Estreias: “Sandman”, “Verônica” e as principais séries pra ver em streaming
A aguardada estreia de “Sandman”, adaptação de quadrinhos que fãs esperam ver desde os anos 1980, e duas produções nacionais, “Boa Noite, Verônica 2” e “Rensga Hits!”, são as séries que tendem a mobilizar maiores atenções neste fim de semana. Mas os destaques da programação do streaming ainda incluem animações para adultos e documentários sobre festivais de rock, entre outras opções. Confira abaixo as sugestões para maratonar. | SANDMAN | NETFLIX A adaptação dos famosos quadrinhos criados por Neil Gaiman nos anos 1980 foi um sonho alimentado pelos fãs durante anos. E agora o Sonho ganha carne, osso e interpretação de Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”). Com episódios baseados nos dois primeiros volumes da coleção em sua 1ª temporada, “Sandman” impressiona por sua capacidade de ser visualmente fiel aos quadrinhos, apesar dos contrastes na apresentação dos personagens, muitos deles escalados com intérpretes de raças e sexos diferentes das páginas originais – incluindo o Lúcifer vivido por Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), a Morte interpreta por Kirby Howell-Baptiste (“The Good Place”) e Lucienne (antigamente conhecida como o assistente Lucien) em interpretação de Vivienne Acheampong (“The One”). A história também foi transposta para os dias atuais – em vez dos anos 1980 – , embora comece nos primeiros anos do século 20, quando o eterno conhecido como Sonho é preso pelo ritual de um mago. Ao se libertar após várias décadas, ele dá início a uma jornada para retomar o domínio do reino dos sonhos. Para isso, precisa recuperar três ferramentas que lhe foram roubadas – uma algibeira cheia de areia, um rubi e um elmo – , numa busca que o leva até o inferno. A narrativa é tão rica e ampla que os primeiros episódios parecem filmes diferentes entre si. Com uma mitologia complexa, que inclui a concepção dos irmãos do Sonho – eternos que representam Morte, Destino, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero (em inglês, todos os nomes começam com a letra D) – a trama de “Sandman” capturou a imaginação de uma geração e ajudou a lançar o conceito de quadrinhos adultos numa época em que quadrinhos eram sinônimo de super-heróis. A ironia é que a situação não é muito diferente agora, com o lançamento da série num mercado cada vez mais dominado por adaptações de super-heróis. | BOM DIA, VERÔNICA 2 | NETFLIX A 2ª temporada da atração da Netflix troca o tema da violência doméstica, que marcou os episódios iniciais, pela violência sexual, aprofundando o abuso psicológico de homens dominadores. O ponto de partida é uma narrativa que lembra os crimes denunciados contra João de Deus, que já foi um dos médiuns mais famosos do Brasil, antes de ser condenado à prisão. O vilão interpretado por Reynaldo Gianecchini abusa sexualmente de mulheres ao prometer a elas a cura para diferentes mazelas. Dentro de casa, ele também assedia sexualmente a própria filha, vivida por Klara Castanho. Quando a atriz revelou em junho ter sido vítima de um estupro, depois de sofrer exposição de uma gravidez, houve muita preocupação com sua participação na trama. Mas as cenas de assédio à sua personagem não incluem agressões. Os novos episódios também revelam que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da série, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na trama, a Verônica vivida por Tainá Müller tentará tornar públicos os crimes do vilão e da organização criminosa que ele comanda. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. | RENSGA HITS | GLOBOPLAY Depois do recorde de audiência em sua “première” na Globo, os primeiros quatro episódios chegam ao streaming. Com clima de novela das sete, a atração escrita por Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”) aborda o universo das mulheres da música sertaneja. A trama acompanha Raíssa (Alice Wegmann, de “Onde Nascem os Fortes”), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande com o intuito de se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações em um restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada e gravada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato, de “Impuros”), o que inicia uma rivalidade entre as duas. A produção também destaca em seu elenco Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Maurício Destri (visto num clipe recente de Manu Gavassi), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). Além disso, há participações da apresentadora Rafa Kalimann e da cantora Naiara Azevedo. | CANDY | STAR+ A minissérie de “true crime” estrelada por Jessica Biel (“The Sinner”) conta a história verídica da dona de casa crente Candy Montgomery, que chocou os EUA em 1980 ao assassinar à machadadas sua vizinha e amiga de igreja Betty Gore. Criada por Robin Veith e Nick Antosca, que trabalharam juntos na premiada minissérie de “true crime” “The Act”, a trama acompanha o julgamento da personagem do título e flashbacks de seu relacionamento com Gore, interpretada por Melanie Lynskey (“Yellowjackets”), enquanto revela o que motivou crime tão bárbaro. | NINGUÉM MANDOU SE METER COM A GENTE | NETFLIX A série teen britânica gira em torno de um trio de cheerleaders em uma escola particular chique, que resolve reviver o clube anti-bullying de seus ex-colegas de classe para combater as injustiças e expor os valentões de sua escola. A produção é derivada de “Get Even”, também disponível na Netflix, apresentando uma história independente com novos personagens, mas com a mesma premissa da atração original de 2020. Ambas foram criadas por Holly Phillips (“Nearly Famous”) e são inspiradas nos livros da franquia “Don’t Get Mad”, de Gretchen McNeil. | PUSHING DAISIES | HBO MAX Pela primeira vez em streaming, a série vencedora de sete Emmys traz sua história completa (22 episódios de duas temporadas) para encantar quem nunca a viu e matar as saudades de quem amou sua narrativa peculiar. Apresentada como um “conto de fadas forense”, com um visual colorido, único e deslumbrante entre 2007 e 2009, “Pushing Daisies” girava em torno do dom especial de Ned (Lee Pace, de “Guardiões da Galáxia”), um confeiteiro que descobre ser capaz de trazer mortos de volta à vida com um simples toque. Porém, ele logo descobre que há consequências para o uso desse dom excepcional. Se ele tocar a pessoa que reviveu pela segunda vez, essa pessoa morre instantaneamente e não pode mais ser ressuscitada. Além disso, se ele deixar um morto reviver por mais de 60 segundos, outra pessoa nas proximidades acaba morrendo em seguida em seu lugar. Com a ajuda de um detetive particular (Chi McBride, de “Havaí Cinco-0”), ele passa a capitalizar esse dom revivendo mortos por alguns segundos para desvendar assassinatos. Até que descobre que Charlotte “Chuck” Charles (Anna Friel, de “Marcella”), a paixão da sua infância, morreu de repente. Ao sucumbir ao impulso de ressuscitá-la, Ned dá início a mais platônica das relações televisivas, pois tocá-la novamente seria fatal. Para piorar, ela se torna sua companheira inseparável, querendo ajudar a desvendar crimes, enquanto se esconde de suas tias, que poderiam morrer de susto ao descobrir que ela foi ressuscitada. Além desses personagens, ainda há outros coadjuvantes esquisitos e maravilhosos, como a garçonete Olive Snook, vivida por Kristin Chenoweth, vencedora do Emmy pelo papel. A repercussão crítica da atração consagrou o showrunner Bryan Fuller, que se tornou um dos roteiristas-produtores mais requisitados da TV americana, vindo a criar posteriormente “Hannibal”, “Star Trek: Discovery” e “Deuses Americanos” (American Gods). Mas muito do tom de “Pushing Daisies” se deve à direção de Barry Sonnenfeld, que comandou os episódios inaugurais com a excentricidade lúdica de seus dois filmes de “A Família Addams”. | HARVEY BIRDMAN: ATTORNEY AT LAW | HBO MAX Bem antes da Mulher-Hulk, outro super-herói marcou época como advogado na televisão. Lançado no ano 2000, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman: Attorney at Law) se tornou um dos desenhos mais cultuados do Adult Swim por resgatar, em tom de paródia, o protagonista da série animada “Homem-Pássaro”, criada em 1967 por Alex Toth (criador também de “Space Ghost” e “Os Herculóides”). Na atração, o super-herói retorna como um advogado sério em histórias nonsense, defendendo clientes sem tirar a máscara e as asas nas sessões formais de julgamentos. Mas o que mais chama atenção é ver personagens do estúdio Hannah-Barbera, como Peter Potamos, Capitão Caverna, Salsicha e Scooby-Doo, Manda-Chuva, Fred Flintstone, Catatau e o Dr. Benton Quest (o pai de Jonny Quest) como clientes, enquanto Harvey enfrenta os vilões de seus desenhos clássicos como advogados rivais nos tribunais. As quatro temporadas (todas disponíveis) de “Harvey, o Advogado” também destacaram a coadjuvante Birdgirl, personagem obscura (vista num único episódio) do desenho de 1967, que recentemente ganhou série própria, com duas temporadas já lançadas na HBO Max. | BOB’S BURGUER 12 & THE GREAT NORTH 2 | STAR+ Duas vezes vencedora do Emmy de Melhor Série Animada, “Bob’s Burgers” é exibida desde 2011 e acompanha Bob Belcher, sua esposa e três filhos na missão de manter um restaurante e os membros da família unidos. Entre as histórias da 12ª temporada, os fãs da série vão se deparar com uma epidemia em particular, um novo emprego temporário para Bob, que vai dar a eles muita diversão e problemas às crianças, uma visita estranha ao aeroporto e uma mentira que persegue Bob e Linda após muitos anos. Da mesma equipe de “Bob’s Burgers”, também chega a 2ª temporada de “The Great North”. A série acompanha as aventuras dos Tobin, uma família formada por um pai solteiro e quatro filhos que levam uma vida “comum” no distante e gélido Alasca. A atração é uma criação das irmãs Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que se destacaram escrevendo episódios de “Bob’s Burgers”. Elas também atuam como showrunners da atração, que ainda conta, entre seus produtores, com Loren Bouchard, o criador de “Bob’s Burgers”. | ROCK IN RIO: A HISTÓRIA | GLOBOPLAY A série documental conta a história do festival, que já foi muito importante para a cultura jovem, trazendo artistas que nunca tinham vindo antes ao Brasil numa celebração histórica. Com capítulos divididos por edição do evento, o primeiro é disparado o melhor pela importância representada de seu lançamento em 1985, em meio ao processo de abertura política do Brasil e ao surgimento da melhor geração do rock brasileiro. Da noite de metal com Iron Maiden e Ozzy Osbourne ao new wave de B-52’s e Go-Go’s, passando pelo megashow do Queen, foi um retrato marcante de sua época, até hoje lembrado pelas imagens de Freddie Mercury comandando um coro de centenas de milhares em “Love of My Live” e de Cazuza cantando “pro dia nascer feliz” – que virou um hino das Diretas Já. Seu renascimento em 1991 trouxe Guns ‘N Roses e Faith No More, mas também iniciou seu afastamento do rock, abrindo espaço para o pop excepcional de Prince e George Michael, além de ampliar a inclusão de ritmos brasileiros. A partir dos anos 2000, o Rock in Rio se agigantou ainda mais, virou franquia e foi para Lisboa, virando basicamente um parque temático, em vez de evento musical. Longe da inovação da estreia, passou a montar escalações repetitivas, tornando-se um festival de nostalgia. Uma experiência altamente previsível de velhos artistas conhecidos – Iron Maiden vem pela quinta vez em 2022! – , que só deu o que falar nos últimos tempos por demorar a abrir seu palco para o funk brasileiro. | DESASTRE TOTAL: WOODSTOCK 99 | NETFLIX O Festival de Woodstock entrou para História como ponto alto da era hippie, mas seus organizadores perderam uma fortuna...
2ª temporada de “Manhãs de Setembro” ganha data de estreia e novidades no elenco
A Amazon divulgou anunciou a data de estreia da 2ª temporada de “Manhãs de Setembro”, série brasileira estrelada pela cantora Liniker. A atração retorna com novos episódios em 23 de setembro na plataforma Prime Video. A data foi revelada junto de um pôster (em dois formatos), que reúne o elenco e registra pela primeira vez as participações de Seu Jorge (“Marighella”) e Samantha Schmütz (“Tô Ryca!”). Principais novidades da temporada, ele viverão os pais de Cassandra, a personagem de Liniker. Na história, Cassandra (Liniker) é uma mulher trans que tem sua independência colocada em cheque quando descobre ter tido um filho, Gersinho (Gustavo Coelho), com uma ex-namorada (Karine Teles). Relutando para não aceitar a condição de pai, ela refuta o filho, mas logo vê sua vida virar de ponta-cabeça. A 2ª temporada vai acompanhar os desdobramentos da vida de Cassandra após se assumir pai, enquanto sua vida muda drasticamente, aprofundando a sensação de descontrole. Produção da O2 Filmes, a série tem roteiro de Josefina Trotta (“Amigo de Aluguel”), Alice Marcone (“Born to Fashion”) e Marcelo Montenegro (“Lili, a Ex”), direção de Luis Pinheiro (“Samantha”) e Dainara Toffoli (“Amigo de Aluguel”), e ainda inclui em seu elenco Thomas Aquino (“Bacurau”), Clodd Dias (“Entrega Para Jezebel”), Gero Camilo (“Carandiru”), o cantor Paulo Miklos (“Califórnia”), a menina Isabela Ordoñez (“Treze Dias Longe do Sol”), e a cantora e ex-BBB Linn da Quebrada (“Segunda Chamada”) em participação especial.
Rafa Kalimann tem estreia elogiada como atriz em “Rensga Hits!”
A ex-BBB e apresentadora Rafa Kalimann fez a sua estreia como atriz em “Rensga Hits!”, que teve seus primeiros episódios exibidos na noite de quarta (3/8) na Globo. Na atração, ela interpreta uma influenciadora digital que ajuda a protagonista, uma cantora aspirante vivida por Alice Wegmann (“Onde Nascem os Fortes”). O detalhe é que Rafa deveria ter uma participação breve num único capítulo. Mas como o público reparou, ele apareceu bem mais. “Acho que gostaram, porque pediram para eu retornar no episódio seguinte, o que não estava planejado”, ela contou à coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo. Ela disse que está pronta para as críticas, após ter sofrido com muitos comentários negativos quando apresentou um programa solo no Globoplay. “Hoje não me abalo tanto”, comentou, explicando ter entendido como funcionam os “hypes do ódio”. Mas o desempenho, desta vez, foi elogiado. Teve até colunista de portal dizendo que ela “brilhou”. Rafa confessou no Twitter que deu vontade de chorar. Por conta disso, ela já manifesta desejo de fazer uma novela, mas sabe que não basta querer. “Depende dos autores, diretores e produtores de elenco. Espero muito viver esse sonho”. “Rensga Hits!” foi originalmente desenvolvida para o Globoplay e, após a exibição em TV aberta, teve os quatro primeiros capítulos liberados na plataforma. Serão oito no total, com um novo episódio lançado por semana.
“Rensga Hits!” bate recorde de audiência na Globo
A exibição dos dois primeiros episódios da série brasileira “Rensga Hits!” na faixa “Cinema Especial”, na noite de quarta (3/8) rendeu recorde de audiência para a Globo. Foram 22 pontos no Rio e 21 em São Paulo, que representam os maiores índices da faixa em mais de um ano – desde maio do ano passado. A trama, protagonizada por Alice Wegmann, fala do universo das mulheres do sertanejo. A produção foi originalmente desenvolvida para o Globoplay e, após a exibição em TV aberta, teve os quatro primeiros capítulos liberados na plataforma. Serão oito no total, com um novo episódio lançado por semana. Escrita por Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”), a trama acompanha Raíssa (Alice Wegmann, de “Onde Nascem os Fortes”), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande com o intuito de se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações em um restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada e gravada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato, de “Impuros”), o que inicia uma rivalidade entre as duas. A produção também destaca em seu elenco Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Maurício Destri (visto num clipe recente de Manu Gavassi), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). Além disso, há participações da apresentadora Rafa Kalimann e da cantora Naiara Azevedo.
Conheça “Rensga Hits!”, série sobre universo do “feminejo”, que a Globo lança nesta quarta
A série “Rensga Hits!”, que terá seus dois primeiros episódios exibidos na faixa “Cinema Especial” da Globo, nesta quarta-feira (3/8), chega com a ambição de transformar o protagonismo feminino da música sertaneja numa trama para a televisão. Produzida para a plataforma de streaming Globoplay, a atração pretende trazer muitos hits e canções inéditas, além de histórias saídas das letras dos grandes sucessos do “feminejo”. “A ideia era criar uma história que espelhasse os hits cantados por mulheres: que se divertem, que se embebedam, que choram a perda do amor… Também queríamos mostrar outras caras do Brasil, mostrar Goiânia como essa potência de música”, explicou a produtora Carolina Alckmin (“De Volta aos 15”) sobre a inspiração do projeto, em entrevista ao jornal O Globo. Escrita por Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”), a trama acompanha Raíssa (Alice Wegmann, de “Onde Nascem os Fortes”), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande com o intuito de se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações em um restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada e gravada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato, de “Impuros”), o que inicia uma rivalidade entre as duas. Para o papel, Wegmann se baseou em Marília Mendonça (que originalmente participaria da atração, mas acabou morrendo antes), chegando a estudar o jeito dela falar e cantar. “Minha personagem em ‘Rensga Hits!’, a Raíssa, foi desde sempre uma homenagem a ela em vida. Nossa maior referência e inspiração”, a atriz escreveu no Instagram. No terceiro episódio da série, a “rainha da sofrência” chega a ser citada como referência. Mas o ponto de partida da história da Raíssa tem outro pretexto narrativo: a descoberta de que seu noivo tem uma amante e um filho. É a velha história da infidelidade, tão decantada em sucessos populares – como “Infiel”, da citada Marília Mendonça – , com direito a outros detalhes típicos. A personagem abandona o noivo no altar, no interior, e pega seu carro velho para ir até Goiânia em busca de seu sonho. “Nada como um chifre para dar uma reviravolta na vida, não é mesmo? É o melhor impulso que alguém pode ter”, brincou Alice Wegmann ao falar sobre a personagem. Apesar de assumir o tom de comédia, a trama aborda temas sérios como machismo e a diferença salarial entre homens e mulheres, questões feministas que ganham ainda maior projeção no universo sertanejo. Além disso, a série também vai apresentar algo raro nesse mundinho: uma dupla de cantores negros. Na trama, Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”) interpreta a cantora Thamyres, que faz dupla com seu irmão Theo (Sidney Santiago, de “Segunda Chamada”). “Eles são uma dupla sertaneja preta, eu nunca tinha visto antes”, disse ela. “Sou carioca, do samba, um dia me perguntaram: ‘Quem do sertanejo você ama, quem é a sua referência?’. Não tinha, não vi ninguém parecido comigo.”, disse a atriz em entrevista à Folha de S. Paulo. Em sua pesquisa para o papel, Dias conversou com as irmãs Barbosa e pesquisou o trabalho de cantores como como Cascatinha e Inhana, Rick e João Paulo. Os poucos exemplos que ela conseguiu encontram refletem um problema sistêmico. “A série trazer uma dupla sertaneja preta é uma forma de subverter isso, de fazer com que isso mude de alguma forma”, acredita a atriz. Além disso, ela elogia desenvolvimento da sua personagem. “Thamyres me lembra muito a força e a sensibilidade das mulheres que apesar das adversidades conseguiram dar a volta por cima de alguma forma.” Outra que destacou a força de sua personagem foi a atriz Fabiana Karla (“De Perto Ela Não é Normal”), que interpreta Helena, a dona de uma gravadora na série. “É uma mulher extremamente forte, a meta de vida dela é ter sucesso. Ela vai passando por cima de todo mundo e, aos olhos dos outros, ela é uma máquina. Tem uma vida de muito sucesso e luxuosa. Eu estava numa fase muito ‘para dentro’, e a Helena me trouxe uma fortaleza, uma coragem”, disse ela ao Globo. A produção também destaca em seu elenco Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Maurício Destri (visto num clipe recente de Manu Gavassi), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). E para entrar no espírito dos personagens, todos passaram três meses em Goiânia. A preparação foi intensa, com aulas de canto e sotaque, e encontros com pessoas importantes desse universo. Alice Wegmann, por exemplo, nunca tinha cantado profissionalmente. “Cantar é meu lugar de vulnerabilidade, me sinto pelada. No meu aniversário de 2020, o Francisco Gil [músico e neto de Gilberto Gil] me deu um violão e me incentivou a tocar e cantar, mas fazia isso em casa”, ela explicou. As músicas que ela vai apresentar são composições da dupla Bibi e Dudu, que já trabalhou com nomes como Michel Teló e Gusttavo Lima. Wegmann imagina que a junção de todos esses fatores serão capazes de produzir um grande sucesso – senão na música, na televisão. “‘Rensga Hits!’ se comunica com o Brasil inteiro, com a família toda, com qualquer um que goste de música. É uma série que passa por todas as emoções de um jeito muito divertido, e o Brasil precisa rir um pouco”, aponta. Após a exibição dos dois primeiros episódios, com direção de Leandro Neri (“Socorro, Virei uma Garota!”) e Carolina Durão (“A Vila”), a série passará a ser disponibilizada semanalmente na Globoplay. Já na quinta, os fãs poderão acompanhar os quatro primeiros capítulos na plataforma de streaming.
Após “Além da Ilusão”, Rafael Vitti estará em “As Five”
Com o fim de “Além da Ilusão”, que exibe seu último capítulo em 19 de agosto, o ator Rafael Vitti já está envolvido em outra produção da Globo. Ele voltará a interpretar o digital influencer Ariel na 2ª temporada de “As Five”, série derivada de “Malhação”, que teve uma temporada inaugural muito comentada na plataforma Globoplay. Uma das cenas mais comentadas foi o beijo triplo que envolveu o personagem de Vitti. Ele formou um trisal com a namorada Dani, interpretada por Sophia Abrahão, e a protagonista Tina (Ana Hikari). Os novos episódios começaram a ser gravados em junho, um mês antes do final dos trabalhos da “novela das 6”, e também trazem de volta Malu Galli no papel de Marta Gutierrez, a mãe de Lica. Segundo comunicado oficial do Globoplay, a 2ª temporada vai abordar temas como desigualdade social, racismo, orientação sexual e religião, por meio de novos desafios enfrentados pelas cinco amigas do título: Benê (Daphne Bozaski), Ellen (Heslaine Vieira), Keyla (Gabriela Medvedovski), Lica (Manoela Aliperti) e Tina (Ana Hikari). A série juvenil desenvolvida por Cao Hamburger é derivada de “Malhação: Viva a Diferença”, atração premiada com o Emmy Kids Internacional. Só que os temas são bem mais adultos, ao mostrar o que acontece com as “Five”, as cinco protagonistas da história original, após cada uma seguir um rumo diferente no final da história original – exibida entre entre 2017 e 2018, e recentemente reprisada na rede Globo. Os episódios são escritos por Luna Grimberg, Maiara de Paula e Maíra Motta, com Vitor Brandt, Íris Junges, Thays Berbe e Thais Fujinaga, tem direção artística de Fabrício Mamberti e direção geral de Dainara Toffoli.
Camila Queiroz registra reencontro do elenco de “De Volta aos 15”
A atriz Camila Queiroz compartilhou uma foto de bastidores do reencontro com o elenco de “De Volta aos 15” para o começo da produção da 2ª temporada. No perfil do Twitter, a artista posou ao lado de Maisa (20), com quem divide o papel de Anita, além de Pedro Vinicius e Alice Marcone. Já pelos Stories, ela compartilhou imagens do almoço com toda a equipe, registradas por Lucca Picon e Gabriel Stalffer, em que é possível conferir a presença de João Guilherme e Amanda Azevedo, entre outros. Espécie de “De Repente 30” às avessas, a série gira em torno de Anita, que num momento de crise com a vida adulta deseja poder mudar várias decisões do passado para ter uma vida melhor. Assim, de uma hora para outra, ela se vê de volta à época em que tinha 15 anos de idade. A protagonista é vivida por Camila Queiroz na fase adulta e por Maisa na adolescência. Além de viagem no tempo, a trama explora um “Efeito Borboleta”, pois sempre que tenta consertar a vida de todos ao seu redor, Anita impacta o destino dos amigos no futuro, e nem sempre para melhor. Entre os principais personagens estão Carol (Klara Castanho), prima de Anita que está envolvida com o maior boy lixo da cidade,Luiza (Amanda Azevedo), sua irmã que vive presa no papel de princesinha da cidade, César (Pedro Vinicius), seu novo amigo que precisa de coragem para ser quem é, Henrique (Caio Cabral), o melhor amigo nerd que é secretamente apaixonado pela protagonista, além de Fabricio (João Guilherme). A série foi desenvolvida por Janaina Tokitaka (“Spectros”) com produção da Glaz Entretenimento, e vai voltar para mais seis episódios em 2023.
Tainá Müller celebra “Bom Dia, Verônica”: “Me tira do chão”
A atriz Tainá Müller usou o Instagram para comemorar a estreia da 2ª temporada de “Bom Dia, Verônica”, que acontece na quarta (3/8) na Netflix. Ela publicou uma foto tirada durante as gravações, ao lado de um poema escrito no chão, e fez um textão de agradecimento. “Amanhã estreia a segunda temporada de ‘Bom Dia, Verônica’ e eu lembrei dessa foto de quando, por sincronicidade absoluta do roteirista do universo, tinha esse poema no chão de uma das locações da série”, começou em seu texto. “A Ester Dias registrou a imagem que resume muito esse trabalho pra mim. Uma personagem que me desafia e que me tira o chão. Me chama pra lugares inéditos. Me exaure e me nutre na mesma medida”, proclamou, iniciando um relato de sua relação com a Verônica do título da atração. “Aceito. Me ofereço. Me entrego. E organizo a minha vida ao redor dela. Muita gratidão a quem me acompanha nessa jornada e possibilita esse trabalho. A toda equipe e elenco maravilhoso”, continuou. Tainá finalizou o texto celebrando Verônica e convidando o público a assistir a série. “E quem é ela? Talvez só uma mina braba que está, na verdade, como todas nós, em busca da própria identidade em um mundo não construído para nós. Na virtude da entrega… Eu, espiral sem fim. Espero que gostem do que a gente aprontou”, concluiu. Nos comentários da postagem, os seguidores encheram a atriz de elogios. “Quando personagem e atriz se encontram de forma plena e poética. Só para os fortes! Obrigada sempre”, disse um. “Fazendo chorar em plena manhã, Tainá? Tu é incrível! Somos gratos por tua existência e por se entregar tão lindamente a tudo que se propõe. Como tudo disse uma vez, Verônica é coragem!!!!”, comentou outro. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. Os novos episódios chegam ao streaming nesta madrugada, a partir das 4 horas. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tainá Müller (@tainamuller)
“Bom Dia, Verônica” vai exibir cenas de assédio de Klara Castanho
Quando Klara Castanho revelou em junho ter sido vítima de um estupro, depois de sofrer exposição de uma gravidez, houve muita preocupação com a participação da atriz na 2ª temporada de “Bom Dia, Verônica”, em que ela sofre assédio sexual. Mas, ao final, suas cenas serão exibidas sem cortes. Os novos episódios já estavam gravados quando o caso veio à tona e, após análise, não foram submetidos a uma nova edição. Assim, os capítulos que chegam ao streaming nesta quarta (3/8) são exatamente os mesmos planejados originalmente para contar a história da personagem de Castanho. A 2ª temporada da atração da Netflix troca o tema da violência doméstica, que marcou os episódios iniciais, pela violência sexual, aprofundando o abuso psicológico de homens dominadores. O ponto de partida é uma narrativa que lembra os crimes denunciados contra João de Deus, que já foi um dos médiuns mais famosos do Brasil, antes de ser condenado à prisão. Em “Bom Dia, Verônica”, Klara Castanho dá vida à filha de um líder religioso (sem religião específica) interpretado por Reynaldo Gianecchini, que abusa sexualmente de mulheres ao prometer a elas a cura para diferentes mazelas. Dentro de casa, ele também assedia sexualmente a própria filha. As cenas de assédio à personagem de Castanho não incluem agressões. Entre as diversas situações polêmicas, o pai fica nu diante da filha, pede a ela que sente em seu colo ou passa a mão sobre suas coxas. Depois disso, quando a garota substitui a mãe nos ditos rituais de cura, acaba presenciando as agressões sexuais do pai contra suas fiéis. Os novos episódios vão revelar também que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da série, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na trama, a Verônica vivida por Tainá Müller tentará tornar públicos os crimes do vilão e da organização criminosa que ele comanda. A gravação da 2ª temporada marcou um reencontro entre Klara e Tainá, que não trabalhavam juntas desde 2008, quando dividiram cenas na novela “Revelação”, exibida pelo SBT. Na ocasião, Klara tinha apenas oito anos e estava no início da carreira. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. Os novos episódios chegam ao streaming nesta madrugada, a partir das 4 horas.
“Turma da Mônica” levanta Ibope da Globo
A exibição meio improvisada do primeiro episódio de “Turma da Mônica: A Série”, na nova sessão batizada de “Espiadinha Globoplay”, ajudou a alavancar a audiência da Globo na tarde de sexta-feira (29/7). Embora decidida sem muita antecedência (não estava prevista na divulgação inicial da grade de programação), a “edição especial” às 15h30, logo após a reprise de “O Cravo e a Rosa” (2000), rendeu 15 pontos de audiência e 32% de share (participação no total de televisores ligados) em São Paulo, o que representa uma ampliação de 5 pontos nas duas instâncias analisadas. Entre os telespectadores cariocas, o aumento de Ibope foi de 4 pontos, com 8 pontos a mais de participação que nos outros dias: 16 pontos de audiência e 37% de share. Foi o melhor desempenho do horário em agosto. Única novidade na programação, o episódio solitário da série pode ter ajudado a audiência de todo a tarde na emissora. A faixa vespertina (das 12h às 18h) registrou recorde de audiência de sextas-feira entre os paulistanos – média de 15 pontos, 32% de participação. O Jornal Hoje conquistou recorde de audiência em São Paulo, com 15 pontos e 32% de participação, o que representa uma audiência 36% acima da média parcial do ano. A reprise de “O Cravo e a Rosa” também foi recorde em São Paulo, com 18 pontos, e igualou o recorde de participação com 39%. Para completar, a “Sessão da Tarde” teve sua maior audiência de sextas-feiras em São Paulo, com 14 pontos e 31% de participação. A inclusão do primeiro episódio da “Turma da Mônica: A Série” na TV aberta teve função dupla. A mais evidente foi atrair assinantes para a Globoplay, onde os fãs podem encontrar dos demais capítulos da série. Mas também serviu de teste para a receptividade do público para a exibição completa da atração em sua programação. A série da Turma da Mônica estreou em streaming em 21 de julho e traz o mesmo elenco dos dois últimos filmes recentes de cinema, dirigidos por Daniel Rezende, que também assina a produção dos episódios. A atração tem sido elogiada por público e crítica, e já há campanha para sua renovação nas redes sociais, apesar de o produtor-executivo do núcleo audiovisual da MSP (Mauricio de Sousa Produções), Marcos Saraiva, ter afirmado que ela marcava a despedida dos atuais intérpretes dos personagens. Indignados com esta informação, fãs deram início a um abaixo-assinado pedindo por mais aventuras com esse elenco: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), além de Emilly Nayara, intérprete de Milena, que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições” e está sendo considerada a quinta integrante da Turma.
Natália Deodato estreia como atriz em série do Canal Brasil
A ex-BBB Natália Deodato estreou como atriz. Ela gravou uma pequena participação na série “Aqui ao Lado – Vizinhos”, que será lançada em 2023 no Canal Brasil. “Foi a minha primeira aparição em um set dos canais Globo. Fiz uma participação especial, curta, mas que, para mim, foi muito significativa. Fiquei muito feliz, emocionadíssima”, declarou ela em entrevista para o Gshow. A série é uma comédia baseada em histórias reais de relações entre uma vizinhança, e conta em seu elenco com nomes como Natália Lage e Otávio Müller. “Meu sonho era poder entrar em ‘Malhação’. Quando era pequenininha, falava: ‘Quando crescer, vou fazer Malhação’. Sempre tive o sonho de ser atriz”, afirmou a mineira, que compartilhou esse desejo logo que saiu do “BBB 22”. Como parte de sua preparação para a carreira de atriz, Natália começou a fazer sessões de fonoaudiologia para se livrar da língua presa, além de aulas de interpretação. Mas, apesar disso, criticou a escalação da colega de confinamento Jade Picon em “Travessia”, próxima novela da Globo. “A Jade é uma pessoa maravilhosa, gosto muito dela. Ela trabalhou muito para chegar onde está, ela merece. Mas é aquilo que eu falei, é o padrão”, explicou. “Menina meiga, branquinha, cabelo liso, olhos claros, fofa. Coloca uma mulher forte, empoderada, é isso que eu quero ver”, completou. Natália também afirmou que preferia ver Douglas Silva, que é ator e negro, escalado em papel de destaque numa novela das nove da emissora.
Klara Castanho revela volta ao trabalho com foto do roteiro de “De Volta aos 15”
A atriz Klara Castanho mostrou ter retomado a rotina de trabalho após a exposição de sua gravidez, fruto de estupro, e da doação do bebê para adoção. A atriz de 21 anos postou em seu Instagram uma imagem do roteiro da 2ª temporada de “De Volta aos 15”, da Netflix, onde ela interpreta a personagem Carol, prima da protagonista Anita (Maisa Silva/Camila Queiroz). “Estudando”, escreveu ao lado da foto. O post rendeu comentários de Camila Queiroz, Carol Castro, Bruna Griphao e outros artistas, que demonstraram felicidade pela artista. Além do drama adolescente, Klara também poderá ser vista em breve na 2ª temporada de “Bom Dia, Verônica”. Mas ela gravou estre trabalho antes de ter que enfrentar a polêmica trazida às redes sociais por uma YouTuber bolsonarista e fofoqueiros profissionais. Quando gravou a série, no início de setembro do ano passado, a atriz ainda não tinha sido vítima do crime que tornou público em 25 de junho. Na verdade, todo o turbilhão começou em 24 de maio, quando Matheus Baldi escreveu em suas redes sociais que Klara tinha dado à luz uma criança. A pedido da própria atriz, esse post foi apagado. Mas aí Leo Dias revelou saber de uma informação “inacreditável” sobre uma atriz, ao participar do programa “The Noite” de 16 de junho. Ele afirmou que a “conta” dela iria chegar, pois o caso “envolve vidas” e “carma”, e teria sido maldade. Pegando carona no tema, Antonia Fontenelle resolver dar mais detalhes no dia 25 de junho, revelando que “uma atriz global de 21 anos teria engravidado e doado a criança para adoção”. Em seguida, Fontenelle passou a fazer acusações e ataques. “Ela não quis olhar para o rosto da criança”, afirmou a apresentadora, que classificou a história como “monstruosa” e crime. “Parir uma criança e não querer ver e mandar desovar para o acaso é crime, sim, só acha bonitinho essa história de adoção quem nunca foi em um abrigo, ademais quando se trata de uma criança negra. O nome disso é abandono de incapaz”, declarou. O público não teve dificuldades em relacionar a história à Klara, após o post de Baldi, e passaram a bombardear as redes sociais da jovem com comentários grosseiros, maldosos e agressivos. Por isso, ela resolveu vir a público revelar que foi estuprada, que descobriu a gestação na reta final e que cumpriu todos os trâmites legais para entregar a criança à adoção. “Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. Sempre mantive a minha vida afetiva privada, assim, expô-la dessa maneira é algo que me apavora e remexe dores profundas e recentes. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que sofri. Fui estuprada”, ela contou. “Eu ainda estava tentando juntar os cacos quando tive que lidar com a informação de ter um bebê. Um bebê fruto de uma violência que me destruiu como mulher. Entre o momento que eu soube da gravidez e o parto se passaram poucos dias. Era demais para processar, para aceitar e tomei a atitude que considero mais humana”, continuou, num longo desabafo em que contou detalhes do que sofreu. A carta aberta gerou virou um dos assuntos mais comentados das redes sociais, a ponto do nome da atriz ocupar um posto nos 10 assuntos mais comentados nas redes sociais por dias seguidos. E também gerou solidariedade irrestrita de colegas e fãs. Antes de contar que voltou a “estudar”, Klara só tinha voltado às redes para agradecer ao apoio. “Os últimos dias não foram fáceis, mas eu queria vir aqui para agradecer por cada palavra de amor, de afeto e de acolhimento que eu recebi e venho recebendo. Todo esse carinho tem sido muito importante para mim e eu precisava dividir a minha gratidão com vocês. Obrigada do fundo do meu coração”, declarou. Após o escândalo, Leo Dias fez uma postagem com mais detalhes, inclusive com informações proibidas de serem compartilhadas por lei. Sua editora no portal Metrópolis derrubou a coluna e ele veio à público pedir desculpas. Nada mais lhe aconteceu. Matheus Baldi foi dispensado do programa “Fofocalizando”. E Antonia Fontenelle, que reforçou ataques contra Klara, está sendo processada pela atriz por danos morais. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Klåra Cåstanho (@klarafgcastanho)
Fãs fazem petição pra manter elenco da “Turma da Mônica” em novos projetos
Após o estúdio de Mauricio de Sousa anunciar que os próximos filmes da “Turma da Mônica” teriam novos atores, os fãs das adaptações dos quadrinhos resolveram protestar nas redes sociais. O movimento acabou rendendo até uma petição online, que chegou a cerca de 50 mil assinantes. “O B.O. é o seguinte, vai ter recast dos personagens de ‘Turma da Mônica’ pra fazer novos filmes, mas os atores de ‘Laços’, ‘Lições’ e ‘A Série’ já estão bem construídos pra dar continuidade ao universo”, diz o texto da petição, criada na comunidade Avaaz. Os filmes e a série recém-lançada da “Turma da Mônica” foram estrelados por Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), além de Emilly Nayara, intérprete de Milena, que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições” e está sendo considerada a quinta integrante da Turma. A decisão de trocar o elenco foi anunciada na semana passada pelo produtor-executivo do núcleo audiovisual da MSP (Mauricio de Sousa Produções), Marcos Saraiva. Falando sobre os próximos lançamentos do estúdio, ele afirmou que “Turma da Mônica: A Série” marcaria a despedida do atual elenco de intérpretes. Mas os personagens voltariam em quatro filmes da “Turma da Mônica Jovem”, com novos atores na faixa dos 20 anos. Segundo Saraiva, eles já foram escolhidos, embora o casting ainda não tenha sido divulgados. Os fãs, entretanto, já demonstraram querer, no mínimo, uma 2ª temporada de “Turma da Mônica: A Série”. Lançada na quinta-feira passada (21/7) pela Globoplay, a série foi um dos assuntos mais comentados do Twitter no fim de semana e gerou engajamento de fãs de todas as idades. Um dos comentários destacou a importância de continuar com o elenco e focar em outros filmes enquanto eles crescem – para mantê-los em “Turma da Mônica Jovem”. “Escutem os fãs. A gente quer esse elenco. Foquem no Chico Bento e no Penadinho em 2022-2023 e trabalhem na caracterização do elenco pra TMJ. Não ignorem a gente. Por favor”. Para justificar a mudança, Saraiva disse que a MSP não quer esperar até que as crianças cresçam para interpretar a “Turma da Mônica Jovem” e também não gostaria de vincular os personagens aos atores, como a Marvel fez com “Os Vingadores”, por exemplo. O modelo é “Batman”. “Reproduzir o modelo da Marvel seria um risco”, disse Saraiva, listando o alto cachê que os atores podem cobrar conforme ficarem famosos e o problema que causaria um ou outro se recusar a seguir interpretando o papel – o que, lá fora, já ameaçou a continuidade de franquias, como os próprios Vingadores. Diante da mobilização do público, porém, tudo pode mudar. Um tuite do perfil oficial da “Turma da Mônica” avisou que a MSP estava acompanhando os protestos dos fãs. “Estamos acompanhando a movimentação nas redes sociais. É preciso reconhecer: nosso fandom é incrível! Os conteúdos sobre a série demonstram que o trabalho foi muito bem feito. Estamos felizes demais”, comunicou o perfil. Em seguida, acrescentou outro tuite para reforçar que pode agir de acordo com a vontade dos fãs. “Os próximos projetos da MSP estão na mesa e serão anunciados no momento certo. O objetivo desta mensagem é demonstrar que, sim, estamos escutando. E vamos manter vocês informados”, acrescentou, em recado aos leitores e espectadores de “Turma da Mônica”. Os próximos projetos da MSP estão na mesa e serão anunciados no momento certo. 👀 O objetivo desta mensagem é demonstrar que, sim, estamos escutando. E vamos manter vocês informados. 💛 — Turma da Mônica (@TurmadaMonica) July 26, 2022











