Nicole Maines sugere que continuará no Arrowverso após final de Supergirl
A atriz Nicole Maines, que estrela “Supergirl” no papel de Nia Nal, a Sonhadora, primeira super-heroína trans da TV, escreveu um post emocionado sobre o fim da série, que vai acontecer na próxima temporada. Dizendo-se tão triste como os fãs pelo final da atração, ela contou que também sente muita felicidade e orgulho por ter participado da série. Em seu texto, ela reflete sobre sua jornada em “Supergirl”, além de agradecer a equipe, atualmente envolvida na produção dos últimos episódios, e, claro, as amizades que fez e os seguidores que conquistou graças à série. O texto também chama atenção por aludir a uma continuação para sua personagem após a 6ª temporada de “Supergirl”, sugerindo um spin-off ou participação em outra série de super-heróis do Arrowverso. Confira abaixo. “Embora seja triste que isso tenha que chegar ao fim, estou muito feliz e orgulhosa. Tenho orgulho por ter tido o privilegio de trazer Nia Nal à vida e por ter feito parte da evolução dela como a Sonhadora. Ela significa tanto para muitos, e tem sido uma completa honra interpretá-la nesses últimos anos. E embora ela tenha sido criada especificamente para Supergirl, acho que todos podemos concordar que não vimos pela última vez, e eu mal posso esperar para ver onde ela vai aparecer a seguir. Em uma nota pessoal, eu tenho que compartilhar meu amor e gratidão a todos que ajudaram essa experiência ter sido o que foi. Novos trabalhos são sempre assustadores, mas eu não poderia ter pedido por um set melhor. Desde o começo, as pessoas foram convidativas, profissionais e gentis, em grande parte graças ao ambiente criado pela nossa Supergirl, Melissa. Obrigada à Greg e Sarah e Robert e Jessica por criarem Nia e a trazerem a bordo, e a cada membro do elenco e da produção por me darem boas-vindas em sua família, porque a esta altura vocês já são mais que meus amigos e eu os amo. Cavalheiros, foi um privilégio tocar com vocês nesta noite. Obrigada à Warner, DC e CW por essa série. Ela inspirou muitas pessoas, trouxe nova vida à muitos desses heróis e fez com que toda uma nova geração se apaixonasse por eles, inclusive eu. Finalmente, obrigada à todos vocês. Nia não teria sido um sucesso se todos não tivessem dado a ela amor e apoio da maneira que deram. Foi um trabalho dos sonhos. Mal posso esperar para que vocês vejam o que temos guardado para vocês nessa temporada, e estou ansiosa para descobrir o que vem depois. E haverá mais. Confiem em mim, eu vi em um sonho”. Ver essa foto no Instagram While I’m sad that this must come to an end, I am beyond happy and proud. I am proud that I have been privileged enough to be able to bring Nia Nal to life, and to have been able to be a part of her evolution into Dreamer. She has meant so much to so many, and it has been my complete honor to get to play her for the past few years. And though she was created especially for Supergirl, I think we can all agree that we haven’t seen the last of her, and I cannot wait to see where she pops up next. On a personal note, I have to give my love and gratitude for everyone who made this experience what it has been. New jobs are always scary, but I couldn’t have asked for a better set to walk on to. Right from the start, people were inviting and professional and kind, in large part due to the environment created by our Supergirl, @melissabenoist . Thank you to @gberlanti and @sarahsowitty and Robert and @jessicaqueller for creating Nia and for bringing me on board, and to every one of the cast and crew for welcoming me into your family, because at this point, you are more than my friends and I love you. Gentlemen, it has been a privilege playing with you tonight. Thank you to @warnerbrostv and @dccomics and @thecw for this show. It has inspired so many people and has breathed new life into so many of these heroes that a whole new generation got to fall in love with, myself included. Finally. Thank you to you all. Nia would not have been such a hit if you all didn’t love her and support her the way that you have. From the bottom of my heart, thank you. This has truly been a dream(er) job. I cannot wait for you all to see what we have in store for you this season (it’s going to be WILD DOT COM), and I cannot wait for us all to see what comes next. There will be more. Trust me, I saw it in a Dream. Uma publicação compartilhada por Nicole Maines (@nicoleamaines) em 22 de Set, 2020 às 4:25 PDT
Melissa Benoist anuncia nascimento do primeiro filho
A atriz Melissa Benoist, intérprete de Supergirl na TV, virou mamãe. Ela anunciou em seu Instagram que seu primeiro filho, Huxley, nasceu há algumas semanas. “Huxley Robert Wood chegou há algumas semanas e esse menininho é tudo”, postou a atriz nesta sexta (25/9), dando o nome completo da criança. O menino é filho de Melissa com o colega Chris Wood. Os dois se conheceram e se apaixonaram no set de “Supergirl”, quando Wood foi escalado para viver Mon-El, um super-herói que vira interesse romântico de Supergirl. Melissa compartilhou a notícia do nascimento de Huxley poucos dias após os produtores anunciarem o fim da série. “Supergirl” terá apenas mais uma temporada e será encerrada ao final de seu sexto ano de produção. Com a decisão, a série se torna a segunda produção do Arrowverso a chegar ao fim, seguindo “Arrow”, que concluiu sua trama com a morte de seu protagonista no começo do ano, após oito temporadas. As gravações dos episódios finais devem começar na próxima semana em Vancouver, no Canadá, mas sem a presença de sua estrela, que passará mais um tempo curtindo seu primeiro filho. Ela se juntará à produção mais tarde. Ver essa foto no Instagram Huxley Robert Wood got here a few weeks ago ♥️ and this little boy is everything Uma publicação compartilhada por Melissa Benoist (@melissabenoist) em 25 de Set, 2020 às 12:12 PDT
Supergirl vai acabar na próxima temporada
A próxima temporada de “Supergirl” será a última da série. A rede The CW e as produtoras Warner Bros. TV e Berlanti Productions anunciaram que a série estrelada por Melissa Benoist terminará na 6ª temporada, marcada para ir ao ar em 2021. A atração foi a única produção do Arrowverso que não recebeu painel exclusivo no evento DC Fandom, o que já tinha chamado atenção e sido entendido como sinal de problemas nos bastidores. Com a decisão, “Supergirl” se torna a segunda série do Arrowverso a ser encerrada, seguindo “Arrow”, que concluiu sua trama com a morte de seu protagonista no começo do ano, após oito temporadas. Com a despedida de mais uma série, o Arrowverso agora consistirá de “The Flash” (retornando para sua 7ª temporada), “Legends of Tomorrow” (entrando na 6ª temporada), “Black Lightning” (na 4ª temporada), “Batwoman” (na 2ª temporada), “Stargirl” (na 2ª temporada) e a estreante “Superman & Lois”, mas ainda há um spin-off de “Arrow”, “Green Arrow and the Canaries”, em contenção. O detalhe é que “Supergirl” é a quarta mais vista de toda a rede The CW, atrás apenas de “The Flash”, “Supernatural” e “Batwoman”. Em uma prova do apoio da rede à série, ela foi a atração escolhida para ancorar a estreia da programação da CW aos domingos, servindo para ajudar a lançar “Charmed” e “Batwoman”. As gravações dos episódios finais devem começar na próxima semana em Vancouver, no Canadá, mas sem a presença de sua estrela, que está nos últimos meses da gravidez de seu primeiro filho. Ela se juntará à produção mais tarde. A atriz aproveitou a oficialização do final da série para se pronunciar em seu Instagram, dizendo-se orgulhosa de ter estrelado a atração. “Dizer que foi uma honra retratar essa personagem icônica seria um eufemismo massivo”, ela escreveu. “Ver o incrível impacto que a série teve nas meninas ao redor do mundo sempre me deixou humilde e sem palavras. Ela teve esse impacto em mim também. Me ensinou uma força que eu não sabia que tinha para encontrar esperança nos lugares mais sombrios, e que somos mais fortes quando estamos unidos. O que ela representa nos leva a ser melhores. Ela mudou minha vida para melhor e sou eternamente grata”. E acrescentou: “Estou muito animada para podermos planejar nossa conclusão para esta jornada incrível e mal posso esperar para ver o que temos reservado. Eu prometo que vamos chegar a uma temporada final infernal”. A temporada final deve ser mais longa, com pelo menos 20 episódios para concluir as jornadas de todos os personagens, mas a estreia só deve acontecer na midseason, provavelmente apenas em março. Ver essa foto no Instagram To say it has been an honor portraying this iconic character would be a massive understatement. Seeing the incredible impact the show has had on young girls around the world has always left me humbled and speechless. She’s had that impact on me, too. She’s taught me strength I didn’t know I had, to find hope in the darkest of places, and that we are stronger when we’re united. What she stands for pushes all of us to be better. She has changed my life for the better, and I’m forever grateful. I’m so excited that we get to plan our conclusion to this amazing journey, and I cannot wait for you to see what we have in store. I promise we’re going to make it one helluva final season. ♥️ el mayarah 💪 @supergirlcw Uma publicação compartilhada por Melissa Benoist (@melissabenoist) em 22 de Set, 2020 às 1:09 PDT
Segunda parte da DC FanDome acontece neste sábado
A segunda parte do evento DC FanDome, convenção virtual dedicada às várias atrações relacionadas à DC Comics, começa às 14h (horário de Brasília) deste sábado (12/9), exclusivamente em https://www.dcfandome.com/. 22 milhões de fãs de 220 países diferentes acompanharam ao vivo a primeira parte, que aconteceu em agosto com o subtítulo de Hall of Heroes. Já a nova etapa é chamada de Explore The Multiverse, aludindo a um tipo diferente de interação, com opção de seleção de conteúdo. Além disso, enquanto a primeira parte teve foco especial nos filmes, agora o destaque fica com as séries de TV do Arrowverso. Estão confirmados painéis inéditos de “Batwoman”, “Black Lightning” (Raio Negro), “Legends of Tomorrow”, “Stargirl”, “Patrulha do Destino”, “Lucifer”, “The Flash”, “Supergirl” e a estreante “Superman & Lois”. Mas os organizadores prometem mais de 100 horas de conteúdo sobre todo o universo DC, incluindo mais filmes, games, quadrinhos e animação. Por isso, a ideia é que cada espectador monte sua própria agenda e confira os painéis no seu próprio tempo, já que o material ficará disponível por apenas 24h no endereço oficial da convenção. Confira abaixo o trailer da atração.
DC Fandome divulga trailer de sua 2ª parte
A segunda parte do evento DC FanDome, que ganhou o subtítulo Explore The Multiverse, ganhou um trailer que enfatiza a participação dos fãs e sugerindo um novo tipo de interação, via acesso on demand ao conteúdo. Desta vez, o destaque fica com as séries de TV do Arrowverso, mas os organizadores prometem mais de 100 horas de conteúdo sobre todo o universo DC, incluindo filmes, games, quadrinhos e animação. Por isso, a ideia é que cada espectador monte sua própria agenda e confira os painéis no seu próprio tempo, já que o material ficará disponível por apenas 24h no endereço oficial da convenção. Entre as séries de TV, estão confirmados painéis inéditos de “Batwoman”, “Black Lightning” (Raio Negro), “Legends of Tomorrow”, “Stargirl”, “Patrulha do Destino”, “Lucifer”, “The Flash”, “Supergirl” e a estreante “Superman & Lois”. A primeira parte do DC Fandome, intitulada Hall of Heroes, foi realizada em 22 de agosto e reuniu 22 milhões de fãs ao vivo de 220 países diferentes. O DC FanDome: Explore The Multiverse acontece no próximo fim de semana, no dia 12 de setembro, com a liberação dos conteúdos a partir das 14h, exclusivamente em https://www.dcfandome.com/.
J.K. Rowling devolve prêmio humanitário após acusações de transfobia
A escritora J.K. Rowling, autora dos livros da saga “Harry Potter” e da franquia cinematográfica derivada, “Animais Fantásticos”, devolveu um prêmio que recebeu da fundação de Direitos Humanos batizada com o nome do falecido senador Robert F Kennedy. O prêmio Ripple of Hope, cujos vencedores anteriores incluem Barack Obama, Joe Biden e o arcebispo Desmond Tutu, é concedido a pessoas que demonstram “compromisso com mudanças sociais” e foi concedido à autora de “Harry Potter” em dezembro de 2019 por seu trabalho com uma instituição de caridade para crianças. Desde então, Rowling fez comentários transfóbicos na internet e Kerry Kennedy, filha do célebre político americano e presidente da fundação, manifestou sua “profunda decepção”. Em um comunicado oficial, a escritora afirma que considerou “incorreto” o posicionamento de Kerry Kennedy, que a considerou “responsável por machucar pessoas trans”. Rowling fez questão de relembrar que é uma antiga doadora de caridades voltadas à comunidade LGBT e sempre apoiou o direito de pessoas trans de viver livre de perseguição, mas reafirmou algumas de suas posições justificando que sua luta é pelo direito das mulheres. “Nenhum prêmio ou homenagem, não importa minha admiração pela pessoa que o concebeu, significa tanto pra mim a ponto de eu renunciar ao direito de seguir as regras de minha própria consciência”, ela disse, em comunicado, sobre a decisão de devolver a homenagem. Em sua manifestação, Rowling repetiu comentários que revoltaram fãs de “Harry Potter”, ao chamar a defesa dos direitos trans de “radical” e afirmar que “há conflito entre o atual movimento radical pelos direitos trans e os direitos das mulheres”. Rowling começou a se manifestar publicamente contrária aos direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados em junho com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, colocava mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. Por conta dessas posições, ela foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne, e ainda ganhou uma lição de Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV. Maines, que aos 15 anos foi proibida de frequentar o banheiro de sua escola, escreveu um longo ensaio para demonstrar que a falta de fundamento dos argumentos de Rowling expressavam apenas preconceito. A polêmica tomou proporções tão grandes que a Warner não sabe o que fazer em relação a “Animais Fantásticos 3”, que perdeu cronograma de filmagens, embora estivesse em pré-produção quando a pandemia paralisou seus trabalhos. E atitudes como a devolução de um prêmio por realizações humanitárias, acompanhado por discurso anti-direitos trans, só piora a situação.
Séries do Arrowverso ganham coleção de pôsteres
A rede The CW divulgou uma coleção de pôsteres das séries dos heróis do Arrowverso. São oito pôsteres, que na verdade representam sete séries, já que “Superman and Lois” recebeu dois cartazes, um para cada protagonista. As artes trazem os intérpretes principais das atrações acompanhados por desenhos de seus personagens nos quadrinhos. A coleção também inclui “Stargirl”, um mês depois de sua renovação como série exclusiva do canal – a 1ª temporada foi criada para a plataforma DC Universe e compartilhada com a emissora. As demais séries são “The Flash”, “Supergirl”, “Raio Negro” (Black Lightning), “Legends of Tomorrow” e “Batwoman”, que mudou sua protagonista e, como se pode ver pela imagem do Batsinal, ainda faz suspense com o novo visual da heroína. Os próximos episódios dessas atrações ainda não começaram a ser gravados e só vão estrear em 2021.
Heróis do Arrowverso incentivam uso de máscaras contra a covid-19
A rede CW divulgou uma coleção de pôsteres com os heróis do Arrowverso usando máscaras de proteção contra a covid-19. Esta é a segunda iniciativa do gênero, exatamente um mês após as primeiras artes serem divulgadas nas redes sociais da Warner. As novas artes são acompanhadas por texto que incentiva o uso da proteção: “Heróis de verdade usam máscaras”. A campanha original foi a primeira iniciativa a incluir Stargirl entre os heróis do Arrowverso, semanas antes da rede CW anunciar sua renovação como série exclusiva do canal – a 1ª temporada foi criada para a plataforma DC Universe e compartilhada com a emissora. Os demais personagens da iniciativa são Flash, Supergirl, Superman, Raio Negro, Canário Branco e o brinquedo Beebo, os dois últimos representando os heróis da série “Legends of Tomorrow”. Apenas Batwoman, que mudou sua protagonista, ficou de fora deste crossover sanitário. Confira abaixo.
J.K. Rowling apaga elogio a Stephen King após escritor defender mulheres trans
J.K. Rowling se envolveu em uma nova polêmica no Twitter. Desta vez, não pelo que escreveu, mas pelo que apagou. E ainda envolveu seu colega escritor Stephen King na confusão. Tudo começou quando a autora de “Harry Potter” publicou uma frase sobre direitos de mulheres, que foi retuitada pelo autor de “It – A Coisa” no domingo (28/6). O post de Rowling compartilhado por King dizia: “Andrea Dworkin escreveu: ‘Homens geralmente reagem às palavras das mulheres – faladas ou escritas – como se fossem atos de violência; às vezes homens reagem às palavras das mulheres com violência’. Não é odioso para mulheres falar sobre suas próprias experiências, e elas não merecem ser punidas por fazerem isso”. Após perceber que seu post tinha sido retuitado, Rowling escreveu um elogio ao escritor. “Eu sempre reverenciei Stephen King, mas hoje meu amor atingiu – talvez não o nível de Annie Wilkes [personagem de ‘Louca Obsessão’] – mas novos níveis. É tão mais fácil para homens ignorarem questões femininas ou diminuí-las, mas não vou esquecer os homens que se posicionaram quando não era preciso. Obrigada, Stephen”. Só que mais adiante o escritor respondeu a um fã preocupado com seu apoio à Rowling que o comentário também abrangia mulheres transexuais. “Sim. Mulheres trans são mulheres”. Foi o que bastou para Rowling retirar o elogio feito, apagando seu post sobre King. Além de ter apagado o tuíte, Rowling também parou de seguir King na rede social. Seu ódio parece ter atingido – talvez não o nível de Annie Wilkes – mas novos níveis. Transfóbica assumida, J.K. Rowling tem se isolado na comunidade literária e colocado o futuro de suas franquias infantis, “Harry Potter” e “Animais Fantásticos”, em risco devido ao acirramento de sua postura intolerante. O preconceito da escritora começou a ficar claro para o público quando a escritora decidiu se manifestar contra os direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no começo de junho (em 6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres, e subiram de tom na publicação de um texto longo em seu site pessoal, em que Rowling assumiu ser contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, colocaria mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. E levou a atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, a se expressar num depoimento pessoal sobre o tema, publicado na revista Variety. Além disso, quatro escritores LGBTQIA+ abandonam agência literária de Rowling em protesto, enquanto funcionários da Hachette, editora de seus livros, estão se recusando a trabalhar com seu novo livro, “O Ickabog”.
Quatro escritores LGBTQIA+ abandonam agência literária de JK Rowling em protesto
Quatro escritores representados pela agência literária de JK Rowling — autora da franquia “Harry Potter” — decidiram deixar a empresa depois que Rowling começou campanha contra direitos de transexuais. Fox Fisher, Drew Davies e Ugla Stefanía Kristjönudóttir Jónsdóttir disseram que não podiam mais trabalhar com a Blair Partnership, com sede em Londres, porque não estavam convencidos de que a empresa “apoia nossos direitos”. Os três se identificam como parte da comunidade LGBTQIA+. Um quarto autor também rompeu contrato com a agência, mas preferiu se manter anônimo. Em declaração conjunta, eles contaram que pediram à editora “que reafirmasse seu compromisso com os direitos das pessoas trans”, mas sentiram que a empresa de JK Rowling “era incapaz de se comprometer com qualquer ação que julgávamos apropriada e significativa”. De acordo com o jornal The Guardian, Jónsdóttir – também conhecido como Owl Fisher e co-autor de “Trans Teen Survival Guide” (o guia de sobrevivência do adolescente trans) – sugeriu que a agência literária deveria realizar treinamento com o grupo All About Trans (tudo sobre trans), mas “essa solicitação não foi encarada positivamente pela gerência”. Por isso, eles decidiram deixar a Blair Partnership, alegando que “a liberdade de expressão só pode ser mantida se as desigualdades estruturais que impedem oportunidades iguais para grupos sub-representados forem desafiadas e alteradas”. A Blair Partnership emitiu um comunicado em que fez uma afirmação genérica, dizendo que apoia “os direitos de todos os nossos autores de expressar seus pensamentos” e que “é nosso dever, como agência literária, apoiar a todos nessa liberdade fundamental”. A polêmica com JK Rowling começou quando a escritora decidiu se manifestar contra os direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no começo de junho (em 6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, coloca mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. E levou a atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, a se expressar num depoimento pessoal sobre o tema, publicado na revista Variety. Até o momento, a Warner, para quem os filmes de “Harry Potter” representam uma mina de ouro, e que atualmente desenvolve um terceiro “Animais Fantásticos” escritos por Rowling, divulgou apenas um comunicado ambíguo, em que reforça sua posição em defesa de “uma cultura diversificada e inclusiva”, ao mesmo tempo em que valoriza seus “contadores de histórias” (Rowling). “Os eventos nas últimas semanas confirmaram nossa determinação como empresa de enfrentar questões sociais difíceis. A posição da Warner Bros. sobre inclusão está bem estabelecida, e promover uma cultura diversificada e inclusiva nunca foi tão importante para nossa empresa e para nosso público em todo o mundo. Valorizamos profundamente o trabalho de nossos contadores de histórias, que se dedicam muito ao compartilhar suas criações com todos nós. Reconhecemos nossa responsabilidade de promover a empatia e advogar a compreensão de todas as comunidades e todas as pessoas, principalmente aquelas com quem trabalhamos e com as quais alcançamos através de nosso conteúdo”, diz o texto que, realmente, não se posiciona a respeito da polêmica. Caso a situação continue evoluindo de forma dramática, o estúdio deverá ser pressionado a sair de cima do muro.
Funcionários da Hachette não querem mais trabalhar com J.K. Rowling
A polêmica causada pelos comentários transfóbicos de J.K. Rowling começa a afetar sua carreira. Funcionários da editora Hachette manifestaram sua insatisfação em uma reunião e se recusaram a seguir trabalhando no novo livro da autora de “Harry Potter”. Segundo o Daily Mail, a divisão de livros infantis da empresa disse “não estar preparada para trabalhar” em ‘O Ickabog’, novo livro de Rowling, criticando as manifestações recentes da escritora. Uma fonte que trabalha na editora teria dito ao jornal britânico que a insatisfação veio de apenas “um punhado de funcionários”, que “conversarão com seus respectivos gestores” sobre o assunto. Mas a Hachete acabou se manifestando oficialmente sobre o assunto. “Nós acreditamos que todos têm o direito de expressar livremente suas crenças e pensamentos”, informou a Hachette em um comunicado. “Por isso não comentamos nas visões pessoais de nossos autores e respeitamos o direito de nossos funcionários expressarem seu ponto de vista”. A editora seguiu o comunicado dizendo que jamais obrigaria seus funcionários a trabalharem em um livro que possa lhes causar incômodo por motivos pessoais, mas que há “uma distinção entre isso e se recusar a trabalhar por discordar da opinião de um escritor” expressada em sua vida pessoal. Em março passado, funcionários da Hachete se manifestaram publicamente contra decisão da editora de lançar o novo livro de Woody Allen, “A Propósito de Nada”. Graças a essa pressão, a editora cancelou o lançamento. O livro, porém, acabou publicado por outra empresa. Rowling começou a se manifestar contra os direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no começo de junho (em 6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, coloca mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. E levou a atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, a se expressar num depoimento pessoal sobre o tema, publicado na revista Variety.
Estrela transexual de Supergirl refuta argumentos transfóbicos de J.K. Rowling
A atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, deu um depoimento à revista Variety em que desarma os ataques de J.K. Rowling contra comunidade trans. A intérprete da Sonhadora refutou os argumentos da escritora dos livros de “Harry Potter” e dos filmes “Animais Fantásticos” para justificar sua transfobia, afirmando que eles contradizem as próprias histórias que ela escreveu. Nicole Maines não é apenas atriz. Ele se tornou ativista trans ao enfrentar, aos 15 anos de idade, o mesmo preconceito assumido por Rowling em seus ataques contra a comunidade transexual. Após redefinir sua identidade, ela foi humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e a escola foi proibida de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. A decisão criou jurisprudência e virou um marco histórico na luta pela aceitação da comunidade trans. E também tornou a ainda adolescente Nicole Maines conhecida em todos os EUA. O argumento do banheiro exclusivo feminino foi utilizado por Rowling para justificar seus ataques à comunidade trans. Rowling já tinha se manifestado contrária aos direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no sábado passado (6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, colocava mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. Mas foi Maines quem teve a paciência de demonstrar, com clareza, a falta de fundamento dos argumentos da escritora, que expressariam apenas preconceito. “A parte central do movimento trans-excludente e seus argumentos residem na ideia de que mulheres trans são uma ameaça para a segurança de mulheres cisgênero e, assim, ao conquistarmos o direito de existir em locais públicos e participar da sociedade, estaríamos tirando os direitos de outras mulheres”, escreveu Maines. “Eu conheço bem esse argumento. A primeira vez que eu o ouvi, ainda estava na escola. Um ofício estava circulando sobre eu usar o banheiro feminino em minha escola em Orono, Maine. Havia uma garota, que devia ser de uma série ou duas acima da minha, e que disse que tinha medo de me ver no mesmo banheiro porque ‘ela vai olhar pra mim enquanto eu estiver me trocando’”, ela lembrou. “Como uma criança da 6ª série, foi muito desolador saber que eu estava sendo excluída porque as pessoas achavam que eu era algum predador perigoso.” Maines diz que é um absurdo mulheres se sentirem inseguras porque banheiros e vestiários são frequentados pela comunidade trans. “Nos 20 estados e em aproximadamente 200 cidades que têm políticas de gênero, descobrimos que permitir que as pessoas trans utilizem as instalações que correspondem à sua identidade de gênero não traz o menor impacto negativo na segurança pública.” “Acho engraçado no ensaio dela que ela também crie uma ‘câmara de eco’, porque acho que é exatamente onde e como essa mentalidade se desenvolve, e como essas ideologias permaneceram tão fortes por todos esses anos, porque são as pessoas que afirmam ser especialistas e pessoas que afirmam ter feito suas pesquisas que ficam alimentando seus preconceitos mutuamente. Achei surpreendente que ela dissesse que estava fazendo toda essa pesquisa e conversando com psiquiatras e membros da comunidade. Um, eu adoraria ver os recibos. Segundo, acho que ela está realizando pesquisas de maneira bastante tendenciosa, porque na minha pesquisa a grande maioria do mundo da medicina discorda da sua linha de pensamento”, acrescenta. “Outra coisa que Rowling mencionou em seu ensaio é que uma pessoa pode mudar sua certidão de nascimento sem ter que se submeter a terapia sexual ou hormonal – ou seja, agora qualquer pessoa pode entrar em um banheiro específico de gênero. Isso é falso”, ela contesta. “Eu tive que passar por anos de terapia e aconselhamento antes de mudar minha identificação de gênero na carteira de identidade. Eu tive que obter duas cartas de recomendação vindas de diferentes psicólogos. Eu fui questionada por todos na minha vida se eu me conhecia bem como eu dizia que me conhecia. Ninguém passa por todo esse questionamento, essa invasão em sua identidade para ir a um banheiro e ver um completo estranho dizer: ‘Ei, você não pode estar aqui. Você é alguém que apenas decidiu ser uma garota um dia’”. “Não, eu não ‘decidi’ apenas: tive que provar a mim mesmo e reforçar minha identidade com estranhos e outras pessoas da minha família, psiquiatras, amigos, colegas e colegas e minha comunidade, repetidamente”, contou. A atriz também revelou que decidiu fazer a transição médica, mas nem todo transexual faz. “Existem milhões de razões pelas quais uma pessoa trans pode não querer uma transição médica e nenhuma delas é da conta de ninguém, a não ser de quem precisa decidir. Tudo isso remonta à autonomia corporal. Ninguém – cis, trans, homem ou mulher – deve sujeitar seu corpo a mais ninguém. As pessoas trans não precisam e não devem ser obrigadas a alterar seu corpo para serem consideradas aceitáveis. Quero dizer, não é exatamente a mesma coisa pelas quais as mulheres lutam há décadas? Contra a pressão para mudar a nós mesmas e nossos corpos para agradar outras pessoas? Este é apenas mais um conjunto de padrões de beleza irracionais. E isso machuca todos nós”. “O que torna tudo isso tão decepcionante é que eu era – e ainda sou – uma fã de ‘Harry Potter’. Eu sou completamente Sonserina. E esses comentários são de partir o coração para muitos fãs LGBTQIA+. Esses livros ajudaram muitos a assumirem e aceitarem suas identidades. Quantas crianças fantasiam sair do armário e aprender mágica?”, lamentou. “Os comentários de Rowling falam contra a própria mensagem de seus livros – sobre sermos mais fortes juntos, sobre inclusão, sobre autodescoberta, bravura e triunfo sobre as adversidades. São contraditórios em relação ao mundo que ela criou”. É neste ponto que ela defende a separação entre arte e artista, defendendo que, a partir do momento da publicação, a arte pertence ao público. “Mas ainda sou fã e vou lhe dizer o porquê: porque esses livros e suas mensagens ainda existem, e o que quer que Rowling acredite pessoalmente não pode tirar isso de nós. Ninguém pode tirar isso de nós, e esse mundo realmente pertence aos fãs agora. Ninguém pode mudar se isso te ajudou a se assumir. Isso pertence a você”. “Eu acho que é realmente importante reconhecer e falar que, num momento em que estamos testemunhando uma mudança histórica na luta para acabar com a opressão contra vidas negras, ela tenha escolhido atacar identidades trans e usar sua enorme plataforma para se afastar da discussão racial. O movimento trans e o movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) compartilham uma luta semelhante em nossas batalhas para nos sentirmos seguros em nossos corpos e em nossas peles, quando outras pessoas determinam que somos de alguma forma inferiores. É exaustivo ter que constantemente tentar explicar às pessoas, em termos cada vez mais simples, que merecemos direitos humanos, que merecemos nos sentir tão seguros quanto eles. E é sobre isso que deveríamos estar falando”, ela conclui.
Supergirl: Chyler Leigh diz que momento em que Alex assumiu-se lésbica ecoou sua vida real
Casada com o ator Nathan West, após os dois se conhecerem na série “Sétimo Céu”, e mãe de três crianças, a atriz Chyler Leigh tem aproveitado seu papel na série “Supergirl” para revelar detalhes de sua sexualidade que não parecem tão evidentes. Assim como Alex Danvers se assumiu lésbica na série, a atriz vem trazendo à tona que não é tão hetero quanto seu casamento sugere, e que ao longo dessa jornada de autodescoberta tem contado com o apoio do próprio marido. Depois de se assumir queer no ano passado, ela revelou na segunda-feira (8/6) que a saída do armário de sua personagem em “Supergirl” foi muito parecida com sua própria experiência pessoal. A confissão foi feita num texto do site Create Change, que Chyler lançou com o marido e outros parceiros para encorajar positividade e mudanças, com o objetivo de criar um mundo melhor. É importante notar que, embora o post de Leigh fale sobre sua jornada pessoal, a atriz não rotulou sua sexualidade, mas descreveu como pessoas próximas sentiram-se ressentidas pelo que viram na série e, pelo que dá para entender, também em sua vida. “Quando me disseram que minha personagem sairia do armário na 2ª temporada, uma enxurrada de pensamentos e emoções passou por mim por causa da responsabilidade que senti em representar autenticamente a jornada de Alex”, escreveu Leigh. “O que eu não percebi na época era como a cena em que ela finalmente confessou sua verdade saltaria das páginas do roteiro e se tornaria genuinamente uma variação da minha situação. Na vida real. Meu coração parecia que ia sair do meu peito em cada take que gravamos, sempre apresentando uma oportunidade para tirar essas palavras honestas da minha boca. Embora elas não correspondam exatamente ao meu diálogo pessoal, o coração por trás delas certamente foi o mesmo. O diretor, a imprensa, a mídia, o elenco e os fãs ainda me dizem que foi a saída do armário mais realista que eles já assistiram, e para roubar as palavras de Alex, é porque havia alguma verdade no que ela disse sobre mim. A cena está na 2ª temporada, episódio 6, se vocês quiserem ver por si mesmos”, acrescentou. Leigh também comentou como aquele episódio levou sua família a perder amigos, mas que ela e o marido aprenderam “a se orgulhar de quem somos, não importa o custo”. “Aqui está o lado ruim”, continuou. “Desde que o episódio foi ao ar, amigos queridos (e até seguidores ávidos de ‘Supergirl’) me disseram que eles não assistiriam mais à série por causa da jornada de Alex ter se afastado do que suas crenças consideravam aceitável. Logo depois, eles começaram a se distanciar e, eventualmente, minha família e eu fomos excluídos, marcando a perda de muitas pessoas que amávamos. No entanto, após essa ferida inicial, não guardei rancor pela resposta negativa, porque, como eu disse, todos nós temos dificuldades de uma maneira ou de outra com aceitação (seja qual for o assunto), seja em relação a nós mesmos ou com os outros”, considerou. “Tem sido um caminho longo e solitário para meu marido e para mim, mas posso dizer de todo o coração que, depois de todos esses anos, ele e eu ainda estamos descobrindo as profundezas de nós mesmos e um do outro, mas ao longo de nossa jornada aprendemos a ter orgulho de quem somos, não importa o custo”. Veja abaixo a cena citada pela atriz e outra em que Alex revela sua sexualidade para a irmã Kara (Melissa Benoist), a Supergirl.










