Talking Heads vai se juntar pela primeira vez em 20 anos
A icônica banda Talking Heads, uma das mais influentes a emergir na era punk/new wave dos anos 1970, anunciou que se reunirá pela primeira vez em mais de 20 anos. A reunião ocorrerá no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), onde os membros participarão de uma sessão de perguntas e respostas sobre o relançamento do aclamado documentário sobre sua turnê de 1984, “Stop Making Sense”. A notícia surpreendeu os fãs, dada a história conturbada entre os membros da banda. Participação no Festival de Toronto A sessão de perguntas e respostas, que acontecerá no dia 11 de setembro, será conduzida pelo cineasta Spike Lee, que recentemente dirigiu o documentário do show de David Byrne na Broadway, “American Utopia”. A banda não se apresentará, mas discutirá o relançamento de “Stop Making Sense”, amplamente reconhecido como um dos melhores filmes de concerto já feitos. A A24 adquiriu recentemente os direitos de “Stop Making Sense”, dirigido pelo falecido Jonathan Demme, e está lançando uma restauração em 4K do filme. Essa restauração estreará no TIFF e, posteriormente, será transmitida em cinemas IMAX ao redor do mundo. O concerto completo também será lançado pela primeira vez pela Rhino, divisão de catálogo da Warner Music, nesta sexta (18/8). Histórico de problemas entre os membros da banda A relação entre os membros do Talking Heads desde a separação da banda em dezembro de 1991 não tem sido das mais harmoniosas. Desde o rompimento, a banda se reuniu apenas uma vez, quando foi introduzida no Rock and Roll Hall of Fame em 2002. O vocalista e principal compositor David Byrne tem sido alvo de uma série de críticas de seus ex-colegas de banda Chris Frantz e Tina Weymouth. O casal alega que Byrne os privou de créditos devidos e outras oportunidades, e foi geralmente um parceiro desagradável. Chris e Tina desfrutaram de sucesso solo como o Tom Tom Club e tentaram retomar o Talking Heads com o quarto membro, o guitarrista Jerry Harrison, mas sem Byrne nos anos 1990, lançando um álbum sob o nome The Heads, após o cantor tomar medidas legais para impedi-los de usar o nome completo da banda. Em sua autobiografia lançada no ano passado, “Remain in Love”, Frantz criticou Byrne várias vezes. Byrne, por sua vez, tem evitado comentar a situação, embora interprete um grande número dos sucessos que escreveu com a banda durante seus shows solo e também em seu recente espetáculo premiado na Broadway, “American Utopia”.
Stevie Nicks elogia “Daisy Jones & The Six”: “Minha própria história”
A série “Daisy Jones & The Six”, da Prime Video, que estreou em março deste ano, chamou atenção não apenas dos fãs e críticos, mas também de uma das lendas do rock que inspirou sua trama. Stevie Nicks, a icônica vocalista do Fleetwood Mac, compartilhou sua admiração pela série nas redes sociais nesta terça (15/8), afirmando que a fez sentir como um “fantasma assistindo à minha própria história”. Inspirada em Fleetwood Mac Adaptada do livro de Taylor Jenkins Reid, a série não é especificamente baseada no Fleetwood Mac, mas a autora admitiu que se inspirou na famosa banda de rock dos anos 1970. Em uma entrevista com a Penguin Books em 2019, Reid revelou que começou com “o germe de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham e Fleetwood Mac”, mas também pesquisou muitos outros cantores e bandas da época. Os fãs rapidamente apontaram paralelos entre Fleetwood Mac e “Daisy Jones & The Six”, incluindo os membros da banda e os relacionamentos românticos. As semelhanças foram notadas entre Stevie Nicks e a personagem Daisy Jones (interpretada por Riley Keough), bem como entre a tecladista Christine McVie e Karen Sirko (Suki Waterhouse). Nicks expressou seus sentimentos em uma postagem na rede social X (anteriormente conhecida como Twitter), dizendo: “No começo, não era realmente minha história, mas Riley, sem esforço, logo se tornou minha história. Trouxe de volta memórias que me fizeram sentir como um fantasma assistindo minha própria história. Foi muito emocional para mim. Só queria que Christine pudesse ter visto. Ela teria adorado. Espero que continue.” A música da série Os produtores da série, cientes das comparações inevitáveis com o Fleetwood Mac, trabalharam com os produtores musicais Blake Mills e Tony Berg para criar várias faixas originais que soassem como música dos anos 1970, mas de uma banda que nunca existiu. Scott Neustadter, co-showrunner, explicou que eles não queriam que a música soasse como qualquer banda específica. “Eles sabiam que você não deveria ser capaz de citar todas as influências. Deveria soar como um disco legal em sua coleção que saiu naquela época.” Reconhecimento e sucesso A série, que segue a ascensão da banda de rock Daisy Jones and The Six na cena musical de Los Angeles nos anos 1970, conquistou um total de nove indicações ao Emmy 2023.A resposta de Nicks à série é um testemunho da autenticidade que a produção conseguiu capturar, ressoando com uma das artistas que inspirou sua produção. Just finished watching @daisyjonesand6 for the 2nd time. In the beginning, it wasn't really my story, but Riley seamlessly, soon became my story. It brought back memories that made me feel like a ghost watching my own story. It was very emotional for me. I just wish Christine… pic.twitter.com/CmbexMFx6l — Stevie Nicks (@StevieNicks) August 15, 2023
O melhor da semana pop destaca clipes de Olivia Rodrigo, Sam Smith, Juliette e V
A segunda semana de agosto trouxe novos hits que renderam clipes bastante comentados. Enquanto a proximidade sexy de Juliette e Marina Sena deu o que falar no Brasil, o cantor sul-coreano V quebrou a internet não uma, mas duas vezes entre quarta (9/8) e sexta passadas (11/8). A parada de sucessos também reverbera o novo, divertido e contagiante rock teen de Olivia Rodrigo e a mais recente parceria de Sam Smith e Calvin Harris. Bem diferentes entre si, os 5 melhores clipes da semana refletem os caminhos do pop mundial. Olivia Rodrigo enfrenta dilema amoroso em “Bad Idea Right?” Em “Bad Idea Right?”, Olivia Rodrigo experimenta o dilema emocional de um reencontro íntimo com um ex-namorado. O clipe dirigido por Petra Collins, que sempre assina os vídeos da cantora, mostra a artista se divertindo em uma festa com amigos, enquanto debate internamente se deve ir atrás do ex. Com pegada de rock alternativo dos anos 1990, a música é o segundo single do álbum “Guts”, que será lançado em 8 de setembro. Sam Smith e Calvin Harris reforçam parceria em “Desire” A nova colaboração entre Sam Smith e Calvin Harris, “Desire”, ganhou um videoclipe veloz e furioso. A música lançada no final de julho recebeu um acompanhando audiovisual que coloca os dois artistas em um cenário de corrida de carros esportivos, em meio a rachas, vestindo trajes inspirados na NASCAR. A canção é a mais recente colaboração entre os dois após os sucessos de “Promises” de 2018 e “I’m Not Here to Make Friends” deste ano, e já alcançou o Top 20 no Reino Unido. Juliette e Marina Sena exploram sensualidade em “Quase Não Namoro” Juliette e Marina Sena uniram forças no clipe “Quase Não Namoro”, repleto de cenas sensuais e referências de obras cinematográficas dos anos 1990, como “Titanic” e “Ghost – Do Outro Lado da Vida”. A provocação sáfica das duas estrelas dividiu opiniões, porque as duas são heterossexuais. Já a música incorpora uma pegada pop com ritmos urbanos, como brega, dancehall e funk carioca, e precede o lançamento de “Ciclone”, primeiro álbum de Juliette. V mostra lado romântico em dose dupla O cantor sul-coreano V, membro do grupo BTS, lançou dois clipes nesta semana para músicas que farão parte de seu álbum solo de estreia, “Layover”, previsto para 8 de setembro. As duas faixas são baladas de R&B, que exploram o lado romântico do cantor em clipes intimistas cheios de closes. Lançada dois dias antes, “Love Me Again” atingiu 1 milhão de visualizações no YouTube em apenas sete minutos após o lançamento, enquanto “Love Me Again” chegou na marca com apenas 20 minutos.
Bob Dylan reflete sobre morte de Robbie Robertson: “Amigo de toda a vida”
Bob Dylan, o icônico cantor e compositor, quebrou o silêncio sobre a morte de Robbie Robertson, seu parceiro de longa data. A relação entre os dois músicos remonta a 1965, um período de transição para Dylan, que começava a tocar com uma banda após um início de carreira com violão e fama de cantor folk. Declarações sobre a morte de Robertson Dois dias após a morte de Robertson, aos 80 anos, após uma longa doença, Dylan emitiu uma breve declaração sobre o falecimento. “Esta é uma notícia chocante”, disse Dylan em uma declaração publicada pela revista Billboard. “Robbie era um amigo de toda a vida. Sua morte deixa uma lacuna no mundo.” História da parceria Robertson tocou guitarra com Dylan no renascimento do cantor como roqueiro, quando ele entrou em sua fase elétrica. Na transição, Dylan também mudou sua base de fãs, já que seu público original considerou a adoção de guitarras como “traição”. “Nos vaiaram por toda a América do Norte, Austrália, Europa”, lembrou Robertson numa entrevista recente. “As pessoas [da gravadora] diziam que não ia dar certo, mas continuamos e Bob não cedeu.” Além de tocar nos shows, Robertson gravou sua guitarra no álbum clássico de 1966, “Blonde on Blonde”, e também em várias canções que acabaram integrando a coleção “The Basement Tapes”, de Dylan. Foi durante este período que Robertson e o grupo que acompanha Dylan se juntaram para formar The Band, a influente banda que fez história no rock dos anos 1970. Robertson e Dylan fizeram nova turnê juntos em 1974, período em que o guitarrista também trabalhou no disco “Planet Waves”, do cantor. Dois anos depois, Dylan se juntou a The Band para o “O Último Concerto de Rock”, gravado no Dia de Ação de Graças de 1976, que marcou a despedida da banda de Robertson dos palcos. Filmado por Martin Scorsese, o show virou um marco dos documentários musicais.
Paramore cancela turnê devido à saúde de Hayley Williams
A banda Paramore precisou cancelar a turnê de 2013 por conta da saúde de Hayley Williams. Eles já haviam adiado quatro apresentações para que a vocalista de 34 anos pudesse se recuperar de uma infecção pulmonar grave. No Instagram, Hayley lamentou não ter forças para terminar as apresentações da banda. A artista contou que precisou tomar fortes medicamentos para combater a doença, porém não foram suficientes para retomar a turnê. “Depois que minha infecção pulmonar nos forçou a adiar quatro shows, eu esperava uma semana de folga e uma rotina rigorosa de remédios permitiria que meu corpo se curasse o suficiente para terminar esta turnê com força. Tenho feito tudo o que posso para combater esta infeção para não termos de desapontar ninguém com mais notícias de desilusões e cancelamentos”, disse no perfil do Paramore. A cantora ainda destacou que precisou cancelar a turnê por recomendação médica devido a gravidade da infecção pulmonar. “Depois de lutar nos últimos shows e consultar meu médico, infelizmente estamos percebendo que já passou do ponto de querer fazer um bom show para todos vocês”, ela desabafou. “Agora estou arriscando danos a longo prazo e preciso prestar atenção ao meu corpo. Sentimos muito e agradecemos a todos vocês que foram tão pacientes conosco enquanto reagendamos e provavelmente reorganizamos os planos de viagem para ainda virem nos ver. Fisicamente não posso continuar. Eu sei que isso não é uma boa notícia para todos.” Saúde de Hayley Williams Hayley Williams já havia falado sobre os problemas de saúde em seu perfil oficial. “Ei, pessoal, acabamos de sair do palco em Seattle. Depois de falar com nossa equipe e meu médico, sei que tentar terminar esta turnê agora acarretará em um prejuízo para a minha saúde. Meus pulmões simplesmente não estão curando rápido o suficiente para acompanhar. Ficou um pouco assustador esta noite”, antecipou. A vocalista também avisou que o perfil do Paramore faria um anúncio oficial sobre o cancelamento da turnê de 2023. “Faremos com que a equipe publique uma declaração oficial o mais rápido possível, mas teremos que cancelar os últimos 2 shows da turnê para que eu possa melhorar, finalmente”, disse Hayley. “Sei que alguns de vocês já estão acampando em Portland, então eu apenas queria divulgar isso. Sinto muito por todo o caos que isso causou a alguns de vocês. Eu realmente tentei chutar essa merd*. Amo todos vocês”, completou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por paramore (@paramore)
“Asteroid City” é principal estreia da semana nos cinemas
Interrompendo o fluxo de blockbusters semanais, o principal lançamento desta quinta (10/8) nos cinemas é um filme “de arte”: a nova obra de Wes Anderson, “Asteroid City”. Ao todo, o circuito recebe nove filmes novos, todos com distribuição muito abaixo da média dos grandes títulos das últimas semanas. Além de “Asteroid City”, as estreias de maior alcance incluem a cinebiografia musical “A Era de Ouro” e a animação russa “Gatos no Museu”. Confira abaixo todas as novidades. ASTEROID CITY O mais recente filme de Wes Anderson transporta o público para uma cidade desértica fictícia da década de 1950, palco de uma competição astronômica. O enredo metalinguístico se desenrola como uma peça teatral dentro de um programa de televisão, com Bryan Cranston (“Breaking Bad”) no papel do apresentador. O elenco estelar também inclui Jason Schwartzman (“A Crônica Francesa”), Scarlett Johansson (“Vingadores: Ultimato”), Edward Norton (“O Incrível Hulk”), Adrien Brody (“O Pianista”), Tilda Swinton (“Era Uma Vez um Gênio”), Jeffrey Wright (“Westworld”), Tom Hanks (“Elvis”), Willem Dafoe (“O Farol”), Jeff Goldblum (“Jurassic Park”), Margot Robbie (“Barbie”), Steve Carell (“The Office”), Maya Hawke (“Stranger Things”) e os cantores Seu Jorge (“Marighella”) e Jarvis Cocker (“Harry Potter e o Cálice de Fogo”). A narrativa é tecida em torno de personagens peculiares, como Woodrow Steenbeck (Jake Ryan), um jovem astrônomo cujo pai, Augie (Jason Schwartzman), guarda as cinzas de sua esposa em um recipiente Tupperware. Augie, um fotógrafo de guerra, se sente atraído por Midge Campbell (Scarlett Johansson), uma atriz glamourosa cuja filha, Dinah (Grace Edwards), tem uma conexão especial com Woodrow. A chegada de um visitante extraterrestre desencadeia um bloqueio militar na cidade, adicionando um elemento de tensão à trama. No fundo, “Asteroid City” é uma celebração do estilo único do diretor de “A Crônica Francesa”, “O Grande Hotel Budapeste” e “A Vida Marinha com Steve Zissou”, combinando humor irônico com elementos trágicos. Cheia dos maneirismos característicos de Anderson, como o uso de cores pastéis, imagens centralizadas e um verdadeiro desfile de atores famosos, a obra é uma reflexão sobre os métodos do diretor, seus desejos artísticos e sua visão sobre o cinema. A ERA DE OURO O drama biográfico narra a vida de Neil Bogart, o empresário visionário que criou a gravadora independente mais bem-sucedida de todos os tempos, antes de morrer de forma precoce em 1982, com apenas 39 anos. Escrito, dirigido e produzido por Timothy Scott Bogart, filho do biografado, o filme é uma homenagem de filho para pai – e por isso é uma história de sexo, drogas e rock and roll que, em grande parte, ignora todos os três. A trama se concentra na fundação da Casablanca Record, que, apesar de estar frequentemente à beira do colapso, encontrou sucesso na década de 1970 com artistas como Kiss, Donna Summer, Parliament e Village People. A história é contada pela perspectiva do empresário, interpretado por Jeremy Jordan (“Supergirl”), que narra sua própria vida, reconhecendo que as pessoas se lembram mais dos artistas do que do homem por trás das cenas. E o filme seria mesmo muito melhor se desse maior atenção aos artistas, apesar da relação de Bogart com Donna Summer receber destaque, com uma cena particularmente memorável retratando a gravação de “Love to Love You Baby”. O elenco é repleto de cantores reais: Ledisi como Gladys Knight, Jason Derulo como Ronald Isley, dos Isley Brothers, o rapper Wiz Khalifa como George Clinton, Tayla Parx como Donna Summer e o cantor da Broadway Casey Likes como Gene Simmons, do Kiss, entre outros. RHEINGOLD – O ROUBO DO SUCESSO Mais uma biografia musical, mas esta aborda uma variedade de temas, desde campos de refugiados, prisões sírias e o submundo do crime. A trama é inspirada nas memórias do rapper, produtor musical e ex-presidiário Giwar Hajabia, mais conhecido como Xatar. A história é uma representação da vida de Xatar, um filho de refugiados curdos que se envolveu em uma série de atividades criminosas antes de se tornar um rapper de sucesso. Com direção de Fatih Akin (“Soul Kitchen”), um diretor alemão de origem turca conhecido por abrir um novo caminho multicultural na cinematografia alemã no início deste século, a narrativa é repleta de energia e intensidade, começando com a prisão e tortura de Xatar na Síria em 2010. O filme então retrocede para a infância de Xatar, mostrando sua família durante a revolução iraniana de 1979 e sua subsequente fuga para a Europa. A história continua a acompanhar o jovem enquanto ele se envolve em pequenos crimes, tráfico de drogas e, eventualmente, um notório roubo de ouro. A produção é estrelada pelo ator Emilio Sakraya (“Warrior Nun”), cuja atuação é sempre descrita como magnética. URSINHO POOH – SANGUE E MEL O terror de baixo orçamento, que transforma os personagens amados de A.A. Milne em assassinos sanguinários, foi produzida após a expiração dos direitos autorais do Ursinho Pooh em 2022, permitindo que qualquer pessoa pudesse usá-lo num filme sem medo de ação legal. Com um orçamento de apenas US$ 100 mil, o estreante Rhys Frake-Waterfield aproveitou o atrativo da franquia famosa para chacinar memórias infantis sem dó. Após serem abandonados por Christopher Robin, que foi para a faculdade, Pooh e Leitão se tornam selvagens e são forçados a matar e comer o burrinho Ió para sobreviver. A partir daí, a dupla jura vingança contra a humanidade. Detalhe: os personagens parecem literalmente atores iniciantes usando máscaras de borracha. Apesar de sua premissa trash, a trama não é uma comédia. Em vez disso, é uma representação violenta e perturbadora dos personagens de Milne, com a maior parte da violência sendo direcionada a mulheres. Tudo é de baixa qualidade, do design de produção de liquidação à direção incoerente. | DESTINO DAS SOMBRAS | Realizado há cinco anos, o terror capixaba só agora encontra espaço no circuito comercial cinematográfico. O filme do estreante Klaus’Berg também tem orçamento irrisório. A trama, que explora o tema do desaparecimento de crianças, se desenrola quando dois amigos decidem passar um fim de semana em um sítio rural em Colatina para fugir de problemas familiares. Recém-separado, Marcos leva também sua pequena filha. No entanto, eles logo descobrem que o local possui um passado tenebroso. Enfrentando ameaças reais e questionando relatos sobrenaturais contados pelos moradores locais, os amigos acabam presos em uma história em que passado e presente se entrelaçam, revelando um destino sombrio. O elenco inclui Raphael Teixeira (“De Perto Ela Não é Normal”), Othoniel Cibien (“Os Incontestáveis”), Suely Bispo (“Velho Chico”), Thelma Lopes (“O Cemitério das Almas Perdidas”) e Markus Konká (“Mata Negra”). O ESPAÇO INFINITO O drama brasileiro foca em Nina, interpretada por Gabrielle Lopes (“Como Nossos Pais”), uma astrofísica que, após um surto psicótico, é internada em uma clínica de reabilitação. A partir desse ponto, a narrativa acompanha a jornada de Nina em seu próprio subconsciente, em busca de um caminho de volta à realidade compartilhada. A trama aborda temas como o tratamento de transtornos psicóticos, autoconhecimento, manifestação do inconsciente, simbolismos e amor, tudo isso através da experiência vivenciada pela protagonista. A história se desenrola com Nina em um processo de autodescoberta, enquanto interage com outros pacientes da clínica e recebe visitas ocasionais de sua mãe, seu marido e seu filho. O primeiro longa de Leo Bello apresenta um olhar intimista sobre os diagnósticos e processos de cura de transtornos psiquiátricos, mas . UMA NOITE EM HAIFA O mais recente filme do diretor israelense Amos Gitai (“Ana Arabia”) é o retrato de uma noite no Fattoush, um popular bar e galeria de arte em Haifa, Israel. O filme é ambientado inteiramente dentro do bar, onde uma série de personagens de diferentes origens e condições sociais se encontram e interagem ao longo da noite. A trama se desenrola através de uma série de diálogos e interações entre os personagens, que incluem Laila (Maria Zreik), a diretora palestina da galeria, Gil (Tsahi Halevi), um talentoso fotógrafo israelense, e Kamal (Makram J. Khoury), o marido cético de Laila. Através dessas interações, Gitai tenta explorar o conflito israelo-palestino, a arte e a vida pessoal dos personagens. No entanto, a narrativa gira em torno de si mesma, sem atingir um clímax convincente ou se resolver em um final sólido e eficaz. A seu favor, Gitai tenta mostrar uma realidade diferente daquela frequentemente retratada na mídia, onde árabes e israelenses estão constantemente em conflito. O filme é notável por sua representação de um ambiente multicultural onde árabes e israelenses, heterossexuais e gays, radicais e moderados convivem. GATOS NO MUSEU A animação russa acompanha um gato de rua e seu amigo ratinho que vão parar no Museu do Louvre, em Paris, e além de enfrentar os gatos guardiões do local ainda precisam sobreviver ao fantasma do museu. O diretor é o experiente Vasiliy Rovenskiy, que assina sua sexta animação após “Animais em Apuros” (2018), “Um Panda em Apuros” (2019), “O Reino do Golfinhos” (2020), “Pinocchio – O Menino de Madeira” (2021) e “Big Trip 2” (2022). Filmando um desenho por ano, o cineasta passa longe do nível de exigência hollywoodiano. A produção é barata, com visual CGI ultrapassado. TERRA QUE MARCA Documentário português sobre trabalho rural. Exibido no Festival de Berlim, o filme tem direção de Raul Domingues (“Flor Azul”).
Jamie Reid, criador da estética punk, morre aos 76 anos
Jamie Reid, o artista e designer gráfico responsável por criar a estética punk, morreu aos 76 anos. Reid foi responsável por algumas das imagens mais icônicas do movimento punk, com obras associadas à banda Sex Pistols. Reid deixa um legado enorme e inspirador, marcado por uma carreira que desafiou e redefiniu os padrões visuais da arte e da música. A morte de Reid foi confirmada pelo seu galerista John Marchant, que o descreveu como “artista, iconoclasta, anarquista, punk, hippie, rebelde e romântico”. Impacto no movimento punk Nascido em Londres em 1947, Jamie Reid se matriculou na Wimbledon Art School aos 16 anos, mudando-se posteriormente para a Croydon Art School. Foi lá que conheceu o futuro empresário dos Sex Pistols, Malcolm McLaren. Reid ficou conhecido após ser convencido por McLaren a criar as capas dos discos dos Sex Pistols, incluindo a arte do icônico álbum “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”, bem como dos famosos singles “God Save the Queen”, “Pretty Vacant” e “Holidays in the Sun”. A icônica capa de “God Save the Queen” com a imagem de Elizabeth II desfigurada por Reid tornou-se uma de suas artes mais conhecidas, causando controvérsia na Inglaterra pelo desrespeito à rainha. Reid criou ainda o pôster do single “Anarchy in the UK”, com uma bandeira britânica rasgada, imagem que definiu status in da era punk. Dos fanzines para os museus de arte Seu estilo de colagem e a abordagem inovadora foi desenvolvimento na Suburban Press, uma publicação contracultural que ele iniciou em 1970. As letras incluídas em suas obras imitavam recortes de palavras de revistas, ao estilo de notas de resgate anônimas, enviadas por sequestradores. A estética inspirou uma geração inteira de artistas, designers e fanzineiros. Anos depois, o que chegou a ser considerado trabalho de “arteiro” acabou ganhando exposições em instituições renomadas como a Tate Britain, o Museu de Arte Moderna de Nova York e o Museu de Belas Artes de Houston. Outros trabalhos Além de suas famosas colagens, Reid também produziu centenas de pinturas abstratas. Nos anos mais recentes, colaborou com Shepard Fairey, famoso pela imagem “Hope” de Obama, e apoiou movimentos como Occupy e a banda Pussy Riot. Em 2017, criou outra versão famosa da sua obra “God Save the Queen” com Donald Trump, intitulada “God Save Us All”.
Morre John Gosling, ex-tecladista dos Kinks, aos 75 anos
John Gosling, ex-tecladista da banda britânica The Kinks, morreu aos 75 anos. A notícia foi anunciada nas redes sociais oficiais da banda, que expressou profunda tristeza pela perda. “Estamos profundamente tristes com a notícia do falecimento de John Gosling. Enviamos nossas condolências à esposa e à família de John”, diz a publicação. Os membros fundadores sobreviventes dos Kinks, os irmãos Ray e Dave Davies e o baterista Mick Avory, também prestaram homenagens a Gosling, que tocou teclados e piano com a banda de 1970 a 1978. Reações e homenagens O guitarrista e vocalista Dave Davies expressou sua consternação e tristeza profunda pela morte de seu “amigo e importante colaborador da música dos Kinks”. “Tenho profundo afeto e amor por ele em meu coração sempre. Grande músico e um grande homem”, acrescentou. Mick Avory lembrou Gosling como um “querido amigo e colega”, destacando seu grande talento musical e seu fantástico senso de humor. “Ele era um membro popular da banda, nos deixa com algumas memórias felizes. Deus o abençoe…”, disse. Ray Davies, vocalista e compositor principal da banda, também compartilhou suas condolências à família de Gosling: “Descanse em paz, querido John.” Dos Kinks aos Kast Off Kinks Gosling ingressou nos Kinks em 1970, quando a formação original do quarteto de músicos se expandiu como quinteto. Em sua passagem, o tecladista tocou em clássicos como “Lola”, “Powerman”, “Celluloid Heroes”, “Strangers” e “Apeman” até sua saída em 1978, quando foi substituído por Ian Gibbons. Ele contou como foi sua audição para entrar na banda em uma entrevista de 2009: “Eles pareciam um grupo de caras tão tranquilos! Dave me entregou uma cerveja de uma caixa no meio da sala quando entrei e não havia comportamento de estrelas. Lembro-me de me sentir completamente em casa – quase como se eu sempre estivesse lá.” Após sua saída de The Kinks, Gosling foi um dos membros fundadores da banda Kast Off Kinks, composta por ex-músicos de sua antiga banda, incluindo Mick Avory, Ian Gibbons, Jim Rodford e John Dalton. Gosling permaneceu com o grupo até se aposentar em 2008. Veja abaixo o maior hit da banda nos 1970 e um show completo com Gosling nos teclados.
Baterista do Iron Maiden ficou com metade do corpo paralisado
Nicko McBrain, baterista da banda Iron Maiden, revelou que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em janeiro deste ano. Aos 71 anos, o músico enfrentou a paralisia do lado direito do corpo, do ombro para baixo, mas diz que já está 70% recuperado. Em uma postagem no perfil oficial da banda no Twitter, McBrain compartilhou sua experiência e agradeceu o apoio que recebeu durante a recuperação. “Estava muito preocupado que minha carreira tivesse acabado, mas com o amor e apoio de minha esposa, Rebecca e família, meus médicos, especialmente Julie, minha terapeuta ocupacional, e minha família Maiden, consegui voltar para algo perto de 70% recuperado”, relatou. Retorno aos palcos Apesar do susto, ele já retomou os preparativos para a nova turnê do Iron Maiden. “Após 10 semanas de intensa terapia, estava quase na hora de começar os ensaios para nossa turnê. Sinto que é importante avisar agora em vez de antes, pois estava preocupado principalmente em fazer meu trabalho e me concentrar em voltar com 100% de condicionamento físico”, disse. Na mesma postagem, Rod Smallwood, empresário do Iron Maiden, expressou admiração pela determinação do baterista. “Nicko mostrou uma crença incrível e enorme força de vontade para se recuperar e retornar aos palcos. Estamos todos muito orgulhosos dele. Mesmo com esse set novo e musicalmente muito complexo para tocar, ele apenas abaixou a cabeça e se concentrou na recuperação”, afirmou. “É claro que estamos muito satisfeitos por ele ter lutado contra isso tão bem e ansiosos por muitas outras turnês juntos”, completou o empresário. A message from Nicko: Hello Boys and Girls, I hope this message finds you all well! The reason I'm writing to you all today is to let you know of a very serious health problem that I have been through. In January I had a stroke, thank the Lord it was a minor one referred to as… pic.twitter.com/QvIt66Sy35 — Iron Maiden (@IronMaiden) August 3, 2023
Vocalista da banda Aliados é preso por tráfico de drogas
O vocalista da banda Aliados, Gustavo Fildzz, foi preso em flagrante por tráfico de drogas e associação ao tráfico nesta quarta-feira (2/8) em Santos. Ele é apontado como responsável por dois locais em Praia Grande utilizados para a plantação de maconha. Investigação e prisão A Polícia Civil informou que o cantor alegou que a droga era para consumo próprio, inclusive apresentando prescrição médica para o uso. No entanto, foram encontrados mais de 50 pés de maconha em cada local, além de plantas em crescimento. Na primeira residência, foi preso um caseiro que trabalhava para o vocalista. Ele informou que havia uma segunda casa e forneceu as chaves da residência. Ambos os imóveis eram alugados. A prisão ocorreu após aproximadamente três meses de investigação, culminando no cumprimento dos mandados de busca e apreensão na quarta-feira. Para chegar ao mandato de prisão, a polícia utilizou técnicas de investigação e monitoramento nos endereços. O cantor foi visto mais de uma vez nos locais. Sobre a banda Aliados A banda Aliados, inicialmente chamada Aliados 13, foi formada na cidade de Santos no ano 2000. O grupo de rock é composto por Fildzz (vocal), Dudu Golzi (guitarra, vocal), Rafa Borba (bateria) e Marquinhos Perez (baixo), e ainda teve como integrante, durante dois anos, o guitarrista Thiago Castanho, ex-Charlie Brown Jr. Os músicos ganharam destaque com os hits “Sorrindo”, trilha da 22ª temporada de “Malhação”, da Globo, e “Beijo, Me Liga”, tema de abertura de um seriado homônimo do Multishow. Em março deste ano, a banda se apresentou no festival Lollapalooza em São Paulo. A defesa de Gustavo Fildzz ainda não se manifestou sobre o caso.
Primavera Sound revela divisão dos shows em São Paulo
O Primavera Sound São Paulo 2023 divulgou a divisão de suas atrações por dia de apresentação. A organização do festival, que ocorrerá nos dias 2 e 3 de dezembro no Autódromo de Interlagos, definiu que artistas tocarão em cada data. Atrações do sábado, 2 de dezembro No primeiro dia do evento, a banda The Killers será a atração principal, seguida de perto pelos Pet Shop Boys. Outros artistas que também subirão ao palco principal neste dia incluem Grimes e Marisa Monte. Além disso, o público poderá apreciar as performances de Cansei de Ser Sexy, The Hives, Black Midi, Dorian Electra, Muna, Slowdive, Àiyé, Él Mató a un Policía Motorizado, Getúlio Abelha, Marina Herlop, e MC Bin Laden. Atrações do domingo, 3 de dezembro No segundo dia do festival, The Cure será o headliner, com apresentações adicionais de Beck, Bad Religion, The Blessed Madonna, Carly Rae Jepsen, Róisín Murphy, Marina Sena, Off!, Soccer Mommy, TOKiMONSTA, Just Mustard, Mateus Fazeno Rock, Nelson D & Edgar, e Puerto Candelaria. Primavera na Cidade Além dos dois dias de festival, o Primavera Sound São Paulo também oferecerá uma série de shows que acontecerão ao longo da semana em diferentes casas noturnas da cidade, sob o título “Primavera na Cidade”. As atrações confirmadas para esses shows incluem Seun Kuti & Egypt 80, Metric, Slowdive, Black Midi e Róisín Murphy. Ingressos e informações adicionais Os ingressos do tipo “passaporte”, que dão acesso aos dois dias de evento no Autódromo, já estão à venda pelo site ticketsforfun.com.br (com taxa) ou na bilheteria oficial (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411). Além disso, a pré-venda exclusiva para clientes do Banco do Brasil interessados em garantir ingressos do tipo DIA, que dá acesso a um dia de festival (sábado ou domingo), acontecerá entre 1º e 3 de agosto. O Primavera Sound também passará pela Argentina, Paraguai e Colômbia no final do ano, apresentando artistas diferentes nos outros países. Muitos fãs ficaram decepcionados com a ausência do Blur no Brasil, já que a banda tocará uma semana antes na versão argentina do festival. O festival paulista também está mais enxuto de artistas em relação à primeira edição, que aconteceu em 2022. Além de maior, a seleção anterior também era melhor, com artistas mais relevantes da cena alternativa. Os destaques deste ano são todos veteranos, como The Cure, Pet Shop Boys, The Killers, Bad Religion, The Hives, Beck, Metric, Róisín Murphy e Slowdive, porém os mais contemporâneos que completam o line-up não são imperdíveis. Nosso line-up por dia está aqui! 💐#PrimaveraSoundSaoPaulo pic.twitter.com/3r0EZU3Zg8 — Primavera Sound São Paulo (@PsSaopaulo) July 31, 2023
Bateristas de Cure e Siouxsie and the Banshees formam supergrupo. Veja o clipe
O mundo da música foi surpreendido com o anúncio de um novo projeto que une Lol Tolhurst, ex-baterista do The Cure, e Budgie, baterista de Siouxsie And The Banshees, que se juntaram ao produtor e multi-instrumentista Jacknife Lee para lançar o álbum “Los Angeles”. O projeto original partiu de Tolhurst e Budgie, que se conhecem há décadas e têm trabalhado juntos desde 2021 em um podcast chamado “Curious Creatures”. A ideia deles, por sinal, era ainda mais interessante, já que planejavam um disco com três bateristas da geração gótica britânica dos anos 1980, incluindo David J do Bauhaus. No entanto, devido a conflitos de agenda, David J não conseguiu se juntar aos dois amigos. Assim, a dupla completou seu trio com o produtor Jacknife Lee (que já trabalhou com U2 e R.E.M.) para seguir em frente. O primeiro álbum, “Los Angeles”, será lançado no dia 3 de novembro. Primeira música traz cantor do LCD Soundsystem O supergrupo, que tem apenas o nome de seus integrantes como identificação (Lol Tolhurst x Budgie x Jacknife Lee), deu uma prévia de seu som com o lançamento da primeira música e clipe, a faixa-título “Los Angeles”, que conta com outro astro da música alternativa em participação especial. Ninguém menos que James Murphy, cantor e mentor do LCD Soundsystem, contribui com letra e vocais, fornecendo uma visão nova-iorquina sobre a metrópole californiana. O resultado é uma mistura de rock industrial e sonoridade gótica com o apelo pós-punk dançante do LCD Soundsystem. Impulsionado pelas batidas pesadas, Murphy aproveita para atacar a cidade do título. A letra é forte e direta: “Los Angeles come seus bebês! Los Angeles come seus jovens! Los Angeles, você não precisa de água! Los Angeles só precisa de armas!”. Apesar de Murphy emprestar sua voz para a música, ele não aparece no vídeo. O diretor John Liwag optou por imagens da cidade em preto e branco de alto contraste, captando skatistas e líderes de torcida, enquanto os bateristas batem tudo no estúdio e Jacknife Lee dubla a voz de Murphy. Um álbum repleto de participações especiais O líder do LCD Soundsystem participa de duas músicas do disco. E ele não é o único convidado famoso. O álbum “Los Angeles” conta com uma seleção de roqueiros amigos dos bateristas, incluindo The Edge (guitarrista do U2), Bobby Gillespie (cantor do Primal Scream), Isaac Brock (cantor e guitarrista do Modest Mouse), Mark Bowen (guitarrista do Idles) e os artistas solo Lonnie Holley (artista plástico e cantor) e Mary Lattimore (harpista).
Morre Randy Meisner, co-fundador da banda Eagles, aos 77 anos
Randy Meisner, co-fundador da banda Eagles e responsável pelo vocal em vários dos maiores sucessos do grupo, morreu aos 77 anos. A morte foi confirmada pela banda em seu site oficial, que atribuiu o falecimento a complicações decorrentes da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Uma voz inesquecível Meisner formou os Eagles em 1971, juntamente com Glenn Frey, Don Henley e Bernie Leadon. Ele tocou baixo e cantou em vários dos álbuns mais amados da banda de rock, incluindo “Eagles”, “Desperado”, “On The Border”, “One of These Nights” e “Hotel California”. Ele co-escreveu uma das canções de maior sucesso da banda, “Take It to the Limit”, que também cantou. Em uma declaração, a banda lamentou a perda: “Randy era uma parte integral dos Eagles e instrumental no sucesso inicial da banda. Seu alcance vocal era surpreendente, como é evidente em sua balada de assinatura, ‘Take It to the Limit'”. Trajetória musical Nascido em Scottsbluff, Nebraska, Meisner decidiu virar músico aos dez anos, após assistir a uma apresentação de Elvis Presley no programa “The Ed Sullivan Show”. Inicialmente, tocava guitarra, mas um de seus professores sugeriu que ele se dedicasse ao baixo, instrumento que acabou se tornando sua marca registrada. Meisner mudou-se para a Costa Oeste em busca de sucesso. Antes de seu sucesso com os Eagles, ele foi baixista da banda Poco, com os ex-membros do Buffalo Springfield, Richie Furay e Jim Messina, e foi vocalista da Stone Canyon Band, de Rick Nelson. Meisner aparece no “In Concert at the Troubadour” da Canyon Band (que co-produziu), e “Rudy The Fifth”, além de participar de “Easy to Be Free”, documentário da turnê de 1969 da Stone Canyon Band. No entanto, uma ligação que o convidou para se juntar à banda de apoio de Linda Ronstadt mudou o rumo de sua carreira. Na banda, estavam também Glenn Frey, Don Henley e Bernie Leadon, que mais tarde se tornariam com Meisner os membros fundadores do Eagles. Sucesso dos Eagles Com o Eagles, Meisner alcançou o estrelato. A banda assinou com a Asylum Records e lançou uma série de álbuns de sucesso, incluindo “Desperado”, “One of These Nights” e “Hotel California”. Meisner co-escreveu e cantou a música “Take It to the Limit”, que se tornou o primeiro single de ouro do Eagles. No entanto, a pressão de cantar a música ao vivo – algo que o tímido baixista não gostava – levou a tensões dentro da banda. Em 1977, após um desentendimento com Frey sobre a performance da música durante um show em Knoxville, Tennessee, Meisner decidiu deixar o Eagles. Por curiosidade, ele foi substituído por Timothy B. Schmit – o mesmo músico que o sucedeu no Poco. Carreira não tão solo Sua carreira solo não teve a mesma visibilidade. Ele lançou seu primeiro disco homônimo em 1978, seguido por “One More Song” em 1980, mas em 1985 e uniu a Jimmy Griffin (ex-Bread) e Billy Swan para formar a banda de country rock Black Tie. O grupo lançou seu primeiro álbum, “When the Night Falls”, em 1990, mas dois anos depois já sofreram reformulação, transformando-se em Meisner, Swan & Rich, com a saída de Griffin e a entrada de Charlie Rich Jr. O músico também voltou a se juntar com o Poco para uma turnê de reencontro em 1990, e lamentou ter sido excluído da reunião dos Eagles em 1994. Entretanto, voltou a se juntar à banda em 1998 na cerimônia de indução dos Eagles ao Rock and Roll Hall of Fame em Nova York, quando tocou “Take It Easy” e “Hotel California” com os antigos parceiros. Ele também foi convidado pelos Eagles para participar de sua turnê mundial “History of the Eagles” em 2013, mas não pôde se juntar a eles devido a seus problemas de saúde contínuos. Vida pessoal, saúde e problemas legais Meisner casou-se duas vezes. Sua primeira esposa foi Jennifer Lee Barton, com quem teve três filhos. O casal se divorciou em 1981. Em 1996, Meisner casou-se com Lana Rae. Em 2016, Lana foi morta acidentalmente por um disparo de arma de fogo em sua casa. Meisner foi detido para interrogatório, mas foi liberado após as gravações de vigilância mostrarem que ele estava em outra parte da casa no momento do disparo. Antes da morte da esposa, amigos de Meisner haviam solicitado uma tutela temporária para proteger o músico, alegando que Lana estava se aproveitando de suas dependências para mantê-lo bêbado e complacente. Após a morte de Lana, Meisner solicitou sua própria tutela, alegando que estava “mal conseguindo aceitar a perda repentina e trágica de sua amada esposa”. Ele foi enviado à força para uma clínica psiquiátrica, devido a pensamentos suicidas. Meisner lutou contra a dependência do álcool desde o final dos anos 1960. Na década de 2000, sua saúde começou a deteriorar-se, levando a uma série de pequenos ataques cardíacos que o forçaram a reduzir as turnês. Em 2008, ele se afastou completamente das performances ao vivo.












