Vídeos apresentam personagens da nova série “Star Trek”
A Paramount+ divulgou oito vídeos que apresentam individualmente os personagens principais de “Star Trek: Strange New Worlds”, Renovada para sua 2ª temporada antes mesmo da estreia, a produção vai acompanhar as primeiras jornadas nas estrelas da nave NCC 1701, conhecida pelo nome Enterprise Será a primeira série protagonizada pela tripulação comandada pelo Capitão Pike (Anson Mount), ao lado de Spock (Ethan Peck) e da Número 1/Una (Rebecca Romijn), que teve grande destaque na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”. E a ironia é que eles deveriam ter protagonizado “Star Trek” desde o começo. O trio integrava o piloto original de 1964, que foi reprovado e quase impediu o surgimento do fenômeno “Star Trek” – ou “Jornada nas Estrelas” no Brasil. Apenas Spock foi mantido quando a série foi reformulada, com Pike substituído pelo Capitão Kirk num novo piloto, finalmente aprovado em 1966. Apesar do descarte, os espectadores puderam ver uma prévia da tripulação original num episódio de flashback de duas partes que marcou época em 1966, com cenas recicladas do piloto rejeitado. Em 2019, os produtores de “Star Trek: Discovery” resolveram resgatar aqueles personagens, levando os trekkers à loucura. Em pouco tempo, uma campanha tomou as redes sociais pedindo uma nova série focado nas aventuras perdidas da espaçonave Enterprise, apresentando o Capitão Pike (e não Kirk) na ponte de comando. Um detalhe curioso é que a série também vai introduzir versões mais jovens de Uhura (personagem clássica de Nichelle Nichols na “Jornada nas Estrelas” de 1966) e da enfermeira Christine Chapel (originalmente vivida por Majel Barrett Roddenberry, esposa do criador de “Star Trek”, em 1966), interpretadas respectivamente por Celia Rose Gooding (da montagem da Broadway “Jagged Little Pill”) e Jess Bush (“Playing for Keeps”). Além disso, o ator Babs Olusanmokun (“Black Mirror”) retoma outro personagem visto na produção de meio século atrás, o Dr. M’Benga (na época encarnado por Booker Bradshaw). Bem menos conhecido, o oficial médico apareceu em apenas dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, na 2ª e 3ª temporadas da atração original. Para completar, a nova série ainda introduzirá três personagens inéditos: La’an Noonien-Singh (Christina Chong, de “Tom & Jerry – O Filme”), que seria uma descendente do vilão Khan; o engenheiro alienígena Henner (Bruce Horak, de “Warehouse 13”), da raça Aenar, e a navegadora latina Erica Ortegas (Melissa Navia, de “Billions”). O primeiro episódio de “Strange New Worlds” foi escrito pelo roteirista Akiva Goldsman (criador de “Titãs”), a partir de uma história que ele concebeu com Alex Kurtzman (roteirista do reboot de “Star Trek”, de 2009) e Jenny Lumet (criadora de “Clarice”). Os três são produtores executivos da nova série e Goldsman dirige o capítulo inaugural, que será lançado em 5 de maio em streaming.
“Ms. Marvel” ganha comercial ao som de The Weeknd
A Marvel divulgou um novo comercial da série “Ms. Marvel”, que apresenta a adolescente Kamala Khan ao som de “Blinding Lights”, de The Weeknd. “Ms. Marvel” marca a estreia de Iman Vellani como atriz, no papel da heroína do título. A jovem de 18 anos foi selecionada entre várias candidatas, seguindo um critério de representatividade. O estúdio queria alguém que fosse o mais similar possível à personagem, que será a primeira heroína muçulmana do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), mesmo que isso significasse uma intérprete desconhecida do público. Nos quadrinhos, Kamala Khan é uma adolescente paquistanesa-americana que, ao ganhar poderes de elasticidade, inspira-se na Capitã Marvel para assumir sua nova identidade. A prévia lhe confere poderes mais cósmicos que nas publicações e ainda dá destaque a Bruno Carrelli, personagem de Matt Lintz (o Henry de “The Walking Dead”), que é o único amigo de Kamala que sabe que ela é a Ms. Marvel. Desenvolvida pela roteirista Bisha K. Ali (“Sex Education”), a produção contará com direção da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (diretores do blockbuster “Bad Boys Para Sempre” e do vindouro filme da “Batgirl”), da paquistanesa Sharmeen Obaid-Chinoy (vencedora de dois prêmios Oscar de Melhor Documentário em Curta-metragem) e Meera Menon (de “Farah Goes Bang” e que já trabalhou na Marvel na série “O Justiceiro”). Ainda distante, a estreia está marcada para 8 de junho na plataforma Disney+.
Trailer da nova série “Star Trek” é repleto de ação
A Paramount+ divulgou o novo pôster e o trailer completo de “Star Trek: Strange New Worlds”, que destaca muitas cenas de ação, em meio a explosões e trilha evocativo do tema original da série “Jornada nas Estrelas” dos anos 1960. Renovada para sua 2ª temporada antes mesmo da estreia, a produção vai acompanhar as aventuras do Capitão Pike (Anson Mount), ao lado de Spock (Ethan Peck) e da Número 1 (Rebecca Romijn). Será a primeira série protagonizada pelos personagens, que tiveram grande destaque na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”. Mas a maior ironia é que eles deveriam ter protagonizado “Star Trek” desde o começo. O trio integrava o piloto original de 1964, que foi reprovado e quase impediu o surgimento do fenômeno “Star Trek” – ou “Jornada nas Estrelas” no Brasil. Apenas Spock foi mantido quando a série foi reformulada, com Pike substituído pelo Capitão Kirk num novo piloto, finalmente aprovado em 1966. Apesar do descarte, os espectadores puderam ver uma prévia da tripulação original num episódio de flashback de duas partes que marcou época em 1966, com cenas recicladas do piloto rejeitado. Em 2019, os produtores de “Star Trek: Discovery” resolveram resgatar aqueles personagens, levando os trekkers à loucura. Em pouco tempo, uma campanha tomou as redes sociais pedindo uma nova série focado nas aventuras perdidas da espaçonave Enterprise, apresentando o Capitão Pike (e não Kirk) na ponte de comando. Um detalhe curioso é que a série também vai introduzir versões mais jovens de Uhura (personagem clássica de Nichelle Nichols na “Jornada nas Estrelas” de 1966) e da enfermeira Christine Chapel (originalmente vivida por Majel Barrett Roddenberry, esposa do criador de “Star Trek”, em 1966), interpretadas respectivamente por Celia Rose Gooding (da montagem da Broadway “Jagged Little Pill”) e Jess Bush (“Playing for Keeps”). O primeiro episódio de “Strange New Worlds” foi escrito pelo roteirista Akiva Goldsman (criador de “Titãs”), a partir de uma história que ele concebeu com Alex Kurtzman (roteirista do reboot de “Star Trek”, de 2009) e Jenny Lumet (criadora de “Clarice”). Os três são produtores executivos da nova série e Goldsman dirige o capítulo inaugural, que será lançado em 5 de maio em streaming.
Animação adulta “Undone” ganha trailer da 2ª temporada
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada da série de animação adulta “Undone”. “Undone” é o novo projeto de Raphael Bob-Waksberg, autor de “BoJack Horseman” – em parceria com Kate Purdy, também roteirista de “BoJack Horseman” – , que retrata de forma realista a aparência de atores conhecidos, numa trama com elementos fantasiosos. O belo visual é criação de Hisko Hulsing, artista responsável pelas animações do documentário “Kurt Cobain: Montage of Heck” (2015). A série gira em torno de Alma (interpretada por Rosa Salazar, de “Alita: Anjo de Combate”), que sofre um acidente de carro e descobre uma nova relação com o tempo. Ela passa a ver seu pai falecido (Bob Odenkirk, de “Better Call Saul”), que tenta lhe explicar suas habilidades e como ela pode viajar no tempo para impedir ou descobrir a verdade sobre a morte dele. Entretanto, as visões, que mostram diferentes etapas temporais simultâneas à sua frente, só fazem ela questionar sua própria sanidade mental. Na 2ª temporada, Alma descobre que a habilidade é genética e que sua irmã Becca (Angelique Cabral, de “Life in Pieces”) também tem a mesma capacidade, mas vive em negação de seus poderes. Intuindo que sua mãe (Constance Marie, de “With Love”) corre risco, ela convence a irmã a formar uma aliança para viajar no tempo e resolver todos os problemas familiares – e até mundiais, ao menos em suas pretensões. Os novos episódios estreiam em 29 de abril.
Atriz de “Army of the Dead” vai estrelar série do game “Fallout”
A série baseada nos games “Fallout” encontrou sua protagonista feminina. Ella Purnell, estrela de “Yellowjackets” e “Army of the Dead”, vai estrelar a produção da Amazon Prime Video. Lançado em 1997, “Fallout” é uma franquia premiada de RPG pós-apocalíptico, que se passa no final do século 21, após uma guerra nuclear devastar o planeta e os sobreviventes começarem a sair de suas comunidades subterrâneas para um mundo repleto de perigos e criaturas mutantes. A atriz de 26 anos viverá Jean, uma “jovem obstinada que pode estar escondendo um segredo perigoso”. A série tem produção do casal Jonathan Nolan e Lisa Joy, criadores de “Westworld”, e terá como showrunners a roteirista Geneva Robertson-Dworet, que escreveu “Tomb Raider: A Origem” e “Capitã Marvel”, e Graham Wagner, produtor-roteirista de “The Office” e “Silicon Valley”.
HBO Max fará mais duas minisséries dos criadores de “Station Eleven”
O sucesso da minissérie “Station Eleven”, um dos maiores acertos da HBO Max, vai render mais duas produções das mesmas mentes criativas para a plataforma de streaming. Os novos projetos serão baseados em dois livros de Emily St. John Mandel, que receberão adaptações do roteirista Patrick Somerville, repetindo a configuração que materializou a trama pós-apocalíptica “Station Eleven”, baseada num livro de 2014 de Mandel. As próximas adaptações de Somerville darão vida aos trabalhos mais recentes da escritora, “The Glass Hotel” e o ainda inédito “Sea of Tranquility”. “The Glass Hotel” não é uma sci-fi, mas uma história de crise e sobrevivência sobre o esquema fraudulento de um bilionário chamado Jonathan Alkaitis, que ao entrar em colapso destrói inúmeras fortunas e devasta vidas. A trama acompanha o destino das pessoas ligadas ao bilionário após sua prisão, inclusive a amante, acostumada a uma via de luxo, que vira cozinheira num navio cargueiro, onde desaparece misteriosamente. O livro foi finalista do Scotiabank Giller Prize e listado como um dos favoritos do presidente Barack Obama em 2020. “Sea of Tranquility” é mais ao gosto dos fãs de “Station Eleven”. Descrito como um romance de arte, tempo, amor e peste, a trama leva o leitor da ilha de Vancouver em 1912 para uma colônia escura na superfície lunar, três séculos mais tarde. A linha narrativa é centrada em Gaspery-Jacques Roberts, um detetive da Cidade Noturna contratado para investigar uma anomalia no deserto norte-americano, onde descobre uma série de vidas reviradas: o filho exilado de um conde levado à loucura, um escritor preso em casa enquanto uma pandemia devasta a Terra e um amigo de infância da Cidade Noturna que, como o próprio Gaspery, vislumbrou a chance de fazer algo extraordinário que interromperá a linha do tempo do universo. Antes da confirmação da adaptação, Somerville chegou a escrever no Twitter que o novo livro tinha se tornado o seu favorito da escritora. “Emily tem um novo livro impressionante prestes a sair chamado ‘Sea of Tranquility'”, ele postou. “Tem a lua, viagem no tempo e passeios por livros futuristas, acho que deixei claro que sou um grande fã de um de seus romances anteriores [‘Station Eleven’], mas devo dizer: este é meu romance favorito de Emily. É incrível.” A publicação vai acontecer na terça (5/4) nos EUA.
Após cinco anos sem filmar, diretora de “Guerra ao Terror” retorna na Netflix
O primeiro filme da cineasta vencedora do Oscar Kathryn Bigelow desde “Detroit em Rebelião” (de 2017) será uma produção da Netflix. Ela vai dirigir a adaptação de “Aurora”, livro ainda inédito de David Koepp. O próprio autor, que é um conhecido roteirista de blockbusters (“Jurassic Park”, “Missão: Impossível” e “Homem-Aranha”), vai escrever a adaptação. “Aurora” se passa durante uma crise global de energia, após uma tempestade solar intensa deixar quase todo o planeta no escuro. A trama se foca em uma mãe solteira e seu filho adolescente, residentes em Illinois. Ela precisa de tornar uma “destemida protetora” em seu bairro suburbano, enquanto seu irmão distante – um CEO do Vale do Silício – planeja se isolar de todo o caos em um bunker do outro lado do país. Segundo romance de Koepp, “Aurora” será lançado em 7 de junho nas livrarias dos EUA. Além de marcar sua estreia no streaming, a produção também representa uma volta de Bigelow às tramas de fantasia e ação que caracterizaram o começo de sua carreira, época de filmes cultuados como o terror “Quando Chega a Escuridão” (2017), o thriller “Caçadores de Emoção” (1991) e a sci-fi “Estranhos Prazeres” (1995). Desde que se tornou a primeira mulher a vencer o Oscar de Melhor Direção em 2010, com “Guerra ao Terror”, ela só fez mais dois filmes, ambos dramáticos: “A Hora Mais Escura” (2012) e “Detroit em Rebelião” (2017), que foi lançado há cinco anos. Ainda não há previsão de lançamento para “Aurora”.
4ª temporada de “Você” vai se passar em Londres com novo elenco
A Netflix divulgou que a 4ª temporada de “Você” (You) vai encontrar Joe (Penn Badgley) em Londres. As gravações começaram nesta semana, conforme revelam as primeiras imagens dos bastidores, publicadas nas redes sociais da plataforma. Para quem não lembra, o 3º ano da produção terminou com o protagonista seguindo Marienne (Tati Gabrielle) até Paris. Detalhes de como ele vai parar na capital inglesa não foram revelados. A mudança de cenário será acompanhada por um novo elenco coadjuvante. A plataforma confirmou nada menos que 14 atores novos na produção, com destaque para Ed Speelers (“Downton Abbey”), Lukas Gage (“Euphoria”), Tilly Keeper (“EastEnders”), Amy Leigh Hickman (“Safe”) e Charlotte Ritchie (“Call the Midwife”). Ainda não há previsão de estreia para os novos episódios da série, que acompanha um psicopata sedutor e assassino, cuja obsessão pela namorada perfeita deixa um rastro sangrento de vítimas pelo caminho. 🚨URGENTE: aparentemente o Joe não está mais em Paris. 👀 As gravações da 4ª temporada de Você começaram. pic.twitter.com/dNKuyhh2ID — netflixbrasil (@NetflixBrasil) April 1, 2022
Bridgerton: História de Kate e Anthony vai continuar na 3ª temporada
Ao contrário do que aconteceu com o casal principal da 1ª temporada de “Bridgerton”, a atriz Simone Ashley, que interpreta Kate Sharma, confirmou que ela e Jonathan Bailey, o Anthony Bridgerton, vão retornar para o 3º ano da produção da Netflix. “Kate e Anthony estão apenas começando”, disse ela ao site Deadline. “Eu adoraria ver Kate se soltar um pouco, ser mais brincalhona. Ela deveria nadar muito nessa piscina de amor que eles encontraram, porque é o que ambos merecem”. A dúvida sobre o retorno do novo casal foi criada devido à ausência de Regé-Jean Page, intérprete de Simon Bassett, que estava contratado para participar apenas do primeiro ano e decidiu se afastar da atração. Já sua cara metade na trama, Phoebe Dyvenor, que vive Daphne Bridgerton, apareceu em alguns capítulos para alimentar a ilusão de que o casal viveu feliz para sempre. Baseada na série de livros da escritora Julia Quinn, a 2ª temporada da série romântica de época estreou há uma semana, em 25 de março, quebrando recorde de audiência na plataforma de streaming. A série encontra-se atualmente renovada até a 4ª temporada.
Alanis Morissette canta em clipe de “Bridgerton”
A Netflix divulgou o clipe da nova versão de Alanis Morissette para seu hit de 1995 “You Oughta Know”, que ganhou arranjo de cordas e foi incluído na 2ª temporada da série “Bridgerton”. O vídeo combina cenas da série com registros da cantora, sentada num cenário que evoca um jardim, acompanhada pelo grupo orquestral Duomo and Kroma Strings. Baseada na série de livros da escritora Julia Quinn, a 2ª temporada da série romântica de época estreou há uma semana, em 25 de março, quebrando recorde de audiência na plataforma de streaming.
Mick Jagger revela música criada para a série “Slow Horses”
Mick Jagger divulgou nas redes sociais e em seu canal no YouTube a música “Strange Game”, que foi composta para a trilha da série “Slow Horses”, lançada nesta sexta na Apple TV+. “Strange Game” resultou de uma parceria entre Jagger e Daniel Pemberton, compositor da trilha instrumental da série, que já foi indicado ao Oscar por “Os 7 de Chicago”. Pemberton também assinou as músicas de “Depois da Festa”, outra série da Apple TV+, além das trilhas de “Enola Holmes”, “Aves de Rapina” e “Homem-Aranha no Aranhaverso” Estrelada por Gary Oldman, vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação” (2017), “Slow Horses” acompanha uma equipe de agentes da inteligência britânica que atua no departamento menos importante do MI5, onde funcionários vão para encerrar a carreira após cometerem erros no trabalho. Até que se veem envolvidos num complô inesperado e precisam mostrar a competência que nunca tiveram, para não virarem danos colaterais de seus superiores. Desenvolvida por Will Smith (não o ator, mas o roteirista da série “Veep”), a adaptação do livro homônimo de Mick Herron tem um elenco impressionante, que ainda inclui Kristin Scott Thomas (também de “O Destino de uma Nação”), Jonathan Pryce (“Dois Papas”), Jack Lowden (“Dunkirk”) e Olivia Cooke (“Jogador Nº 1”).
Vencedor do Oscar 2022 é destaque nas estreias em streaming
A programação de filmes da semana destaca um vencedor do Oscar 2022 com uma das maiores aprovações da crítica internacional dos últimos meses. Por outro lado, também tem dois filmes chamativos com algumas das piores críticas do ano. Entraram na lista porque são as únicas atrações da semana com elenco de estrelas hollywoodianas e porque, apesar do que diz a imprensa (inclusive a gente), despertam inegável interesse de boa parcela do público. É só conferir a lista abaixo, com mais detalhes e trailers, pra entender quais são os filmes bacanas e quais vocês vão preferir contra todos os alertas. DRIVE MY CAR | MUBI Vencedor do Oscar 2022 de Melhor Filme Internacional e mais 68 prêmios – 3 deles no Festival de Cannes – , o novo filme de Ryûsuke Hamaguchi (“Roda do Destino”) segue um diretor de teatro viúvo e ainda enlutado, que viaja a Hiroshima para dirigir uma peça. Para se locomover na cidade, ele passa a contar com uma motorista reticente. Mas ao longo do tempo em que passam juntos, essa estranha o ajuda a confrontar um segredo deixado por sua falecida esposa, que o assombra silenciosamente. Se por um lado é uma obra contemplativa de três horas de duração, por outro cada segundo conta, e essa duração é fundamental para a jornada dos personagens. Quem embarcar na proposta vai entender porque o filme japonês é quase uma unanimidade, com 98% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. A FELICIDADE DAS PEQUENAS COISAS | NOW Primeiro filme do Butão a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Internacional – perdeu para “Drive My Car” – segue um jovem butanês, que sonha em se mudar para a Austrália e virar um cantor famoso, mas acaba enviado pelo governo para ser professor em Lunana, uma das regiões mais isoladas do mundo, onde deverá assumir uma escola infantil. Viajando a contragosto, ele logo descobre que aquele lugar não tem nada, nem quadro negro nem giz, mas se deixa contagiar pelas crianças, descobrindo a felicidade das pequenas coisas, conforme a moral da história explicitada pelo título. É uma história simples, que encantou a Academia pela simpatia e pela beleza da fotografia de cartão postal da região, localizada no Himalaia a quase cinco mil metros de altitude. Mas sua mensagem pode ser mais complicada do que aparenta, já que embute uma crítica ao desejo ocidental da busca pela fama e realização pessoal, evocando até o comunismo chinês, que na revolução cultural mandou 17 milhões de jovens intelectuais urbanos ao campo, para aprenderem “a felicidade das pequenas coisas”. APOLLO 10 E MEIO: AVENTURA NA ERA ESPACIAL | NETFLIX A melhor opção “hollywoodiana” da semana é a nova animação do diretor Richard Linklater (“Boyhood”). Com clima nostálgico e “lunático”, acompanha um adolescente típico do final dos anos 1960, que aprende o que são hippies ao mesmo tempo em que é recrutado para uma missão espacial secreta da NASA. Graças a um “acidente”, os cientistas construíram um módulo lunar muito pequeno, capaz de levar apenas uma criança em seu interior. E é assim que o jovem da cidade de Houston, no Texas, vira o primeiro astronauta a pisar na Lua, a bordo da Apollo 10 e Meio, lançada no meio tempo entre a criação do módulo e o primeiro voo tripulado “oficial” até a superfície lunar em 1969. “Apollo 10 e Meio” é a segunda animação de Linklater, e usa a mesma técnica de rotoscopia empregada para capturar expressões realistas do elenco de “O Homem Duplo” (2006). O elenco da nova produção reúne Zachary Levi (“Shazam!”), Jack Black (“Jumanji: Próxima Fase”), Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”) e outros. APRESENTANDO, NATE | DISNEY+ A divertida comédia infantil da Disney conta a história de Nate Foster, um menino hiperativo obcecado por musicais, que luta para conseguir papéis nas produções dramáticas de sua escola, enquanto fantasia em se tornar uma estrela da Broadway. De frustração em frustração, ele resolve arriscar tudo numa viagem para Nova York em busca de um papel e acaba viralizando de forma não intencional. Roteiro e direção são de Tim Federle, o criador de “High School Musical: A Série: O Musical”, mas o destaque é todo do estreante nas telas Rueby Wood, que viveu o protagonista Charlie na recente montagem da Broadway de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. No elenco, quem também chama atenção é Lisa Kudrow (de “Friends”), como a tia nova-iorquina derrotada, que Nate acha a pessoa mais legal de sua vida. A PROFESSORA DE VIOLINO | FILMICCA Nina Hoss (“Fênix”) venceu o troféu de Melhor Atriz do Festival de San Sebastián como a personagem do título, que enfrenta outros professores de sua escola de música para impôr a admissão de um aluno em quem vê um grande talento. Comprometida, ela se dedica tanto para prepará-lo para o exame final que se afasta de seu próprio filho, também violinista, e de seu marido. Mas no dia do exame, os eventos têm uma virada trágica. FILHO-MÃE | NOW Premiado em festivais internacionais, o primeiro drama do documentarista Mahnaz Mohammadi é sobre uma viúva que trabalha incansavelmente em uma fábrica falida para sustentar seu bebê e seu filho Amir de 12 anos, sem dar conta das despesas. Uma solução para suas dificuldades financeiras vem na forma de uma proposta de casamento do motorista de ônibus da fábrica. O problema é que ele tem uma filha da idade de Amir e a tradição iraniana dita que, se houver casamento, o menino não poderá compartilhar a casa da família. Sob os olhos críticos de sua comunidade e de seus colegas de trabalho hostis, a viúva se vê pressionada a tomar uma decisão, que pode salvá-la da miséria ou destruir sua família. A MULHER QUE FUGIU | NOW O novo drama minimalista do sul-coreano Hong Sang-soo (“Certo Agora, Errado Antes”) traz novas conversas em torno de mesas com comida e bebida, e passeios na praia. Sang-soo construiu toda sua filmografia premiada com cenas parecidas, repetindo sempre o mesmo esquema, que realmente impressiona críticos e curadores de festivais, capazes de ver novidades em cada variação estrelada pela musa do diretor, Kim Min-hee. “A Mulher que Fugiu” lhe rendeu o Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim de 2020. A trama, se é que se pode chamar assim, gira em torno da nova personagem de Kim Min-hee, que encontra três de suas amigas fora de Seul, enquanto seu marido está numa viagem de negócios. Elas têm uma conversa amigável, que dura 1h17. MOONFALL – AMEAÇA LUNAR | VOD* Em sua nova sci-fi apocalíptica, Roland Emmerich (“Independence Day”, “O Dia Depois do Amanhã”) volta a mostrar o mundo ameaçado de destruição por efeitos visuais grandiosos. Desta vez, é a lua que sai de órbita e inicia uma queda avassaladora sobre a Terra, abrindo buracos enormes no roteiro, assinado pelo diretor com a ajuda de dois especialistas em catástrofes planetárias, Spenser Cohen (“Extinção”) e Harald Kloser (“2012”). Esmagado pela gravidade das críticas (só 38% de aprovação), o filme revelou-se um verdadeiro desastre, que desperdiça um elenco formado por Halle Berry (“John Wick 3: Parabellum”), Patrick Wilson (“Aquaman”), John Bradley (“Game of Thrones”), Michael Peña (“Homem-Formiga e a Vespa”), Donald Sutherland (“The Undoing”) e Charlie Plummer (“Quem É Você, Alaska?”). A BOLHA | NETFLIX A nova comédia de Judd Apatow (“A Arte de Ser Adulto”) satiriza os bastidores de uma superprodução de Hollywood. A trama relata como a equipe e o elenco de um blockbuster com dinossauros tenta realizar seu filme no auge da pandemia. Para conseguir esse objetivo, todos são isolados e presos em seu hotel, ficando sem contato com o mundo externo. Curiosamente, isso realmente aconteceu. A premissa é uma sátira da forma como “Jurassic World – Domínio” foi realizado, mantendo astros numa “bolha de proteção” durante toda a filmagem em Londres para evitar a contaminação. “A Bolha” exagera a situação em prol do humor. Só que a crítica americana não achou a menor graça, resultando em apenas 24% de aprovação no Rotten Tomatoes (é o filme mais fraco da semana), apesar do elenco repleto de famosos – Pedro Pascal (“Mulher-Maravilha 1984”), Karen Gillan (“Jumanji: Próxima Fase”), David Duchovny (“Arquivo X”), Keegan-Michael Key (“O Predador”), Maria Bakalova (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), a esposa e a filha do diretor, Leslie Mann (“Mulheres ao Ataque”) e Iris Apatow (“Love”), entre outros. BRIAN WILSON: LONG PROMISED ROAD | NOW, VIVO PLAY, VOD* O documentário musical leva Brian Wilson de volta à casa em que compôs os maiores hits dos Beach Boys para falar sobre sua inspiração e os problemas mentais que o afligiram em sua busca por realizar uma obra-prima da música pop. E apesar das imagens históricas das gravações de 1966 e depoimentos de músicos famosos, o ponto alto da produção são as reminiscências e toda a emoção transmitida pelo próprio cantor e compositor ao falar sobre “Pet Sounds”. O disco foi considerado tão bom que, ao tentar superá-lo, os Beatles criaram “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, o que fez Wilson pirar ao ir além no inacabado “Smile”, mítico disco perdido de 1967, que só veio a ganhar edição oficial em 2011, completada pelo artista após sua “alta” psiquiátrica. Com direção de Brent Wilson (sem parentesco), que fez o documentário sobre doo-woop “Streetlight Harmonies” (2020), o filme foi premiado no Festival de Nashville. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
O novo herói da Marvel e as melhores séries da semana
O novo super-herói da Marvel é o destaque entre as séries estreantes da semana nas plataformas digitais. Mas há outras boas opções para os públicos mais adulto ou mais jovem. Na verdade, o que chama atenção na lista abaixo, com as melhores opções de lançamentos, é a ausência completa do nome Netflix. Com concorrência cada vez maior, as plataformas rivais perceberam que qualidade supera quantidade, uma equação que a pioneira do streaming nem sempre consegue totalizar. Confira abaixo os 10 principais títulos que chegam ao streaming, com informações detalhadas e os respectivos trailers. CAVALEIRO DA LUA | DISNEY+ Primeira série da Marvel a apresentar a origem de um novo personagem, “Cavaleiro da Lua” se diferencia das anteriores pelo próprio protagonista. Reinventada para o streaming, a trama reforça o aspecto único do herói, ao apresentá-lo como Steven, um inglês comum que tem apagões e acredita sofrer de sonambulismo. Até o dia em que uma escapada que parecia sonho o leva a ser perseguido por uma criatura sobrenatural e o único jeito de sobreviver é aceitar que possui uma segunda personalidade chamada Mark, capaz de resolver a situação. A interpretação de Oscar Isaac (da franquia “Star Wars”) alterna sotaques para deixar mais claro o transtorno dissociativo de identidade. Mas a origem de seus poderes ficou para os próximos episódios. Nos quadrinhos dos anos 1970, Mark Spector virava o Cavaleiro da Lua após encontrar o deus Khonshu numa missão como mercenário no Egito, transformando-se num avatar da divindade egípcia. A série está a cargo do roteirista-produtor Jeremy Slater, que criou “The Exorcist” e “The Umbrella Academy” (também sobre super-heróis, na Netflix), e a equipe conta com os diretores Mohamed Diab (“Clash”), uma das grandes revelações recentes do cinema egípcio, e a dupla Justin Benson e Aaron Moorhead, especialistas em terrores independentes, como os premiados e cultuados “Primavera” (2014) e “O Culto” (2017). O elenco ainda destaca Ethan Hawke (“Boyhood”), May Calamawy (“Rami”) e o francês Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”), que faleceu em janeiro num acidente de ski. SLOW HORSES | APPLE TV+ Estrelada por Gary Oldman, vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação” (2017), a minissérie acompanha uma equipe de agentes da inteligência britânica que atua no departamento menos importante do MI5, onde funcionários vão para encerrar a carreira após cometerem erros no trabalho. Oldman é o líder dos espiões fracassados – 11 anos depois de “O Espião que Sabia Demais” – , lembrando a todos da irrelevância de suas funções, até que se vê precisando defendê-los, quando são envolvidos num complô inesperado e têm que mostrar a competência que nunca tiveram, para não virarem danos colaterais de seus superiores. Desenvolvida por Will Smith (não o ator, mas o roteirista da série “Veep”), a adaptação do livro homônimo de Mick Herron tem um elenco impressionante, que ainda inclui Kristin Scott Thomas (também de “O Destino de uma Nação”), Jonathan Pryce (“Dois Papas”), Jack Lowden (“Dunkirk”) e Olivia Cooke (“Jogador Nº 1”). UM LOBO COMO EU | AMAZON PRIME VIDEO A minissérie estrelada por Josh Gad (“A Bela e a Fera”) e Isla Fisher (“Truque de Mestre”) é um terror romântico. Eles se conhecem e se apaixonam num acidente de carro, mas um segredo da personagem de Fisher a faz fugir sempre que o envolvimento se torna mais sério. A atração foi concebida pelo australiano Abe Forsythe, diretor do terrir “Pequenos Monstros” (Little Monsters), que também foi estrelado por Gad. Ele assina o roteiro e a direção de todos os seis episódios, e ainda compartilha a produção executiva com Gad e Fisher. JULIA | HBO MAX A minissérie biográfica conta a história de Julia Child, pioneira dos programas de culinárias na televisão, que já tinha sido interpretada por Meryl Streep no filme “Julie & Julia” (2009). A trama utiliza seu sucesso para explorar um momento chave na evolução cultural dos EUA, incluindo o feminismo, a cultura das celebridades e a popularização dos canais públicos de TV. Criada por Daniel Goldfarb (produtor de “Maravilhosa Sra. Maisel”) e produzida por Christopher Keyser (criador de “Party of Five” e “The Society”), a atração destaca a inglesa Sarah Lancashire (“Happy Valley”) no papel-título. CLAWS | HBO MAX Inédita no Brasil, a série criada por Eliot Laurence (roteirista de “Bem-Vindos ao Mundo”) e produzida pela atriz Rashida Jones (séries “Parks and Recreation” e “Angie Tribecca”), “Claws” chega completa, com quatro temporadas disponibilizadas em streaming. Exibida até este ano nos EUA, a trama gira em torno de funcionárias de um salão de manicures que se transformam em gângsteres. Niecy Nash (“Scream Queens”) lidera o elenco no papel de Desna Simms, a proprietária do salão localizado no sul da Flórida, onde trabalham outras cinco mulheres: Polly (Carrie Preston, de “True Blood”), que cumpriu pena por roubo de identidade, Jennifer (Jenn Lyon, de “Justified”), uma garota tentando se livrar dos vícios, Quiet Ann (Judy Reyes, de “Devious Maids”), a segurança do lugar, e Virginia (Karrueche Tran, de “The Bay”), sempre entediada com o próprio trabalho. O problema é que, sob esse esmalte de normalidade, o salão é uma fachada para lavagem de dinheiro da máfia russa. E, ao longo da série, as manicures resolvem peitar os criminosos e construir seu próprio império. O INTERNATO: LAS CUMBRES | AMAZON PRIME VIDEO A série espanhola de terror adolescente retorna para uma 2ª temporada repleta de mistérios. Nos novos episódios, a morte de Cayetano desperta ainda mais o interesse dos alunos para descobrir quem está por trás de todos os estranhos assassinatos cometidos no internato de elite que batiza a atraçaõ. THE GOOD DOCTOR | GLOBOPLAY A atração estrelada por Freddie Highmore (de “Bates Motel”) está atualmente na reta final de sua 5ª temporada nos EUA. Por enquanto, foram disponibilizados apenas os sete primeiros capítulos dessa fase, que lidam com o noivado do protagonista. Desenvolvida por David Shore (o criador de “House”), a série traz Highmore como o Dr. Shaun Murphy, um médico autista, anti-social, terrível na hora de interagir com as pessoas, mas também brilhante e intuitivo quando o assunto é Medicina. Apesar disso, os novos episódios destacam sua trama romântica com Lea Dilallo (Paige Spara). BALTHAZAR | GLOBOPLAY A série procedimental acompanha casos policiais pelo ponto de vista do legista do título, um personagem excêntrico, que parece ser capaz de falar com os mortos para conseguir pistas de assassinatos. Grande sucesso da TV francesa, a produção é tipo “o crime da semana” e deve sua popularidade à química dos atores principais – Tomer Sisley (“Não Olhe para Cima”) como Balthazar e Hélène de Fougerolles (“Tudo pela Honra”) no papel da parceira policial relutante. Por enquanto, a Globoplay disponibilizou as duas primeiras temporadas, de um total de quatro já produzidas na França. LA GARÇONNE: DUPLA IDENTIDADE | GLOBOPLAY Passada na Paris da era do jazz, a produção francesa segue Louise Kerlac, que testemunha um assassinato e se torna a principal suspeita. Convencida de que só conseguirá descobrir o verdadeiro criminoso com ajuda da polícia, ela assume a identidade de seu irmão gêmeo e se torna detetive, seguindo a pista do desaparecimento de várias modelos de pintores de Montparnasse. Mas para se infiltrar na boêmia parisiense, precisa criar uma segunda personagem, uma versão extravagante e glamorosa de si mesma, passando a investigar como homem durante o dia e como mulher à noite. PHOENIX RISING: RENASCENDO DAS CINZAS | HBO MAX A minissérie documental traz Evan Rachel Wood falando sobre o abuso que sofreu nas mãos de Marilyn Manson (que ela chama pelo nome real, Brian Warner), abrindo espaço para novas denúncias contra o músico e para a luta de vítimas contra o limite de prescrição desse tipo de crime, que impede que abusadores sejam investigados depois de um certo tempo. Em um dos momentos mais fortes da produção, a estrela da série “Westworld” revela ter sido estuprada diante das câmeras no clipe de “Heart-Shaped Glasses”, lançado em 2007, quando ela tinha 19 anos – Manson estava com 38. Após a exibição do filme dirigido por Amy Berg (“Livrai-nos do Mal”) no Festival de Sundance deste ano, Marilyn Manson abriu processo contra a atriz por difamação, contestando suas alegações de abuso sexual, que chama de “falsidade maliciosa”. Ela respondeu com um “Não tenho medo”.












