Kate Bush vira febre com “Stranger Things”. Conheça carreira e hits da artista
Lançada em 1985, “Running Up That Hill”, de Kate Bush, voltou a fazer sucesso neste fim de semana. A gravação original foi parar no topo da parada das músicas mais ouvidas do iTunes e disparou em visualizações no YouTube. E o motivo pode ser constatado nos comentários deixados pelo público no portal de vídeos do Google. “Ok, quem mais chorou naquela cena de ‘Stranger Things’? Foi uma tacada de mestre usar esta canção com a história de Max”, escreveu uma usuária em inglês. “‘Stranger Things’ me trouxe aqui! A música ficou ótima na cena da Max. A série nos dá a oportunidade de ouvir e conhecer boas músicas”, comentou outra, em português. “Running Up That Hill” virou o tema de Max, a personagem vivida por Sadie Sink, durante a 4ª temporada de “Stranger Things”. Mais que isso, salvou a vida de Max, literalmente, tornando-se a música mais importante de toda a série. A gravação de 1985 tem uma letra espiritual/fantasmagórica, como boa parte do repertório da cantora inglesa, que se tornou conhecida mundialmente em 1978 com uma música sobre amor assombrado, “Wuthering Heights”, inspirada pelo romance gótico “O Morro dos Ventos Uivantes”. Ela teve muita sorte em seu começo, ao ser descoberta aos 16 anos pelo guitarrista do Pink Floyd David Gilmour, que se impressionou ao ouvir uma fita caseira de suas composições e decidir bancar do próprio bolso uma gravação profissional de três músicas daquele repertório, com o produtor Andrew Powell (do The Alan Parsons Project) e um engenheiro de som que trabalhou com os Beatles. A sessão rendeu um contrato com a gravadora EMI, mas antes de gravar seu primeiro álbum em 1978, Kate Bush precisou esperar a maioridade. Ao mesmo tempo em que se dedicou a se formar na escola, ela formou sua primeira banda e estudou dança interpretativa com uma professora de David Bowie, para criar usa marca registrada: um grande impacto teatral nos palcos. Seu som era considerado altamente experimental, uma espécie de pop operístico de temática sombria, mas na era do rock progressivo as gravadoras eram mais ousadas. E a aposta se pagou de cara, quando Kate Bush emplacou quatro singles no Top 10 da parada de sucessos britânicos logo na estreia. Seu primeiro álbum, “The Kick Inside”, ainda entrou no Livro Guinness dos Recordes por se tornar o primeiro disco composto inteiramente por uma artista feminina a vender mais de 1 milhão de cópias. Em 1980, ela participou do terceiro álbum solo de Peter Gabriel e descobriu os sintetizadores, o que trouxe uma sonoridade mais moderna para seus lançamentos seguintes. Disputas com a gravadora sobre custos de seus discos, cada vez mais ousados, a levou a construir um estúdio em sua própria casa, que resultou em maior liberdade para criar seu álbum de 1985, “Hounds of Love”, o quinto de sua carreira e um dos mais bem-sucedidos, que continha “Running Up That Hill”. Ela venceu o Brit Awards com aquele disco, cuja vendagem inspirou a EMI a lançar a primeira compilação de hits da sua carreira. Mas isso também a acomodou. Ficou quatro anos sem lançar um disco novo e, com a virada de década, seu som vanguardista passou a soar datado, com cada lançamento tendo menos impacto que o anterior. Atualmente com 63 anos, ela não grava há mais de uma década, mas suas músicas nunca foram esquecidas, graças a covers frequentes de artistas das novas gerações. Mas chega de papo, porque agora é hora de aumentar o som. Quem descobriu Kate Bush em “Stranger Things”, tem abaixo a oportunidade de conhecer melhor o repertório clássico da cantora, que apesar de relacionada à turma do rock progressivo era a cantora favorita de Johnny Rotten e também foi pioneira do visual etéreo que marcou a geração indie dos anos 1980. A seleção reúne 15 hits dos dez anos iniciais, a “fase áurea”, e mostra como muitos dos clipes pré-MTV já eram puro “Stranger Things”. Fãs de “The Handmaid’s Tale” também podem reconhecer “Cloudbusting”, que marcou a 3ª temporada dessa série. E fãs da banda brasileira Angra… Ainda está lendo? | KATE BUSH | 1978 | WUTHERING HEIGHTS | KATE BUSH | 1979 | WOW | KATE BUSH | 1979 | THEM HEAVY PEOPLE | KATE BUSH | 1980 | BABOOSHKA | PETER GABRIEL ft. KATE BUSH | 1980 | GAMES WITHOUT FRONTIERS | KATE BUSH | 1981 | SAT IN YOUR LAP | KATE BUSH | 1982 | THE DREAMING | KATE BUSH | 1982 | THERE GOES A TENNER | KATE BUSH | 1982 | SUSPENDED IN GAFFA | KATE BUSH | 1985 | RUNNING UP THAT HILL | KATE BUSH | 1985 | CLOUDBUSTING | KATE BUSH | 1986 | HOUNDS OF LOVE | KATE BUSH | 1986 | BIG SKY | PETER GABRIEL ft. KATE BUSH | 1986 | DON’T GIVE UP | KATE BUSH | 1989 | THIS WOMAN’S WORK BÔNUS: 10 COVERS DE KATE BUSH | WILLIE NELSON ft. SINEAD O’CONNOR | 1993 | DON’T GIVE UP | ANGRA | 1994 | WUTHERING HEIGHTS | PLACEBO | 2003 | RUNNING UP THAT HILL | FUTUREHEADS | 2004 | HOUNDS OF LOVE | RA RA RIOT | 2009 | SUSPENDED IN GAFFA | GEMMA HAYES | 2009 | CLOUDBUSTING | MAXWELL | 2009 | THIS WOMAN’S WORK | WOLFMOTHER | 2009 | WUTHERING HEIGHTS | CHROMATICS | 2011 | RUNNING UP THAT HILL | FIRST AID KIT | 2018 | RUNNING UP THAT HILL
Chloe: Stalker digital protagoniza trailer de série de suspense
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o trailer legendado de “Chloe”, minissérie de suspense que foi lançada em fevereiro no Reino Unido com muitos elogios, e vai chegar ao streaming mundial em 24 de junho. Coprodução da Amazon com a BBC, “Chloe” acompanha a história de Becky Green, uma stalker digital, obcecada em acompanhar as redes sociais de sua antiga amiga de infância Chloe Fairbourne. A vida encantadora de Chloe, o marido adorável e o círculo de amigos bem-sucedidos estão sempre a um clique de distância, num grande contraste com a própria vida de Becky cuidando da mãe, que foi diagnosticada com demência precoce. Até que Chloe morre de repente, deixando a stalker em crise de abstinência. Inconformada, ela quer continuar seguindo a vida – ou melhor, a morte – de Chloe. Para isso, assume uma nova identidade e se infiltra no cotidiano invejável dos amigos mais próximos da falecida. Só que seu alter-ego, Sasha, se torna mais popular e bem relacionada que a Becky da vida real. Ao mesmo tempo, ela descobre que a vida instagramável de Chloe era completamente diferente do que percebe ao se aproximar de sua rotina. O contraste levanta suspeitas, mas, para descobrir mais, Becky precisa mentir muito, arriscando-se a se perder em seu próprio jogo. Criada por Alice Seabright (roteirista e diretora de “Sex Education”), a minissérie é estrelada por Erin Doherty (a Princesa Anne de “The Crown”) como Becky e Poppy Gilbert (“Fique Comigo”) como Chloe, além de Billy Howle (“Legítimo Rei”), Pippa Bennett-Warner (“Gangs of London”), Jack Farthing (“Poldark”) e Brandon Micheal Hall (“Search Party”). Em seu lançamento na TV britânica, a atração atingiu 88% de aprovação no Rotten Tomatoes.
2ª temporada de “Star Wars: The Bad Batch” ganha trailer
A Disney+ divulgou o trailer da 2ª temporada da série animada “Star Wars: The Bad Batch”. Continuação de “Star Wars: A Guerra dos Clones” (Star Wars: The Clone Wars), a atração animada gira em torno do chamado “bad batch”, um grupo de clones imperiais que se diferencia por conta de falhas no processo de clonagem, que concederam a cada um deles personalidades e habilidades excepcionais. Após o fim da Guerra dos Clones, o grupo identificado como Força Clone 99 passa a ser considerado perigoso por tomar decisões independentes, em vez de apenas seguir ordens, e se torna foragido após resgatar outro clone defeituoso – uma adolescente e única clone feminina conhecida de Jango Fett. A prévia da 2ª temporada mostra como o grupo encontra um novo propósito ajudando vítimas da opressão do Império. O produtor-roteirista Dave Filoni, criador de “Star Wars: A Guerra dos Clones”, é o responsável pela produção da nova série, que foi desenvolvida pela roteirista Jennifer Corbett (“Star Wars Resistance”) e ainda conta com Brad Rau (“Star Wars Rebels”) como diretor principal. A estreia dos novos episódios está prevista para o outono norte-americano (nossa primavera). Veja abaixo o trailer da 2ª temporada em versões legendada e dublada em português.
Acusado de assédio e demitido, Noel Clarke vai processar todo mundo por falta de evidências
Acusado de assédio sexual, o ator e produtor britânico Noel Clarke teve prêmios rescindidos e séries canceladas. Mas um ano depois do escândalo, a Polícia Metropolitana de Londres anunciou não ter conseguido confirmar nenhuma das denúncias, encerrando as investigações após atingir o limite de tempo para prosseguir sem resultados por falta de evidências. Um dos mais promissores astros do Reino Unido, Clarke foi a falência e fechou sua produtora por causa de um artigo publicado em maio de 2021 pelo jornal The Guardian, com depoimentos nominais e em off de cerca de 20 mulheres que trabalharam com ele em projetos de cinema e TV nos últimos anos. As alegações incluíam desde toques inadequados até a filmagem secreta de uma atriz nua durante um teste de papel. As denúncias assumidas foram feitas por Gina Powell, que trabalhou para Clarke como produtora por três anos, e a atriz Jahannah James, que apareceu no filme “Brotherhood” (2016), final de uma trilogia aclamada que o ator dirigiu e estrelou. Todas as demais acusações foram em “off”, sem identificação. Clarke sempre negou todas as acusações e a investigação policial não conseguiu provar malícia de sua parte. Neste fim de semana, ele desabafou numa entrevista ao jornal Daily Mail: “Não houve prisão, nenhuma acusação, nenhum julgamento, nenhum veredicto, mas fui criminalizado. Esta é uma forma de macarthismo moderno.” “Se não precisamos mais de polícia, juízes e júris, se precisamos apenas das mídias sociais e de declarações na imprensa, então em que mundo vivemos?”, ele continuou. “Em que ponto as emissoras de TV deste país se tornaram juízes, júris e executores de pessoas? Em que ponto a BAFTA (Academia de TV e Cinema do Reino Unido) decidiu que não seu objetivo não é mais sobre filmes, mas julgar a vida das pessoas? Isso não é apenas sobre mim, é maior, é sobre o direito à Justiça. Sim, as pessoas disseram essas coisas sobre mim, mas se eu disser que você é um burro, isso não faz de você um burro, faz?” Sua menção à BAFTA se deve à retirada de um prêmio em homenagem às suas conquistas notáveis na indústria cinematográfica britânica. Já a parte das emissoras refletem o fato de os canais britânicos ITV e Sky terem rompido suas relações profissionais com o ator, levando ao cancelamento da série policial “Bulletproof” e à interrupção da minissérie “Viewpoint”. Ele agora está processando a BAFTA e o jornal The Guardian por difamação. Ele também está processando a editora de revistas Conde Nast, que publicou um artigo sobre a polêmica na revista GQ. “Vinte anos de trabalho se foram em 24 horas”, disse Clarke ao Daily Mail. “Eu perdi tudo. A empresa que construí do zero, meus programas de TV, meus filmes, meus contratos de livros, o respeito da indústria que eu tinha. No meu coração e na minha cabeça, isso me prejudicou de uma forma que não consigo articular.” Clarke diz que seus processos visam criar uma indústria de cinema e TV mais justa, capaz de ter uma estrutura onde “mulheres e pessoas vulneráveis sejam protegidas, mas também que proteja pessoas de condenações sumárias sem provas”. Ele acrescenta que não vê um caminho fácil para retomar sua carreira depois de ter sido “cancelado” pela BAFTA, emissoras de TV e produtoras. “Nenhum deles quer estar errado. Eles fizeram declarações tão grandes e ousadas. Depois, há o clima atual, em que se alguém questiona a opinião da maioria, ‘Espere um segundo, qual é o contexto?’, a sociedade também se volta contra essa pessoa”.
Alexis Bledel anuncia saída de “The Handmaid’s Tale”
A atriz Alexis Bledel anunciou sua saída do elenco “The Handmaid’s Tale”. Intérprete de Emily/Ofglen na série premiada desde a 1ª temporada, lançada em 2017, a atriz divulgou um comunicado no fim de semana, sem deixar claro se gravou sua despedida da trama. “Depois de muito pensar, senti que tinha de me afastar de ‘The Handmaid’s Tale’, neste momento”, afirmou Bledel no texto. “Eu serei eternamente grata a Bruce Miller [criador e showrunner] por escrever cenas tão verdadeiras e impactantes para Emily, e à Hulu [que exibe o programa nos EUA], MGM [que produz], o elenco e a equipe, pelo seu apoio”. Durante seus quatro anos em “The Handmaid’s Tale”, Bledel recebeu quatro indicações ao Emmy e conquistou uma vitória por sua atuação na série criada por Bruce Miller, baseada no icônico romance distópico da escritora Margaret Atwood. Na trama, ela deu vida a uma lésbica transformada em escrava sexual para engravidar de homens poderosos da nação fundamentalista de Gilead. Ela conseguiu fugir para o Canadá e, no final da 4ª temporada, juntou-se à protagonista June (Elisabeth Moss) e outras ex-aias para se vingar. A 5ª temporada já foi gravada e Bledel ainda aparece listada como integrante do elenco dos próximos capítulos, que seguem sem previsão de estreia. Além de “The Handmaid’s Tale”, a atriz é conhecida por seu papel como Rory Gilmore na série “Gilmore Girls”, além dos dois filmes de “A Irmandade das Calças Viajantes” e por um arco em “Mad Men”.
Players: Série que satiriza e-sports ganha trailer legendado
A Paramount+ divulgou o pôster e o trailer legendado de “Players”, uma série de comédia que satiriza o universo competitivo dos jogadores de LoL (League of Legends). Concebida como uma falso documentário, a série acompanha os bastidores de uma equipe de e-sports, que precisa superar o choque de egos entre seu astro veterano e o novato de 17 anos, considerado um prodígio dos jogos. A série é uma criação de Tony Yacenda e Dan Perrault, que usaram a mesma técnica de falso documentário na sátira “American Vandal”, da Netflix. E o elenco inclui vários rostos pouco conhecidos para dar a impressão de que as gravações são factuais, incluindo os novatos Misha Brooks como o veterano Creamcheese e Da’Jour Jones como o prodígio Organizm. Os três primeiros episódios de “Players”, dirigidos por Yacenda, chegam em 17 de junho no catálogo do Paramount+.
“The Good Fight” vai acabar na 6ª temporada
Os criadores de “The Good Fight” anunciaram que a próxima temporada será a última da série da Paramount+, que vai acabar após seis anos de produção. Em entrevista para a revista Variety, o casal Robert e Michelle King afirmou que a decisão de encerrar a série neste ponto é uma questão de não querer “abusar das boas-vindas”. “Sentimos que poderíamos terminar a série com um grande estrondo. Isso é melhor do que chegar a uma temporada em que teríamos problemas para encontrar um enredo. Achamos que na 6ª temporada poderemos sair do palco em grande estilo”, explicou Robert King. O fim de “The Good Fight” também encerrará uma longa trajetória da personagem principal, Diane Lockhart, interpretada por Christine Baranski, que esteve nas sete temporadas de “The Good Wife” – do piloto ao último capítulo, entre 2009 e 2016. “The Good Fight” foi lançado no ano seguinte, como um spin-off centrado em Lockhart, ao formar uma nova firma jurídica. O lançamento de “The Good Fight” em 2017 coincidiu com a ascensão de Trump e a guerra cultural, que deram aos Kings e sua equipe muito material para capturar de forma inteligente a surrealidade dos últimos anos. Não por acaso, o final da 5ª temporada explorou o aumento da violência extremista nos EUA e a 6ª ainda deve lidar com a supressão dos direitos das mulheres ao aborto, sempre sob o ponto de vista da equipe jurídica da trama. “É uma guerra civil hoje em dia e é mais do que apenas uma metáfora para a trama de advocacia. Há tumultos nas ruas”, disse Michelle King. “Como você conduz seus negócios – o negócio da justiça – em meio a isso?” A 6ª temporada de “The Good Fight” foi anunciada em julho do ano passado, quando os showrunners Robert e Michelle King assinaram um novo e rico contrato geral com a produtora CBS Studios para desenvolveram novas produções. Eles também são responsáveis pela série de terror “Evil”, renovada para a 3ª temporada. “Nos dias de hoje, onde as [séries] longas são mais a exceção do que a norma e onde o público exigente tem tanta escolha por conteúdo de qualidade, o sucesso e a longevidade dessas séries são uma prova de quão excelentes ambos os programas foram. David Zucker e eu, e toda a equipe da Scott Free Television, não poderíamos estar mais gratos por essa experiência”, completou o produtor executivo Ridley Scott. Os últimos episódios de “The Good Fight” têm estreia marcada para 8 de setembro.
José Padilha se arrepende de retratar Sergio Moro como herói em “O Mecanismo”
O cineasta José Padilha, que acertou o tom nos dois filmes de “Tropa de Elite”, assume ter errado feio na narrativa da série “O Mecanismo”, que retratou o ex-juiz Sergio Moro como herói. Na série, o juiz da Lava-Jato foi representado pelo personagem juiz Paulo Rigo, interpretado por Otto Jr. O desabafo veio à tona durante uma entrevista à revista Veja. “Ele não iria trabalhar para um presidente sem pesquisar um pouco sobre a vida dele. Em suma, eu fui naïve. Fui ingênuo. Mas não só eu, um monte de gente caiu na mesma ilusão”, disse Padilha sobre Moro e Jair Bolsonaro. “O cara se associou aos milicianos, aos mafiosos, é inacreditável essa trajetória. Realmente, eu fui um idiota de ter acreditado em Sergio Moro”, acrescentou Padilha. O diretor confirmou ter até se afastado de Wagner Moura por causa de discordâncias políticas, e mandou um recado para o ator: “Os dois estavam errados, na minha opinião. Mas é uma burrice você criar picuinha e estresse com um amigo por divergências em torno de política. Eu dou meu braço a torcer, e digo aqui: Wagner, você tinha toda a razão sobre a Lava-Jato. Sem problema nenhum”. Hoje, ele diz que faria a série “O Mecanismo” sem heróis. “Ia ter só bandido dos dois lados. Um roubando os cofres públicos, o outro deturpando as leis processuais para atingir objetivos – que depois viraram objetivos políticos, sim. Ficou bem claro que teve uma perseguição”, destacou. “Não estou dizendo que Lula não sabia da corrupção. Evidente que sabia. Mas ficou óbvio que houve uma exacerbação dos casos contra Lula para tirá-lo da eleição. Se refizesse O Mecanismo, não é que o PT seria melhor, é que seria tudo ruim. O PT, o Ministério Público, o Sérgio Moro. Estava tudo errado ali”, aponta o cineasta. E embora afirme não ter mudado de opinião sobre o Partido dos Trabalhadores, se o segundo turno da eleição presidencial for entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL), votará no petista com a consciência tranquila. “Voto nele sem pestanejar. Pois não adianta viver no mundo ideal, abstrato, descolado do que ocorre. A escolha está dada para o brasileiro”, acrescentou, antes de comentar a alternativa. “Bolsonaro é um sujeito que traz em si todas as características do miliciano do ‘Tropa de Elite 2’. O final do ‘Tropa 2’, que mostra os milicianos chegando à política, foi profético de uma maneira que eu gostaria que não tivesse sido”, completou.
Atriz de “Bridgerton” revela internação por problemas mentais
A atriz Ruby Barker, intérprete de Marina Thompson em “Bridgerton”, revelou em suas redes sociais que foi internada para cuidar de sua saúde mental. Ela contou estar passando por problemas desde sua participação na série, mas espera receber alta logo. “Estou melhorando. Estou muito mal há muito tempo e só quero ser honesta com todos, tenho lutado”, disse Barker no vídeo. “Então, estou no hospital no momento, vou receber alta em breve e espero continuar com minha vida”, acrescentou. Ruby descreve que estava “cheia de raiva e frustrada” antes de procurar ajuda. “Eu estava carregando o peso do mundo nas costas”, descreveu. Ela espera que, por ser sincera sobre sua condição, possa “encorajar os outros” a dedicarem um tempo para a saúde mental. “Por favor, faça um favor a si mesmo. Faça uma pausa, pare de ser tão duro consigo mesmo. As pessoas costumavam sempre me dizer para não ser tão dura comigo mesma e eu nunca tinha entendido realmente o que isso significava”, comentou. A atriz de 25 anos ainda contou aos seus seguidores que já tem um diagnóstico, que compartilhará no futuro, e agradeceu a Shonda Rhimes, produtora de “Bridgerton”, por ter “lhe salvado”. A personagem de Ruby Baker, Marina, teve grande destaque na temporada estreia de “Bridgerton”. Ela chega em Londres para passar a temporada com os Featheringtons e logo chama atenção de vários pretendentes, incluindo o de Colin Bridgerton (Luke Newton), interessa amoroso de Penelope (Nicola Coughlan). Entretanto, todos os planos com o jovem se desfazem após ela descobrir que está grávida de um antigo amor, desta forma sendo desonrada pela família. Logo, sem muitas escolhas, Marina acaba se casando com Philip Crane, irmão do falecido pai de seu filho. Ela só volta a aparecer brevemente na 2ª temporada, ao se reencontrar com Colin anos depois da história conturbada. As duas primeiras temporadas de “Bridgerton” estão disponíveis na Netflix e a série já se encontra renovada até o quarto ano de produção. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ruby Barker (@rubybarker)
Novas séries: “Stranger Things” e “Obi-Wan Kenobi” movimentam streaming
Fãs de sci-fi estão cancelando todos os compromissos para aproveitar um “fim de semana do orgulho nerd” com o lançamento da primeira parte da 4ª temporada de “Stranger Things” e a estreia de “Obi-Wan Kenobi”. São duas das atrações mais esperadas do ano, que chegam no mesmo dia (27/5) ao streaming. Mas ainda há maratonas de anime, duas atrações completas baseadas em personagens de “O Silêncio dos Inocentes” e nada menos que 15 temporadas da série de comédia mais longeva da TV. E para quem gosta de “true crime”, as ofertas incluem ainda uma minissérie de crime famoso americano e uma produção documental sobre o PCC. Confira abaixo as 10 melhores séries para assistir neste fim de semana. | STRANGER THINGS | NETFLIX Após três anos de espera e expectativa nas alturas, a série sobrenatural adolescente retorna com clima cinematográfico, deixando claro que não foram economizadas despesas na produção de sua 4ª temporada – supostamente mais cara que a temporada final de “Game of Thrones”. São mais efeitos, mais ação e mais personagens, resultando em tramas paralelas e capítulos bastante longos. Em resumo, os episódios exploram uma guerra iminente entre os jovens protagonistas da atração e as ameaças do Mundo Invertido, levando a turma das bicicletas a encarar um novo monstrão batizado com o nome de mais uma criatura de “Dungeons and Dragons”. O jogo, por sinal, se torna ainda mais importante, porque um dos novos personagens é um grande mestre dos calabouços de tabuleiro. Parte do elenco mirim ainda vai lidar com uma casa mal-assombrada relacionada a Freddy Krueger – na verdade, a residência pertence a um personagem atormentado vivido pelo astro da franquia “A Hora do Pesadelo”, Robert Englund. E ainda há as histórias de Eleven (Millie Bobby Brown), que busca se adaptar a uma nova escola e cidade, e do xerife Hopper (Jim Harbour) preso na Rússia. Tudo isso equilibrando drama e humor, mas com muito mais terror que antes, resultando na temporada mais madura de toda a série. Lançada em duas partes, a 4ª temporada da série criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer tem apenas sete de seus nove episódios disponibilizados nesta sexta (27/5), com os dois remanescentes guardados para o dia 1º de julho. | OBI-WAN KENOBI | DISNEY+ Sequência direta da trilogia “Star Wars” dos anos 2000, a série se passa dez anos após os eventos de “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005) e mostra a perseguição ao personagem-título, que volta a ser interpretado por Ewan McGregor. Após desafiar o Império e fugir com os filhos de seu ex-pupilo Anakin Skywalker, Obi-Wan Kenobi se esconde no planeta Tatooine, acompanhando à distância o crescimento do jovem Luke. Mas o Império não desistiu de encontrar o velho mestre foragido, um dos poucos remanescentes do massacre da ordem Jedi, o que coloca em risco a segurança da menina Leia, sequestrada para tirar Kenobi de seu esconderijo. O elenco da produção também inclui Joel Edgerton e Bonnie Piesse, retomando seus papéis como os tios que criaram Luke Skywalker, Jimmy Smits como o Senador Organa, pai adotivo de Leia, além de Hayden Christensen, intérprete de Anakin, agora completamente transformado em Darth Vader. Escrita por Joby Harrold (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e dirigida por Deborah Chow (“The Mandalorian”), a produção ainda inclui participações de Kumail Nanjiani (“Eternos”), Indira Varma (“Game of Thrones”), Rupert Friend (“Homeland”), O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Simone Kessell (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Maya Erskine (“PEN15”), o ator-cineasta Benny Safdie (“Bom Comportamento”), Moses Ingram (“O Gambito da Rainha”) formidável como vilã e a menina Vivien Lyra Blair (“Bird Box”), um fenômeno como a Leia mirim. Depois dos dois primeiros capítulos para começar a aventura, a Disney+ vai liberar um episódio inédito a cada quarta. | HANIBAL | AMAZON PRIME VIDEO O psicopata de “O Silêncio dos Inocentes” apareceu em cinco filmes, mas esta série supera quase todos (a exceção é justamente o longa estrelado por Anthony Hopkins e Jodie Foster), com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Criação de Bryan Fuller (“Deuses Americanos”), exibe cenas viscerais, estabelecidas em episódios de puro terror, graças ao talento de cineastas especialistas em pavor como David Slade (“30 Dias de Noite”) e Vincenzo Natali (“O Cubo”). Na produção, Mads Mikkelsen (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”) assume o papel que consagrou Hopkins sem ficar em sua sombra, criando nuances tão brilhantes que levam o público a torcer pelo vilão. A trama é um prólogo, que mostra como o psiquiatra Hannibal Lecter começou a trabalhar como consultor do FBI na criação de perfis de serial killers, sem que a polícia soubesse que ele próprio era um canibal assassino. Hannibal faz parceria com Will Graham (Hugh Dancy, de “Downton Abbey II: Uma Nova Era”), um agente do FBI com um dom especial, que o transforma em expert na caça de serial killers, mas também abala sua sanidade. Tentando evitar o pior, seu superior, Jack Crawford (Laurence Fishburne, de “Matrix”), recomenda a Graham se consultar com o Dr. Lecter, o que dá início a uma amizade improvável e prepara terreno para um confronto violento. O ótimo elenco da produção ainda destaca Gillian Anderson (“Sex Education”) como a psicóloga do canibal. Todas as três temporadas produzidas, entre 2013 e 2015, estão sendo disponibilizadas em streaming. No final, a trama atinge a narrativa do primeiro livro do personagem, “Dragão Vermelho”, de Thomas Harris, que chegou a render dois filmes – em 1986 e 2002 – , mas a produção foi cancelada antes que Fuller pudesse adaptar “O Silêncio dos Inocentes” e introduzir Clarice Starling. De todo modo, o episódio final é um desfecho digno. | CLARICE | AMAZON PRIME VIDEO A Clarice do título é Clarice Starling, a protagonista de “O Silêncio dos Inocentes”, o que torna esta série continuação de “Hannibal”. Entretanto, por uma peculiaridade contratual, Lecter não é citado na trama, que acompanha a agente do FBI em 1993, após prender o psicopata Buffalo Bill e salvar sua última vítima (conforme mostrado no final do filme premiado de 1991). Esta façanha, entretanto, a deixou abalada psicologicamente, situação com a qual precisa lidar enquanto persegue novos assassinos. Criada por Alex Kurtzman e Jenny Lumet, que depois acertaram a mão em “Star Trek: Strange New Worlds” e “The Man Who Fell to Earth”, a série não teve a mesma aclamação de “Hannibal” e acabou com apenas uma temporada produzida. O elenco destaca a australiana Rebecca Breeds (“The Originals”) como a terceira intérprete da personagem, que rendeu um Oscar para Jodie Foster em “O Silêncio dos Inocentes” (1991) e foi interpretada por Julianne Moore na continuação cinematográfica “Hannibal” (1999). | THE THING ABOUT PAM | STAR+ A minissérie de true crime destaca a nova transformação visual da atriz Renée Zellweger, duas vezes vencedora do Oscar – por “Cold Mountain” (2003) e “Judy” (2019) – ao incorporar Pam Hupp, assassina que atualmente cumpre prisão perpétua. Mãe de meia-idade e funcionária de um escritório de seguros, ela se envolveu no homicídio brutal de sua melhor amiga em 2011 e foi condenada por outro homicídio cometido em 2016. A mulher ainda é suspeita de ter matado a própria mãe. Originalmente, o assassinato de Betsy Faria em 2011 resultou na condenação do marido da falecida, que sempre insistiu que não matara a esposa, mas jamais imaginou que a doce Pam fosse a verdadeira culpada. Com novas descobertas, sua condenação foi anulada, desencadeando uma série de reviravoltas. Na época, o escândalo da mãe suburbana sanguinária virou sensação na mídia e se tornou tema de um popular podcast da NBC News, “The Thing About Pam”, que é um dos podcasts mais baixados do iTunes. A minissérie tem o mesmo nome do podcast e foi escrita por Jessika Borsiczky (“House of Lies”) com produção da Blumhouse Television e da própria Zellwegger. O elenco também destaca Katy Mixon (“Bela, Recatada e do Lar”/American Housewife) como Betsy Faria e Glenn Fleshle (“Billions”) como seu marido Russ, além de Judy Greer (“Homem-Formiga”), Josh Duhamel (“Transformers”), Mac Brandt (“Lovecraft Country”), Sean Bridgers (“Get Shorty”) e Adam David Thompson (“A Teacher”). | IT’S ALWAYS SUNNY IN PHILADELPHIA | STAR+ Série de comédia mais duradoura da história da televisão dos EUA, a produção criada em 2005 era inédita no Brasil até chegar nesta semana completa em streaming, com todas as suas 15 temporadas produzidas para maratonar a perder de vista. Concebida pelos comediantes Rob McElhenney e Glenn Howerton, que também estrelam a atração ao lado de Charlie Day, Kaitlin Olson e o veterano Danny DeVito, a série acompanha cinco amigos que administram um bar na Filadélfia. Ao estilo de “Seinfeld”, a trama é conhecida por seu humor ácido e por não esconder o egoísmo e os comportamentos antiéticos dos personagens. Recentemente, a produção foi renovada por mais três anos, até a 18ª temporada, prevista para 2025. | TUDO IGUAL… SQN | DISNEY+ A nova produção nacional para o público adolescente acompanha Carol (Gabriella Saraivah, de “Juacas”), que aos 16 anos atravessa uma crise com várias mudanças em sua vida, incluindo o súbito segundo casamento de sua mãe, o novo irmão postiço, o primeiro namoro e testes em relação às amizades antigas que ela tanto estima. A história é baseada no romance infanto-juvenil “Na Porta ao Lado”, de Luiza Trigo (autora de “Meus 15 Anos”), e conta com roteiros da própria escritora e de André Rodrigues (“Juacas”). Os episódios tem direção de Juliana Vonlanten (também de “Juacas”) e ainda trazem Guilhermina Libanio (“Órfãos da Terra”), Duda Matte (“Ela Disse, Ele Disse”), Ana Jeckel (“Super Nova”), a cantora Clara Buarque, Kiko Pissolato (“O Doutrinador”), Miá Mello (“A Vida Secreta dos Casais”) e vários jovens estreantes. BEM-VINDOS AO ÉDEN | NETFLIX A série espanhola da Netflix lembra um pouco “The Wilds”, da Amazon. Criada por Joaquín Górriz e Guillermo López Sánchez (ambos de “Atrapada”), acompanha um grupo de jovens que é convidado a participar de uma festa privada em uma ilha paradisíaca, com tudo pago. Mas o que deveria ser um evento de lançamento de um novo energy drink se prova uma armadilha. O drinque é batizado e, quando acordam, apenas cinco continuam no local, descobrindo aos poucos, por meio de anfitriões adultos, os segredos e perigos que os aguardam. Com apenas oito episódios, a trama deixa muitas perguntas sem respostas, mas o mistério deve ser resolvido na 2ª temporada, já confirmada. | GHOST IN THE SHELL: SAC-2045 | NETFLIX A 2ª temporada de “SAC-2045” traz novas aventuras de Motoko Kusanagi, estrela da longeva franquia animada “Ghost in the Shell”, em bela animação por computação gráfica. O anime é uma coprodução dos estúdios Production IG e Sola Digital Arts, com direção de uma dupla de peso: Shinji Aramaki (“Appleseed”) e Kenji Kamiyama (“Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”). Uma união curiosa e apropriada, considerando que o criador do mangá original de “Ghost in the Shell, Masamune Shirow, também criou “Appleseed”. Aramaki e Kamyama também trabalharam juntos na série “Ultraman”, da Netflix. A longa trajetória de “Ghost in the Shell” começou em quadrinhos em 1989, mas só foi explodir na cultura pop seis anos depois, ao originar o cultuado anime homônimo de 1995. Comparado ao impacto de “Akira” (1988), o longa animado apresentou a obra de Shirow ao mundo ocidental e influenciou todas as produções focadas em sci-fi cyberpunk que vieram depois – inclusive a trilogia “Matrix”. O sucesso de filme de 1995 deu origem a uma franquia animada, composta por mais três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. O que acabou chamando atenção de Hollywood e rendendo uma adaptação live-action estrelada por Scarlett Johansson, que foi muito criticada por trazer uma atriz não asiática no papel principal. Todos os lançamentos acompanham investigações da major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético chamada Seção 9, que luta contra uma conspiração de hackers,...
Série póstuma de Ray Liotta estreia na Apple TV+ em julho
O ator Ray Liotta (“Os Bons Companheiros”), que morreu na quinta (26/5) enquanto dormia, deixou pronta toda a sua participação na minissérie “Black Bird”, que vai chegar na plataforma Apple TV+ em 8 de julho. A série foi criada pelo escritor Dennis Lehane, autor dos livros que viraram os filmes “Sobre Meninos e Lobos” (2003), “Medo da Verdade” (2007), “Ilha do Medo” (2010) e “A Lei da Noite” (2016). Em comunicado, ele contou que criou o personagem Big Jim Keene, da nova série, especificamente para Liotta. “Foi, literalmente, o culminar de um sonho de uma vida inteira trabalhar com Ray Liotta. A partir do momento em que o vi explodir a tela, suas co-estrelas e o público do cinema em ‘Totalmente Selvagem’, eu passei a considerá-lo o ator americano mais elétrico de sua geração. No coração de uma performance de Ray Liotta havia uma dualidade que ele não conseguia controlar. Suspeito que não era consciente. Parecia, em vez disso, algo que estava trancado em seu DNA. Quando seu personagem era ameaçador e perigoso, ele não conseguia esconder completamente o doce menino em seu interior. Mas quando o personagem era encantador, até amoroso, você ainda podia sentir algo volátil rolando por baixo da pele”, ele escreveu. “Eu não tinha outro ator em mente e fiquei chocado – humilde, honrado, eufórico – quando ele aceitou o papel menos de 24 horas depois de enviarmos os roteiros”, continuou Lehane. “E a performance que ele deu? Foi uma aula de mestre. Ele incorporou totalmente um homem que percebe que sua vida inteira dando jeitinhos e passando ao largo das bordas da corrupção pendurou um destino de opções muito sombrias em seu próprio filho. Mas, por mais profundamente falho e comprometido que o personagem seja, Ray encontrou a nobreza em um homem capaz de correr para um prédio em chamas pelo mesmo filho sem nunca vacilar. Era essa dualidade que eu contava para carregar o coração emocional da nossa série do começo ao fim”, concluiu. “Black Bird” é baseada em uma história real. Liotta interpreta “Big Jim” Keene, um policial veterano cujo filho, James (Taron Egerton, de “Rocketman”), é condenado a 10 anos de prisão por tráfico de drogas. Mas ao começar a cumprir sua pena, recebe uma proposta de liberdade antecipada, desde que aceite ir para uma prisão povoada por criminosos perigosos e faça amizade com o serial killer Larry Hall (Paul Walter Hauser, de “O Caso Richard Jewell”). A atração é a segunda série em que Liotta interpreta um policial corrupto, após três temporadas de “Shades of Blue” (2016–2018), na qual contracenou com Jennifer Lopez. No ano passado, ele também viveu um vilão na temporada final de “Hanna”, da Amazon Prime Video. O elenco de “Black Bird” também inclui Greg Kinnear (“Shining Vale”), Sepideh Moafi (“The L Word: Generation Q”), Cecilia Leal (“Manto e Adaga”), Jake McLaughlin (“Quantico”), Alexander Babara (“A Caçada”), Trazi Lashawn (“Treme”), Christopher B. Duncan (“Veronica Mars”) e Robert Diago DoQui (“Terror no Pântano 3”).
André Ramiro vai apresentar série documental sobre crimes reais
O ator André Ramiro (“A Princesa da Yakuza”) vai narrar e apresentar a série documental “Perícia Lab”, uma nova produção nacional do canal pago AXN. A atração vai recriar crimes reais e explicar para o público as técnicas utilizadas por peritos para resolvê-los, com a ajuda de um laboratório cenográfico. Cada episódio terá em foco uma técnica específica. A ideia é mostrar qual a utilidade delas numa investigação e apresentar na prática o que fãs de séries criminais veem em episódios de “CSI”, “Criminal Minds” e outras atrações policiais dos EUA. A lista de casos escolhidos inclui alguns crimes famosos, como os do Maníaco do Parque, condenado pelo assassinato e estupro de mulheres em São Paulo no final da década de 1990. Mas os nomes de alguns “personagens” serão alterados no programa. “Estou ansioso para começar a gravar. Vai ser muito interessante acompanhar de perto o universo da investigação, entender as técnicas usadas e a parte psicológica desses profissionais. Grato e feliz com o convite”, disse Ramiro, que estreou nos cinemas num papel de policial, no primeiro “Tropa de Elite”, de José Padilha. O “Perícia Lab” é uma coprodução entre a Sony Pictures Television Latin America e a produtora Mood Hunter, e tem previsão de estreia para o segundo semestre.
Sony vai adaptar jogos “God of War”, “Gran Turismo” e “Horizon Zero Dawn” em séries e filme
O CEO da Sony Interactive Entertainment, Jim Ryan, confirmou durante uma conferência de negócios nesta quinta (26/5) que três dos jogos mais populares do PlayStation estão sendo adaptados como séries e filmes. São eles “God of War”, “Gran Turismo” e “Horizon Zero Dawn”. Como a Sony só tem uma plataforma de animes (a Crunchyroll), após rifar a promissora Crackle antes do estouro do streaming, cada série chegará num serviço diferente. A série de “Horizon Zero Dawn” será produzida para a Netflix, enquanto “God of War” foi adquirida pela Amazon Prime Video. Já “Gran Turismo” irá aos cinemas. A produção baseada nas corridas de carros “Gran Turismo” também é a única das três adaptações que já entrou em desenvolvimento. O filme será comandado pelo diretor Neill Blomkamp (“Distrito 9”). Criado por Kazunori Yamauchi em 1997, o game é aclamado como um dos simuladores de corridas mais autênticos por seu foco em gráficos precisos, física de direção e atenção aos detalhes de seus carros. A franquia já vendeu mais de 85 milhões de cópias de jogos e continua a render novas edições – a mais recente, “Gran Turismo 7”, foi lançada em março para PS 4 e PS 5. A negociação da Amazon por “God of War” tinha sido revelada em março passado e agora foi oficializada como atração da Prime Video. A série será assinada por Mark Fergus e Hawk Ostby, criadores de “The Expanse”, e Rafe Judkins, de “A Roda do Tempo”. Lançada originalmente em 2005, a franquia “God of War” já conta com sete jogos e vai lançar o oitavo (“God of War: Ragnarok”) ainda este ano. Os jogos acompanham um guerreiro espartano chamado Kratos, que busca se vingar de Ares, o Deus da Guerra, após a influência da divindade levar à morte de sua família. Por fim, a série “Horizon Zero Dawn”, em que dinossauros robóticos vagam por uma América pós-apocalíptica, ainda não definiu equipe responsável, apenas seu destino na Netflix. Lançado em 2017, o título da Guerrilla Games é o caçula do trio e só teve uma sequência até agora, “Horizon Forbidden West”, disponibilizada em fevereiro deste ano, mas já movimentou mais de 70 milhões de cópias. A trama segue Aloy, uma caçadora em um mundo pós-apocalíptico de aparência de pré-histórica, que enfrenta máquinas “camufladas” como monstros gigantes. Desde que criou a PlayStation Productions para realizar o filme “Uncharted”, a Sony vem investido em criar cada vez mais projetos com base em seus populares videogames. Os próximos títulos da produtora PlayStation, previstos para se materializar em breve, são as séries “Last of Us”, que estreia na HBO em 2023, e “Twisted Metal”, que começou a ser gravada para a plataforma americana Peacock. Veja abaixo os trailers dos games mais recentes das franquias “God of War”, “Gran Turismo” e “Horizon Zero Dawn”.












