Lembre a carreira de Sinéad O’Connor em 15 vídeos
A voz de Sinéad O’Connor, que se calou nesta quarta-feira (26/7) aos 56 anos, sempre foi poderosa, ecoando uma presença de palco inconfundível. Sua abordagem sem barreiras, misturando gêneros e estilos, ajudou a criar um som que era inegavelmente seu. Do pós-punk ao funk, do folk ao pop, sua versatilidade é evidente ao longo da carreira, assim como seu talento. Sua evolução musical começou com o álbum “The Lion and the Cobra” em 1987, mas foi com o seu segundo disco, “I Do Not Want What I Haven’t Got”, de 1990, que ela alcançou o estrelato global. A canção “Nothing Compares 2 U”, escrita por Prince, se tornou um hit internacional e o vídeo da música, que apresenta um close emocional da artista, é considerado um dos mais icônicos da história da música pop. Se gravou Prince em 1990, também gravou Nirvana quatro anos depois, mostrando a amplitude de suas influências. Nascida e criada na Irlanda, Sinéad se destacou não apenas por sua voz única, mas também por sua personalidade forte e suas opiniões francas. Sua decisão de raspar a cabeça no início de sua carreira foi um ato de desafio contra as expectativas tradicionais de gênero e beleza, que a tornou uma figura inspiradora para muitos. Não por acaso, ela foi uma defensora incansável dos direitos humanos e usou sua plataforma para falar sobre questões como abuso infantil e injustiça social. Para celebrar a obra da artista, selecionamos 15 clipes marcantes que destacam a variedade sonora de sua carreira musical. Confira. Ou assista os clipes na versão Playlist:
Supla lança clipe com temática BDSM
O cantor Supla, conhecido por sua irreverência e estilo punk, lançou nesta quarta-feira (26/7) o videoclipe da música “Transa Amarrada”, que faz parte do álbum “Punks de Boutique”. O vídeo, que tem direção de Gabriela Greeb (do documentário “Hilda Hilst Pede Contato”), traz uma temática BDSM, com muitas cenas de fetiche, que refletem o teor da letra. Descrito pela assessoria de imprensa do artista como “um vídeo bem loko do Supla e dos Punks de Boutique”, a obra celebra práticas consensuais de dominação e submissão, que costumam render polêmica entre os não adeptos. Supla, entretanto, não se importa com possíveis controvérsias. “Adoramos ter feito esse trabalho e viva as fantasias sexuais. Que cada um tenha a sua e have fun”, declarou o cantor sobre a experiência vivida na gravação do clipe. Carreira em alta O lançamento do clipe vem em um momento de alta na carreira de Supla. O cantor lançou recentemente o álbum “Punks de Boutique”, o 18º de sua carreira, que tem feito sucesso nas plataformas de música. O disco, que sucede “SuplaEgo” (2020), também ganhou uma versão em vinil com um disco vermelho, que tem agradado aos colecionadores. O álbum traz 12 canções inédita, incluindo um cover punk rock de “As It Was”, hit de Harry Styles. Entre as demais faixas, destaca-se “Eu Não Sou Poeta”, cujo vídeo lançado em abril já alcançou mais de 1,3 milhões de visualizações no YouTube.
Cantora Sinéad O’Connor morre aos 56 anos
A cantora irlandesa Sinéad O’Connor, do hit “Nothing Compares 2 U”, morreu nesta quarta-feira (26/7) aos 56 anos, ainda sem causa confirmada. “É com muita tristeza que comunicamos o falecimento de nossa querida Sinéad. Família e amigos estão devastados e pediram privacidade neste momento tão difícil”, disse a família da cantora, em nota. No ano passado, a cantora passou por um período traumático ao perder seu filho Shane O’Connor. O jovem de 17 anos foi encontrado morto na cidade de Wicklow, na Irlanda, após travar uma luta contra a depressão e pensamentos suicidas. Ele fugiu de um hospital onde estava sob vigilância médica. História de Sinéad O’Connor Sinéad Marie Bernadette O’Connor nasceu em Dublin, na Irlanda, em 8 de dezembro de 1966. Ela era filha do engenheiro Sean O’Connor e de Marie O’Connor. Conhecida por sua voz doce e visual rebelde, a cantora teve sua vida marcada por abusos na infância, tentativa de suicídio e revelação de homossexualidade no meio da conturbada carreira musical. Ela chegou a ser excomungada por protestar contra abusos sexuais de padres e membros da igreja católica, antes que a polêmica se tornasse inegável. Seu primeiro álbum foi “The Lion and The Cobra”, lançado em 1987 em homenagem à mãe que falecera há pouco tempo. O disco, com músicas de pós-punk dançante, foi aclamado pela crítica e reproduzido em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, atraindo atenção para o estilo rebelde da jovem, que buscava esconder a beleza ao se apresentar careca. Sua careca se tornou reconhecida mundialmente com o lançamento de “Nothing Compares 2 U”, música composta para ela pelo cantor Prince (1958-2016), que se tornou o hit mais ouvido do mundo em 1990. Ainda na década de 1990, Sinéad lançou seu terceiro disco “Am I Not Your Girl?”, onde ela interpretou novas músicas de sucesso, como “Don’t Cry For Me, Argentina” e “Gloomy Sunday”. A cantora também passou a chamar atenção por protestos religiosos nesse período, e acabou conquistando uma imagem negativa no meio conservador, chegando a ser vaiada num show em tributo a Bob Dylan nos EUA. Em 1994, a artista lançou mais um álbum de destaque, “Universal Mother”, que incluía a faixa “Fire on Babylon” sobre abuso sexual infantil. Já nos anos 2000, Sinéad anunciou sua conversão à Igreja Tridente Latino, da Irlanda, passando a dedicar-se apenas à religião. Pouco depois, ela anunciou sua despedida dos palcos para cuidar da família. Pouco mais de uma década depois, a cantora descumpriu sua própria promessa e, no final de 2011, lançou seu último álbum, intitulado “Home”. Ao todo, foram dez álbuns em 37 anos de carreira, incluindo discos dedicados a canções tradicionais irlandesas. Famosa por opiniões fortes sobre a igreja, a cantora se converteu ao Islamismo e trocou seu nome para Shuhada ‘Sadaqat em 2018. Ela chegou a “enfrentar” as autoridades religiosas em outros momentos, rasgando uma bíblia em um momento marcante da carreira. Em setembro de 2019, a artista voltou a causar polêmica ao fazer acusações contra o cantor Prince, que teria agredido várias mulheres. Ela teria sido uma das vítimas. No início deste ano, Sinéad foi aplaudida de pé ao receber o prêmio inaugural de Álbum Irlândes Clássico no RTÉ Choic Music Awards. A cantora dedicou seu prêmio, por “I Do Not Want What I Haven’t Got”, para a comunidade de refugiados da Irlanda. Sinéad O’Connor deixa três filhos.
Johnny Depp teria sido encontrado inconsciente em hotel
O ator e músico Johnny Depp teria sido encontrado inconsciente em um quarto de hotel, levando ao cancelamento de duas apresentações da banda Hollywood Vampires na Europa. A notícia tem gerado preocupação entre os fãs do ator, que atualmente está em turnê com a banda. A Hollywood Vampires cancelou um show na Papp László Sport Arena, em Budapeste, Hungria, no último minuto, sem fornecer um motivo para o cancelamento. A notícia foi acompanha dos rumores de que o show foi cancelado porque Depp “desmaiou tão gravemente que um médico teve que ser chamado para o seu quarto de hotel” antes do show, conforme relatado pelo Daily News Hungary. Um funcionário do local, que deveria trabalhar no show de Budapeste, afirmou que “tudo estava pronto, o palco estava montado, a equipe de bastidores estava pronta para a festa. Não ocorreu a ninguém que poderia haver um problema, especialmente porque os membros da banda haviam feito a configuração de som programada para a tarde. Ninguém pensou muito no fato de que Johnny Depp não participou e seu microfone foi configurado por um membro da equipe, mas isso não é incomum para as estrelas.” O funcionário acrescentou mais sobre o que ouviu a respeito da condição do ator de “Piratas do Caribe” pouco antes do show em Budapeste: “Tudo o que ouvimos é que Depp estava superexcitado, ele nem mesmo conseguiu sair do hotel. Também ouvimos que chamaram um médico para ver se havia algo mais errado com ele do que simplesmente ter exagerado como uma estrela do rock.” Segundo cancelamento e declarações da banda Dias depois de cancelar o show na Hungria, a banda cancelou um segundo show na Eslováquia. Originalmente, o grupo deveria tocar no Olympic Fields, na cidade de Zvolenska Slatina, mas o concerto foi repentinamente transferido para o Anfiteatro Banska Bystrica, que fica a cerca de 32 km do local original, e no dia do show decidiram cancelar abruptamente também essa apresentação, citando trabalho “inseguro” e “incompleto” feito no local. Em uma declaração para seus fãs, a banda afirmou: “Ao chegar hoje ao local na Eslováquia para começar a montagem para a apresentação, rapidamente ficou claro que a construção da instalação estava incompleta e, portanto, insegura tanto para a banda quanto para o público em geral. A banda está muito chateada com essa recente e infeliz sequência de eventos e espera retornar quando as agendas permitirem.” A banda não comentou sobre os motivos do cancelamento de Budapeste, citando apenas um problema de “circunstâncias imprevistas”. Portanto, as alegações feitas por veículos húngaros não foram confirmadas nem contestadas até este momento. Os boatos coincidem como especulações da volta de Depp ao papel como Capitão Jack Sparrow. Se a Disney estava considerando fazer uma oferta a Depp, esse tipo de situação pode mudar tudo.
Baixista do Blur critica falta de shows no Brasil: “Estou furioso”
Alex James, baixista da banda de rock britânica Blur, demonstrou sua frustração com a falta de shows do grupo no Brasil. Nos últimos meses, os fãs brasileiros alimentaram esperanças de ver a banda ser confirmada no line-up do Primavera Sound São Paulo, já que tocará uma semana antes no Primavera Sound Buenos Aires, na Argentina. Entretanto, o festival divulgou sua lista completa de participantes na última quinta-feira (20/7) sem a presença dos ingleses. Em entrevista ao podcast Tenho Mais Discos Que Amigos (TMDQA), o baixista lamentou a falta de agenda da banda para se apresentar no Brasil. “Eu estou absolutamente furioso que ainda não temos data para ir ao Brasil. Isso não pode estar certo, não pode estar certo”, declarou. Na sequência, ele lembrou a última vez em que o Blur esteve no Brasil em 2013. “Pelo amor de Deus, a última vez que estivemos aí foi incrível”, confessou. O baixista ainda explicou que a banda realiza uma quantidade bastante limitada de shows. “Nos últimos 20 anos, nós provavelmente fizemos menos de 50 shows, sabe. Não tocamos tanto. Mas eu não faço ideia de por que não estamos indo ao Brasil e estou furioso”, continuou. “Deveríamos ir. Nos convidem, vamos fazer acontecer!”. Durante o podcast, James confirmou que não há previsão de um show solo da banda no país. Ao longo dos anos, o Blur teve apenas duas vindas ao Brasil, sendo a primeira vez em 1999 e a última em 2013. Na versão brasileira do Primavera Sound, a banda foi substituída por The Killers – que esteve por aqui no ano passado. Primeiro álbum em oito anos Nesta sexta-feira (21/7), Blur lançou seu primeiro álbum em oito anos, “The Ballad of Darren” com 10 faixas inéditas. O projeto marca o reencontro da banda, após o vocalista Damon Albarn transformar seu projeto paralelo Gorillaz em principal. O disco está sendo elogiadíssimo pela crítica especializada, assim como a turnê do grupo veterano, formado em 1989, e que também inclui o guitarrista Graham Coxon e o baterista Dave Rowntree. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tenho Mais Discos Que Amigos! (@tmdqa)
10 Filmes: As principais estreias para ver em casa
Bastante eclética, a programação de cinema em casa desta semana tem comédia de ação, thriller sul-coreano, drama brasileiro, suspenses, romances e punk rock. Confira abaixo a seleção com os 10 principais lançamentos para ver em streaming. CLONARAM TYRONE! | NETFLIX A comédia estrelada por John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) e Jamie Foxx (“Dupla Jornada”) combina humor, sci-fi e ação com o estilo do cinema blaxploitation dos anos 1970. Na trama, Boyega interpreta Fontaine, um traficante de drogas que deveria estar morto após ser baleado por seu rival. Só ele que nunca levou o tiro, que atingiu outra pessoa exatamente igual. Ao investigar o mistério, ao lado de Yo-Yo (Teyonah Parris, de “WandaVision”) e do cafetão Slick Charles (Foxx), Fontaine descobre o plano de uma misteriosa organização para clonar a população negra. A direção é de Juel Taylor (roteirista de “Creed II”), que também escreveu o roteiro ao lado de Tony Rettenmaier (“Space Jam 2: Um Novo Legado”). A BRUXA – PARTE 1: A SUBVERSÃO | HBO MAX O thriller sul-coreano gira em torno de Ja-yoon (interpretada pela estreante Kim Da-mi), uma adolescente talentosa que vive uma vida pacata em uma cidadezinha rural, até aparecer em um programa de talentos na televisão e atrair a atenção de figuras de seu passado esquecido. É que a jovem aparentemente normal escapou de uma instalação governamental secreta quando criança e possui habilidades especiais. Perseguida, Ja-yoon começa a descobrir seus poderes e a enfrentar uma série de conflitos e lutas – intensas, acrobáticas e criativas – , enquanto tenta desvendar os mistérios de sua origem e identidade. Visualmente impressionante, com sequências de ação de tirar o fôlego e uma estética futurista industrial que contrasta com a simplicidade da vida rural de Ja-yoon, o filme de 2018 é a primeira parte de uma trilogia do diretor Park Hoon-jung (“Nova Ordem”), que lançou a segunda parte nos cinemas no ano passado. SEDE ASSASSINA | VOD* A estreia em Hollywood do cineasta argentino Damian Szifrón (“Relatos Selvagens”) é um thriller policial sobre a caça a um sniper assassino. Profissional que mata seus alvos à distância sem deixar pistas, o serial killer escapa de todas as tentativas de captura, até que uma policial inexperiente é recrutada para o caso num palpite do chefe da investigação, e demonstra que seu perfil desajustado pode ser a chave para entender a mente desse assassino. O elenco destaca Shailene Woodley (“Divergente”), Ben Mendelsohn (“Capitã Marvel”) e Jovan Adepo (“Babilônia”). ASSASSINO SEM RASTRO | HBO MAX Mais um thriller de ação de Liam Neeson (“Busca Frenética”), que mesmo após completar 70 anos segue dando tiros e correndo sem parar – com ajuda de dublês. Desta vez, ele vive um assassino experiente na mira do FBI. Quando se recusa a concluir um trabalho para uma organização criminosa, vira um John Wick da Terceira Idade para caçar e matar as pessoas que o contrataram, antes que elas – ou o FBI – o encontrem primeiro. Para complicar, sua memória começa a vacilar e ele é forçado a questionar todas as suas ações, inclusive em quem pode confiar. A direção é de outro veterano: Martin Campbell, que assinou dois filmes de “007”. Isto ajuda “Assassino sem Rastro” a ser melhor que “Agente das Sombras”, “Missão Resgate”, “Na Mira do Perigo”, “Legado Explosivo” e outros thrillers genéricos recentes da carreira do ator. DESEJO PROIBIDO | VOD* O novo drama romântico do polonês Tomasz Mandes, diretor da franquia “365 Dias”, tem todos os defeitos que os fãs de erotismo soft minimizam. O novelão com atores são ruins de corpos belos gira em torno de uma mulher mais velha, que se envolve com um instrutor de paraquedismo 15 anos mais novo. O affair se complica quando a filha da mulher resolve aparecer sem avisar e fica furiosa ao descobrir a relação, decidindo fazer de tudo para acabar com o romance, inclusive se oferecer para o amante da própria mãe. O protagonista masculino é um dos galãs de “365 Dias”, o italiano Simone Susinna, atual affair da cantora Anitta. A FELICIDADE DAS COISAS | MUBI A coisa que a protagonista (Patrícia Saravy, de “Tentei”) do drama nacional imagina que possa lhe trazer felicidade é uma piscina, que ela sonha em construir para os filhos na modesta casa de praia em que mora com a mãe. Ela está grávida do terceiro filho e os problemas financeiros tornam cada vez mais difícil ser feliz, mas ela insiste, lutando por seu objeto de desejo, contra tudo e todos, como um símbolo de resistência por suas crianças. A diretora Thais Fujinaga (“A Cidade onde Envelheço”) se inspirou em sua infância para conceber seu segundo longa, que foi filmado na região em que passava os verões na adolescência. Os críticos de carteirinha gostaram. “A Felicidade das Coisas” venceu o prêmio de Melhor Estreia Brasileira, entregue pela Abraccine na Mostra de São Paulo de 2021. NADA É POR ACASO | AMAZON PRIME VIDEO O drama espírita nacional acompanha duas mulheres desconhecidas que, após muitos encontros furtuitos, percebem estar ligados por laços formados além dessa vida. Curiosamente, o diretor Márcio Trigo, que estreia no cinema, é mais conhecido por programas humorísticos do Multishow, como “Treme Treme”, “Xilindró” e “Multi Tom”. O elenco destaca Giovanna Lancellotti (“Temporada de Verão”), Mika Guluzian (“Pacto de Sangue”) e Rafael Cardoso (“Salve-se Quem Puder”). VERGEL | VOD* Em pleno verão, uma mulher brasileira (Camila Morgado, de “Bom Dia, Verônica”) espera o corpo do seu marido que foi morto durante as férias do casal na Argentina. A burocracia é tanta e a espera tão longa que ela começa a perder a noção do tempo e o senso de realidade. O apartamento onde ela está hospedada é cheio de plantas, que são quase personagens, mas ela sequer consegue cuidar delas. Até que uma vizinha (Maricel Álvarez, de “O Tradutor”) se oferece para ajudar a regar e a mulher encontra nessa desconhecida alguém com quem compartilhar sua dor. Drama minimalista de confinamento, o filme da cineasta argentina Kris Niklison (“Diletante”) também registra a última performance de Maria Alice Vergueiro (“Tapa na Pantera”), falecida em 2020. RUDE BOY | MUBI O clássico “perdido” de 1980 co-dirigido por Jack Hazan e David Mingay, é um retrato do cenário punk britânico no auge da banda The Clash. O filme foi rodado durante a produção do álbum “Give ‘Em Enough Rope”, mas ganhou proeminência após o grande sucesso comercial do álbum duplo “London Calling”. O enredo principal se concentra em Ray Gange, um jovem à deriva (que também é um dos roteiristas), que passa de empregado de uma sex shop em Soho a roadie do The Clash. Embora ele se torne parte do círculo interno da banda, Gange representa tudo o que a banda se opõe: a intolerância e a política reacionária. A trama do filme é construída em torno das sessões de gravação e performances ao vivo do The Clash, incluindo o concerto “Rock Against Racism”, que aconteceu em Victoria Park em 1978. Embora o filme tenha estrutura narrativa inconsistente, a força da música e das performances do The Clash compensa tudo, fornecendo um retrato autêntico da banda em seu auge. “Rude Boy” também é lembrado por sua polêmica devido à insatisfação da banda com uma subtrama que difamava os jovens negros em Londres durante a era Thatcher. O grupo até tentou desautorizar o filme. Entretanto, a passagem do tempo o transformou em um documento valioso. Ainda que amargo, é um testemunho do auge do punk e um retrato da época, com uma trilha repleto de clássicos do Clash, como “Career Opportunities”, “I’m So Bored With the USA”, “Stay Free” e “I Fought The Law”. THE PUNK SINGER | FILMICCA O documentário retrata a vida e a carreira de Kathleen Hanna, uma figura influente na cultura punk e no universo feminista, e ícone do movimento riot grrrl dos anos 1990. Dirigido por Sini Anderson, o filme demonstra a importância de Hanna para o rock alternativo americano, como vocalista da influente banda Bikini Kill, e sua luta contra a doença de Lyme, que levou ao fim da banda em 2005. A narrativa é construída a partir de uma rica coleção de material de arquivo, incluindo performances ao vivo, entrevistas de vários roqueiros lendários e momentos pessoais, que ilustram a energia e a paixão de Hanna tanto no palco quanto fora dele. A história de Hanna é contada de forma cronológica, desde seus primeiros dias no Bikini Kill, passando pela fundação do movimento riot grrrl, sua influência no Nirvana e sua saída abrupta da cena musical devido à doença de Lyme. O filme também destaca a relação de Hanna com seu marido, Adam Horowitz, também conhecido como Ad-Rock dos Beastie Boys, e a importância de seu apoio durante a fase mais difícil de sua vida. O documentário termina com um concerto de tributo a Hanna em 2010, onde várias bandas interpretam suas músicas e ela mesma se apresenta com seu novo projeto musical, Julie Ruin. Depois disso, a cantora ainda lançou o projeto punk eletrônico Le Tigre. Mas só foi superar a doença em 2015, situação que lhe permitiu dar uma reviravolta. Depois de colocar um The à frente da banda Julie Ruin e lançar dois álbuns, ela retomou o Bikini Kill em 2019. As riot grrls originais tiveram os planos da grande volta atrapalhados pela pandemia, mas tocaram em vários festivais nos últimos dois anos e permanecem juntas até hoje. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
Banda de Keanu Reeves lança clipe e anuncia primeiro álbum em 23 anos
A banda Dogstar divulgou clipe e anunciou seu primeiro álbum em 23 anos. O grupo americano é formado pelo ator Keanu Reeves – estrela das franquias “John Wick” e “Matrix” – como baixista, ao lado do guitarrista e vocalista Bret Domrose e do baterista Rob Mailhouse. O anúncio foi feito por uma publicação no Instagram oficial da banda nesta quarta-feira (19/7). “Estamos muito animados em anunciar nosso novo álbum ‘Somewhere Between the Power Lines and Palm Trees’, que será lançado em 6 de outubro em nosso selo Dillon Street Records. Uma quantidade muito limitada de vinis autografados está disponível na Loja Oficial – corram rápido!”, declarou a banda em comunicado à imprensa. O clipe da primeira faixa do projeto, intitulada “Everything Turns Around”, é marcado pela sonoridade grunge, e mostra a banda se apresentando em cenários diferentes – projetados ao fundo. Por curiosidade, a direção é de Josh Oreck, que dirigiu vídeos de bastidores da franquia “John Wick”. “Estamos muito animados em reintroduzir o Dogstar com nosso novo single ‘Everything Turns Around'”, seguiu a banda. “Parece uma música divertida de verão para nós. Tem uma mensagem inspiradora e uma vibração positiva que esperamos que torne o seu dia um pouco mais leve. É uma de nossas músicas favoritas para tocar ao vivo e mal podemos esperar para compartilhá-la em nossa próxima turnê”. Para divulgar o material inédito, a banda fará nova turnê pela América do Norte e Japão, com mais de 25 datas. O primeiro show acontece na cidade Hermosa Beach, na Califórnia, no dia 10 de agosto. Retorno após 23 anos Dogstar foi criada em 1991 com músicas no estilo grunge, que marcou o rock alternativo da época. Apesar de não atingir grande sucesso internacional, o grupo reuniu um séquito respeitável de fãs com discos como o EP “Quattro Formaggi”, lançado em 1996, e dois álbuns de estúdio “Our Little Visionary” (1996) e “Happy Ending” (2000). Eles permaneceram em atividade até 2001, quando Keanu passou a se dedicar exclusivamente ao cinema. Em junho de 2022, o grupo surpreendeu os fãs com a criação de um perfil oficial no Instagram. A primeira publicação trouxe uma imagem nostálgica da banda e a frase “estamos de volta”. Desde então, o trio publica imagens em estúdios de gravação e salas de ensaio. Após mais de duas décadas de inatividade, eles se apresentaram pela primeira vez no BottleRock, um festival realizado na cidade de Napa, na Califórnia, no último mês de maio. O evento ainda contou com artistas como Post Malone, Red Hot Chilli Peppers e Lizzo. O álbum “Somewhere Between the Power Lines and Palm Trees” chega nas plataformas digitais no dia 6 de outubro.
Pato Fu transforma disco “Música de Brinquedo” em série com bonecos no Nick Jr.
A banda de rock brasileira Pato Fu vai estrelar uma nova série do canal infantil Nick Jr. ao lado dos bonecos do Grupo Giramundo. Intitulada “Música de Brinquedo”, a atração ganhou uma prévia divulgada pelo grupo de mineiros formado por Fernanda Takai, John Ulhoa, Ricardo Koctus, Glauco Nastacia e Richard Neves. Dirigido por Fernando Gomes, a série é uma produção da Rotomusic com o canal derivado da Nickelodeon. Cada episódio traz a banda tentando gravar uma música diferente, enquanto precisa lidar com trapalhadas e confusões causadas por bonecos monstrinhos. São eles Groco, Largatixa, Ziglo. Seu Cridêncio, Shirles, Profiteroli, Norma, Filmaeu, Mazém, Vitória, Craudão, Titoinzin, Grapete, Azeitona e Bola 8. Os personagens são cheios de manias, adicionando uma boa dose de humor e caos durante as gravações. No repertório, clássicos da música pop em arranjos inteiramente tocados com instrumentos de brinquedo que mal cabem nas mãos – em referência ao grande sucesso da banda que nomeia a série. Lançado em 2010, o disco “Música de Brinquedo” foi vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum Infantil. Ideia de quase 30 anos atrás A série serve como uma extensão para o projeto que regrava canções clássicas da música nacional e internacional, como “Live and Let Die” de Paul McCartney, “Primavera (Vai Chuva)” de Tim Maia, “Ovelha Negra” da Rita Lee e “My Girl” dos Temptations, tocadas com instrumentos musicais feito para crianças. A ideia surgiu em 1995, quando John e Fernanda se encontravam em Londres. Os dois ouviram um disco da Turma do Snoopy cantando Beatles com as vozes dos dubladores originais e sonoridade de brinquedo. Inspirados pelo material, planejaram gravar um disco com essa mesma técnica. Mas como a banda ainda estava ganhando espaço no mundo da música na época, o plano ficou guardado por 15 anos, até que o álbum “Música de Brinquedo” fosse finalmente lançado. Sucesso entre os pais e as crianças, o projeto venceu o Grammy Latino de Melhor Disco Infantil em 2011 e ganhou uma continuação, intitulada “Música de Brinquedo 2” em 2017, além de turnês. Ao longo dos shows, a banda apresentou ao público os bonecos Groco e Ziglo, seus primeiros personagens monstrinhos, assinados pelo Giramundo. “Música de Brinquedo” estreia no Nick Jr. no dia 5 de agosto às 12h30. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nick Jr. Brasil (@nickjrbrasil)
Demi Lovato regrava seus maiores hits em versões roqueiras
Demi Lovato lançou uma versão roqueira da música “Sorry Not Sorry” e reforçou sua mudança para o gênero musical. A canção divulgada nesta sexta-feira (14/7) é uma parceria com Slash, guitarrista do Guns N’ Roses, e veio acompanhada de uma novidade ainda mais surpreendente: o anúncio de um álbum com seus principais sucessos regravados em ritmo de rock. Intitulado “Revamped” (Reformulado, em tradução livre), o projeto trará versões repaginadas dos hits de seu repertório. A cantora já deu uma mostra do que esperar, ao gravar recentemente versões roqueiras das canções “Cool For the Summer” e “Heart Attack”, originalmente lançadas em 2015 e 2013. Para acompanhar a notícia, ela compartilhou um teaser de 40 segundos de estética grunge ao som das novas versões – que soam emo. “Dar uma nova vida às músicas que tiveram um papel tão importante na minha carreira me permitiu sentir uma conexão ainda maior com minha música. Mal posso esperar para vocês ouvirem ‘Revamped'”, ela escreveu na legenda da prévia. Até o momento, a cantora não revelou o restante dos títulos inclusivos no projeto, que terá todo 10 faixas, apenas que as canções selecionadas foram bastante importantes para concretizar sua identidade como artista. “Com ‘Revamped’, eu quis prestar homenagem às músicas que mais ressoaram com os fãs e tiveram um grande papel em minha carreira, dando a elas uma nova vida empolgante”, declarou. “Criar esse projeto tem sido incrivelmente divertido e me permitiu expressar minha paixão pelo rock de uma maneira nova, e sinto uma conexão muito maior com minha música anterior por causa disso. Mal posso esperar para que todos ouçam mais!”. Adeus à música pop Vale mencionar que a cantora abandonou a música pop e migrou para o “rock” no início do ano passado. A mudança se concretizou com o lançamento do álbum “Holy Fvck”, que estreou em agosto de 2022. O projeto trouxe muitas guitarras distorcidas, em faixas como “Skin of My Teeth” e “29”. Mas vale lembrar que os dois primeiros discos da cantora, “Don’t Forget” (2008) e “Here We Go Again” (2009), já tinham guitarras, antes dela embarcar no pop assumido. No último mês, ela também lançou uma música inédita em clima roqueiro: “Swine”, com letra de protesto contra o patriarcado e um arranjo musical pesado. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Demi Lovato (@ddlovato)
Biografia em quadrinhos de Nick Cave é lançada no Brasil
“Nick Cave – Piedade de Mim”, uma biografia em quadrinhos do icônico músico Nick Cave, chegou ao Brasil em publicação da Editora Hipotética. A graphic novel é fruto do trabalho do quadrinista alemão Reinhard Kleist, conhecido também por seus trabalhos “Johnny Cash – Uma Biografia”, “Castro” e “O Boxeador”, entre outros. O quadrinista alemão Reinhard Kleist faz uso das possibilidades oferecidas pelos quadrinhos para retratar a história de Nick Cave de maneira não convencional. Ao invés de focar em detalhes da vida pessoal do músico, a obra se atém ao início de sua carreira e as dificuldades enfrentadas para se estabelecer no cenário musical. Além disso, explora um confronto com os personagens fictícios de suas canções. Nick Cave e seu universo musical Ao longo da carreira, Cave flertou com gêneros como pós-punk e rock experimental, tornando-se conhecido por sua atitude performática desde os primeiros passos no cenário musical. A obra explora as parcerias criativas e a exploração sonora que marcaram sua carreira, desde a banda The Boys Next Door, que mais tarde se transformou em The Birthday Party, até a formação consagradora de Nick Cave and the Bad Seeds. A história começa no encontro com o multi-instrumentista Mick Harvey na Austrália, passando pelo relacionamento com Anita Lane, até os anos em Londres e principalmente Berlim, onde conheceu o guitarrista Blixa Bargeld, ex-Einstürzende Neubauten. A obra também toca brevemente em sua passagem pelo Brasil nos anos 1990. Com tradução direta de Augusto Paim, a graphic novel já está disponível para compra em livrarias e lojas de quadrinhos, bem como na loja virtual da Editora Hipotética.
George Tickner, guitarrista do Journey, morre aos 76 anos
O guitarrista George Tickner, co-fundador da banda Journey, faleceu nesta quinta (6/7) aos 76 anos. O falecimento foi anunciada pelo também co-fundador e guitarrista principal da banda, Neal Schon, através do Facebook. “Journey Junkies, tenho uma notícia muito triste. George Tickner, guitarrista rítmico original da Journey e colaborador de composições nos três primeiros álbuns, faleceu. Ele tinha 76 anos”, escreveu Schon. Em um tributo emocionado, Schon acrescentou: “George … obrigado pela música. Prestaremos homenagem a você nesta página indefinidamente. Nossos pêsames à sua família e amigos, e a todos os membros da banda, passado e presente. Tão devastador… Acho que precisamos de um abraço coletivo”. Carreira com a Journey e após a saída da banda Nascido em Nova York em 8 de setembro de 1946, Tickner era ex-integrante da banda de rock Frumious Bandersnatch, de San Francisco, junto com o baixista Ross Valory. Em 1973, os dois fundaram a Journey com Schon e o baterista Prairie Prince. O primeiro show da banda ocorreu no Ano Novo no Winterland Ballroom de San Francisco, diante de 10 mil pessoas. Journey lançou seu álbum de estreia em abril de 1975, alcançando a posição de número 138 nas paradas. No entanto, devido à intensa agenda de turnês da banda, Tickner optou por deixar a banda após o lançamento do disco para seguir uma carreira na medicina. Ele cursou a Stanford Medical School com uma bolsa de estudos integral. Apesar de sua saída, o guitarrista continuou em contato com a banda e fundou mais tarde um estúdio de gravação chamado The Hive com Valory, onde gravaram música com membros passados e presentes da Journey, incluindo Schon, o único membro original ainda na banda. Tickner, Valory e o tecladista Stevie “Keys” Roseman também criaram a banda VTR e lançaram seu único álbum, “Cinema”, em 2005. Embora Tickner tenha tocado oficialmente apenas no primeiro álbum – “Journey” de 1975 – , ele ainda compôs canções que pareceram nos dois subsequentes da banda, “Look Into The Future” (1976) e “Next” (1977). Entretanto, o grande sucesso da banda só veio depois, a partir do chegada do cantor Steve Perry no álbum “Infinity” (1978), que incluía os hits “Wheel In The Sky” e “Lights”. A banda é mais lembrada por esta fase, especialmente durante a época de “Escape” (1981), que rendeu seus maiores sucessos, “Open Arms” e “Don’t Stop Believin'”. Em 2005, Tickner voltou a se reunir com a Journey quando a banda recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Bob Dylan está auxiliando filme sobre início de sua carreira
O cantor e compositor Bob Dylan, famoso por sua reclusão e discrição, tem colaborado ativamente na produção do filme que retrata o início de sua carreira musical. O projeto, intitulado “A Complete Unknown” (“Um completo desconhecido”, em tradução livre), tem Timothée Chalamet (“Duna”) no papel principal. O diretor James Mangold (“Indiana Jones e o Artefato do Destino”) contou que Dylan se reuniu diversas vezes com ele, fez anotações no roteiro e “tem colaborado muito” com o projeto. Em sua participação no podcast “Happy Sad Confused”, ele disse que o cantor é um grande cinéfilo e confessou ser fã de “Cop Land” (1997), seu segundo longa. “Passei vários dias maravilhosamente encantadores em sua companhia [Dylan], apenas nós dois, conversando. Tenho um roteiro que foi anotado pessoalmente por ele e apreciado por mim. Ele adora filmes. A primeira vez que me sentei com Bob, uma das primeiras coisas que ele me disse foi: ‘Adoro Cop Land'”, contou o cineasta. Segundo o diretor do filme, a obra não é exatamente uma cinebiografia tradicional de Dylan. “Não é bem uma cinebiografia de Bob Dylan. Se passa em uma época muito específica no início dos anos 1960, quando um garoto de 17 anos pega uma carona para Nova York com US$ 16,00 no bolso, para conhecer Woody Guthrie, que está no hospital morrendo de uma doença nervosa”, afirmou Mangold. “Ele canta para Woody uma canção que escreveu para ele e faz amizade com Pete Seeger, que é como um filho para Woody, e Pete o ajuda a conseguir shows em clubes locais e ali você encontra Joan Baez e todas estas outras pessoas que fazem parte deste mundo.” O jovem Dylan causa “um tumulto na comunidade folk e o que eles pensavam que era folk adequado e folk ilícito”, o que, diz diretor, “tem uma relevância imensa até hoje, porque todos nós somos muito tribalizados com regras sobre como nossa música deve ser, sobre quais são nossas regras, como falamos, como nos expressamos. E Bob, desde o início, sempre foi alguém que está sempre pressionando contra esses limites.” Para quem não sabe, “A Complete Unknown” é uma das frases do refrão de “Like a Rolling Stone”, música que melhor representa a transformação de Dylan, até então um cantor folk, em roqueiro. A transição não foi tranquila para o cantor, que chegou a enfrentar vaias de seus antigos fãs por trocar o vilão por guitarras e uma banda de rock. Com roteiro de Jay Cocks (“Gangues de Nova York”) e filmagens marcadas para agosto em Nova York, o filme produzido pela Searchlight Pictures vai destacar esse período em que o jovem Dylan abala o mundo da música em 1965, quando começa a se apresentar com uma guitarra elétrica pela primeira vez. O próprio Bob Dylan e seu empresário de longa data, Jeff Rosen, figuram entre os produtores. Além de Timothée Chalamet no papel de Dylan, o elenco de “A Complete Unknown” traz Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) como o cantor Pete Seeger e Elle Fanning (“The Great”) interpretando Sylvie Russo, namorada de Dylan na época da faculdade. A data de estreia ainda não foi anunciada.
Justiça libera músicas do Secos & Molhados em série sobre o grupo musical
A Santa Rita Filmes venceu na Justiça o direito de usar músicas do grupo Secos & Molhados na série documental “Primavera nos Dentes”. O Tribunal de Justiça de São Paulo deu ganho de causa à empresa contra o integrante do grupo, João Ricardo, que vetou o uso. João Ricardo tem um histórico de tentar barrar obras sobre a história da banda. Há dez anos, ele proibiu que sua imagem aparecesse no livro de memórias de Gerson Conrad, integrante do trio, e recentemente também teria proibido a Globo de usar sua história numa minissérie sobre o Secos & Molhados – o que fez o projeto ser descartado. Ele é um dos autores de dois dos maiores hits do grupo, “Sangue Latino” e de “O Vira”, e se recusava a autorizar o uso de suas composições, embora Ney Matogrosso e Conrad estivessem de acordo. A decisão da Justiça cria uma importante jurisprudência no direito autoral brasileiro. Além dos dois sucessos, outras três canções foram liberadas para serem ouvidas na série: “Fala”, “El Rey” e “Mulher Barriguda”. Baseada no livro de Miguel de Almeida (que está sendo relançado pela Record neste mês), com direção dele próprio, a série em quatro capítulos pretende contar a história e a época do Secos & Molhados, grupo que vendeu mais de 1 milhão de discos na década de 1970 e revelou Ney Matogrosso, além de incomodar conservadores com sua imagem andrógina e letras de duplo sentido sobre sexualidade. A série tem estreia prevista para o segundo semestre, comemorando os 25 anos do Canal Brasil.











