John Boyega abandona produção da Netflix no meio das filmagens
O ator John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) abandonou “Rebel Ridge”, produção da Netflix, no meio das filmagens. “Motivos familiares” foram citados pela plataforma como causa para a saída abrupta. A produção está atualmente em pausa, mas Boyega não é esperado de volta ao set. A Netflix está atrás de um substituto para o ator e seus colegas deverão refazer as cenas em que contracenaram com ele. As filmagens começaram em 3 de maio no estado de Louisiana, nos EUA. Um porta-voz da Netflix explicou: “’Rebel Ridge’ está fazendo uma pausa temporária enquanto buscamos preencher o papel de John Boyega, que precisava deixar o projeto por motivos familiares. Continuamos comprometidos com o filme extraordinário de Jeremy Saulnier e esperamos retomar a produção. Esperamos continuar nossa parceria com a UpperRoom Productions de John Boyega, além de nosso próximo filme ‘They Cloned Tyrone’, no qual ele também estrela. ” Vale apontar que o citado “They Cloned Tyrone” já foi filmado e se encontra atualmente em pós-produção. A situação de “Rebel Ridge” é bastante incomum. Atores principais raramente saem de produções no meio das filmagens e a explicação para a decisão tem pouquíssimos detalhes. O filme de Jeremy Saulnier, conhecido por suspenses premiados como “Ruína Azul” (2013) e “Sala Verde” (2014), também tem seu enredo mantido em sigilo, mas a trama aparentemente explora a situação de injustiça sistêmica dos EUA no contexto de ação, suspense e humor sombrio. O elenco ainda inclui AnnaSophia Robb (“The Act”), Emory Cohen (“The OA”), Don Johnson (“Watchmen”), James Cromwell (“O Artista”), James Badge Dale (“O Mensageiro do Último Dia”), Zsane Jhe (“Good Trouble”) e Al Vicente (“Bosch”).
“American Horror Story” e série derivada definem elencos e datas de estreia
O canal pago FX anunciou as datas da 10ª temporada de “American Horror Story” e da estreia de seu spin-off, “American Horror Stories”. A atração derivada também teve seus primeiros intérpretes revelados. Entre os nomes confirmados estão Kevin McHale (“Glee”), Charles Melton (“Riverdale”), Nico Greetham (“A Festa de Formatura”) e Dyllón Burnside (“Pose”). Todos os quatro já trabalharam anteriormente com o principal produtor da série, Ryan Murphy, que também criou “Glee”, “Pose” e dirigiu “A Festa de Formatura”. Charles Melton, por sua vez, apareceu na 5ª temporada de “American Horror Story”. Ao publicar uma foto dos quatro atores nas redes sociais, Murphy também anunciou que “American Horror Stories” chegará em 15 de julho. O derivado será uma série de terror em formato de antologia, mas em vez de contar uma única história completa por temporada, como “American Horror Story”, terá histórias diferentes e completas em cada um de seus episódios. Daí, o “Stories”. Outra diferença é que a nova série não será feita para a TV, mas para o streaming. O lançamento vai acontecer no serviço Hulu nos EUA. Uma plataforma equivalente chega ao Brasil em agosto, com o nome de Star+ (Star Plus). A 1ª temporada terá “16 episódios autônomos de uma hora investigando mitos, lendas e histórias de terror”, na definição do próprio produtor. Já a 10ª temporada de “American Horror Story”, que será chamada de “American Horror Story: Double Feature”, teve seu lançamento definido para 25 de agosto, no canal pago americano FX. O anúncio foi feito pela conta oficial da emissora no Twitter, que afirmou que a temporada trará “mais terror do que você consegue aguentar”. “Double Feature” significa Sessão Dupla e reflete uma mudança de estrutura na temporada, que contará duas histórias diferentes – uma no mar e outra na praia. O elenco contará com o ator Macaulay Culkin (o eterno Kevin de “Esqueceram de Mim”) e sua afilhada, Paris Jackson (filha de Michael Jackson), junto com vários astros habituais da atração, como Leslie Grossman, Angelica Ross, Evan Peters, Finn Wittrock, Kathy Bates, Lily Rabe e Sarah Paulson. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ryan Murphy (@mrrpmurphy) these are not your typical bedtime stories. "american horror stories" premieres july 15 exclusively on #FXonHulu pic.twitter.com/qfqfki3kkE — FX Networks (@FXNetworks) June 3, 2021
Viúva Negra ganha novo trailer com poucas cenas inéditas
A Marvel divulgou um novo trailer do filme “Viúva Negra”, que traz Scarlett Johansson de volta ao papel de Natasha Romanoff, a Viúva Negra. A prévia tem poucos segundos inéditos, voltando a enfatizar frases e cenas já vistas ao longo da campanha do lançamento, que começou a ser realizada há mais de um ano. Escrito por Jac Schaeffer (criadora de “WandaVision”) e dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), o longa introduz a “família” russa da protagonista, formada pelos personagens vividos por Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Além deles, o elenco ainda inclui O-T Fagbenle (o marido de June em “The Handmaid’s Tale”) em papel misterioso. O filme é um flashback passado entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América, buscando refúgio no Leste Europeu. Após inúmeros adiamentos, a estreia vai finalmente acontecer no começo de julho, simultaneamente nos cinemas e na plataforma Disney Plus (por um custo adicional).
Juliette será embaixadora do Globoplay
A Globo finalmente fechou contrato com Juliette Freire. O anúncio feito nesta quinta (3/6) revela que a campeã do “BBB 21” será embaixadora do Globoplay, protagonizando campanhas e promovendo a plataforma de streaming nas redes sociais. Ela também irá participar de novos projetos de conteúdo do próprio Globoplay e dos Canais Globo (nomenclatura que abrange de GNT a Sportv), que, segundo nota para a imprensa, serão anunciados na semana que vem. “Fico muito contente e feliz em ser embaixadora do Globoplay! Sempre adorei o conteúdo da plataforma e acho muito importante o fomento e apoio à cultura nacional e à uma empresa brasileira. Fazer parte disso é um presente e me conforta poder, dessa forma, usar a visibilidade que ganhei para a finalidade de divulgar filmes e séries do nosso pais e levar entretenimento e cultura para tantos brasileiros”, afirmou Juliette em comunicado.
La Casa de Papel: Primeiras fotos da Parte 5 mostram personagens armados
A Netflix divulgou as primeiras fotos da Parte 5 de “La Casa de Papel”, que mostram os personagens armados, buscando escapar do cerco policial. No desfecho da história, o grupo de ladrões da trama está há 100 horas dentro do Banco da Espanha, acuado pelas forças militares, apesar de ter conseguido resgatar Lisboa (Itziar Ituño). No entanto, o Professor (Álvaro Morte) foi capturado por Sierra (Najwa Nimri), deixando o grupo sem comando. Para complicar ainda mais, eles terão de enfrentar o exército espanhol. Os episódios da Parte 5 foram divididos, com o perdão da redundância, em duas partes. Como optou por batizar as temporadas da série espanhola de Partes, agora a Netflix está chamando as “partes” das Partes de “volumes”. Assim, a “Parte 5: Volume 1” será lançada em 3 de setembro e a “Parte 5: Volume 2” em 3 de dezembro. A opção de dividir os episódios, que já estão inteiramente gravados, visa estender a série para aproveitar mais sua popularidade. “La Casa de Papel” se tornou uma das atrações mais assistidas da Netflix nos últimos anos, gerando uma legião de fãs. Os 10 episódios derradeiros foram gravados na Espanha, em Portugal e na Dinamarca, e receberam dois reforços: os atores Miguel Ángel Silvestre (o Lito de “Sense 8”) e Patrick Criado (o Daniel de “O Sucessor, também da Netflix), que estreiam na produção em sua fase final.
Seleção do Festival de Cannes barra Netflix em plena pandemia
A organização do Festival de Cannes anunciou nesta quarta (3/5) os 24 filmes que vão disputar a Palma de Ouro em 2021. E a lista chama atenção por expressar a continuidade do boicote do evento à Netflix. Em plena pandemia, o festival francês manteve seu veto aos filmes de streaming, embora toda a indústria cinematográfica, incluindo o Oscar, e festivais rivais de igual prestígio tenham aberto suas portas às formas alternativas de exibições cinematográficas. Embora seja resultado de pressão dos exibidores franceses, a postura está sendo chamada abertamente de “elitista” por seu preciosismo, que contrasta com a realidade do coronavírus. A situação levou o chefe do festival, Thierry Fremaux, a ter que se justificar, citando “regras” da competição – de novo, até o Oscar mudou suas regras durante a pandemia. Ele também reiterou convite para a Netflix apresentar seus filmes fora de competição no festival, uma condição que a plataforma já recusou anteriormente, por considerar desrespeitoso com os cineastas de seus filmes. “O festival tem uma regra que estabelece que os filmes em competição devem ter um lançamento cinematográfico local”, disse Fremaux, citando o impasse. “A Netflix deseja ter seus filmes em competição e em sua plataforma.” Por conta disso, o próprio diretor do festival revelou que “havia dois filmes potenciais” de sua seleção que agora “podem ir para outros festivais”. “Lamentamos não ter sido possível negociar sua presença fora da competição”, acrescentou. Ao vetar a Netflix, Cannes deixou de fora os novos filmes da neozelandesa Jane Campion (“O Piano”) e do italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”). No caso de Campion, a perda é especialmente sentida porque a competição deste ano tem menos cineastas femininas (apenas 4, contra 20 homens) que outros festivais. Já os filmes selecionados destacam “A Crônica Francesa” (The French Dispatch), de Wes Anderson, que segue a linha de “O Grande Hotel Budapeste” e reúne um grande elenco para viver repórteres de um jornal francês de expatriados, e “Benedetta”, drama erótico do veterano diretor holandês Paul Verhoeven (de “Instinto Selvagem”) sobre uma freira do século 17 que sofre com visões místicas e tentação sexual. Ambos deveriam integrar a edição do ano passado, que acabou cancelada devido à pandemia. Além deles, outros títulos com première mundial em Cannes incluem os novos trabalhos do americano Sean Penn (“Na Natureza Selvagem”), do italiano Nanni Moretti (“O Quarto do Filho”), do iraniano Asghar Farhadi (“A Separação”), do russo Kirill Serebrennikov (“O Estudante”), do dinamarquês Joachim Trier (“Mais Forte que Bombas”), do tailandês Apichatpong Weerasethakul (“Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”), do australiano Justin Kurzel (“Macbeth: Ambição e Guerra”) e dos franceses François Ozon (“Frantz”), Jacques Audiard (“Ferrugem e Osso”), Bruno Dumont (“Camille Claudel 1915”), Mia Hansen-Love (“Eden”) e Leos Carax (“Holy Motors”). O evento será aberto com a projeção de “Annette”, um musical de Carax, estrelado por Adam Driver, Marion Cotillard e com trilha da banda de rock Sparks. Entre os títulos previstos para exibição fora da competição, Oliver Stone traz à Croisette uma versão retrabalhada de “JFK – A Pergunta que Não Quer Calar”, de 1991, com cenas inéditas, o cineasta Todd Haynes (“Carol”) apresenta seu documentário sobre a banda The Velvet Underground e a atriz Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”) estreia na direção com um documentário sobre sua mãe, a icônica estrela de cinema Jane Birkin (“A Bela Intrigante”). Também nas sessões especiais haverá a projeção do único filme dirigido por brasileiro na programação, “O Marinheiro das Montanhas”, de Karim Ainouz (“A Vida Invisível”). O evento francês vai acontecer neste ano de 6 a 17 de julho, dois meses mais tarde que sua data tradicional, e também prestará uma homenagem à atriz e diretora Jodie Foster (“O Silêncio dos Inocentes”) com uma Palma de Ouro honorária pelas realizações de sua carreira. Confira abaixo a lista dos filmes que disputarão a Palma de Ouro oficial diante do júri presidido pelo cineasta Spike Lee (“Infiltrado na Klan”), as obras da principal mostra paralela e as sessões especiais, fora da competição de Cannes. COMPETIÇÃO “Annette”, de Leos Carax “Flag Day”, de Sean Penn “Tout S’est Bien Passé”, de François Ozon “A Hero”, de Asghar Farhadi “Tre Piani”, de Nanni Moretti “Titane”, de Julia Ducournau “A Crônica Francesa”, de Wes Anderson “Red Rocket”, de Sean Baker “Petrov’s Flu”, de Kirill Serebrennikov “France”, de Bruno Dumont “Nitram”, de Justin Kurzel “Memoria”, de Apichatpong Weerasethakul “Les Olympiades”, de Jacques Audiard “Benedetta”, de Paul Verhoeven “La Fracture”, de Catherine Corsini “The Restless”, de Joachim Lafosse “Lingui”, de Mahamat-Saleh Haroun “The Worst Person In The World”, de Joachim Trier “Bergman Island”, de Mia Hansen-Love “Drive My Car”, de Ryusuke Hamaguchi “Ahed’s Knee”, de Nadav Lapid “Casablanca Beats”, de Nabil Ayouch “Compartment No. 6”, de Juho Kuosmanen “The Story Of My Wife”, de Ildiko Enyedi FORA DE COMPETIÇÃO “De Son Vivant”, de Emmanuelle Bercot “Stillwater”, de Tom McCarthy “The Velvet Underground”, de Todd Haynes “Bac Nord”, de Cédric Jiminez “Aline”, de Valérie Lemercier “Emergency Declaration”, de Han Jae-Rim SESSÃO DA MEIA-NOITE “Bloody Oranges”, de Jean-Christophe Meurisse CANNES PREMIERES “Evolution”, de Kornel Mundruczo “Cow”, de Andrea Arnold “Mothering Sunday”, de Eva Husson “Love Songs For Tough Guys”, de Samuel Benchetrit “In Front Of Your Face”, de Hong Sang-soo “Hold Me Tight”, de Mathieu Amalric “Deception”, de Arnaud Desplechin “Val”, dirs: Ting Poo”, Leo Scott “JFK Revisited: Through The Looking Glass”, de Oliver Stone *”Jane By Charlotte”, de Charlotte Gainsbourg SESSÕES ESPECIAIS *”H6″, de Yi Yi “Black Notebooks”, de Shlomi Elkabetz “O Marinheiro das Montanhas”, de Karim Ainouz “Babi Yar. Context”, de Sergei Loznitsa “The Year Of The Everlasting Storm”, de Jafar Panahi, Anthony Chen, Malik Vitthal, Laura Poitras, Dominga Sotomayor, David Lowery, Apichatpong Weerasethakul MOSTRA UM CERTO OLHAR (UN CERTAIN REGARD) “The Innocents”, de Eskil Vogt “After Yang”, de Kogonada “Delo”, de Alexey German Jr “Bonne Mere”, de Hafsia Herzi “Noche De Fuego”, de Tatiana Huezo *”Lamb”, de Vladimar Johansson *”Un Monde”, de Laura Wandel *”Freda”, de Gessica Généus *”Moneyboys”, de CB Yi “Blue Bayou”, de Justin Chon “Commitment Hasan”, de Hasan Semih Kaplanoglu “Rehana Maryam Noor”, de Abdullah Mohammad Saad “Let There Be Morning”, de Eran Kolirin “Unclenching The Fists”, de Kira Kovalenko *”La Civil”, de Ana Mihai “Women Do Cry”, de Mina Mileva”, Vesela Kazakova Os filmes identificados com * são de diretores estreantes e por isso concorrem ao prêmio especial Câmera de Ouro (Camera d’Or) do festival.
Tudo Igual… SQN: Série brasileira do Disney+ ganha primeiro teaser
A Disney+ divulgou o teaser de “Tudo Igual… SQN”, nova série nacional para o público adolescente. O vídeo reúne o elenco feminino da série para revelar o início da produção, passando também o clima alegre e descontraído das personagens. “Tudo Igual…SQN” acompanha uma jovem de 16 anos chamada Carol (Gabriella Saraivah, de “Juacas”) que atravessa um momento de mudança, incluindo a relação com a mãe recém-casada pela segunda vez, o primeiro namoro e testes em relação às amizades antigas que ela tanto estima. O elenco da atração também destaca Guilhermina Libanio (“Órfãos da Terra”), Duda Matte (“Ela Disse, Ele Disse”), Ana Jeckel (“Super Nova”) e a cantora Clara Buarque como as melhores amigas da protagonista. A história é baseada no romance infanto-juvenil “Na Porta ao Lado”, de Luiza Trigo (“Meus 15 Anos”), e conta com roteiros da própria escritora e de André Rodrigues (“Juacas”), direção de Juliana Vonlanten (também de “Juacas”) e produção da Cinefilm. Atualmente sendo gravada no Rio de Janeiro, a 1ª temporada terá 10 episódios de 30 minutos cada. A previsão é para um lançamento em streaming em 2022.
Netflix cancela “O Legado de Júpiter”
A Netflix decidiu não perder mais tempo com “O Legado de Júpiter”. A notícia foi dada pelo criador dos quadrinhos em que a série se baseia, Mark Millar. Com o cancelamento, a série destruída pela crítica, com apenas 38% de aprovação registrada pelo portal Rotten Tomatoes, vai ficar sem final. Millar seguiu o padrão triunfalista que marca os comunicados da Netflix, que transformam cancelamentos em detalhe em meio a anúncios de renovação para “a temporada final”, ao declarar nas redes sociais que estava dando uma notícia positiva (“big news!”). Em relação a “O Legado de Júpiter”, ele se disse “muito orgulhoso do que a equipe alcançou” e “do trabalho incrível que todos fizeram naquela temporada de origem”. E sem perder tempo, adicionou: “Tenho sido muito questionado sobre o que estamos planejando com este mundo, e a resposta é ver o que os supervilões estão fazendo.” Ele anunciou a produção de “Super Crooks”, que segue um grupo de vilões planejando um roubo monumental. Os personagens vão aparecer primeiro como uma série animada e depois ganharão versão live-action, passada no mesmo universo de “O Legado de Júpiter”. E no mesmo fôlego em que prometeu explorar mais “o espaço vasto e rico de personagens de ‘O Legado de Júpiter'”, acrescentou que, “devido ao que faremos a seguir, tomamos a difícil decisão de deixar nosso incrível elenco livre de seu compromisso com a série”. A escolha de palavras foi uma forma deliberada para anunciar o cancelamento sem falar que a série foi cancelada. Millar ainda observou que está “confiante de que voltaremos a ‘O Legado de Júpiter’ mais tarde”, agradecendo ao elenco dispensado, liderado por Josh Duhamel, Leslie Bibb e Ben Daniels. A notícia de que a série não terá 2ª temporada chega cerca de quatro semanas após sua estreia, em 7 de maio. E contraria expectativas do próprio elenco, que chegou a comentar com a imprensa planos para temporadas futuras em potencial. Para completar, Millar está lançando uma nova história de “O Legado de Júpiter” em quadrinhos no dia 16 de junho, que encerrará a história dos personagens – abandonada sem fim na Netflix. Entusiasmada com o sucesso das criações de Millar no cinema – os filmes “O Procurado”, “Kick-Ass”, “Kingsman: Serviço Secreto” e continuações – a Netflix comprou a editora de quadrinhos do escritor, a Millarworld, em 2017 visando adaptar novos títulos da empresa em filmes e séries de streaming. “O Legado de Júpiter” foi o primeiro projeto a sair do papel. Note: Supercrooks will appear first as an Anime series from Studio Bones later this year. @leinilyu & I have created a lot of new stuff for this show and it's looking fantastic. It'll be previewed at the Annecy animation festival in France later this month! — Millarworld (@mrmarkmillar) June 2, 2021
“The Mosquito Coast” é renovada para 2ª temporada
A Apple TV+ anunciou a renovação de “The Mosquito Coast” para sua 2ª temporada. A história baseada no romance de Paul Theroux, publicado em 1981, já tinha sido levada aos cinemas em 1986, mas a série é bem diferente, com muitas liberdades em relação ao material original. No filme “A Costa do Mosquito”, estrelado por Harrison Ford nos anos 1980, a motivação para o protagonista conduzir sua família para as florestas da América Latina era a desilusão com os Estados Unidos e o desejo de criar uma utopia. Já na série, ele está literalmente em fuga dos EUA, situação que alimenta tensão, suspense e problemas na dinâmica familiar. E esta não é a única mudança. O filho mais velho virou uma garota. Com a renovação, novas alterações devem ser introduzidas. Em conversa recente com o site Deadline, o ator Justin Theroux (“The Leftovers”) comentou que, apesar do romance ter “seu próprio final finito… ainda é meio que incerto em quais áreas vamos entrar se tivermos sorte de ter uma 2ª, 3ª ou 4ª temporadas”. A principal curiosidade da nova produção é justamente a escalação de Justin Theroux no papel principal. Ele é sobrinho do escritor do livro em que a trama se baseia. O resto do elenco destaca Melissa George (“30 Dias de Noite”) como sua esposa e os jovens Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”) e Logan Polish (“Sonhando Alto”) como seus filhos. A adaptação está a cargo do produtor-roteirista Neil Cross (criador da série “Luther”) em parceria com Tom Bissell (“Artista do Desastre”). Eles coproduzem a atração com o cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), que assinou a direção dos dois primeiros episódios. O que, por sinal, resultou num série com visual extremamente cinematográfico. Com episódios disponibilizados semanalmente, a 1ª temporada se encerra na sexta (4/6) com o sétimo capítulo, dirigido pela cineasta Clare Kilner (“Muito Bem Acompanhada”), na plataforma de streaming da Apple.
“Loki” ganha pôsteres e vídeo legendado de bastidores
A uma semana da estreia, a Marvel divulgou pôsteres dos personagens e um vídeo legendado com bastidores de “Loki”, série estrelada por Tom Hiddleston, que continua os eventos mostrados em “Vingadores: Ultimato”. Os cartazes destacam os papéis de Hiddleston, Owen Wilson (“Penetras Bons de Bico”), Gugu Mbatha-Raw (“The Morning Show”) e Wunmi Mosaku (“Lovecraft Country”), enquanto a prévia traz o elenco e a diretora Kate Herron (“Sex Education”) comentando a produção, além de mostrar cenas das gravações. A série vai mostrar Loki preso pela TVA, organização da Marvel conhecida no Brasil como Autoridade da Variação do Tempo, por roubar o Cubo Cósmico (ou Tesseract) e dar início a uma nova linha temporal. Convencido pelo agente Mobius (Wilson) a ajudá-lo a consertar o estrago, ele passa a integrar missões para reparar a História, enquanto traça seus próprios planos de fuga. Desenvolvida por Michael Waldron (“Rick and Morty”), “Loki” também inclui Richard E. Grant (“Poderia Me Perdoar?”), Sasha Lane (“Utopia”), Sophia Di Martino (“Flowers”) e Erika Coleman (“Stranger Things”) em seu elenco. O terceiro lançamento do Marvel Studios para a Disney+, após o sucesso de “WandaVision” e “Falcão e o Soldado Invernal”, tem estreia marcada para 9 de junho.
Kevin Alejandro diz que nem morte o tira de “Lucifer”
O ator Kevin Alejandro revelou que continua na série “Lucifer”, apesar do destino trágico de seu personagem, o detetive Daniel Espinosa, na reta final da 5ª temporada. Ele aliviou a ansiedade dos fãs em entrevista à revista americana Entertainment Weekly, dando um spoiler sobre seu retorno na próxima temporada. Quem ainda não viu os novos episódios deve evitar ler a descrição a seguir. No antepenúltimo episódio da temporada, disponibilizado na sexta passada (28/5) pela Netflix, Dan é assassinado a mando de Michael, o gêmeo malvado de Lucifer (em interpretação dupla de Tom Ellis). Alejandro afirmou que a morte foi uma sugestão dele mesmo para os produtores Joe Henderson e Ildy Modrovich, completando o arco de Dan, que entrou na série como um policial corrupto e acabou se redimindo. “Disse que seria interessante se este fosse o fim [do personagem]. O público estava começando a realmente gostar de Dan, entender quem ele é. Acho que pode ser impactante se você acabar com ele [neste ponto] e ver como isso afeta o mundo ao redor dele”. O ator gravou a morte de Dan no início de 2020. Entretanto, depois de encerrar sua participação, os produtores, que tinham sido avisados com antecedência sobre o cancelamento, foram procurados pela Netflix para continuar a história por mais uma temporada completa. Com isso, Alejandro foi surpreendido com um convite para voltar a aparecer na nova leva de episódios. “Alguns dias antes de terminarmos a temporada, [os produtores] me informaram: ‘Ei, a Netflix mudou de ideia. Você tem mais uma temporada’. E eu fiquei sem entender, tipo, ‘O quê? Acabamos de me matar. Que diabos?’. Mas Joe e Ildy imediatamente me propuseram: “Ei, não é o fim da série e não precisa ser para você também, porque sabemos como fazer isso [trazê-lo de volta] de uma forma respeitosa que não vai diminuir a qualidade de narrativa que estabelecemos desde o início’. E, claro, eu queria estar na série até o fim”. Dizendo-se orgulhoso do trabalho, ele comentou que queria muito ficar com o elenco até o último capítulo. “Eu queria fazer parte de tudo isso. E, felizmente, eles também queriam que eu fizesse parte disso. Então, descobrimos uma maneira muito interessante de trazer Dan de volta, de alguma forma”, contou. Apesar de confirmar o retorno, a experiência de morrer e ir para o inferno deverá transformar Dan na temporada final. “Não será da maneira que as pessoas esperam. A 5ª temporada foi o [final] de Dan, na verdade. É uma jornada. E como eu disse, ele está de volta em alguma capacidade, não da maneira que se espera, mas ele estará lá. Ele é parte daquele mundo”, explicou. Ele concluiu a entrevista comparando a oportunidade de voltar, junto aos demais atores do elenco, com um sonho. “Joe e Ildy respeitaram o fato de que eu queria voltar e terminar o show na 6ª temporada com todos, e eu realmente tinha que fazer isso. Toda a experiência foi um daqueles sonhos inesperados que se tornam realidade”, encerrou.
Sophie Turner vai estrelar série de Antonio Campos
A atriz Sophie Turner, que viveu Sansa Stark em “Game of Thrones”, vai estrelar uma nova série da HBO. Na verdade, da HBO Max, a plataforma de streaming do conglomerado antigamente chamado de WarnerMedia. Ela entrou no elenco de “The Staircase”, atração criminal que está sendo desenvolvida pelo cineasta Antonio Campos (“O Diabo de Cada Dia”), filho do jornalista brasileiro Lucas Mendes (“Manhattan Connection”). “The Staircase” é baseada na produção francesa “Morte na Escadaria”, uma das primeiras séries documentais sobre crimes verdadeiros a estourar na TV, em 2004. A produção original do diretor Jean-Xavier de Lestrade contava a história de Michael Peterson, um romancista policial acusado de matar sua esposa Kathleen, encontrada morta ao pé da escada de sua casa, e a batalha judicial de 16 anos que se seguiu. Anos depois do lançamento original, o diretor acrescentou três novos episódios à produção para um relançamento na Netflix em 2018. O elenco da adaptação dramática é internacional. Além da inglesa Sophie Turner, estão confirmados seu compatriota britânico Colin Firth (“Kingsman – Serviço Secreto”), a australiana Toni Collette (“Hereditário”), a francesa Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) e as americanas Rosemarie DeWitt (“Pequenos Incêndios por Toda a Parte”) e Parker Posey (“Perdidos no Espaço”). Turner interpretará Margaret Ratliff, uma das filhas adotadas de Michael Peterson. Peterson será vivido por Firth, enquanto Collette terá o papel da esposa morta. Ao anunciar a série em março passado, Antonio Campos disse: “Este é um projeto no qual venho trabalhando de uma forma ou de outra desde 2008. Tem sido um caminho longo e sinuoso, mas valeu a pena esperar para poder encontrar parceiros como a HBO Max, a [produtora] Annapurna, minha co-showrunner Maggie Cohn e o incrível Colin Firth para dramatizar uma história tão complexa da vida real. ” Veja abaixo o trailer do documentário “Morte na Escadaria” (que também se chama “The Staircase” em inglês).
Bolsonarista tenta censurar festival de São Paulo contra censura
A vereadora bolsonarista Sonaira Fernandes, ex-funcionária de gabinete de Eduardo Bolsonaro, tentou impedir a realização do festival São Paulo Sem Censura, que será promovido pela Prefeitura da capital paulista nesta semana, entre 3 e 6 de junho. Ela protocolou uma ação popular na 14ª Vara da Fazenda Pública argumentando que se trata de um evento político, que visa “disseminar ódio e repúdio” ao governo federal, e não cultural. Mas na decisão proferida nesta terça-feira (1/6), o juiz José Eduardo Cordeiro Rocha apontou que, na verdade, a vereadora estava incorrendo em tentativa de censura ao buscar impedir uma manifestação contra censura. Ele indeferiu o pedido de liminar. “O acolhimento liminar da pretensão da autora é que seria temerário e poderia representar indevida ingerência do Judiciário em critérios discricionários de escolha da programação do evento cultural pelo Executivo ou ainda, o que seria pior, levar indiretamente à censura prévia do conteúdo da produção artística e à livre manifestação do pensamento, o que é vedado pela Constituição Federal”, escreveu o magistrado. Em sua primeira edição, no ano passado, o festival foi chamado de Verão Sem Censura e abrigou peças teatrais, exposições e outros eventos que sofreram represálias ou censura do governo federal. Um dos maiores entusiastas era o então prefeito Bruno Covas (PSDB), que morreu em decorrência de um câncer em maio. A nova edição, rebatizada de São Paulo Sem Censura, será um dos primeiros eventos de grande porte na cidade com Ricardo Nunes (MDB) como prefeito. Neste ano, o festival concebido pelo secretário da Cultura Alê Youssef será dividido em quatro eixos: Excluídos da Fundação Palmares, Censura Prévia na Lei Rouanet e Ancine, Liberdade de Imprensa e de Expressão e Políticas de Silenciamento. A programação terá atividades sediadas por equipamentos culturais da cidade, como o Theatro Municipal – que terá uma leitura dramatúrgica de “Santo Inquérito”, uma das mais importantes peças modernas do teatro brasileiro, com direção de Bete Coelho – , o Centro Cultural São Paulo (CCSP), o Centro Cultural da Juventude (CCJ), além de ações em ruas e avenidas, da Paulista até Itaquera. Adaptada aos protocolos de distanciamento social, o evento também prevê mostras de filmes na plataforma digital da SPCine, empresa municipal de fomento a cinema. A seleção destaca o trabalho de quatro coletivos independentes de cinema, Babado Periférico, Astúcia, Mbyá-Guarani de Cinema e Surto & Deslumbramento, com exibição de curtas, médias-metragens e webséries, além de debates transmitidos via redes sociais.












