BBC oficializa produção da série Drácula, desenvolvida pelos criadores de Sherlock
A rede BBC e a Netflix se associaram para coproduzir uma série baseada em “Drácula”, desenvolvida pela dupla responsável por “Sherlock”, a aclamada atração que atualizou as histórias de Sherlock Holmes. Os roteiristas-produtores Mark Gatiss e Steven Moffat vão escrever todos os episódios e adotarão o mesmo formato de “Sherlock”. Ou seja, será uma temporada curta com episódios de longa duração, como se cada história fosse um filme. Ao todo, foram encomendados três episódios de 90 minutos, que contarão como o vampiro da Transilvânia vai parar em Londres. “Sempre existiram histórias sobre o mal. O que é especial em Drácula é que Bram Stoker deu ao mal o seu próprio herói”, dissem Gatiss e Moffat no comunicado que oficializou a produção. A série mais recente de Drácula foi uma produção americana da rede NBC, que durou uma temporada de 13 episódios entre 2013 e 2014. Aclamada pela crítica, acabou cancelada devido à baixa audiência. “Drácula” será o primeiro projeto da dupla desde o lançamento da 4ª temporada de “Sherlock” em janeiro de 2017. Moffat também era o showrunner de “Doctor Who” até o ano passado e está atualmente desenvolvendo uma adaptação da sci-fi “The Time Traveler’s Wife” como série para a HBO.
Foto revela Superman com uniforme preto no crossover de Arrow, Flash e Supergirl
O ator Stephen Amell, intérprete de Oliver Queen/Arqueiro Verde, postou em seu Twitter um novo spoiler do crossover das séries “The Flash”, “Arrow” e “Supergirl”. Após ter divulgado imagens e curiosidades menos reveladoras da produção, ele divulgou uma foto do ator Tyler Hoechlin com o uniforme de Superman, acompanhado pelo próprio Amell e Grant Gustin, intérprete do Flash. O detalhe é a cor do uniforme do herói: preta. O traje preto foi introduzido na famosa história da volta de Superman após sua “morte” nas mãos de Apocalypse, nos anos 1990. O herói deveria usar esse uniforme no filme “Liga da Justiça”, após sua suposta morte nas mãos do mesmo vilão (que ocorreu no cinema em “Batman vs. Superman”). Mas os planos foram descartados com o afastamento do diretor Zack Snyder. Agora, o uniforme finalmente aparece numa produção com atores, nas séries do canal americano CW. Para deixar os fãs ainda mais desnorteados, o crossover ganhou o título de “Elseworlds”, o mesmo de um selo da DC que abriga histórias em quadrinhos passadas fora de cronologia e em universos paralelos. Ou seja, o Superman de uniforme preto pode não fazer parte do mesmo universo de Supergirl, onde o ator Tyler Hoechlin já apareceu usando seu traje clássico. Para quem não conhece, as histórias publicadas com a marca Elseworlds têm liberdade para imaginar os heróis da editora em situações, épocas e mundos alternativos, sem afetar a linha do tempo principal dos quadrinhos. A iniciativa foi inaugurada em 1989 com “Um Conto de Batman: Gotham City 1889”, graphic novel em que Batman enfrentou Jack, o Estripador na era vitoriana. Títulos como “O Reino do Amanhã”, “Superman: Entre a Foice e o Martelo”, “Batman & Drácula” e “Batman & Houdini” também foram publicados pelo selo. Mais uma curiosidade relacionada a esta linha editorial é que a nova temporada de “Supergirl” já vai adaptar uma história dos Elseworlds, “Superman: Entre a Foice e o Martelo”. E a situação gera ainda mais curiosidade diante da escalação do ator LaMonica Garrett (de “Designated Survivor”) para interpretar Mar Novu, mais conhecido como o Monitor. Ele é descrito como “um ser extraterrestre de poder infinito”, que terá “papel proeminente” na trama do crossover. Nos quadrinhos da DC Comics, os monitores estão encarregados de observar o Multiverso, ocasionalmente intervindo em tempos de crise. O título “Elseworlds” sugere a inclusão de Terras paralelas. Mas é a palavra “infinito” na descrição do personagem que dispara alarmes no fandom. O Monitor foi criado em 1985 pelo escritor Marv Wolfman e pelo artista George Pérez, mesma dupla que transformou a então Turma Titã numa sensação editorial dos anos 1980 – e, segundo a WBTV (Warner Bros Television), Pérez vai, inclusive, ilustrar algumas artes do crossover. A história em que Pérez desenhou o Monitor é, claro, uma das mais conhecidas dos quadrinhos em todos os tempos. O personagem teve “papel proeminente” na célebre “Crise nas Infinitas Terras”, o crossover mais famoso da DC Comics, concebido para materializar o primeiro reboot da História dos quadrinhos, antes disso virar trivialidade. O objetivo da DC com esse lançamento era simplificar sua cronologia confusa de universos alternativos e Terras paralelas, que saiu do controle após começar de forma criativa, com a introdução da Terra 2 em 1961, nos quadrinhos do Flash. A mesma confusão vem marcando as séries da editora, com a separação entre a Terra de Supergirl e a dos demais personagens. E nunca é demais lembrar que já foram feitas referências ao evento em episódios antigos das atrações: uma Crise com consequências terríveis para o futuro do Flash é anunciada desde a 1ª temporada da série do herói, e um pôster que recria uma famosa – e trágica – capa da minissérie em quadrinhos ilustrou a 2ª temporada de “Supergirl”. “Crise nas Infinitas Terras” ficou famosa por matar super-heróis clássicos, como Flash (a versão de Barry Allen) e Supergirl (Linda Lee Danvers), o que foi um choque na época para os leitores dos quadrinhos. Os dois super-heróis fazem parte do crossover televisivo – e, alguns reboots depois, também foram resgatados nas publicações da DC. A dúvida é se o uniforme preto de Superman alude à mortes na produção do crossover, que vai ao ar em dezembro nos Estados Unidos. As séries “Arrow, “The Flash” e “Supergirl” são exibidas no Brasil pelo canal pago Warner.
2ª temporada de The Sinner ganha trailer legendado para estreia no Brasil
A 2ª temporada de “The Sinner” ganhou data de estreia no Brasil. A série será retomada em 9 de novembro pela Netflix, que divulgou um trailer legendado focado no novo mistério da atração. A trama encontra o detetive Harry Ambrose (Bill Pullman) ainda esgotado pela resolução do caso de Cora Tannetti (Jessica Biel), quando é convocado para investigar outro crime perturbador na zona rural de Nova York: um garoto de 13 anos de idade teria assassinado os próprios pais sem motivo aparente. Entretanto, sua investigação o leva diretamente para os mistérios obscuros da cidadezinha e o coloca contra aqueles que não vão medir suas ações para proteger esses segredos. A 2ª temporada terá uma nova protagonista feminina, vivida por Carrie Coon (das séries “The Leftovers” e “Fargo”). Trata-se de Vera, uma mulher misteriosa e formidável, que lidera a comunidade local e luta com toda a força para defender seus ideais, mas também para realizar seus próprios desejos. Além dela, Natalie Paul (série “The Deuce”) e Hannah Gross (série “Mindhunter”) também integram o novo arco dramático. A primeira interpreta Heather, uma detetive iniciante que acaba chamando Ambrose para investigar o duplo homicídio, enquanto a segunda vive Marin, a melhor amiga de Heather, que desapareceu misteriosamente da cidade anos atrás. Já a atriz Jessica Biel, que estrelou a 1ª temporada, ficou apenas atrás das câmeras no segundo ano, exercendo a função de produtora nos novos episódios. Coprodução do canal pago americano USA, “The Sinner” já teve todos os oito episódios da 2ª temporada exibidos nos Estados Unidos, entre agosto e setembro. Mas vale lembrar que a série só se tornou frisson mundial após seus episódios inaugurais chegarem na plataforma de streaming.
Novo vídeo legendado de Demolidor destaca bastidores da vingança do Rei do Crime
A Netflix divulgou mais um vídeo da 3ª temporada de “Demolidor” (Daredevil), que traz entrevistas de Charlie Cox e Vincent D’Onofrio sobre o novo confronto entre seus personagens, Matt Murdock e Wilson Fisk, o Rei do Crime. A prévia revela o prazer dos atores ao interpretar seus papéis e retomar a trama da 1ª temporada, bem como imagens inéditas da atração, repletas de violência. Os novos episódios serão continuação da minissérie “Os Defensores”, que terminou com o Demolidor sendo considerado morto na explosão de um prédio. Os instantes finais, porém, revelaram que ele tinha sobrevivido e estava sendo cuidado por freiras, cena que remete diretamente à trama de “Born Again” (1986), arco clássico dos quadrinhos escrito por Frank Miller e desenhado por David Mazzucchelli, que foi lançado no Brasil como “A Queda de Murdock”. Para completar a referência, a série terá a adição da atriz Joanne Whalley (“Os Bórgias”, “White Princess”) no papel da freira Maggie, que cuida dos ferimentos do herói. Originalmente introduzida em “A Queda de Murdock”, ela surgiu nas páginas da Marvel para ajudar o Demolidor após ele ser derrotado pelo Rei do Crime e ficar entre a vida e a morte – quando o vilão descobre sua identidade e destrói todo o que ele tinha conquistado na vida. Ao ajudar sua recuperação, a freira se revela mais do que se poderia imaginar: a mãe de Murdock. Outros vídeos da produção sugeriram que as partes mais polêmicas da trama dos quadrinhos – que tem a ver com Karen Page (Deborah Ann Woll) – ficaram de fora da adaptação. Mas a presença de um falso Demolidor, concebido por Fisk para arruinar a reputação do herói, sai diretamente da vingança do vilão, conforme escrita por Frank Miller. A 3ª temporada de “Demolidor” será disponibilizada na sexta-feira (19/10) em streaming.
Série sobre a juventude de Alfred, o mordomo de Batman, escala seu protagonista
O ator britânico Jack Bannon (“O Jogo da Imitação”) foi escalado como protagonista de “Pennyworth”, série do canal pago americano Epix que mostrará a juventude de Alfred, o mordomo de Bruce Wayne/Batman. A série está sendo desenvolvida por Bruno Heller e Danny Cannon, respectivamente criador e produtor de “Gotham”, série sobre a juventude de Bruce Wayne e os primeiros anos de James Gordon na força policial de Gotham City. Desta vez, eles voltam ainda mais no tempo para mostrar a juventude de Alfred, na época em que ele vivia em Londres, recém-saído do exército britânico, e o começo de seu relacionamento com o pai de Bruce, Thomas Wayne. A série não será relacionada diretamente ao universo de “Gotham”, onde o personagem é vivido pelo ator Sean Pertwee, para mostrar Alfred como “um homem em formação, que acha difícil conciliar sua infância tranquila com sua vida atual”, segundo a sinopse. As gravações da 1ª temporada, que terá dez episódios, começam no próximo dia 22. Ainda não há previsão para a estreia.
Stephen Amell divulga foto, vídeo e spoilers do crossover de Arrow, Flash e Supergirl
O ator Stephen Amell, intérprete de Oliver Queen/Arqueiro Verde, divulgou vários detalhes da produção do crossover das séries “The Flash”, “Arrow” e “Supergirl”, com direito a spoilers, vídeo e foto. O vídeo revela as cadeiras dos diversos atores que participarão do crossovers, a foto traz o arsenal de armas que será usado no episódio de “Supergirl”. E os spoilers vão desde a cena inicial do crossover – Oliver comendo panquecas – até o instante final – Oliver e Barry (Grant Gustin) olhando calorosamente um para o outro. Ele também revelou curiosidades dos bastidores, como o fato de receber ordem do diretor para parar de rir histericamente. O que deve ter sido difícil, pois Melissa Benoist fez a coreografia de “Footloose” em seu uniforme de Supergirl. Disse que foi o único ator a gravar, durante várias horas seguidas, cenas da série “The Flash”. E se assumiu especialmente orgulhoso do trabalho de David Ramsey, intérprete de John Diggle, que agradeceu o elogio. Intitulado “Elseworlds”, nome de um selo da DC Comics sobre histórias alternativas, fora da cronologia oficial dos quadrinhos, o crossover irá ao ar nos EUA entre os dias 9 de 11 de dezembro, sendo que a série “Supergirl” responderá pelo desfecho da história. No Brasil, os três programas são exibidos pelo canal pago Warner. Spoiler alert: This years crossover begins with Oliver eating pancakes. — Stephen Amell (@StephenAmell) 9 de outubro de 2018 ? pic.twitter.com/2LqypZ3xMP — Stephen Amell (@StephenAmell) 11 de outubro de 2018 Gotta say… it was weird being the only actor filming on Flash for a couple of hours today… — Stephen Amell (@StephenAmell) 10 de outubro de 2018 Today on the crossover the director asked me if I could laugh less hysterically. ?♂️ — Stephen Amell (@StephenAmell) 11 de outubro de 2018 .@MelissaBenoist ripping perfect Kevin Bacon Footloose dance moves in the Supergirl suit is incredibly cool. Amazingly, it’s like the 11th coolest thing I’ve seen / done today. — Stephen Amell (@StephenAmell) 12 de outubro de 2018 pic.twitter.com/rLSZvzNKxe — Stephen Amell (@StephenAmell) 12 de outubro de 2018 Light and fluffy day on Supergirl. pic.twitter.com/e6iOSZ9zEc — Stephen Amell (@StephenAmell) 12 de outubro de 2018 Week 2 of my crossover extravaganza ended the way that it should have: With Barry and Oliver staring lovingly at one another. — Stephen Amell (@StephenAmell) 13 de outubro de 2018
Jessica Henwick diz que Punho de Ferro mudou sua vida em despedida da série nas redes sociais
A atriz Jessica Henwick, intérprete de Colleen Wing em “Punho de Ferro”, postou nas redes sociais uma mensagem de despedida da produção, cancelada na sexta (12/10). Ela divulgou um vídeo dos bastidores de sua passagem pela série e usou as legendas para agradecer a oportunidade de viver a personagem, que afirma ter mudado sua vida. “Duas temporadas de ‘Punho [de Ferro]’, uma de ‘Os Defensores’ e uma de ‘[Luke] Cage’ depois… obrigada ao elenco, equipe e fãs por essa jornada. Interpretar Colleen mudou a minha vida”. Ela se junta ao protagonista Finn Jones, intérprete do personagem-título, que também postou uma despedida/agradecimento no Instagram. Entre os comentários, dezenas de fãs reforçam os protestos contra o cancelamento da série e a campanha #SaveIronFist (salvem “Punho de Ferro”). O elenco soube do cancelamento poucas horas antes do anúncio oficial, comunicado por meio de nota assinada pela Marvel e pela Netflix. Esta é a primeira vez que uma série da Marvel é cancelada no serviço de streaming. A decisão aconteceu apenas um mês após a estreia da 2ª temporada, que retornou com uma nova showrunner, Raven Metzner (“Sleepy Hollow”), no lugar de Scott Buck. A tentativa de reinventar a série, após uma temporada inaugural que não agradou a maioria dos críticos, teve resultado, com avaliações mais positivas e episódios repletos de ação – por sinal, as melhores cenas de ação de todas as séries da Marvel, cortesia de um novo coordenador de dublês, Clayton Barber, que trabalhou em “Pantera Negra” e “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”. Mas isso não parece ter feito diferença para a Netflix, que escondeu a produção, sem dar destaque para a estreia dos novos episódios em sua “livraria”. Muitos usuários do Reddit comentaram a falta de visibilidade da atração, enquanto outros comentaram que, diante da quantidade de opções, descobriram tarde os episódios, mas pretendiam assisti-los ainda. A série não foi destacada nem mesmo no portal para a imprensa da Netflix. A 2ª temporada terminou com Colleen Wing compartilhando o poder do Punho de Ferro de Danny Rand (Finn Jones), o que renderia uma 3ª temporada ainda mais energética. A heroína também poderia render um spin-off, centrado em sua parceria com a detetive Misty Knight (Simone Missick), da série “Luke Cage”. A dupla tem suas próprias histórias, conhecidas nos quadrinhos como as Filhas do Dragão. Curiosamente, a Netflix ainda não se pronunciou sobre a renovação de “Luke Cage”, que terminou sua 2ª temporada muito antes de “Punho de Ferro”, em junho. Fontes da revista The Hollywood Reporter afirmaram que a plataforma pretende continuar com todas as séries remanescentes da Marvel – “Jessica Jones”, “Demolidor”, “Justiceiro” e “Luke Cage” – , até ordem em contrário. E a revista Entertainment Weekly confirmou que Punho de Ferro irá continuar aparecendo em outras séries da Marvel. Mas não mencionou nada a respeito de Colleen, que é a personagem favorita dos fãs. “Embora a série tenha terminado na Netflix, o Punho de Ferro imortal irá continuar vivendo”, disse o comunicado oficial de cancelamento da Marvel. Visualizar esta foto no Instagram. Two seasons of Fist, one Defenders, and a Cage later… thank you to the cast, crew and fans for this journey. Playing Colleen changed my life. — also just posted a full BTS video from season 1 on my link! ? #IronFist. #ColleenWing @finnjones @jessicalstroup @tommypelphrey @simonemissick @giulliang @rosariodawson!! @sacha_dhawan @rodriguezramon Uma publicação compartilhada por Jessica Henwick (@jhenwick) em 13 de Out, 2018 às 6:29 PDT
A Maldição da Residência Hill: Veja vídeos da nova série de terror que a Netflix esqueceu de divulgar no Brasil
Com excesso de oferta, a Netflix já enfrenta problemas para tornar seus produtos conhecidos. E isto tem gerado decisões precipitadas, como o cancelamento da série “Punho de Ferro”, mal divulgada em sua 2ª temporada. Lançada na sexta-feira (12/10), a série de terror “A Maldição da Residência Hill” é outro pouco caso. Com 85% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, a série elogiada teve apenas um trailer legendado disponibilizado no Brasil pela plataforma de streaming. Mas o material original americano inclui também dois vídeos de bastidores, que podem ser assistidos abaixo sem legendas. Ignorados pela Netflix Brasil, os vídeos destacam o trabalho de direção e o elenco, que, assim como em “It: Capítulo Dois”, é representado por crianças e adultos em fases diferentes da história. Mas o descaso com a divulgação nacional não foi apenas este. O problema também passa pela “tradução” do título. “The Haunting of Hill House”, o livro de 1959 da escritora Shirley Jackson, pode ser encontrado nas livrarias brasileiras como “A Assombração da Casa da Colina”, que é uma tradução literal, e já foi adaptado para o cinema duas vezes. O filme de 1963 ganhou o título nacional de “Desafio do Além” e o de 1999 virou “A Casa Amaldiçoada”, oportunidade em que sua trama foi bastante alterada para acomodar as expectativas de um elenco de blockbuster (Liam Neeson, Catherine Zeta-Jones e Owen Wilson). A Netflix criou a quarta tradução para a obra, que, em inglês, tem sempre o mesmo título. Considerada uma das melhores histórias de fantasmas já escritas, a trama original girava em torno de uma experiência científica conduzida por um pesquisador num mansão com fama de mal-assombrada. Ele convida diversas pessoas com um passado relacionado a eventos sobrenaturais a passar uma temporada no lugar, enquanto conduz alguns testes, mas apenas duas mulheres e o herdeiro da propriedade comparecem para a aventura. A versão da Netflix muda toda a premissa para explorar o impacto que a assombração causou nas crianças que moravam na casa, que retornam à residência muitos anos depois. Com 10 episódios em sua 1ª temporada, a atração foi desenvolvida pelo roteirista e diretor Mike Flanagan, especialista no gênero, que dirigiu os elogiados “O Espelho” (2013) e “Ouija – A Origem do Mal” (2016). O elenco, por sua vez, inclui Michiel Huisman (série “Game of Thrones”), Elizabeth Reaser, Kate Siegel (ambas de “Ouija: Origem do Mal”), Oliver Jackson-Cohen (“Emerald City”), Carla Gugino (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Timothy Hutton (“American Crime”), Samantha Sloyan (“Grey’s Anatomy”) e Henry Thomas (o menino de “E.T. – O Extraterrestre”).
Supergirl: Cena da estreia da 4ª temporada introduz a heroína transexual da série
A rede The CW divulgou uma cena da estreia da 4ª temporada de “Supergirl”, que introduz a nova personagem Nia Nal. Ela é uma jornalista, que Kara (Melissa Benoist) percebe se portar exatamente como ela no começo da série, toda atrapalhada, tímida e servil diante da sua presença. Nesta analogia, Kara seria a nova Cat Grant (Calista Flockhart). A personagem servirá de contraponto aos vilões da temporada, que promoverão preconceitos para atingir o poder por meio do medo do que é diferente. Mas se não fosse a divulgação prévia de sua intérprete, poucos reparariam na “diferença” da atriz Nicole Amber Maines (vista em “Royal Pains”) em relação aos demais integrantes do elenco. E a cena divulgada sequer alude ao fato, sem explicitar se essa “diferença” será explorado na trama. Nascida com o nome de Wyatt Maines em 7 de outubro de 1997, junto com seu irmão gêmeo Jonas, ela se descobriu transgênero aos três anos de idade, mas precisou chorar muito e sofrer para ter a identidade sexual respeitada em sua própria casa, já que o pai não a deixava usar os vestidos cor-de-rosa que ela queria. Foi na 4ª série do ensino fundamental que ela decidiu se chamar Nicole, como sua personagem favorita da série infantil “Zoey 101” (2005–2008), do canal Nickelodeon. E aos 15 anos de idade, já aceita pela família, passou a lutar por seus direitos na escola. Humilhada, ela não podia ir ao banheiro da instituição, porque foi impedida de frequentar o banheiro feminino após a reclamação do avô de uma de suas colegas. Também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying. Assim, ela deveria usar o banheiro dos funcionários. Ou segurar a vontade até voltar para casa. A família de Nicole entrou com uma ação na Justiça por sentir que ela estava sofrendo discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e a escola foi proibida de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. A decisão criou jurisprudência e se transformou num marco histórico na luta pela aceitação da comunidade trans. E tornou a ainda adolescente Nicole Maines conhecida em todo o país. Aos 18 anos, ela contou sua história no livro “Becoming Nicole”, escrito por Amy Ellis Nutt, jornalista do Washington Post, com o objetivo de mostrar a falta de preparo dos pais e das instituições para lidar com crianças transexuais. A publicação entrou na lista dos livros mais vendidos do New York Times e recebeu diversos prêmios. Naquele mesmo ano de 2015, Nicole estreou como atriz, participando da série “Royal Pains”, num episódio sobre os perigos sofridos por uma adolescente trans ao usar hormônios. No ano seguinte, foi destaque no documentário “The Trans List”, da HBO. Agora, dá início ao resto de sua vida, com seu primeiro papel recorrente numa série da TV aberta nos Estados Unidos, sem perder de vista que tudo começou com a vontade de usar um vestido rosa e ir ao mesmo banheiro de suas colegas de aula. Em “Supergirl”, a jovem ativista continuará a fazer história como intérprete da primeira super-heroína trans da TV americana. É que sua personagem vai virar a heroína Dreamer (Sonhadora). Sonhadora é uma heroína conhecida da Legião dos Super-Heróis, o grupo do século 31 que foi introduzido em “Supergirl” na temporada passada. Mas muitos detalhes diferenciam a personagem dos quadrinhos da versão televisiva. Para começar, Nia Nal vive no século 20 e é “a nova adição à equipe de jornalismo investigativo da CatCo”, de acordo com a sinopse da produção. Embora a identidade civil de Sonhadora tenha sido pouco explorada nos quadrinhos, seu nome original não é Nia, mas Nura Nal e ela vem de outro planeta, chamado Nalor. Seu poder é quase uma doença, uma condição que a faz sofrer de narcolepsia, dormir subitamente. Neste estado, Sonhadora manifesta a habilidade especial de literalmente sonhar. E as imagens de seus sonhos são visões do futuro que sempre se realizam, ainda que lhe cheguem incompletas. Ela também não é transexual nos quadrinhos, mas uma loira platinada inspirada por pin-ups e starlets de Hollywood – como Jayne Mansfield e Mamie van Doren – , desenhada por John Forte em 1964 como a mais bonita e glamourosa das heroínas do futuro. Detalhe: na época, ela era chamada de Dream Girl, a Garota dos Sonhos. Mas um fato divertido – e relativamente recente – é que Sonhadora já compartilhou o corpo de Brianiac 5, o que não deixa de ser uma analogia para a transexualidade. Ao ganhar novamente um corpo feminino, ela terminou se casando com Brainy – antes da DC anular todos os casamentos da Legião dos Super-Heróis com muitos reboots desnecessários. Vale lembrar que, após estrear na temporada passada, Brainiac 5 será personagem fixo dos próximos episódios da série, interpretado por Jesse Rath. “Supergirl” retorna neste domingo (14/10) nos Estados Unidos. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago Warner Channel, e também está disponível no catálogo da Netflix.
Warrior: Série policial dinamarquesa com atores de Game of Thrones, The Mist e Vikings ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou 20 fotos e o trailer de “Warrior” (Kriger), série policial dinamarquesa, cuja prévia, ainda sem legendas, parece um cruzamento entre “Sons of Anarchy” e “Homeland”. Criada e dirigida pelo aclamado cineasta dinamarquês Christoffer Boe (“Tudo Ficará Bem”), a série é estrelada pelo ator iraquiano Dar Salim (Qotho em “Game of Thrones”) no papel de um veterano de guerra corroído pela culpa, devido à morte de um amigo em batalha. Ao voltar para casa em Copenhague, ele tenta compensar a viúva de seu amigo, que é uma policial (a sérvia Danica Curcic, da série “The Mist”), com uma ação inesperada, infiltrando-se em uma perigosa gangue de motoqueiros que ela investiga. O elenco também inclui Marco Ilso (o Hvitserk da série “Vikings”), Jakob Oftebro (“Expedição Kon Tiki), Soren Malling (“Sequestro”) e Lars Ranthe (“A Caça”). A estreia internacional está marcada para 13 de novembro.
Patriot: Trailer da 2ª temporada mostra nova missão fracassada do espião relutante
A Amazon divulgou o trailer da 2ª temporada “Patriot”, série de comédia sobre a vida sem glamour de um espião relutante. A prévia mostra a dificuldade do protagonista para realizar uma nova missão, enquanto vê seus fracassos se acumularem, com direito até a perder dedos decepados. Criada por Steven Conrad (roteirista de “A Vida Secreta de Walter Mitty”), a trama gira em torno de um cantor folk amador aparentemente inofensivo, vivido pelo neozelandês Michael Dorman (“Promessas de Guerra”), mas que é filho de um funcionário do Departamento de Estado (Terry O’Quinn, da série “Lost”) e irmão de um congressista (Michael Chernus, da série “Orange Is the New Black”), e por isso acaba recrutado para agir como agente secreto. O elenco inclui Kathleen Munroe (série “Ressurrection”), Kurtwood Smith (série “Agent Carter”), Hana Mae Lee (“A Escolha Perfeita”), Gil Bellows (série “Eyewitness”), Julian Richings (série “Supernatural”), Mark Boone Junior (série “Sons of Anarchy”) e a sueca Aliette Opheim (“Dinheiro Fácil – Vida e Luxo”). Lançada há um ano e meio, a produção teve uma recepção positiva, atingindo 83% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A 2ª temporada estreia em 9 de novembro no serviço de streaming.
O Método Kominsky: Série de comédia estrelada por Michael Douglas e Alan Arkin ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster, as fotos e o trailer legendado da sua nova comédia “O Método Kominsky”, estrelada por Michael Douglas (“Homem-Formiga”) e Alan Arkin (“A Pequena Miss Sunshine”). A prévia é engraçada, dramática, sensível e tocante, acompanhando a amizade dos dois protagonistas, enquanto adentram a idade da solidão, frustração com os filhos e tristeza pela morte dos entes queridos. Há bastante conteúdo na premissa, tanto que, o que parece ser um filme, é na verdade uma série. E produzida por Chuck Lorre (criador de “Two and a Half Men” e “The Big Bang Theory”) ainda por cima. Só que não há o menor vestígio de claque ou do humor debochado que se costuma associar às séries do produtor. “O Método Kominsky” tampouco serve de contrapartida masculina para “Grace & Frankie”, em que Jane Fonda e Lily Tomlin enfrentam seus problemas da Terceira Idade. O humor é muito mais amargo. Na trama, Douglas vive o ator Sandy Kominsky, que teve um breve sucesso no passado e agora é preparador de atores. Alan Arkin interpreta o antigo agente de Kominsky, Norman, que na falta de outras pessoas em sua vida, vira também seu melhor amigo. A série vai acompanhar os altos e baixos dessa amizade. O elenco também inclui Sara Baker (“Um Pequeno Favor”) e Nancy Travis (“Last Man Standing”), e participações de Lisa Edelstein (“House”), Emily Osment (“Young & Hungry”), Graham Rogers (“Quantico”), Danny Devito (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), Ann-Margret (“Dois Velhos Rabugentos”), Jay Leno (“A Garagem de Jay Leno”), Patti LaBelle (“Star”) e Ashleigh LaThrop (“Cinquenta Tons de Liberdade”), entre outros. Com 10 episódios em sua 1ª temporada, “O Método Kominsky” chega à Netflix em 16 de novembro.
Punho de Ferro vai aparecer em outras séries da Marvel
A revista Entertainment Weekly confirmou uma informação inicial do site Deadline sobre o destino de Punho de Ferro. Embora a série do personagem tenha sido cancelada pela Netflix, o herói voltará a aparecer em outras séries da Marvel na Netflix. A informação é só esta. Não há detalhes complementares, sobre se ele vai aparecer em “Jessica Jones”, “Luke Cage”, “Demolidor” ou numa eventual 2ª temporada de “Os Defensores” – ou quando isso deve acontecer. Nem referência a outros personagens da série cancelada, apesar da 2ª temporada de “Punho de Ferro” sugerir uma visita de Colleen Wing (Jessica Henwick) à “Luke Cage”, numa potencial luta contra o personagem-título daquela série. “Punho de Ferro” foi a primeira série da Marvel cancelada pelo serviço de streaming, e no anúncio da decisão a Marvel sugeriu que isso não representaria o fim do personagem. “Embora a série tenha terminado na Netflix, o Punho de Ferro imortal irá continuar vivendo”, disse o comunicado oficial, que também pode ser uma alusão aos quadrinhos do personagem. O problema é que os fãs parecem dispostos a se conformar com pequenas aparições. O cancelamento de “Punho de Ferro” após duas temporadas fez a hashtag #IronFist, com o nome da série em inglês, ficar entre as mais comentadas de sexta-feira (12/10) no Twitter e originou uma nova, #SaveIronFist, que começou a disparar no sábado. Fãs irritados com a decisão da Netflix deram início a uma campanha barulhenta para o resgate da série, pressionando a Netflix a mudar de ideia e sugerindo para a Disney salvar a produção em seu novo serviço de streaming, na plataforma Hulu ou no canal pago FX. A pressão promete ser similar à enfrentada pela Netlix por ocasião do cancelamento de “Sense8”.












