Chamada de elenco revela que Spielberg vai dirigir remake de Amor, Sublime Amor
As especulações de que um remake de “Amor, Sublime Amor” (West Side Story) seria o próximo projeto dirigido por Steven Spielberg deixaram de ser apenas rumores. A diretora de casting Cindy Tolan (de “Straight Outta Compton” e da série “The Marvelous Mrs. Maisel”) compartilhou a chamada para testes de elenco do projeto nas redes sociais, com o nome de Spielberg incluído nas hashtags e no cartaz da produção. Spielberg está listado como diretor do longa, enquanto Tony Kushner aparece como responsável pela adaptação do roteiro. Kushner é um colaborador frequente de Spielberg, tendo trabalhado com o diretor em “Munique” (2005) e “Lincoln” (2012). Os dois também estavam desenvolvendo “The Kidnapping of Edgardo Mortara”, que foi preterido por “The Post” e pode ter sido abandonado. “Amor, Sublime Amor” é uma versão contemporânea de “Romeu e Julieta”, passada em Nova York no final dos anos 1950, que acrescenta à história de amor proibido elementos de delinquência juvenil e preconceito racial. A obra estreou na Broadway em 1957 com canções de Leonard Bernstein e letras de Stephen Sondheim, e já foi levada ao cinema em 1961, com direção de Robert Wise (“A Noviça Rebelde”) e do coreógrafo Jerome Robbins (“O Rei e Eu”). Considerado um dos melhores musicais de todos os tempos, o longa venceu 10 Oscars, incluindo Melhor Filme. O diretor ainda não se pronunciou a respeito do projeto ou deu motivos para querer refilmar o longa, que é considerado uma obra-prima. Ele nunca fez um musical sequer. Mas seu nome vem sendo ligado ao remake desde 2014. PLEASE SHARE.#WestSideStory#StevenSpielberg #TonyKushner pic.twitter.com/5hgxuwxLm2 — cindy tolan (@cindytolan1) January 25, 2018
Me Chame pelo seu Nome é um romance tão arrebatador que até seu sofrimento é bonito
Inspirado no livro homônimo de André Aciman, “Me Chame Pelo Seu Nome” descreve o primeiro amor de Elio (a revelação Timothée Chalamet), um menino de 17 anos aproveitando a juventude na casa dos pais em algum lugar do norte da Itália no ano de 1983. Elio tem uma namoradinha, mas rapidamente se encanta pelo estudante mais velho, Oliver (Armie Hammer), que ficará hospedado em sua casa durante seis semanas, a convite de seu pai. Os dois rapidamente travam uma amizade, que evolui para uma paixão. Afinal, não se vai para uma Itália tão ensolarada somente para devorar livros e estudar. É como se o diretor italiano Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”) utilizasse a arte que pulsa ao redor, assim como as belezas naturais do cenário, como convites para um romance inevitável. É possível sentir o calor da região, o cheiro das plantas, o gosto da comida e os drinks. Os grandes diretores conseguem transmitir isso à plateia. Por exemplo, David Lean colocou o espectador na temperatura infernal do deserto em “Lawrence da Arábia” (1962) e Steven Spielberg fez a sala de cinema se transformar num campo de batalha com cheiro de fogo e morte em “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). Luca Guadagnino fisga os sentidos ao aproveitar o ambiente para que os jovens não tenham escapatória e se entreguem um ao outro da mesma forma que o cinéfilo ao filme. Se o sentimento existe, por que alguém decidiria ignorá-lo? Inicialmente, Elio se faz essa pergunta. Não sabe se diz a Oliver o que realmente sente ou se esconde a verdade para evitar um sofrimento desnecessário. É claro que o ato de reprimir sentimentos ou impulsos gera sofrimento, embora as pessoas não estejam habituadas a aceitar isso quando estão na linha tênue entre se jogar ou não numa relação amorosa. O roteiro de James Ivory (cineasta veterano, responsável por “Retorno a Howards End” e “Vestígios do Dia”) provoca perguntas que todo mundo se fez ou fará algum dia: Se Elio jamais tivesse contado a verdade a Oliver, isso o pouparia de futuras dores ou mágoas? Seria o amor uma maldição? Teria sido melhor apenas manter a amizade? Ou será que ninguém precisa temer um momento especial mesmo sabendo que existe começo e fim para tudo? Mas Elio escolhe arriscar – senão, não teríamos filme. E ao fazer isso, leva o espectador a lembrar do primeiro beijo, do primeiro amor, daquele relacionamento mal-resolvido, mas também daquela pessoa a quem nunca scontou o que realmente sentia por ela. Esse é o poder do filme de Luca Guadagnino, que gruda na retina e não sai mais, com sua beleza e ternura, principalmente após a fala nos minutos finais do personagem de Michael Stuhlbarg, que interpreta o pai de Elio. Um monólogo que jamais será esquecido ao fazer a cabeça girar em torno de memórias, amores jamais superados, responsabilidade afetiva e desejos não concretizados. Porém, a maior qualidade de “Me Chame Pelo Seu Nome” é materializar algo simples e bastante corajoso: uma história de amor entre dois homens sem que, acredite, existe uma cena ou qualquer diálogo que sugira manifestações de preconceito. Mesmo assim, é um romance que só poderia ser contado nos dias de hoje, uma proposta que nunca teria uma visibilidade tão grande no mercado cinematográfico antes dos sucessos de obras como “Brokeback Mountain” e “Moonlight”, que fizeram todos os públicos pensarem. Filmes que ajudaram todos a olhar em volta, entender como é o mundo de verdade e as pessoas que nele vivem com suas próprias escolhas no caminho para a felicidade. “Me Chame Pelo Seu Nome” vem na sequência de algumas histórias que já foram contadas, mas é a virada de página. Não importa se Elio e Oliver são dois homens ou duas mulheres. Importa que eles sejam felizes enquanto o filme dura na tela. É o recado otimista de Luca Guadagnino, que carrega nas cores fortes para imaginar um mundo melhor e sem medo de amar. Uma experiência arrebatadora, de sensibilidade rara, que torna bonito até o sofrimento.
Zosia Mamet vira vizinha do ex-namorado em trailer de romance indie
O estúdio indie FilmRise divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Boy Downstairs”, comédia romântica estrelada por Zosia Mamet (série “Girls”). Na trama, após se mudar para um apartamento, ela descobre que o ex-namorado mora no mesmo prédio. Pior que isso, a convivência forçada a faz perceber que ainda sente algo por ele, que tem uma namorada nova. Escrito e dirigido pela estreante Sophie Brooks, “The Boy Downstairs” ainda destaca em seu elenco Matthew Shear (“Mistress America”) como o ex-namorado e Sarah Ramos (série “Midnight, Texas”) como a namorada dele. O filme teve pré-estreia mundial no Festival de Tribeca do ano passado, atingindo 83% de aprovação no site Rotten Tomatoes, e receberá um lançamento limitado em 16 de fevereiro nos Estados Unidos. Não há previsão para o Brasil.
Corpo e Alma combina imagens repulsivas e oníricas para contar uma história de amor
“Corpo e Alma” é um filme imageticamente forte. Sua abordagem do matadouro de animais onde se passa a história mostra, de um lado, toda a assepsia exigida pelos controles oficiais, ao mesmo tempo em que exibe o sangue e as entranhas dos animais, a selvageria que é o abatedouro e o esquartejamento. O paradoxo é que o dono do estabelecimento, que com ele lucra e vive, nem aguenta ver o que se faz lá e não entende quando um candidato a funcionário não se incomoda com o que vê. O natural é se incomodar, claro, se houver alguma sensibilidade. Esse mesmo personagem, Endre (Morcsányi Géza), mostra-se reservado, até tímido, no seu ambiente de domínio e se aproxima com dificuldade de uma nova colaboradora, inspetora que lá chegou: Mária (Alexandra Borbély). Ela é travada ao contato e às relações, numa existência despreparada para o convívio humano que escape aos rígidos códigos de controle que ela utiliza no trabalho, sem nenhuma flexibilidade. Esses dois personagens carentes se encontrarão numa narrativa bem construída, em que se destaca o inusitado fato de que, noite após noite, eles experienciam sonhos idênticos. Sonhos que remetem a impulsos de caráter instintivo, projetados em animais, não o gado abatido no matadouro, mas cervos se encontrando na neve. E aqui, novamente, as imagens dessa natureza gelada e dos bichos são bastante sedutoras. Ou seja, os sonhos são belos, remetem a uma história de amor. Intrigante, estranha, assustadora, mas, sim, uma história de amor. A realização cinematográfica se vale do onírico e do poético para mostrar a fragilidade e a vulnerabilidade do humano e da possibilidade de amar. A crueldade está presente no cotidiano e o sofrimento parece ser uma condição indissociável da própria vida. A diretora Ildiko Enyedi mostra mão firme num tema rarefeito, que pede personagens inibidos, bloqueados. Exigindo, portanto, desempenhos contidos, voltados para dentro. Um desafio que, sobretudo, Alexandra Borbély vence brilhantemente. Mas todo o clima do filme e o desempenho do elenco seguem no mesmo diapasão. “Corpo e Alma” venceu o Urso de Ouro na edição do ano passado do Festival de Berlim, como Melhor Filme, e foi indicado pela Hungria para disputar uma vaga no Oscar 2018 de Filme de Língua Estrangeira.
Romance entre o Príncipe Harry e a atriz Meghan Markle vai virar telefilme
O romance entre o Príncipe Harry e a atriz Meghan Markle vai virar telefilme do canal pago Lifetime. Conhecido por produzir telebiografias sensacionalistas sobre celebridades, o canal anunciou o projeto durante o evento de imprensa semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Intitulado “Harry & Meghan: The Royal Love Story”, o telefilme vai narrar o namoro e a história de amor entre o príncipe britânico e sua noiva plebeia, americana, divorciada, atriz e negra, que desde 2016 gera intensa atenção da mídia global. A direção está a cargo de Menhaj Huda (série “The Royals”) A produção era considerada inevitável, já que o Lifetime fez o mesmo com o noivado de seu irmão. Ainda não existe uma data de estréia, mas “William & Kate: The Movie”, sobre o romance entre o Príncipe William e Kate Middleton, foi lançado 11 dias antes do casamento real. O casamento de Harry e Meghan Markle está marcado para 19 de maio.
Anastasia está grávida no novo trailer de Cinquenta Tons de Liberdade
Comprovando que virou novela, o novo trailer de “Cinquenta Tons de Liberdade”, final da trilogia inaugurada por “Cinquenta Tons de Cinza” (2015), revela que Anastasia está grávida. O anúncio da gravidez vem no final do vídeo, depois do casamento, da noiva vestida de branco e de cenas da vida de casados dos protagonistas. Supostamente erótica, a história virou literalmente de papai e mamãe, com direito a surtos de ciúmes e melodrama para deixar o trailer ainda menos excitante. O filme foi rodado simultaneamente ao anterior pelo diretor James Foley (da série “House of Cards”), com roteiro de Niall Leonard, marido da autora dos livros, E.L. James, e volta a trazer Dakota Johnson e Jamie Dorman como o casal Anastasia e Christian Grey. O restante do elenco inclui a cantora Rita Ora e muitos atores de TV, entre eles Eric Johnson (série “Rookie Blue”) como o clichê com nome de vilão, Jack Hyde. “Cinquenta Tons de Liberdade” estreia em 8 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Série clássica Louco por Você pode ser a próxima a ganhar revival
A série clássica de comédia “Louco por Você” (Mad About You) pode ser a próxima a ganhar revival televisivo. Segundo o site TVLine, a Sony estaria cogitando produzir uma nova temporada da atração, uma das sitcoms mais populares dos anos 1990. Os astros Paul Reiser e Helen Hunt já foram abordados e topariam voltar para uma quantidade “limitada” de episódios. Reiser, que também cocriou a série com Danny Jacobson, lideraria a equipe de roteiristas mais uma vez. Segundo o site, o revival lidaria com Paul e Jamie, o casal vivido por Reiser e Hunt, lidando com a “síndrome do ninho vazio” quando sua filha Mabel, agora com 17 anos, estiver entrando na faculdade. “Louco por Você” foi exibida entre 1992 e 1999 nos Estados Unidos, e venceu 12 prêmios Emmys – quatro deles conquistados por Helen Hunt como Melhor Atriz de Comédia. Paul Reiser está atualmente no elenco de outro fenômeno popular, a série “Stranger Things”, da Netflix, enquanto Helen Hunt foi vista em 2017 na minissérie “Shots Fired”, embora venha priorizando seu trabalho como diretora – do filme “Ondas da Vida” e das séries “Feud”, “Life in Pieces” e “This Is Us” – que ela começou a exercer ainda na época de “Louco por Você”. Caso o projeto vá adiante, “Louco por Você” se juntará a “Twin Peaks”, “Arquivo X”, “Três É Demais”, “Prison Break”, “Heroes”, “Gilmore Girls”, “Roseanne” e “Will & Grace” na lista das séries que sacudiram a poeira dos arquivos para voltar ao ar.
Pedro Almodóvar elege Me Chame pelo Seu Nome como seu filme favorito de 2017
Uma enquete do portal Outros Cines Europa revelou os filmes favoritos de 2017 de alguns diretores espanhóis. E Pedro Almodóvar elegeu “Me Chame pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino, como o seu preferido. Não só isso: ele teceu inúmeros elogios à produção. “Tudo é bonito, atraente, desejável e emocionante neste filme. Os meninos, as meninas, os cafés, as frutas, os cigarros, as piscinas, as bicicletas, as danças ao ar livre, os anos 1980, as dúvidas e a entrega dos protagonistas, a sinceridade de todos os personagens, a relação do protagonista com seus pais. A aposta dos autores pela paixão dos sentidos. A luz do norte da Itália e especialmente Thimotée Chalamet, a grande revelação do ano”, saudou o diretor. Vencedor da primeira premiação importante da temporada, o Gotham Awards, e líder em indicações ao Spirit Awards, “Me Chame pelo Seu Nome” se passa numa idílica mansão rural italiana dos anos 1980 e mostra como o jovem filho de um professor americano se encanta com o novo pupilo convidado a passar o verão com a família. O elenco destaca Timothée Chalamet (“Interestelar”) como o filho, Michael Stuhlbarg (“A Chegada”) como o pai e Armie Hammer (“Cavaleiro Solitário”) como o galã convidado. Adaptação de um romance aclamado de André Aciman, o filme estreia em 18 de janeiro no Brasil.
Primeiro filme dirigido pela atriz Heather Graham ganha trailer
A atriz Heather Graham (“Se Beber, Não Case”) estrela, assina o roteiro e estreia na direção com “Half Magic”, uma comédia indie sobre sexo e relacionamentos, que teve seu primeiro trailer divulgado pela Momentum Pictures. A prévia mostra como a personagem de Heather é reprimida desde a infância para considerar sexo um pecado ou algo que deve ser ruim. Já adulta, ela encontra duas mulheres com os mesmos problemas de relacionamentos, e juntas decidem que não se sujeitarão mais ao machismo, nem a sexo ruim com homens que não souberem valorizá-las. De fato, o vídeo conta toda a história. O que a prévia não conta é o que Heather Graham faz para parecer congelada no tempo, com praticamente a mesma aparência de 20 anos atrás, quando o sexo não parecia ser um problema para a Rollergirl de “Boogie Nights: Prazer Sem Limites” (1997). O elenco de “Half Magic” se completa com diversos atores de séries: Stephanie Beatriz (“Brooklyn Nine-Nine”), Angela Kinsey (“The Office”), Molly Shannon (“Divorce”), Luke Arnold (“Black Sails”), Thomas Lennon (“The Odd Couple”), Jason Lewis (“Midnight, Texas”) e Chris D’Elia (“Undateable”). A comédia estreia em fevereiro nos Estados Unidos e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Trailer e cena da minissérie Little Women apresentam estreia da filha de Uma Thurman e Ethan Hawke
A BBC divulgou a primeira foto, o trailer e uma cena da minissérie “Little Women”, adaptação do clássico literário “Adoráveis Mulheres” (também conhecido pela tradução “Mulherzinhas”), escrito por Louisa May Alcott em 1868. Um dos livros mais populares da literatura americana, a obra de Alcott conta a história de quatro irmãs entre os anos que separam a meninice da maturidade, numa época em que ainda não existia o conceito da adolescência – meados do século 19. Com a ajuda de sua mãe, vivida na minissérie por Emily Watson (“Evereste”), elas aprendem a crescer num período difícil de suas vidas, quando o pai está ausente, lutando na Guerra Civil americana, e a falta de dinheiro passa a afetar seus destinos. A nova versão destaca a estreia da jovem atriz Maya Thurman-Hawke, filha de Uma Thurman (“Kill Bill”) e Ethan Hawke (“Boyhood”). A adolescente de 19 anos é muito parecida fisicamente com a mãe e fácil de ser identificada. Ela vive Jo, a irmã aventureira das personagens de Willa Fitzgerald (série “Scream”), Annes Elwy (vista na série “Philip K. Dick’s Electric Dreams”) e Kathryn Newton (da série “Sobrenatural”). O elenco ainda inclui o jovem Jonah Hauer-King (que também está na vindoura minissérie “Howards End”), Julian Morris (série “Pretty Little Lies”) e os veteranos Michael Gambon (da franquia “Harry Potter”), Angela Lansbury (série “Assassinato por Escrito”) e Dylan Baker (trilogia “Homem-Aranha”). Com três episódios, a adaptação foi desenvolvida pela roteirista e produtora Heidi Thomas, criadora das populares séries britânicas de época “Upstairs Downstairs” e “Call the Midwife”. A atração é a terceira versão do livro de Alcott realizada pela BBC, após minisséries nas décadas de 1950 e 1970. Mas Hollywood também usou a obra como fonte de várias produções, desde o cinema mudo. As mais famosas foram “As Quatro Irmãs” (1933) com a jovem Katharine Hepburn, “Quatro Destinos” (1949) com a adolescente Elizabeth Taylor e “Adoráveis Mulheres” (1994), que reuniu simplesmente Winona Ryder, Kirsten Dunst, Claire Danes e Trini Alvarado como as irmãs March. A minissérie será exibida em três noites consecutivas, entre 26 e 28 de dezembro, no Reino Unido e nos Estados Unidos.
Histórias de Amor que Não Pertencem a este Mundo é divertido e comovente
Falar com saudades do glorioso cinema italiano de outrora já virou lugar comum sempre que se fala sobre novos exemplares vindos do país. Então, pulemos este clichê e passemos direto ao filme de Francesca Comencini, o sentimental, divertido e comovente “Histórias de Amor que Não Pertencem a este Mundo”, que tem ganhado pouca repercussão, mesmo no circuito alternativo. Isso é algo que não deveria acontecer, levando em consideração tanta coisa boa que a filha de Luigi Comencini (o “pai da comédia italiana”) apresenta neste seu novo filme. Francesca até já tem uma filmografia relativamente extensa, iniciada nos anos 1980, mas esta comédia romântica estrelada por Lucia Mascino (da série “Suburra”) é sua primeira produção a estrear no circuito comercial brasileiro. Antes tarde do que nunca. Há amor no título e é o tema do filme. A trama acompanha a trajetória da professora Claudia (Lucia Mascino), uma mulher que não se conforma com a perda e o distanciamento do grande amor de sua vida, o também professor Flavio (Thomas Trabacchi, de “A Minha Versão do Amor”). Ambos foram apaixonados por um bom período de tempo, mas a insistência de Claudia para ter um filho com Flavio e sua insegurança acabaram por complicar o relacionamento. O filme é narrado pelo ponto de vista de Claudia e vemos algumas cenas em flashback, que flagram alguns dos melhores e dos mais difíceis momentos da relação do casal. O filme não se frustra em mostrar a paixão desesperada da mulher, em detrimento da calma e tranquilidade de Flavio. Para ele, a separação não foi nenhum fim do mundo. Pareceu algo indiferente. Porém, é interessante notar o quanto o mesmo homem se sente inseguro perto de outra mulher, uma moça bem mais jovem que ele, sua aluna. A bela e jovem garota, por sua vez, se sente segura, enquanto ele procura ser um ás na cama, o que normalmente acontece com homens depois dos 40, que se tornam menos egoístas e mais interessados em dar mais prazer à parceira, ainda que isso possa trazer também uma sensação de poder e contentamento. É até uma pena que o filme se detenha pouco nessa relação de Flavio com a jovem Nina (Valentina Bellè). Mas o foco é mesmo a adorável, engraçada e desesperada protagonista Claudia, em sua insistência em acreditar que o homem que ama ainda voltará para ela. Há um pouco de dor nessa dificuldade de virar a página. Só o fato de fazer o público sentir isso já merece recomendação ao trabalho de Francesca Comencini, que ainda conta com aspectos técnicos belíssimos – a fotografia e a direção de arte, que valorizam interiores e lindas paisagens, e a trilha sonora que enternece o espectador. O diálogo final de Claudia com Flavio está entre os mais belos e agridoces do cinema recente.
Novo livro do autor de A Culpa É das Estrelas vai virar filme
O novo romance do escritor John Green, autor de “A Culpa É das Estrelas” e “Cidades de Papel”, vai virar filme. Elogiado pela crítica internacional, “Tartarugas Até Lá Embaixo” (“Turtles All the Way Down”, em inglês), ganhará adaptação produzida pelos estúdios Fox, mas ainda não há informações sobre elenco e a data de estreia. Lançado em 10 de outubro, o livro já virou best-seller nos Estados Unidos. Ele conta a história de uma menina de 16 anos, Aza Holmes, que sofre de obsessivo-compulsivo (TOC) e tenta resolver um mistério envolvendo um fugitivo bilionário. O autor já vendeu os direitos de adaptação de cinco livros, mas apenas dois chegaram às telas. Também produzido pela Fox e estrelado por Shailene Woodley e Ansel Elgort, “A Culpa É das Estrelas” foi um dos maiores sucessos de bilheteria de 2014, arrecadando mais de US$ 300 milhões no mundo, além de ter inspirado um revival da tendência dos romances de jovens doentes, que teve seu primeiro pico original com “Love Story” em 1970. Já a segunda adaptação, “Cidades de Papel” (2015), não conseguiu repetir o feito, faturando apenas US$ 85,5 milhões, mesmo com os astros teen Cara Delevingne e Nat Wolff no elenco. Por conta disso, a Paramount Pictures engavetou o projeto de adaptar “Quem É Você Alasca?”, que tinha a atriz Elle Fanning (“Malévola”) cotada para o papel principal. Outro projeto cinematográfico, baseado no livro natalino “Deixe a Neve Cair”, teve a estreia adiada.
Trailer de romance traz Bella Thorne doente de paixão pelo filho de Arnold Schwarzenegger
A Open Road divulgou o pôster, as fotos e o primeiro trailer de “Midnight Sun”, novo romance adolescente de doença – a tendência mórbida que ganhou impulso com o sucesso de “A Culpa É das Estrelas” (2014) e já rendeu dois fracassos nas bilheterias deste ano, “Tudo e Todas as Coisas” e “O Espaço Entre Nós”. A doente da vez é Bella Thorne (série “Famous in Love”). Ela sofre de um mal raro que a impede de sentir a luz do sol. Mas a trama não a transforma em vampira, o que seria interessante. Apenas numa garota enclausurada, que só descobre como a noite pode ser boa ao se apaixonar. O crush é o vizinho que ela viu crescer de sua janela, interpretado por Patrick (filho de Arnold) Schwarzenegger, para quem nunca teve coragem de se apresentar. E para quem prefere mentir, inventando desculpas para nunca encontrá-lo de dia. Os cínicos ficarão felizes em perceber que o trailer conta quase o filme inteiro, dispensando a ida ao cinema para comprovar como seus clichês são previsíveis. Já os românticos irão ver assim mesmo, justamente porque seus clichês são previsíveis. Por curiosidade, a trama é baseada num mangá para meninas, “Taiyo no Uta” (ou “Midnight Sun” mesmo), de Kenji Bando, que já foi transformado em filme japonês há 11 anos – e também numa minissérie vietnamita. A direção é de Scott Speer (de “Ela Dança, Eu Danço 4” e da série “Finding Carter”). “Midnight Sun” tem estreia marcada no Brasil para 19 de abril, quase um mês após o lançamento nos Estados Unidos (em 23/3).












