Superman & Lois, Kung Fu, Republic of Sarah e Walker, Texas Ranger ganham primeiros cartazes
A rede The CW divulgou os pôsteres de suas quatro estreias confirmadas para 2021, que destacam suas respectivas datas de exibição. “Superman & Lois”, série derivada do Arrowverso, e “Walker, Texas Ranger”, remake da atração estrelada por Chuck Norris nos anos 1990, são as únicas estreias de janeiro – quando começa pra valer a próxima temporada do canal americano. Já “Republic of Sarah” e o reboot de “Kung Fu” serão exibidas apenas no verão (entre junho e agosto) do ano que vem. Das quatro, duas são produções de Greg Berlanti (“Superman & Lois” e “Kung Fu”), produtor responsável por praticamente metade da programação do CW. A atração do Arrowverso vai trazer os atores Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch nos papéis principais. O casal já tinha aparecido em “Supergirl” e em crossovers do Arrowverso. O mais recente, “Crise nas Infinitas Terras”, encerrou-se em janeiro passado. Segundo a sinopse oficial, a série “segue o super-herói e a jornalista mais famosos dos quadrinhos” enquanto eles “lidam com todo o estresse, pressão e complexidades de pais que trabalham na sociedade de hoje”. A produção escalou os adolescentes Jordan Elsass (“Little Fires Everywhere”) e Alex Garfin (dublador de Linus em “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme”) para os papéis de filhos do casal. O remake/reboot de “Walker, Texas Ranger” – que foi exibida no Brasil com o nome de “Chuck Norris: Homem da Lei” – tem roteiro de Anna Fricke (criadora de outro remake, “Being Human”) e vai trazer Jared Padalecki (o Sam de “Supernatural”) como Cordell Walker. Na sinopse divulgada, Walker volta para sua cidade natal após servir na força policial de elite do Texas. Pai viúvo de dois filhos, ele chega em sua casa em Austin depois de dois anos trabalhando infiltrado em um caso de alta prioridade, e acaba descobrindo que tem muito mais o que fazer em sua comunidade. Já “Kung Fu” e “Republic of Sarah” são séries dramáticas com protagonistas femininas, que estavam circulando há alguns anos por diferentes canais televisivos. Criada por Jeffrey Paul King (roteirista-produtor de “Elementary”), “Republic of Sarah” chegou a ganhar piloto no passado, com Sarah Drew (ex-“Grey’s Anatomy”) no papel principal. Na ocasião, foi recusada pela rede CBS. A versão aprovada traz Stella Baker (“Tell Me Your Secrets”) como a professora do ensino médio Sarah Cooper, que aproveita uma lacuna cartográfica para declarar independência de sua pequena cidade, antes que uma empresa de mineração gananciosa possa assumir controle do local. “Agora, Sarah deve liderar um jovem grupo de desajustados enquanto tenta iniciar seu próprio país do zero”, diz a sinopse oficial. O elenco também destaca Luke Mitchell (“Blindspot”) no papel de irmão de Sarah, que também é o advogado da empresa de mineração. “Kung Fu”, por sua vez, teve duas versões diferentes recusadas pela rede Fox nos últimos três anos. A produção aprovada na CW foi desenvolvida por Greg Berlanti em parceria com Christina M. Kim (produtora-roteirista de “Blindspot” e “Hawaii Five-0”) e lembra mais uma série do Arrowverso que a trama original, grande sucesso dos anos 1970. Como muitos ainda lembram, “Kung Fu” trazia David Carradine (o Bill de “Kill Bill”) como o “gafanhoto” Kwai Chang Kane, filho órfão de um americano e de uma chinesa que, após ser criado num mosteiro Shaolin, acaba vagando pelo Velho Oeste americano do século 19. Em contraste com a versão criada por Ed Spielman em 1972, o remake vai se passar no século 21 e acompanhar uma mulher de descendência asiática, que deixa a faculdade após uma crise e embarca numa jornada que mudará sua vida, num mosteiro isolado na China. Quando ela volta aos EUA, encontra sua cidade natal invadida por crimes e corrupção, e passa a usar suas habilidades em artes marciais para proteger a comunidade e levar criminosos à justiça – enquanto procura o assassino que matou seu mentor Shaolin e que agora está em seu encalço. O papel principal será desempenhado por Olivia Liang, intérprete da vilã Alyssa Chang em “Legacies” (também da CW). Como é praxe na programação do canal americano, metade das produções aprovadas vem da CBS Television e a outra parte da WBTV (Warner Bros. Television). As letras CW representam, justamente, as siglas de CBS e Warner, joint venture que formou a rede em 2006, a partir da junção dos antigos canais Warner e UPN (da Paramount, hoje pertencente ao conglomerado ViacomCBS).
The Flash, Riverdale e as séries da rede CW só voltarão em 2021
A rede americana The CW anunciou nesta quinta (14/5) sua programação para a próxima temporada. E assim se tornou o primeiro canal a assumir o adiamento de suas estreias para o inverno norte-americano, devido à pandemia do novo coronavírus. O presidente da CW, Mark Pedowitz, revelou que “Riverdale”, “The Flash” e demais séries só voltarão a ser exibidas a partir de janeiro de 2021. Na apresentação, Pedowitz disse que, após conversas com os estúdios WBTV (Warner Bros Television) e CBS Television, responsáveis pelas produções do canal, ficou claro que as gravações só poderiam começar em setembro. Isto o motivou a adquirir conteúdos exibidos em streaming e no exterior para criar uma temporada-tampão durante o outono (entre setembro e novembro) e assim ganhar tempo para programar a retomada dos capítulos inéditos de suas atrações tradicionais em janeiro. A exceção será “Supernatural”, que chegou perto de concluir as gravações, antes da suspensão dos trabalhos em março passado. A produção ainda tem sete episódios inéditos, cinco deles já totalmente gravados, para completar sua 15ª e última temporada. Como faltam cenas, especialmente no último capítulo, elenco e equipe desta série precisarão voltar ao trabalho antes dos demais para que a estreia aconteça no outono. Caso isso não seja possível, também ficará para janeiro. “Estamos comprometidos a encerrar a série do jeito adequado”, garantiu Pedowitz. Além do final de “Supernatural”, a programação de outono contará com o 3º ano de “The Outpost”, adiada do verão, “Two Sentence Horror Stories”, originalmente exibida no serviço de streaming do canal, CW Seed, e quatro aquisições: “Swamp Thing” (Monstro do Pântano), vinda da DC Universe, “Tell Me a Story”, da CBS All Access, “Dead Pixels”, produção do Channel 4 inglês, e “Coroner”, da rede canadense CBC. A temporada oficial, que ficou para o inverno, sofrerá ainda um adiamento por força maior: “Supergirl” só voltará no verão de 2021, após a estrela Melissa Benoist retornar de licença maternidade – ela anunciou a gravidez em março. A série da heroína será exibida junto de “Republic of Sarah” e “Kung Fu”, recentemente encomendadas, e as atrações de midseason, como “Legends of Tomorrow”, “Dynasty”, “In the Dark” e “Roswell, New Mexico”. Por outro lado, “Katy Keene”, que também ficou de fora do cronograma de janeiro, só ganhará mais episódios se tiver bom desempenho em streaming – no serviço HBO Max. Pedowitz também afirmou que não descartou ainda os spin-offs de “Arrow” e “The 100”, que, segundo ele, seguem em análise. E confirmou a produção de “The Lost Boys”, baseada no filme de vampiros “Os Garotos Perdidos”, para o próximo ciclo de desenvolvimento – isto é, em 2022. Em janeiro, a programação do CW só prevê duas estreias: “Superman & Lois” e “Walker, Texas Ranger”.
White Lines: Primeira série em inglês do criador de La Casa de Papel ganha segundo trailer legendado
A Netflix divulgou o segundo trailer legendado de “White Lines”, nova série do espanhol Álex Pina, criador de “La Casa de Papel”. Trata-se da primeira atração do produtor-roteirista falada em inglês, ainda que passada em Ibiza, ilha espanhola que é ponto turístico de baladeiros do mundo inteiro, tanto pelas praias quanto pela agitação noturna. A prévia abraça os extremos de Ibiza, com excesso de cocaína, festas e também crimes, ao acompanhar a busca de uma mulher pelo assassino de seu irmão, um jovem DJ inglês. Vale lembrar que “white lines” é gíria para cocaína – e título de uma música famosa sobre o consumo da droga, cantada pelo rapper Melle Mel, um dos Furious Five do DJ Grandmaster Flash, em 1982. Na trama, o cadáver do irmão da protagonista é encontrado em Ibiza 20 anos após seu misterioso desaparecimento. Sua irmã retorna à ilha para investigar e mergulha em um mundo repleto de adrenalina, clubes noturnos, mentiras e dissimulações. Em um lugar onde todos vivem no limite, ela é forçada a encarar o lado mais sombrio de sua própria personalidade. A protagonista é vivida pela atriz inglesa Laura Haddock, que interpretou a mãe de Peter Quill na franquia “Guardiões da Galáxia”, além de ter estrelado “Transformers: O Último Cavaleiro” e a série “Da Vinci’s Demons”. O elenco também destaca Daniel Mays (“Rogue One”), Tom Rhys Harries (“Britannia”), Pedro Casablanc (“Dor e Glória”), Belén López (“Holmes & Watson. Madrid Days”) e Jade Alleyne (“Years and Years”). “White Lines” estreia nesta sexta (15/5) em streaming.
Expresso do Amanhã: Série baseada no filme de Bong Joon-ho ganha trailer legendado para estreia na Netflix
A Netflix divulgou seu primeiro trailer legendado para a série “Snowpiercer”, que vai se chamar “Expresso do Amanhã” no Brasil, mantendo a tradução do filme de 2013 em que se baseia. A prévia é bastante tensa e revela mais sobre a atração que os trailers anteriores, feitos para o mercado americano. A trama se passa num mundo pós-apocalíptico, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa seu próprio movimento sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. Originalmente concebida para o canal pago TNT, a série foi criada há cinco anos por Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”), que se desentendeu com os executivos da emissora sobre os rumos da atração, após gravar o piloto com o cineasta Scott Derrickson (“Doutor Estranho”). O produtor acabou substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”) e isso atrasou a estreia, já que o capítulo inicial foi reescrito e precisou ser inteiramente refilmado por outro diretor – James Hawes, de “Black Mirror”. E só depois de muitas discussões, os demais episódios começaram a ser gravados. Apesar das dificuldades de bastidores, o resultado agradou tanto que a série foi renovada para sua 2ª temporada um ano antes de exibir seu primeiro episódio. Essa demora, ironicamente, favoreceu a atração, já que o diretor do filme “Expresso do Amanhã”, que inspira a série, ganhou enorme projeção no começo do ano. Trata-se de ninguém que o sul-coreano Bong Joon-ho, grande vencedor do Oscar 2020 com seu trabalho mais recente, “Parasita”. A premissa da série é a mesma do filme, que, por sua vez, baseava-se numa graphic novel francesa – de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette. O grande elenco é encabeçado por Jennifer Connelly (“Noé”), como o rosto do sistema, e Daveed Diggs (série “The Get Down”), como a voz da rebelião, além de Mickey Sumner (“Mistress America”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”), Aleks Paunovic (“Van Helsing”) e Alison Wright (série “The Americans”). A estreia em streaming vai acontecer 25 de maio na plataforma de streaming, oito dias após o lançamento nos EUA.
Olaf canta nova música dos compositores de Frozen sobre isolamento social
A Disney disponibilizou um novo episódio da série de curtas baseados no boneco de neve Olaf, da franquia “Frozen”, lançada no YouTube para entreter as crianças durante o período de isolamento social. Se nos episódios anteriores Olaf aparecia geralmente sozinho, tentando se divertir de novas maneiras, desta vez ele busca consolar as crianças com uma canção sobre como a solidão pode ser superada pelo afeto. O vídeo contém cenas de várias animações clássicas, em que os personagens famosos da Disney acompanham a melodia entoada por Josh Gad. O intérprete de Olaf gravou sua voz em sua própria casa. “Quem liga para onde estamos? Estou aqui e você está aí, mas estou contigo e me importo com você”, diz um trecho da música, batizada de “I’m with You” e composta pelos autores dos sucessos de “Frozen”, o casal Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez. Nas redes sociais, a Disney ainda acrescentou um comentário: “Onde você estiver, aqui vai uma mensagem especial do Olaf, diretamente de casa, para o seu lar”. A série do boneco de gelo se chama “At Home with Olaf” (“Em Casa com Olaf”, em tradução literal), mas ganhou o título de “Divirta-se com Olaf” no Brasil. Os episódios estão sendo produzida por Hyrum Osmond em sua casa. Ele também trabalhou como animador de “Frozen”, além de outros desenhos da Disney, como “Moana”, “Detona Ralph” e “Zootopia”. Veja aqui outros capítulos disponibilizados anteriormente.
Riverdale terá salto no tempo de vários anos na próxima temporada
“Riverdale” terá um salto de tempo significativo no início da próxima temporada, confirmou o site TVLine. A duração exata do salto no tempo e outros detalhes ainda estão sendo trabalhados pelos roteiristas, mas o salto – originalmente planejado para o final da 4ª temporada – deverá avançar a trama em vários anos, o que permitirá que o elenco de jovens atores se aproxime de sua idade real. Além disso, o objetivo é pular o momento em que Archie e sua turma estariam separados, enquanto cursam a faculdade. “Estávamos conversando e planejando dar um salto no tempo”, disse o produtor executivo Roberto Aguirre-Sacasa à TVLine. “Claro, geralmente os saltos de tempo acontecem entre as temporadas, com um gancho no final”. Mas como a pandemia de coronavírus interrompeu a produção e encurtou a 4ª temporada a ideia deve ser “começar com os três últimos episódios” que seriam destinados à 4ª temporada, incluindo o baile de formatura da turma no ensino médio. “Então, o que estamos fazendo é retomar exatamente de onde paramos nos três primeiros episódios e, em seguida, dar um salto no tempo… depois desses três episódios.” A atriz Madchen Amick, que interpreta Alice Cooper, a mãe de Betty, também aludiu a um salto no tempo em uma conversa recente com a TVLine. “Eu não sei o que eles planejaram [para a 5ª temporada], mas eu posso imaginar que algo deve acontecer para trazê-los de volta à cidade. Se todos estão indo para essas faculdades diferentes, acho que eles planejaram um salto de tempo com algo os traga de volta. O que é isso, ninguém sabe. Mas algo claramente trará todos os nossos personagens favoritos de volta à cidade e os fará ser envolvidos em uma nova e emocionante aventura, tenho certeza”, concluiu. A ideia de salto no tempo para pular uma separação de personagens de série juvenil, evitando mostrar sua fase de faculdade, foi utilizada em 2015 por “Pretty Little Liars”, que também optou por um subterfúgio narrativo para juntar as personagens e trazê-las de volta à sua cidade original, visando encerrar a série com um último mistério/desafio. A série “Riverdale” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Séries The Purge e Treadstone são canceladas
O canal pago USA Network cancelou as séries “The Purge” e “Treadstone”, como parte de (mais) uma mudança de foco de sua programação. Daqui pra frente, a emissora deve se concentrar em reality shows. Por ironia, as duas produções canceladas tinham sido incentivadas por uma mudança de estratégia anterior. A encomenda das séries seguiu orientação da chefia do conglomerado Comcast para que seus diversos canais explorassem franquias existentes na biblioteca de filmes da Universal Pictures. “The Purge” era derivada da distopia sci-fi “Uma Noite de Crime” e “Treadstone” uma continuação do thriller de espionagem “Jason Bourne”. Ambos tinham uma média de 500 mil telespectadores ao vivo e em torno de 40% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas os fãs devem ter sentido mais o cancelamento de “Treadstone”, que deixou a história sem fim. Desenvolvida por Tim Kring (criador de “Heroes”), “Treadstone” tinha muitos personagens e tramas paralelas, além de um elenco fenomenal, encabeçado por Jeremy Irvine (o jovem Sam de “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Brian J. Smith (o Will de “Sense8”), Tracy Ifeachor (“Quantico”), Omar Metwally (“The Affair”), Gabrielle Scharnitzky (“Devils”), Emilia Schüle (“Berlin Station”), Michelle Forbes (“Powers”), Patrick Fugit (“Outcast”) e a sul-coreana Hyo Joo Han (“Road Trip USA”). De quebra, um de seus diretores era Ramin Bahrani, responsável pelo recente remake de “Fahrenheit 451” na HBO. Por sua vez, “The Purge” foi criada por James DeMonaco, diretor e roteirista dos filmes originais, e chegou a ser a série mais vista do canal no ano passado, com 2,3 milhões de telespectadores por episódio. Em seu último episódio, a atração chegou a contar com participação de Ethan Hawke, repetindo seu papel do longa que lançou a franquia em 2013. As duas séries eram disponibilizadas no Brasil pela Amazon. Seus cancelamentos se juntam ao fim de “Dare Me”, disponibilizada na Netflix brasileira como “Não Provoque”, ao encerramento de “Briarpatch”, que deve se limitar ao formato de minissérie, e à conclusão da premiada “Mr. Robot”, finalizada em dezembro após dar prestígio efêmero ao canal. Conseguindo mais audiência com programas de lutas e produções baratas, o canal ainda precisa decidir o destino de “The Sinner”, após três temporadas. Por enquanto, apenas “Rainha do Sul” (Queen of the South), estrelada por Alice Braga, tem sua continuidade assegurada, após ser renovada para a 5ª temporada.
Débora Falabella diz que Bolsonaro não é normal e deve ser tratado como lunático
A atriz Débora Falabella, que estrela a série “Aruanas”, atualmente exibida pela rede Globo, aproveitou o tema politizado da produção, que acompanha ativistas ambientais, para criticar o governo Bolsonaro. Durante uma entrevista ao portal UOL, Falabella foi direta ao falar a respeito do presidente. “A gente precisa ter a percepção de que estamos lidando com algo que não é normal. Durante muito tempo, no início desse governo, acho que as pessoas estavam lidando com ele de uma forma muito normal, como se fosse só uma pessoa que fala coisas absurdas. Agora está muito explícito. Não sei como que a gente não trata essa pessoa [Bolsonaro] como um louco, um lunático, há muito tempo”, disparou a a atriz. Na série, Falabella interpreta Natalie, uma jornalista que busca a verdade, doa a quem doer, e que usa seu trabalho para auxiliar a ONG Aruana em luta pela defesa da Amazônia. Sua personagem chegou a declarar num episódio que o papel do jornalismo é colocar o dedo na ferida, e a atriz viu paralelos na relação dos vilões da produção com o comportamento de Bolsonaro, que chegou a mandar jornalista “calar a boca” para não responder a uma pergunta. Ela acrescenta que a resposta do atual governo à pandemia do novo coronavírus só reforçou sua percepção. “Vejo com muita tristeza o que está acontecendo com o nosso país agora. Acho que já é um momento muito difícil para o mundo. O que a gente escuta [no Brasil] é muito vergonhoso, absurdo. Chegou em um momento em que não dá mais para fingir que isso é normal. A gente está precisando defender a vida e estamos lidando com um governo que está fechando os olhos para isso e ao mesmo tempo tenta atacar quem está defendendo. Hoje no nosso país a gente está lidando com duas virulências [o governo e o coronavírus]”, frisa ela. Falabella diz considerar as omissões do governo na saúde tão ou mais perigosas que a devastação que incentiva na Amazônia. “A série foi escrita há muito tempo, acho que a Amazônia já vem sofrendo há muito tempo, com governos anteriores também. Mas agora a gente chegou nas vias do absurdo. Se trata da nossa sobrevivência defender a natureza, a floresta, nossos recursos naturais. Quem é contra isso é contra a vida. É muito claro que não estamos levantando uma questão política controversa, estamos falando de algo de um bem geral, que precisa ser defendido”. Em sua pesquisa para compor sua personagem, ela visitou a Amazônia e conheceu de perto a atuação de ONGs, em especial do Greenpeace, que chegou a ser atacado com fake news pelo presidente. “O Greenpeace foi transformador para mim: eu ouvia falar, via as matérias, achava incrível, mas quando você conhece, conversa com aquelas pessoas, você tem uma sensação mesmo que eles são heróis”, afirma. Ela reforça que é preciso defender a atuação de ativistas. “O Brasil tem um número horrível: é o país onde mais se mata ativistas. Isso é muito triste. O interessante da série é mostrar que ativistas são pessoas reais, que estão lutando por algo de um bem maior. Elas poderiam estar dentro de suas casas, não se preocupando com isso”. Vale lembrar que Bolsonaro culpou até Leonardo DiCaprio de incendiar a Amazônia. Ele também acusou, sem provas, ONGs de fazerem picaretagem, ao mesmo tempo em que desmontou mecanismos de fiscalização e proteção de reservas indígenas, incentivando demissões de funcionários eficientes e premiando invasores de terras com a regularização de seus crimes. O resultado é um desmatamento sem qualquer precedente na região, com recordes que não param de crescer.
2ª temporada de Patrulha do Destino vai estrear em junho
A nova plataforma HBO Max definiu a data de estreia da 2ª temporada de “Patrulha do Destino” (Doom Patrol). O anúncio foi feito pelo Twitter oficial da atração e veio acompanhado por uma nova imagem dos personagens. Veja abaixo. A estreia da próxima leva de episódios foi marcada para 25 de junho. Lançada pela DC Universe, a série será disponibilizada simultaneamente pela HBO Max em seu segundo ano de produção. Segunda produção live-action da DC Universe, “Patrulha do Destino” dá vida aos personagens mais estranhos da editora de quadrinhos, criados ainda nos anos 1960. Todos tiveram origens traumáticas, que os deixaram mutilados ou tão diferentes que causam medo e repulsa, em vez das reações positivas mais associadas aos super-heróis. Os personagens foram introduzidos num episódio de “Titãs”, mas seu elenco mudou bastante desde a primeira aparição – embora isso não fique claro, já que a maioria aparece sob disfarces. Apenas April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) foi mantida como Mulher-Elástica, enquanto o Homem-Robô e o Homem-Negativo, encarnados por figurantes em suas estreias, estão sendo dublados e interpretados em cenas de flashbacks por Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia” e “Viagem ao Centro da Terra”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”), respectivamente. Uma mudança, porém, é indisfarçável. Vivido por Bruno Bichir (série “Narcos”) em “Titãs”, Niles Caulder, o Chefe, ganhou a imponência de Timothy Dalton (ex-007 e protagonista de “Penny Dreadful”) na série própria. Além disso, a Patrulha foi reforçada por Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) no papel de Crazy Jane e Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o herói Ciborgue. Sem esquecer que Alan Tudyk (“Powerless”) interpretou o vilão surreal Sr. Ninguém na 1ª temporada. Com seus primeiros episódios, “Patrulha do Destino” superou as expectativas da crítica americana, atingindo 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Trata-se da mais bem-avaliada dentre todas as adaptações atuais dos quadrinhos da DC Comics. Ao contrário de “Titãs”, que foi disponibilizada logo após o fim de sua temporada inaugural pela Netflix, a série demorou a chegar ao Brasil. Os episódios começaram a ser exibidos apenas em março passado, no canal pago Cinemax, que pertence ao grupo HBO. A HBO Max será inaugurada em 27 de maio nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil. Here comes the DOOM! #DoomPatrol season 2 is coming to #HBOMax on 6/25. pic.twitter.com/CwJ1LTWB5o — Doom Patrol (@DCDoomPatrol) May 13, 2020
Vampiros e bruxas de Anne Rice vão ganhar séries no canal de The Walking Dead
O canal pago AMC encomendou duas novas sagas de terror. Lar dos zumbis de “The Walking Dead” e seus derivados, o canal americano também vai abrigar os vampiros e as bruxas da escritora Anne Rice. O contrato prevê a transformação de 18 livros de Rice em duas séries, uma dedicada às “Crônicas Vampíricas” e outro às “Bruxas de Mayfair”. Vale observar que esse universo é compartilhado. Rice já escreveu três livros que misturam os personagens. Os leitores foram introduzidos primeiramente ao universo de terror da escritora por meio do vampiro francês extravagante e filosófico do século 18, Lestat de Lioncourt, no romance “Entrevista com o Vampiro” (1976), que foi adaptado para o cinema em 1994 com Tom Cruise no papel principal. O segundo volume, “O Vampiro Lestat” (1985), permanece inédito nos cinemas, mas o terceiro, “A Rainha dos Condenados” (1988), trouxe Stuart Townsend (“A Liga Extraordinária”) como uma versão roqueira de Lestat – cantando músicas de Jonathan Davis, da banda Korn – em 2002. O produtor-roteirista Rolin Jones, que trabalhou em “Friday Night Lights”, “The Exorcist” e recentemente criou a nova versão de “Perry Mason” para a HBO, vai desenvolver as adaptações para o AMC, ao lado da própria escritora e seu filho Christopher Rice. “Não há escassez de conteúdo no ambiente competitivo de hoje, mas franquias comprovadas que cativaram milhões de fãs em todo o mundo são algo muito especial e raro, e foi isso que Anne Rice criou”, disse Sarah Barnett, presidente da AMC Networks Entertainment Group e AMC Studios, em um comunicado. “Essas histórias e personagens notáveis têm um apelo enorme, e temos o privilégio de assumir a administração dessas obras lendárias e colaborar com um talento como Rolin Jones para encontrar maneiras de as novas gerações de fãs conhecerem esses mundos”. Rice acrescentou: “Sempre foi meu sonho ver os mundos das minhas duas maiores séries unidos sob o mesmo teto, para que os cineastas pudessem explorar o universo expansivo e interconectado dos meus vampiros e bruxas. Esse sonho agora é uma realidade, e o resultado é um dos acordos mais significativos e emocionantes da minha longa carreira “. A AMC fechou um negócio que Rice imaginou há quatro anos, inicialmente apenas com as “Crônicas Vampíricas”. A escritora anunciou em novembro de 2016 que havia recuperado os direitos de adaptação de seus livros de vampiros e estava decidida a desenvolver uma série com seu famoso personagem Lestat. Cinco meses depois, a Paramount Television e a produtora Anonymous Content entraram em acordo para realizar o projeto. Bryan Fuller, criador de “Hannibal” e “American Gods”, assumiu como showrunner no início de 2018, mas se afastou pouco tempo depois. Ao mesmo tempo, o projeto foi apresentado ao mercado, gerando várias ofertas, até ser reservado pela plataforma Hulu. Com isso, Dee Johnson (“Nashville”) ingressou como showrunner em fevereiro de 2019. Entretanto, nada foi desenvolvido e o contrato com a Paramount e a Anonymous expiraram no final de 2019, levando ao final do projeto na Hulu e liberando Rice para comprar os direitos novamente e desembarcar na AMC Networks, agora com os livros da “Hora das Bruxas” também incluídos no pacote. “A AMC Studios é responsável por criar algumas das séries de televisão mais emblemáticas da era moderna e, às vezes, definiu sozinha essa era que chamamos de ‘pico de TV'”, disse Christopher Rice. “Todos os membros da equipe de Anne, incluindo meu parceiro de longa data, o romancista best-seller do New York Times Eric Shaw Quinn, estão entusiasmados em saber que alguns de nossos personagens mais queridos, do vampiro Lestat à bruxa Rowan Mayfair, passando pelos investigadores paranormais da Ordem da Talamasca e o poderoso espírito Lasher, agora estão em segurança nas mãos desses inovadores que possuem alcance global e reservatórios profundos de experiência”, completou o filho da escritora e produtor das séries.
Elton John celebra citações feitas pela série Killing Eve
Elton John se declarou fã e comemorou as referências que recebeu do episódio mais recente da série “Killing Eve”. O cantor britânico usou seu Instagram para exibir sua felicidade pelas citações no capítulo “Are You from Pinner?”, que foi exibido no último domingo (10/5) nos EUA e na segunda (11/5) no Reino Unido. O episódio revela que o irmão mais novo de Villanelle (Jodie Comer), assassina de aluguel que protagoniza a série, é um grande fã do cantor. Ele e a irmã aparecem cantando “Crocodile Rock” e chegam a comprar ingressos para ver um show do músico. “‘Killing Eve’ é uma série tão inovadora, e fiquei emocionado de ser incluído no episódio mais recente. Acho que os óculos ficaram bem em você, Jodie Comer!”, escreveu Elton John em seu Instagram, escolhendo uma foto de Villanelle com um óculos rosa em formato de coração, bem ao seu estilo, para ilustrar o post. A série acompanha Eve Polastri (Sandra Oh), uma agente secreta que passa a perseguir a assassina de aluguel Villanelle e desenvolver uma estranha obsessão por ela. As duas protagonistas foram premiadas por seus desempenhos no ano passado, respectivamente no Globo de Ouro e no Emmy. Criada por Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”), a atração é uma produção da BBC America e já está renovada para sua 4ª temporada. No Brasil, “Killing Eve” tem suas duas primeiras temporadas disponibilizadas no Globoplay. Ver essa foto no Instagram #KillingEve is such a groundbreaking series and I was thrilled to be included in this week's episode. I think the glasses suit you @jodiemcomer! 🚀 Uma publicação compartilhada por Elton John (@eltonjohn) em 12 de Mai, 2020 às 9:10 PDT
Room 104 vai acabar na 4ª temporada
A HBO decidiu encerrar a série “Room 104” na 4ª temporada. A série de antologia, que acompanha acontecimentos variados no mesmo quarto de hotel, encerrou a gravação de seus últimos episódios no ano passado, antes da pandemia de coronavírus, e eles serão exibidos a partir de 24 de julho. Desenvolvida pelos irmãos Mark e Jay Duplass (criadores de “Togetherness”), a série foi considerada inovadora por conseguir criar situações sempre diferentes, inusitadas e até bizarras inteiramente dentro de quatro paredes, as mesmas quatro paredes em todos os episódios. Como o elenco muda a cada capítulo, a atração já contou com vários atores famosos, como Michael Shannon (“A Forma da Água”), Mahershala Ali (“Moonlight”), Judy Greer (“Homem-Formiga”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”), Rainn Wilson (“The Office”), Luke Wilson (“Zumbilândia: Atire Duas Vezes”), Cobie Smulders (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Melonie Diaz (“A Primeira Noite de Crime”), Natalie Morales (“Santa Clarita Diet”), Dale Dickey (“A Qualquer Custo”), Melissa Fumero (“Brooklyn Nine-Nine”) e Katie Aselton (“Legion”), entre muitos outros. As participações da nova temporada ainda incluirão Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Jillian Bell (“A Noite É Delas”) e Logan Miller (“Com Amor, Simon”).
CW aprova produção de remake feminino da série clássica Kung Fu
A rede The CW anunciou a encomenda de duas séries novas para a temporada de 2021. Os contratos tiram do papel os projetos do remake de “Kung Fu” e da reciclada “Republic of Sarah”. Ambas são séries dramáticas com protagonistas femininas, que estavam circulando já há alguns anos por diferentes canais televisivos. Criada por Jeffrey Paul King (roteirista-produtor de “Elementary”), “Republic of Sarah” é uma produção da CBS Television, que chegou a ganhar piloto no passado, com Sarah Drew (ex-“Grey’s Anatomy”) no papel principal. Na ocasião, foi recusada pela rede CBS. A versão aprovada traz Stella Baker (“Tell Me Your Secrets”) como a professora do ensino médio Sarah Cooper, que aproveita uma lacuna cartográfica para declarar independência de sua pequena cidade, antes que uma empresa de mineração gananciosa possa assumir controle do local. “Agora, Sarah deve liderar um jovem grupo de desajustados enquanto tenta iniciar seu próprio país do zero”, diz a sinopse oficial. O elenco também destaca Luke Mitchell (“Blindspot”) no papel de irmão de Sarah, que também é o advogado da empresa de mineração. “Kung Fu” é uma produção do prolífico Greg Berlanti (criador do Arrowverso), que teve duas versões diferentes recusadas pela rede Fox nos últimos três anos. A produção aprovada foi desenvolvida em parceria com Christina M. Kim (produtora-roteirista de “Blindspot” e “Hawaii Five-0”) e lembra mais uma série do Arrowverso que a trama original. Como muitos ainda lembram, a “Kung Fu” original foi um grande sucesso dos anos 1970, que trazia David Carradine (o Bill de “Kill Bill”) como o “gafanhoto” Kwai Chang Kane, filho órfão de um americano e de uma chinesa que, após ser criado num mosteiro Shaolin, acaba vagando pelo Velho Oeste americano do século 19. Em contraste com a versão criada por Ed Spielman em 1972, o remake vai se passar no século 21 e acompanhar uma mulher de descendência asiática, que deixa a faculdade após uma crise e embarca numa jornada que mudará sua vida, num mosteiro isolado na China. Quando ela volta aos EUA, encontra sua cidade natal invadida por crimes e corrupção, e passa a usar suas habilidades em artes marciais para proteger a comunidade e levar criminosos à justiça – enquanto procura o assassino que matou seu mentor Shaolin e que agora está em seu encalço. O papel principal será desempenhado por Olivia Liang, intérprete da vilã Alyssa Chang em “Legacies” (também do CW). As duas séries se juntam a mais duas produções anteriormente encomendadas pela rede para a próxima temporada: “Superman & Lois” (também de Berlanti) e o remake de “Walker, Texas Ranger”, estrelado por Jared Padalecki (de “Supernatural”). Como é praxe na programação da CW, metade das produções aprovadas vem da CBS Television e a outra parte da WBTV (Warner Bros. Television). As letras CW representam, justamente, as siglas de CBS e Warner, joint venture que formou a rede em 2006, a partir da junção dos antigos canais Warner e UPN (da Paramount, hoje pertencente ao conglomerado ViacomCBS). Segundo o site The Hollywood Reporter, a CW optou por deixar dois outros projetos que estava desenvolvendo para o ano que vem. As produções adiadas são um versão televisiva de “The Lost Boys”, baseada no filme de vampiros dos anos 1980 “Os Garotos Perdidos”, e “Maverick”, sobre uma adolescente que resolve liderar uma rebelião civil contra seu pai, o presidente autoritário dos EUA. Além disso, o canal ainda não se pronunciou sobre dois spin-offs: um prólogo de “The 100” e uma continuação de “Arrow” centrada na filha do Arqueiro Verde, cujo piloto foi exibido dentro da season finale da série original, atingindo uma das maiores audiências da atração. Como as duas produções são da Warner, é pouco provável que ambas sejam aprovadas. A expectativa é que o futuro dessas produções seja revelado na quinta-feira (14/5), quando a rede vai apresentar a programação de sua próxima temporada para os anunciantes. Recentemente, a CW comprou vários títulos de streaming – das plataformas CBS All Access e DC Universe – para complementar sua grade. Como não há previsão de quando as produções voltarão a ser gravadas, é difícil prever o que o upfront vai apresentar. Mas é certo que, enquanto a quarentena continuar, nenhum canal terá capítulos inéditos para estrear em setembro ou outubro, quando tradicionalmente se iniciam as novas temporadas de séries nos EUA. As quatro séries aprovadas vão se juntar a 13 atrações renovadas, que, somadas às aquisições de streaming, deixam pouco – se algum – espaço extra para a inclusão de alguma encomenda de última hora, como a confirmação dos spin-offs que os fãs aguardam com a ansiedade.












