Plataforma HBO Max será lançada em maio nos Estados Unidos
A WarnerMedia anunciou nesta terça (29/10) que o serviço de streaming HBO Max será lançado em maio de 2020 nos Estados Unidos. O projeto é a aposta bilionária do conglomerado para enfrentar a guerra dos streamings, e vai chegar após a estreia dos concorrentes Apple TV+ (em 1 de novembro) e Disney+ (Disney Plus) (12 de novembro), que tentarão destronar Netflix e Amazon. Prometendo 10 mil horas de conteúdo já na sua estreia, o serviço terá conteúdo das emissoras HBO, TNT, TBS, TCM (Turner Classic Movies), TruTV e The CW, dos canais de animação Cartoon Network, Rooster Teeth, Adult Swim e Crunchyroll, e também todo o catálogo da Warner Bros., New Line, Looney Tunes, CNN e DC Entertainment, além de produções da BBC, num acordo recentemente firmado. Isso significa séries como “Game of Thrones”, “Big Little Lies”, “Pretty Little Liars”, “Doctor Who”, “The Alienist”, “Rick and Morty” e “Chernobyl”, além de milhares de filmes, atrações clássicas da TV – entre elas, o fenômeno “Friends”, que sairá da Netflix – e produções originais. O objetivo é estrear já com 31 atrações inéditas e exclusivas. A plataforma tem diversos projetos exclusivos em desenvolvimento, desde um filme inédito de Stephen Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) até novas séries produzidas por Melissa Rosenberg (criadora de “Jessica Jones”), John Wells (criador de “Shameless”) e Lena Dunham (criadora de “Girls”), sem esquecer uma continuação de “Gossip Girl”, desenhos animados inéditos e séries de super-heróis da DC Comics, criadas especialmente para a plataforma. No evento de apresentação da plataforma, a WarnerMedia ainda revelou que a HBO Max custará mais que os serviços equivalentes dos rivais (US$ 14,99 por mês, contra US$ 12,99 da Netflix, US$ 6,99 da Disney+ (Disney Plus) e US$ 4,99 da Apple TV+), mas será oferecida gratuitamente por um ano para quem já é assinante da HBO. O lançamento da HBO Max deve acontecer rapidamente na América Latina, inclusive com a produção de séries locais, mas, por enquanto, o mercado brasileiro está fora dos planos. Em comunicado sobre sua expansão latina, a empresa explicou que “investimento direto adicional no Brasil não é atualmente atrativo para nós devido à incerteza regulatória existente no país”. Trata-se da dificuldade encontrada no país para a legalização da compra da Warner pela AT&T, já finalizada nos Estados Unidos e em vários países do mundo. No Brasil, porém, a Anatel tem posição contrária ao negócio, em função das restrições à propriedade cruzada existentes no artigo 5 da Lei do SeAC (Lei.12.485/2011). O que acontece é que a Warner Media é controladora dos canais Turner e HBO e a AT&T é controladora da Sky, segunda maior operadora de TV paga brasileira. As regras da Lei do SeAC impedem que empresas de programação atuem como operadoras e vice-versa. Tanto a procuradoria da Anatel quanto as superintendências técnicas são contrárias à operação. Enquanto isso, o Congresso discute, em diferentes projetos de lei, uma mudança na Lei do SeAC que permita à AT&T manter o controle simultâneo da Sky e as operações da Warner Media no Brasil. A proposta mais avançada é o PLS 3.832/2019, do Senador Vanderlan Cardoso (PP/GO), que está na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovações do Senado. O projeto, que é terminativo, chegou a ser trazido para a pauta de votação por três semanas seguidas, mas diante dos interesses conflitantes que apareceram sobretudo em relação às polêmicas sobre o enquadramento dos serviços de Internet à luz da Lei do SeAC, acabou sendo retirado de pauta e ainda não há data para a votação. O relatório do senador Arolde de Oliveira (PSD/RJ) sobre o projeto de lei quer tratar a questão da Internet juntamente com a questão da propriedade cruzada, e isso tem gerado atritos para a tramitação da matéria. Graças ao impasse, a WarnerMedia decidiu não avançar seus negócios no Brasil. Isto inclui o lançamento da plataforma de streaming HBO Max. Veja abaixo, um vídeo de apresentação do novo serviço.
A Princesa e a Plebeia vai ganhar sequência na Netflix
A Netflix vai produzir uma continuação de “A Princesa e a Plebeia” (The Princess Switch), comédia romântica estrelada por Vanessa Hudgens (de três “High School Musical”). O filme original era numa versão moderna e feminina da famosa fábula de Mark Twain, “O Príncipe e o Mendigo”. Na trama, uma turista americana trocava de lugar com uma nobre europeia, idêntica à ela mesma, para que a princesinha pudesse descobrir como é viver longe das regras da monarquia. A ex-estrelinha da Disney estrelou a produção no papel duplo do título nacional, e obviamente encontrou o romance também em dose dupla, incorporado por Sam Palladio (“Nashville”) e Nick Sagar (“Caçadores de Sombras”). A premissa da continuação já foi divulgada e vai incluir uma terceira “gêmea”. Intitulado em inglês “The Princess Switch: Switched Again” vai mostrar Margaret (Hudgens) herdando inesperadamente o trono de Montenaro, ao mesmo tempo que seu romance experimenta um período conturbado. Assim, caberá novamente à sua dublê Stacy (também Hudgens) salvar o dia antes que uma terceira jovem idêntica e festeira, chamada Fiona (Hudgens novamente), frustre todos os planos de final feliz da história. Toda a equipe criativa também estará de volta, incluindo o diretor Mike Rohl e a veterana roteirista de TV Robin Bernheim, que divide os créditos da franquia com sua assistente Megan Metzger. Anteriormente, os três trabalharam juntos na produção canadense “Quando Chama o Coração: A Série”. As gravações devem acontecer em dezembro no Reino Unido, para uma estreia no final de 2020 em streaming. Relembre abaixo o trailer do primeiro filme, lançado pela Netflix em novembro do ano passado.
Another Life: Série sci-fi da Netflix é renovada para sua 2ª temporada
Demorou, mas a Netflix finalmente decidiu renovar a série sci-fi “Another Life” para sua 2ª temporada. O anúncio foi compartilhado por Katee Sackhoff, protagonista da série, em suas redes sociais. A produção marca a volta da atriz às tramas espaciais, dez anos após o final da cultuada “Battlestar Galactica”. A trama é centrada na astronauta Niko Breckinridge (personagem de Sackhoff), que lidera uma missão para explorar a existência de vida inteligência alienígena, por meio da investigação do provável planeta de uma nave misteriosa estacionada na Terra. Isto leva sua equipe a enfrentar perigos inimagináveis e uma viagem que poderia não ter volta. A premissa, que lembra uma combinação de “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Esfera” (1998) e “A Chegada” (2016), dividiu opiniões. A crítica reprovou a quantidade de clichês, resultando numa das piores notas de séries da Netflix no Rotten Tomatoes (apenas 6% de aprovação). Entretanto, o público adorou, transformando a série numa das mais comentadas da plataforma nas redes sociais, porque a história melhora drasticamente após os primeiros episódios. O elenco também inclui Selma Blair (do “Hellboy” original), Elizabeth Faith Ludlow (“The Walking Dead”), Justin Chatwin (“Shameless”), Jake Abel (“The Beach Boys: Uma História de Sucesso”), Jessica Camacho (“The Flash”), Blu Hunt (“The Originals”), A.J. Rivera (“Grandfathered”), Samuel Anderson (“Witless”), Alexander Eling (“Shadowhunters”) e Greg Hovanessian (“The Mist”). “Outra Vida” é uma criação de Aaron Martin (criador da série de terror “Slasher”) e tem produção de Noreen Halpern (minissérie “Alias Grace”). Com 10 episódios, 1ª temporada foi lançada em 25 de julho e terminou num grande cliffhanger, que será resolvido nos novos episódios, com a volta da nave da protagonista para a Terra, onde os alienígenas já começaram a implementar sua agenda de dominação e extermínio. I have the most exciting news! Another Life is coming back for Season 2 on @Netflix! Can’t wait to see you all back in space❤️❤️?? #AnotherLife @NXOnNetflix pic.twitter.com/PUSFwJbIuF — Katee Sackhoff (@kateesackhoff) October 29, 2019
Netflix testa opção de exibir programas com velocidade alterada e irrita Hollywood
A Netflix começou a testar uma ferramenta que permite a seus assinantes assistir séries e filmes em velocidade alterada. Assim, será possível ver qualquer cena em slow motion ou completar uma maratona em menor tempo com exibição acelerada. “Se você o tiver [aplicativo da Netflix], poderá diminuir a velocidade para 0,5x ou 0,75x, ou aumentá-lo para 1,25x ou 1,5x. Os primeiros podem ser úteis se você quiser ver uma cena em câmera lenta, estiver aprendendo um idioma e quiser um ritmo tranquilo para assimilar tudo o que está sendo dito… ou se você é viciado em ‘Gilmore Girls’; enquanto o último pode ser bom caso esteja assistindo a um documentário lento ou revendo seu programa favorito”, descreveu o site norte-americano Uproxx, ao testar a opção. O recurso já existe no YouTube, que permite os internautas acelerarem até a velocidade 2x. Ao adotar essa opção, vídeos de dez minutos de duração são vistos por completo em cinco minutos. Não só lá, mas vários players de mídia digital trazem opção de velocidade de reprodução. Mas a ideia de assistir a um filme rápido é bem mais antiga, na verdade, que o streaming. Ela tem a idade dos controles remotos de VHS, que introduziram o botão fast forward. Para completar, o costume de usar aceleração para consumir conteúdo tornou-se uma opção popular com o advento dos áudio books. Claro que a qualidade fica comprometida. A aceleração altera significativamente o áudio dos conteúdos, criando um “efeito” similar ao som das vozes de “Alvin e os Esquilos”. Além de mudar o ritmo das produções. Por conta disso, vários cineastas e atores americanos resolveram reclamar nas redes sociais contra a decisão da plataforma de permitir aos usuários ver o conteúdo como quiserem. “Pare”, disse o ator Aaron Paul, da série “Breaking Bad” e do recente filme “El Camino”. “Não tem a menor chance de a Netflix levar isso adiante. Isso significaria que eles estão assumindo completamente o controle da arte de todos e as estão destruindo. A Netflix é muito melhor que isso. Estou certo, Netflix?” O diretor e comediante Judd Apatow, criador da comédia romântica “Love”, que teve três temporadas produzidas pela Netflix, também criticou a nova ferramenta e ainda ameaçou a empresa com retaliação. “Não me obrigue a ligar para todos os diretores e showrunners da Terra para lutar contra você nisso. Economize meu tempo. Eu vencerei, mas levará uma tonelada de tempo. Não f*** com o nosso tempo. Nós lhe demos coisas agradáveis. Deixe-as como elas deveriam ser vistas”, escreveu o cineasta. Aparentemente, eles querem proibir a Netflix de fazer o que já é possível com o controle remoto da casa de bilhões de consumidores no mundo inteiro.
Temporada final de Lucifer será dividida em duas partes
A Netflix vai dividir a última temporada de “Lucifer” em duas partes. Quem revelou a novidade foi o próprio astro da série, Tom Ellis, ao programa “The Kelly Clarkson Show”. “A 5ª temporada de ‘Lucifer’ será dividida em duas partes. A Netflix lançará oito episódios, depois fará uma pequena pausa, e aí lançará os outros oito episódios”, disse o ator durante uma visita da cantora/apresentadora e sua família ao set da produção. Veja abaixo. A plataforma tem adotado cada vez mais o costume de dividir temporadas em duas partes – uma prática comum na TV, que originou o termo “midseason”. Já fez isso, de forma assumida, em séries como “The Ranch” e “BoJack Horseman”, mas também escamoteia o costume, ao substituir a denominação “temporada” por “parte” em produções como “La Casa de Papel” e “O Mundo Sombrio de Sabrina”. A temporada final de Lucifer teria inicialmente apenas 10 episódios, mas a Netflix decidiu estender o total para 16, visando permitir aos produtores encerrar a trama de forma apropriada. A estreia dos oito episódios iniciais está prevista para maio de 2020.
The Mandalorian: Série live-action de Star Wars ganha novo trailer repleto de ação
A Disney divulgou um novo trailer de “The Mandalorian”, primeira série live-action derivada da saga “Star Wars”. A prévia é narrada pelo personagem do cineasta alemão Werner Herzog (“O Homem Urso”) e traz o protagonista mascarado vivido por Pedro Pascal (“Narcos”) em meio a muitas cenas de ação. Criada, escrita e produzida pelo cineasta Jon Favreau (“O Rei Leão”), a série da plataforma Disney+ (Disney Plus) tem sido descrita como uma odisseia de pistoleiros que combina tramas do Velho Oeste com cenários de ficção científica, e o vídeo reforça essa sensação, ao apresentar o personagem-título como um caçador de recompensas espacial que atira primeiro e faz perguntas depois. Vale lembrar que o título refere-se a um nativo do planeta Mandalore, que os fãs de “Star Wars” conhecem como a terra natal dos notórios caçadores de recompensas Boba Fett e Jango Fett, evocados no visual de Pascal. O ator nunca aparece sem um elmo de metal sobre o rosto. Os demais intérpretes do elenco também são vistos no trailer. A lista inclui Carl Weathers (o Apollo de “Rocky”), Gina Carano (“Deadpool”), Giancarlo Esposito (“Breaking Bad”), um robô (IG-11) dublado por outro cineasta, Taika Waititi (de “Thor: Ragnarok”), e um alienígena (um Ugnaught chamado Kuiil) que tem a voz do veterano ator Nick Nolte (“Invasão ao Serviço Secreto”). Os episódios foram dirigidos por Dave Filoni (responsável pelas séries de animação “The Clone Wars” e “Star Wars Rebels”), o citado Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”), Rick Famuyiwa (“Dope: Um Deslize Perigoso”), Deborah Chow (“Fear the Walking Dead”) e a atriz Bryce Dallas Howard (de “Jurassic World”), filha de Ron Howard, que comandou o recente “Han Solo: Uma História Star Wars” (2018). A série vai estrear junto da plataforma Disney+ (Disney Plus), que será lançada em 12 de novembro nos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália e Nova Zelândia. A expectativa é que o serviço de streaming chegue ao Brasil em 2020.
The Mandalorian: Primeira série live-action de Star Wars ganha cinco pôsteres de personagens
A Disney divulgou uma coleção de pôsteres de “The Mandalorian”, primeira série live-action derivada da saga “Star Wars”. As artes destacam os personagens principais da produção: o mandaloriano do título (vivido por Pedro Pascal, de “Narcos”), Cara Dune (Gina Carano, de “Deadpool”), Greef Carga (Carl Weathers, o Apollo de “Rocky”), além do robô IG-11 e um alienígena chamado Kuiil. Uma curiosidade sobre o robô é que, embora similar a IG-88, que foi introduzido – muito brevemente – em “O Império Contra-Ataca” (1980) junto com os caçadores de recompensas Boba Fett, Dengar, Bossk, Zuckuss e 4-LOM, ele é inédito na franquia e será dublado na série pelo cineasta Taika Waititi (de “Thor: Ragnarok”), que também assina um episódio como diretor. Já Kuiil é um Ugnaught, que tem a voz do veterano ator Nick Nolte (“Invasão ao Serviço Secreto”). A série da plataforma Disney+ (Disney Plus) tem sido descrita como uma odisseia de pistoleiros que combina tramas do Velho Oeste com cenários de ficção científica. Vale lembrar que o título refere-se a um nativo do planeta Mandalore, que os fãs de “Star Wars” conhecem como a terra natal dos notórios caçadores de recompensas Boba Fett e Jango Fett, evocados no visual de Pedro Pascal. Criada, escrita e produzida pelo cineasta Jon Favreau (“O Rei Leão”), a série se passa após a queda do Império e antes da emergência da Primeira Ordem. Isto é, entre os filmes “Star Wars: O Retorno de Jedi” (1983) e “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). E vai estrear junto da plataforma Disney+ (Disney Plus), em 12 de novembro nos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália e Nova Zelândia. A expectativa é que o serviço de streaming chegue ao Brasil em 2020.
Drácula: Nova série dos criadores de Sherlock ganha primeiro teaser
A rede britânica BBC divulgou o primeiro teaser de “Drácula”, série coproduzida pela Netflix, que revisita a famosa história de terror gótico de Bram Stoker. O projeto foi desenvolvido pelos roteiristas-produtores Mark Gatiss e Steven Moffat, criadores de “Sherlock”, que vão escrever todos os episódios, e traz o ator dinamarquês Claes Bang (de “The Square: A Arte da Discórdia”) como o personagem-título. Por sinal, a produção de “Drácula” vai seguir o mesmo formato de “Sherlock”, com uma 1ª temporada curta, contendo capítulos de longa duração, como se cada história fosse um filme. Ao todo, foram encomendados três episódios de 90 minutos, que contarão como o vampiro da Transilvânia medieval vai parar na “moderna” Londres vitoriana, do final do século 19. Ainda sem previsão de estreia, “Drácula” retornará à TV seis anos após o cancelamento de uma série homônima da rede NBC, que trouxe Jonathan Rhys Meyers no papel-título em 13 episódios. A atração será o primeiro projeto televisivo de Gatiss e Moffat desde o lançamento da 4ª temporada de “Sherlock” em janeiro de 2017. Moffat também era o showrunner de “Doctor Who” até o ano passado e atualmente desenvolve uma série baseada na sci-fi “The Time Traveler’s Wife” para a HBO.
El Camino revela o que aconteceu com Jesse Pinkman
O que aconteceu com Jesse Pinkman? “Breaking Bad” é uma série perfeita, mas deixou essa coceira nos fãs desde que Vince Gilligan encerrou a melhor produção norte-americana feita para o formato nesta década. A lacuna permitiu aos adeptos exercitarem a imaginação. Embora o passado não pudesse ser apagado, Jesse teria finalmente a chance de seguir adiante. Não exatamente com uma redenção, o que seria praticamente impossível. Mas ter a chance de recomeçar quando se tem a vida inteira pela frente? Bom, isso foi uma bênção de Vince Gilligan para o personagem. Porém, a polícia poderia pegá-lo. Ou matá-lo durante a fuga. Vai saber. O ponto é que, no fundo, todas as possibilidades deveriam estar corretas, contanto que o espectador escolhesse o caminho do otimismo ou do pessimismo. Em outras palavras, não havia necessidade de nenhuma continuação de “Breaking Bad”. Ninguém precisa confirmar o destino de Walter White nem saber como Skylar e Walter Jr. seguiram depois dos eventos do último episódio. Só que Vince Gilligan achou que ainda devia algo a Jesse Pinkman. E “El Camino: A Breaking Bad Movie” começa no exato momento em que deixamos o personagem imortalizado por Aaron Paul. Como esperado, o filme não faz a menor diferença. Parece somente um epílogo para Jesse, um longo apêndice de “Breaking Bad”, sem surpresas, em que o único objetivo é colocar um ponto final na saga do personagem. Por outro lado, Vince Gilligan acerta em não acrescentar qualquer coisa que mude o que vimos antes. Em resumo, não passa de aperitivo para os fãs. É como rever velhos amigos mesmo quando não temos nada a dizer no encontro. Quem nunca viu “Breaking Bad”, além de precisar de tratamento médico, deve passar longe de “El Camino”. Escrito e dirigido por Gilligan, o filme tem uma vantagem para quem gosta da série: parece que o tempo não passou. É como se tivessem filmado “El Camino” na sequência do último episódio de “Breaking Bad”. Curiosamente, com uma perspectiva mais reflexiva, meditativa do que na série, enquanto dá olá a alguns rostos conhecidos. Nunca de forma gratuita, mas para alavancar cada decisão seguinte de Jesse. Por mais que esse também seja o propósito de cada flashback, acho que Gilligan exagerou na dose com esse recurso geralmente preguiçoso. “Breaking Bad” nunca dependeu disso, de forma diferente de Lost. E isso deixou “El Camino” bem moroso. Mas OK. O filme pode não ser um exemplo do que Vince Gilligan é capaz de fazer como roteirista, mas certamente permite mostrar que o cara está cada vez melhor como diretor. Que ele sabe contar uma história visualmente, todos nós temos certeza. Mas caprichou demais na hora de posicionar a câmera em alguns pontos insanos, vide o duelo no finalzinho. Será interessante ver mais trabalhos de Vince Gilligan como diretor e roteirista, mas longe de “Breaking Bad”. Ele tem muito a acrescentar tanto na TV quanto no cinema. Da mesma forma que Aaron Paul, que merece mais chances. Aliás, o ator ainda deixa a impressão de que não desligou do personagem nem por um segundo. É de impressionar quando lembramos que Jesse vivia um bastante momento pesado da última vez que o vimos em “Breaking Bad”. É um belo trabalho de Aaron Paul que, aos poucos, dá a Jesse a paz que ele merece. É só notar sua expressão em sua última cena em “Breaking Bad” e em sua última cena em “El Camino”. A transição entre duas distintas sensações de liberdade mostradas pelo ator vale mais que toda a história contada neste filme.
The Crown: Nova família real da série ganha pôsteres individuais
A Netflix divulgou cinco pôsteres individuais dos intérpretes da família real britânica na 3ª temporada da série “The Crown”. A série, que começou nos anos 1950, chega nos próximos episódios à década de 1970, e com isso promove uma mudança completa em seu elenco, com atores mais velhos nos papéis principais para refletir a passagem do tempo. Olivia Colman (vencedora do Oscar 2019 por “A Favorita”) assumiu o papel da Rainha Elizabeth II, vivida por Claire Foy nas duas primeiras temporadas da série, Tobias Menzies (série “Outlander”) se tornou o príncipe Philip e Helena Bonham Carter (“Cinderela”) a princesa Margaret – personagens anteriormente vividos por Matt Smith e Vanessa Kirby. Além deles, os cartazes destacam Josh O’Connor (“Reino de Deus”) como o jovem Príncipe Charles e Erin Doherty (“Call the Midwife”) como sua irmã, a Princesa Anne. Outros integrantes da nova fase incluem Jason Watkins (“A Bússola de Ouro”) no papel do primeiro-ministro Harold Wilson, e Emerald Fennell (“Call the Midwife”) na pele de Camilla Parker-Bowles, o primeiro amor do Príncipe. Por sinal, a intérprete da Princesa Diana também já se encontra definida, mas a atriz Emma Corrin (“Pennyworth”) deve ser introduzida só na 4ª temporada da série, gravada simultaneamente pelos produtores. O mesmo deve acontecer com a Margaret Thatcher de Gillian Anderson (“Arquivo X”), que assumiu o poder em 1979. A 3ª temporada de “The Crown” será lançada em 17 de novembro em streaming.
Irmandade: Vídeo de bastidores traz depoimentos de Seu Jorge, Naruna Costa e Hermila Guedes
A Netflix divulgou um vídeo de bastidores de “Irmandade”, série nacional estrelada por Seu Jorge (“Cidade de Deus”) sobre uma facção criminosa nascida em presídios. A prévia traz depoimentos do elenco e cenas da trama, que se passa nos anos 1990 e traça paralelos com a fundação do PCC e as rebeliões nos presídios paulistas do período. Além de Seu Jorge, destacam-se no vídeo as participações de Naruna Costa (“Hoje eu Quero Voltar Sozinho”) e Hermila Guedes (“Céu de Suely”). Na série, a advogada Cristina (Naruna Costa) é pressionada a se reaproximar do irmão Edson (Seu Jorge), líder da Irmandade, para virar informante da polícia. Com as batidas e prisões que se seguem, outro líder da facção, Carniça (Pedro Wagner, de “Tungstênio”), passa a desconfiar que há um rato (traidor) na organização, e o cerco começa a se fechar. Ao mesmo tempo, conforme se infiltra na Irmandade, Cristina começa a questionar seus próprios valores sobre a lei e a justiça, e entra em contato com um lado sombrio de si mesma que não imaginava ter. O elenco também inclui Lee Taylor (“O Mecanismo”) como Ivan, um detento oportunista afiliado à Irmandade. A série tem produção da 02 e foi criada pelo cineasta Pedro Morelli (“Zoom”), que divide a direção dos episódios com Gustavo Bonafé (“O Doutrinador”) e Aly Muritiba (“Ferrugem”), e conta com Felipe Sant’Angelo (“Pedro e Bianca”) como roteirista-chefe. Os oito episódios da 1ª temporada foram disponibilizados na sexta (25/10) em streaming.
HBO Max pode não ser lançada no Brasil
O Brasil pode ficar sem a plataforma de streaming HBO Max. Foi o que a WarnerMedia revelou, por meio de um comunicado a respeito de sua estruturação na América Latina. O texto aborda a compra da parte do parceiro Ole Communications na administração da HBO, MAX, Cinemax e HBO Go nos países de língua espanhola da América Latina e no Caribe. Essa transação tem o objetivo de preparar terreno para o lançamento do HBO Max, serviço de streaming que englobará todas as produções da Warner Bros. Mas a aquisição das cotas de parceiros latinos deixou de fora o Brasil, “devido à incerteza regulatória existente no país”. “Temos a opção de adquirir os negócios no Brasil, mas não faremos isso no momento”, diz o comunicado. “Como dissemos, investimento direto adicional no Brasil não é atualmente atrativo para nós devido à incerteza regulatória existente no país. Apoiamos e continuamos otimistas quanto aos esforços em andamento para alterar a lei do SeAC de sorte a garantir que o setor de mídia tenha uma estrutura regulatória clara e previsível que promova o investimento e a inovação”. Trata-se da dificuldade encontrada no país para a legalização da compra da Warner pela AT&T, já finalizada nos Estados Unidos e em vários países do mundo. No Brasil, porém, a Anatel tem posição contrária ao negócio, em função das restrições à propriedade cruzada existentes no artigo 5 da Lei do SeAC (Lei.12.485/2011), citada no comunicado. O que acontece é que a Warner Media é controladora dos canais Turner e HBO e a AT&T é controladora da Sky, segunda maior operadora de TV paga brasileira. As regras da Lei do SeAC impedem que empresas de programação atuem como operadoras e vice-versa. Tanto a procuradoria da Anatel quanto as superintendências técnicas são contrárias à operação. Enquanto isso, o Congresso discute, em diferentes projetos de lei, uma mudança na Lei do SeAC que permita à AT&T manter o controle simultâneo da Sky e as operações da Warner Media no Brasil. A proposta mais avançada é o PLS 3.832/2019, do Senador Vanderlan Cardoso (PP/GO), que está na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovações do Senado. O projeto, que é terminativo, chegou a ser trazido para a pauta de votação por três semanas seguidas, mas diante dos interesses conflitantes que apareceram sobretudo em relação às polêmicas sobre o enquadramento dos serviços de Internet à luz da Lei do SeAC, acabou sendo retirado de pauta e ainda não há data para a votação. O relatório do senador Arolde de Oliveira (PSD/RJ) sobre o projeto de lei quer tratar a questão da Internet juntamente com a questão da propriedade cruzada, e isso tem gerado atritos para a tramitação da matéria. Graças ao impasse, a WarnerMedia decidiu não avançar seus negócios no Brasil. Isto inclui o lançamento da plataforma de streaming HBO Max.
The Witcher: Série estrelada por Henry Cavill ganha novas fotos com batalhas e monstros
A Netflix divulgou oito fotos inéditas de “The Witcher”, que ilustram cenas de batalhas, monstros, feiticeiras e cenários congelados, que reforçam uma sensação de que “o inverno está chegando” – isto é, uma sensação de “Game of Thrones”. Assim como “Game of Thrones”, a série de streaming é baseada numa famosa saga literária de fantasia, criada pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski. A diferença é que “The Witcher” foi adaptado para videogame antes de virar série, criando maior expectativa em relação a seu visual épico. Na série, Henry Cavill (“Batman vs. Superman”) vive Geralt of Rivia, caçador de monstros num mundo de fantasia medieval, onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele deseja é ser deixado sozinho e em paz, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. O papel marca a volta de Cavill às séries. Ele ficou conhecido após estrelar “The Tudors”, entre 2007 e 2010. Desde então, o ator britânico virou um dos astros de maior destaque de Hollywood, não só como Superman em “O Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça”, mas também em filmes de ação como “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e “O Agente da U.N.C.L.E.”. Já as protagonistas femininas são Freya Allan (da série “Into the Badlands”), escalada como a Princesa Ciri, e Anya Chalotra (“Wanderlust”) como a feiticeira Yennefer. As duas podem ser vistas, assim como Cavill, nas novas fotos abaixo. A adaptação está a cargo da roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”. As gravações da 1ª temporada foram encerradas em junho, mas “The Witcher” ainda não tem previsão de estreia.











