Regé-Jean Page entra em filme com Wagner Moura
O ator Regé-Jean Page segue aproveitando a fama de galã conquistada com o sucesso da série “Bridgerton”. Depois de entrar no elenco da fantasia “Dungeons and Dragons”, ele foi contratado para a superprodução “The Gray Man”, novo projeto dos irmãos Russo, que também conta com Chris Evans (“Vingadores: Ultimato”), Ryan Gosling (“La La Land”) e Wagner Moura (“Wasp Network”) no elenco. Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, “The Gray Man” vai trazer Gosling como um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência (Evans). O personagem de Gosling, o matador freelance Court Gentry, também apareceu em outras quatro aventuras literárias. A mais recente, “One Minute Out”, foi publicada no ano passado nos EUA. Os Russos escreveram o roteiro, que recebeu um polimento de Christopher Markus e Stephen McFeely, seus parceiros em quatro filmes da Marvel, de “Capitão América: O Soldado Invernal” a “Vingadores: Ultimato”. Além dos nomes citados, o elenco também inclui Billy Bob Thornton (“Fargo”), Alfre Woodard (“Luke Cage”), Ana De Armas (“Blade Runner 2049”), Jessica Henwick (“Punho de Ferro”), Dhanush (“Karnan”) e a menina Julia Butters (“Era Uma Vez Em… Hollywood”). Veja as fotos desse elenco grandiosos abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Netflix Film (@netflixfilm) Por curiosidade, esta não é a primeira tentativa de adaptação da saga literária de Greaney. Há alguns anos, Brad Pitt quase virou o Homem Cinzento, com direção de James Gray. O projeto não saiu do papel, mas os dois fizeram “Ad Astra”. O longa será baseado no livro de Mark Greaney de 2009, que acompaha a história de Court Gentry, o homem cinza do título, ex-agente da CIA conhecido como um insuperável assassino de aluguel. A trama do filme trará Gentry (Gosling) sendo caçado pelo mundo todo por Lloyd Hansen (Evans), um ex-colega da CIA. Anthony Russo já adiantou o tom intenso da obra: “Para quem é fã de Capitão América: O Soldado Invernal, nós estamos indo a fundo naquela pegada de ambientação.” O longa terá ainda nomes como Billy Bob Thornton, Alfre Woodard, Ana de Armas, Jessica Henwick, Dhanush e Julia Butters.
Wagner Moura entra no novo filme dos diretores de Vingadores: Ultimato
O brasileiro Wagner Moura (“Narcos”) se juntou ao elenco grandioso do próximo filme dos diretores Joe e Anthony Russo, de “Vingadores: Ultimato”. Os responsáveis pelo maior blockbuster de todos os tempos estão à frente de “The Grey Man”, que será o filme de maior orçamento na história da Netflix. A produção da AGBO e Sony já tinha definido Ryan Gosling (“La La Land”), Chris Evans (também de “Vingadores: Ultimato”) e a cubana Ana De Armas (“Blade Runner 2049”) como protagonistas. Agora, além de Wagner Moura, também anunciou a inglesa Jessica Henwick (“Punho de Ferro”), o indiano Dhanush (“Karnan”) e a menina Julia Butters (“Era Uma Vez Em… Hollywood”). Os Russos escreveram o roteiro, que recebeu um polimento de Christopher Markus e Stephen McFeely, seus parceiros em quatro filmes da Marvel. Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, “The Gray Man” vai trazer Gosling como um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência (Evans). O personagem de Gosling, o matador freelance Court Gentry, também apareceu em outras quatro aventuras literárias. A mais recente, “One Minute Out”, foi publicada em fevereiro deste ano nos EUA. Por curiosidade, esta não é a primeira tentativa de adaptação da saga literária de Greaney. Há alguns anos, Brad Pitt quase virou o Homem Cinzento, com direção de James Gray. O projeto não saiu do papel, mas os dois fizeram “Ad Astra”. Outra curiosidade é que “The Grey Man” será o terceiro filme consecutivo de Wagner Moura para a Netflix e o também o terceiro em que ele trabalhará com Ana De Armas, após contracenar com a cubana em “Sergio” e “Wasp Network: Rede de Espiões”.
Ana De Armas vai estrelar thriller de ação dos diretores de Vingadores: Ultimato
A atriz cubana Ana De Armas (“Blade Runner 2049”) será a protagonista feminina do thriller de ação “The Gray Man”, dos diretores Joe e Anthony Russo (“Vingadores: Ultimato”), que promete ser o filme mais caro já produzido pela Netflix. Ela é o terceiro nome confirmado no elenco, após o anúncio do projeto com os atores Ryan Gosling (“La La Land”) e Chris Evans (também de “Vingadores: Ultimato”) nos papéis principais. “The Gray Man” será o segundo filme dirigido pelos Russo após quebrarem todos os recordes de arrecadação com “Vingadores: Ultimato”, no ano passado. Antes da pandemia de covid-19, eles voltaram a se reunir com Tom Holland, o Homem-Aranha, no drama criminal “Cherry”, que está atualmente em pós-produção. O novo projeto vai custar mais de US$ 200 milhões, maior orçamento já gasto pela Netflix num único filme. Segundo o Deadline, a aposta é alta para transformar a produção no começo de uma franquia “no nível de James Bond”. A presença de Ana De Armas até ajuda a empurrar nesta direção, já que ela será a nova Bond girl de “007 – Sem Tempo para Morrer”. Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, “The Gray Man” vai trazer Gosling como um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência (Evans). Desde a publicação de “The Gray Man”, o matador já apareceu em outras quatro aventuras literárias. A mais recente, “One Minute Out”, foi publicada em fevereiro deste ano nos EUA.
Irmãos Russo celebram talento de Chadwick Boseman na CCXP virtual
Os diretores Anthony e Joe Russo, que fizeram os blockbusters “Vingadores: Guerra Infinita” (2018) e “Vingadores: Ultimato” (2019), participaram da CCXP Worlds neste sábado (5/12) para falar sobre seus próximos projetos. Mas o ponto alto da conversa virtual, realizada por meio de videoconferência, foi a lembrança de suas filmagens com Chadwick Boseman (1976-2020), o Pantera Negra do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Eles foram os primeiros e também os últimos a dirigir Boseman como o herói da Marvel, tendo introduzido o Pantera Negra em “Capitão América: Guerra Civil” (2016), longa que apresentou a origem do personagem, além de registrarem sua última cena em “Vingadores: Ultimato”. “Nunca esqueceremos de Chadwick. Ele era um ator muito dedicado. Todos na Marvel eram assim, mas o jeito como ele se dedicava ao seu personagem, como ele se comprometia, era algo único. Mesmo entre os atores no ápice de suas carreiras, ele se destacava por sua dedicação. Você percebia isso em todos os seus filmes. Ele se deixava consumir, se tornava o personagem”, disse Anthony. De acordo com Joe, um dos momentos mais marcantes do trabalho com Boseman aconteceu logo no começou da parceria, durante a estreia do ator como T’Challa, o Pantera Negra. “Nunca vou me esquecer dele em ‘Guerra Civil’. Era muito difícil encontrar um sotaque para o personagem, e quando ele encontrou, ele incorporou completamente. Foi admirável, ele construiu o personagem todo baseado no sotaque. É incrível ver alguém fazendo isso e se dedicando ao máximo. Você sentia algo diferente ao vê-lo atuando. Era um ser humano ótimo e somos gratos pelo tempo que passamos com ele.” Os dois também trabalharam com Boseman no thriller policial “Crime sem Saída” (2019), um dos primeiros lançamentos de sua produtora, a AGBO. Graças ao sucesso de seus trabalhos na Marvel, os Russo receberam muitos convites para dirigir blockbusters, mas preferiram criar a AGBO, na qual são os chefes e continuam trabalhando com os atores que se tornaram seus amigos durante as filmagens dos Vingadores. Além de abrigar trabalhos de outros cineastas, caso do citado “Crime sem Saída”, a empresa também será lar de seus novos projetos de direção. Por sinal, o primeiro longa da dupla após “Vingadores: Ultimato” já está todo filmado. Chama-se “Cherry” e é estrelado por Tom Holland (o Homem-Aranha). No filme, Holland vive um ex-soldado viciado em remédios que se transforma em ladrão de bancos. A estreia vai acontecer em fevereiro na plataforma de streaming Apple TV+. “A performance de Holland nesse filme é absolutamente incrível. Ele mostra uma nova faceta nesse longa”, afirmou Joe. Outro projeto, “The Gray Man”, em parceria com a Netflix, vai juntar Chris Evans (o Capitão América) com Ryan Gosling (o Deadpool). Segundo Anthony, o papel de Evans será muito diferente do herói certinho da Marvel que ele interpretou nas telonas. “Chris será um vilão totalmente diferente do Capitão América. Será o oposto, um personagem realmente ruim e intrigante. Os fãs vão se surpreender”, comentou. “A vantagem de trabalhar em filmes do tamanho e viabilidade comercial da Marvel é que isso permite que você use seu capital intelectual para fazer [produções] de assuntos mais complicados”, seguiu o diretor, apontando qual caminho os Russo pretendem trilhar com sua produtora.
Ryan Gosling vai viver dublê em filme do diretor de Deadpool 2
O ator Ryan Gosling (“La La Land”) vai viver um dublê num novo filme dirigido por David Leitch, que, antes de se consagrar com “John Wick” e “Deadpool 2”, era justamente dublê de cinema. O projeto foi apresentado a vários estúdios e acabou adquirido pela Universal antes do roteiro ser finalizado. O responsável pela história é o roteirista Drew Pearce, que trabalhou com Leitch em “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”. Embora a trama não tenha sido detalhada, nem o título revelado, o site Collider sugere que projeto segue a linha da série “Duro na Queda”, exibida nos anos 1980. Enquanto o roteiro ainda é escrito, Leitch segue concentrado no filme “Bullet Train” com Brad Pitt, seu próximo longa, atualmente em pré-produção. Vale lembrar que Gosling já interpretou dois dublês em sua carreira, nos filmes “Drive” (2011) e “O Lugar Onde Tudo Termina” (2012).
Irmãos Russo voltarão a trabalhar com Chris Evans em thriller de ação da Netflix
Os irmãos Anthony e Joe Russo, diretores do blockbuster “Vingadores: Ultimato”, vão voltar a trabalhar com Chris Evans, o Capitão América, em seu próximo filme. Eles fecharam a produção de “The Gray Man” com a Netflix e, além de Evans, o thriller de ação e espionagem contará com Ryan Gosling (“La La Land”) no elenco central. “The Gray Man” será o segundo filme dirigido pelos Russo após quebrarem todos os recordes de arrecadação com “Vingadores: Ultimato”, no ano passado. Antes da pandemia de covid-19, eles voltaram a se reunir com Tom Holland, o Homem-Aranha, no drama criminal “Cherry”, que está atualmente em pós-produção. Sua próxima produção vai custar mais de US$ 200 milhões e deve quebrar outro recorde, como o longa mais caro já feito pela Netflix. Segundo o Deadline, a aposta é alta para transformar o filme no começo de uma franquia “no nível de James Bond”. Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, “The Gray Man” vai trazer Gosling como um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência (Evans). Desde a publicação de “The Gray Man”, o matador freelance Court Gentry, papel de Gosling, já apareceu em outras quatro aventuras literárias. A mais recente, “One Minute Out”, foi publicada em fevereiro deste ano nos EUA. A adaptação foi escrita por Joe Russo e revisada por Christopher Markus e Stephen McFeely, a dupla de roteiristas que assinou os quatro filmes dos Russo para a Marvel – dois “Capitão América” e dois “Vingadores”. Por curiosidade, esta não é a primeira tentativa de adaptação da saga literária de Greaney. Há alguns anos, Brad Pitt quase virou o Homem Cinzento, com direção de James Gray. O projeto não saiu do papel, mas os dois fizeram “Ad Astra”.
Diretor do Homem Invisível filmará novo Lobisomem com Ryan Gosling
A Universal quer repetir o sucesso de “O Homem Invisível” em seu próximo filme de monstro clássico. O estúdio contratou o diretor Leigh Whannell, responsável pelo blockbuster recente, para comandar o reboot de “O Lobisomem”, que será estrelado por Ryan Gosling (“La La Land”). O próprio ator concebeu o projeto, que foi roteirizado por Lauren Schuker Blum e Rebecca Angelo (ambas roteiristas da série “Orange Is the New Black”). A primeira é casada com o produtor Jason Blum, dono do estúdio Blumhouse, que também trabalhou na produção de “O Homem Invisível” para a Universal. Segundo os sites The Hollywood Reporter e Variety, Gosling viveria um apresentador de telejornal infectado pela maldição da licantropia. Além disso, a história teria um clima de “Rede de Intrigas” (1976) e “O Abutre” (2014), filmes que criticaram o sensacionalismo televisivo. Mas fãs de clássicos de terror sabem que não seria a primeira vez que um telejornalista vira lobisomem no cinema. Isto já aconteceu em “Grito de Horror” (1981), de Joe Dante. De todo modo, trata-se de uma história bem diferente de “O Lobisomem” original de 1941, estrelado por Lon Chaney Jr., e até do remake de 2010, com Benicio del Toro. Ambos contavam a história de um homem cético que, ao voltar à sua terra natal, era mordido por uma criatura lendária e começava a se transformar. Por conta da pandemia de covid-19, a data para o início das filmagens ainda não foi divulgada.
Ryan Gosling será o novo lobisomem da Universal
O ator Ryan Gosling (“La La Land”) vai estrelar a nova versão de “O Lobisomem”, um dos clássicos de terror que a Universal pretende reciclar, após o sucesso atingido neste ano por “O Homem Invisível”. O próprio ator concebeu o projeto, que foi roteirizado por Lauren Schuker Blum e Rebecca Angelo (ambas roteiristas da série “Orange Is the New Black”). A primeira é casada com o produtor Jason Blum, dono do estúdio Blumhouse, que vai desenvolver o filme para a Universal. Segundo os sites The Hollywood Reporter e Variety, a história teria um clima de “Rede de Intrigas” (1976) e “O Abutre” (2014). A relação com clássicos que criticam o sensacionalismo televisivo teria a ver com o fato de o personagem principal ser o apresentador de um telejornal. Seria, portanto, uma reinvenção completa, ao estilo de “O Homem Invisível”, uma vez que o original de 1941, estrelado por Lon Chaney Jr., e o remake de 2010, com Benicio del Toro, não tinham nada a ver com televisão. Em vez disso, contavam a história de um homem cético que, ao voltar à sua terra natal, era mordido por uma criatura lendária e começava a se transformar. Também de acordo com a imprensa americana, o diretor Cory Finley é considerado um dos principais candidatos para comandar o filme, devido à boa recepção de seu trabalho no teledrama da HBO “Má Educação”, lançado em abril. A certa altura, o próprio Gosling teria sido sondado para a função. Mas o grande detalhe é que, apesar de estar à frente do projeto, o astro ainda precisa assinar o contrato para estrelar o filme. Por conta disso – e da pandemia de covid-19 – , a data para o início da produção ainda não foi divulgada.
Ryan Gosling será astronauta em nova sci-fi do autor de Perdido em Marte
O ator Ryan Gosling vai voltar ao espaço. Depois de viver Neil Armstrong em “O Primeiro Homem” (2018), ele será o protagonista da adaptação do novo livro de Andy Weir, autor de “Perdido em Marte” (que virou o filme de 2015). Ainda inédito, o livro só será lançado em 2021 e, por enquanto, tem apenas título provisório. Conhecido como “Project Hail Mary”, ele gira em torno de um astronauta que viaja sozinho em sua espaçonave, quando recebe a missão de salvar a Terra. Não há outros detalhes além dessa curta sinopse. Segundo a Variety, Gosling sugeriu que o estúdio contratasse Phil Lord e Chris Miller, diretores de “Anjos da Lei” e produtores de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, e eles já assinaram com a MGM para comandar a adaptação. O ator também produzirá o longa, ao lado do autor, dos diretores, de Amy Pascal (franquia “Homem-Aranha”) e Ken Kao (“A Favorita”). Não previsão para o começo das filmagens nem para a estreia.
O Primeiro Homem transforma conquista da lua em drama intimista
“Nós decidimos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque são fáceis, mas porque são difíceis”, disse o presidente americano John F. Kennedy em 1962, num discurso célebre que deu um novo gás para a corrida espacial e culminou com a pegada do astronauta Neil Armstrong no solo lunar. “O Primeiro Homem”, nova parceria do cineasta Damien Chazelle com o ator Ryan Gosling (ambos de “La La Land: Cantando Estações”), conta a história de Armstrong mostrando que as dificuldades mencionadas por Kennedy vão muito além dos problemas tecnológicos. Escrito por Josh Singer (“The Post – A Guerra Secreta”) com base no livro de James R. Hansen, o roteiro acompanha quase uma década na vida de Neil Armstrong (Gosling), um piloto de testes que, ao pilotar um X-15, teve o seu primeiro vislumbre do espaço. A tranquilidade espacial é substituída pela conturbada realidade terrestre. Após perder a filha, vítima de câncer, Neil decide voltar ao trabalho. Mas quando lhe empurram um serviço burocrático – que lhe daria tempo para pensar na sua perda –, ele enxerga a oportunidade de sair dali e ingressar no programa espacial. Assim, fica estabelecida desde o início a relação trabalho-família, algo que vai ser reforçado ao longo de toda a narrativa. Chazelle explicita isso ao demonstrar como o relacionamento de Armstrong com a sua família melhora quando seu trabalho está indo bem – e como piora quando as coisas vão mal. Além disso, o diretor investe em uma montagem paralela que mostra Neil no espaço e sua esposa, Janet (Claire Foy, de “The Crown”), na Terra, dando igual importância a estes dois eventos. A relação trabalho-família também é um fator determinante para levá-lo a aceitar a missão. Quando questionado sobre os motivos de querer ir até à Lua, Neil fala da possibilidade de poder enxergar as coisas sob outra perspectiva. Sua perspectiva, porém, tem mais a ver com a sua trajetória pessoal para lidar com o luto do que com as mudanças que tal viagem causaria no mundo. Por mais que o personagem de Buzz Aldrin (Corey Stoll, de “Homem Formiga”) ofereça uma opinião dissonante – falando sobre a corrida espacial contra a União Soviética –, fica claro que o filme se posiciona de maneira contrária à opinião pragmática de Aldrin e favorável à motivação emocional de Armstrong. Marcado por um histórico de tragédias, o protagonista parece se afastar de todos como forma de se proteger. Afinal, é na solidão que encontra a segurança para lidar com os seus problemas. Numa determinada cena, Neil vê um balanço na árvore e menciona para o colega Ed White (Jason Clarke, de “Planeta dos Macacos: O Confronto”) que a sua filha tinha um igual. Porém, antes de levar a conversa adiante e expor demais a sua intimidade ao amigo, ele se afasta, retornando à sua escuridão solitária. E Gosling, que não é um ator expressivo, representa bem essa personalidade introvertida justamente pela frieza da sua atuação. Damien Chazelle também opta por uma abordagem intimista. Apostando em planos fechados, o realizador transforma a sua câmera num personagem que acompanha os astronautas, vendo as coisas sob o mesmo ponto de vista deles – os voos são filmados todo no interior dos foguetes, e não por fora, como costumam ser filmes sobre o espaço. Mais do que isso, porém, a câmera parece sentir o que eles sentem, partilhando a tensão deles durante os voos – em muitos casos, a câmera treme tanto que não dá pra identificar o que está sendo mostrado, numa representação subjetiva da visão daquelas pessoas. E é bastante significativo que, quando finalmente chegam à Lua, a câmera seja a primeira a sair. Contando uma história que já é, ao menos em partes, conhecida pelo público, o longa é mais focado nos desafios da viagem, e não no seu destino. E foram muitos desafios. O design de som destaca o ranger dos metais das aeronaves antes da decolagem, apontando para o perigo iminente que aquela tecnologia representa. Trata-se de um perigo real, que custou a vida de alguns astronautas ao longo dessa jornada. Tal insegurança é reproduzida pelo próprio Armstrong quando conversa com a família pouco tempo antes de embarcar e fala da possibilidade de não voltar. Porém, apesar de temer a viagem, ele a aceita, uma vez que, de certa maneira, ele precisa dela. “Este é um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a humanidade” disse Neil Armstrong ao pisar na superfície lunar pela primeira vez. O filme de Damien Chazelle, porém, faz o caminho inverso, diminuindo o salto representado pela humanidade naquele momento e aumentando a importância do passo para aquele primeiro homem.
Estreias: Filmes da conquista da Lua e do Planet Hemp são destaques da semana
As principais estreias da semana são dois dramas que contam histórias reais, “O Primeiro Homem” e “Legalize Já – Amizade Nunca Morre”. O drama americano volta a reunir o ator e o diretor de “La La Land” (2016). Ryan Gosling vive o personagem do título, Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, numa reconstituição minuciosa da missão mais importante da NASA pelas mãos do cineasta Damien Chazelle. Recebido com fortes aplausos durante sua première mundial no Festival de Veneza 2018, “O Primeiro Homem” tem 88% de aprovação da crítica na média do site Rotten Tomatoes. O drama brasileiro, por sua vez, tem título composto com hífen, cinco palavras e nenhuma delas refere-se ao fato de que a trama conta a origem da banda Planet Hemp. A titulagem é um problema crônico no mercado cinematográfico nacional. Outro, mais grave, é a distribuição. Este longa, por exemplo, foi premiado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro há um ano, e só agora chega ao circuito comercial. Imaginem se seu tema não fosse popular. Marcelo D2 participou ativamente da produção desde o início do projeto, que durou nove anos. Ele é um dos responsáveis pela trilha sonora do longa, dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé (que fizeram “Chocante”). E o resultado supera expectativas ao se concentrar na amizade entre o jovem Marcelo (Renato Góes) e o falecido rapper Skunk (Ícaro Silva), antes de formarem a banda que se tornaria a mais famosa do Brasil nos anos 1990. É uma história de sucesso, mas sem final feliz. Logo depois da gravação da primeira demo, Skunk morreu de complicações decorrentes da Aids. Os demais lançamentos não tem a mesma qualidade, sendo versões genéricas de histórias manjadas. Dois são dirigidos por franceses e falados em inglês. Com título ainda mais longo que o da estreia nacional, “A Casa do Medo – Incidente em Ghostland” é um terror de casa mal-assombrada que decepciona quem conhece o diretor Pascal Laugier pelo brutal “Mártires” (2008). Já a “versão feminina” de “Desejo de Matar” (1974), “A Justiceira”, tem direção de Pierre Morel, do primeiro “Busca Implacável” (2008), e levou a atriz Jennifer Garner a decidir voltar para a televisão. O circuito limitado ainda inclui duas comédias igualmente já vistas. “Estás Me Matando Susana” é mais uma história de choque cultural de mexicano nos Estados Unidos, desta vez com Gael García Bernal (“Deserto”) em vez de Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”), enquanto “O Poder de Diane” é a versão cinematográfica francesa da série “The New Normal” (2012–2013) com uma “Juno” (2007) adulta. E ainda há o documentário brasileiro semanal de tese acadêmica, sempre feito à base de depoimentos, como numa produção de TV Educativa. Confira abaixo todas as sinopses e veja os trailers das estreias da semana. O Primeiro Homem | EUA | Drama A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Os sacrifícios e custos de Neil e toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais. Legalize Já – Amizade Nunca Morre | Brasil | Drama Skunk (Ícaro Silva) é um jovemrevoltado com a opressão e o preconceito diário sofrido pelas comunidades de baixa renda, que busca expor sua insatisfação através da música. Um dia, ao fugir da polícia, ele literalmente esbarra em Marcelo (Renato Góes), um vendedor de camisas de bandas de heavy metal. O gosto pelo mesmo estilo musical os aproxima, assim como a habilidade de Marcelo em compor letras de forte cunho social e questionador. Impulsionado por Skunk, ele adentra o universo da música e, juntos, formam a banda Planet Hemp. A Casa do Medo – Incidente em Ghostland | França, Canadá | Terror Pauline acaba de herdar uma casa de sua tia e decide morar lá com suas duas filhas. Mas, logo na primeira noite, o lugar é atacado por violentos invasores e Pauline faz de tudo para proteger as crianças. Dezesseis anos depois, as meninas, agora já crescidas, voltam para a casa e se deparam com coisas estranhas. A Justiceira | Estados Unidos | Thriller Quando o marido e a filha são mortos a tiros diante de um parque de diversões, Riley (Jennifer Garner) acorda de um coma e passa os anos seguintes aprendendo a se tornar uma máquina de matar. No quinto aniversário da morte de sua família, ela tem como alvo todos os responsáveis: a gangue que cometeu o crime, os advogados que os libertaram e os policiais corruptos que permitiram que tudo acontecesse. Estás Me Matando Susana | México, Canadá | Comédia Eligio (Gael García Bernal) acorda em uma manhã e descobre que sua esposa Susana (Verónica Echegui) o deixou sem dizer uma palavra sobre seus motivos ou paradeiro. Ele decide embarcar em uma viagem da Cidade do México até uma universidade de Iowa, nos Estados Unidos, para lutar pela mulher que ama. Ao chegar, ela parece ter seguido em frente com sua vida, mas Eligio resolve usar seu charme para conquistá-la enquanto enfrenta as dificuldades de um lugar estrangeiro. O Poder de Diane | França | Comédia Diane (Clotilde Hesme) é uma jovem mulher perdida na vida. Entre uma festa e outra, ela decide servir como a barriga de aluguel para Thomas (Thomas Suire) e Jacques (Gregory Montel), um casal de amigos muito próximos. Durante a gestação, ela se muda para a casa dos avós no campo e conhece Fabrice (Fabrizio Rongione), um eletricista local. Enquanto ela se prepara para dar a luz, os dois iniciam um romance improvável. A Última Abolição | Brasil | Documentário Uma retrospetiva detalhada de um momento emblemático da história do Brasil, a abolição da escravidão, apresentado de uma outra perspectiva. Ao contrário do que foi pregado por livros didáticos e outras vertentes da história oficial por muito tempo, não foi meramente a assinatura da Princesa Isabel na Lei Áurea em 13 de maio de 1888 que libertou os escravos, e tampouco tal liberdade foi um presente ou um passo na direção da mitológica democracia racial.
Ryan Gosling vai à lua no novo trailer legendado de O Primeiro Homem
A Universal Pictures divulgou novos pôster e trailer legendado de “O Primeiro Homem” (First Man), com clima tenso e interpretação magistral dos protagonistas. “O Primeiro Homem” volta a reunir o ator e o diretor de “La La Land”: Ryan Gosling vive o personagem do título, Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua no filme dirigido por Damien Chazelle. Descrita como a missão mais perigosa de todos os tempos, a conquista da Lua acabou entrando para a História como a mais bem-sucedida, mas não sem enfrentar enormes dificuldades e custar vidas, conforme abordado no roteiro de Josh Singer (“Spotlight”) sobre os bastidores do projeto. A conquista também rendeu uma das frases mais famosas do século 20: “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”, dita por Armstrong, ao pisar na Lua em 20 de julho de 1969. O elenco ainda destaca Claire Foy (série “The Crown”), Kyle Chandler (“A Noite do Jogo”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Jason Clarke (“Mudbound”), Pablo Schreiber (“Covil de Ladrões”), Shea Whigham (série “Agent Carter”), Lukas Haas (“O Regresso”), Patrick Fugit (série “Outcast”), Brian d’Arcy James (série “13 Reasons Why”), Ethan Embry (série “Sneaky Pete”), Ciarán Hinds (série “Game of Thrones”) e Cory Michael Smith (serie “Gotham”). Recebido com fortes aplausos durante sua première mundial Festival de Veneza 2018, o filme tem estreia comercial marcada para 11 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
O Primeiro Homem: Direita dos EUA cria fake news para tachar filme da conquista da Lua de “antiamericano”
Após receber muitos elogios da crítica internacional presente no Festival de Veneza 2018, “O Primeiro Homem”, novo longa de Damien Chazelle (“La La Land”), acabou virando alvo de fake news da extrema direita dos Estados Unidos, que tachou o filme de “antiamericano”. O motivo é que a projeção, que narra a história da conquista da Lua, não mostraria o astronauta Neil Armstrong (1930-2012) cravando a bandeira dos Estados Unidos na superfície lunar. A polêmica atingiu níveis raivosos, alimentada por tuítes de um senador republicano, que não viu o filme e não gostou do que imaginou, apenas porque o ator Ryan Gosling, protagonista do longa, disse durante o Festival de Veneza que a conquista de Armstrong “transcendeu países e fronteiras”. “Acho que, no final, a missão foi amplamente considerada uma conquista humana e não apenas americana, e foi assim que escolhemos mostrar”, afirmou o ator. Esta frase foi o suficiente para a fábrica de fake news espalhar que o filme não incluiu imagens da bandeira americana na Lua. É verdade que “O Primeiro Homem” não é uma obra de Michael Bay ou Peter Berg, que explodem tudo, mas não as bandeiras tremulantes. Entretanto, o filme tem, sim, a imagem icônica da bandeira dos Estados Unidos no espaço – que não tremula pela falta de gravidade. Sinal desses tempos de governo Trump, o diretor teve que emitir um comunicado para desmentir a notícia falsa. ‘Em ‘O Primeiro Homem’, eu mostro a bandeira americana em pé na superfície lunar, mas a bandeira sendo fisicamente plantada na superfície é um dos vários momentos da missão lunar da Apollo 11 em que escolhi não me concentrar”, afirmou Chezelle. “Para resolver a questão de saber se isso foi uma declaração política, a resposta é não. Meu objetivo com este filme foi compartilhar com o público os aspectos invisíveis e desconhecidos da missão dos Estados Unidos rumo à Lua – particularmente a saga pessoal de Neil Armstrong e o que ele pode ter pensado e sentido durante aquelas poucas horas famosas. Eu queria que o foco principal nessa cena fosse os momentos solitários de Neil na Lua – seu ponto de vista quando ele saiu pela primeira vez da nave, seu tempo gasto na cratera, as memórias que podem ter passado pela sua mente durante o seu passeio lunar. Este foi um feito além da imaginação, foi realmente um grande salto para a humanidade. Este filme é sobre uma das realizações mais extraordinárias não apenas na história americana, mas na história da humanidade. Minha esperança é que cavando sob a superfície e humanizando o ícone, podemos entender melhor o quão difícil, audacioso e heroico esse momento realmente foi”, ele acrescentou. Tem mais. Os próprios filhos de Neil Armstrong, Rick e Mark, resolveram se pronunciar. Eles também emitiram um comunicado para defender o filme, do qual se sentem muito orgulhosos. Ele pode ser lido na íntegra abaixo. “Nós lemos vários comentários sobre o filme hoje e especificamente sobre a ausência da cena em que a bandeira é cravada, feita em grande parte por pessoas que não viram o filme. Como vimos várias vezes, pensamos que talvez devêssemos ponderar. Este é um filme que se concentra no que você não conhece sobre Neil Armstrong. É um filme que se concentra em coisas que você não viu ou pode não se lembrar da jornada de Neil para a lua. Os cineastas passaram anos fazendo uma extensa pesquisa para chegar ao homem por trás do mito, para chegar à história por trás da história. É um filme que oferece uma visão única da família Armstrong e dos heróis americanos caídos, como Elliot See e Ed White. É um filme muito pessoal sobre a jornada do nosso pai, visto através dos olhos dele. Esta história é humana e universal. Claro, celebra uma conquista americana. Também comemora uma conquista “para toda a humanidade”, como diz a placa que Neil e Buzz deixaram na lua. É uma história sobre um homem comum, que faz profundos sacrifícios e sofre com a perda intensa para alcançar o impossível. Embora Neil não se visse assim, ele era um herói americano. Ele também era engenheiro e piloto, pai e amigo, um homem que sofria privadamente através de grandes tragédias com graça incrível. É por isso que, embora haja inúmeras cenas da bandeira americana na Lua, os cineastas escolheram focar em Neil olhando para a Terra, sua caminhada até a cratera, sua experiência única e pessoal de completar essa jornada, uma jornada que viu tantos altos incríveis e baixos devastadores. Em suma, não sentimos que este filme é antiamericano nem um pouco. Muito pelo contrário. Mas não acredite em nossa palavra. Nós encorajamos todos a irem ver este filme notável e ver por si mesmos”, concluíram.












