Netflix estreia modelo de assinatura com anúncios
A Netflix iniciou nessa quinta (3/11) o seu prometido modelo de assinatura mais barata, com adição de anúncios. O plano já está disponível aqui no Brasil, assim como nos EUA, Reino Unido, Austrália, Japão, França, Alemanha, Itália e Coreia do Sul – além do Canadá e do México, onde fizeram parte do programa piloto. O preço varia de país para país. Nos EUA, o custo é de US$ 6,99 por mês. No Brasil, o valor é de R$ 18,90 por mês e dá direito ao usuário conferir a programação do serviço de streaming com qualidade máxima de 720p/HD e com uma média de 4 a 5 minutos de anúncios exibidos por hora. O plano básico tem qualidade menor de imagem, permite acesso em apenas uma tela e não traz a opção de fazer download do conteúdo. Além disso, possui limitação de conteúdo – algumas séries como “Arrested Development” e “House of Cards” não estão incluídas neste pacote. O diretor de operações da Netflix, Greg Peters, que foi responsável pela criação do plano básico com anúncios, explicou que, desde que foi anunciada a mudança, a Netflix iniciou um longo processo de obtenção de direitos e revisão de contratos para permitir que o conteúdo fosse acompanhado por anúncios. Ainda assim, cerca de 5% a 10% da programação total da Netflix não estará disponível no plano, algo que o executivo chamou de “uma pequena minoria de visualizações”. Segundo Peters, essa diferença se deve a alguns acordos antigos, que não permitem interrupções durante a exibição do conteúdo. Ele fez questão de frisar que não se trata de problema de distribuição com algum estúdio em específico. “É principalmente sobre o tipo do acordo e trabalharemos para reduzir esse número ao longo do tempo.” No plano básico, a maioria dos conteúdos será interrompida pela exibição de anúncios. A exceção serão os lançamentos de grandes filmes, como o aguardado “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”. Em casos como este, serão exibidos anúncios apenas antes do início do filme. “Vamos tentar preservar esse tipo de modelo cinematográfico lá”, explicou Peters, que também apontou que esse modelo é similar àquele adotado por alguns serviços rivais. Por outro lado, filmes que estão no catálogo da Netflix há mais tempo terão uma combinação mais “tradicional” de anúncios, tanto antes do início quanto no meio, embora com intervalos “menos frequentes”, disse ele. Jeremi Gorman, chefe de publicidade da Netflix, disse no mês passado que o estoque de anúncios estava quase esgotado, com várias centenas de contratos já fechados com anunciantes. Analistas de Wall Street previram que a publicidade poderia gerar vários bilhões de dólares por ano em receita nos próximos anos para o streaming. Além disso, Peters define a novidade como “um modelo pró-consumidor” que trará “muito mais membros” para o serviço – embora não faça nenhuma projeção apontando quantos novos usuários seriam atraídos pela assinatura mais barata. Ele também sustenta que a assinatura mais barata não vai canibalizar o negócio de assinaturas mais caras, preservando os outros planos por causa dos recursos e funcionalidades a mais que eles oferecem. O plano básico sem anúncios tem a mesma qualidade mediana de imagem do plano com anúncios, mas oferece o catálogo completo, downloads e exibições sem interrupções comerciais por R$ 25,90. No plano padrão, que custa R$39,90, os assinantes obtêm resolução de 1080p, além de acesso a todos títulos, capacidade de download e disponibilidade de assistir ao conteúdo em telas simultâneas. A Netflix ainda apresenta um plano premium, que custa R$55,90 e o único que oferece resolução em 4k, além de permitir acesso simultâneo a um número maior número de telas. Vale lembrar que, inicialmente, os anúncios estavam reservados a serviços gratuitos como Pluto e Tubi, onde a publicidade era sua única fonte de receita. Mas os serviços pagos agora vão buscar esses anunciantes, ao mesmo tempo em que tentarão preservar os clientes que foram inicialmente atraídos para seu ambiente original desprovido de comerciais. Outros serviços de streaming já lançaram ou preparam seus próprios planos com anúncios, como HBO Max, Peacock, Paramount+ e Disney+.
HBO Max e Discovery+ somam 95 milhões de assinantes mundiais
A Warner Bros. Discovery (WBD) está contabilizando quase 95 milhões de assinantes mundiais de seus serviços combinados na HBO Max e Discovery+ no terceiro trimestre do ano, de julho a setembro. O período representa a época do lançamento de “A Casa do Dragão”, prólogo de “Game of Thrones” que se provou imensamente popular. Como a empresa liderada por David Zaslav já informou que vai unificar as plataformas de streaming em um serviço único em 2023, não foram informados os números relativos a cada plataforma de forma separada. No segundo trimestre, o WBD disse que os assinantes de HBO Max e Discovery+ totalizaram 92,1 milhões, um aumento de 1,7 milhão em relação aos 90,4 milhões do trimestre anterior. O número atual representa um aumento de 2,8 milhões de usuários em todo o mundo – 500 mil deles nos EUA e Canadá. Pode parecer pouco, mas é maior que o atingido pela líder Netflix no mesmo período. A grande rival da WBD adicionou 2,4 milhões de novos assinantes no terceiro trimestre, incluindo um ganho de 100 mil na América do Norte, para chegar a 223,1 milhões em todo o mundo no final de setembro. No relatório divulgado nesta quinta (3/11), a WBD também revelou um prejuízo líquido de US$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre, que incluiu US$ 1,92 bilhão em amortização de impostos de ativos vinculados à reestruturação da empresa após a fusão entre Warner e Discovery. Isto significa que a empresa ainda vai precisar cortar muitas despesas para buscar o equilíbrio financeiro. Em comunicado, o principal executivo da empresa reconheceu um ambiente operacional desafiador. “Estamos reimaginando e transformando a organização para o futuro enquanto promovemos sinergia em toda a empresa, aumentando nossa meta para pelo menos US$ 3,5 bilhões e fazendo progressos significativos em nossos produtos DTC [streaming] combinados”, disse David Zaslav. “Embora tenhamos muito mais trabalho a fazer e algumas decisões difíceis ainda a serem tomadas, temos total convicção da oportunidade à nossa frente.”
Selena Gomez lança música inédita de seu documentário
Selena Gomez divulgou o vídeo com a letra de “My Mind & Me”, música nova que fala sobre seus conflitos internos e batiza um documentário da Apple TV+. Além da letra da canção, o vídeo traz ilustrações animadas da premiada designer canadense Elizabeth Leferrière, que estreia num projeto musical. A música também serve de tema para o documentário “Selena Gomez: My Mind & Me”, que foca a luta da cantora e atriz contra a depressão durante seu tratamento com lúpus. Dirigido por Alek Keshishian, conhecido por outro famoso documentário musical, “Na Cama com Madonna” (1991), o filme aborda a carreira de Selena Gomez e seus problemas de saúde, tanto física quanto mental, e foi desenvolvido em segredo ao longo de seis anos. O lançamento está marcado para sexta-feira (4/11) em streaming.
Ator de “Divergente” vai estrelar série baseada em “Magnatas do Crime”
O ator Theo James, conhecido pelo seu trabalho na franquia “Divergente” e na série “A Mulher do Viajante no Tempo”, vai estrelar a série “The Gentlemen”, baseada no filme “Magnatas do Crime” (2019), de Guy Ritchie. A trama continua a história do filme e vai acompanhar Eddie Halstead (personagem de James), um soldado honesto que recebeu uma enorme propriedade de herança do seu pai. O problema é que a propriedade está localizada no local onde antes operava o império de maconha do lendário Mickey Pearson (personagem de Matthew McConaughey no longa). Agora, o protagonista precisará decidir se ele tem coragem para assumir o controle do submundo de Londres e liderar toda a operação. Desenvolvida para a Netflix, a série baseada em “Magnatas do Crime” foi escrita pelo próprio Guy Ritchie, em parceria com Matthew Read (produtor de “Peaky Blinders”). O cineasta britânico também ficou responsável por dirigir os dois primeiros episódios. Elogiado pela crítica internacional (75% de aprovação no Rotten Tomatoes), “Magnatas do Crime” marcou a volta do diretor do blockbuster “Aladdin” (2019) às tramas de gângsteres do começo de sua carreira. O filme girava em torno da sucessão de um chefão americano do crime (McConaughey) que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre sua aposentadoria, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. A série “The Gentlemen” ainda não tem previsão de estreia. Veja abaixo o trailer legendado de “Magnatas do Crime”.
Filme clássico “O Dia do Chacal” vai virar série
O filme clássico “O Dia do Chacal” (The Day of the Jackal, 1973), baseado no livro de Frederick Forsyth, vai virar uma série de TV. A atração está sendo desenvolvida para o serviço de streaming Peacock em parceria com o canal pago britânico Sky. Dirigido por Fred Zinnemann, o filme original contava a história de assassino profissional apelidado de “Chacal” (e interpretado por Edward Fox) que é contratado por uma organização dissidente para matar Charles de Gaulle, o presidente da França. O filme chegou a ganhar uma continuação chamada “O Chacal” (1997), estrelada por Bruce Willis, Richard Gere e Sidney Poitier. A nova atração é descrita como uma “releitura contemporânea do amado e respeitado romance e filme”. A proposta é que a série se aprofunde mais na figura do “anti-herói”, colocando-o numa trama intrincada que acontece em meio a uma paisagem geopolítica turbulenta. A série de “O Dia do Chacal” foi criada por Ronan Bennett (“Top Boy”), que também vai atuar como showrunner da atração. A direção dos episódios ficará por conta de Brian Kirk (“Crime sem Saída”). “É uma perspectiva emocionante trabalhar com Ronan Bennett e Brian Kirk neste thriller de gato e rato contemporâneo inspirado no respeitado romance de Frederick Forsyth e no muito admirado e lembrado filme de Fred Zinnemann”, disse Gareth Neame, produtor executivo da Carnival Films, que vai desenvolver a série. “Vamos manter o cenário pan-europeu e jogar com os pontos fortes da estrutura episódica neste thriller internacional inteligente e veloz, com a história de um assassino e a corrida para detê-lo ainda no centro da ação.” Ainda não há previsão de estreia. “O Dia do Chacal” se junta à crescente lista de filmes que vão ser transformados em série. A lista ainda conta com as produções baseadas em “Sexta-Feira 13” (1980), “Scanners: Sua Mente Pode Destruir” (1981), “Kickboxer: O Desafio do Dragão” (1989), “Medo” (1996), “Ou Tudo ou Nada” (1997), “Não me Abandone Jamais” (2010), “Festa da Salsicha” (2016), “Os Parças” (2017), “Magnatas do Crime” (2019) e “O Chef” (2021). Assista abaixo ao trailer de “O Dia do Chacal”.
Aubrey Plaza vai estrelar nova série da Marvel
Aubrey Plaza está de volta às séries da Marvel. A atriz que roubou as cenas de “Legion” foi escalada em “Agatha: Coven of Chaos”, spin-off de “WandaVision”. Detalhes sobre seu papel estão sendo mantidos em sigilo, mas acredita-se que ela vá interpretar uma vilã. “Agatha: Coven of Chaos” voltará a trazer Kathryn Hahn como a bruxa Agatha Harkness, além de Emma Caufield Ford, que viveu Dottie na série estrelada por Elizabeth Olsen, e vai introduzir um novo personagem vivido por Joe Locke, um dos protagonistas da série “Heartstopper”. A criadora de “WandaVision” – e roteirista de “Viúva Negra” – Jac Schaeffer também estará de volta para comandar o projeto. Introduzida originalmente como Agnes, a vizinha intrometida de Wanda e Visão, a vilã Agatha Harkness terminou “WandaVision” revelando-se uma bruxa poderosa, que estava disfarçada para estudar a heroína antes de enfrentá-la. Mas todo esse esforço dá em nada, já que Agatha termina a série derrotada e forçada a assumir a personalidade fictícia de Agnes, ao ser condenada por Wanda a viver o resto da vida como uma dona de casa suburbana como punição. Não está claro se a série contará com outros integrantes do elenco de “WandaVision”, que destacou Elizabeth Olsen e Paul Bettany nos papéis de Wanda e Visão, além de Teyonah Parris como a versão adulta de Monica Rambeau (uma criança em “Capitã Marvel”), Kat Dennings como Darcy Lewis (da franquia “Thor”) e Randall Park como o agente do FBI Jimmy Woo (introduzido em “Homem-Formiga e a Vespa”). Kathryn Hahn fez muito sucesso em “WandaVision”. Ela foi indicada ao Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante de Minissérie e sua música-tema, “Agatha All Along”, tornar-se um fenômeno pop, com vários remixes e covers publicados no YouTube. Composta pela dupla Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez (de “Frozen”), a canção venceu o Emmy de 2021 na categoria de Melhor Música Original. Além dessa série, a história de “WandaVision” também vai continuar em “Vision Quest”, produção estrelada por Paul Bettany como o Visão.
“Tuca & Bertie” é cancelada – de novo
A série “Tuca & Bertie” sofreu seu segundo cancelamento. A criadora da série, Lisa Hanawalt, anunciou no Twitter que o Adult Swim não vai dar continuidade à produção após exibir duas temporadas. O canal reviveu “Tuca & Bertie” em 2020 após o cancelamento original da série pela Netflix após uma única temporada em 2019. “Trabalhar com o Adult Swim foi muito criativo, nossos executivos foram todos inteligentes e atenciosos, e sou grata por termos conseguido espaço para fazer todos esses episódios selvagens e sinceros sobre coisas que importam muito para mim”, escreveu Hanawalt na rede social. Ela também observou que espera dar à série um final adequado em algum momento. “Eu ainda tenho um final lindo e estranho para ‘T&B’ em mente, espero que um dia tenhamos a chance de terminar a história. Eu testemunhei tantas pessoas se conectando com esta série em um nível profundo, e pretendo continuar contando histórias como esta, não importa o que aconteça.” Com 99% de aprovação na média do portal Rotten Tomatoes, a série produzida pela equipe de “BoJack Horsemen” contava a história de duas amigas passarinhas em suas aventuras e crises comuns às fêmeas de qualquer espécie – com dublagem original das comediantes Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”) e Ali Wong (“American Housewife”). O excelente elenco de vozes ainda contava com Steven Yeun (indicado ao Oscar por “Minari”), Nicole Byer (“Mandou Bem!”), Pamela Adlon (“Better Things”) e Richard E. Grant (“Loki”). As duas últimas temporadas da série foram disponibilizadas no Brasil pela HBO Max. Goodbye to Tuca & Bertie, for now 🙁 pic.twitter.com/fVodONC4mY — Lisa Hanawalt (@lisadraws) November 2, 2022
Netflix renova “Sandman” para 2ª temporada
A Netflix deu sinal verde para a aguardada 2ª temporada de “Sandman”, adaptação dos quadrinhos cultuados de Neil Gaiman. A confirmação da renovação se segue a um recado do Twitter oficial da editora DC Comics, que dizia: “O sonho continua. ‘Sandman’ retornará com novos episódios baseados em vários volumes da graphic novel de Neil Gaiman para explorar ainda mais histórias dos Perpétuos”. Entretanto, esse tuite foi imediatamente apagado. Na dúvida, o site Deadline foi atrás de suas fontes e confirmou que a série foi realmente renovada. Lançada no início de agosto, “Sandman” teve 69,5 milhões de horas de visualização em sua primeira semana, dobrando na segunda para 127,5 milhões, marcando 77,2 milhões em sua terceira semana e obtendo 53,8 milhões em sua quarta. Mas o próprio Neil Gaiman disse que essa performance robusta não garantia uma renovação automática, uma vez que os capítulos tinham uma produção cara. Com episódios baseados nos dois primeiros volumes da coleção em sua 1ª temporada, “Sandman” impressionou por sua capacidade de ser visualmente fiel aos quadrinhos, apesar dos contrastes na apresentação dos personagens, muitos deles escalados com intérpretes de raças e sexos diferentes das páginas originais – incluindo o Lúcifer vivido por Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), a Morte interpreta por Kirby Howell-Baptiste (“The Good Place”) e Lucienne (antigamente conhecida como o assistente Lucien) em interpretação de Vivienne Acheampong (“The One”). A história também foi transposta para os dias atuais – em vez dos anos 1980 – , embora comece nos primeiros anos do século 20, quando o Perpétuo conhecido como Sonho (Tom Sturridge, de “Longe Deste Insensato Mundo”) é preso pelo ritual de um mago. Ao se libertar após várias décadas, ele dá início a uma jornada para retomar o domínio do reino dos sonhos. Para isso, precisa recuperar três ferramentas que lhe foram roubadas – uma algibeira cheia de areia, um rubi e um elmo – , numa busca que o leva até o inferno. Com uma mitologia complexa, que inclui a concepção dos irmãos do Sonho – Perpétuos que representam Morte, Destino, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero (em inglês, todos os nomes começam com a letra D) – a trama de “Sandman” capturou a imaginação de uma geração nos anos 1980 e ajudou a lançar o conceito de quadrinhos adultos numa época em que o gênero era sinônimo de super-heróis. A continuidade da adaptação permitirá levar ao público alguns dos textos mais complexos e desconcertantes da trama de Gaiman, com personagens históricos e míticos, como William Shakespeare, o imperador Otávio Augusto e Orfeu, que têm suas histórias incorporadas à narrativa publicada pela DC.
Jennifer Lawrence desistiu de filme por causa de Amanda Seyfried
A atriz Jennifer Lawrence anunciou que desistiu de estrelar “Bad Blood”, filme que voltaria a reuni-la com o diretor Adam McKay após “Não Olhe para Cima”. O motivo foi a demora da produção, que acabou superada pelo lançamento de “The Dropout”, minissérie sobre a mesma história, que rendeu o Emmy de Melhor Atriz para Amanda Seyfried pelo papel que Lawrence desempenharia no cinema. Lawrence disse que desistiu do filme depois de assistir a performance premiada da colega. “Achei ela ótima”, disse a atriz, numa entrevista para o jornal New York Times. “Eu fiquei tipo, ‘não precisamos refazer isso. Ela já fez.'” “Bad Blood” estava há seis anos em desenvolvimento. Foi o projeto que juntou Lawrence e McKay pela primeira vez, mas como enfrentou várias dificuldades para sair do papel, acabou deixado de lado para que os dois fizessem outro filme antes, “Não Olhe para Cima”. Em dezembro passado, a Apple TV+ surgiu como parceiro financeiro e de distribuição do projeto. No filme agora descartado, Lawrence daria vida à história real de Elizabeth Holmes, jovem que largou a faculdade de Engenharia para fundar a startup Theranos, especializada em rápidos diagnósticos médicos a partir de apenas uma gota de sangue. A promessa revolucionária da startup atraiu muitos investidores e, em pouquíssimo tempo, transformou Holmes na mais jovem bilionária dos Estados Unidos e a única a figurar na lista sem o respaldo de uma grande herança. Mas o que, na superfície, parecia um caso bem-sucedido de empreendedorismo – a exemplo do que Lawrence viveu em “Joy – O Nome do Sucesso” (2015) – , acaba tendo uma reviravolta amarga. Após uma década de atividade e de atingir o valor de mercado de US$ 9 bilhões, o sucesso da Theranos se provou controvertido, levando o negócio a se desvalorizar de forma vertiginosa. Resultados equivocados, profissionais desqualificados e laboratórios fora dos padrões aceitáveis derrubaram o prestígio do empreendimento, levando Holmes a ser processada por fraude, conforme novas provas foram surgindo de que o negócio não tinha a menor capacidade de fazer o que anunciava. A trama foi escrita pela roteirista Vanessa Taylor (“A Forma da Água”) e era baseada num livro do jornalista John Carreyrou, que denunciou a fraude.
Paramount+ ressuscita “Acústico MTV” com homenagem de Manu Gavassi a Rita Lee
A Paramount+ está resgatando o formato do “Acústico MTV”. A plataforma divulgou o teaser de um novo projeto acústico, em que Manu Gavassi interpreta as músicas do disco “Fruto Proibido”, de Rita Lee. O vídeo disponibilizado traz Manu tentando reproduzir o visual da capa do álbum clássico de 1975. O “Acústico MTV” foi uma das marcas mais fortes da emissora musical nos anos 1990, rendendo shows famosos internacionais e nacionais. No Brasil, a última gravação tinha sido de Tiago Iorc, lançada em 2019. “Quando tive a ideia de prestar uma homenagem para ‘Fruto Proibido’, eu não fazia ideia do quão divertido se transformaria esse Acústico MTV. Todo o processo, desde o cenário, até a escolha da banda – formada somente por mulheres – e os ensaios, foi tudo meio mágico”, disse Manu em comunicado à imprensa. “É louco pensar que a Rita Lee tinha a minha idade quando escreveu essas músicas (há mais de 47 anos), e acho que me identifiquei tanto com essas palavras nesse momento da minha vida não por acaso. Esse é um projeto definitivamente especial pra mim”, completou. Quarto álbum solo de Rita Lee – e o segundo com a banda Tutti Frutti – “Fruto Proibido” reuniu alguns dos maiores sucessos da carreira da cantora, como “Agora Só Falta Você”, “Esse Tal de Roque Enrow”, “Ovelha Negra” e “Luz Del Fuego”. O show “Acústico MTV: Manu Gavassi Canta ‘Fruto Proíbido’ de Rita Lee” foi gravado na noite de terça-feira (1/11), mas ainda não há previsão para sua exibição.
Becoming Elizabeth: Série sobre juventude da rainha Elizabeth I é cancelada
O canal pago americano Starz cancelou “Becoming Elizabeth” após a 1ª temporada. A nova série dramática sobre a genealogia da monarquia britânica contava a história da Princesa Elizabeth, antes dela se tornar a Rainha Elizabeth I, uma das mais poderosas monarcas da História do Reino Unido. Embora não fizesse parte de uma franquia, a trama servia de continuação para outras produções do canal, especialmente a saga baseada nos livros da escritora Philippa Gregory, introduzida em “The White Queen”, continuada em “The White Princess” e concluída em “The Spanish Queen”. Afinal, Elizabeth é filha de Ana Bolena, personagem vista na última série. “Becoming Elizabeth” começa com a morte de Henrique VIII e a ascensão de seu irmão caçula, Eduardo VI, e mostrava como Elizabeth precisou contar com a morte de dois irmãos e uma prima, que estavam à sua frente na linha sucessória, para virar rainha aos 25 anos. A série foi desenvolvida por Anya Reiss (“Ackley Bridge”), dirigida pelo cineasta Justin Chadwick (“Amor & Tulipas”) e destacava em seu elenco a alemã Alicia von Rittberg (“Ventos da Liberdade”) como Elizabeth, além de Jamie Blackley (“The Last Kingdom”), Romola Garai (“As Sufragistas”), Alexandra Gilbreath (“Amor & Tulipas”), Jamie Parker (“1917”), Leo Bill (“Taboo”), Oliver Zetterström (“The Romanoffs”) e Bella Ramsey (“Game of Thrones”), entre outros. A superprodução de época foi lançada em junho no Brasil pela plataforma Starzplay – que foi rebatizada de Lionsgate+ no final de setembro.
“Pretty Little Liars” ganha subtítulo e arte de terror da 2ª temporada
O produtor-roteirista Roberto Aguirre-Sacasa (criador de “Riverdale”) revelou que a 2ª temporada do reboot de “Pretty Little Liars” terá um subtítulo. Ela vai se chamar “Pretty Little Liars: Summer School” (Escola de Verão, em tradução literal). O responsável pela série de suspense adolescente compartilhou a notícia no Instagram junto de uma arte macabra, que mostra a malvadinha Kelly/Karen (Mallory Bechtel) engasgando com um megafone de líder de torcida – uma imagem de filme de terror. A série já foi lançada no Brasil com um subtítulo, “Pretty Little Liars: Um Novo Pecado”. A 1º temporada agradou à crítica, com 88% de aprovação no Rotten Tomatoes e um reinvenção considerada até melhor que a “Pretty Little Liars” original, graças à elementos de terror slasher introduzidos por Roberto Aguirre-Sacasa e sua parceira de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. A trama gira em torno de um grupo de garotas adolescentes atormentado por um agressor desconhecido por culpa de segredos de suas mães. Refletindo a tendência dos últimos anos, o elenco é mais diversificado que o da série de 2010, destacando Bailee Madison (de “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (“Máquina Mortífera”/Lethal Weapon), Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”), Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”), além de Mallory Bechtel (“Hereditário”) no papel de irmãs gêmeas. Com sua renovação, “Um Novo Pecado” se tornou o primeiro derivado da série original a ir além da temporada inaugural. Adaptação de best-seller de Sarah Shepard, “Pretty Little Liars” durou sete temporadas, de 2010 a 2017, período em que ajudou a popularizar o antigo canal ABC Family e servir de ponte para sua transformação no Freeform – além de deslanchar a carreira dos principais membros de seu elenco, especialmente do quarteto formado por Lucy Hale, Troian Bellisario, Ashley Benson e Shay Mitchell, intérpretes das belas mentirosinhas originais. Apesar do sucesso, a produtora da atração, I. Marlene King, não conseguiu o mesmo resultado com o lançamento de dois spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), que foram cancelados na 1ª temporada, sem público. Por isso, a HBO Max decidiu buscar outros criadores para comandar o terceiro spin-off. Ainda não há previsão de estreia para os novos episódios. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Roberto Aguirre-Sacasa (@writerras)
Trailer de “O Troll da Montanha” apresenta “King Kong nórdico”
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado da fantasia norueguesa “O Troll da Montanha”, filme de monstro gigante que tem direção de Roar Uthaug (“Tomb Raider: A Origem”). A trama acompanha a reação do governo norueguês, que forma uma equipe de especialistas, após a criatura mística do título despertar na montanha de Dovre após mil anos, destruindo tudo pelo seu caminho, enquanto segue em direção à capital da Noruega. Uma premissa curiosa, que sugere um Godzilla inspirado nas lendas nórdicas – ou King Kong, como é mencionado na prévia. O elenco destaca Ine Marie Wilmann (“Furia”), Mads Sjøgård Pettersen (“O Rei da Montanha”), Kim Falck (“Presos no Gelo 3”) e Gard B. Eidsvold (“Em Busca do Castelo Dourado”). “O Troll da Montanha” tem estreia marcada para 1 de dezembro.












