Criador de La Casa de Papel anuncia Parte 4
A Parte 3 ainda nem estreou, mas “La Casa de Papel” já tem garantida sua Parte 4. O anúncio foi feito nesta quinta (27/6) pelo criador da série, Álex Pina, em um evento na Espanha. As gravações, inclusive, já teriam começado. Enquanto o elenco terminava a Parte 3, já emendava cenas dos primeiros episódios da Parte 4. Assim, a produção deve se estender até agosto, prevendo um lançamento no começo de 2020. A forma como a série foi dividida sugere uma reprise da estrutura original, em que a 1ª temporada foi apresentada em duas partes. A diferença é que, desta vez, o formato foi planejado com outro contexto em mente. As partes 3 e 4 (que comporiam a 2ª temporada completa) estão sendo produzidas com exclusividade para a Netflix, enquanto a 1ª temporada (apresentada em streaming como partes 1 e 2) foi realizada para a TV espanhola e apenas posteriormente licenciada para a plataforma, com ajustes no tempo de duração dos episódios. Agora, o timing foi todo pensado para o streaming. A Parte 3 vai mostrar que, após escapar do país, o grupo que assaltou a Casa da Moeda da Espanha precisará volta à ativa para libertar um deles, preso pela polícia num cerco inesperado. Sob o comando do Professor (Álvaro Morte), eles planejam atacar a prisão, vestindo, claro, os famosos macacões vermelhos e máscaras de Dalí. A estreia da Parte 3 vai acontecer em 19 de julho.
Comercial junta Havaianas e Stranger Things
A marca brasileira de chinelos Havaianas se juntou à lista de licenciados internacionais da série “Stranger Things”. A empresa produziu um comercial com cenas da 3ª temporada da atração da Netflix para divulgar o lançamento de uma coleção de chinelos temáticos. São dois modelos de sandálias com estampas inspiradas no programa. Como os novos episódios se passam em 1985, o vídeo propõe uma comparação entre os acontecimentos estranhos de Hawkins, a cidade americana em que se passa a série, e o Brasil do mesmo período, em que apresentadoras de programas infantis usavam roupas sensuais e programas de auditório jogavam bacalhaus na plateia. Confira abaixo. A campanha das Havaianas se junta ao relançamento da New Coke, numa ação muito comentada da Coca-Cola em parceria com a série. Além disso, a Nike também começa a vender uma nova coleção de tênis, roupas e acessórios inspirada em “Stranger Things”, com visual vintage da marca nos anos 1980, a partir desta quinta-feira (27/6). A 3ª temporada de “Stranger Things” estreia em 4 de julho em streaming.
Astros de Pantera Negra e Star Wars vão estrelar série do diretor de 12 Anos de Escravidão
Os astros Letitia Wright e John Boyega, mais conhecidos como a princesa Shuri de “Pantera Negra” e o Finn de “Star Wars”, vão estrelar uma nova série da Amazon, “Small Axe”, criada pelo cineasta Steve McQueen (“12 Anos de Escravidão” e “As Viúvas”). Projeto pessoal de McQueen, a série contará histórias da comunidade negra de origem caribenha que vive na Grã Bretanha. O título é tirado de um provérbio caribenho: “Se você é a grande árvore, nós somos o pequeno machado”. “Small Axe” é o “pequeno machado” do ditado. “Eu senti que essas histórias precisavam ser compartilhadas”, disse McQueen em comunicado oficial. “Eu queria reviver, reavaliar e investigar as jornadas dos meus pais e da primeira geração de imigrantes caribenhos do Reino Unido”. “O que é importante sobre essas histórias é que elas são locais, mas também globais. Eu acho que o público vai se identificar com as dificuldades, preocupações e alegrias que nossos personagens passam. A série vai nos dar a oportunidade de confrontar a injustiça diante da adversidade”, completou. Com formato de antologia, a 1ª temporada contará cinco histórias diferentes, sendo que uma delas ocupará dois episódios, num total de seis capítulos. Além de Wright e Boyega, o elenco contará com Malachi Kirby (“Black Mirror”), Shaun Parkes (“Perdidos no Espaço”), Alex Jennings (“The Crown”) e Jack Lowden (“Dunkirk”). Ainda não há previsão de estreia.
Última temporada de Orange Is the New Black ganha 50 fotos e trailer legendado
A Netflix divulgou mais de 50 fotos, o pôster e o trailer legendado da 7ª e última temporada de “Orange Is the New Black”. A prévia confirma que a trama vai se alternar entre as personagens que continuam presas e a jornada da protagonista Piper (Taylor Schilling), após ganhar liberdade. Criada por Jenji Kohan e baseada no livro de memórias de Piper Kerman, “Orange Is The New Black” foi uma das primeiras produções da Netflix e conquistou quatro prêmios Emmy, além de cinco troféus do SAG (o sindicado dos atores). A atração começou em 2013 acompanhando a jornada de Piper Chapman, como a novata que precisa aprender a se situar num presídio, após ser condenada por narcotráfico. Ela aprende sobre divisões raciais, relacionamentos afetivos e problemas de convivência entre prisioneiras e carcereiros, até ter a liberdade antecipada por bom comportamento na temporada passada. Os últimos episódios estreiam em 26 de julho em streaming.
Disney anuncia planos para conteúdo internacional em sua plataforma de streaming
A Disney confirmou os planos de produção de conteúdo internacional para sua plataforma de streaming ao anunciar o novo executivo que será responsável pelo setor. Não bastasse mirar num mercado explorado até aqui apenas pela Netflix em grande escala, a contratação acirrou o clima de guerra entre as duas empresas, porque o escolhido para potencializar o mercado internacional da Disney+ (Disney Plus) é Matt Brodlie, ex-diretor da divisão de Filmes Originais da Netflix. Brodlie foi quem definiu as estratégias bem-sucedidas de filmes da plataforma, enfatizando produções sci-fi e comédias românticas para adolescentes, o que serve sob medida para o projeto da Disney+ (Disney Plus). Além disso, ele foi responsável por convencer Alfonso Cuarón a lançar “Roma” em streaming. “À medida que procuramos lançar a Disney+ (Disney Plus) além dos EUA nos próximos anos, Matt terá um papel fundamental na execução de nossa estratégia de conteúdo”, disse Ricky Strauss, presidente de Conteúdo e Marketing do Disney+ (Disney Plus), em comunicado. “Ele é um executivo comprovado com os instintos criativos e a experiência correta para ajudar a tornar a Disney+ (Disney Plus) um lugar onde talentos podem criar conteúdo original e de alta qualidade para o público em todo o mundo. Estamos muito felizes em tê-lo em nosso time.” O novo executivo da Disney, que terá o cargo oficial de vice-presidente senior de Desenvolvimento de Conteúdo Internacional, também se disse empolgado por entrar no começo do projeto. “Estou animado com esta oportunidade de ingressar na Disney+ (Disney Plus) neste momento crucial e espero trabalhar de forma colaborativa com as equipes de todo o mundo para criar um entretenimento premium que seja relevante e duradouro”, acrescentou Brodlie. Os planos de internacionalização da Disney+ (Disney Plus) são ótima notícia para os produtores brasileiros, que em breve verão aumentar o leque de opções de plataformas para novos projetos.
Criador de Maniac emplaca duas séries na plataforma de streaming da Warner
A WarnerMedia encomendou duas séries novas de Patrick Somerville, o criador de “Maniac” na Netflix. As atrações serão produzidos para o vindouro serviço de streaming do estúdio. As séries são a comédia de divórcio “Made For Love” e a sci-fi pós-apocalíptica “Station Eleven”. Mas até a comédia tem elementos de tecnologia futurista. “Made For Love” é baseada no romance homônimo de Alissa Nutting e inclui SJ Clarkson (diretora do piloto do spin-off de “Game of Thrones”) na direção e produção dos episódios, enquanto “Station Eleven” adapta o best-seller internacional de Emily St. John Mandel, com direção e produção de Hiro Murai (“Atlanta”). Somerville vai assinar os roteiros e será o produtor executivo de ambas. As encomendas são para 10 episódios em cada série, que serão produzidos, curiosamente, não pela Warner Bros Television (WBTV), mas pela Paramount TV, onde Sommerville tem um contrato de exclusividade. A comédia vai mostrar, de forma absurda e cínica, até onde alguém é capaz de ir por amor e por ódio, abordando divórcio e vingança. A trama segue Segue Hazel Green, uma mulher de 30 e poucos anos, que se divorcia após 10 anos em um casamento sufocante com um bilionário de empresa de tecnologia, que possivelmente é um sociopata. Mas, ao se separar, ela descobre que seu marido implantou um dispositivo revolucionário de monitoramento – o Made for Love – em seu cérebro, permitindo que ele a localize, observe e saiba seus pensamentos e sentimentos o tempo inteiro. Já a sci-fi acompanha os sobreviventes de uma epidemia devastadora, enquanto eles tentam reconstruir e reimaginar o mundo, mantendo apenas o melhor do que foi perdido. Além de ter criado “Maniac”, estrelada por Emma Stone e Jonah Hill, Patrick Somerville escreveu episódios das séries “The Leftovers”, da HBO, “The Bridge”, da FX, e “24: Live Another Day”, da Fox. O serviço de streaming da WarnerMedia ainda não tem previsão de estreia.
Diretora de Para Todos os Garotos que Já Amei vai filmar fábula encantada para a Disney+ (Disney Plus)
A Disney contratou a diretora Susan Johnson, do sucesso da Netflix “Para Todos os Garotos que Já Amei”, para comandar um novo filme de fábula encantada do estúdio. Todos os detalhes da produção, como o título e a premissa, estão sendo mantidos em sigilo. Mas a obra será lançada pelo serviço de streaming Disney+ (Disney Plus). O que põe mais lenha na fogueira da rivalidade entre a Netflix e a Disney. Segundo apurou o site Deadline, o roteiro foi escrito pela estreante em longas Cat Vask (do curta “Grrl Scouts”) e a produção estaria negociando com os atores Olivia Cooke (“Bates Motel”, “Jogador Nº 1”) e Lakeith Stanfield (Atlanta, Corra!) para interpretar o casal principal da trama. A produção se junta a outras produções infantis exclusivas já anunciados para a plataforma, como a versão live-action de “A Dama e o Vagabundo” e uma comédia em que Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) interpreta a filha do Papai Noel. Divulgação
Diretores de Alguma Coisa Assim e As Boas Maneiras se juntam em nova série da Netflix
A Netflix anunciou a produção de mais uma série brasileira, “Boca a Boca”. A produção de seis episódios vai combinar trama adolescente e epidemia. A trama gira em torno de uma doença contagiosa disseminada pelo beijo, que se espalha entre os jovens e afeta o comportamento de uma até então pacata comunidade interiorana. A princípio, parece uma metáfora para o pânico e a intolerância relacionados à Aids. A produção está a cargo de Esmir Filho, o cineasta premiado de “Os Famosos e Os Duendes da Morte” (2009) e “Alguma Coisa Assim” (2017), que também divide o roteiro e a direção dos episódios com outra cineasta premiada, Juliana Rojas, de “Trabalhar Cansa” (2011), “Sinfonia da Necrópole” (2014) e “As Boas Maneiras” (2017). A equipe de roteiristas ainda inclui Marcelo Marchi, Jaqueline Souza e Thais Guisasola. A produção é uma parceria da Gullane e da Fetiche com a Netflix. O elenco ainda não foi definido e não há previsão de estreia.
Musical de Ryan Murphy para a Netflix terá Meryl Streep e Nicole Kidman
O produtor Ryan Murphy (“American Horror Story”, “9-1-1”) está preparando seu projeto mais ambicioso. Ele vai escrever e dirigir a adaptação do musical da Broadway “The Prom” para a Netflix e, segundo o site Deadline, o elenco é de cair o queixo. Para a produção, Murphy convidou Meryl Streep, que já provou seu talento em musicais como “Mamma Mia!” e “Caminhos da Floresta”, Nicole Kidman, que retorna ao gênero após sua incursão em “Moulin Rouge!”, James Corden, outro cantor de “Caminhos da Floresta”, além de Awkwafina (“Podres de Ricos”), Keegan-Michael Key (“Predador”), Andrew Rannells (“Girls”), Kerry Washington (“Scandal”), Ariana DeBose (“Hamilton”) e outros. A história começa na Broadway e vai parar no interior homofóbico dos Estados Unidos. Streep vai interpretar Dee Dee Allen, uma atriz de teatro duas vezes vencedora do Tony, que esteve com Barry Glickman (Corden) num musical fracassado sobre a ex-primeira dama Eleanor Roosevelt. Após críticas terríveis que podem acabar com suas carreiras, eles decidem se juntar aos personagens de Kidman e Rannells, novatos na Broadway, em busca de uma causa capaz de despertar interesse público e mostrar que eles ainda são relevantes. Acabam descobrindo o caso de uma garota do Ensino Médio de Indiana que é proibida de levar a namorada no baile de formatura (o “prom” do título) da escola. O papel da garota, chamada Emma, ainda não foi escalado. As filmagens de “The Prom” começam em dezembro para um possível lançamento no final de 2020. A ambição é tanta que a data sugere a intenção de qualificar o filme para o Oscar.
Tripulação original da Enterprise deve voltar em curta da série Short Treks
A participação da tripulação original da nave Enterprise foi um dos principais destaques da 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”. E tanto os fãs pediram que os personagens devem retornar em breve. Infelizmente, não numa série derivada, mas num curta-metragem da série de antologia “Short Treks”. Mark Pellington, diretor de um dos episódios, publicou recentemente no Instagram uma foto em que aparece ao lado de Ethan Peck (Spock) e Rebecca Romijnn (a Número Um), acompanhada pela palavra “Short Treks”. A foto acabou deletada, mas os fãs tiraram fotos e o post original pode ser conferido abaixo. O desfecho da 2ª temporada de “Star Trek: Discovery” mostrou a nave Discovery indo 950 anos para o futuro, mas a narrativa continuou focando os personagens que ficaram na linha temporal original, encerrando o episódio com a tripulação da Enterprise. Isto é, a tripulação do piloto de “Jornada nas Estrelas” recusado de 1964, que acabou se tornando conhecida quando um episódio de flashback de 1966 mostrou que Kirk não tinha sido o primeiro capitão da famosa nave espacial. A tripulação original teve grande importância na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery” e, apesar do medo dos produtores ao incluir esses personagens, a estratégia acabou agradando aos fãs. Demais até, pois eles têm feito campanhas para que suas aventures continuem. A revista The Hollywood Reporter chegou a perguntar a Alex Kurtzman, criador e showrunner de “Discovery”, ao final da temporada, se haveria chance dos personagens voltarem. Kurtzman disse que sim. “Os fãs foram ouvidos. Tudo é possível no mundo de ‘Star Trek'”, afirmou Kurtzman, sugerindo que os espectadores voltariam a ver a ponte de comando da Enterprise preenchida pelo Capitão Pike (Anson Mount), Spock (Ethan Peck) e a Número Um (Rebecca Romijn). “Eu adoraria trazer de volta essa tripulação, mais do que tudo. Foi um enorme risco para nós. Uma das coisas mais gratificantes foi ver quão profundamente os fãs abraçaram Pike, Spock, Número Um e a Enterprise. A ideia de contar mais histórias com eles seria uma delícia para todos nós”, concluiu. O episódio de “Short Treks” focado na Enterprise ainda não foi confirmado oficialmente. Além dessa provável participação, o universo trekker em breve ganhará uma nova atração passada na mesma linha temporal dos personagens, que pode incluir novas aparições de Pike, Spock e Número Um. Trata-se de uma atração sobre a Seção 31, a organização semi-secreta e autônoma da Federação, que será estrelada por Michelle Yeoh, retomando a personagem da Imperatriz Georgiou, e Shazad Latif como Ash Tyler. Saiba mais aqui. “Star Trek: Discovery” é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
George Clooney vai estrelar e dirigir ficção científica para a Netflix
O ator George Clooney fechou contrato com a Netflix para o seu próximo trabalho. A plataforma anunciou que ela vai estrelar e dirigir “Good Morning, Midnight”. A produção será a primeiro ficção científica dirigida por Clooney, mais acostumado a se alternar entre dramas e comédias. A trama pós-apocalíptica é uma adaptação do livro de mesmo nome de Lily Brooks-Dalton, que acompanha a história de Augustine (Clooney), um cientista solitário no Ártico, que tenta fazer contato com a tripulação da nave espacial Aether, enquanto eles buscam voltar para a Terra. A adaptação foi escrita por Mark L. Smith, roteirista de “O Regresso” (2015) e “Operação Overlord” (2018). “Mark é um escritor que admiramos há muito tempo e seu roteiro está assombrando. Estamos entusiasmados em trabalhar com nossos amigos na Netflix também”, disseram Clooney e seu sócio, o produtor Grant Heslov, em comunicado sobre o projeto. O último filme dirigido por Clooney foi a comédia de humor negro “Suburbicon: Bem-vindos ao Paraíso”, de 2017, que não foi bem-recebida por público e crítica. Depois disso, ele estrelou, produziu e dirigiu a série “Catch 22” na plataforma de streaming Hulu.
Krysten Ritter descarta voltar a viver Jessica Jones em nova série
A atriz Krysten Ritter descartou retornar ao papel de Jessica Jones, caso a série da heroína seja resgatada por outro canal ou plataforma. Em entrevista ao site TVLine, ela disse que a 3ª temporada encerrou a história de “Jessica Jones” para ela. “Se acho que vou interpreta-la novamente? Não. Sinto que já fiz o que tinha fazer, sabe? E me sinto muito bem como concluídos as coisas. A porta se fechou de uma forma satisfatória”, disse Ritter. “Jessica Jones” foi a última série da Marvel na Netflix. Os capítulos finais chegaram ao streaming em 14 de junho. E seu final também marcou o fim da parceria, que desandou com o anúncio do projeto da plataforma Disney+ (Disney Plus). Todas as séries da parceria (“Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage”, “Punho de Ferro” e “Justiceiro”) foram canceladas como retaliação. Uma cláusula contratual proíbe os personagens de serem reutilizados pela Disney durante um período de dois anos. Mas há rumores de resgate na Disney+ (Disney Plus).
Estreia de Neon Genesis Evangelion na Netflix gera polêmica com queixas de censura
O anime clássico “Neon Genesis Evangelion”, marco da animação da TV japonesa, chegou à Netflix na sexta-feira (21/6). E o lançamento já virou polêmica nos Estados Unidos, porque a série ganhou uma nova tradução, que transformou o desenho revolucionário dos anos 1990 num produto conservador. Uma das cenas mais alteradas diz respeito ao momento em que os personagens Kaworu e Shinji declaram seu amor. Tanto na dublagem quanto na nova legendagem, o contexto homossexual foi suprimido, tornando a intenção dos personagens apenas subentendida, praticamente um amor fraternal. “Eu te amo” virou “eu gosto de você”. Veja abaixo a comparação das versões. A mudança na declaração de afeto gay fez vários fãs considerarem a tradução um ato de censura. Eles também repararam que os palavrões foram cortados, tirando a força da raiva dos personagens em diversos momentos. Responsável pela tradução, Dan Kanemitsu respondeu às críticas no Twitter. “Eu não estou em posição de responder pela cena específica que você citou, mas digo que, em todas as minhas traduções, eu tentei manter ao máximo a fidelidade ao material original”, disse Kanemitsu. Mas não ficou nisso. Em outro tuíte, ele se autoatribuiu a função de roteirista, tentando explicar o sentido da cena original citada, que ele não escreveu. “O poder do storytelling depende da habilidade que a audiência tem em estabelecer relações emocionais com os personagens, além de reconhecer a intimidade entre as pessoas baseado em inferências. Uma coisa é os personagens confessarem seu amor e outra é eles inferir que existe uma afeição entre eles e deixar o público em dúvida […] deixar espaço para a interpretação é o que deixa tudo mais divertido”, afirmou o tradutor. Um internauta não resistiu e rebateu: “O problema com o poder do storytelling é que ele não te pertence. A história já foi contada. Você está aí só para traduzi-la. Não para mudá-la”. Nesta discussão, é importante reparar que a versão dos quadrinhos de “Evangelion” é mais explicita ao representar a cena censurada, com um beijo de Kaworu em Shinji, que não dá margens à interpretação. E eles não se beijam apenas uma vez. O fórum dedicado à tradução do desenho no Reddit tem mais de 500 reclamações diferentes, inclusive sobre “traduções” com inglês mal-falado, como o uso da palavra “children” no plural, quando o correto seria “child” no singular, resultando num “japinglês” tosco – “a terceira crianças”. A série animada também ganhou uma nova dublagem no Brasil. As dublagens anteriores da animação foram feitas pelos estúdios Mastersound (para o já extinto canal pago Locomotion) e, posteriormente, Álamo (para exibição na Animax). Já o relançamento foi redublado pela VoxMundi Audiovisual, com direção de dublagem por Fábio Lucindo – por coincidência, responsável por dar voz ao protagonista Shinji Ikari em todas as versões. O estúdio também redublou os filmes “End of Evangelion” (1997) e a continuação “Evangelion: Death (True)²”, ambos disponibilizados no catálogo da Netflix. Outro detalhe: além das dublagens/legendagens diferentes, a nova versão se diferencia das anteriores por não incluir a música “Fly Me to the Moon” nos créditos finais. Veja abaixo o final dos episódios originais japoneses, que não está no lançamento da Netflix. The power of storytelling sometime depends on the ability of audiences to establish emotional relationships with the characters, as well as, recognize intimacy between people based on inferences. — 兼光ダニエル真 (@dankanemitsu) June 21, 2019 sorry but this is not ok (right is from the new netflix eva script) pic.twitter.com/LehJYFjMng — Jimmy Gnome (@jimmygnome9) June 21, 2019








