Todxs Nós: HBO estreia primeira série com personagem não binário da TV brasileira
A HBO estreia neste domingo (22/3) “Todxs Nós”, série nacional que tem como gancho a questão da identidade de gênero e apresenta o primeiro personagem não binário da TV brasileira. Criada pelos cineastas Vera Egito (“Amores Urbanos”), Daniel Ribeiro (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Heitor Dhalia (“Tungstênio”), “Todxs Nós” é bastante didática ao abordar o não-binarismo, também conhecido como gênero neutro, mas não se resume a isso. Em tom francamente engajado, também discute feminismo e igualdade racial em seus oito episódios de 30 minutos, que acompanham o cotidiano dos personagens vividos por Clara Gallo (“Mãe Só Há Uma”), Kelner Macêdo (“Corpo Elétrico”) e Juliana Gerais (do vindouro “Selvagem”). Clara vive Rafa, jovem de 18 anos, pansexual e não-binário que decide deixar a família no interior de São Paulo e mudar-se para a casa de seu primo gay, Vini (Kelner Macêdo), na capital. Vini, que já divide o espaço com Maia (Julianna Gerais), fica surpreso ao descobrir que Rafa se identifica com o pronome neutro e não com o gênero feminino ou masculino. Enquanto isso, uma denúncia de assédio acontece no ambiente de trabalho de Maia. A série foi realizada com recursos próprios da HBO Latin America – em outras palavras, sem apoio do governo. Veja o trailer oficial abaixo e também um vídeo em que os temas propostos pelos roteiros são apresentados.
Bruno Lima Penido (1978 – 2020)
O roteirista Bruno Lima Penido, premiado com o Emmy Kids Internacional por “Malhação: Viva a Diferença”, morreu na noite de sábado (21/3), aos 41 anos. A informação foi confirmada pela rede Globo, mas a causa da morte não foi revelada. Bruno chegou à Globo em 2007 como produtor da Globonews, após deixar o jornal Folha de S. Paulo. Passou também pela redação do “Vídeo Show” até começar a carreira como roteirista. Entre 2016 e 2017, foi um dos responsáveis pelo texto de “A Cara do Pai”, série de comédia estrelada por Mel Maia e Leandro Hassum. Como colaborador de Walcyr Carrasco em “Verdades Secretas”, ele venceu o Emmy Internacional de Melhor Novela. E voltou a vencer um prêmio internacional do Emmy, em sua edição Kids, por “Malhação: Viva a Diferença”, a fase mais famosa da atração adolescente, dirigida por Cao Hamburger. Pela primeira vez ambientada em São Paulo, a temporada celebrou a diversidade, tendo como fio condutor a história de amizade entre cinco garotas, Keyla (Gabriela Medvedovski), Lica (Manoela Aliperti), Ellen (Heslaine Vieira), Benê (Daphne Bozaski) e Tina (Ana Hikari). “Malhação: Viva a Diferença” fez tanto sucesso que as personagens que Bruno criou vão ganhar um spin-off em forma de série, “As Five”, com as cinco protagonistas da história original. Ainda sem data oficial de estreia, “As Five” tinha previsão de lançamento para o segundo semestre no Globoplay. O autor de textos televisivos também era poeta e tinha recentemente lançado o livro “Mordidas por Dentro”.
Super-herói de Vin Diesel, terremoto europeu e novo Polanski estreiam nos cinemas
As 14 estreias desta quinta (12/3) representam filmes bastante diferentes, alguns empolgantes, muitos dispensáveis e até um “polêmico”. Com exibição em mais de 500 salas, “Bloodshot”, adaptação de quadrinhos estrelada por Vin Diesel, chega sem grandes expectativas, após uma campanha de marketing de pouca repercussão e avaliações negativas da imprensa internacional – 41% no Rotten Tomatoes. Considerado um filme de ação convencional, para não falar medíocre, passa longe do padrão da Marvel. “Aprendiz de Espiã”, comédia com Dave Bautista, outro fortão dos “Guardiões da Galáxia”, sai-se melhor com 60% de aprovação e tem o atrativo de desembarcar no Brasil um mês antes da estreia nos EUA, devido a mudanças de cronograma de última hora – relacionadas ao adiamento de “007: Sem Tempo para Morrer”. A dica da semana, porém, é o thriller norueguês “Terremoto”, que atingiu 84% no Rotten Tomatoes – e não foi à toa. Tenso e repleto de ação, extrapola o desastre do elogiado “A Onda” (2015) para mostrar a destruição da Noruega por um abalo sísmico de grande proporções, servindo ainda para lembrar à Hollywood como se faz filmes do gênero. Outra dica importante é temer o terror russo. Evite como o diabo. O circuito limitado oferece várias alternativas, entre elas um peso pesado da temporada: “O Oficial e o Espião”, filme “proibidão” nos EUA e Reino Unido, devido ao “cancelamento cultural” de seu diretor, Roman Polanski. Lançado sob protestos feministas na França, o longa bateu o recorde de bilheteria do diretor no país. Também recebeu reconhecimentos importantes na Europa, como o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza e o César de Melhor Direção – o que levou à debandada feminina da premiação. A razão dos protestos e do banimento de “O Oficial e o Espião” não está no conteúdo do filme, que também venceu o troféu da Crítica em Veneza e tem 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas na comparação que se faz entre o diretor e o personagem da trama, um dos heróis mais injustiçados da história da França. Vítima de um complô antissemita, o condecorado capitão Albert Dreyfus foi condenado à prisão por um crime que não cometeu, como lição por ser judeu. Polanski, que igualmente é judeu, foi condenado por ter abusado sexualmente uma menor de idade nos anos 1970, mas fugiu para a França para evitar a prisão. Esta história foi relembrada pelo movimento #MeToo, após o surgimento de outras denúncias contra o diretor, relacionadas ao mesmo período. A comparação disparada, sugerida por detratores e pelo próprio cineasta, gerou repercussão tão grande que este pode ser o último filme de Polanski, cineasta responsável por um punhado de clássicos incontestáveis. Outro lançamento francês, “Liberté”, deve estimular os cinéfilos. Premiado no Festival de Cannes, oferece uma experiência radical, como todos os filmes do diretor Albert Serra, transformando espectadores em voyeurs de uma jornada sensual na época da Revolução Francesa. 71% no Rotten Tomatoes. Ainda mais relevante, o polonês “Doce Entardecer na Toscana”, que rendeu prêmio à atriz Krystyna Janda no Festival de Sundance e tem 80% de aprovação, aborda xenofobia em paisagens de cartão postal para inspirar importantes discussões sobre o mundo atual. A programação ainda traz três títulos brasileiros, entre eles uma minissérie paranaense em versão condensada, “Nóis por Nóis”, de Aly Muritiba e Jandir Santi, originalmente exibida – e pouco vista – em 2017 na TV Brasil. Ironicamente, ao abordar com bastante naturalismo o cotidiano de jovens de periferia, revela-se melhor “filme” que o terror gaúcho “Disforia” – atmosférico – e a comédia carioca “Solteira Quase Surtando” – risível, mas no pior sentido. Confira abaixo mais detalhes, com todos os títulos, sinopses e trailers das estreias da semana. Bloodshot | EUA | Ação Bloodshot é um ex-soldado com poderes especiais. Esses poderes foram desenvolvidos após injetarem nanites em seu sangue. Depois de apagarem sua memória, ele finalmente descobre quem é e parte em busca de vingança daqueles que o usaram como experiência. Aprendiz de Espiã | EUA | Comédia Um agente da CIA (Dave Bautista) de coração endurecido é enviado em uma missão secreta para vigiar uma família e acaba flagrado por uma menina precoce (Chloe Coleman), que passa a chantageá-lo para treiná-la como espiã. Terremoto | Noruega | Desastre No ano de 1904, um terremoto de magnitude 5,4 na escala Richter sacudiu Oslo. Seu epicentro foi no “Oslo Graben”, uma fenda que atravessa diretamente a cidade. Desde então, segundo geólogos, a população da capital norueguesa pode esperar futuros terremotos nessa área. E se justamente agora um deles estivesse se aproximando? O Oficial e o Espião | França | Drama Paris, final do século 19. O capitão Alfred Dreyfus é um dos poucos judeus que faz parte do exército francês. No dia 22 de dezembro de 1884, seus inimigos alcançam seu objetivo: conseguem fazer com que Dreyfus seja acusado de alta traição. Pelo crime, julgado à portas fechadas, o capitão é sentenciado à prisão perpétua no exílio. Intrigado com a evolução do caso, o investigador Picquart decide seguir as pistas para desvendar o mistério por trás da condenação de Dreyfus. Liberté | França, Espanha | Drama Pouco antes da revolução Francesa, os nobres Madame de Dumeval (Theodora Marcadé), o Duque de Tesis (Marc Susini) e o Duque de Wand (Baptiste Pinteaux) partem para a Alemanha em busca do apoio do lendário Duque de Walchen (Helmut Berger). O trio foi expulso da corte do Rei Luis XVI e esperam que o alemão os ajude a alcançar o esclarecimento. Doce Entardecer na Toscana | Polônia | Drama Um violento ataque terrorista ocorre em Roma, exaltando ânimos xenófobos pela Itália. Ao mesmo tempo, a poeta Linde, uma avó progressista e rebelde, aceita uma homenagem da prefeitura de sua pequena cidade. Na cerimônia, faz um provocativo e inflamado discurso, desagradando o país todo e virando pária. Nóis por Nóis | Brasil | Drama O baile rola solto e enquanto o rap ecoa das caixas de som, quatro amigos vagam pela pista com objetivos bem distintos. O que eles não sabem é que seus destinos estarão selados para sempre após esta noite. Disforia | Brasil | Terror Dário sofre pela dificuldade em se recuperar de um acontecimento assustador de seu passado. Ao se aproximar da menina Sofia, são despertadas memórias de um trauma. Atormentado, ele precisa encarar o passado e o mistério envolvendo a família de Sofia. Solteira Quase Surtando | Brasil | Comédia Solteira convicta (Mina Nercessian) de 35 anos e viciada em trabalho descobre que está entrando numa menopausa precoce e só tem seis meses para encontrar um pai para seu futuro filho. As Primeiras Férias Não se Esquece Jamais! | França | Comédia Os parisienses Marion e Ben, ambos na casa dos 30 anos de idade, se conhecem pelo Tinder. E isso é tudo o que eles têm em comum. Mas os opostos se atraem e, depois de um ótimo primeiro encontro, eles decidem, na manhã seguinte, sair juntos de férias. Eles decidem ir para a Bulgária, pois está no meio do caminho dos destinos dos seus sonhos: Beirute para Marion, Biarritz para Ben. Sem planejamento e com concepções muito diferentes do que deve ser umas férias de sonho, eles iniciam uma jornada que certamente mudará suas vidas. A Maldição do Espelho | Rússia | Terror Depois que o terrível fantasma da Rainha de Espadas ressurge, os alunos de um antigo colégio interno viram as próximas vítimas do banho de sangue. O terror começa a partir do momento em que eles recitam antigos encantamentos no banheiro do local para conquistar tudo o que desejam — mesmo que o preço seja suas almas. Technoboss | Portugal | Comédia Luís Rovisco é um homem divorciado e com uma vida profissional pouco estimulante. Para tornar a vida mais instigante, compõe músicas sobre as coisas que observa pelo caminho. Alva | Portugal | Drama Henrique (Henrique Bonacho) é um homem de meia-idade que foge para a floresta depois de cometer um crime grave. Sozinho com a natureza, suas lembranças e sentimentos misturam-se entre a esperança de conseguir fugir e o peso na consciência pelo que fez. Mulher | França | Documentário Um retrato íntimo que explora temas como a maternidade, educação, casamento, independência financeira e sexualidade, dando voz a 2 mil mulheres de 50 países diferentes. O filme denuncia as injustiças sociais que as mulheres sofrem ao redor do mundo, mas mais do que isso, mostra a força e capacidade que elas têm para mudar o mundo.
2ª temporada de Aruanas vai abordar poluição ambiental
A 2ª temporada de “Aruanas”, da Globoplay, já está sendo gravada em São Paulo. Segundo apurou o colunista Flavio Ricco, do Uol, desta vez a série protagonizada por Taís Araújo, Leandra Leal, Débora Falabella, Camila Pitanga e Thainá Duarte vai abordar os problemas causados pela poluição em uma cidade fictícia. Na trama, a jovem atriz Bella Piero (da novela “O Outro Lado do Paraíso”) será uma vítima da poluição de ar pelas micropartículas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em reportagem da revista Galileu, de 2018, mais de 90% das crianças do planeta respiram ar tão poluído que colocam sua saúde e desenvolvimento em risco. Criada e escrita por Estela Renner e Marcos Nisti, com a colaboração de Carolina Kotscho, “Aruanas” acompanha o trabalho de uma ONG ambiental liderada por mulheres e abordou o desmatamento da Amazônia em sua 1ª temporada. A nova temporada de “Aruanas” também contará com participações de Lima Duarte (“Família Vende Tudo”), Lázaro Ramos (“Mundo Cão”) e Daniel de Oliveira (“Aos Teus Olhos”), e tem gravações agendadas até junho, para lançamento em dezembro deste ano em streaming.
Jornalismo da Globo vai produzir minisséries documentais para a Globoplay
A Globo definiu uma estratégia inovadora para aproveitar sua forte equipe de jornalismo em seus planos de sinergia – o projeto “Uma Só Globo” – , visando produção de conteúdo para streaming. A minissérie “Marielle – O Documentário”, que será lançada na próxima quinta (12/3) – não confundir com a série de ficção de José Padilha, prevista para 2021 – , inaugura um nova linha de produções de jornalismo para a Globoplay. “Decidimos que o jornalismo da Globo vai produzir documentários para a Globoplay”, disse Erick Brêtas, diretor do serviço de streaming, durante entrevista coletiva desta sexta (6/3), em que anunciou as duas produções focadas no assassinato da vereadora Marielle Franco. Um dia após o primeiro episódio da atração documental ser exibida na rede Globo, a série completa será disponibilizada na Globoplay. Outras atrações jornalísticas deverão se seguir a esse primeiro projeto. Mas a decisão de começar com um famoso caso criminal demonstra a vontade da Globo de avançar num território em que a Netflix vinha reinando sozinha: as series de “true crime”. A plataforma americana chegou até a produzir uma minissérie sobre um caso brasileiro – “Bandidos na TV” – , feita por produtores estrangeiros. A emissora costumava dedicar-se ao jornalismo investigativo de fôlego no programa “Globo Repórter”, antes dessa atividade ser substituída por pautas de turismo e culinária. “Marielle – O Documentário” é dirigido por Caio Cavechini, que trabalhou em outro programa de jornalismo semanal da emissora, “Profissão Repórter”. Veja abaixo um teaser da primeira minissérie documental do Globoplay.
José Padilha fará série sobre assassinato de Marielle Franco para a Globo
A Globo anunciou, de forma surpreendente, a produção de uma minissérie ficcional sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, ativista contra os abusos da polícia e das milícias no Rio de Janeiro, cuja morte teria envolvido policiais, milicianos e gente graúda – até o nome de Jair Bolsonaro surgiu na investigação. E com o seguinte detalhe: a série tem produção do cineasta José Padilha, diretor de “Tropa de Elite”, além de produtor de “Narcos” e “O Mecanismo” na Netflix. O acordo foi revelado nesta sexta (6/3) e é considerado inesperado porque o projeto estava sendo negociado – praticamente encaminhado – pela Amazon. A série será lançada na plataforma Globoplay, com um argumento desenvolvido pela escritora e roteirista Antonia Pellegrino, mulher do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, mesmo partido de Marielle. Antonia é coautora de novelas da Globo – “Da Cor do Pecado” (2004) e “Aquele Beijo” (2011), entre outras – , além de ter escrito o roteiro do filme “Bruna Surfistinha” (2011). Intitulada “Marielle”, a série não pretende ser documental, optando por resumir em menos personagens as características de várias pessoas diferentes da história real, como os milicianos envolvidos no crime. Trata-se da mesma fórmula que Padilha adotou em suas séries da Netflix, com mais sucesso em “Narcos” e mais polêmica em “O Mecanismo”. Além de produzir, Padilha vai dirigir o primeiro episódio. No anúncio da produção, a Globoplay assumiu que “atravessou” o negócio da Amazon, cobrindo a oferta para trazer a série para seu serviço de streaming. “A gente soube da negociação, fomos ao Padilha e argumentamos que na Globo ele teria maior alcance. Doía pra gente ver um diretor carioca, brasileiro, um dos mais importantes do cinema nacional, trabalhando para a concorrência”, revelou Erick Bretas, principal executivo do Globoplay, em entrevista coletiva. O blog Notícias da TV, do UOL, especula que a Globo investiu pesado para derrotar a Amazon, tendo pago R$ 2 milhões somente para a viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, para permitir a produção. O executivo da empresa nega. Mas a rasteira teria sido estimulada por um avanço da Amazon nos quadros do Globoplay, que no ano passado contratou o ex-Telecine João Mesquita, levando junto muitos segredos estratégicos. A minissérie será gravada no segundo semestre e tem previsão de estreia no primeiro semestre de 2021. Ainda não há elenco definido. Pela negociação, Padilha manteve os direitos internacionais de exibição, que, ironicamente, poderão ser comprados pela própria Amazon ou pela Netflix. Além da produção ficcional, a Globoplay também vai exibir uma minissérie documental sobre a vida de Marielle, que já está pronta. Ela foi produzida durante cinco meses pelo Jornalismo da emissora sob total sigilo. Chamada de “Marielle, o Documentário”, a atração se concentra nas investigações sobre o assassinato de Marielle na noite de 14 de março de 2018. Baseado em entrevistas e investigações jornalísticas, não traz nenhuma revelação bombástica, mas ajuda a entender por que a polícia demorou tanto a descobrir e prender os suspeitos, somente um ano depois da execução, e até hoje não esclareceu quem foi o mandante. O primeiro episódio será exibido na próxima quinta (12/3) pela Globo e estreia no dia seguinte no Globoplay.
Netflix cancela a série brasileira Samantha!
A Netflix cancelou a série “Samantha!”, produção brasileira estrelada por Emanuelle Araújo (a Gretchen de “Bingo: O Rei das Manhãs”), após duas temporadas. A plataforma não costuma anunciar seus fracassos, e as notícias de cancelamentos acabam surgindo em revelações da equipe e do elenco das produções dispensadas. Segundo “vazamento” de fontes ligadas à série, um dos fatores que pesaram para o cancelamento foi a decisão de Emanuelle Araújo de voltar a fazer novelas. A atriz, que foi uma das coadjuvantes de “Órfãos da Terra”, da rede Globo, teria pedido um afastamento temporário de “Samantha!” para se dedicar a esse papel. Como a série não teve a mesma repercussão em sua 2ª temporada – porque a Netflix decidiu não fazer muita divulgação – , a plataforma teria optado por cancelar a atração. O cancelamento de “Samantha!” vem à tona um dia depois da notícia do fim de “Ninguém Tá Olhando”, outra produção nacional da Netflix, encerrada após apenas uma temporada. Criada por Felipe Braga (“Latitudes”), “Samantha!” era uma produção da empresa Losbragas, do cineasta e da atriz Alice Braga, e evocava em sua trama eventos similares à trajetória de vida da ex-cantora Simony. A série girava em torno da personagem-título, uma ex-celebridade infantil dos anos 1980 que tenta retornar aos holofotes com planos absurdos. Para completar, Samantha era casada com Dodói (Douglas Silva, o Acerola de “Cidade dos Homens”), um ex-jogador de futebol que acabou de voltar para casa depois de passar mais de dez anos na prisão. O elenco ainda incluía os dois filhos do casal, Cindy (Sabrina Nonato) e Brandon (Cauã Gonçalves). A 2ª temporada de “Samantha!” foi lançada há quase um ano, em 19 de abril de 2019, e terminou sem dar um final para a história da personagem.
Netflix cancela série brasileira Ninguém Tá Olhando, repleta de YouTubers
A Netflix cancelou a série brasileira “Ninguém Tá Olhando”, uma comédia sobre anjos criada e dirigida pelo cineasta Daniel Rezende (“Bingo: O Rei das Manhãs”, “Turma da Mônica: Laços”). Lançada em novembro passado, a série destacava em seu elenco Kéfera Buchmann (“Eu Sou Mais Eu”), mas tinha como protagonista Victor Lamoglia (do canal “Parafernalha”), como o mais novo integrante da repartição celestial dos anjos da guarda. Ou melhor, Angelus, que usam camisa e gravata para trabalhar e proteger os humanos. A trama mostrava um Céu burocratizado e a rebelião do anjo vivido por Lamoglia, que decide ignorar as regras do trabalho, que considera arbitrárias, para ajudar mais humanos que o permitido, entre eles a cativante Miriam (Kéfera), o veterinário Sandro (Leandro Ramos) e Richard (Projota), um homem que teve o coração partido. Logo, sua atitude acaba contagiando outros anjos – como Julia Rabelo (“Porta dos Fundos”), Danilo de Moura (“Sequestro Relâmpago”), Augusto Madeira (“Bingo: O Rei das Manhãs”) e Telma Souza (“Ò Paí Ó”). Os produtores apostaram num elenco repleto de YouTubers – Kéfera Buchmann, Victor Lamoglia, Júlia Rabello e Leandro Ramos. Mas a atração não atraiu público suficiente para a Netflix considerar produzir mais uma temporada. “Ninguém Tá Olhando” era uma criação de Rezende em parceria com Teodoro Poppovic (“3%”) e Carolina Markowicz (“O Órfão”). Além do cineasta, Fernando Fraiha (“Choque de Cultura”) e Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”) dirigiram alguns episódios.
Detetives do Prédio Azul vai trocar suas crianças pela segunda vez
A série brasileira “Detetives do Prédio Azul” vai passar por sua segunda reformulação de elenco, com a chegada de uma nova geração de investigadores. Um novo trio de personagens e intérpretes vai substituir os protagonistas atuais. Os estreantes Max (Samuel Minervino), Maria Flor (Nathália Costa) e Zeca (Stéfano Agostini) já está gravando no estúdio do canal pago Gloob, no Rio de Janeiro, respectivamente com as capas amarela, vermelha e verde dos “veteranos” Bento (Anderson Lima), Sol (Leticia Braga) e Pippo (Pedro Motta). A nova formação da série só será conhecida pelo público no ano que vem, com a estreia da 15ª temporada de “Detetives do Prédio Azul”. Já os conhecidos Bento, Pippo e Sol se despedirão com seu terceiro filme nos cinemas, “D.P.A. 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo”, a partir do dia 25 de junho. Os detetives veteranos também voltam aos palcos na turnê do espetáculo “D.P.A. – Um Mistério no Teatro”, que passará pelas cinco regiões do país ao longo de 2020. Vale lembrar que o trio original da série era formado pelos já jovens adultos Caio Manhente, Leticia Pedro e Cauê Campos, intérpretes de Tom, Mila e Capim, as crianças originais das sete primeiras temporadas, que se despediram no primeiro longa da franquia, “D.P.A. – O Filme”, em 2017, e seguem suas carreiras em novelas da Globo e filmes.
Série Zé do Caixão é liberada na internet, em homenagem do canal Space
O canal pago Space disponibilizou em sua página no YouTube a minissérie “Zé do Caixão” na íntegra, em homenagem ao cineasta José Mojica Marins, falecido na quarta (19/2) em São Paulo, aos 83 anos de idade. Exibida na TV em 2015, a produção acompanha momentos marcantes da vida do diretor, que criou um dos maiores ícones do cinema nacional, o Zé do Caixão. Protagonizada por Matheus Nachtergaele, a trama foi inspirada na biografia “Maldito”, escrita em 1998 pelos jornalistas Ivan Finotti e André Barcinski. “Esta foi a primeira série de ficção do canal Space Brasil. Foi escolhida a dedo tendo com o objetivo de homenagear um dos maiores cineastas brasileiros, mostrando seu processo de criação e produção”, conta Silvia Fu, Diretora Sênior de Conteúdo da Turner Brasil. “Nada mais justo nesse momento do que disponibilizar essa homenagem para todo público. Matheus Nachtergaele teve uma interpretação irreparável, emocionando o próprio Mojica em uma visita ao set”, completa. Com seis episódios de 45 minutos cada, a série foca na figura de Mojica e sua carreira no cinema, mostrando as filmagens e dificuldades das produções do cineasta, além de contar paralelamente como era sua vida pessoal e a relação com elenco, produtores e equipe dos longas. Cada capítulo do programa é dedicado a um de seus filmes, incluindo “À Meia-Noite Levarei sua Alma”, que traz a primeira aparição do personagem Zé do Caixão. Veja a minissérie completa abaixo.
Todxs Nós: Vídeos de bastidores apresentam a nova série brasileira da HBO
A HBO divulgou vários vídeos de bastidores de “Todxs Nós”, nova série brasileira, que tem como gancho a questão da identidade de gênero. Os vídeos trazem entrevistas com o elenco e os diretores, além de evidenciar os temas abordados com cenas da atração. Criada pelos cineastas Vera Egito (“Amores Urbanos”), Daniel Ribeiro (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Heitor Dhalia (“Tungstênio”), “Todxs Nós” é a primeira produção nacional a tratar claramente de não-binarismo, também conhecido como gênero neutro, mas não se resume a isso. Também o feminismo e a igualdade racial embalam os oito episódios de 30 minutos da atração, ao acompanhar o cotidiano dos personagens vividos por Clara Gallo (“Mãe Só Há Uma”), Kelner Macêdo (“Corpo Elétrico”) e Julianna Gerais (do vindouro “Selvagem”). Clara vive Rafa, jovem de 18 anos, pansexual e não-binário que decide deixar a família no interior de São Paulo e mudar-se para a casa de seu primo gay, Vini (Kelner Macêdo), na capital. Vini, que já divide o espaço com Maia (Julianna Gerais), fica surpreso ao descobrir que Rafa se identifica com o pronome neutro e não com o gênero feminino ou masculino. Enquanto isso, uma denúncia de assédio acontece no ambiente de trabalho de Maia. Realizada com recursos próprios da HBO Latin America – em outras palavras, sem apoio do governo – , a série tem estreia marcada para 22 de março.
Spectros: Netflix lança outra série brasileira quase sem divulgação
Depois de jogar no ar a série brasileira “Onisciente”, nova atração de Pedro Aguilera (o criador de “3%”), praticamente sem divulgação, a Netflix repetiu a dose nesta sexta (20/2), liberando mais uma atração nacional sem fazer alarde. A plataforma não divulgou trailer no YouTube, não acionou o mailing de imprensa para lembrar da estreia nem destacou o lançamento no recente evento grandioso que realizou em São Paulo há menos de um mês para promover, supostamente, seus novos lançamentos nacionais. Pelo menos, “Spectros” teve um trailer liberado no Twitter e Facebook (mas não no Instagram) há impressionantes quatro dias da estreia – “Onisciente” não teve nem isso, já que sua divulgação começou e terminou após seu lançamento. Grande parte de divulgação da série tem sido iniciativa da produtora Moonshot Pictures (“Sessão de Terapia”), que coproduz “Spectros” com o americano Douglas Petrie, criador da minissérie “Os Defensores”, da Marvel. A série se passa nos dias atuais no bairro da Liberdade, em São Paulo. A trama acompanha cinco adolescentes acidentalmente atraídos para uma realidade sobrenatural que não compreendem e que se conecta com eventos acontecidos no mesmo local em 1858, conforme espíritos japoneses buscam vingança por erros cometidos no passado. O elenco destaca Danilo Mesquita (“3%”), Enzo Barone (“Amigo de Aluguel”) e os estreantes Claudia Okuno, Pedro Carvalho e Mariana Sena. A série tem oito episódios e já está disponível para os assinantes da Netflix em todo o mundo. Veja abaixo o trailer e o pôster divulgados no Twitter. E vamos de nova série brasileira! Tô um pouco confusa e um tanto quanto apavorada com essa boneca, mas já amando tudo. Spectros estreia dia 20 de fevereiro. pic.twitter.com/twSPuzm1R6 — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) February 16, 2020
Globoplay renova Arcanjo Renegado para 2ª temporada
A Globoplay, plataforma de streaming da Globo, anunciou a renovação de “Arcanjo Renegado” para sua 2ª temporada. O anúncio foi feito apenas 12 dias após a estreia da série, disponibilizada em 6 de fevereiro. Sem citar números, Erick Brêtas, diretor de produtos e serviços digitais do Globoplay, informou à imprensa que “Arcanjo Renegado” foi a melhor estreia de série da plataforma. “A série revelou novos criadores e abordou temas sensíveis de maneira arrojada e sem maniqueísmos. Foi bem recebida pela crítica e aclamada pelos assinantes. A confirmação da 2ª temporada consagra esses bons resultados e reafirma nossa estratégia de buscar no mercado independente parceiros capazes de contar boas histórias”, afirmou Brêtas. Criada por José Junior (autor também de “A Divisão”) e dirigida pelo cineasta Heitor Dhalia (“Tungstênio”), “Arcanjo Renegado” gira em torno de policiais do Bope, batalhão carioca celebrizado no filme “Tropa de Elite”, e inclui em seu elenco ex-criminosos de verdade. Arcanjo é o nome de uma equipe do Bope tida como a mais bem treinada, eficaz e letal do batalhão. Porém, um atentado ao vice-governador (Gutti Fraga, de “Aspirantes”) do Rio de Janeiro muda a vida de seu líder, o primeiro-sargento Mikhael (vivido por Marcello Melo Jr., que por sinal participou de “Tropa de Elite”), que é transferido para uma unidade policial do interior. Dos 16 personagens policiais, 14 são integrantes reais do Bope. Já os papéis de traficantes foram desempenhados por egressos do sistema penal. A série não deve ser exibida na TV aberta, mas há planos para apresentá-la no canal pago Multishow a partir de 2021.












