Veja fotos das gravações da 3ª temporada de The Girlfriend Experience
O canal pago americano Starz divulgou as primeiras fotos da 3ª temporada de “The Girlfriend Experience”, série antológica de Steven Soderbergh, que completou seu elenco e começou a ser gravada em Londres. As imagens revelam o uso de máscaras entre os integrantes da equipe que não aparecem diante das câmeras. Em comunicado, Soderbergh afirmou que as gravações estão seguindo protocolos rígidos de segurança em meio à pandemia de coronavírus. A atriz Julia Goldani Telles (“The Affair”) é a nova protagonista, no papel de Iris, uma jovem neurocientista que começa a explorar o mundo transacional de “The Girlfriend Experience”. O elenco também inclui Oliver Masucci (“Dark”), Frank Dillane (“Fear The Walking Dead”), Daniel Betts (“Atlantic Crossing”), Armin Karima (“Sexual Education”), Tobi Bamtefa (“Feel Good”) e Jemima Rooper (“Gold Digger”). Os dez novos episódios são escritos e dirigidos por Anja Marquardt (“Ela Perdeu o Controle”) e contam com a produção executiva de Soderbergh. “Nossa abordagem nesta série sempre foi empoderar cineastas independentes, e o que Anja conseguiu ao combinar tecnologia de ponta com o mundo ‘The Girlfriend Experience’ é superexcitante e muito provocativo”, disse o cineasta em comunicado. A série de antologia é inspirada no filme homônimo de Soderbergh, que no Brasil foi lançado como “Confissões de uma Garota de Programa” (2009). Cada temporada conta uma história diferente – ou, no caso da 2ª temporada, duas histórias. O terceiro ano deve envolver também inteligência artificial.
Steven Soderbergh diz que Contágio errou ao acreditar que pessoas seriam racionais diante da pandemia
O diretor Steven Soderbergh também tem comparado seu filme “Contágio” (2011) com a realidade da pandemia do novo coronavírus. O filme virou um fenômeno de streaming, durante o isolamento social e muitos passaram a ver suas cenas quase como a realidade de um documentário. Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, o cineasta ponderou os acertos de sua “previsão” no terreno da ficção distópica e destacou o maior equívoco: ele esperava que as autoridades fossem agir racionalmente e não de forma negacionista e anti-ciência diante de uma pandemia de proporções globais. E que o público iria ajudar a conter o contágio e não agir propositalmente – como ir a passeatas contra o isolamento social – para espalhar o vírus. Soderbergh avaliou que ele e o roteirista Scott Z. Burns podem ter errado ao desenhar as reações de seus personagens com uma base “racional”, quando a realidade mostrou que as pessoas são seres irracionais. “Tem sido fascinante ver aspectos dessa história se desenrolaram de formas que nós não levamos em conta. Por exemplo, o comportamento sociológico — a reação das pessoas, dos estados, dos países”, disse o diretor. “Para mim, tem sido um lembrete de que as pessoas não agem de forma racional. Quando estamos com medo, somos profundamente ilógicos. Testemunhar isso é uma loucura”. Por outro lado, o cineasta disse não ter se surpreendido ao saber a covid-19 pode ter nascido dos “wet markets” da China — locais onde produtos perecíveis variados são vendidos, incluindo animais vivos. “Todos os especialistas com quem conversamos disseram que poderia vir de lá. Alguns ainda disseram que teria um morcego envolvido. Isso há mais de dez anos, quando estávamos fazendo pesquisa para o filme… Então, não é uma surpresa”
Steven Soderbergh escreveu sequência de Sexo, Mentiras e Videotape na quarentena
O diretor Steven Soderbergh revelou em entrevista ao programa “NightCap Live”, do YouTube, que está trabalhando numa sequência de seu primeiro longa-metragem, “Sexo, Mentiras e Videotape”, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1989. Conversando com o apresentador Dan Dunn, o cineasta contou ter aproveitado o isolamento social para escrever o roteiro e afirmou que estava ansioso para filmá-lo, assim que possível. Segundo Soderbergh, a escrita foi a maneira que ele encontrou para se manter ativo e são durante a quarentena, e que o resultado foi o período mais criativo de sua carreira desde 1985. “Nas primeiras seis ou sete semanas de quarentena, eu já tinha escrito três roteiros diferentes”, revelou. Além da sequência de “Sexo, Mentiras e Videotape”, o cineasta também reescreveu o roteiro de um filme não revelado e adaptou o livro policial “City of the Sun”, de David Levien, um dos roteiristas de “Treze Homens e Um Novo Segredo”, que ele dirigiu em 2007. “Eu perguntei a David se podia adaptar o primeiro dos quatro romances que ele escreveu sobre [o detetive Frank Behr]. Ele disse ‘claro’”, contou Soderbergh, afirmando ainda que não sabe se o roteiro será levado às telas. “Vamos ver o que acontece agora, mas é um ótimo livro”. Soderbergh já comandou filmes de muito sucesso, como “Traffic”, Erin Brockovich” e a trilogia “Onze Homens e um Segredo”, mas ultimamente tem sido mais lembrado como o diretor de “Contágio”, obra que previu muitos dos desdobramentos da pandemia real de coronavírus. Veja a íntegra do programa abaixo.
Diretor de Contágio vai liderar comitê de Hollywood para avaliar volta ao trabalho
O cineasta Steven Soderbergh, responsável pelo filme “Contágio”, vai liderar um comitê do Sindicato dos Diretores dos EUA (DGA, na sigla em inglês) para avaliar quando as produções cinematográficas poderão ser retomadas após a pandemia do coronavírus. O comitê pretende nortear a indústria cinematográfica americana para a perspectiva da volta ao trabalho, e oferecer orientações para retomar as atividades com segurança, quando e onde isso for permitido. “O comitê está consultando os principais epidemiologistas e colaboraremos com nossas associações e sindicatos e com os empregadores para elaborarmos um guia abrangente para ajudar a todos a voltar com segurança ao trabalho”, diz o Sindicato dos Diretores, em comunicado. Desde meados de março, praticamente todos os projetos de cinema e TV dos EUA interromperam suas produções, e milhares de integrantes das equipes foram dispensados.
Elenco de Contágio grava vídeos para conscientizar o público sobre a pandemia de coronavírus
Integrantes do elenco de “Contágio”, filme de 2011 sobre uma pandemia similar à covid-19, que voltou a fazer sucesso em streaming nesses tempos terríveis, juntaram-se novamente ao diretor Steven Soderbergh, ao roteirista Scott Z. Burns e a produtora Participant num novo projeto: uma campanha de conscientização. Os atores Matt Damon, Kate Winslet, Laurence Fishburne e Jennifer Ehle gravaram vídeos para compartilhar informações baseadas em evidências científicas a respeito do covid-19, em que comparam a situação real com o filme e oferecem conselhos para ajudar as pessoas a protegerem a si a mesmas e as suas comunidades contra a disseminação do vírus. “Estou aqui para conversar com você sobre distanciamento social, algo que ouvimos muito na TV nas últimas semanas”, diz Damon em seu PSA (anúncio de serviço público). “No filme, eu interpretei um cara imune ao vírus hipotético que estava se espalhando pelo mundo. Então, algumas coisas para começar. Uma, que aquilo era um filme, e esta é a vida real. Não tenho motivos para acreditar que eu sou imune ao covid-19. E nem você, por mais jovem que você seja.” Ele continua: “Este é um novo vírus, vai levar algum tempo para que nossos corpos e nossos médicos entendam e compreendam a melhor maneira de nos proteger. Novos vírus surgem o tempo todo, este não é o primeiro e não será o último. Então, a boa notícia é que já vimos coisas assim antes e, como resultado, emergimos mais fortes. E com o tempo, venceremos também. ” Posteriormente no vídeo, Damon detalha o que é o distanciamento social e por que é crucial segui-lo. Todos os PSAs foram escritos com orientação dos especialistas médicos que aconselharam Steven Soderbergh na produção de “Contágio”, incluindo Larry Brilliant, Mark Smolinski, Laurie Garrett e W. Ian Lipkin, que nesta semana revelou ter testado positivo para covid-19. Disponibilizados no site da Escola de Saúde Pública da Universidade de Columbia, os vídeos também estão disponíveis com legendas em espanhol. Veja abaixo.
Consultor médico do filme Contágio testa positivo para covid-9
O médico infectologista Ian Lipkin, que foi consultor do filme “Contágio”, produção de 2011 que antecipou a pandemia do novo coronavírus, confirmou ter contraído covid-19. Lipkin, que é também diretor do Centro de Infecções e Imunidade da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, afirmou à emissora Fox Business que tem se sentido “miserável” com as consequências da doença, confirmada em teste feito na segunda-feira (23/3). Ele alertou ainda para o alto risco de contaminação da doença, dizendo que se um médico especialista como ele pode ser infectado, “qualquer um pode ser”. E disse que essas pesquisas em busca de vacina e cura estão apenas no começo. Durante a produção de “Contágio”, Lipkin trabalhou com o diretor Steven Soderbergh e com elenco para reproduzir com precisão os sintomas, efeitos e velocidade da contaminação de uma pandemia fictícia, mas muito similar à atual. Por causa dessas semelhanças, “Contágio” se um dos filmes mais procurados nas plataformas digitais nas últimas semanas. Estrelado por um superelenco, que inclui Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Kate Winslet, Marion Cotillard, Laurence Fishburne, Jennifer Ehle e Jude Law, o longa está disponível na maioria das plataformas de locação digital.
Contágio: Clássico de Steven Soderbergh vira hit em streaming após surto de Coronavirus
O filme “Contágio”, de Steven Soderbergh, disparou em pedidos de locação em serviços de VOD, devido ao surto do Coronavírus, que já registrou mais de 6 mil casos ao redor do mundo. A procura pela produção de 2011 aumentou tanto que o longa entrou na lista dos filmes mais vistos no iTunes, nove anos após seu lançamento nos cinemas. A trama de “Contágio”, escrita por Scott Z. Burns (dos recentes “O Relatório” e “A Lavanderia”), mostrava uma epidemia mundial originada na China, cujos sintomas iniciais pareciam uma gripe, e que rapidamente se espalha pelo no mundo inteiro, transmitida inicialmente por turistas vindos do território chinês. A semelhança com o caso real do Cornonavirus é impressionante. Confira abaixo o trailer original do longa, que tem um elenco impressionante (Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Kate Winslet, Jude Law, Laurence Fishburne e Marion Cotillard, entre outros).
A Lavanderia é o mais novo mico de Steven Soderbergh
Steven Soderbergh é um cineasta talentoso, mas coloca sua imagem muitas vezes em risco ao apostar em trabalhos experimentais que não contribuem em nada para sua evolução ou do próprio cinema. Ele dificilmente se repete no filme seguinte, mas geralmente entrega uma decepção retumbante logo após acertar no alvo. É só lembrar das continuações de “Onze Homens e um Segredo” ou perceber que o diretor de “Traffic” e “Erin Brockovich” também fez “O Desinformante!”. Neste ano, Soderbergh lançou dois filmes pela Netflix. E se “High Flying Bird” deixou boa impressão, o horroroso “A Lavanderia” confirma que se trata de um diretor de altos e baixos. E olha que o roteiro de Scott Z. Burns reconstitui a queda do esquema de corrupção conhecido como “Os Papéis do Panamá”, que envolveu inclusive a Odebrecht num caso bastante repercutido aqui no Brasil. Mas em vez de se concentrar em um ponto ou personagem que represente o todo, Soderbergh prefere abraçar o mundo. Conta diversas historinhas que entrelaçam a teia tecida pela Mossack-Fonseca, empresa jurídica que foi o coração dessa podridão. No começo, até parece que a trama será guiada pela personagem de Meryl Streep, vítima do esquema após a trágica morte do marido (numa cena muito bem filmada). Mas ela é apenas o centro de um dos muitos “episódios” narrados pelos sócios criminosos Jürgen Mossack e Ramón Fonseca, interpretados respectivamente por Gary Oldman e Antonio Banderas. “A Lavanderia” é um belo exemplo de como causar uma quebra descomunal no ritmo de um filme. Isto acontece pela opção de Soderbergh de contrastar as aparições de Oldman e Banderas, que se divertem ao entregar interpretações caricaturais e exageradas, com a atuação visivelmente dramática de Meryl Streep. A dupla chega a esbarrar na canastrice, gritando, fazendo caretas e gesticulando de forma exacerbada, segundos depois da tela promover o sofrimento de Meryl. Não parece que o problema esteja no roteiro, mas sim na falta de foco de Soderbergh, que tenta resgatar o tom cômico desastrado de “O Desinformante!” com um coral de personagens digno de “Traffic”. Adam McKay conseguiu se sair bem nesse registro, em “A Grande Aposta”. Mas desta vez não deu certo. O equívoco foi tentar explicar o enredo complexo de maneira excessivamente didática, usando como “professores” os dois vilões irritantes que jamais engajam o espectador. Pelo contrário, repelem. Soderbergh pretendia mostrar que existem outras Mossack-Fonsecas por aí e que a corrupção está enraizada numa profundidade inimaginável. Porém, que mico! Beira o insuportável quando Gary Oldman entra em cena falando alto, gritando e emulando um sotaque patético. Difícil saber quantos aguentaram até o fim da história, após suas primeiras aparições em cena.
Netflix derrota advogados que tentaram impedir lançamento de A Lavanderia
A Netflix conseguiu derrotar sem muito esforço os sócios do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca & CO, numa ação que tentou impedir o lançamento do filme “A Lavanderia” (The Laundromat), que fala justamente sobre como a firma jurídica se envolveu num escândalo internacional de lavagem de dinheiro, conhecido na mídia como “Panama Papers”. A ação foi aberta em Connecticut, nos Estados Unidos, e o juiz encarregado optou por arquivar o processo. Por conta disso, o filme chegou sem restrições na plataforma nesta sexta (18/10). E com o bônus de mais publicidade pelo processo. O juiz considerou os advogados ineptos, já que a sede da empresa não é americana e nada liga o caso ao estado de Connecticut. Ou seja, eles foram tão efetivos no processo quanto em seu esforço para conter a divulgação de 11,5 milhões de páginas confidenciais da empresa, que se tornou o maior vazamento de documentos de todos os tempos. Um consórcio internacional de jornalistas se debruçou sobre os chamados papéis do Panamá, revelando que a firma jurídica operava um esquema milionário de ocultação de dinheiro de políticos e figuras públicas de todo o mundo. Os responsáveis pela Mossack Foseca foram autuados por lavagem de dinheiro, crimes fiscais, propina e outras condutas criminosas. No filme, Gary Oldman (vencedor do Oscar 2018 por “O Destino de Uma Nação”) e Antonio Banderas (“Dor e Glória”) interpretam, respectivamente, Jürgen Mossack e Ramón Fonseca, donos do escritório ligado ao escândalo. Além deles, o grande elenco da produção ainda destaca Meryl Streep (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Sharon Stone (“Artista do Desastre”), Melissa Rauch (“Big Bang Theory”), David Schwimmer (“Friends”), James Cromwell (“O Artista”), Matthias Schoenaerts (“Operação Red Sparrow”), Alex Pettyfer (“Magic Mike”), Robert Patrick (“Scorpion”), Will Forte (“Nebraska”) e Jeffrey Wright (“Westworld”). “A Lavanderia” tem direção de Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) e marca sua quarta parceria com o roteirista Scott Z. Burns – após “O Desinformante!” (2009), “Contágio” (2011) e “Terapia de Risco” (2013). Antes de chegar em streaming, o filme foi exibido nos festivais de Veneza e Toronto sem agradar à crítica – tem apenas 43% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por isso, apesar do elenco grandioso, não mereceu lançamento antecipado em circuito limitado de cinemas pela Netflix.
A Lavanderia: Advogados tentam impedir lançamento de filme da Netflix
Dois sócios do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca & CO, que recentemente fechou as portas após se envolver num escândalo internacional de lavagem de dinheiro, decidiram processar a Netflix pelo filme “A Lavanderia” (The Laundromat), que fala justamente sobre o caso, também conhecido na mídia como “Panama Papers”. A ação foi aberta em Connecticut, nos Estados Unidos. De acordo com o processo, o longa “difama e retrata os autores do processo como advogados que estão envolvidos em lavagem de dinheiro, crimes fiscais, propina e outras condutas criminosas”. A ação tenta impedir o lançamento do filme, que, após ser exibido nos festivais de Veneza e Toronto, tem previsão de estreia para esta sexta-feira (18/10) em streaming. A alegação é que a produção pode influenciar o julgamento do caso, que ainda corre na justiça. Os advogados eram sócios da Mossack Fonseca, fornecedora de serviços offshore que fechou as portas em março deste ano após o caso dos Panama Papers estourar na imprensa mundial. O escândalo se tornou público em 2015, quando uma fonte anônima enviou para a imprensa um conjunto de 11,5 milhões de documentos da Mossack Fonseca que revelaram como a firma jurídica operava na ocultação de dinheiro de políticos e figuras públicas de todo o mundo. No filme, Gary Oldman (vencedor do Oscar 2018 por “O Destino de Uma Nação”) e Antonio Banderas (“Dor e Glória”), interpretam, respectivamente, Jürgen Mossack e Ramón Fonseca, donos do escritório de advocacia ligado ao escândalo. Além deles, o grande elenco da produção ainda destaca Meryl Streep (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Sharon Stone (“Artista do Desastre”), Melissa Rauch (“Big Bang Theory”), David Schwimmer (“Friends”), James Cromwell (“O Artista”), Matthias Schoenaerts (“Operação Red Sparrow”), Alex Pettyfer (“Magic Mike”), Robert Patrick (“Scorpion”), Will Forte (“Nebraska”) e Jeffrey Wright (“Westworld”). “A Lavanderia” tem direção de Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) e marca sua quarta parceria com o roteirista Scott Z. Burns – após “O Desinformante!” (2009), “Contágio” (2011) e “Terapia de Risco” (2013).
Trailer de A Lavanderia junta Gary Oldman, Antonio Banderas e Meryl Streep
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado de “A Lavanderia” (The Laundromat), filme sobre o escândalo internacional de lavagem de dinheiro que ficou conhecido na mídia como “Panama Papers”. A prévia tenta tornar o tema financeiro acessível por meio de didatismo e humor. E até lembra “A Grande Aposta” (2015), filme premiado com teor e abordagem similares. Mas o que acaba chamando mais atenção é a performance caricata de Gary Oldman (vencedor do Oscar 2018 por “O Destino de Uma Nação”) como um dos advogados golpistas, em tom praticamente de chanchada. Oldman e Antonio Banderas (“Dor e Glória”), interpretam, respectivamente, Jürgen Mossack e Ramón Fonseca, donos do escritório de advocacia ligada ao escândalo. Para quem não lembra, “Panamá Papers” foi o nome dado à investigação jornalística internacional que revelou 11,5 milhões documentos sigilosos sobre paraísos fiscais ligados ao escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca. O escândalo revelou fortunas não declaradas de diversos políticos e celebridades, entre elas o diretor espanhol Pedro Almodóvar, amigo de Antonio Banderas. O filme tem direção de Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) e marca sua quarta parceria com o roteirista Scott Z. Burns – após “O Desinformante!” (2009), “Contágio” (2011) e “Terapia de Risco” (2013). E além dos nomes citados, o grande elenco da produção ainda destaca Meryl Streep (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Sharon Stone (“Artista do Desastre”), Melissa Rauch (“Big Bang Theory”), David Schwimmer (“Friends”), James Cromwell (“O Artista”), Matthias Schoenaerts (“Operação Red Sparrow”), Alex Pettyfer (“Magic Mike”), Robert Patrick (“Scorpion”), Will Forte (“Nebraska”) e Jeffrey Wright (“Westworld”). A première está marcada para domingo (1/9) no Festival de Veneza, mas a estreia em streaming só vai acontecer em outubro.
Festival de Veneza 2019 acumula coleção de polêmicas
O Festival de Veneza 2019, que começa nesta quarta (28/8), aposta nas estrelas de Hollywood, com vários lançamentos americanos, inclusive uma sci-fi estrelada por Brad Pitt (“Ad Astra) e seu primeiro filme de super-herói (no caso, supervilão: “Coringa”, de Todd Phillips) na disputa do Leão de Ouro. E embora chame muita atenção da mídia, o tapete vermelho cheio de estrelas de Hollywood é apenas parte da narrativa projetada pela seleção de filmes. A parte que reafirma Veneza como um palco estratégico para o lançamento de campanhas vencedoras do Oscar. Nos últimos anos, os vencedores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos iniciaram suas trajetórias com premières no festival italiano, culminando na coincidência da edição retrasada, em que “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, colecionou as duas estatuetas douradas: o Leão de Ouro e o Oscar. Em 2018, o vencedor de Veneza foi “Roma”, que conquistou quatro Oscars. O sucesso dessa proposta coincide com o período em que Alberto Barbera se tornou responsável por dirigir o evento, transformando o mais antigo festival de cinema do mundo, tradicionalmente voltado aos filmes europeus de arte, num desfile midiático de blockbusters americanos. Curiosamente, essa metamorfose é entendida como sinal de prestígio de Veneza. E embora “Coringa” deixe ainda mais evidente a crescente comicconização do festival, o problema é mais embaixo. A justaposição de Veneza com o Oscar vinha tirando o foco de uma narrativa constante de insensibilidade às demandas progressistas. Até este ano, quando a falta de tato ultrapassou todos os limites, tornando-se inaceitável. Para começar, apenas duas das 21 obras selecionadas para a competição principal são dirigidas por mulheres: “Babyteeth”, de Shannon Murphy, e “The Perfect Candidate”, de Haifaa Al-Mansour. Em entrevista coletiva, Barbera bateu na tecla de que isso tem a ver com a qualidade das obras selecionadas e não com o sexo das cineastas. Mas as mulheres estão vencendo prêmios em vários festivais, com obras de qualidade explícita. Não bastasse esse problema, a programação de Veneza resolveu acolher filmes de estupradores conhecidos e até a obra com a cena de estupro mais longa já filmada, que serão exibidos em sessões de gala. A lista destaca o novo filme de Roman Polanski, “An Officer and a Spy” (J’Accuse), que deve concentrar manifestações feministas pela ficha corrida do cineasta, estuprador confesso. Há ainda “American Skin”, novo projeto de Nate Parker, julgado por estupro de uma universitária. E uma exibição especial da versão “integral” de “Irreversível” (2002), de Gaspar Noé, conhecido por incluir a cena mais indigesta de estupro do cinema. Veneza também vai continuar exibindo produções de streaming, após premiar “Roma”, da Netflix, como Melhor Filme do ano passado. “The Laundromat”, de Steven Soderbergh, “História de um Casamento”, de Noah Baumbach, e “O Rei”, de David Michôd, são os representantes da plataforma neste ano, na contramão dos esforços de Cannes para banir o streaming das premiações de prestígio internacional. Por sinal, a programação, que começa com a projeção de “The Truth”, novo drama do premiado cineasta japonês Hirokazu Kore-eda (“Assunto de Família”), se encerra com “Burnt Orange Heresy”, do italiano Giuseppe Capotondi, um diretor mais conhecido por comandar séries da Netflix. Em meio a tanta polêmica, as obras menos midiáticas arriscam-se a só chamar atenção se forem premiadas. Entre elas, há dois filmes de representantes da nova geração do cinema sul-americano, “Ema”, do chileno Pablo Larrain, e “Waiting for the Barbarians”, do colombiano Ciro Guerra – que na verdade é uma produção americana estrelada por Johnny Depp e Robert Pattinson. Quanto aos brasileiros, apenas dois longas foram selecionados em mostras paralelas – o documentário “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, dirigido por Bárbara Paz, na mostra Venice Classics, e “A Linha”, curta animado de Ricardo Laganaro, na seleção de produções de realidade virtual. Mas há uma produção de Rodrigo Teixeira estrelada por Wagner Moura entre os longas da competição principal: “Wasp Network”, dirigida pelo francês Olivier Assayas. E “Ad Astra”, a sci-fi de James Gray, estrelada por Brad Pitt, também tem produção da RT Features, de Teixeira. Além da programação de filmes, o festival vai homenagear a atriz americana Julie Andrews e o cineasta espanhol Pedro Almodovar com Leões de Ouro pelas respetivas carreiras no cinema. O anúncio dos premiados vai acontecer em 7 de setembro, com a entrega do Leão de Ouro pelo juri presidido pela cineasta argentina Lucrecia Martel (“Zama”). Até lá, Veneza vai dar muito o que falar, para o bem e para o mal.
Novo filme de Steven Soderbergh será lançado em streaming pela HBO Max
A plataforma de streaming HBO Max adquiriu com exclusividade o novo filme do cineasta Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”), que será estrelado por Meryl Streep (“Big Little Lies”). Trata-se de uma comédia chamada de “Let Them All Talk”, que tem ainda no elenco Lucas Hedges (“Boy Erased”) e Gemma Chan (“Capitã Marvel”). Na trama, uma autora celebrada (Streep) embarca numa jornada com velhos amigos para se divertir um pouco e curar algumas feridas. Hedges vive seu sobrinho, que se une ao grupo e se envolve com uma jovem agente literária (Chan). A produção começou a ser rodada na semana passada em Nova York e mais filmagens devem acontecer também no Reino Unido. Ainda não há previsão de estreia. O serviço HBO Max foi anunciado em julho pela WarnerMedia e deve ser lançado em fase de testes até o final do ano. Ele contará com o acervo dos canais HBO, TNT, TBS, Cartoon Network, Rooster Teeth, Adult Swim, Crunchyroll e parte do CW, além dos filmes da Warner Bros., New Line e material da DC Universe.









