e devastador, que ela terá de carregar ao longo de todo o filme. E fazer isso representando em espanhol. Ela é brasileira, mas a produção é toda filmada no Uruguai, falada em espanhol. O outro elemento do casal é Mário, papel do ator argentino Leonardo Sbaraglia, que tem de se mostrar contido, cheio de medos, covarde, sofrendo por dentro e em vias de explodir. Papel exigente, de que ele dá conta muito bem. O ator já é conhecido no Brasil por filmes como “Relatos Selvagens” (2014), “O Que os Homens Falam” (2012) e “Plata Quemada” (2000). Todos os demais atores e atrizes compõem com segurança esse mundo tenso, angustiante, opressor e potencialmente violento, em termos psíquicos. Entre eles, a presença do jovem Chino Darín, filho de Ricardo Darín, que tem pela frente o desafio de se mostrar à altura do talento do pai. Está bem no filme, no papel que lhe coube. Há, também, a atriz uruguaia Mirella Pascual, conhecida por sua atuação em “Whisky” (2004). O roteiro, muito bem construído, contou com três talentos. Primeiro, o do escritor do romance que lhe deu origem, “Era el Cielo”, o argentino Sergio Bizzio. Segundo, o da cineasta argentina Lucía Puenzo, de “XXY” (2008) e “O Médico Alemão” (2013). Terceiro, o do cineasta brasileiro Caetano Gotardo, do excelente “O Que Se Move” (2013). O jovem diretor brasileiro Marco Dutra realizou “Quando Eu Era Vivo” (2012) e “Trabalhar Cansa” (2011), este em parceria com Juliana Rojas, dois filmes igualmente tensos e bem recebidos pela crítica. “O Silêncio do Céu” começou bem sua carreira vencendo o Prêmio Especial do Júri do 44º Festival de Cinema de Gramado. E é sem dúvida um belo trabalho de equipe, que uniu brasileiros, uruguaios e argentinos numa autêntica produção latino-americana. Fato raro e alvissareiro.
O Homem nas Trevas é tenso do começo ao fim
O cineasta uruguaio Fede Alvarez chamou a atenção de Hollywood ao lançar no YouTube o curta-metragem “Ataque de Pânico” (2009). Feito pela bagatela de US$ 300 e com um clima de cinema catástrofe de primeira, a realização de apenas cinco minutos seduziu especialmente Sam Raimi, cuja produtora Ghost House Pictures é popular por assegurar o sucesso de filmes de terror feitos dentro de orçamentos enxutos. Ainda que o seu remake para “A Morte do Demônio” (2013) comprove um talento natural para os aspectos visuais de um filme, Fede Alvarez parecia preso aos limites de uma premissa sem a ressonância da versão original de Raimi. Felizmente, essa posição ingrata não se repete em “O Homem nas Trevas”, no qual Alvarez consegue exercer um domínio mais pleno a partir de um argumento original desenvolvida em parceria com Rodo Sayagues. Já se nota o frescor com a escolha de não facilitar as coisas para o espectador quando “O Homem nas Trevas” revela em seu prólogo a índole questionável dos personagens, sendo três jovens que vivem de roubar o que ainda há de riqueza em uma Detroit arruinada. Busca-se ao menos aliviar a barra de Rocky (Jane Levy, retomando a parceria de “A Morte do Demônio”), que estaria acumulando dinheiro para ter um recomeço com a sua pequena irmã Diddy (a estreante Emma Bercovici) em outra cidade. A realização desse sonho se torna ainda mais possível quando ela e os seus parceiros no crime Alex (Dylan Minnette, de “Goosebumps: Monstros e Arrepios”) e Money (Daniel Zovatto, da série “Revenge”) recebem a pista de que há um cego (Stephen Lang, de “Avatar”, um ator de forte presença aproveitada em seu esplendor) com US$ 300 mil em seu cofre, valor preservado desde o momento em que foi indenizado pela morte de sua filha única em um acidente de carro. Ao invadirem a residência do sujeito, o trio tem uma surpresa: a fortuna escondida seria de aproximadamente US$ 1 milhão. Claro que as coisas não serão fáceis. Ex-soldado ferido com os estilhaços de uma granada, o proprietário da residência nada tem de vítima. Trata-se de um psicopata que imagina com a situação um cenário perfeito para transformar a casa num campo de batalha, iniciando uma caça impiedosa a partir de sua audição apurada e do benefício de conhecer a anatomia do local em seus mínimos detalhes. A novidade de “O Homem nas Trevas” vai além da inversão do papel de vítima em algoz. Fede Alvarez tem em mãos o modelo do thriller de isolamento, buscando compreender todas as possibilidades de fazer o seu filme se desdobrar concentrando a ação em um único ambiente. A consequência é uma tensão gradativa capaz de nos lançar em um jogo em que experimentamos as mesmas sensações de perigo que ameaçam especialmente Rocky, papel que recebe dimensões graças a capacidade de Jane Levy em concentrar os seus medos em olhares de extrema vulnerabilidade. O melhor de tudo é “O Homem das Trevas” não tem um ritmo trôpego ou desdobramentos pouco críveis dentro do contexto que estabelece, algo comum em filmes similares. Vem a ser especialmente louvável a parceria com o diretor de fotografia Pedro Luque, que já havia provado em “A Casa” (2010) a execução exemplar da tarefa de sufocar a luz com a escuridão, preservando por vezes em “O Homem nas Trevas” uma atmosfera correspondente à penumbra permanente em que o vilão vive.
Curtis Hanson (1945 – 2016)
Morreu o diretor Curtis Hanson, um dos diretores mais interessantes do cinema americano dos últimos anos, embora só tenha sido reconhecido pela Academia com um Oscar, pelo roteiro do brilhante “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997). Ele faleceu na noite de terça-feira (20/9) em sua casa, em Hollywood, aos 71 anos. Autoridades policiais informaram que paramédicos foram chamados até sua residência e ele já estava morto quando chegaram. Aparentemente, a causa da morte do diretor, que há anos sofria com Alzheimer, foi um ataque do coração. Hanson nasceu em Reno, Nevada, mas cresceu em Los Angeles. Apaixonado pela sétima arte desde muito jovem, abandonou o colegial para trabalhar como fotógrafo freelance e, posteriormente, editor de uma revista de cinema. A experiência lhe permitiu estrear como roteirista aos 25 anos, assinando a adaptação de um conto clássico de H.P. Lovecraft no terror barato “O Altar do Diabo” (1970), produzido pelo rei dos filmes B Roger Corman, que acabou cultuado por reunir a ex-surfista e boa moça Sandra Dee com o hippie Dean Stockwell. Corman estimulou Hanson a passar para trás das câmeras, e ele estreou como diretor dois anos depois com outro terror, desta vez uma obra original que ele próprio imaginou. “Sweet Kill” (1972) era a história de um desajustado que descobre ser, na verdade, um psicopata, ao matar acidentalmente uma jovem e gostar. O ex-ídolo juvenil Tab Hunter tinha o papel principal. Ele ainda rodou o trash assumido “Os Pequenos Dragões” (1979), sobre karatê kids que tentam salvar uma jovem sequestrada por uma mãe e seus dois filhos maníacos, antes de subir de degrau e trabalhar com um dos pioneiros do cinema indie americano, o cineasta Samuel Fuller. Hanson escreveu o clássico thriller “Cão Branco” (1982), dirigido por Fuller, sobre uma atriz que resgata um cachorro sem saber que ele foi treinado para ser violento e atacar negros. Comentadíssima, a obra lhe rendeu os primeiros elogios de sua carreira. A boa receptividade a “Cão Branco” abriu-lhe as portas dos grandes estúdios. A Disney lhe encomendou o roteiro de um filme na mesma linha, “Os Lobos Nunca Choram” (1983), em que um pesquisador, enviado pelo governo para verificar a ameaça dos lobos no norte do país, descobre que eles são benéficos para a região. E a MGM lhe entregou a direção de “Porky 3” (1983), que, apesar do título nacional, não tinha relação alguma com a famosa franquia canadense de comédias sexuais passadas nos anos 1950 – “Porky’s 3” (com o detalhe da grafia correta) foi lançado dois anos depois! Mas é fácil entender porque a distribuidora quis passar essa falsa impressão. A trama acontecia no começo dos anos 1960 em torno de quatro adolescentes americanos, entre eles um certo Tom Cruise, que viajam até Tijuana, no México, querendo cair na farra, num pacto para perder a virgindade. Hanson não escreveu “Porky 3”, mas histórias de apelo adolescente se tornaram frequentes em sua filmografia. Tanto que seu trabalho seguinte foi um telefilme teen, “The Children of Times Square” (1986), uma espécie de “Oliver Twist” contemporâneo, sobre jovens sem-teto nas ruas de Nova York. Ele completou sua transição para o cinema comercial especializando-se em suspenses, numa sequência de lançamentos do gênero que fez a crítica compará-lo a Alfred Hitchcock. “Uma Janela Suspeita” (1987), inclusive, devia sua premissa a “Janela Indiscreta” (1954), mostrando um crime testemunhado a distância, por um casal que não deveria estar junto naquele momento. A testemunha era interpretada por ninguém menos que a fabulosa atriz francesa Isabelle Huppert. “Sob a Sombra do Mal” (1990) também tinha premissa hitchockiana, evocando “Pacto Sinistro” (1951), mas ganhou notoriedade pelo timing, lançado logo após o vazamento de sex tapes de seu protagonista, o ator Rob Lowe. Ele aparecia no filme num raro papel de vilão, ironicamente chantageando o futuro astro de “The Blacklist”, James Spader, por conta de gravações sexuais. Foi o melhor papel da carreira de Lowe e o empurrão definitivo para Hanson se tornar conhecido. Seu filme seguinte estabeleceu sua fama como mestre do suspense, num crescendo assustador. “A Mão Que Balança o Berço” (1992) fez bastante sucesso ao explorar um tema que marcaria a década: a mulher simpática, que abusa da confiança de suas vítimas. Poucas psicopatas foram tão temidos quanto a babá vivida por Rebecca De Mornay, que em pouco tempo se viu acompanhada por Jennifer Jason Lee em “Mulher Solteira Procura…” (1992) e Glenn Close em “Atração Fatal” (1987), na lista das mulheres que transformaram intimidade em ameaça. O quarto thriller consecutivo, “O Rio Selvagem” (1994), trouxe Meryl Streep como uma mãe que leva sua família para navegar nas corredeiras de um rio, apenas para ver todos sequestrados por Kevin Bacon, armado. Mas foi o quinto suspense que o transformou definitivamente num cineasta classe A. Obra-prima, “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997) inspirava-se na estética do cinema noir para contar uma história de corrupção policial e brutalidade, repleta de reviravoltas, tensão e estilo, passada entre a prostituição de luxo, disputas mafiosas e os bastidores de Hollywood nos anos 1950. O filme resgatou a carreira de Kim Basinger, sex symbol da década anterior, como uma garota de programa que passou por plástica para ficar parecida com uma estrela de cinema, e ajudou a popularizar seu par de protagonistas, recém-chegados do cinema australiano, Russell Crowe e Guy Pearce, como policiais que precisam superar seu ódio mútuo para não acabar como Kevin Spacey, que mesmo saindo cedo da trama, também já demonstrava o talento que outros cineastas viriam a explorar. Hanson venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado pelo filme, baseado no livro homônimo de James Ellroy, e Basinger o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Mas “Los Angeles: Cidade Proibida” foi indicado a mais sete prêmios da Academia, inclusive Direção e Melhor Filme do ano, e só não venceu tudo porque havia um “Titanic” em seu caminho. A boa fase seguiu com o drama “Garotos Incríveis” (2000), reconhecido pela ótima atuação de Michael Douglas e por render um Oscar ao cantor Bob Dylan, de Melhor Música Original. E rendeu outro espetáculo cinematográfico contra todas as apostas, quando Hanson decidiu dirigir Eminem no filme “8 Mile – Rua das Ilusões” (2002). Baseada na vida real do rapper, a produção conquistou elogios rasgados e um Oscar (de Melhor Canção) para Eminem, que teve sua carreira impulsionada. Seus filmes finais não foram tão brilhantes. Ele tropeçou ao tentar fazer sua primeira comédia romântica, ainda por cima de temática feminina, “Em Seu Lugar” (2005), que mesmo assim teve bons momentos com Cameron Diaz e Toni Colette. Mas a insistência em emplacar um romance fez de “Bem-Vindo ao Jogo” (2007), em que Eric Bana se dividia entre o poker e Drew Barrymore, o pior desempenho de sua carreira. O telefilme “Grande Demais Para Quebrar” (2011), sobre a depressão financeira de 2008, rebateu a maré baixa com nada menos que 11 indicações ao Emmy. Infelizmente, as ondas foram altas demais em “Tudo por um Sonho” (2012), sua volta ao cinema. Ele não conseguiu completar o filme, que tinha Gerard Butler como surfista, após sofrer um colapso no set. Michael Apted foi chamado às pressas para finalizar o longa e Hanson nunca mais voltou a filmar. O Alzheimer tomou conta e, embora o estúdio não comentasse qual doença tinha levado o diretor ao hospital, aquele foi o fim da sua carreira.












