Teaser de “Os Monstros” recria abertura da série clássica
A Universal Pictures divulgou o primeiro teaser do filme baseado na série clássica “Os Monstros” (The Munsters). A prévia reproduz parte da abertura em preto e branco da 2ª temporada da série. O filme tem direção do roqueiro Rob Zombie e os intérpretes dos personagens clássicos são Sherri Moon Zombie (esposa do diretor) como Lily, Jeff Daniel Phillips como Herman e Daniel Roebuck como o vovô. Eles já tinham contracenado antes em “Os 3 Infernais”, dirigido por Zombie em 2019. Grande sucesso da época da TV em preto e branco, a atração original de 1964 era estrelada por Yvonne De Carlo (“Capitão Blood”), Fred Gwynne (“Cemitério Maldito”) e Al Lewis (“A Noite dos Desesperados”), e concorria com “A Família Addams” no mesmo filão de família de monstros camaradas. O programa acompanhava o cotidiano de Herman, um monstro similar ao de Frankenstein, em sua vida comum de pai trabalhador, às voltas com a mulher vampira Lily, o sogro vampiro que todos chamavam de Vovô Monstro, o filho lobisomem Eddie e a sobrinha Marilyn, que envergonhava a família pela suposta feiura (na verdade, era uma loira deslumbrante). Além da série, “Os Monstros” originais também tiveram um filme colorido, “Monstros, Não Amolem!” (1966), e um telefilme de reencontro dos personagens, “The Munsters’ Revenge” (1981). Mas mesmo com a aposentadoria dos atores, a franquia da Universal nunca saiu totalmente do ar. O estúdio televisivo emplacou seu primeiro remake em 1987. Intitulada “The Munsters Today”, essa versão durou três temporadas, embora pouca gente lembre dela. Depois disso, o canal ainda lançou dois telefilmes com elencos completamente diferentes nos anos 1990. Nos últimos anos, alguns produtores tentaram reviver a franquia na TV. Bryan Fuller (criador de “Hannibal” e “Star Trek: Discovery”) chegou a gravar um piloto para sua versão, chamada “Mockingbird Lane”, que acabou lançado como telefilme de Halloween em 2012, mas outra iniciativa mais recente, produzida pelo apresentador-comediante Seth Meyers (“Saturday Night Live”) em 2017, nem chegou tão longe, dispensada na fase de roteiro. O filme de Rob Zombie tem produção da 1440 Productions, uma divisão menor do Universal Studios, o que indica que será lançado na plataforma de streaming Peacock em vez dos cinemas. Compare abaixo a nova versão com a abertura clássica dos anos 1960.
“O Verão que Mudou Minha Vida” é renovada antes da estreia
A Amazon Prime Video anunciou a renovação da série “O Verão que Mudou Minha Vida”, inspirada nos livros de Jenny Han, antes mesmo da estreia da 1ª temporada. A escritora, que também é showrunner da adaptação, comemorou o anúncio. “Quando decidi adaptar ‘O Verão’, sabia que precisaria de mais de uma temporada para honrar a história que estávamos contando. Mas receber esta renovação antes mesmo da estreia estava além dos meus sonhos mais loucos”, disse em comunicado. “Sou muito grata à Amazon Studios por esse incrível voto de confiança em nosso programa e mal posso esperar para reunir nossa incrível equipe para contar o próximo capítulo de nossa história”, completou. Vale lembrar que a história de “O Verão que Mudou Minha Vida” faz parte de uma trilogia literária de Jenny Han – que é mais conhecida como autora de outra trilogia: “Para Todos os Garotos”, adaptada com sucesso na Netflix. A história segue em “Sem Você Não É Verão” e “Sempre Teremos o Verão”, que devem ser adaptadas na 2ª e possivelmente 3ª temporada da atração. A 1ª temporada vai introduzir os personagens centrais: uma garota chamada Belly e dois irmãos, que eram melhores amigos de infância. Essa amizade, porém, transforma-se quando os garotos decidem disputar o coração da menina, colocando-a num dilema terrível aos 15 anos de idade. Com oito episódios e uma música inédita de Taylor Swift em sua trilha sonora, “O Verão Que Mudou Minha Vida” é estrelada pela estreante Lola Tung, Gavin Casalegno (“Walker”) e o também novato Christopher Briney, que formam o triângulo amoroso. A responsável pela produção é Gabrielle Stanton, produtora-roteirista de “The Flash” e “Haven”. A estreia está marcada para 17 de junho.
Estreia de “Ms. Marvel” sofre ataques racistas nos EUA
A extrema direita dos EUA está atacando “Ms. Marvel” de forma coordenada nos sites de avaliação abertos ao público, escrevendo comentários racistas e atuando para baixar a nota de aprovação da série, que estreou nesta quarta (7/6). Grupos que defendem que a TV só deveria mostrar pessoas brancas organizaram-se em fóruns da deep web para tentar convencer o público a rejeitar a produção, que traz a primeira heroína muçulmana da Marvel. O foco do ódio é direcionado à origem paquistanesa da família da personagem, que os detratores chamam de “indiana” ou “terrorista”. Uma pessoa descreveu a série no IMDb como “um lixo” feito “pela esquerda”. Outros comentários dizem: “mais propaganda politizada vinda de grandes corporações”, “ser politicamente correto não é conteúdo”, “a Marvel agora está se tornando chata com toda essa agenda que está tentando empurrar”, “concentrem-se em seus fãs, não em questões sociais” e “‘Ms. Marvel’ deve ser completamente eliminada da Marvel”. Em compensação, o público “normal” se juntou para defender a série, brigando com as notas baixas dadas pelos conservadores. “Fiquei ainda mais interessado porque racistas estão odiando a série”, chegou a apontar um dos que deu 10 para a produção no IMDb. Já o site Metacritic decidiu fechar a sessão de comentários da série e eliminar a nota data pelo público. Com atuação mais vigilante, o Rotten Tomatoes bloqueou apenas os comentários extremistas, resultando em 90% de aprovação do público não racista. Entre a crítica, por sinal, a aprovação de “Ms. Marvel” é ainda maior: 95%, quase uma unanimidade com muitas resenhas positivas. Vale observar que no Reddit, onde filtros impedem a publicação de comentários extremistas, todos adoraram a série. Alguns até consideram que Ms. Marvel tem potencial para ser tão popular quanto o Homem-Aranha. A série também ganhou apoio de Malala Yousafzay, que aos 17 anos se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz por sua luta pelo direito à educação de meninas paquistanesas. Episódios inéditos de “Ms. Marvel” são lançados todas as quartas na plataforma Disney+.
“Ms. Marvel” recebe endosso de Malala, mais jovem vencedora do Nobel da Paz
As redes sociais de “Ms. Marvel” publicaram a carta de uma fã especial, que descreveu como adorou e ficou encantada com o primeiro episódio da produção, lançado nesta quarta-feira (8/6). O endosso é de ninguém menos que Malala Yousafzay, que aos 17 anos se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz por sua luta pelo direito à educação de meninas paquistanesas. “Não é todo dia que ligo a TV e encontro um personagem que come as mesmas comidas, ouve as mesmas músicas ou usa as mesmas frases em urdu que eu”, disse Malala em sua carta. “Que alegria ver que ‘Ms. Marvel’ reflete a vida de uma família imigrante paquistanesa e revela uma jovem super-heroína cujos poderes se conectam à sua herança. Obrigado, Marvel e Disney+, e o mais importante, Ms. Marvel”. Em seu blog pessoal, Malala ainda publicou uma análise da série, afirmando que “ao longo dos primeiros episódios de ‘Ms. Marvel’ (sim, pude vê-los antes), fiquei impressionada como a vida de Kamala Khan me parecia familiar. Ela conversa com seus amigos sobre o ator bollywoodiano Shah Rukh Khan, ouve músicas pop paquistanesas e come biryani de frango com sua família. E suspeito que muitas crianças paquistanesas verão seus próprios pais no pai genial e na mãe rigorosa de Kamala”. Malala também traçou uma breve biografia de Sana Amanat, co-criadora de Kamala e produtora da série, afirmando que a artista está dando aos fãs muçulmanos de quadrinhos uma representatividade que ela não conheceu na infância. A primeira heroína muçulmana do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) também é a mais fofa e adorável. Sem supervilões e ameaças mundiais, “Ms. Marvel” chegou na Disney+ como uma grande homenagem aos fãs dos super-heróis, dando a Iman Vellani, a novata de 18 anos que foi selecionada entre várias candidatas, o papel de fangirl definitiva. Na trama, Kamala Khan é uma adolescente geek obcecada pela Capitã Marvel, que sofre bullying na escola e repressão na família muçulmana tradicional, mas não abre mão de seus sonhos, mostrando enorme talento artístico para desenhar, criar vídeos e até fantasias de cosplay. Para incrementar uma dessas fantasias, ela decide usar um velho bracelete largado entre as lembranças encaixotadas de sua família, que de repente lhe confere superpoderes. Desenvolvida pela roteirista Bisha K. Ali (“Sex Education”), a produção conta com direção da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (diretores do blockbuster “Bad Boys Para Sempre” e do vindouro filme da “Batgirl”), da paquistanesa Sharmeen Obaid-Chinoy (vencedora de dois Oscars de Melhor Documentário em Curta-metragem) e Meera Menon (que já trabalhou na Marvel na série “O Justiceiro”). Novos episódios são disponibilizados todas as quartas na plataforma Disney+. “What a joy to see Ms. Marvel reflect the lives of a Pakistani immigrant family and reveal a young superhero whose powers connect to her heritage. Thank you, Marvel and Disney+, and most importantly, Ms. Marvel.” #MsMarvel (2/2) — Ms. Marvel (@msmarvel) June 7, 2022
“Stranger Things” terá salto temporal na 5ª temporada
Os irmãos Matt e Ross Duffer revelaram que planejam um salto temporal para a 5ª e última temporada de “Stranger Things”. Em entrevista ao site TV Line, os criadores da série da Netflix explicaram que isso se tornou uma necessidade, devido ao rápido amadurecimento do elenco mais jovem. “Tenho certeza que faremos um salto temporal. Queríamos ter gravado as temporadas 4 e 5 juntas, mas não havia um jeito viável de fazer isso”, disse Ross. Eles também comentaram a expectativa em torno do final da história. “O final é a parte mais difícil e estressante. Queremos acertar no encerramento. Aprendemos muito toda vez que fazemos uma nova temporada. Aprendemos muito com o elenco e com a equipe, com quem trabalhamos por um longo período na 4ª temporada. Então tenho certeza que algumas coisas vão mudar”, afirmou Matt. Apesar disso, ainda não começaram a escrever os episódios finais e nem fazem previsão sobre quando vão retomar a produção. Isto porque, segundo eles, o trabalho continua intenso na finalização dos últimos dois episódios do quarto ano da série, que estreiam em 1 de julho na Netflix.
A Lista Terminal: Chris Pratt enfrenta conspiração em novo trailer
A Amazon Prime Video divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “A Lista Terminal” (The Terminal List), produção que marca a volta de Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) ao universo das séries, sete anos após o fim de “Parks and Recreation” e o começo de sua bem-sucedida carreira cinematográfica. A prévia parece mais um filme que uma série, com muitos tiroteios e clima crescente de paranoia. Na trama, Pratt interpreta James Reece, um Navy SEAL que volta para casa após uma missão traumática, em que seu pelotão foi surpreendido por uma emboscada inimiga e todos, menos ele, foram assassinados. Conforme tenta se readaptar à vida normal, ele percebe que suas memórias sobre o incidente são conflituosas, e começa a buscar evidências de uma suposta conspiração do governo que possa estar tentando incriminá-lo pelo massacre. Logo, seu objetivo se transforma em vingança. Nesta jornada, ele acaba encontrando uma aliada numa correspondente de guerra que não tem medo de riscos ou de usar jornalismo contra os poderosos. A personagem é vivida por Constance Wu (“As Golpistas”). O elenco “de cinema” também destaca Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como a esposa de Reece, Taylor Kitsch (“John Carter”) como um ex-SEAL, melhor amigo e aliado do protagonista, o australiano Jai Courtney (o Bumerangue do Esquadrão Suicida) como principal antagonista, além de Jeanne Tripplehorn (“Criminal Minds”), JD Pardo (“Mayans MC”), LaMonica Garrett (“1883”), Stephen Bishop (“Run the World”), Sean Gunn (“Guardiões da Galáxia”) e Patrick Schwarzenegger (“Sol da Meia-Noite”), que é cunhado de Pratt. Além de estrelar, Pratt produz o thriller, baseado no livro de mesmo nome de Jack Carr e desenvolvido como série por David DiGilio (criador de “Traveler” e roteirista de “Resgate Abaixo de Zero”). O projeto ainda marca um reencontro entre Pratt e o diretor Antoine Fuqua, após trabalharem juntos em “Sete Homens e um Destino” (2016). Fuqua é coprodutor da série e assina a direção do episódio piloto. A estreia está marcada para 1º de julho. Veja abaixo o trailer em duas versões: dublada em português e no idioma original.
Depois da estreia, trailer traz cenas dos próximos episódios de “Ms. Marvel”
A Marvel divulgou um novo trailer de “Ms. Marvel”, que mostra diversas cenas inéditas dos próximos capítulos, ao mesmo tempo em que reforça o tom fofo e adolescente da estreia desta quarta (8/6). A primeira heroína muçulmana do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) também é a mais fofa e adorável. Sem supervilões e ameaças mundiais, “Ms. Marvel” chegou na Disney+ como uma grande homenagem aos fãs dos super-heróis, dando a Iman Vellani, a novata de 18 anos que foi selecionada entre várias candidatas, o papel de fangirl definitiva. Na trama, Kamala Khan é uma adolescente geek obcecada pela Capitã Marvel, que sofre bullying na escola e repressão na família muçulmana tradicional, mas não abre mão de seus sonhos, mostrando enorme talento artístico para desenhar, criar vídeos e até fantasias de cosplay. Para incrementar uma dessas fantasias, ela decide usar um velho bracelete largado entre as lembranças encaixotadas de sua família, que de repente lhe confere superpoderes. Nas páginas impressas, Kamala Khan é uma adolescente paquistanesa-americana que, ao ganhar poderes de elasticidade, inspira-se na Capitã Marvel para assumir sua nova identidade. Mas a versão da série mostra a nova heroína com poderes relacionados à luz (algo que tem mais a ver com a personagem Cristal/Dazzler nas publicações da Marvel) e ainda dá bastante destaque a Bruno Carrelli, vivido por Matt Lintz (o Henry de “The Walking Dead”), que é o único amigo de Kamala que sabe que ela é a Ms. Marvel. Desenvolvida pela roteirista Bisha K. Ali (“Sex Education”), a produção conta com direção da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (diretores do blockbuster “Bad Boys Para Sempre” e do vindouro filme da “Batgirl”), da paquistanesa Sharmeen Obaid-Chinoy (vencedora de dois Oscars de Melhor Documentário em Curta-metragem) e Meera Menon (que já trabalhou na Marvel na série “O Justiceiro”). Os novos episódios são disponibilizados todas as quartas na plataforma Disney+.
“Stranger Things” coloca Kate Bush no Top 10 da Billboard
Embora “As It Was” de Harry Styles seja a música mais ouvida dos EUA pela quinta semana consecutiva, é um clássico de 1985 de Kate Bush que tem sido a canção mais falada e comentada nos últimos dias no mercado americano. Nesta semana, também virou uma das mais tocadas. “Running Up That Hill” apareceu pela primeira vez no Top 10 da revista Billboard, a principal parada de sucessos dos EUA. Estreou em 8º lugar, apesar de ter sido lançada há 37 anos. Na época do single original, a gravação atingiu apenas a 30ª posição. O fenômeno tem nome: “Stranger Things”. A música é ouvida durante vários capítulos da recém-lançada 4ª temporada da série da Netflix, além de se destacar em participação importante, integrando a trilha e também o roteiro da cena mais eletrizante dos novos episódios. De forma impressionante, a série rendeu o primeiro hit da cantora nos EUA. Bem-sucedida no Reino Unido, Kate Bush sempre teve dificuldades para ter suas músicas tocadas do outro lado do Atlântico. Apesar de ter sua primeira música registrada no Top 100 da Billboard em 1979, só agora, com “Stranger Things”, ela penetrou no Top 10. Os fãs da série da Netflix também impulsionaram “Running Up That Hill” à liderança da parada de comercialização digital da Billboard. Foi a música mais comercializada da semana, com 18,3 mil singles digitais vendidos. Também foi a 6ª música mais ouvida na parada de streamings, acionada 17,5 milhões de vezes nas plataformas musicais. Além disso, tocou 392 mil vezes nas estações de rádio do país. O mais interessante é que Kate Bush costuma impedir que filmes e séries usem suas músicas. Ela aceitou desta vez porque já era fã de “Stranger Things” e, ao receber os roteiros, adorou a forma como “Running Up That Hill” seria incorporada na trama. No fim de semana, ela usou seu site pessoal para agradecer aos fãs da série pela redescoberta da canção de 1985. “Vocês devem ter ouvido que a primeira parte da nova e fantástica série ‘Stranger Things’ foi lançada recentemente na Netflix. Ele apresenta a música ‘Running Up That Hill’, que está ganhando um novo sopro de vida por parte dos jovens fãs que amam a série – eu também amo!”, ela escreveu. Importante observar que o feito de “Running Up That Hill” é raro. É muito difícil uma música tão antiga conseguir entrar no Top 10 da Billboard. Mesmo mortes de artistas célebres não conseguem recuperar sucessos históricos. Nem mesmo clássicos natalinos entram no topo das paradas durante a época festiva. O único caso que vem à mente foi o estouro de “Bohemian Rhapsody” do Queen, que chegou ao 2ª lugar em 1992, impulsionada por uma cena hilária do filme “Quanto Mais Idiota Melhor”.
“Stranger Things” domina Netflix e bate recordes
O fenômeno “Stranger Things” dominou completamente a audiência da Netflix na última semana. Completamente, neste caso, quer dizer que a criação dos irmãos Duffer ocupou do 1º ao 4º lugar do ranking das séries mais vistas em inglês da plataforma. De forma impressionante, todas as quatro temporadas da série registraram as maiores audiência do streaming entre a segunda-feira da semana passada (30/5) e o último domingo (5/6). É possível que muita gente tenha maratonado o começo para recordar eventos passados, mas há relatos de novos assinantes atraídos para descobrir o conteúdo que está eletrizando o público mundial. O lançamento da 4ª temporada em 27 de maio já tinha marcado o maior fim de semana de estreia da Netflix, com 287 milhões de horas assistidas em apenas três dias. Agora, na primeira semana completa de disponibilidade na plataforma, os sete novos episódios renderam mais 335 milhões de horas de streaming. Com isso, o novo ano de “Stranger Things” já ocupa o 3º lugar entre as temporadas de séries em inglês mais vistas na Netflix em todos os tempos, atingindo um total de 621,8 milhões de horas. Tudo indica ainda que o Mundo Invertido vai aparecer no topo do ranking no levantamento da semana que vem. À sua frente, estão apenas as duas temporadas produzidas de “Bridgerton”, mas praticamente coladas. A estreia do romance de época da produtora Shonda Rhimes ocupa o 2º lugar com 625,4 milhões de horas, enquanto a 2ª temporada lidera o ranking com 656,26 milhões de horas. A 4ª temporada de “Stranger Things” deve abrir grande vantagem sobre “Bridgerton” nos próximos dias e passar para uma disputa de outro nível, com a recordista de todas as línguas. A série sul-coreana “Round 6” é a líder entre as produções de qualquer idioma, com 1,65 bilhão de horas de visualização em seus primeiros 28 dias de lançamento. A Netflix calcula essa lista com base somente na audiência durante os primeiros 28 dias de disponibilidade de um título, o que significa que a 4ª temporada de “Stranger Things” ainda tem 18 dias para subir no ranking. Além do sucesso da série, a música de 1985 de Kate Bush, “Running Up That Hill”, que aparece com destaque nos novos episódios, continua escalando as paradas musicais, numa redescoberta da cantora inglesa, que não lança discos há mais de uma década. Nesta semana, a gravação entrou pela primeira vez no Top 10 da revista Billboard, lugar que não tinha conseguido alcançar no lançamento original de 37 anos atrás. Fenômeno.
“Tokyo Vice” terá 2ª temporada
A HBO Max anunciou que “Tokyo Vice” terá 2ª temporada. Trata-se de mais uma produção concebida originalmente como minissérie a virar série com temporadas anuais após boa recepção. “Não poderíamos estar mais empolgados em trazer aos fãs apaixonados da série mais uma temporada para continuar essa intrigante e emocionante história de crime, ambientada em uma das cidades mais vibrantes e bonitas do mundo”, disse Sarah Aubrey, chefe de conteúdo original da HBO Max, em um comunicado sobre a renovação. A trama sobre o submundo da Yakuza é um thriller estiloso de grife, assinado por dois cineastas famosos: Destin Daniel Cretton (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) e o veterano Michael Mann (“Fogo Contra Fogo”). A trama se baseia no livro-reportagem de Jake Adelstein, em que o jornalista relata sua experiência nos dois lados da Lei em Tóquio, descrevendo o estilo de vida violento da máfia japonesa e a corrupção no departamento de polícia da capital. Estrelada por Ansel Elgort (“Amor, Sublime Amor”) no papel de Adelstein, a série também destaca em seu elenco Ken Watanabe (“Godzilla 2”), Hideaki Ito (“Memórias de um Assassino”), Shô Kasamatsu (“O Diretor Nu”), Tomohisa Yamashita (“The Head: Mistério na Antártida”), Rachel Keller (“Legion”), Ella Rumpf (“Raw”) e Rinko Kikuchi (“Círculo de Fogo”).
Ms. Marvel: Vídeo destaca intérprete da nova heroína da Marvel
A Marvel divulgou um vídeo legendado dos bastidores de “Ms. Marvel”, a próxima série de super-heróis a chegar na Disney+. A prévia dá especial atenção para Iman Vellani, a novata de 18 anos que foi selecionada entre várias candidatas, seguindo um critério de representatividade. O estúdio queria alguém que fosse o mais similar possível à personagem, que será a primeira heroína muçulmana do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), mesmo que isso significasse uma intérprete desconhecida do público. E o vídeo mostra a animação da atriz pela oportunidade, assim como o entusiasmo dos produtores. “Iman Vellani é Kamala Khan”, resume a produtora Sana Amanat, que foi quem criou Ms. Marvel nos quadrinhos. Nas páginas impressas, Kamala Khan é uma adolescente paquistanesa-americana que, ao ganhar poderes de elasticidade, inspira-se na Capitã Marvel para assumir sua nova identidade. Mas a versão da série mostra a nova heroína com poderes relacionados à luz (algo que tem mais a ver com a personagem Cristal/Dazzler nas publicações da Marvel) e ainda dá bastante destaque a Bruno Carrelli, vivido por Matt Lintz (o Henry de “The Walking Dead”), que é o único amigo de Kamala que sabe que ela é a Ms. Marvel. Desenvolvida pela roteirista Bisha K. Ali (“Sex Education”), a produção conta com direção da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (diretores do blockbuster “Bad Boys Para Sempre” e do vindouro filme da “Batgirl”), da paquistanesa Sharmeen Obaid-Chinoy (vencedora de dois Oscars de Melhor Documentário em Curta-metragem) e Meera Menon (que já trabalhou na Marvel na série “O Justiceiro”). A estreia está marcada para esta quarta-feira (8/6).
Série baseada no filme “Uma Equipe Muito Especial” ganha primeiro teaser
A Amazon Prime Video divulgou um teaser da série baseada no longa “Uma Equipe Muito Especial” (A League of Their Own), de 1992, sobre o primeiro campeonato de beisebol feminino, realizado nos anos 1940 nos Estados Unidos. A prévia capricha na recriação de época para divulgar a data de estreia, mas a montagem de cenas, curiosamente, é embalada por um hit dos anos 1980: “Edge of Seventeen”, de Stevie Nicks. Para quem não lembra, o filme da diretora Penny Marshall trazia Geena Davis e Madonna como jogadoras, e Tom Hanks era o técnico da equipe. A adaptação foi desenvolvida pelos roteiristas Will Graham (série “Mozart in the Jungle”) e Abbi Jacobson (“Broad City”) e não será um remake literal, mas “um olhar moderno” para a história, incluindo explorações de raça e sexualidade que ficaram de fora da história original. A prévia já deixa claro a participação de jogadoras negras, não vistas no time do filme dos anos 1990. O elenco da série conta com a própria Abbi Jacobson, Chanté Adams (“The Photograph”), D’Arcy Carden (“The Good Place”), Gbemisola Ikumelo (“Famalam”), Kelly McCormack (“Agentes Espaciais”), Roberta Colindrez (“Vida) e Priscilla Delgado (“Julieta”). A produção da Amazon é, na verdade, a segunda série derivada de “Uma Equipe Muito Especial”. A CBS tentou, sem sucesso, uma primeira abordagem em 1993, logo depois da estreia do filme, com Megan Cavanagh e Tracy Reiner reprisando seus papéis de cinema. Mas sem os integrantes mais famosos do elenco, a série saiu do ar após três episódios, devido à baixa audiência. Com o título em inglês do filme, “A League of Their Own” estreia em 12 de agosto.
“Ted Lasso” pode acabar na 3ª temporada
Maior sucesso da Apple TV+, “Ted Lasso” vai acabar em sua próxima temporada, a 3ª da produção. A revelação foi feita pelo ator Brett Goldstein, que interpreta Roy Kent e é um dos roteiristas da comédia, durante uma entrevista publicado no domingo (5/6) no jornal Sunday Times. “Estamos escrevendo assim [como final]”, disse o ator, quando questionado se a próxima temporada encerraria a série. “Foi planejado para ter três. Alerta de spoiler: todo mundo morre.” Embora ele tenha brincado no final da resposta, a declaração converge com o planejamento de Jason Sudeikis, protagonista e cocriador. Ele disse no ano passado que via a comédia encerrando-se no terceiro ano. “A história que está sendo contada, com um arco de três temporadas, é a que eu vejo como conclusão”, disse Sudeikis à revista Entertainmente Weekly. “Eu sou grato por eles [Apple e Warner] investirem nessas três temporadas”. O produtor Brendan Hunt, que elaborou a série junto com Sudeikis e Bill Lawrence (criador de “Scrubs” e “Cougar Town”), explicou melhor esta história. “Quando começamos a desenvolver a série, nós planejamos um começo, meio e fim”, revelou. “E essa história vai acabar na 3ª temporada, não importa o que aconteça. Por isso, se a série for renovada, outra narrativa terá de ser criada e contada”. Ele completou explicando o que pode fazer a atração ganhar uma 4ª temporada. “A série vai continuar até quando Sudeikis quiser.” A série gira em torno do personagem-título, um treinador de futebol americano que é contratado para trabalhar num clube de futebol inglês, apesar de não ter nenhuma experiência no esporte que os moradores dos EUA chamam de soccer. O mais curioso em relação à “Ted Lasso” é que o personagem e toda sua premissa já existia antes de virar série, tendo sido concebido em 2013 para comerciais do canal pago NBC Sports. A produção da Apple pegou a piada dos comerciais de Sudeikis e a estendeu em episódios completos, que venceram alguns prêmios Emmy e bateram recordes de audiência da plataforma de streaming.












