Adão Negro enfrenta a Sociedade da Justiça em novo trailer
A Warner Bros. divulgou um novo trailer legendado de “Adão Negro”, que traz o ator Dwayne “The Rock” Johnson (“Jumanji: Próxima Fase”) no papel-título. Divulgada simultaneamente à exibição na Comic-Con Internacional, em San Diego, a prévia destaca o encontro pouco amigável do personagem-título com a Sociedade da Justiça, com direito a surra no Gavião Negro, e seu dilema entre se tornar um herói ou “o destruidor deste mundo”. A dualidade do personagem tem sido bastante explorada nos quadrinhos. Vilão clássico de Shazam (desde a época do Capitão Marvel), ele passou a ser considerado um anti-herói nas publicações atuais da DC Comics. Já a Sociedade da Justiça faz sua estreia no cinema, formada por Aldis Hodge (“O Homem Invisível”) no papel do Gavião Negro, Quintessa Swindell (“Gatunas”) como Ciclone, Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) como o Esmaga-Átomo e Pierce Brosnan (“007 Um Novo Dia Para Morrer”) como Sr. Destino. O elenco também destaca Sarah Shahi (“Sex/Life”) como Adrianna Tomaz (identidade civil da Poderosa Isis). O roteiro inicial é de Adam Sztykiel (“Rampage: Destruição Total”), a direção está a cargo de Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”) e a estreia no Brasil vai acontecer em 20 de outubro, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja o trailer abaixo em duas versões: legendada e dublada em português.
“Shazam: Fúria dos Deuses” ganha primeiro trailer nacional
A Warner divulgou o primeiro trailer nacional de “Shazam: Fúria dos Deuses”. Lançado no YouTube simultaneamente à exibição na Comic-Con Internacional em San Diego, o vídeo reforça o tom de humor da produção, mostra o que aconteceu com a família de Billy Batson após o final de “Shazam!” e apresenta as novas ameaças – e dragões. Tudo ao som de Eminem – a faixa “Business”, após “My Name Is” no primeiro filme. As principais novidades da continuação são as vilãs. Helen Mirren (“A Rainha”) interpreta Hespera e Lucy Liu (“As Panteras”) é Kalypso. Na mitologia grega, as personagens são filhas de Atlas. Além delas, Rachel Zegler (estrela do remake de “Amor, Sublime Amor”) também está no elenco como outra integrante da família, mas o trailer mostra que ela não compartilha a raiva das irmãs contra a família Shazam por “roubarem” os poderes dos deuses. A prévia é cheia de easter eggs – da Liga da Justiça à Annabelle, passando por uma citação a “Velozes e Furiosos” dita pelo herói à Helen Mirren, que participa daquela franquia. A presença das filhas de Atlas é consequência do compartilhamento do poder de Shazam, que o menino Billy Batson dividiu com seus irmãos adotivos. Eles também se transformaram em super-heróis adultos e agora serão vistos das duas formas no novo filme. A continuação volta a trazer Zachary Levi (“Chuck”) como Shazam, Asher Angel (série “Andi Mack”) como seu alter-ego Billy Batson, Jack Dylan Grazer (“It – A Coisa”) como Freddie Freeman, Adam Brody (“Um Caso de Detetive”) como sua versão adulta, o Shazam Jr., Grace Fulton (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) como Mary, antigamente conhecida como Mary Marvel, Ian Chen (série “Fresh Off the Boat”) como Pedro Choi, Ross Butler (“Riverdale”) como sua versão heroica, Jovan Armand (série “The Middle”) como Pedro Peña, DJ Cotrona (“G.I. Joe: Retaliação”) como seu alter-ego poderoso, Faithe Herman (série “This Is Us”) como Darla Dudley e Meagan Good (“Minority Report”) como sua contraparte adulta. Novamente dirigida por David F. Sandberg, a continuação de “Shazam!” tem estreia prevista para 29 de dezembro no Brasil, duas semanas depois do lançamento nos EUA. Veja abaixo o trailer em duas versões: legendado e dublado em português.
“What If…?” volta em 2023, já renovada e acompanhada por zumbis
A Marvel anunciou na Comic-Con Internacional que a 2ª temporada de “What If…?” será lançada na Disney+ no início de 2023 e a série já se encontra renovada para seu terceiro ano de produção. Além disso, ganhará a companhia de uma série derivada, “Marvel Zombies”. Na série principal, o Vigia vai continuar a explorar o multiverso, encontrando versões alternativas de novos episódios, como Hela, de “Thor: Ragnarok”, que teve a participação confirmada por AC Bradley, showrunner e criador “What If…?” Já o spin-off “Marvel Zombies” se passa em uma realidade alternativa, vislumbrada na 1ª temporada de “What If…?”, onde uma nova geração de heróis deve lutar contra um apocalipse zumbi. Os produtores executivos AC Bradley e Bryan Andrews (“Primal”) revelaram alguns dos heróis que enfrentarão o flagelo zumbi, como Shang-Chi, sua amiga Katy e Kate Bishop, de “Gavião Arqueiro”. Os zumbis da Marvel ainda não têm previsão de estreia. Just announced at #SDCC2022: Marvel Studios’ What If…? Season 2, an Original series, streaming early 2023 on @DisneyPlus. pic.twitter.com/zbqClqfrfJ — Marvel Studios (@MarvelStudios) July 22, 2022
Homem-Aranha terá nova série animada passada no MCU
A Marvel anunciou a produção de uma nova série animada do Homem-Aranha. Intitulada “Homem-Aranha: Ano do Calouro” (em inglês, Spider-Man: Freshman Year), a série será passada no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) e deve contar a origem do atual Homem-Aranha, vivido por Tom Holland – e que não foi mostrada no cinema. A revelação foi feita durante a Comic-Con Internacional, em San Diego, num anúncio duplo. É que, dois anos antes de sua previsão de estreia, a série também foi renovada – e vai se chamar “Spider-Man: Sophomore Year” em sua 2ª temporada, acompanhando a progressão de Peter Parker e seus amigos para o segundo ano do Ensino Médio. Escrita e produzida por Jeff Trammell (“O Mundo de Greg”), a atração vai se passar antes da introdução do herói em “Capitão América: Guerra Civil”. O filme de 2016 apresentou o Homem-Aranha já com poderes, o que significa que a série será um grande flashback para mostrar tudo o que os fãs não viram antes. Imagens reveladas na Comic-Con mostram Peter Parker na escola, seus amigos, personagens clássicos dos quadrinhos e outros heróis da Marvel, como o Doutor Estranho e o Demolidor. Segundo o Marvel Studios, a 1ª temporada chegará à Disney+ em 2024. Just announced at #SDCC2022: Marvel Studios’ Spider-Man: Freshman Year, an Original series, streaming in 2024 on @DisneyPlus. pic.twitter.com/v7sqUUHoPa — Marvel Studios (@MarvelStudios) July 22, 2022
Teaser apresenta série animada de Groot
A Marvel divulgou um novo pôster e o primeiro teser de “I Am Groot”, série sobre o personagem Groot, de “Guardiões da Galáxias”. A série é formada por cinco curtas-metragens estrelados pelo herói em sua fase de Baby Groot, contracenando com outros personagens novos e incomuns. Assim como nos filmes, a voz de Groot é providenciada por Vin Diesel, sob muito tratamento computadorizado, e o cineasta James Gunn assina a produção. O personagem também será visto neste ano num especial de Natal programado para dezembro na Disney+, antes de aparecer em “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, com lançamento marcado para abril de 2023. “I Am Groot” estreia na plataforma Disney+ no dia 10 de agosto.
Moon Girl and Devil Dinosaur: Nova série animada da Marvel ganha primeira prévia
A Marvel divulgou o pôster a primeira prévia de sua nova série animada, “Moon Girl and Devil Dinosaur”, durante a Comic-Con Internacional. O vídeo é uma cena completa da atração, que destaca a dificuldade da nova heroína para fazer seu dinossauro se comportar enquanto combate o crime, resultando em trapalhada ao tentar impedir um roubo. Anunciada em 2019, a animação vai acompanhar as aventuras de Lunella Lafayette (dublada por Diamond White, da série “Empire”), uma garota brilhante de 13 anos, e seu o Tiranossauro de estimação (voz de Fred Tatasciore, o Drax de “What If?”). Depois que Lunella — acidentalmente — traz o dinossauro para a cidade de Nova York, por meio de um vórtice temporal, a dupla passa a trabalhar para proteger as ruas da cidade que nunca dorme. Desenvolvida por Jeffrey M. Howard e Kate Kondell (ambos de “Phineas e Ferb, O Filme: Candace Contra o Universo”), a animação também conta com dublagens de Laurence Fishburne (“Matrix”), Alfre Woodard (“Luke Cage”), Libe Barer (“Sneaky Pete”), (Alison Brie (“GLOW”), Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”), Maya Hawke (“Stranger Things”), Jennifer Hudson (“Respect”), Cobie Smulders (“Homem-Aranha: Longe de Casa”), Wesley Snipes (“Blade”), Andy Cohen (“Love Connection”), Cliff “Method Man” Smith (“Power Book II: Ghost”), Craig Robinson (“Killing It”), Asia Kate Dillon (“Billions”), Michael Cimino (“Love, Victor”), Sasheer Zamata (“Woke”), Jermaine Fowler (“Um Príncipe em Nova York 2”) e Gary Anthony Williams (“Pit Stop”). A série é a segunda animação baseada em personagens da Marvel criada especificamente para o Disney Channel. A primeira foi a atração derivada do longa “Operação Big Hero”. A estreia está marcada para 2023.
“Deadpool” entra na Disney+ e Ryan Reynolds aponta desenhos mais traumatizantes
A plataforma Disney+ anunciou que vai incluir os filmes de “Deadpool” e “Logan” em seu catálogo norte-americano. Eles serão também os primeiros filmes com classificação “R” (proibidos para menores de 17 anos nos EUA) disponibilizados pelo serviço, que desde seu lançamento em novembro de 2019 matinha uma linha estritamente “familiar” – isto é, infantil. E como Ryan Reynolds, o Deadpool, não perde a chance de fazer uma piada às custas da Disney, ele foi ao Twitter lembrar que, apesar disso, há desenhos clássicos da empresa capazes de traumatizar mais as crianças que a violência, nudez e palavrões de seus filmes. “Devemos anunciar que ‘Logan’ e ‘Deadpool’ em breve serão os primeiros filmes com classificação ‘R’ na Disney+. Mas todos sabemos que alguns filmes da Disney já deviam ser classificados como ‘R’ por trauma irreversível”, ele escreveu na rede social. E deu exemplos. Junto com a mensagem, ele publicação quatro avisos falsos da MPA (a Associação responsável pela indicação etária), apontando uma reclassificação “R” para quatro clássicos da Disney. O primeiro é “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937). “Classificado como ‘R’ para invasão à força de propriedade, poliandria e tenho certeza que aqueles diamantes não são livres de crueldade”, diz o texto em vermelho. Em seguida, vem uma notificação para o filme “O Meu Melhor Companheiro” (1957): “Classificado como ‘R’ por induzir ao choro desesperado pelo assassinato do cachorro do título. Além disso, abuso de ursos.” “O Rei Leão” (1994) também aparece com um notificação que diz: “Classificado como ‘R’ por fratricídio, maus tratos, muito possivelmente amor entre meios-irmãos ou pelo menos beijos entre primos. Sério.” E no topo da lista, o desenho animado que chegou a realmente causar furor na época de seu lançamento – e ainda hoje traumatiza crianças – , “Bambi” (1942). “Classificado como ‘R’ pelo assassinato à sangue frio de uma mãe veado, capaz de causar traumas pela vida inteira”. Confira o tuite original abaixo. We’re supposed to announce Logan and Deadpool will soon be the first R-rated movies on Disney+. But we all know some Disney movies should already be rated R for irreversible trauma. pic.twitter.com/FoIbiwKhiG — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) July 21, 2022
“Homem-Aranha” volta aos cinemas com cenas inéditas em setembro
A Sony Pictures anunciou as datas de estreia da versão estendida de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” em todo o mundo. No Brasil, o blockbuster vai voltar aos cinemas no feriado de 7 de setembro. O relançamento do filme com cenas inéditas comemora dois aniversários do Homem-Aranha: os 60 anos da criação do herói nos quadrinhos e os 20 anos de seu primeiro filme. A edição estendida ganhou o subtítulo em inglês de “The More Fun Stuff Version” (A Versão com Mais Coisas Divertidas, em tradução literal) e será lançada em 2 de setembro nos Estados Unidos e no Canadá. Veja abaixo o anúncio oficial, com participação dos três Homens-Aranhas do cinema – Tobey Maguire, Andrew Garfield e Tom Holland. Swinging soon to a theater near you! Check out the global releases for #SpiderManNoWayHome – The More Fun Stuff Version and save the date! 🕸 📆 pic.twitter.com/IUTIzTwHbB — Spider-Man: No Way Home (@SpiderManMovie) July 19, 2022
Terminam filmagens de “Besouro Azul”
Mais um filme de super-heróis encerrou sua produção. O ator Xolo Maridueña (o Miguel Diaz de “Cobra Kai”) revelou em seu Instagram o término das filmagens de “Besouro Azul”, publicando uma foto da comemoração, em que recebe um abraço e um beijo do diretor Ángel Manuel Soto (premiado no Festival de Sundance pelo drama indie “Twelve”). “Obrigado a todo o elenco e equipe que tornaram isso possível. Estou tão orgulhoso do que todos realizaram e ainda mais orgulhoso de nos chamar de família”, ele escreveu ao lado da imagem, acrescentando um obrigado especial ao diretor “por confiar em mim para dar vida a Jaime”. Ángel Manuel Soto confirmou o final dos trabalhos em seu Stories, chamando “Besouro Azul” de “o filme mais difícil da minha carreira”. A produção também conta com Susan Sarandon (“Thema e Louise”) e a brasileira Bruna Marquezine (“Maldivas”), que nesta semana divulgou uma foto dos bastidores – que não podia ter divulgado e que foi rapidamente deletada (tarde demais), após de se espalhar pela internet (acima). Marquezine também acrescentou um coração azul em forma de emoji ao post original de Maridueña. E ele respondeu: “Minha favorita, Penny”, fazendo referência à personagem da atriz. “Besouro Azul” é o primeiro filme de super-herói latino feito nos EUA. A produção é centrada na terceira e mais recente versão do Besouro Azul nos quadrinhos: Jaime Reyes, jovem que ganha superpoderes ao encontrar uma tecnologia alienígena. Ao se fundir à sua espinha, o traje tecnológico extraterrestre possibilita ao adolescente do Texas aumentar sua velocidade e sua força, além de materializar armas, asas e escudos. Só que a Inteligência Artificial que acompanha a roupa quer usar essa tecnologia para ajudar uma invasão da Terra. O personagem foi criado por Keith Giffen, John Rogers e Cully Hamner em 2006 na saga “Crise Infinita”. Desde então, ele ingressou nos Titãs e apareceu na série animada da Justiça Jovem. A versão de cinema foi escrita por Gareth Dunnet-Alcocer (do remake de “Miss Bala”) e tem estreia prevista para 17 de agosto de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xolo Mariduena (@xolo_mariduena)
Cena pós-créditos de “Ms. Marvel” foi feita por diretora de “As Marvels”
A cena pós-créditos da 1ª temporada de “Ms. Marvel” não foi gravada pelos diretores da série, a dupla Bilall Fallah e Adil El Arbi (de “Bad Boys para Sempre”). Em entrevista ao site ComicBook, El Arbi revelou que o momento em que Carol Danvers (Brie Larson) aparece no quarto de Kamala Khan (Iman Vellani) foi realizada por Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”), que vai dirigir “As Marvels”. “Ela também não sabia que estava dirigindo aquela cena para ser incluída na nossa série. É meio assim que Kevin Feige opera. Todo mundo trabalha separadamente, e sempre há momentos em que fazemos coisas que não sabemos onde vão parar. Ele sempre nos diz a mesma coisa: ‘Só se foque nisso'”, comentou. El Arbi revelou que ele e seu parceiro de direção perguntaram continuamente para Feige, durante as filmagens, se Carol Danvers/Capitã Marvel poderia fazer uma aparição na série. “Ele sempre nos dizia: ‘Não se preocupe com isso, vocês vão ver’. Só descobrimos tudo quando estávamos editando a versão final do episódio. Do nada, depois dos créditos, ela aparecia”, completou. Logo após esta cena, um texto avisa para não deixar dúvidas sobre o gancho: “Ms. Marvel voltará em em ‘As Marvels'”. Além do retorno de Brie Larson como Carol Danvers/Capitã Marvel e Iman Vellani como Kamala Khan/Ms. Marvel, “As Marvels” também contará com Samuel L. Jackson repetindo seu papel de Nick Fury e Teyonah Parris como a Monica Rambeau de “WandaVision”. O filme tem roteiro de Megan McDonnell (da equipe de “WandaVision”) e estreia marcada apenas para 27 julho de 2023 no Brasil. O último episódio da 1ª temporada de “Ms. Marvel” foi disponibilizado na quarta passada (13/7) na Disney+.
Reportagem revela detalhes tóxicos dos bastidores da “Liga da Justiça de Zack Snyder”
A revista americana Rolling Stone publicou nesta terça (19/7) uma reportagem bombástica sobre os bastidores do Snyder Cut, a versão do diretor conhecida como “Liga da Justiça de Zack Snyder”. Na apuração, a atividade online de supostos fãs de Zack Snyder para pressionar a Warner pelo lançamento – e coisas mais – é descrita como “campanha tóxica” e teria sido uma orquestração do próprio cineasta, resultando em várias atividades polêmicas. Para começar, a volumosa campanha online que convenceu a Warner a produzir uma nova versão de “Liga da Justiça” teria sido alimentada artificialmente por contas falsas e bots no Twitter. A revista teve acesso a relatórios de mídia social encomendados pela WarnerMedia. Os levantamentos mostram que 13% das contas engajadas no movimento #ReleaseTheSnyderCut eram falsas ou operadas por robôs, bem acima da proporção encontrada nas hashtags que chegam aos Assuntos do Momento do Twitter. Além disso, a publicação contatou três empresas especializadas em rastrear a autenticidade das campanhas de mídia social. Q5id e Graphika também detectaram atividades inautênticas provenientes do SnyderVerso – apelido da comunidade de fãs do diretor. E a Alethea Group descobriu que o domínio forsnydercut.com – que afirma ter feito a hashtag #ReleaseTheSnyderCut se tornar viral em maio de 2018 – foi registrado por uma pessoa que também dirigia uma agência de publicidade (hoje extinta) que dizia ser capaz de trazer “tráfego do tamanho de ‘Avatar’, barato e instantâneo para seu site”. A Rolling Stone também conversou com mais de 20 pessoas envolvidas com a versão original de “Liga da Justiça” e a maioria acredita que o diretor se dedicou a estimular e manipular a campanha. A reportagem resgata muitos detalhes da produção do filme original, incluindo os conflitos entre Snyder e executivos da Warner pela duração e tom do filme, e que motivaram a contratação de um substituto antes mesmo de Snyder se afastar devido à morte da filha. Joss Whedon recebeu a missão de fazer refilmagens extensas enquanto Snyder ainda estava à frente do longa. Com o afastamento do diretor original, Whedon ganhou carta branca para mudar quase tudo. Synder não esqueceu. Após convencer os novos chefes da então recém-criada WarnerMedia a realizar a reedição do filme para engajar seus supostos milhões de fãs na HBO Max, Snyder teria orquestrado um ataque contra os executivos que organizaram sua substituição. Segundo a Rolling Stone, uma campanha de difamação teria sido combinada com o ator Ray Fisher, que interpretou o Ciborgue em “Liga da Justiça” e acusou os produtores Geoff Johns e Jon Berg de racismo e negligência. Foram os dois que tiraram o controle criativo do filme das mãos do diretor. Procurado pela Rolling Stone, Snyder confirmou que pediu à Warner para que retirasse os nomes dos produtores de sua versão do filme, mas negou qualquer coordenação com Fisher, que também acusou Whedon de comportamento abusivo no set – nesse caso, com alegações corroboradas por Gal Gadot, intérprete da Mulher-Maravilha, entre outros. Entretanto, a revista ouviu fontes que apontam que o envolvimento de Snyder foi além de um “pedido pessoal” para cortar os créditos dos produtores. Snyder teria confrontado um executivo do departamento de pós-produção do estúdio com uma ameaça: “Vou destruí-los nas redes sociais”. À medida que as exigências de Snyder aumentavam nos bastidores – inclusive por mais dinheiro para incluir novas filmagens para sua versão da “Liga da Justiça” – uma enxurrada de ataques foram direcionados à Warner Bros. nas redes sociais. Além da exigência de demissão de executivos, vieram pedidos de boicotes e até mesmo ameaças de morte. Esses ataques de “fãs” buscaram atingir qualquer pessoa ou coisa que pudesse atrapalhar Snyder, incluindo diretores como Adam Wingard, porque o lançamento de “Godzilla vs. Kong” ofuscou o Snyder Cut na HBO Max, e filmes como “Mulher-Maravilha 1984”, porque foi escrito por Geoff Johns. Até a ex-presidente da DC Entertainment, Diane Nelson, foi assediada por elogiar o “Coringa” de Todd Phillips, porque o filme ia contra o cânone do SnyderVerso. Ela chegou a deletar a conta do Twitter, tamanha a perseguição. Um dos fatos mais terríveis aconteceu três meses antes do lançamento da “Liga da Justiça de Zack Snyder”, quando uma conta no Instagram com o nome @daniras_ilust postou uma imagem grotesca, retratando as cabeças decapitadas de Johns, do presidente da DC Films Walter Hamada e do ex-presidente da Warner Bros. Toby Emmerich. A imagem circulou rapidamente entre os devotos do SnyderVerso, que até marcaram contas de mídia social dos filhos dos executivos. Após esta postagem alarmante, a WarnerMedia ficou preocupada com a integridade de seus funcionários e encomendou em sigilo uma série de relatórios de uma empresa de segurança cibernética terceirizada para analisar a trollagem. Um relatório secreto foi produzido, que teria identificado a concentração de disparos em três contas específicas, responsáveis por espalhar “ordens” para seguidores. O estúdio se recusou a comentar as descobertas com a Rolling Stone, alegando que o problema era relativo à administração passada – tecnicamente, a WarnerMedia não existe mais, substituída pela Warner Bros. Discovery. Em sua defesa, Snyder disse que nunca manipulou as redes sociais. Ele afirma que, “se alguém” usou robôs foi a Warner Bros. “tentando alavancar minha base de fãs para reforçar os assinantes de seu novo serviço de streaming”. “Nem eu nem a minha esposa [Deborah Snyder, produtora dos filmes de Zack] falamos nada negativo sobre Johns e Berg em entrevistas ou nas redes sociais. A remoção dos nomes deles era algo importante porque este não era o filme em que eles acreditavam, que eles desenvolveram ou que ajudaram a fazer”, declarou. O diretor ainda acrescentou que, “como artista, foi recompensador finalmente ver minha visão levada à fruição” no Snyder Cut, especialmente depois de “passar por um momento tão difícil em minha vida”. “Eu me sinto grato aos fãs e à Warner por permitirem que isso acontecesse. Continuar remoendo a negatividade e os rumores não serve a ninguém”, completou. Entretanto, a campanha não terminou com o lançamento do Snyder Cut em 18 de março de 2021. O site The Wrap informou em maio que os bots podem ter levado Snyder a ganhar os primeiros prêmios de “público” do Oscar neste ano. Na votação online, “Liga da Justiça de Zack Snyder” teve uma de suas cenas lembradas como um dos momentos mais icônicos do cinema e “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”, também de Snyder, venceu como filme favorito do público. A firma de consultoria Tweetbinder, que rastreia e analisa hashtags, indicou tendência de manipulação por bots nestas votações. Mas não é necessário ouvir especialistas para questionar a realidade dos fãs que pediram e adoraram o Snyder Cut. Basta verificar o desempenho de “Liga da Justiça de Zack Snyder”, que jamais entrou nas listas de produções mais vistas do streaming. De fato, o lançamento não foi destaque nem no Brasil, ausente da lista das séries e filmes mais vistos na celebração do primeiro ano da HBO Max no país. O fracasso da “Liga da Justiça” original costuma ser apontado como fator de pânico entre os executivos da empresa Time-Warner, que entraram numa negociação apressada de venda para a AT&T em novembro de 2017, mesmo mês em que o filme foi lançado. Empresa de telefonia e comunicação sem experiência com produção de conteúdo, a AT&T relançou o conglomerado de mídia como WarnerMedia em 2018 e tomou várias decisões equivocadas que acumularam uma dívida recorde e desvalorizaram seu patrimônio. Sem paciência para esperar a HBO Max decolar em meio à pandemia, e com o alto investimento em “Liga da Justiça de Zack Snyder” sem resultar na atração de mais assinantes para o serviço, a AT&T tratou de encerrar rapidamente a aventura da WarnerMedia, passando o controle da companhia para uma empresa bem menor que a própria Warner, a Discovery, que assumiu neste ano o comando da nova versão do conglomerado, batizada de Warner Bros. Discovery.
Série da Arlequina ganha trailer violento
A HBO Max divulgou o pôster e o terceiro trailer da 3ª temporada de “Harley Quinn”, a série animada adulta da Arlequina. E se trata do trailer mais impróprio de todos, com violência sanguinária e muitos palavrões em inglês. O vídeo traz Harley e Ivy (a Hera Venenosa) em namoro assumido, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da segunda de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a animação reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. Os novos episódios vão estrear em 28 de julho nos EUA, mas não há data confirmada para o Brasil. As duas primeiras temporadas demoraram a ser disponibilizadas no serviço nacional da HBO Max.
“Thor: Amor e Trovão” segue como filme mais visto do Brasil
“Thor: Amor e Trovão” manteve a liderança das bilheterias nos cinemas brasileiros pelo segundo fim de semana consecutivo, ao registrar um público de 825 mil pessoas e uma renda de R$ 17,7 milhões, segundo dados da Comscore. “Minions 2: A Origem de Gru” também repetiu o 2º lugar, com 622 mil espectadores e arrecadação de R$ 12 milhões, apesar da estreia recente de “Elvis”. Com distribuição muito menor, pela monopolização dos cinemas pelos dois títulos anteriores, o musical sobre o Rei do Rock foi apenas o 3º filme mais assistido, com 198 mil pagantes. O ranking também registrou “O Telefone Preto” em 4º lugar. O detalhe é que o terror só será lançado oficialmente na quinta-feira (21/7). Sua presença entre os títulos mais vistos da semana só comprova que as distribuidoras não seguem seus próprios calendários, fazendo “pré-estreias” pagas que, na prática, significam uma estreia convencional antecipada. Ao todo, 1,84 milhão de pessoas compareceram aos cinemas do Brasil entre quinta e domingo (17/7), o que rendeu mais de R$ 39 milhões em bilheteria. Confira o Top 10 abaixo. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 14-17/71. #Thor #LoveAndThunder 2. #MINIONS2 3. #Elvis 4. #OTelefonePreto (pré estreia)5. #TopGunMaverick 6.#JurassicWorldDominio 7. #Lightyear 8. #TudoEmTodoOLugarAoMesmoTempo 9. #CrimesoftheFuture 10.#OAcontecimento — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) July 18, 2022












