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Divulgação/EMI

Música,  Série|30 de maio de 2022

Kate Bush vira febre com “Stranger Things”. Conheça carreira e hits da artista

Lançada em 1985, “Running Up That Hill”, de Kate Bush, voltou a fazer sucesso neste fim de semana. A gravação original foi parar no topo da parada das músicas mais ouvidas do iTunes e disparou em visualizações no YouTube. E o motivo pode ser constatado nos comentários deixados pelo público no portal de vídeos do Google.

“Ok, quem mais chorou naquela cena de ‘Stranger Things’? Foi uma tacada de mestre usar esta canção com a história de Max”, escreveu uma usuária em inglês. “‘Stranger Things’ me trouxe aqui! A música ficou ótima na cena da Max. A série nos dá a oportunidade de ouvir e conhecer boas músicas”, comentou outra, em português.

“Running Up That Hill” virou o tema de Max, a personagem vivida por Sadie Sink, durante a 4ª temporada de “Stranger Things”. Mais que isso, salvou a vida de Max, literalmente, tornando-se a música mais importante de toda a série.

A gravação de 1985 tem uma letra espiritual/fantasmagórica, como boa parte do repertório da cantora inglesa, que se tornou conhecida mundialmente em 1978 com uma música sobre amor assombrado, “Wuthering Heights”, inspirada pelo romance gótico “O Morro dos Ventos Uivantes”.

Ela teve muita sorte em seu começo, ao ser descoberta aos 16 anos pelo guitarrista do Pink Floyd David Gilmour, que se impressionou ao ouvir uma fita caseira de suas composições e decidir bancar do próprio bolso uma gravação profissional de três músicas daquele repertório, com o produtor Andrew Powell (do The Alan Parsons Project) e um engenheiro de som que trabalhou com os Beatles.

A sessão rendeu um contrato com a gravadora EMI, mas antes de gravar seu primeiro álbum em 1978, Kate Bush precisou esperar a maioridade. Ao mesmo tempo em que se dedicou a se formar na escola, ela formou sua primeira banda e estudou dança interpretativa com uma professora de David Bowie, para criar usa marca registrada: um grande impacto teatral nos palcos.

Seu som era considerado altamente experimental, uma espécie de pop operístico de temática sombria, mas na era do rock progressivo as gravadoras eram mais ousadas. E a aposta se pagou de cara, quando Kate Bush emplacou quatro singles no Top 10 da parada de sucessos britânicos logo na estreia. Seu primeiro álbum, “The Kick Inside”, ainda entrou no Livro Guinness dos Recordes por se tornar o primeiro disco composto inteiramente por uma artista feminina a vender mais de 1 milhão de cópias.

Em 1980, ela participou do terceiro álbum solo de Peter Gabriel e descobriu os sintetizadores, o que trouxe uma sonoridade mais moderna para seus lançamentos seguintes. Disputas com a gravadora sobre custos de seus discos, cada vez mais ousados, a levou a construir um estúdio em sua própria casa, que resultou em maior liberdade para criar seu álbum de 1985, “Hounds of Love”, o quinto de sua carreira e um dos mais bem-sucedidos, que continha “Running Up That Hill”.

Ela venceu o Brit Awards com aquele disco, cuja vendagem inspirou a EMI a lançar a primeira compilação de hits da sua carreira. Mas isso também a acomodou. Ficou quatro anos sem lançar um disco novo e, com a virada de década, seu som vanguardista passou a soar datado, com cada lançamento tendo menos impacto que o anterior.

Atualmente com 63 anos, ela não grava há mais de uma década, mas suas músicas nunca foram esquecidas, graças a covers frequentes de artistas das novas gerações.

Mas chega de papo, porque agora é hora de aumentar o som. Quem descobriu Kate Bush em “Stranger Things”, tem abaixo a oportunidade de conhecer melhor o repertório clássico da cantora, que apesar de relacionada à turma do rock progressivo era a cantora favorita de Johnny Rotten e também foi pioneira do visual etéreo que marcou a geração indie dos anos 1980.

A seleção reúne 15 hits dos dez anos iniciais, a “fase áurea”, e mostra como muitos dos clipes pré-MTV já eram puro “Stranger Things”. Fãs de “The Handmaid’s Tale” também podem reconhecer “Cloudbusting”, que marcou a 3ª temporada dessa série. E fãs da banda brasileira Angra… Ainda está lendo?

 

 

| KATE BUSH | 1978 | WUTHERING HEIGHTS

 

 

| KATE BUSH | 1979 | WOW

 

 

| KATE BUSH | 1979 | THEM HEAVY PEOPLE

 

 

| KATE BUSH | 1980 | BABOOSHKA

 

 

| PETER GABRIEL ft. KATE BUSH | 1980 | GAMES WITHOUT FRONTIERS

 

 

| KATE BUSH | 1981 | SAT IN YOUR LAP

 

 

| KATE BUSH | 1982 | THE DREAMING

 

 

| KATE BUSH | 1982 | THERE GOES A TENNER

 

 

| KATE BUSH | 1982 | SUSPENDED IN GAFFA

 

 

| KATE BUSH | 1985 | RUNNING UP THAT HILL

 

 

| KATE BUSH | 1985 | CLOUDBUSTING

 

 

| KATE BUSH | 1986 | HOUNDS OF LOVE

 

 

| KATE BUSH | 1986 | BIG SKY

 

 

| PETER GABRIEL ft. KATE BUSH | 1986 | DON’T GIVE UP

 

 

| KATE BUSH | 1989 | THIS WOMAN’S WORK

 

 

BÔNUS: 10 COVERS DE KATE BUSH

 

| WILLIE NELSON ft. SINEAD O’CONNOR | 1993 | DON’T GIVE UP

 

 

| ANGRA | 1994 | WUTHERING HEIGHTS

 

 

| PLACEBO | 2003 | RUNNING UP THAT HILL

 

 

| FUTUREHEADS | 2004 | HOUNDS OF LOVE

 

 

| RA RA RIOT | 2009 | SUSPENDED IN GAFFA

 

 

| GEMMA HAYES | 2009 | CLOUDBUSTING

 

 

| MAXWELL | 2009 | THIS WOMAN’S WORK

 

 

| WOLFMOTHER | 2009 | WUTHERING HEIGHTS

 

 

| CHROMATICS | 2011 | RUNNING UP THAT HILL

 

 

| FIRST AID KIT | 2018 | RUNNING UP THAT HILL

 

 

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