É oficial: Star Trek vai ganhar nova série com Spock e a tripulação original da Enterprise
A campanha dos fãs deu certo. A plataforma CBS All Access vai lançar mais uma série live-action da franquia “Star Trek”, que será focada na tripulação da nave Enterprise. Intitulada “Star Trek: Strange New Worlds”, a atração vai acompanhar as aventuras do Capitão Pike (Anson Mount), ao lado de Spock (Ethan Peck) e da Número Um (Rebecca Romijn). Será a primeira série protagonizada pelos personagens, que tiveram grande destaque na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”. Mas a maior ironia é que eles deveriam ter protagonizado “Star Trek” desde o começo. O trio integrava o piloto original de 1964, que foi reprovado e quase impediu o surgimento do fenômeno “Star Trek” – ou “Jornada nas Estrelas” no Brasil. Apenas Spock foi mantido quando a série foi reformulada, com Pike substituído pelo Capitão Kirk num novo piloto, finalmente aprovado em 1966. Apesar disso, as cenas gravadas em 1964 não foram perdidas. Elas acabaram integrando a cronologia oficial num episódio duplo da 1ª temporada de “Star Trek” e apresentadas como um flashback da tripulação “original” – que incluía Pike (na época, vivido por Jeffrey Hunter), Spock (Leonard Nimoy) e a Número Um (Majel Barrett), entre outros. “Star Trek: Discovery” recuperou os personagens com grande sucesso, após revelar que Spock tinha uma irmã adotiva, nunca antes mencionada. Trata-se da protagonista da série mais recente, Michael Burnham (Sonequa Martin-Green), o que permitiu o crossover com o trio da franquia clássica. Todos os intérpretes escalados nos papéis antigos se destacaram, em especial Nathan Peck, neto do famoso astro Gregory Peck (“Meninos do Brasil”), a ponto deles retornarem após o fim da 2ª temporada de “Discovery” com participações na atração derivada “Star Trek: Shorts”. Há um ano, Alex Kurtzman, criador e showrunner de “Discovery”, disse em entrevista ao Hollywood Reporter que a repercussão do trio tinha sido tão positiva que os personagens poderiam ganhar série própria. “Os fãs foram ouvidos. Tudo é possível no mundo de ‘Star Trek'”, disse Kurtzman em abril de 2019. “Eu adoraria trazer de volta essa tripulação, mais do que tudo. Foi um enorme risco para nós. Uma das coisas mais gratificantes foi ver quão profundamente os fãs abraçaram Pike, Spock, Número Um e a Enterprise. A ideia de contar mais histórias com eles seria uma delícia para todos nós”, acrescentou. O próprio Kurtzman vai supervisionar a nova série, que se passará uma década antes do Capitão Kirk passar a comandar a Enterprise. O primeiro episódio já está escrito, assinado por Akiva Goldsman com colaboração de Kurtzman e Jenny Lumet, atuais responsáveis por “Discovery”. O trio assina a produção executiva de “Strange New Worlds” junto com Henry Alonso Myers (produtor-roteirista de “The Magicians”). “Quando dissemos que ouvimos como os fãs amaram Pike, Número Um e Spock quando eles embarcaram em ‘Star Trek: Discovery’ na última temporada, nós estávamos falando sério”, retomou Kurtzman nesta sexta (15/5), no comunicado que anunciou a atração. “Esses personagens icônicos têm uma história profunda em ‘Star Trek’. Mas embora sejam canônicos, a maioria de suas histórias ainda não foram contadas. Com Akiva e Henry no comando, a Enterprise, sua tripulação e seus fãs embarcarão em uma jornada extraordinária para novas fronteiras no universo de ‘Star Trek'”, concluiu. “Star Trek: Strange New Worlds” se juntará a “Star Trek: Discovery”, “Star Trek: Shorts” e “Star Trek: Picard” na plataforma de streaming. A nova série ainda não tem previsão de estreia, mas a 3ª temporada de “Discovery” será lançada ainda em 2020, enquanto “Picard” foi recentemente renovada para seu segundo ano de produção. Em breve, estes títulos serão reforçados ainda pela série animada “Star Trek: Lower Decks” e por um novo spin-off de “Discovery”, centrado na Seção 31 e estrelado por Michelle Yeoh – atualmente em desenvolvimento. Essa profusão de séries formam um universo “Star Trek” como nunca se viu antes, e estão todas sob controle de Kurtzman, que também escreveu o reboot da franquia no cinema.
Fuller House: Trailer legendado junta nostalgia, risos e lágrimas para preparar o fim da série
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da segunda parte da 5ª e última temporada de “Fuller House”. A prévia inclui cenas de flashback de mais de três décadas, que lembram que o final não é apenas de “Fuller House”, mas da trajetória dos personagens originais de “Três É Demais” (Full House, 1987-1995). O acúmulo de nostalgia, risos e lágrimas também vai incluir um casamento triplo, com as três protagonistas da nova geração da atração. Como mostrou a midseason finale, Kimmy (Andrea Barber) vai se casar com Fernando (Juan Pablo di Pace), D.J. (Candace Cameron Bure) terá seu matrimônio com Steve (Scott Weinger), e Stephanie (Jodie Sweetin) vai virar esposa de Jimmy (Adam Hagenbuch). Além de dar um final feliz tradicional para a série, a cerimônia também servirá para juntar novamente os parentes das meninas, com destaque para os protagonistas de “Três É Demais”: Bob Saget (Danny), John Stamos (Jesse) e Dave Coulier (Joey). Só Lori Loughlin (Rebecca) não vai participar. A atriz se envolveu em um escândalo no ano passado, quando foi indiciada por pagar suborno a uma universidade para aceitar suas filhas entre os alunos, e acabou afastada da produção. Resta saber como os roteiristas lidarão com a ausência da querida Tia Becky. A temporada final de “Fuller House” contará com nove episódios e chega em 2 de junho à Netflix
Sarah Michelle Gellar resgata vestido do baile de formatura de Buffy no Instagram
A atriz Sarah Michelle Gellar surpreendeu fãs da série clássica “Buffy: A Caça-Vampiros” ao aparecer no Instagram nesta sexta (8/5) com o icônico vestido do baile de formatura que sua personagem usou no final da 1ª temporada da atração. Na legenda, ela brincou: “Toda vestida e sem lugar para onde ir”. E em seguida incentivou os fãs a ficarem em casa. Como os seguidores ficaram nostálgicos ao lembrar do episódio, que teve uma luta de Buffy com o mestre dos vampiros, a atriz confirmou nos comentários que se trata do mesmo vestido que usou há 23 anos e confessou que este é o único item do figurino da série que ainda possui. Junto do vestido, ela usou uma jaqueta de couro para recriar o visual visto no episódio de 1997. Vale reparar que ela ainda cabe perfeitamente na peça original. Para quem já esqueceu, um projeto de revival da série foi anunciado há dois anos, mas desde então nunca mais voltou a ser mencionado. Quando isso acontece, geralmente envolve prazos de direitos que precisam vencer para os interessados voltarem a se manifestar. Ver essa foto no Instagram All dressed up and no where to go. “I say we party” #safeathome #prophecygirl Uma publicação compartilhada por Sarah Michelle (@sarahmgellar) em 7 de Mai, 2020 às 9:44 PDT
John Ericson (1926 – 2020)
O ator John Ericson, que estrelou várias produções famosas dos anos 1950, morreu no domingo (3/5) em Santa Fé, no Novo México (EUA), onde vivia desde a década de 1990. Ele tinha 93 anos. Nascido Joseph Meibes em 25 de setembro de 1926, em Düsseldorf, na Alemanha, Ericson estudou na Academia Americana de Artes Dramáticas de Nova York na mesma classe de Grace Kelly, Jack Palance e Don Rickles. Ele se destacou no teatro antes de chamar atenção de Hollywood. Ericson estreou no cinema em “Teresa” (1951), dirigida por Fred Zinnemann, já no principal papel masculino da produção, formando par com Pier Angeli (a Teresa do título). Em seguida, atuou em “Rapsódia” (1954) com Elizabeth Taylor, cantou no musical “O Príncipe Estudante” (1954) e foi irmão de Anne Frances no clássico criminal “Conspiração do Silêncio” (1955), de John Sturges. Sua filmografia eclética inclui ainda quatro westerns consecutivos: “Assassino a Sangue Frio” (1955), “Emboscada Selvagem” (1957), “Na Fúria de uma Sentença” (1958) e “Dragões da Violência” (1957), este último de Samuel Fuller. Em 1960, ele protagonizou a cinebiografia de gângster “Pretty Boy Floyd”, seu último grande papel antes de entrar no estágio de decadência descrito pelo filme “Era uma Vez em Hollywood”. Após estrelar as aventuras italianas “Sob Dez Bandeiras” (1960), “Semiramis” (1963) e “Operação Atlantis” (1965), Ericson percebeu-se restrito à participações em séries. Sua principal realização no período foi uma retomada da parceria com Anne Francis na série de detetives “Honey West”, que durou apenas uma temporada, mas foi muito reprisada após o cancelamento em 1966. Ele nunca mais teve outro papel fixo na TV, mas apareceu em episódios de várias séries clássicas, de “O Fugitivo” a “CHiPs”, além de ter se especializado em filmes B de terror e ação, nenhum deles memorável. Seu último trabalho foi num capítulo da série “Crash”, estrelada por Dennis Hopper, em 2008.
Tom Lester (1938 – 2020)
O ator Tom Lester, que ficou conhecido pela série da década de 1960 “O Fazendeiro do Asfalto” (Green Acres), morreu nesta segunda (20/4) aos 81 anos. Ele estava na casa de sua noiva e cuidadora em Nashville quando passou mal. O ator sofria há anos do Mal de Parkinson. Lester nasceu no Mississípi, onde foi criado em uma fazenda. Cursou Química e Biologia e, ao se formar, virou professor. Mas apesar de todo o estudo, acabou ficando famoso como um caipira iletrado na TV. A lenda diz que ele enfrentou a competição de mais de 400 atores para o papel que o consagrou, e só venceu por ser o único entre eles que sabia ordenhar uma vaca. Mas não foi exatamente assim. Depois de ir a Los Angeles e conhecer a professora de teatro Lurene Tuttle, Lester atuou em peças teatrais ao lado de Linda Kaye, filha de Paul Henning, o produtor que havia criado duas comédias rurais de grande audiência na rede CBS, “A Família Buscapé” e “Petticoat Junction”, e que estava planejando lançar um spin-off. “Naquela época, Henning era o produtor de comédia mais poderoso do mundo”, disse Lester, em uma entrevista antiga. “Então ele veio ver a peça de Linda… e acabou gostando de mim, conheceu minhas pequenas idiossincrasias e tudo mais, porque nós passamos a ter pequenas festas na casa dele, bebíamos Coca-Cola, comíamos cachorros-quentes e passávamos um tempo juntos”. Henning acabou escalando Lester num pequeno papel, que deveria durar só alguns episódios, já que a trama de “O Fazendeiro do Asfalto” era centrada em outros personagens, o casal formado por Oliver Arnold (Eddie Albert) e Lisa (Eva Gabor), um advogado bem-sucedido de Manhattan e sua elegante noiva que deixaram a cidade grande para viver numa fazenda falida perto de Hooterville. O personagem de Lester, Eb Dawson, morava na fazenda, era amigo de um porco chamado Arnold e chamava Lisa e Oliver de pais. Mais importante que isso: ele era muito engraçado. Tanto que acabou fazendo mais sucesso que os protagonistas, levando os produtores a fixar o ator no elenco central. O público gostou tanto do caipira vivido por Lester que seu personagem fez crossovers, aparecendo nas outras duas produções de Henning – em seis capítulos de “Petticoat Junction”, estrelada por sua amiga Linda Kaye, e em três de “A Família Buscapé”. “O Fazendeiro do Asfalto” durou seis temporadas, de 1965 até 1971, mas ainda se manteve no ar por muitos e muitos anos em reprises. Depois do cancelamento, o ator apareceu em outras séries, como “O Jogo Perigoso do Amor”, “Marcus Welby”, “Os Pioneiros” e “A Supermáquina”, mas nunca mais teve um papel fixo. Também não conseguiu emplacar carreira no cinema, apesar do sucesso de seu primeiro longa, “Benji, o Filme” (1974), que lançou o famoso astro canino do título. Seu segundo filme só estreou 15 anos depois e foi um terror B, “Violência e Terror” (1989). E ele ainda apareceu em “Gordy: O Porquinho Herói” (1994), um ano antes de “Babe, o Porquinho Atrapalhado” (1995) virar blockbuster nos cinemas. Mas a doença o atingiu cedo e os trabalhos se tornaram cada vez mais raros. Ele abandonou a produção artística para se recolher em sua vida pessoal, embora tenha ressurgido recentemente para um último papel de caipira, na comédia “Campin’ Buddies”, de 2014.
Party of Five: Remake latino de O Quinteto é cancelado após 1ª temporada
O canal pago americano Freeform optou por não renovar “Party of Five” para uma segunda temporada. A decisão foi anunciada pouco mais de um mês após o encerramento da temporada inaugural da série. “Party of Five” era um “remake latino” da série homônima, exibida na TV aberta brasileira como “O Quinteto” nos anos 1990. A atração original mostrava como cinco irmãos, a maioria menores de idade e o mais novo ainda bebê, decidem ficar juntos sem supervisão de familiares após seus pais morrerem num acidente. A trama girava em torno da luta dos mais velhos para criar os mais novos e as dificuldades da adolescência em geral. Durou seis temporadas, entre 1994 e 2000, e ainda rendeu um spin-off. Já a nova versão mudou detalhes cruciais dessa premissa e acabou não sendo bem-sucedida. Mais engajado, o remake transformou os irmãos em jovens latinos, que precisam se virar sozinhos após seus pais serem deportados pela nova política migratória do governo de Donald Trump. Desenvolvida para ser um dos destaques do Freeform, o remake teve um fraco desempenho de audiência, com média de 252 mil espectadores ao vivo, começando com 442 mil na estreia, em janeiro passado, até sair do ar com apenas 143 mil interessados em seu final. O último capítulo foi um episódio especial de 90 minutos, exibido em 4 de março nos EUA. Os criadores da atração dos anos 1990, Chris Keyser e Amy Lippman, também eram responsáveis pelo remake, junto da produtora Sony. E o elenco contava com Brandon Larracuente (o Jeff de “13 Reasons Why”), Niko Guardado (o Rubén de “The Goldbergs”), Emily Tosta (a Leticia de “Mayans F.C.”) e Elle Paris Legaspi (a versão criança de Lyn em “Vida”). Assim como na série original, o quinto irmão era um bebê. Para quem não lembra, os irmãos Sallinger originais foram interpretados por jovens atores que ficaram famosos em outros projetos, como Matthew Fox, o Jack da série “Lost”, e Neve Campbell, a Sidney da franquia de terror “Pânico”. Entre os caçulas, Scott Wolf está hoje em “Nancy Drew” e Lacey Chabert, que também foi uma das “Meninas Malvadas” (2004), virou dubladora de séries animadas (é a Zatanna da “Liga da Justiça”). Além do quinteto do título, a atração dos anos 1990 também catapultou ao estrelado a adolescente Jennifer Love Hewitt, no papel da namoradinha de Scott Wolf. Sua personagem ficou tão popular que ganhou sua própria série, “Time of Your Life”, que entretanto durou só uma temporada. Ela se tornou sex symbol dos anos 1990, estrela da franquia “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado”, protagonizou as séries “Ghost Whisperer” e “The Client List” e atualmente está em “9-1-1”.
Perry Mason: Matthew Rhys vira o advogado mais famoso da TV no primeiro trailer do revival
A HBO divulgou o primeiro trailer de “Perry Mason”, que traz o advogado mais famoso da ficção de volta à TV, com Matthew Rhys (vencedor do Emmy por “The Americans”) no papel-título. A prévia estabelece o tom da nova versão, reimaginada como uma série de época, com forte clima noir e visual cinematográfico. O maior diferencial do novo “Perry Mason é sua encenação nos anos 1930, época dos primeiros livros do personagem, criado por Erle Stanley Gardner. Essa característica não chamou atenção nos filmes e séries anteriores, porque eram contemporâneos dos livros – como os sete longas de “Perry Mason”, lançados entre 1934 e 1940, e a série imensamente popular, que consagrou o ator Raymond Burr, exibida entre 1957 e 1966. As histórias eram contemporâneas porque Gardner só parou de escrever os casos do mais famoso advogado da literatura ao morrer em 1970 – ele até apareceu no último episódio da série clássica, em 1966. Como os produtores mantiveram “Perry Mason” na TV, com telefilmes estrelados por Burr, até os anos 1990, a maioria do público acabou esquecendo que o personagem surgiu na época da Lei Seca e dos gângsteres de chapéu e metralhadora. Mas é esta encenação original que a nova série retoma. O revival de “Perry Mason” foi desenvolvido pelos roteiristas Rolin Jones e Ron Fitzgerald (ambos de “Friday Night Lights”) para a Team Downey, a produtora do ator Robert Downey Jr., que chegou a considerar uma adaptação cinematográfica. A direção da estreia é assinada por Timothy Van Patten, que também foi responsável pelo primeiro episódio de “Game of Thrones”, além de 20 capítulos de “Família Soprano” (The Sopranos), 18 de “Boardwalk Empire” e ainda venceu o Emmy pela minissérie “The Pacific” – todas produções da HBO. Além de Matthew Rhys no papel-título, o elenco também conta com John Lithgow (vencedor do Emmy pelo papel de Winston Churchill na série “The Crown”), Tatiana Maslany (vencedora do Emmy como protagonista de “Orphan Black”), Chris Chalk (o Lucius Fox de “Gotham”), Juliet Rylance (“McMafia”), Madeline Zima (“Californication”), Shea Whigham (“Agent Carter”), Robert Patrick (“O Exterminador do Futuro 2”) e outros. A estreia está marcada para 21 de junho.
Besouro Verde vai ganhar novo filme
O Besouro Verde vai voltar ao cinema. A Universal fechou a produção de um novo filme do herói clássico com a produtora Amasia, que adquiriu os direitos de franquia após uma guerra de ofertas altamente competitiva em janeiro passado. A produtora é comandada pelo ex-presidente da Marvel Studios Michael Helfant em sociedade com Bradley Gallo, ex-Troika Pictures. “Nosso objetivo é fazer um filme que os fãs existentes vão adorar, e novos fãs vão adorar descobrir”, disse Helfant em um comunicado divulgado nesta quinta (16/4). “Com a Universal, parece que estamos fundindo o passado e o futuro, criando uma versão contemporânea da franquia que é nova e emocionante, mas também respeitando seu longo legado e história.” Apesar de ainda não ter roteirista ou diretor definidos, o projeto já tem título oficial: “The Green Hornet and Kato”, em inglês, sinalizando que o ajudante do Besouro Verde será igualmente celebrado desta vez. Na famosa série de TV do “Besouro Verde”, nos anos 1960, Kato era vivido por ninguém menos que Bruce Lee. O Besouro Verde foi originalmente criado como radionovela em 1936 por George W. Trendle e Fran Strike, que também foram os pais de “O Cavaleiro Solitário”. Ele estreou nos quadrinhos em 1940, com roteiros do próprio Strike, no mesmo ano em que chegou aos cinemas com o primeiro de seus três seriados de aventura. Mas, curiosamente, acabou se tornando mais conhecido como herói da TV, após ganhar sua série em 1966. Interpretado por Van Williams, o personagem acabou eclipsado por seu assistente, já que Bruce Lee era bem mais conhecido. Além de sua própria atração, o Besouro Verde ainda teve crossovers com a série do “Batman” daquela época. Na trama original, Britt Reid, o dono milionário do jornal “O Sentinela Diária”, transformava-se num vingador mascarado no estilo do Sombra, que a polícia considerava um criminoso. Como a situação o ajudava a obter informações do submundo do crime, ele nunca quis limpar sua ficha. Em suas aventuras, o Besouro Verde era ajudado por Kato, seu mordomo e motorista de origem asiática, mestre em artes marciais, que dirigia o Beleza Negra, um carro tecnologicamente avançado. A última vez que os dois apareceram nas telas foi em 2011, numa comédia de ação da Sony, estrelada por Seth Rogen, Jay Chou e Cameron Diaz. A ideia era lançar uma franquia, mas o filme “Besouro Verde” fracassou nas bilheterias, rendendo apenas US$ 227 milhões mundiais – para um orçamento de US$ 120 milhões.
Thomas L. Miller (1940 – 2020)
O produtor de TV Thomas L. Miller, responsável por sitcoms icônicos como “Happy Days”, “Três É Demais” (Full House), “Mork & Mindy”, “Laverne & Shirley”, “Step by Step” e o atual “Fuller House”, morreu no domingo (5/4) em Salisbury, Connecticut, de complicações resultantes de doenças cardíacas. Ele tinha 79 anos. Em sua carreira de seis décadas, Miller esteve por atrás de algumas das séries de comédias mais populares da TV americana. Apesar disso, elas não eram as favoritas da crítica, nem ganharam Emmys. Mas isso nunca o incomodou. “Nosso prêmio é que 30 milhões de pessoas estão assistindo”, disse o produtor, em uma entrevista de 1990 ao jornal Los Angeles Times. “Para mim, o objetivo é entreter. O fato dessas séries não ganharem prêmios não significa nada para mim se continuarmos agradando a tantas pessoas”. No Twitter, as estrelas de “Happy Days”, Ron Howard e Henry Winkler, prestaram homenagem a Miller. Howard o chamou de “gentil, inteligente e espirituoso” e alguém que acreditou desde cedo na sua capacidade de um dia virar diretor de cinema, enquanto Winkler escreveu que o produtor “me deu, junto com seus parceiros, minha vida em Hollywood”. Miller começou sua carreira em Hollywood trabalhando para seu ídolo, Billy Wilder. O cineasta contratou Miller como treinador de diálogos, e ele logo progrediu para diretor assistente, sem créditos, em clássicos como “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), “Se Meu Apartamento Falasse” (1960), “Cupido Não Tem Bandeira” (1961), “Irma la Douce” (1963) e “Beija-me, Idiota” (1964). Ele disse que aprendeu muito com Wilder, e o diretor vencedor do Oscar continuou a ser sua grande influência criativa no resto de sua carreira. Os dois permaneceram amigos até a morte de Wilder em 2002. Após a experiência em Hollywood, Miller passou para a televisão, como assistente de William Self na 20th Century Fox, onde criou sua primeira série. Os dois compartilharam a paternidade da comédia “Nanny e o Professor”, em 1970. Ele então se mudou para a Paramount, virando vice-presidente de desenvolvimento para supervisionar a programação da divisão televisiva do estúdio. Neste período, Miller desenvolveu programas como “The Odd Couple” e “Love, American Style”, além de quase 20 telefilmes. Mas preferiu abandonar a carreira promissora como executivo de TV para se estabelecer como produtor, criando sua primeira empresa de produção com o parceiro Edward K. Milkis. Para a ABC, a Miller-Milkis Productions desenvolveu, junto com o futuro cineasta Garry Marshall, as comédias “Happy Days”, “Laverne & Shirley”, “Mork e Mindy” e “Joanie Loves Chachi”, entre várias outras, além do filme “Golpe Sujo” (1978), com Goldie Hawn e Chevy Chase, na Paramount. Em 1979, Miller se juntou a seu parceiro de vida Robert L. Boyett, com que formou a Miller/Boyett Productions. O casal co-criou a série de comédia “Bosom Buddies” e “Angie” e, em meados dos anos 1980, garantiu um acordo com a Lorimar Television para produzir seriados para toda a família, incluindo “Full House” e “Perfect Strangers”. Eles também produziram o blockbuster musical de Burt Reynolds e Dolly Parton, “A Melhor Casa Suspeita do Texas” (1982), para a Universal. Em 1996, Miller e Boyett uniram-se ao produtor Michael Warren para criar uma nova companhia, a Miller/Boyett/Warren Productions, que produziu “Family Matters”, “Step by Step” e “Dose Dupla”. Esta última, estrelada pelas gêmeas de “Full House”, Mary-Kate e Ashley Olsen, também foi a derradeira série original criada pelo produtor, em 1998. A partir daí, Miller se mudou para Nova York e começou a trabalhar na produção de peças de teatro com Boyett. Ele ganhou um Tony Award de Melhor Peça de 2011 por “Cavalo de Guerra” e foi nomeado na mesma categoria em 2019 por “Tootsie”. Depois de quase duas décadas afastados, Miller e seu parceiro Boyett voltaram ao universo das séries como produtores de “Fuller House”, continuação de “Três É Demais” na Netflix. A atração durou cinco temporadas e vai se encerrar neste ano. Em um comunicado, a WBTV, que produzia “Fuller House”, disse que Miller “nasceu para entreter, impregnado de paixão e amor irreprimíveis por trazer alegria aos outros através do trabalho de sua vida. E que conjunto de talentos ele possuía! Ele foi ao mesmo tempo um executivo atencioso e de bom gosto, um escritor extremamente talentoso e um produtor de grande êxito, cujas muitas séries de sucesso viverão muitos anos na memória coletiva dos fãs de todo o mundo. Todos no Warner Bros. Television Group e na família ‘Fuller House’ sentirão muito a sua falta”.
James Drury (1934 – 2020)
O ator James Drury, que por nove temporadas protagonizou a famosa série de western “O Homem de Virgínia” (The Virginian), morreu nesta segunda (6/4) aos 85 anos. A assistente do ator, Karen Lindsey, confirmou a notícia no Facebook e citou que a more ocorreu por causas naturais. Uma das séries mais populares da era de ouro do western televisivo, “O Homem de Virgínia” acompanhava os empregados do rancho Shiloh Ranch, gerenciado pelo personagem de Drury. Ele era conhecido como o homem de Virgínia, em alusão ao estado americano em que nasceu, e nunca teve seu verdadeiro nome revelado na atração, exibida entre 1962 e 1971 na TV americana. O protagonista e o seu braço direito, Trampas (Doug McClure), foram os únicos que ficaram na série por toda a duração, visto que o proprietário do rancho mudou várias vezes com o passar dos anos. Entre as diferentes temporadas, o elenco também destacou Lee J. Cobb, Clu Gulager e John McIntire. Antes de conseguir o papel que marcaria sua carreira, Drury atuou num dos maiores clássicos da ficção científica “Planeta Proibido” (1956), além de ter estrelado westerns cinematográficos, como os igualmente célebres “A Última Carroça” (1956), dirigido por Delmer Daves, e “Pistoleiro do Entardecer” (1962), do mestre Sam Peckinpah. Ele também contracenou com Elvis Presley no western “Ama-Me com Ternura” (1956) e estrelou a versão da Disney de “Pollyanna” (1960). Ao contrário do colega Doug McClure, que protagonizou vários filmes de sucesso, a carreira de Drury não prosperou após “O Homem de Virgínia”, resumindo-se a participações especiais em séries, como “Têmpera de Aço”, “Chuck Norris: Homem da Lei” e “As Aventuras de Brisco County Jr.”, e pequenas aparições em filmes derivados de séries do Velho Oeste, como “Maverick” (1994, com Mel Gibson) e a própria adaptação de “O Homem de Vírginia” (2000), estrelada por Bill Pullman no canal pago TNT. Seu último papel foi no telefilme “Billy and the Bandit”, atualmente em pós-produção.
Star Trek: Discovery ganha novo teaser repleto de simbolismo
A plataforma americana CBS All Access divulgou um teaser da 3ª temporada de “Star Trek: Discovery”, que traz a oficial Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) segurando uma bandeira da Federação dos Planetas Unidos. A imagem tem força simbólica, porque o salto temporal do final da 2ª temporada, que levou a Discovery para 930 anos no futuro, revelou que nessa época a Federação não existe mais. E, pelo material divulgado, caberá à tripulação da espaçonave resgatar os ideais de paz, fraternidade e prosperidade da antiga organização. A viagem no tempo também muda a perspectiva da série, até então situada como prólogo da primeira “Star Trek” de 1966, fazendo sua cronologia avançar para além até de “Star Trek: Pìcard”, que nesta semana encerrou sua 1ª temporada. Isto abre uma infinidade de possibilidades para os roteiristas, que se livram das amarras canônicas ao colocar os personagens num período histórico nunca abordado na franquia. A 3ª temporada deve estrear em 2020, em data ainda não definida. Durante uma live recente nas redes sociais, o ator Wilson Cruz confirmou que todos os episódios foram gravados antes da paralisação geral das produções pela pandemia de coronavírus. E seu colega de elenco Anthony Rapp acrescentou, nos comentários, que os novos episódios já estão em pós-produção, mas, como os profissionais de efeitos especiais estão trabalhando em suas casas, o processo pode ficar mais lento e, portanto, impedir uma estreia próxima. “Star Trek: Discovery” é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
Pós-produção em ritmo de coronavírus deve atrasar 3ª temporada de Star Trek: Discovery
Os atores Anthony Rapp e Wilson Cruz fizeram algumas revelações sobre a produção da 3ª temporada de “Star Trek: Discovery”. Durante uma live nas redes sociais, Cruz confirmou que todos os episódios foram gravados antes da paralisação geral das produções pela pandemia de coronavírus. E seu colega de elenco acrescentou, nos comentários, que os novos episódios já estão em pós-produção, mas, como os profissionais de efeitos especiais estão trabalhando em suas casas, o processo pode ficar mais lento e, portanto, atrasar a data de estreia. Veja na captura de tela abaixo. A plataforma de streaming CBS All Access ainda não anunciou a data oficial de lançamento, mas, antes da crise sanitária, a atriz Sonequa Martin-Green sugeriu que o plano era disponibilizar o primeiro capítulo no começo de 2020. Os novos episódios vão mostrar que o salto temporal do final da 2ª temporada levou a Discovery mais longe no futuro que qualquer outra nave do universo trekker, num período em que a Federação dos Planetas Unidos não existe mais. A viagem no tempo muda a perspectiva da série, até então situada como prólogo da primeira “Star Trek” de 1966, e abre uma infinidade de possibilidades para os roteiristas, que se livram das amarras canônicas ao colocar os personagens num período que nunca foi abordado na franquia. A CBS All Access já divulgou um trailer, que também pode ser visto abaixo. No Brasil, a série é distribuída pela Netflix.
Lyle Wagoner (1935 – 2020)
O ator Lyle Wagoner, que viveu Steve Trevor na série clássica da “Mulher-Maravilha”, morreu nesta terça (17/3) aos 84 anos, na Califórnia, após uma longa doença não detalhada pela família. Nascido em 13 de abril de 1935, Kyle Wesley Wagoner foi lutador colegial, serviu como operador de rádio no exército dos EUA e trabalhou como vendedor ambulante antes de conhecer a fama. Depois de tanto ouvir dos clientes que “tinha aparência de ator”, mudou-se do Kansas para a Califórnia, visando participar de programas de “novos talentos” na MGM e na Fox, onde Tom Selleck e James Brolin também estavam iniciando suas carreiras. Ele chegou a fazer testes para o papel de Batman, na série de 1966, mesmo ano em que estreou nas telas num episódio de “Gunsmoke”. Também apareceu em “Perdidos no Espaço” e foi um alienígena no filme “Jornada ao Centro do Tempo” (1967), antes de ser contratado para o programa de comédia “The Carol Burnett Show”, do qual participou de sete temporadas, entre 1967 a 1974. O produtor Joe Hamilton, marido de Burnett, procurava por um “tipo Rock Hudson” quando contratou Wagoner, que além de viver vários personagens nas esquetes da série humorística, também foi o narrador oficial do programa. Ele fez tanto sucesso que passou a apresentar outra atração em paralelo, “It’s Your Bet”, um programa de perguntas e respostas, de 1969 a 1973. Wagoner ganhou fama de galã e até posou para a capa da revista Playgirl em 1973. Essa popularidade lhe rendeu o papel do major da aeronáutica Steve Trevor na série “Mulher-Maravilha” em 1975. A produção se tornou um fenômeno de audiência, e finalmente permitiu ao ator interpretar um personagem dos quadrinhos da DC Comics, após a frustração de não virar Batman. Curiosamente, “Mulher-Maravilha”, que era passada nos anos 1940, sofreu um reboot completo em sua 2ª temporada, trazendo as aventuras da heroína vivida por Lynda Carter para o presente. Todo o elenco de apoio foi alterado, mas Wagoner continuou na atração como filho do personagem original, também chamado de Steve Trevor. A série acabou na 3ª temporada em 1979, mas seus três anos de produção foram suficientes para garantir, de forma colateral, o resto da vida do ator, que, durante a produção, lembrou de seus dias de vendedor de produtos de porta em porta e tomou uma iniciativa milionária. “Quando eu estava em ‘Mulher-Maravilha, os produtores me ofereceram um ótimo motor home que eles alugaram de um proprietário particular, para eu usar no set”, ele contou em uma entrevista de 2013. “Eu percebi uma possibilidade de negócio que ninguém tinha pensado. Propus pra eles: ‘Bem, se eu encontrar e preferir outro trailer, vocês o alugariam pra mim?’ Então, comprei o meu próprio veículo e eles pagarem aluguel pra mim por três anos, enquanto estive no programa”. Vendo que o negócio era lucrativo, ele lançou sua própria empresa de aluguéis de trailers, a Star Waggons, em 1979. E logo passou a receber encomendas de diversos produtores, para ceder a atores, maquiadores etc. em sets de filmes e TV. “Encontrei um fabricante e construí um protótipo de um trailer de maquiagem”, lembrou. “Eu coloquei para alugar e, rapaz, eles adoraram. Começamos a construir nossos próprios trailers em 1988”. A Star Waggons atingiu o número de 800 trailers alugados na década atual, registrando uma receita anual de US$ 17 milhões há dois anos. Só a produção do reality show “Dancing With the Stars”, da rede ABC, aluga 30 trailers da empresa do ator. Com a fortuna que fez com o negócio, Wagoner gradualmente abandonou a atuação. Ele ainda apareceu em algumas séries famosas, como “As Panteras”, “O Barco do Amor”, “Ilha da Fantasia” e “Assassinato por Escrito”, mas os papéis serviam mais para sua diversão pessoal que qualquer outra coisa. Um dos melhores exemplos dessas participações especiais aconteceu na série “That ’70s Show”, num episódio de 1999 em que ele interpretou a si mesmo, com maquiagem para parecer mais jovem, voltando a seus tempos de galã televisivo. Lyle Wagoner se casou apenas uma vez, com Sharon Kennedy em setembro de 1960, e eles tiveram dois filhos, Beau e Jason.












