“Mixtape” ganha título nacional e trailer legendado da Netflix
A Netflix divulgou a versão legendada do trailer de “Mixtape”, comédia dramática passada nos anos 1990 que recebeu o título nacional de “A Fita Cassete”, num caso típico em que era melhor ter mantido o nome original. O filme segue uma adolescente tímida e ignorada, que descobre uma mixtape antiga de seus pais falecidos. Ao acidentalmente destruir a fita, ela decide encontrar cada música obscura listada na fita k7. A jornada a leva se aproximar da garota rebelde da escola, que a convence que não basta ouvir as músicas, é preciso viver o que elas pregam. Logo, elas formam uma banda, com maquiagem gliter exagerada e se achando tão grunge quanto os Titãs na época. É uma história adolescente divertida, que tipicamente erra referências como costumam acontecer nos filmes adolescentes sobre outras gerações. Para deixar clara a confusão, a trilha que toca no trailer vai do hair metal de Blues Saraceno ao punk quase indie de Girls at Our Best, o que revela que os pais da garota tinham gosto ecletíssimo ou que os produtores são jovens demais para lembrar que as duas tribos musicais não se suportavam. A atriz Gemma Brooke Allen, que viveu a versão criança de Mary Elizabeth Winstead em “Kate”, tem o papel principal, e o elenco também destaca Julie Bowen (“Modern Family”) como sua vó incrivelmente jovem, Audrey Hsieh (“Here Today”) como sua melhor amiga, a estreante Olga Petsa como a rebelde da escola e Nick Thune (“Love Life”) como um vendedor de loja de discos. A nostalgia de “Mixtape” chega ao streaming em 3 de dezembro.
Marco Ricca será pai de Chitãozinho e Xororó em série biográfica da Globoplay
O ator Marco Ricca (“Chatô: O Rei do Brasil”), atualmente no ar na novela “Um Lugar ao Sol”, vai viver o pai de Chitãozinho e Xororó na série biográfica da Globoplay “As Aventuras de José e Durval”. José e Durval são os nomes reais dos dois cantores. Na produção, Ricca fará par com Andréia Horta (“Elis”), escalada para viver a mãe da dupla sertaneja. Já os cantores serão interpretados pelos irmãos da vida real Rodrigo e Felipe Simas. Eles estrelaram juntos a recente novela “Salve-se Quem Puder”. Coprodução com a O2 Filmes, o projeto tem direção de Hugo Prata (“Coisa Mais Linda”) e ainda não possui previsão de lançamento.
Felipe Camargo vai estrelar nova série da Star+
O ator Felipe Camargo (“Novo Mundo”) será o protagonista de uma nova série da plataforma de streaming Star+. Chamada provisoriamente de “O Santo Maldito”, a atração trará o ator no papel de um professor universitário e crítico ferrenho de religiões. Contudo, após problemas financeiros, ele acaba aceitando a proposta de um pastor cadeirante da periferia, vivido por Augusto Madeira (“A Menina que Matou os Pais”), para fazer cultos. Othon Bastos (“Carcereiros”) e Ana Flávia Cavalcanti (“Sob Pressão”) também estão no elenco. A plataforma aposta no projeto e já confirmou a produção da 2º temporada, enquanto as gravações dos primeiros episódios acontecem em São Paulo, sob direção de Gustavo Bonafé (“O Doutrinador”).
Marighella: Filme brasileiro mais visto de 2021 chega na Globoplay em uma semana
Um mês após sua estreia nos cinemas, “Marighella” já vai trocar de telas. A Globoplay programou a estreia exclusiva do filme em streaming para o próximo sábado (4/12). A expectativa dos produtores era que “Marighella” pudesse vender 100 mil ingressos, o que seria um feito diante das dificuldades enfrentadas pelo cinema nacional – e a Cultura em geral – desde a posse de Bolsonaro. Mas até o fim de semana passado, o filme tinha sido visto por cerca de 250 mil espectadores e arrecadado em torno de R$ 5 milhões nas bilheterias, consolidando-se como o maior sucesso do cinema brasileiro em 2021 e da era pandêmica em geral. O longa recupera a história de Carlos Marighella, guerrilheiro comunista que pegou em armas contra a ditadura militar. Retratado como um herói na obra, em interpretação magistral de Seu Jorge, Marighella é considerado um simples bandido pelos negacionistas da ditadura, que atualmente ocupam cargos públicos e, de acordo com o diretor Wagner Moura, chegaram a tentar censurar a produção, dificultando seu lançamento o máximo que puderam. Rodado em 2017, o longa teve pré-estreia mundial no Festival de Berlim de 2019 e chegou a ser exibido nos EUA no ano passado, onde atingiu 88% de aprovação da crítica, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. Durante sua passagem internacional, a estreia de Wagner Moura na direção foi coberta de elogios, rendendo até comparação às obras dos grandes cineastas do cinema engajado dos anos 1960 e 1970. No Brasil, no entanto, enfrentou entraves burocráticos da Ancine, que represaram a liberação de sua verba e impediram o lançamento originalmente planejado há dois anos, atrasando sua estreia para 2021. Agora, a contragosto de muitos no governo, atingirá ainda maior alcance, com a exibição para o público em casa. Veja abaixo o trailer do filme.
“O Livro de Boba Fett” ganha novo teaser
A Disney+ divulgou um novo teaser de “O Livro de Boba Fett” (The Book of Boba Fett), próxima série baseada no universo “Star Wars”. A produção é continuação da 2ª temporada de “The Mandalorian”, após Boba Fett (Temuera Morrison) e Fennec Shand (Ming-Na Wen) tomarem o castelo de Jabba, o Hutt, em Tatooine. Agora, a dupla tenta um acordo com os criminosos subordinados ao vilão. A prévia também volta a mostrar a atriz Jennifer Beals (“The L Word”), mas detalhes de sua personagem, além do fato dela ser da raça Twi’lek, continuam sendo mantidos em sigilo. “O Livro de Boba Fett” será comandada pelo criador e o showrunner de “The Mandalorian”, respectivamente o cineasta Jon Favreau e o produtor-roteirista Dave Filoni, além do diretor Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”), que entrou na equipe após dirigir um episódio daquela série. O trio deu liga durante as filmagens do episódio “The Tragedy”, da 2ª temporada de “The Mandalorian”, que foi justamente o capítulo responsável por reintroduzir Boba Fett após sua suposta morte na trilogia original de George Lucas. A estreia está marcada para o dia 29 de dezembro.
“The Witcher”: Vídeo revela monstro inédito da 2ª temporada
A Netflix divulgou um vídeo curto de “The Witcher”, que mostra Geralt de Rivia (Henry Cavill) enfrentando uma das novas criaturas da 2ª temporada. A luta foi postada no perfil oficial da série nas redes sociais. Veja abaixo. Os próximos episódios vão mostrar o caçador de monstros cuidando da jovem princesa perdida Ciri (Freya Allan), levando-a ao lugar mais seguro que conhece, seu lar de infância, Kaer Morhen, onde tem início um treinamento que a transformará numa guerreira. Paralelamente, a feiticeira Yennefer (Anya Chalotra) também embarcará em nova jornada, enfrentando ainda mais perigos. Em seu cronograma original, a Netflix pretendia lançar a 2ª temporada em fevereiro de 2021. Mas, graças à pandemia, as gravações levaram mais de um ano. Por isso, a estreia só vai acontecer no dia 17 de dezembro. Para evitar maiores atrasos, a série já teve sua renovação antecipada para a 3ª temporada. New monsters await. Are you ready? ⚔️ Meet. The. Myriapod. #TheWitcher Season 2. December 17. pic.twitter.com/vgpbjGxIpL — The Witcher (@witchernetflix) November 25, 2021
Astros de “Round 6” e “Sense8” vão à lua no teaser de “Mar da Tranquilidade”
A Netflix divulgou dois pôsteres e o teaser de “O Mar da Tranquilidade”, série sci-fi sul-coreana passada na lua. A prévia mostra Gong Yoo (“Round 6”) e Bae Doona (“Sense8”) entre outros astronautas explorando uma base lunar abandonada. A trama se passa no futuro, após a Terra se tornar quase inabitável. Mas o segredo para sobrevivência da humanidade pode ter encontrado pela equipe da base do Mar da Tranquilidade. O problema é que eles estão desaparecidos. Por isso, uma nova tripulação é enviada ao local, em busca de pistas sobre o que aconteceu e qual era o segredo. A série foi desenvolvida por Park Eun-kyo, roteirista do impactante suspense “Mother: A Busca pela Verdade”, dirigido por Bong Joon-ho (“Parasita”) em 2009, e o elenco ainda inclui o ator e cantor Lee Joon (“Vampire Detective”), que é integrante da boy band MBLAQ. “Mar da Tranquilidade” estreia em 24 de dezembro.
Filmes online: “Duna” e as estreias de streaming
“Duna” é a grande estreia de streaming da semana. Mas com um detalhe: quem não for assinante da HBO Max também poderá vê-lo, pagando mais caro que a assinatura mensal, numa das muitas plataformas de VOD que passam a oferecer sua locação digital simultaneamente nesta sexta (26/11). Entre os demais dicas, há dois filmes de Natal e muitos lançamentos premiados no circuito dos festivais, com destaque para “Annette”, musical que conquistou dois troféus do Festival de Cannes deste ano e que é inédito no circuito oficial dos cinemas brasileiros. Veja abaixo 10 sugestões para aproveitar o melhor do streaming no fim de semana. Duna | HBO Max Maior sucesso cinematográfico da Warner durante a pandemia, “Duna” chega “de graça” ao streaming – incluído no preço da assinatura normal da HBO Max – para ser conferido de preferência numa Smart TV de tela gigante, que valorize seu visual de tirar o fôlego. A cenografia, a profundidade de campo, a ambição, tudo é gigantesco, babilônico. Escrita originalmente por Frank Herbert em 1965 e levada pela primeira vez às telas em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”), a trama de “Duna” acompanha uma família aristocrática que assume a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, que só existe no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Se em primeiro plano há uma grande aventura, em segundo subsiste uma crítica ao colonialismo e à cobiça, com paralelos nos dias de hoje à crise energética e às disputas viscerais pelo mercado entre as grandes corporações. O elenco reunido para materializar essa história é tão grandioso quanto a escala da produção, com destaque para Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) como Paul Artreides, Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”). Mas atenção: “Duna” também é uma história sem fim. O diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”) adaptou apenas a primeira metade do livro de Frank Herbert e vai concluir a história em mais um filme – ou dois, pois planeja fazer a adaptação do livro seguinte, “O Messias de Duna”. Annette | MUBI Primeiro filme falado em inglês de Leos Carax (“Os Amantes de Pont Neuf”), que venceu o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes neste ano, é um musical que destaca o estilo surreal do cineasta francês em cenas de visual impactante e muita música. Originalmente concebida como uma ópera rock pela banda Sparks, que assina a trilha sonora original, também premiada no festival francês, a trama acompanha Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) como um arista de “stand up” e Marion Cotillard (“Aliados”) como uma cantora da fama internacional, que formam um casal cercado de glamour. Mas o nascimento de sua filha Annette, uma “menina misteriosa com um destino excepcional”, altera o rumo de suas vidas. The Trouble with Being Born | MUBI Uma das tramas de ficção científica mais provocadoras dos últimos tempos, “The Trouble with Being Born”, premiado no Festival de Berlim do ano passado, acompanha Elli, um robô androide com forma de criança, programada com memórias que significam tudo para seus donos, mas nada para ela. A trama traz o ponto de vista da máquina e choca a princípio com imagens de sexualização infantil, que sugerem abuso da relação entre dono e “filha” – e as insinuações de incesto foram suficientes para o Festival de Melbourne desistir de exibir o filme da cineasta austríaca Sandra Wollner (“The Impossible Picture”) em sua programação. Mas este é só o começo da história. Num impulso de fuga, Elli vai parar nas mãos de outra proprietária, assumindo outro visual e relacionamento tóxico. Trata-se, ao final, de uma parábola moral, que vai além de um óbvio comentário sobre os efeitos desumanizadores da tecnologia. Ferida | Netflix A estreia da atriz Halle Berry na direção é um mergulho no mundo das lutas profissionais femininas. Além de estar atrás das câmeras, ela também estrela a produção no papel de Jackie Justice, uma lutadora de MMA fracassada, que abandonou o filho recém-nascido seis anos atrás. Sua vida tem uma reviravolta quando o pequeno Manny inesperadamente retorna para sua vida e ela se vê precisando sustentar a criança. Com seu currículo sem brilho, a forma de fazer isso é dar a volta por cima, num esforço para retomar a carreira e o prestígio em lutas contra estrelas jovens do esporte. Para as filmagens, a atriz de 55 anos treinou com a brasileira Cris Cyborg, lutadora profissional e campeã de MMA. O treino foi puxado, mas ela encerrou a preparação para o papel com uma barriga tanquinho – “não há melhor sensação”, chegou a postar no Instagram. Reação em Cadeia | Amazon Prime Video Márcio Garcia se arrisca como diretor de thriller de ação em seu primeiro “filme brasileiro” – após rodar dois longas nos EUA – e o resultado surpreende. Mesmo sem orçamento hollywoodiano, “Reação em Cadeia” tem sequências decentes de perseguição de carros sem efeitos especiais exorbitantes. Mas seu grande trunfo é o roteiro escrito em parceria entre o diretor, Thiago Dottori (dos dois filmes da “Turma da Mônica”) e Bráulio Mantovani (dos dois “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus”). Com uma trama que aborda crime e corrupção, entrega um retrato autêntico da podridão política no Brasil. O protagonista (Bruno Gissoni) é o auditor fiscal de uma empresa que, sem querer, depara-se com um grande esquema de corrupção que abastece o sistema político brasileiro. A situação envolve o crime organizado e coloca sua família em risco. Mas, ao contrário dos filmes de ação de Hollywood, o herói não resolve a parada armando-se até os dentes. Sua principal arma é a inteligência com que enfrenta as ameaças e reviravoltas do enredo, traçando um plano para retomar sua vida normal. Chega no sábado (27/11) na Amazon. O Fim do Mundo | Filmicca Espécie de “Cidade de Deus” português, filmado com atores não profissionais, “O Fim do Mundo” acompanha um jovem de 18 anos que passou os últimos 8 em uma unidade de internação de menores e tenta retomar sua vida na Reboleira, uma favela de Lisboa. Seus amigos de infância continuam lá, assim como os cariocas e as festas. Mas também o tráfico e inimigos jurados. Buscar o equilíbrio é ainda mais difícil conforme as escavadeiras começam a demolir o bairro e todos tentam se agarrar a sonhos, sejam românticos ou violentos. Melhor Filme Português do IndieLisboa do ano passado, o segundo longa de Basil da Cunha fez bastante sucesso no circuito dos festivais internacionais, revelando um universo pouco visto no cinema europeu, e que já tinha aparecido no primeiro filme do diretor luso-suíço, “Até Ver a Luz”, no já distante ano de 2013. Tirem o Sorriso do Rosto | Filmicca Aclamado pela crítica ao passar nos festivais de Berlim e Tribeca, a estreia do diretor americano Daniel Patrick Carbone acompanham dois irmãos enquanto amadurecem abruptamente pelo choque da morte de um amigo. Perturbados de uma forma que não conseguem entender, eles buscam refúgio longe da cidade, enquanto ponderam os mistérios da natureza e a própria mortalidade. Ao filmar esta jornada, Carbone entrega um retrato belamente fotografado do interior rural americano sob a ótica distorcida da juventude. Natal em 8 Bits | HBO Max Um dos mais divertidos filmes de temática natalina deste ano, “Natal em 8 Bits” gira em torno das desventuras de um adolescente do final dos anos 1980 para conseguir o presente de seus sonhos: a última palavra em consoles de videogame, o Nintendo Entertainment System. Mesmo tendo o pedido de Natal recusado pela família, ele não desiste e entra num concurso repleto de desafios para ganhar o grande prêmio. A história lembra a conhecida epopeia do menino de “Uma História de Natal” (1983), mas também compartilha do humor doce e irônico de “A Princesa Prometida” (1987), na forma como Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) conta a história para sua filha, jurando que tudo é verdade e aconteceu em sua infância. Sem falar que é repleto de referências da década mais pop de todas. Um Menino Chamado Natal | Netflix A qualidade dos efeitos e o bom elenco diferenciam esta fantasia dos muitos títulos natalinos lançados pela Netflix neste final do ano. A história se revela conforme Maggie Smith (“Downton Abbey”) conta para um grupo de crianças como o Natal realmente começou, quando um menino chamado Nicholas e seu rato falante embarcaram numa jornada impossível em busca de um pouco de mágica. Com roteiro e direção de Gil Kenan (“Poltergeist – O Fenômeno”), o elenco também inclui Kristen Wiig (“Mulher-Maravilha 1984”), Sally Hawkins (“A Forma da Água”), Toby Jones (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Jim Broadbent (“Harry Potter”) e o menino estreante Henry Lawfull. Becoming Cousteau | Disney+ Premiado no Festival de Londres, este documentário celebra a carreira e realizações, mas também lembra as tragédias que marcaram a vida do famoso explorador e ambientalista Jacques Cousteau (1910–1997). Ele próprio foi um documentarista premiado – vencedor de três Oscars – , que por muitos anos teve seu nome associado às maiores aventuras submarinas da vida real, além de ter sido responsável por invenções importantes e despertado a paixão oceanográfica em várias gerações que cresceram assistindo a seus programas televisivos, como “O Mundo Submarino de Jacques Custeau”, “A Odisséia de Custeau” e tantos outros – fez até uma série dedicada à exploração dos rios da Amazônia nos anos 1980.
Séries online: “Star Trek” e “Aruanas” são novidades do fim de semana
Depois de uma avalanche de estreias no meio da semana, as plataformas de streaming ainda guardaram novidades para o fim de semana. E com direito a lançamentos de surpresa, já que dois dos principais títulos desta sexta (26/11), “Star Trek: Discovery” e “Galera do Barulho” (Saved by the Bell), eram esperados só em 2022. Com a chegada de “Elfos” no domingo, a disponibilização da 2ª temporada de “Aruanas” e alguns títulos que não couberam na lista inicial, a seleção abaixo dobra a quantidade de opções para ver na semana, juntando-se às dicas de quarta (24/11), em que os destaques foram “Gavião Arqueiro” e “The Beatles: Get Back”. Veja abaixo as últimas novidades para maratonar no fim de semana. Star Trek: Discovery | Paramount+ A série que revitalizou o universo “Star Trek” tem nova Capitã e endereço. “Star Trek: Discovery” deixou o catálogo da Netflix na semana passada e estreia sua 4ª temporada nesta sexta na Paramount+, trazendo a primeira missão liderada por Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) como Capitã da nave espacial que batiza a atração – a quarta pessoa a ocupar o cargo desde o começo da produção. E ela enfrenta logo de cara uma ameaça capaz de destruir mundos num piscar de olhos. Apresentada nos dois primeiros episódios disponibilizados, a anomalia gravitacional se prova um terror para o qual não existe defesa – e que rende efeitos visuais cinematográficos. Aruanas | Globoplay As ativistas vividas por Débora Falabella, Leandra Leal, Taís Araujo e Thainá Duarte encontram-se divididas e endividadas na 2ª temporada de “Aruanas”, justamente quando enfrentam seu maior desafio: o poderoso lobby da indústria do petróleo. Com R$ 1 trilhão de isenção de impostos em jogo, elas embarcam numa aventura por uma cidade modelo de sustentabilidade (do prefeito Lázaro Ramos), após um petroquímica causar um desastre ecológico na região, e suas descobertas as tornam alvo de criminosos, políticos e empresários. Quem também volta é a lobista interpretada por Camila Pitanga, mais intensa e incisiva, com uma nova cartela de clientes e interesses, agora defendendo petroleiros – como o vilão maior da trama, o astro português Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”). O papel é o último trabalho guardado da atriz na Globo – ela assinou com a HBO Max – e aproveita-se de sua assumida bissexualidade para desenvolver a sexualidade da personagem em cenas românticas com Elisa Volpatto – ex-namoradas na trama. Galera do Barulho | HBO Max Lançado ironicamente sem barulho, o revival da série clássica “Galera do Barulho” (Saved by the Bell) chegou de surpresa na HBO Max, dois dias após a estreia da 2ª temporada nos EUA – onde lidera a audiência da plataforma Peacock, inexistente no Brasil. Concebida como uma sequência da série adolescente imensamente popular dos anos 1990, a nova produção se foca nos filhos dos personagens originais – mais ou menos como aconteceu com “Fuller House”, na Netflix. O revival traz de volta Mark-Paul Gosselaar, Mario Lopez, Elizabeth Berkley e Tiffani Thiessen a seus papéis clássicos, agora como os adultos da trama, que ainda segue acompanhando os estudantes adolescentes da Bayside High School. A premissa explora o que acontece quando o governador da Califórnia, Zack Morris (Gosselaar), fica em apuros por fechar muitas escolas de Ensino Médio que atendiam a população de baixa renda, e propõe o envio dos estudantes afetados às escolas mais bem financiadas do estado – incluindo Bayside High. O afluxo de novos alunos dá às crianças privilegiadas de Bayside uma dose muito necessária de realidade – entre eles, o próprio filho de Zack, vivido por Mitchell Hoog (de “Freaky – No Corpo de um Assassino”). Os personagens Jessica Spano (Elizabeth Berkley) e A.C. Slater (Mario Lopez) agora trabalham na escola em que cresceram e lideram um elenco que também destaca John Michael Higgins (“A Escolha Perfeita”) como diretor do colégio e, no meio da nova turma de alunos, Belmont Cameli (“Empire”) como o filho de Jessica. Legacies | HBO Max A série dos herdeiros sobrenaturais do universo de “The Vampire Diaries” chega a sua 4ª temporada focando no destino da protagonista Hope Mikaelson (Danielle Rose Russell), que pretende se tornar “tríbrida” para enfrentar Malivore, a grande ameaça que paira sobre a série desde seu episódio inaugural. Filha do primeiro híbrido (vampiro e lobisomem), Klaus Mikaelson, Hope preferiu seguir o caminho da tia bruxa Freya, especializando-se em encantamentos na escola para crianças sobrenaturais de Mystic Falls. Entretanto, eventualmente desencadeou a maldição de lobisomem de seu sangue e agora considera também morrer para retornar como vampira, tornando-se ainda mais poderosa para vencer Malivore. Claro que isso pode lhe custar sua humanidade. Elfos | Netflix Com lançamento no domingo (28/11), esta série dinamarquesa é uma verdadeira antíteses das fantasias adocicadas programadas para a (extensa) temporada de Natal na Netflix. Escrita por Stefan Jaworski, criador do suspense nórdico “Those Who Kill”, a trama gira em torno de uma família que, em viagem de fim de ano, vai parar numa ilha distante com um segredo terrível e sanguinário: ela abriga os elfos de Natal, que na verdade são criaturas mais parecidas com gremlins. MotherFatherSon | Starzplay Com um elenco imponente, “MotherFatherSon” teve o azar de sair depois de “Succession”, com quem divide premissa similar, mas não os mesmos textos irônicos. Desenvolvida por Tom Rob Smith, criador de “American Crime Story”, a minissérie britânica gira em torno da disputa de poder numa empresa de mídia dominada por uma poderosa família, encabeçada por Richard Gere (“Chicago”) e a recentemente falecida Helen McCrory (“Peaky Blinders”). Super Crooks | Netflix Mestres do Universo: Salvando Eternia | Netflix Solar Opposites | Star+ F is for Family | Netflix Quatro animações completam a relação, das quais apenas é novidade completa. Desenvolvida em estilo anime pelo estúdio Bones (de “Fullmetal Alchimist”, “Wolf’s Rain” e “Godzilla Ponto Singular”), “Super Crooks” adapta os quadrinhos homônimos de Mark Millar, passados no mesmo universo de “O Legado de Júpiter”, e segue um grupo de supervilões que planejam um golpe monumental. A lista inclui outra série de ação, “Mestres do Universo: Salvando Eternia”, que é concluída com o lançamento de sua Parte 2. A iniciativa do cineasta Kevin Smith (“O Balconista”) visava justamente dar um fim à trama inacabada da animação clássica do He-Man dos anos 1980. Mas apesar do tom nostálgico, os personagens passaram por uma grande repaginação, aproximando-os do visual de “Castlevania”. Não por acaso, a série tem produção da Powerhouse Animation – o estúdio por trás de “Castlevania”. As demais são comédias. A 2ª temporada da hilária “Solar Opposites”, de Justin Roiland (cocriador de “Rick & Morty”), mostra novas confusões da família alienígena que escapou da explosão de seu mundo para se refugiar nos subúrbios dos EUA. Já a 5ª temporada de “F Is For Family” despede-se da família criada por Michael Price (produtor-roteirista de “Os Simpsons”) e o humorista Bill Burr (“Pai em Dose Dupla”), que ajudou a lembrar como eram inacreditáveis os anos 1970, época em que “você podia bater no seu filho, beber ao volante, fumar em restaurantes e levar uma arma para o aeroporto”, segundo os criadores.
Homem é condenado à morte por pirataria de “Round 6” na Coreia do Norte
Um homem que disponibilizou cópias piratas da série “Round 6” na Coreia do Norte foi condenado à morte, segundo a Radio Free Asia. Tanto a Netflix quanto a cultura sul-coreana são proibidas na ditadora de Kim Jong-un. E ele não foi o único condenado. Cerca de sete estudantes do ensino médio, que assistiram a série após comprarem pen-drives com o conteúdo pirata, também receberam sentenças duras. Um dos meninos pegou prisão perpétua, enquanto os outros seis foram condenados a cinco anos de trabalhos forçados. Professores e funcionários da escola dos alunos também sofreram punições. Já foram demitidos e ainda correm o risco de serem enviados para trabalhar em minas remotas. Além disso, o governo estaria estudando punição para os pais e parentes das crianças. “Isso tudo começou na semana passada, quando um estudante do ensino médio comprou secretamente uma USB contendo o drama sul-coreano e assistiu com um de seus melhores amigos na classe”, disse uma fonte da polícia na província de Hamgyong Norte, no nordeste do país, à Radio Free Asia. Em seguida, eles comentaram entre si e compartilharam o pen-drive com ‘Round 6’. A informação vazou e eles foram presos pelo serviço governamental especializado na detenção de telespectadores ilegais, a Surveillance Bureau Group 109. Sob interrogação pesada, seis contaram como adquiriram o conteúdo. O sétimo foi o que pegou prisão perpétua. “O governo está levando muito a sério esse incidente, dizendo que a educação dos alunos estava sendo negligenciada”, informou a fonte policial. O caso marca a primeira vez que menores são enquadrados na lei de “eliminação do pensamento e cultura reacionários”. Ela foi criada no ano passado e tem pena de morte para “quem assistir, manter ou distribuir mídia de países capitalistas, principalmente da Coreia do Sul e dos Estados Unidos”, diz a Radio Free Asia. A agência também afirma que o responsável pela pirataria terá a pena executada por um pelotão de fuzilamento. “Round 6” bateu recorde de audiência e se tornou a série mais assistida da história da Netflix, após ser exibida em 111 milhões de casas, segundo a plataforma. A trama é especialmente sensível para a ditatura norte-coreana por destacar uma desertora e demonstrar a miséria que existe no país. O criador e diretor da série, Hwang Dong-hyuk, confirmou os planos para uma 2ª temporada.
Disney vai gastar US$ 33 bilhões em produção de conteúdo em 2022
A Disney pretende investir uma quantia recorde em produção de conteúdo ao longo de 2022. De acordo com uma reportagem do site The Hollywood Reporter, o estúdio vai gastar US$ 33 bilhões, cerca de US$ 8 bilhões a mais do que em 2021, para realizar filmes e séries entre todos os seus estúdios – que incluem Marvel, Pixar, Lucasfilm, 20th Century, Searchlight, ABC Studios, Disney Animation e Walt Disney Pictures. Mas não só isso. Embora boa parte desse investimento seja voltado a fortalecer a plataforma Disney+ com novas produções da Marvel e “Star Wars”, a Disney também precisa alimentar o canal ESPN e a plataforma ESPN+ com a programação esportiva de ligas como NFL, NHL e NBA, cujos direitos são caros. Blockbusters também custam uma fortuna. Mesmo assim, vai sobrar muito dinheiro para o atual carro-chefe da companhia e para ainda vitaminar o serviço complementar da Hulu/Star+. Para se ter noção, a Netflix, que ainda é a líder do segmento, vai investir algo em torno de US$ 14 bilhões no mesmo período, menos da metade do que a Disney planeja gastar.
“Novela” da Amazon anuncia elenco completo
A Amazon Prime Video anunciou nesta terça (24/11) o elenco completo da sua “Novela”, e revelou a primeira foto do par romântico da atração. Vale atentar que “Novela” é o título e não o gênero da atração, que na verdade é uma série de comédia em tom de sátira sobre o universo das telenovelas. A trama vai trazer Monica Iozzi (“Turma da Mônica: Laços”) no papel de uma promissora roteirista de TV e Miguel Falabella (“Sai de Baixo”) interpretando Lauro Valente, seu grande rival. Na história, Isabel (Iozzi) dedicou sua vida inteira ao sonho de virar autora da novela das nove. Quando a oportunidade enfim chega, ela é traída pelo seu mentor, Lauro Valente (Falabella), que aproveita a chance de emplacar um novo sucesso. Só que, quando Isabel decide confrontá-lo, acaba entrando magicamente em sua produção como protagonista. Este momento de fantasia faz com que ela seja transportada para um melodrama cheio de conflitos, vinganças, amores impossíveis e outros clichês, fazendo Isabel enfrentar suas dificuldades afetivas e pôr à prova sua crença de que só é possível ser feliz sozinha – especialmente após formar par com Marcello Antony (“Pequeno Segredo”) no romance do folhetim. O elenco também conta com Herson Capri (“Minha Mãe é uma Peça”), Suzy Rêgo (“Juacas”), Yara de Novaes (“Depois a Louca Sou Eu”), Tarcísio Filho (“Verdades Secretas”), Maria Bopp (“Me Chama de Bruna”), Pedro Ottoni (“Pai em Dobro”), Ary França (“Uma Quase Dupla”), Caio Menck (“01.09”), Leandro Villa (“Fim de Festa”), Elisa Pinheiro (“Quem Vai Ficar com Mário?”) e Luana Xavier (“A Vida Invisível”). O projeto tem produção do Porta dos Fundos e a equipe criativa destaca o cineasta João Falcão (“Fica Comigo esta Noite”) como showrunner, roteirista e diretor, além de uma sala de roteiristas comandada por Valentina Castello Branco (“Me Chama de Bruna”), que inclui Gabriel Esteves (“Porta dos Fundos: Contrato Vitalício”), Débora Guimarães (“Impuros”) e Mariana Pinheiro (“Hoje é Dia de Maria”). A produção executiva é de Tereza Gonzalez (“A Primeira Tentação de Cristo”) e a série também vai contar com direção de Gigi Soares (“Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou”) e Renata Pinheiro (“Amor, Plástico e Barulho”). Ainda não há previsão de estreia.
Amazon negocia produzir série baseada no game “Mass Effect”
O Amazon Studios está em fase final de negociações para desenvolver uma série baseada no game “Mass Effect”. Em declaração ao site Deadline, a chefe do estúdio, Jennifer Salke, disse que o sucesso da plataforma com “A Roda do Tempo” e “The Boys” ajudou a acelerar as negociações com a Eletronic Arts, responsável pelo jogo. “Você vai nos ver investir cada vez mais em gêneros de fantasia de todos os tipos, temos uma equipe focada no gênero que trabalha incansavelmente com nossos parceiros criativos nessas empreitadas, e você pode esperar por mais”, afirmou Salke. Game de ficção científica lançado em 2007, “Mass Effect” girava originalmente em torno da missão de um(a) militar, Comandante Shepard (cujo gênero é determinado pelo jogador), para salvar a Via Láctea de uma raça de seres mecânicos conhecida como Reapers e seus aliados. Mas depois da trilogia original, a franquia ganhou um reboot em 2017, “Mass Effect: Andromeda”, que acompanhava outro personagem, Ryan, responsável por guiar a humanidade na missão de colonizar uma nova galáxia. A trilogia original foi recentemente remasterizada em 4k e relançada com o título “Mass Effect Legendary Edition”. Veja o trailer abaixo. Apesar da negociação, ainda não há informações sobre nomes envolvidos na adaptação e nem uma previsão de estreia.












