“Round 6” bate recorde e vira série mais vista da Netflix
É oficial. A Netflix confirmou nas redes sociais que “Round 6” bateu recorde de audiência e se tornou a série mais assistida da plataforma. Primeira produção vista por mais de 100 milhões de perfis de assinantes do serviço, a série foi sintonizada, ao todo, por 111 milhões de lares. Os números foram revelados nesta terça (12/10), 25 dias após a estreia da atração. A audiência massiva superou com larga vantagem o sucesso de “Bridgerton”, até então a série mais assistida da Netflix, com 82 milhões de visualizações. O volume de tráfego gerado pela produção foi tão grande que uma das maiores empresas provedoras de internet da Coreia do Sul resolveu processar a plataforma por monopolizar seus serviços. A SK Broadband está cobrando na justiça os custos de manutenção e a quantidade de banda larga utilizados por seus usuários para ver “Round 6”. O lado mais sombrio do fenômeno é que a série está sendo vista por muitas crianças, que tentam recriar os jogos com colegas. O apelo encontra-se no fato de os desafios mortais serem baseados em brincadeiras infantis. Mas por conter muita violência a produção é imprópria para menores de 16 anos. O sucesso se reflete ainda na popularidade repentina dos atores da série. A estreante Jung Ho-yeon, que interpreta a jogadora 067, tornou-se a atriz sul-coreana mais seguida do Instagram praticamente da noite para o dia. Até então modelo, ela viu seu número de seguidores saltar de 400 mil para o nível Juliette de quase 20 milhões em três semanas. O impacto, claro, também virou pressão para que a história continue. Embora este não fosse o plano original do criador, o cineasta Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”) já começou a comentar seus planos para retomar a série. Já a Netflix decidiu aproveitar a popularidade da atração para promover outras séries sul-coreanas de seu catálogo. São muitas, mas para cada “Kingdom” há uma dúzia de doramas românticos que não compartilham o menor denominador comum com o apelo dos jogos vorazes e violentos de “Round 6”. A propósito, a atração mais próxima de “Round 6” na Netflix é uma série japonesa, “Alice in Borderland”, lançada em dezembro passado e renovada para a 2ª temporada. Fica a dica. Não vou dizer quem ganhou o jogo, mas posso dizer oficialmente que a Coreia ganhou a Netflix. Assistida por 111 milhões de lares, Round 6 é a minha maior série de todos os tempos. pic.twitter.com/7dDUzESEKt — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 12, 2021
Criador de “Round 6” adianta detalhes da 2ª temporada
A continuação de “Round 6” já começa a ganhar forma. Embora tenha dito inicialmente que não saberia como continuar a história, indicando que a série não teria sequência, o roteirista, diretor e produtor Hwang Dong-hyuk revelou que novos capítulos se tornaram inevitáveis e de tanto pensar nisso já sabe que rumo tomar. Em entrevistas recentes para diferentes países, após a série se tornar um fenômeno mundial, ele deixou claro que a trama já se formou em sua cabeça. Falando ao canal de notícias CNN na sexta-feira (8/10), ele disse: “Deixei algumas coisas em aberto para aprofundar na 2ª temporada, se ela acontecer”. Em outra conversa com o jornal britânico The Times, Dong-hyuk revelou que, com o esboço de história estabelecido, também sabe exatamente quem trazer de volta, como o Frontman, o supervisor mascarado do jogo. O personagem era irmão do policial que se infiltrou nos bastidores do jogo, mas sua motivação para virar líder dos mascarados não foi explicada na série. O diretor aprofundou essa abordagem falando ao site Indiewire. “Ainda resta explorar a história do Frontman e sua relação com o irmão, o policial. E as pessoas também estão curiosas sobre o rumo de Gi-hun após o final. Acho que tenho a obrigação de contar aos fãs”. Nesta segunda (11/10), em entrevista ao jornal brasileiro O Globo, ele acrescentou outros personagens à relação dos que devem voltar em novos episódios. Um deles é o aliciador dos jogadores, que atrai Gi-hun no metrô, e que ao ser visto novamente no final da série faz o protagonista abandonar um voo para os EUA, assumindo a missão de desvendar a origem dos jogos. Além disso, Dong-hyuk deixou no ar a possibilidade de o policial, baleado na reta final da série, ainda estar vivo. “Se fizer, a 2ª temporada seria em cima da tentativa de Gi-hun (Lee Jung-jae) em achar as pessoas que fazem parte do jogo, como o homem com quem ele jogou no metrô. Acho que ele tentaria encontrá-lo”, disse. “Há também a história do policial, se ele está vivo ou não.” Nas conversas com a imprensa internacional, Dong-hyuk ressaltou que a 2ª temporada ainda não foi confirmada, “mas tantas pessoas estão entusiasmadas que estou realmente pensando em fazer isso.” A Netflix não disfarça o interesse em realizar a produção, que estaria quebrando recordes de audiência da plataforma. Mas segue em compasso de espera pela decisão do diretor. A responsável pelo conteúdo de séries estrangeiras da plataforma, Bela Bajaria, disse ao site Vulture que “ele tem um filme e outras coisas em que está trabalhando”, que planejava iniciar após a estreia de “Round 6”.
Saiba porque “Round 6” só tem este nome no Brasil
Sabia que o Brasil é um dos poucos países em que “Round 6” é “Round 6”? Só os assinantes brasileiros acompanharam a série com este nome, enquanto o resto do mundo conheceu o novo fenômeno popular da Netflix como “Squid Game”. Então, porque a série não é “Squid Game” por aqui? A internet tem suas teorias. A tradução literal de “Squid Game” é “Jogo da Lula”. A opção de mudar o nome seria, então, política, para evitar qualquer referência como o “Jogo do Lula”, o ex-presidente que lidera as pesquisas de intenção de voto para voltar ao poder em 2022. Afinal, os vilões são a elite VIP, que se diverte enquanto o povo luta para sobreviver e ignora pequenas corrupções de seus representantes. A explicação oficial, porém, é outra. A série teria recebido outro nome por aqui porque o tal jogo da Lula, que é o sexto e último jogo da trama, não tem conexão com a realidade brasileira. Enquanto os brasileiros conhecem bolinhas de gude e cabo de guerra, que figuram entre as disputas, o tal Jogo da Lula não faz parte da cultura nacional. Por isso, houve a opção de adotar o título alternativo da produção, que se refere ao fato de haver seis “rounds” (rodadas) de jogos na trama. Na verdade, a origem da denominação “Round 6” (com a pronúncia “six” do número em inglês) encontra-se na apresentação original do projeto. O primeiro nome anunciado para a série, mundialmente, em setembro de 2019, foi exatamente este. “A Netflix Inc., serviço líder mundial de entretenimento na Internet, anunciou que o premiado diretor Hwang Dong-hyuk produzirá uma nova série original coreana, Round Six”, comunicou a plataforma na época. De lá para cá, “Round 6” virou “Squid Game” para outros países, mesmo naqueles que não tem o Jogo da Lula entre suas tradições – como a Argentina, que exibe a série como “El Juego del Calamar”. Sim, é Lula lá.
Netflix vai reeditar “Round 6” para tirar número de telefone real da série
A Netflix e a Siren Pictures, produtora de “Round 6”, anunciaram que a série sul-coreana que se tornou fenômeno de audiência mundial será reeditada para remover as cenas que mostram um número de telefone real. “Junto à equipe de produção de ‘Round 6’, estamos trabalhando para resolver definitivamente este problema com várias medidas, incluindo a edição de cenas em que o número de telefone aparece”, disseram as empresas em comunicado. O número mostrado na série, que era acionado pelos interessados em participar dos jogos, pertence a uma pessoa real de Gyeonggi, na Coreia do Sul. Desde que ‘Round 6’ se tornou um sucesso internacional, ela relatou que recebe mais de 4 mil ligações diárias, e não apenas locais, mas do mundo inteiro. O fenômeno levou um candidato à presidência da Coreia do Sul, Huh Kyung-young, do Partido Nacional Revolucionário, a se oferecer para comprar o número, indicando que pagaria até US$ 85 mil para o proprietário – mas não se sabe se a proposta foi aceita. A Netflix também teria feito contato com ele, oferecendo uma indenização monetária para que trocasse de número. Mas a pessoa alega não poder fazer a troca, porque usa o número para seus negócios e isso lhe faria perder clientes.
Estrela de “Round 6” vira atriz sul-coreana mais seguida do Instagram
Graças à popularidade mundial de “Round 6”, a jovem Jung Ho-yeon, que interpreta a jogadora 067 na série, tornou-se a atriz sul-coreana mais seguida do Instagram. Após a estreia da atração na Netflix, em 17 de setembro, a artista viu seu número de seguidores saltar de 400 mil para mais de 14 milhões. “No começo, eu fiquei meio surpresa, já que estava checando em tempo real. Quando abri o aplicativo uma vez, o número subiu, quando abri outra vez, subiu ainda mais”, ela contou em entrevista à Herald Pop. “Eu pensei que o amor por ‘Round 6’ estava sendo refletido em números, como se fosse o destino, e fiquei grata. O fato de que tantas pessoas ao redor do mundo estão demonstrando interesse na série me deixa muito feliz”, completou a atriz. A jogadora 067, Kang Sae-byeok, é uma das principais personagens da série e o maior papel da carreira de Jung Ho-yeon, que até “Round 6” era mais conhecida como modelo. Ela chamou atenção aos 19 anos, na competição “Korea’s Next Top Model” de 2013, e desde então apareceu em várias campanhas, desfiles e editorais de moda, inclusive nas revistas Vogue americana e britânica. Seus trabalhos anteriores como atriz se resumiam a cinco curtas-metragens e quatro clipes musicais de K-Pop. Criada pelo cineasta Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”), a série reúne 456 competidores em seis jogos, que terminam com os eliminados mortos e os vencedores avançando para a disputa final, valendo um valor bilionário em wons, a moeda sul-coreana.
Round 6: Netflix converte valor do prêmio e dívidas dos personagens em reais
A Netflix resolveu ajudar os fãs brasileiros de “Round 6” a entender quando dinheiro os participantes dos jogos mortais da trama disputaram. Criada pelo cineasta Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”), a série reúne 456 competidores em seis jogos, que terminam com os eliminados mortos e os vencedores avançando para a disputa final, valendo um valor bilionário em wons, a moeda sul-coreana. Como a moeda parece extremamente desvalorizada nas cenas da trama, a plataforma revelou o valor total do prêmio em reais. E é realmente uma fortuna: R$ 208 milhões. Também fez a conversão de algumas dúvidas dos personagens e outros detalhes financeiros da trama, como o preço de um tapa na cara no começo da história. Veja os valores em reais no tuite abaixo. Os valores de Round 6 convertidos em reais 😳💸: Prêmio do Jogo: R$ 208.845.119,58Dívida do Sang-Woo: R$ 27.479.621,00Dívida do Seong Gi-hun: R$ 732.789,89Parte por jogador: R$ 457.9993,68Prêmio da corrida de cavalos: R$ 20.609,72Um tapa na cara: R$ 457,99 — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 1, 2021
Sucesso de “Round 6” gera processo contra a Netflix
O sucesso excessivo de “Round 6” motivou uma ação judicial contra a Netflix na Coreia do Sul, país em que a série foi desenvolvida. O interesse pela história das 456 pessoas que participam de um jogo mortal pra ganhar um prêmio bilionário fez com que a internet de alta velocidade do país atingisse picos de uso nunca antes vistos. Por conta disso, uma provedora sul-coreana de internet, a SK Broadband, decidiu cobrar na justiça os custos de manutenção e a quantidade de banda larga utilizados por seus usuários para ver a série. Em comunicado, a plataforma argumentou que os usuários já pagam a internet fora de suas assinatura e irá recorrer do processo, ao mesmo tempo em que buscará um acordo com a empresa de banda larga. “Acreditamos em um relacionamento colaborativo entre provedores de conteúdo e ISPs, com cada um fornecendo a melhor experiência aos nossos consumidores mútuos. Estamos investindo pesadamente em trazer excelente conteúdo coreano para nosso público em todo o mundo”, disse a Netflix em comunicado. “Apesar de não poder entrar em detalhes do processo, continuamos buscando um diálogo aberto com a SK Broadband, para que os consumidores possam continuar a desfrutar de streaming de conteúdo de alta qualidade em velocidades rápidas”, completou. A SK Broadband estima que a Netflix esteja devendo 27,2 bilhões de wons, cerca de R$ 124,5 milhões, de acordo com as informações divulgadas. Por curiosidade, o valor é basicamente metade do prêmio disputado em “Round 6”.
Sucesso de “Round 6” faz fundador da Amazon elogiar Netflix
O sucesso da série sul-coreana “Round 6” (Squid Game) na Netflix fez até Jeff Bezos, fundador da Amazon, elogiar os executivos do serviço rival. Bezos decidiu comentar no Twitter o impacto da atração, que atualmente lidera o ranking da Netflix em mais de 90 países e ruma para se tornar o programa mais assistido da história da plataforma, apesar de não ser falada em inglês. Parabenizando a “estratégia de internacionalização” dos rivais, o executivo da Amazon considerou o feito “impressionante e inspirador”. “Reed Hastings, Ted Sarandos e a equipe da Netflix acertam com muita frequência. A estratégia de internacionalização deles não é fácil e eles estão fazendo isso funcionar. Impressionante e inspirador. (E mal posso esperar para assistir à série)”, tuitou Sarandos no sábado (2/10), junto de uma imagem de “Round 6”. O tuite gerou alvoroço na rede social com as mais variadas reações, desde memes comparando Bezos aos vilões VIPs de “Round 6” até teorias de conspiração sobre uma suposta aquisição da Netflix pela Amazon, mas principalmente considerações sobre o que o elogio de Bezos à estratégia de conteúdo internacional da Netflix significaria para o projeto do Amazon Studios. Além de “Round 6”, a Netflix contabilizou audiências impressionantes com outras produções internacionais, especialmente as espanholas “La Casa de Papel” e “Elite”, sem esquecer de “Lupin”, que no início deste ano se tornou a primeira atração de língua francesa a liderar o ranking dos conteúdos mais vistos da plataforma nos Estados Unidos. .@ReedHastings and Ted Sarandos and the team at @Netflix get it right so often. Their internationalization strategy isn’t easy, and they’re making it work. Impressive and inspiring. (And I can’t wait to watch the show.) https://t.co/yFw7TGyc1U — Jeff Bezos (@JeffBezos) October 2, 2021
Boneca de “Round 6” vira “ameaça” em shopping das Filipinas
A Netflix investiu num marketing pouco usual para divulgar a série “Round 6” no exterior, instalando a assustadora boneca assassina dos primeiros episódios na entrada de um shopping center das Filipinas. Um vídeo divulgado pela Netflix das Filipinas registra a instalação gigante e o clima que ela cria. Aparentemente imóvel, a boneca reage quando um pedestre tentar atravessar no sinal vermelho. Ela gira a cabeça e acende um led vermelho nos olhos, remetendo ao jogo mortal da série. Veja abaixo. “Round 6”, cujo título internacional é “Squid Game”, tornou-se um fenômeno mundial após seu lançamento em 17 de setembro. Segundo Ted Sarandos, chefão de conteúdo da Netflix, a produção sul-coreana deve se tornar uma das séries mais vistas do serviço de streaming em todos os tempos. Criação do cineasta Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”), a trama acompanha um grupo de 456 competidores, que aceitam participar de um jogo que dará ao vencedor um prêmio de 45,6 bilhões de wons (cerca de R$ 206 milhões). Os personagens principais são dois amigos de infância, Gi-hun, interpretado por Lee Jung-jae (“A Empregada”), que se sente derrotado pela vida ao se tornar cheio de dívidas, e Sang-woo, vivido por Park Hae-soo (“Tempo de Caça”), que também entra no jogo quando tem problemas financeiros. As disputas são baseadas em brincadeiras infantis do país asiático, mas que, antes que os participantes sejam avisados, se transformaram em jogos sanguinários de vida ou morte. Better play by the rules because she's always watching. Will you make it past the first round of Squid Game? 🦑 pic.twitter.com/qvTlHddqsr — Netflix Philippines (@Netflix_PH) September 22, 2021
Round 6: Sucesso sul-coreano é acusado de plágio e uso de telefone real
A série sul-coreana “Round 6” (Squid Game) virou assunto mundial após seu lançamento na Netflix em 17 de setembro. O próprio Ted Sarandos, chefão de conteúdo da plataforma, revelou nesta semana que ela deve se tornar uma das mais vistas do serviço de streaming em todos os tempos. Mas o sucesso também veio acompanhado por polêmicas, desde acusação de plágio até o uso de dados de pessoas reais. Na trama, um grupo de 456 competidores aceitam participar de um jogo que dará ao vencedor um prêmio de 45,6 bilhões de wons (cerca de R$ 206 milhões). As disputas são baseadas em brincadeiras infantis do país asiático, mas que, antes que os participantes sejam avisados, se transformaram em jogos sanguinários de vida ou morte. A ideia lembra muitas outras aventuras distópicas, de “O Sobrevivente” (1987) a “Jogos Mortais” (2012), mas os fãs de mangás apontaram que a criação do cineasta sul-coreano Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”) seria cópia de “As the Gods Will”, mangá de Muneyuki Kaneshiro publicada em 2011, que virou um filme sangrento do famoso diretor japonês Takashi Miike em 2014. As semelhanças são claras. Nas duas histórias, a luta por sobrevivência acontece por meio da disputa de jogos infantis. E há detalhes idênticos em algumas cenas. Em sua defesa, Dong-hyuk afirmou que já tinha o roteiro na gaveta desde 2008, mas só conseguiu emplacar o projeto quando a Netflix se interessou. Além disso, ele aponta que apenas o primeiro jogo da série é parecido com o mangá. Dali para frente, não há nada similar. As controvérsias em torno da série também incluem o uso de dados reais na trama. Um espectador afirmou num fórum que os dados de uma conta bancária exibida na trama são reais. Para comprovar, ele teria transferido dinheiro para a conta em questão, sugerindo que os dados foram usados sem permissão. Os produtores negaram esta possibilidade. Entretanto, um número de telefone, que aparece logo no começo da história, provou-se comprovadamente real. O número existe e vários fãs de “Round 6” tem ligado para ele, causando problemas para a proprietária do telefone, uma mulher coreana, que passou a receber ligações e mensagens constantes. O portal Koreaboo revelou que o proprietário do telefone tem o número há mais de 10 anos e ficou bastante surpresa (e incomodada) com a quantidade de contatos que passou a receber, 24 horas por dia, desde a estreia da série. Ainda segundo o portal, a Netflix teria feito contato com ele, oferecendo-lhe uma indenização monetária e sugerindo que trocasse de número. Mas a pessoa alega não poderia fazer a troca, porque usa o número para seus negócios e isso lhe faria perder clientes. O sucesso de “Round 6” também esbarra em outro problema, desta vez de natureza criativa. Os fãs claramente querem continuar a explorar o mundo da série. Entretanto, Hwang Dong-hyuk revelou que não tem a menor ideia do que seria uma 2ª temporada da atração. Veja abaixo as comparações de cenas entre “Round 6” e a adaptação cinematográfica de “As the Gods Will” 그리고 오징어게임 일본작품 표절입니다 https://t.co/5kS1oZL5Su pic.twitter.com/rAfQEWXAm3 — 7 (@Fra77777777) September 19, 2021
Netflix revela as 10 séries mais vistas da plataforma em todos os tempos
A Netflix voltou a emitir sinais de fumaça sobre a audiência de sua programação. A plataforma de streaming divulgou uma lista com as dez séries originais mais vistas de seu serviço. Ao fazer o anúncio, o chefão da programação da empresa, Ted Sarandos, revelou que “Bridgerton” lidera o ranking por ter sido assistida por 82 milhões de contas de assinatura. Os números também são grandiosos para os demais destaques, com “Lupin: Parte 1” e a 1ª temporada “The Witcher” empatados na 2ª posição, vistas por 76 milhões de assinantes. Em seguida vem outro empate, entre “Sex/Life” e a já velha 3ª temporada de “Stranger Things”, ambas com 67 milhões de visualizações. A Parte 4 de “La Casa de Papel” atingiu 65 milhões, “A Máfia dos Tigres” marcou 64 milhões, a minissérie “O Gambito da Rainha” teve 62 milhões, “Sweet Tooth” chegou a 60 milhões, e “Emily em Paris” fecha o ranking revelado com 58 milhões. Mas segundo Sarandos, essa lista pode sofrer mudanças em breve devido ao sucesso da recém-lançada “Round 6”. Ao anunciar o Top 10 da empresa, ele afirmou que a série sul-coreana pode se tornar a atração original mais vista da história da plataforma, “caso os números de suas primeiras semanas se mantenham firmes”. Os números servem para mostrar quais são os conteúdos mais populares do serviço. Mas não servem realmente como relatório confiável de audiência, porque são todos inflados. Vale lembrar que a Netflix conta como vista qualquer série que tiver dois minutos assistidos por um assinante. É o tempo de duração dos créditos de abertura de uma atração. Até 2019, a Netflix considerava vistas apenas séries que tivessem 70% de sua exibição concluída e os números só ultrapassaram a casa de 40 milhões com a 3ª temporada de “Stranger Things”. A mudança aconteceu em janeiro de 2020 com a contabilização dos lançamentos de “Witcher” e do filme “Esquadrão 6”, com Ryan Reynolds, que de uma hora para outra dobraram a média até então considerada padrão de sucesso na plataforma. A justificativa para a mudança na contabilização foi um exemplo descontextualizado da concorrência. O YouTube foi quem estabeleceu o parâmetro de dois minutos de visualização. Só que o YouTube é uma plataforma de vídeos curtos, repleta de clipes de três minutos de duração. Para dar noção das distorções ocasionadas por essa abordagem, a Netflix afirmou que “Esquadrão 6” teria sido visto por 83 milhões de assinantes em seu primeiro mês, em janeiro de 2020, praticamente metade do total de 167 milhões de usuários que o serviço possuía na época em todo o mundo. Entretanto, um ano e meio depois, Scott Stuber, chefe da divisão de filmes da plataforma, afirmou que “Esquadrão 6” não teria sequência porque não atingiu as expectativas. Um filme com mais audiência que a série mais vista segundo dados revelados nesta semana pelo chefão da Netflix, não teria engajamento suficiente do público. Ao comentar a decepção de “Esquadrão 6” em julho deste ano, Stubber também admitiu que os números da Netflix são considerados um problema por cineastas que ele gostaria de atrair para a empresa.
Séries online: Final de “Pose”, “Round 6” e volta de “Sex Education” agitam streaming
O fim de semana reserva uma maratona de lágrimas com a estreia tardia da (inédita no Brasil) temporada final de “Pose” na Star+, série premiadíssima que fez história na televisão. Ao longo de três temporadas, a produção de Ryan Murphy, Brad Falchuk e Steven Cannals contou os bastidores das festas de ballroom de Nova York na virada dos anos 1980 e 1990, onde surgiu a dança Vogue popularizada pela música de mesmo nome de Madonna. Mas além deste lado festivo, também mostrou o avanço da Aids e as lutas do período contra vários preconceitos. O detalhe é que, enquanto fazia isso, “Pose” também derrubou muitos preconceitos do presente, ao reunir o maior elenco transexual já visto na TV, estabelecer a carreira da roteirista-produtora-diretora trans Janet Mock, além de transformar Michaela Jaé (MJ) Rodriguez em superstar, indicada ao Emmy de Melhor Atriz de Drama, e confirmar o talento do astro da Broadway Billy Porter, que já venceu e concorre a seu segundo Emmy no próximo domingo (19/9). Para equilibrar a programação com bom humor, também chegam as esperadas 3ª temporada de “Sex Education” na Netflix e a 2ª de “The Morning Show” na Apple TV+. Entre as produções estreantes, os destaques são a minissérie de crime real “Dr. Death”, o remake do clássico bergmaniano “Cenas de um Casamento” e a adaptação dos quadrinhos distópicos “Y: The Last Man”, todas com episódios semanais, respectivamente na Stazplay, HBO Max e Star+. Há ainda um suspense ultraviolento da Coreia do Sul, “Round 6”, que tem tudo para se tornar um fenômeno e virar a atração internacional mais popular da plataforma. Criada pelo cineasta Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”), a série reúne 456 competidores em seis jogos, que terminam com os eliminados mortos e os vencedores avançando para a disputa final, valendo um valor bilionário em wons, a moeda sul-coreana. Reflexo da crise financeira e do abismo entre os podres de ricos e os extremamente miseráveis, a série é a crítica social mais envolvente dos últimos tempos. Confira abaixo essas e outras dicas, incluindo uma atração musical com shows clássicos de MPB e várias opções para o público infantil, com seus respectivos trailers. São 12 estreias para conferir nas plataformas digitais neste fim de semana. Pose | EUA | 3ª Temporada (Star+) Sex Education | Reino Unido | 3ª Temporada (Netflix) The Morning Show | EUA | 2ª Temporada (Apple TV+) Dr. Death | EUA | Minissérie (Starzplay) Scenes from a Marriage | EUA | Minissérie (HBO Max) Y: The Last Man | EUA | 1ª Temporada (Star+) Round 6 | Coreia do Sul | 1ª Temporada (Netflix) Brooklyn Nine-Nine | EUA | 7ª Temporada (Netflix) Rugrats: Os Anjinhos | EUA | 1ª Temporada (Paramount+) He-Man e os Mestres do Universo | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Final Space | EUA | 3ª Temporada (Netflix) A Tia É Top | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Chico & Caetano | Brasil | Musical (Globoplay)
Round 6: Série sanguinária da Netflix ganha novo trailer
A Netflix divulgou novos pôsteres internacionais e mais um trailer legendado de “Round 6” (Squid Game), série sul-coreana inédita sobre uma competição mortal. Na trama, um grupo de 456 competidores aceitam participar de um jogo que dará ao vencedor um prêmio de 45,6 bilhões de wons (cerca de R$ 206 milhões). Os personagens principais são dois amigos de infância, Gi-hun, interpretado por Lee Jung-jae (“A Empregada”), que se sente derrotado pela vida após ser demitido, e Sang-woo, vivido por Park Hae-soo (“Tempo de Caça”), que também entra no jogo quando tem problemas no trabalho. As disputas são baseadas em brincadeiras infantis do país asiático, mas que, antes que os participantes sejam avisados, se transformaram em jogos sanguinários de vida ou morte. A série é uma criação do cineasta Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”) e sua estreia está marcada para 17 de setembro.










