Continuação de Blade Runner ganha primeiro trailer legendado
A Sony divulgou o primeiro trailer legendado da aguardada continuação de “Blade Runner” (1982). Climática, a prévia mostra o encontro de Ryan Gosling (“La La Land”), o novo caçador de andróides, com Harrison Ford, o Blade Runner original. Nota-se também uma preocupação em recriar a iconografia, figurino, fotografia, trilha e sons do longa de 1982. A frase de abertura também é uma citação clássica de Rick Deckard, personagem de Ford: “Replicantes são como qualquer outra máquina. São um benefício ou um perigo. Se são um benefício, não é problema meu”. Além de servir de prévia, o vídeo também confirma o título oficial da produção, que vai se chamar “Blade Runner 2049”, em alusão ao ano em que se passa a trama. O elenco ainda inclui Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), Robin Wright (série “House of Cards”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Mackenzie Davis (série “Halt and Catch Fire”), a cubana Ana de Armas (“Bata Antes de Entrar”), a holandesa Sylvia Hoeks (“O Melhor Lance”) e a suíça Carla Juri (“Zonas Úmidas”). Até o momento, pouco (ou quase nada) se sabe sobre o enredo da história, que foi escrita por Hampton Fancher (do primeiro “Blade Runner”) e Michael Green (“Lanterna Verde”) e se passa décadas após o enredo do longa dirigido por Ridley Scott em 1982 – a primeira adaptação de um conto do celebrado escritor Philip K. Dick. Diretor do longa original, Ridley Scott continua a bordo como produtor. A direção está a cargo de Denis Villeneuve (“A Chegada”) e a estreia foi marcada para 5 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Zsa Zsa Gabor (1917 – 2016)
Morreu a atriz Zsa Zsa Gabor, uma das primeiras estrelas a se tornar mais conhecida como celebridade do que por seus papéis. Ela faleceu no domingo (18/12) em sua casa em Los Angeles, aos 99 anos, de uma parada cardíaca, após quase uma década de luta contra diversas doenças. Gabor tinha piorado muito nos últimos dias e seu marido – o nono – convidou seus parentes para que comemorassem com ela seu centenário antecipadamente. A atriz sofreu um infarto e foi levada ao hospital onde os médicos não puderam fazer nada para salvar sua vida. Ela estava com um delicado estado de saúde desde que sofreu um acidente de trânsito em 2002, situação agravada por uma embolia e um derrame em 2005, além de uma fratura de quadril em 2011. A atriz, que ia completar 100 anos em fevereiro, nasceu em 1917 na Hungria e chegou a Hollywood seguindo os passos de sua irmã Eva. Ela começou a carreira com 35 anos, o que não era comum na indústria cinematográfica dos anos 1950. Mas depois de figurar em “O Amor Nasceu em Paris” (1952) conseguiu coadjuvar em mais dois musicais, “Moulin Rouge” (1952), de John Huston, no qual interpretou uma modelo do pintor Toulouse Lautrec, e “Lili” (1953), de Charles Walters. O sucesso destes filmes a levou ironicamente de volta à Europa, rendendo convites para estrelar filmes franceses num grande upgrade em sua carreira: como protagonista. Ela virou a cabeça de um bandido em “O Inimigo Público Nº 1” (1953) e de um toureador em “Luz e Sangue” (1954). Mas o nome nos cartazes franceses não saciaram seu desejo por fama e Zsa Zsa preferiu voltar a coadjuvar em Hollywood, aparecendo em “O Rei do Circo” (1954), ao lado de Jerry Lewis e Dean Martin, e “Destruí Minha Própria Vida”(1956), um drama noir em que disputou com Yvonne de Carlo (a futura Lili Monstro da série “Os Monstros”) quem era a mulher mais fatal. Por esta época, Zsa Zsa começou a aparecer em programas de variedade na TV, arrancando risos do público com seu sotaque, personalidade e carisma marcantes. Daí para fazer rir em sitcoms foi um pulo. Ela foi convidada a participar de um episódio de “The Red Skelton Show” para representar uma “estrela de cinema” e, um ano depois, contratada para interpretar, pela primeira vez, a si mesma num programa de ficção. Não só isso, o título do episódio da série de comédia “The Bob Cummings Show” tinha seu nome: “Vovô encontra Zsa Zsa Gabor”. A exposição fez bem para sua carreira, rendendo-lhe o papel de dona de um clube de strip-tease no clássico “A Marca da Maldade” (1958), de Orson Welles, mas principalmente transformando-a em chamariz de bilheterias de filmes de baixo orçamento. Ela virou a rainha dos filmes B, estrelando produções sensacionalistas como “A Prisioneira do Kremlin” (1957) e principalmente “Rebelião dos Planetas” (1958). Este filme ruim se tornou cultuadíssimo pela trama fetichista, que acompanhava o pouso da primeira espaçonave americana em Vênus, um planeta habitado apenas por mulheres belíssimas e governado por uma rainha despótica (Zsa Zsa). Ela voltou a viver Zsa Zsa Gabor em “Pepe” (1960), comédia estrelada por Cantinflas, e basicamente seguiu sendo um clichê de si mesma, aparecendo também como Zsa Zsa, a “rainha de Vênus”, em “Dois Errados no Espaço” (1962), e Zsa Zsa, a celebridade que sua diamantes, no filme de assalto “Valete de Ouros” (1967). Nos anos 1960, ainda participou de diversas séries de impacto popular, como “Mister Ed”, “A Ilha dos Birutas”, “Bonanza” e até “Batman”, na qual viveu a vilã Minerva. “Famosa por ser famosa”, como chegou a se definir, fazia de tudo para aparecer, investindo na excentricidade. Sua origem estrangeira ajudou a popularizar seu bordão: “querido” com um forte sotaque – porque, como ela dizia, “não lembrava do nome de ninguém”. Mas a personagem Zsa Zsa tinha frases inteiras prontas para o close-up. Sempre com colar de diamantes, ela fazia questão de avisar para quem elogiasse: “Querido, estes são só meus diamantes de trabalho”. Ou: “Nunca odiei um homem o suficiente como para devolver-lhe suas joias”. Suas frases espirituosas eram mais engraçadas e sua vida privada mais cheia de ação que seus filmes e isso a ajudou a permanecer na mídia. Não por acaso, seus romances também tiveram mais astros que suas produções, envolvendo de Frank Sinatra a Howard Hughes. Ela jamais escondeu sua preferência por ricos e famosos. Foram nove maridos ao todo, entre eles Conrad Hilton, dono dos hotéis Hilton, com quem teve sua única filha, Francesca. Hilton nunca acreditou que a menina fosse sua e a deixou fora de sua herança. Graças à voracidade sexual e a ostentação que os tabloides transformaram em lenda, a atriz acabou quebrando barreiras em Hollywood ao continuar vivendo personagens glamourosas com 60 anos de idade – como na comédia “O Que Toda Mulher Tem” (1978). Zsa Zsa transcendeu a idade e qualquer papel para se dedicar a viver Zsa Zsa Gabor em tempo integral a partir dos anos 1980. Interpretou variações dela mesma em séries tão diferentes quanto “O Barco do Amor”, “Knots Landing”, “Pee Wee’s Playhouse”, “Um Maluco no Pedaço” e “Cybill”, além de aparecer em filmes de sucesso como “A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos” (1987), “Corra Que a Polícia Vem Aí 2 1/2” (1991), “A Família Buscapé” (1993) e “A Volta da Família Sol Lá Si Dó” (1996), seu último trabalho, aos 79 anos. Sua vida pessoal continuou rendendo notícias por anos, principalmente por conta de seu último casamento em 1986, com Frederick von Anhalt, 30 anos mais novo, que se apresentava como príncipe alemão, mas que tinha uma ficha corrida de pelo menos 15 problemas judiciais. Ainda assim, ficaram juntos até a morte dela. A atriz manteve o mesmo temperamento e atitude inabalável até o fim. Mas os tempos mudaram enquanto ela permaneceu Zsa Zsa. E, infelizmente, isso acabou levando-a para a cadeia. Detida por dirigir embriagada em alta velocidade, ela esbofeteou o policial que teve a audácia de pará-la em 1989. Afinal, ela era uma estrela, como sua carteira de motorista vencida poderia facilmente comprovar. Ou o simples fato de estar dirigindo um Rolls-Royce – com um porta-bebidas cheio de whisky. Passou três dias presa e prestou 120 horas de trabalho comunitário. Mas adorou a atenção da mídia durante todo o período e pôde até estrelar um novo filme – um documentário sobre o incidente. Em 1992, publicou suas memórias, “Uma Vida Não É Suficiente”, com revelações sobre seus maridos e amantes. Sobre sua preferência por maridos bem-sucedidos, afirmou: “Eu quero um homem que seja bondoso e compreensivo. É demais pedir um milionário?”. Outra: “Um homem apaixonado está incompleto até que esteja casado. Então, está acabado”. No livro, ela também se definiu como uma ótima dona de casa. “Toda vez que me divorcio, eu fico com a casa”.
Rogue One cumpre sua missão e valoriza ainda mais a franquia
“Durante a batalha, espiões rebeldes conseguem roubar os planos secretos da arma decisiva do Império, a Estrela da Morte”. A frase está no famoso texto de abertura de “Guerra nas Estrelas”, lançado em 1977. Usar como sinopse o prólogo do “Star Wars” original era uma escolha arriscada, já que todo fã da saga sabe como a história acaba. “Rogue One: Uma História Star Wars” assume o risco e entrega uma dos melhores filme da franquia. Com sete filmes, vários livros, animações, games, quadrinhos e tudo o mais que for possível licenciar, “Star Wars” deixou de ser uma série de cinema e foi se tornando – ao longo de quase quarenta anos – um mundo próprio, com seus fatos históricos, heróis e vilões. A grande ideia por trás de “Rogue One” é assumir a saga como História com H maiúsculo, uma narrativa sobre um tempo passado (o “Há muito tempo atrás” de suas aberturas) em um lugar longínquo (a “galáxia muito distante”). Assim como é possível se emocionar com “Band of Brothers” mesmo já sabendo quem venceu a 2ª Guerra Mundial, a experiência com “Rogue One” pode ser encarada como a representação de um fato histórico importante para a História da galáxia. Sabemos que os “espiões rebeldes conseguem roubar os planos secretos”, mas não como e nem quem são eles, e muito menos os sacrifícios exigidos para tal. O diretor Gareth Edwards (“Godzilla”) fez um filme de guerra, sujo, violento, em que os personagens são peças menores dentro de um acontecimento maior. Não espere jedis superpoderosos com feitos extraordinários, em “Rogue One” a missão é mais importante do que seus soldados. Mesmo assim, o filme segue a jornada do herói com a estrutura clássica dos filmes da série: Jyn Erso é a filha de uma pessoa importante (os laços familiares sempre fundamentais na mitologia da saga), possui um mentor misterioso e encontra aliados improváveis, incluindo um robô de personalidade forte (e além disso o clímax se divide em três linhas narrativas, como acontece nos outros episódios). O que difere é este olhar histórico, consciente da importância do que está sendo narrado e com poder de ressignificar o próprio “Episódio IV”, que deu início a tudo. O filme assume um tom mais sério e fatalista (com direito a referências a conflitos atuais em relação a guerras religiosas, armas de destruição em massa e terrorismo), mas também tem ótimas piadas e personagens cativantes. Este equilíbrio entre o macro (a História) e o micro (a relação entre os personagens) é o maior mérito de “Rogue One”, que consegue ao mesmo tempo ser diferente, mas também um típico “Star Wars” (incluindo as atuações irregulares). E apesar da experiência ser melhor para quem conhece o filme de 1977, trata-se de uma obra que pode ser vista por quem nunca teve contato com “Guerra nas Estrelas”, funcionando também de forma independente. Com bom ritmo, escala épica e um dos grandes momentos de toda a saga (que envolve alguns pobres rebeldes encurralados com uma porta que não abre totalmente), “Rogue One” é mais do que um passatempo até a chegada do “Episódio VIII” ou uma ponte pro “Episódio IV”: é bom cinema, bem escrito, bem dirigido e sem medo de tomar as decisões que precisa para cumprir sua missão: transformar a frase de abertura de um filme em uma obra de arte.
Scarlett Johansson vira personagem de mangá no trailer japonês de Ghost in the Shell
A Paramount divulgou o trailer japonês de “Ghost in the Shell”, que traz diversas cenas inéditas de Scarlett Johansson como uma heroína futurista de mangá. Batizado no Brasil como “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell”, o filme adapta o mangá criado em 1989 por Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”). A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético (Seção 9), que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. Por sinal, o diretor Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) recria no trailer diversas cenas do primeiro longa animado, feito em 1995 por Mamoru Oshii – que, não por acaso, deu um depoimento se dizendo arrebatado pela adaptação americana. Scarlett Johansson surge com o mesmo visual do anime/mangá, mas os produtores batizaram seu papel de Major, sua patente, visando evitar muitas críticas à etnia da atriz, trazidas à tona em meio às queixas de embranquecimento de personagens orientais por Hollywood. Mas não há como ver o filme sem pensar imediatamente na origem japonesa de tudo o que é mostrado. O elenco ainda inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”) como um terrorista virtual, o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como a Dra. Ouelet, que não existe nos quadrinhos, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). A estreia está marcada para 30 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Criador de Mr. Robot desenvolve série baseada na clássica sci-fi Metrópólis
O criador de “Mr. Robot”, Sam Esmail, está desenvolvendo uma série baseada na cultuada sci-fi “Metrópolis”, grande clássico do cinema mudo, dirigido por Fritz Lang em 1927. Segundo o site The Hollywood Reporter, a série será produzida pela Universal Cable Productions, mas a função de Esmail na produção ainda está sendo definida. Isso porque não se sabe como ele vai conseguir se focar tanto no projeto se decidir manter o atual ritmo com “Mr. Robot” – Esmail escreveu e dirigiu sozinho todos os episódios da 2ª temporada. “Metropolis” foi o filme mais caro do cinema mudo e seu tema distópico é considerado muito à frente de seu tempo. A trama escrita por Thea von Harbou imaginava o futuro da humanidade em 2026 (100 anos após sua produção), onde o mundo passa a ser dividido rigorosamente em duas partes: a Superfície, onde os ricos usufruem dos avanços da tecnologia, e o Mundo dos Trabalhadores, no subterrâneo, onde os pobres trabalham 10 horas por dia em péssimas condições, sustentando as máquinas que fornecem conforto à população da superfície. Qualquer coincidência com a trama de “Elysium” (2013), “Jogos Vorazes” e tantos outras distopias totalitárias não é qualquer coincidência. O plano da UCP é reunir uma equipe forte, conceber a premissa e oferecer para o mercado. Por conta disso, a série só deve chegar à TV ou ao streaming na próxima década.
Sci-fi com Jake Gyllenhaall, Rebecca Ferguson e Ryan Reynolds ganha primeiro pôster
A Sony divulgou o primeiro pôster de “Vida”, sci-fi estrelada por Jake Gyllenhaall (“Everest”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Nação Secreta”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”). A arte traz justamente uma montagem com os rostos de cada um, que não é muito diferente do cartaz de “Passageiros”, outra sci-fi espacial do mesmo estúdio. O novo filme, porém, é um pouco diferente, uma vez que os protagonistas não vivem um ménage à trois no espaço durante uma longa viagem para outro planeta. Na verdade, eles já foram a outro planeta e estão numa estação espacial em órbita de Marte, após resgatarem a primeira prova de vida no planeta. Mas enquanto celebram a descoberta, a situação começa a sair do controle, e a evidência de vida em Marte logo se torna uma ameaça de morte para a Terra. O roteiro é de Paul Wernick e Rhett Reese, que trabalharam recentemente com Reynolds em “Deadpool” (2016). A direção é do sueco Daniel Espinosa, que também filmou Reynolds em “Protegendo o Inimigo” (2012). O elenco ainda inclui o japonês Hiroyuki Sanada (série “The Last Ship”), o inglês Ariyon Bakare (série “Tyrant”), a russa Olga Dihovichnaya (“House of Others”) e o francês Alexandre Nguyen (do vindouro “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”). A estreia está marcada para 11 de maio no Brasil, duas semanas antes do lançamento nos EUA. Se não viu o primeiro trailer legendado, dê uma olhada aqui.
Personagens do último Resident Evil ganham pôsteres individuais
A Sony divulgou um coleção de pôsteres de “Resident Evil 6: O Capítulo Final”, que destacam os personagens do último filme da franquia. Além de Milla Jovovich dando tiros, numa foto provavelmente tirada durante sua gravidez, os cartazes incluem apenas mais dois sobreviventes da franquia, Ali Larter (desaparecida desde “Resident Evil 4: Recomeço”) e Iain Glen (visto pela última vez em “Resident Evil 3: A Extinção”). Isto porque todos os demais intérpretes que os fãs esperam ver devem ser despachados nos primeiros minutos da nova produção – a solução “criativa” para o conflito de agenda. Os pôsteres ainda destacam dois novatos na trama, o cubano William Levy (“O Clube das Mães Solteiras”) e a australiana Ruby Rose (série “Orange Is the New Black”). Em alta, a ex-VJ da MTV Australia ainda vai estrelar mais dois filmes de ação em 2017: “xXx: Reativado” e “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”. No filme, Alice, a personagem de Milla, retorna para Racoon City para o confronto definitivo com o vilão Dr. Alexander Isaacs (Iain Glen). Novamente dirigido por Paul W.S. Anderson, o último “Resident Evil” tem previsão de estreia para 26 janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Felicity Jones tem contrato para fazer mais um filme como Jyn Erso
A produtora Kathleen Kennedy já afirmou, categórica, que “Rogue One: Uma História Star Wars” não teria continuação. E quem for ao cinema saberá claramente porquê. Mesmo assim, o site The Hollywood Reporter revelou que a atriz Felicity Jones, protagonista do longa, assinou um contrato para fazer mais um filme da franquia. “Rogue One” tem tudo para bater recordes de bilheteria, o que provavelmente levaria a Disney a pressionar a LucasFilm, presidida por Kennedy, a retomar os personagens de algum modo. O desfecho da história, porém, não sugere mesmo um “Rogue Two”. O que deve acontecer é a personagem de Felicity, Jyn Erso, aparecer em flashbacks da saga principal, ou mesmo num spin-off que se passe na mesma época de seu filme – que cronologicamente antecede os eventos de “Guerra nas Estrelas” (1977). O fato é que, graças ao contrato assinado por Felicity Jones, os fãs ainda poderão ver Jyn Erso novamente. Nem que seja uma última vez.
Definida última intérprete do remake da série Perdidos no Espaço
O elenco do reboot de “Perdidos no Espaço”, desenvolvido para a Netflix, definiu seu último intérprete humano. A atriz Mina Sundwall (“O Plano de Maggie”) será a nova Penny Robinson, a filha do meio da família Robinson, vivida originalmente pela atriz Angela Cartwright. Ela vai se juntar a Toby Stephens (série “Black Sails”), escalado como John Robinson, Molly Parker (série “House of Cards”) como Maureen Robinson, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) como Will, a adolescente Taylor Russell como Judy, o argentino Ignacio Serricchio (série “Bones”) como o navegador Don West e Parker Posey (“O Homem Irracional”) como a Dra. Smith. As maiores mudanças em relação ao casting original ficaram por conta da troca de sexo do vilão Dr. Smith, imortalizado por Jonathan Harris, e a inclusão de um latino (Serricchio) e uma mulher negra (Russell) na tripulação. Por sinal, Don e Judy formavam um casal na série clássica. Falta agora definir apenas a participação do robô – por exemplo, se será um intérprete atuando por meio de captura de movimentos ou apenas um dublador. O remake está sendo escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. A série original foi concebida como uma versão espacial do clássico literário juvenil “A Família Robinson”, história de uma família que naufraga numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na premissa criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”), a ilha foi substituída por outro planeta. A trama se passava no futuro (que na época era 1997), no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith sabota a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. A previsão é que o remake estreie apenas em 2018 na Netflix.
Vídeo com Lana Wachowski explica motivação do especial de fim de ano de Sense8
A Netflix divulgou um novo vídeo da série “Sense8”, em que a cineasta Lana Wachowski, uma das criadoras da atração, explica porque decidiu fazer um especial de fim de ano da série. Além dos comentários de bastidores, o vídeo oferece uma prévia com cenas inéditas do episódio. Criada pelas irmãs Wachowski (diretoras de “O Destino de Júpiter” e da trilogia “Matrix”) em parceria com o roteirista J. Michael Straczynski (“Thor” e série “Babylon 5”), a série acompanha oito pessoas aparentemente aleatórias ao redor do mundo, que passam a dividir consciência, habilidades e memórias repentinamente. A 1ª temporada mostrou o grupo reconhecendo sua nova realidade e se aproximando, enquanto lidam com os próprios problemas e com uma organização que os persegue. O especial de Natal tem duas horas de duração e estará disponível na Netflix no próximo dia 23. Já a 2ª temporada, que teve cenas gravadas durante a Parada de Orgulho LGBT em São Paulo, estreia em 5 de maio. Veja também o trailer oficial divulgado pela Netflix.
Trailer do especial de fim de ano de Sense8 tem romance e ação
A Netflix divulgou o trailer do especial de fim de ano de “Sense8”. No vídeo, embalado pela música “Hallelujah” (clássico já gravado por Jeff Buckley e o recém-falecido Leonard Cohen), os protagonistas comemoram as festas de fim de ano, enquanto tentam resolver seus problemas individuais. Não falta romance, nem tampouco ação. O trailer mostra também, pela primeira vez, o ator Toby Onwumere, que substituiu Aml Ameen como intérprete do personagem Capheus. Ameen foi demitido da série supostamente após comentários preconceituosos contra uma das diretoras, Lana Wachowski, e a atriz Jamie Clayton, a Nomi. Ambas são mulheres trans. Criada pelas irmãs Wachowski (diretoras de “O Destino de Júpiter” e da trilogia “Matrix”) em parceria com o roteirista J. Michael Straczynski (“Thor” e série “Babylon 5”), a série acompanha oito pessoas aparentemente aleatórias ao redor do mundo, que passam a dividir consciência, habilidades e memórias repentinamente. O especial ganhou uma sinopse oficial completamente vaga, que, para não dizer nada, diz o seguinte: “A viagem continua conforme estes oito corações e mentes singulares mergulham uns nos outros, encontrando ligações mais profundas, aprendendo os segredos mais sombrios e desesperados um sobre o outro e lutando para se identificar com algo mais do que apenas a si mesmo”. De acordo com o vídeo divulgado, os relacionamentos entre Will e Riley e Wolfgang e Kala devem ser mais bem explorados nos próximos episódios. O especial de Natal tem duas horas de duração e estará disponível na Netflix no próximo dia 23. Já a 2ª temporada da série, que teve cenas gravadas durante a Parada de Orgulho LGBT em São Paulo, estreia em 5 de maio. Veja também um vídeo de bastidores do especial divulgado pela Netflix.
Atriz de The Walking Dead vai estrelar a nova série de Star Trek
A atriz Sonequa Martin-Green, intérprete de Sasha Williams em “The Walking Dead”, irá audaciosamente onde nenhuma mulher negra jamais esteve: protagonizar uma série da franquia “Star Trek” como comandante de uma nave espacial. Segundo a revista Entertainment Weekly, ela vai estrelar a nova série “Star Trek: Discovery”, assumindo a ponte de comando da nave que dá título à produção. A escalação representa um marco para “Star Trek”. Anteriormente, o ator Avery Brooks abriu o leque da diversidade ao protagonizar a série “Star Trek: Deep Space Nine” (1993–1999) como o primeiro capitão negro do universo trekker, mas nenhuma atriz negra ainda tinha sido escalada para liderar uma tripulação da franquia. Entretanto, sua personagem não será uma capitã. A descrição do papel é de uma jovem tenente, como os produtores já vinham mencionando, o que também quebra a tradição de “Star Trek” girar sempre em torno de um capitão da Federação. Além de Sonequa, também foram anunciados Chris Obi (minissérie “Raízes”), Shazad Latif (o Jekyll de “Penny Dreadful”) e Mary Chieffo (“Miss Dial”) como três Klingons. Eles se juntam aos anteriormente confirmados Michelle Yeoh (estrela de “O Tigre e o Dragão”), Anthony Rapp (“Uma Mente Brilhante”) e Doug Jones (conhecido por viver monstros em produções de Guillermo del Toro, como “Hellboy”, “O Labirinto do Fauno” e “Mama”), que viverá o membro de uma espécie alienígena inédita no universo trekker. “Star Trek: Discovery” será a primeira série da franquia em mais de dez anos e foi concebida por trekkers de três gerações diferentes: Nicholas Meyer (diretor de “Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan” e roteirista de “Jornada nas Estrelas IV – A Volta para Casa”, nos anos 1980), Bryan Fuller (criador da série “Hannibal”, que começou a carreira escrevendo episódios das séries “Star Trek: Deep Space Nine” e “Star Trek: Voyager”, nos anos 1990), e Alex Kurtzman (roteirista dos dois primeiros filmes do reboot da franquia, “Star Trek” e “Além da Escuridão: Star Trek”). A estreia está prevista para maio, com o objetivo de lançar uma nova plataforma de streaming nos EUA, CBS All Access. No resto do mundo, a atração será distribuída pela Netflix. O que fica no ar com a participação de Sonequa é o que isso representa para o futuro de Sasha em “The Walking Dead”. Logo após Chad L. Coleman ser anunciado no elenco da série “The Expanse”, seu personagem, Tyrese, morreu em “The Walking Dead”. Já Heath, o personagem de Corey Hawkins, que vai estrelar “24: Legacy”, teve outro destino: simplesmente sumiu. Todas as gravações da 7ª temporada de “The Walking Dead” já se encerraram, embora os oito episódios remanescentes só comecem a ser exibidos a partir de fevereiro.
Rogue One, prólogo da saga Star Wars, chega a mais de 1,2 mil cinemas no Brasil
“Rogue One: Uma História Star Wars” é disparada a maior estreia da semana. Mais que isso, com lançamento em mais de 1,2 mil telas, é também uma das dez maiores estreias de todos os tempos no país – o recorde pertence a “Star Wars: O Despertar da Força”, distribuído em 1.504 salas há exatamente um ano – metade de todos os cinemas do Brasil. Bastante aguardado, o filme é um prólogo do clássico “Guerra nas Estrelas”, apresentando um grupo de rebeldes nunca visto antes na franquia, mas também o saudoso vilão Darth Vader. A trama gira em torno de uma missão para roubar os planos de construção da Estrela da Morte, a arma de destruição do Império que é derrotada no filme de 1977. Apesar de muitos relatos de problemas nos bastidores, o ritmo é empolgante e faz o longa escalar a lista dos melhores títulos da saga. Com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, também estreia neste fim de semana nos EUA – lá, em mais de 4 mil telas, isto é, em mais cinemas que todo o parque exibidor nacional. Adiado para não chegar aos cinemas tão próximo da tragédia da Chapecoense, “Sully – O Herói do Rio Hudson” também supera expectativas. Em cartaz em 261 salas, a produção conta a história real do piloto de avião que impediu um acidente de graves proporções ao realizar um pouso de emergência no Rio Hudson, em Nova York, salvando a vida de todos os passageiros. Mas mesmo considerado um herói pela mídia, ele precisou lidar com o escrutínio e acusações, durante a investigação de seus atos. Lembra “O Voo” (2012), mas consegue superar comparações, muito por conta da dobradinha formada pelo ator Tom Hanks e o diretor Clint Eastwood, dois veteranos que não enferrujam, apenas se aprimoram. Sucesso de bilheteria e crítica nos EUA (86% de aprovação), tem aparecido até em algumas listas importantes de Melhores Filmes do ano. Com ainda mais destaque na temporada de premiações, “Neruda” é a obra sul-americana mais celebrada do ano. Candidato do Chile ao Oscar, o novo filme de Pablo Larraín é uma delícia, que usa tom farsesco para contar fatos reais: a caçada policial ao poeta Pablo Neruda, “o comunista mais importante do mundo”, no final dos anos 1940. Sofisticado por um lado, no uso da metalinguagem, o longa também usa elementos de comédia maluca, evocando até a franquia “Pantera Cor-de-Rosa” na forma atrapalhada com que o inspetor vivido por Gael Garcia Bernal tenta prender aquele que é muito mais esperto que ele. Estreia em 34 telas. Sem muito espaço no circuito devido à guerra de blockbusters, a comédia brasileira “Magal e os Formigas” também tem seu jeito surreal de lidar com a realidade. O filme é praticamente uma homenagem ao cantor Sidney Magal, girando em torno de um fã mau-humorado que, em meio à crise financeira, resolve entrar num concurso para imitá-lo. No processo, acaba redescobrindo o bom humor. E tudo isso com uma ajuda do próprio Magal, que aparece apenas para ele, dando-lhe conselhos de vida. Há quem lembre de “Quero Ser John Malkovich” (1999), mas o tom abordado está mais para “A Procura de Eric” (2009), com direito à parábola moral de fábula encantada. Não que esteja neste nível ou seja tão engraçado quanto parece. As piadas fraquinhas renderam apenas 16 salas. O circuito limitado ainda recebe duas produções de perfil de festival. O romeno “Sieranevada” chegou a ser exibido em Cannes, e gira em torno do encontro de uma grande família num jantar para celebrar seu patriarca recém falecido. O diretor Cristi Puiu (“Aurora”) dá ao evento um tom de tragicomédia – em 13 salas. Bem mais ambicioso, o nepalês “Nas Estradas do Nepal” foi exibido em Veneza e usa a jornada de dois meninos, de castas e crenças diferentes, para retratar uma região belíssima, que ganha contornos horríficos por viver tantos anos mergulhada em guerra. Apesar do tema universal, o diretor estreante Min Bahadur Bham optou por uma filmagem de câmera parada, que não deixa o filme ser confundido com uma versão infantil de Hollywood sobre a barbárie. Por isso, a distribuição é confinada a apenas quatro salas do Rio e uma de Porto Alegre. Clique nos títulos de cada lançamento para ver seus trailers.












