Watchmen ganha trailer nacional e data de estreia na HBO
A HBO finalmente marcou a data de estreia de “Watchmen”, série que vai continuar a trama clássica dos quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons, que foi transformada em filme em 2009. A 1ª temporada vai estrear no dia 20 de outubro, e os episódios serão exibidos todos os domingos às 22h (horário de Brasília). A HBO Brasil confirmou que a exibição nacional será simultânea, estratégia que o canal já utilizou em séries como “Game of Thrones”, “Euphoria” e “Succession”. E, para completar, divulgou a versão nacional (isto é, legendada) do trailer exibido na Comic-Con, que a HB0 americana disponibilizou em julho (!) passado. Veja abaixo. Desenvolvida por Damon Lindelof (criador de “Lost” e “The Leftovers”), a série é descrita oficialmente como “situada em uma realidade alternativa onde super-heróis são tratados como bandidos”. Além disso, “‘Watchmen’ abraça a nostalgia da graphic novel original inovadora e segue em busca de abrir novos caminhos próprios”. O elenco escalado é vasto. Inclui Tom Mison (estrela da série “Sleepy Hollow”), Jeremy Irons (“Liga da Justiça”), Yahya Abdul-Mateen II (“Aquaman”), Jean Smart (“Legion”), Sara Vickers (“Endeavour”), Regina King (“American Crime”), Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”), Tim Blake Nelson (“Colossal”), Louis Gossett Jr. (“Extant”), Andrew Howard (“Bates Motel”), Adelaide Clemens (“O Grande Gatsby”), Frances Fisher (“Resurrection”), Jacob Ming-Trent (“White Famous”), Hong Chau (“Pequena Grande Vida”) e as meninas Dylan Schombing (“Sharp Objects”), Lily Rose Smith (“The Vampire Diaries”), Skylar Brooks (“Saved in the City”) e Adelynn Spoon (estreante). Três personagens dos quadrinhos (e do filme) estão confirmados. Jeremy Irons interpretará uma versão mais velha de Adrian Veidt, mais conhecido como Ozymandias, e Jean Smart será a Espectral madura, mas ainda não há informação sobre quem vive o Dr. Manhattan, personagem que não envelhece e pode estar sendo completamente criado por computação gráfica. A cineasta Nicole Kassell (de “O Lenhador” e das séries “Westworld” e “The Americans”) comandou o piloto e também será produtora executiva da atração, ao lado de Lindelof.
Robert Redford será presidente dos EUA na série Watchmen
O ator Robert Redford vai interpretar a si mesmo na série “Watchmen”. Ou melhor, uma versão da sua vida em que ele virou presidente dos Estados Unidos. A série explora uma realidade alternativa dos Estados Unidos, em que Richard Nixon conseguiu permanecer na presidência até morrer nos anos 1980, graças à extinção dos limites para a reeleição presidencial. Depois dele, seu vice-presidente, Gerald Ford, assumiu a chefia do país, mas perdeu as eleições de 1992 para o candidato do Partido Democrata, Robert Redford. Na linha do tempo deste universo alternativo, o ator veterano continua na presidência até os dias atuais. Vale lembrar que o último capítulo da minissérie original em quadrinhos, escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons em 1986, aludia ao fato de Redford se tornar presidente dos Estados Unidos. A trama vai se passar muitos anos após os eventos dos quadrinhos e encontrar os personagens bem mais velhos. Menos o Dr. Manhattan, que não envelhece. Quem também está no filme é Ozymandias, vivido por Jeremy Irons (“Liga da Justiça”), e Espectral, interpretada por Jean Smart (a Dra. Melanie Bird da série “Legion”). O elenco escaladoainda inclui Regina King (“American Crime”), Tom Mison (estrela da série “Sleepy Hollow”), Yahya Abdul-Mateen II (“Aquaman”), Sara Vickers (“Endeavour”), Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”), Tim Blake Nelson (“Colossal”), Louis Gossett Jr. (“Extant”), Andrew Howard (“Bates Motel”), Adelaide Clemens (“O Grande Gatsby”), Frances Fisher (“Resurrection”), Jacob Ming-Trent (“White Famous”), Hong Chau (“Pequena Grande Vida”) e as meninas Dylan Schombing (“Sharp Objects”), Lily Rose Smith (“The Vampire Diaries”), Skylar Brooks (“Saved in the City”) e Adelynn Spoon (estreante). Escrita e criada por Damon Lindelof, a nova versão de “Watchmen” tem previsão de estreia para outubro.
Atriz de Legion será a heroína Espectral na série Watchmen
O roteirista-produtor Damon Lindelof, criador da série “Watchmen”, revelou em entrevista ao site IGN que a personagem vivida por Jean Smart (a Dra. Melanie Bird da série “Legion”) na produção da HBO é ninguém menos que Espectral (Silk Spectre, na versão original). Trata-se da principal personagem feminina dos quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons, que foi vivida na adaptação cinematográfica de 2009 por Malin Akerman (“Billions”). A personagem já apareceu no primeiro trailer divulgado como Laurie Blake, uma detetive do FBI. Ela não usa mais o sobrenome Jupiter (americanização do polonês Juspeczyk), que a associa a sua mãe heroína, a primeira Espectral dos anos 1940, adotando o nome da família do seu pai. Nos quadrinhos, ela formou um triângulo romântico com o Dr. Manhattan e o Coruja e foi uma das poucas pessoas a saber a verdade por trás da conspiração de Ozymandias, que resultou na morte do Comediante e de Rorschach. A trama vai se passar muitos anos após os eventos finais da trama original e encontrar os personagens bem mais velhos. Menos o Dr. Manhattan, que não envelhece. Quem também está no filme é Ozymandias, vivido por Jeremy Irons (“Liga da Justiça”). Mas até agora não houve menção ao Coruja. O elenco escalado também inclui Tom Mison (estrela da série “Sleepy Hollow”), Yahya Abdul-Mateen II (“Aquaman”), Sara Vickers (“Endeavour”), Regina King (“American Crime”), Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”), Tim Blake Nelson (“Colossal”), Louis Gossett Jr. (“Extant”), Andrew Howard (“Bates Motel”), Adelaide Clemens (“O Grande Gatsby”), Frances Fisher (“Resurrection”), Jacob Ming-Trent (“White Famous”), Hong Chau (“Pequena Grande Vida”) e as meninas Dylan Schombing (“Sharp Objects”), Lily Rose Smith (“The Vampire Diaries”), Skylar Brooks (“Saved in the City”) e Adelynn Spoon (estreante). Escrita e criada por Damon Lindelof, a nova versão de “Watchmen” tem previsão de estreia para outubro.
Watchmen: Trailer confirma que série é continuação do filme e quadrinhos
A HBO divulgou o trailer completo legendado de “Watchmen”, produzido para a Comic-Con International. A prévia confirma que a série continua a trama do filme de Zack Snyder e dos quadrinhos clássicos de Alan Moore e Dave Gibbons. Não só isso: a ação acontece anos depois dos eventos da história original, envolve um grupo mascarado de terroristas inspirados no visual de Rorschach, nova conspiração de Ozymandias e até a volta do Dr. Manhattan. A prévia traz a maior quantidade de detalhes já disponibilizados da adaptação, que está sendo desenvolvido por Damon Lindelof (criador de “Lost” e “The Leftovers”). Até então, a única sinopse divulgada afirmava que a trama é “situada em uma realidade alternativa onde super-heróis são tratados como bandidos”. Além disso, “‘Watchmen’ abraça a nostalgia da graphic novel original inovadora e segue em busca de abrir novos caminhos próprios”. O elenco escalado é vasto. Inclui Tom Mison (estrela da série “Sleepy Hollow”), Jeremy Irons (“Liga da Justiça”), Yahya Abdul-Mateen II (“Aquaman”), Sara Vickers (“Endeavour”), Regina King (“American Crime”), Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”), Tim Blake Nelson (“Colossal”), Louis Gossett Jr. (“Extant”), Andrew Howard (“Bates Motel”), Adelaide Clemens (“O Grande Gatsby”), Frances Fisher (“Resurrection”), Jacob Ming-Trent (“White Famous”), Hong Chau (“Pequena Grande Vida”) e as meninas Dylan Schombing (“Sharp Objects”), Lily Rose Smith (“The Vampire Diaries”), Skylar Brooks (“Saved in the City”) e Adelynn Spoon (estreante). De toda essa gente, o único papel conhecido – ainda que não confirmado oficialmente – é o de Jeremy Irons, que interpretará uma versão mais velha de Adrian Veidt, mais conhecido como Ozymandias. O personagem é o responsável por tudo o que aconteceu nos quadrinhos – e no filme de 2009. A cineasta Nicole Kassell (de “O Lenhador” e das séries “Westworld” e “The Americans”) comandou o piloto e também será produtora executiva da atração, ao lado de Lindelof. A data da estreia ainda não foi anunciada, mas o trailer revela que o lançamento acontecerá “em breve”.
Primeiro trailer de Watchmen apresenta continuação distópica dos quadrinhos
A HBO divulgou o primeiro trailer da série “Watchmen”, que continua a trama do filme de Zack Snyder e dos quadrinhos clássicos de Alan Moore e Dave Gibbons. A prévia explora um tique-taque nervoso, que remete a uma contagem até o fim do mundo – tema da obra dos anos 1980. O vídeo também deixa claro que a história se passa alguns anos depois do filme/quadrinhos e destaca um grupo mascarado de vigilantes, inspirados no visual de Rorschach – morto na história original. A história original de Alan Moore e Dave Gibbons era uma abordagem distópica do gênero dos super-heróis, ambientada em uma linha temporal alternativa durante o auge da Guerra Fria entre os EUA e União Soviética. A trama girava em torno de um grupo de super-heróis americanos, a maioria aposentada, que investiga o assassinato de um deles e, no processo, descobre uma conspiração que pode mudar o curso da História. Poucos detalhes foram revelados sobre a adaptação dessa premissa para a série, que está sendo desenvolvido por Damon Lindelof (criador de “Lost” e “The Leftovers”). Até agora, a única sinopse divulgada afirma que a trama é “situada em uma realidade alternativa onde super-heróis são tratados como bandidos”. Além disso, “‘Watchmen’ abraça a nostalgia da graphic novel original inovadora e segue em busca de abrir novos caminhos próprios”. O elenco escalado é vasto. Inclui Tom Mison (estrela da série “Sleepy Hollow”), Jeremy Irons (“Liga da Justiça”), Yahya Abdul-Mateen II (“The Get Down”), Sara Vickers (“Endeavour”), Regina King (“American Crime”), Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”), Tim Blake Nelson (“Colossal”), Louis Gossett Jr. (“Extant”), Andrew Howard (“Bates Motel”), Adelaide Clemens (“O Grande Gatsby”), Frances Fisher (“Resurrection”), Jacob Ming-Trent (“White Famous”), Hong Chau (“Pequena Grande Vida”) e as meninas Dylan Schombing (“Sharp Objects”), Lily Rose Smith (“The Vampire Diaries”), Skylar Brooks (“Saved in the City”) e Adelynn Spoon (estreante). De toda essa gente, o único papel conhecido – ainda que não confirmado oficialmente – é o de Jeremy Irons, que interpretará uma versão mais velha de Adrian Veidt, mais conhecido como Ozymandias. O personagem é justamente o responsável por tudo o que aconteceu nos quadrinhos – e no filme de 2009. A cineasta Nicole Kassell (de “O Lenhador” e das séries “Westworld” e “The Americans”) comandou o piloto e também será produtora executiva da atração, ao lado de Lindelof. A data da estreia ainda não foi anunciada, mas o trailer revela que o lançamento acontecerá no período do outono norte-americano (entre setembro e novembro).
Novos teasers de Watchmen confirmam que a série é continuação do filme
A HBO divulgou novos teasers da série “Watchmen” no Instagram, que refletem a iconografia dos quadrinhos clássicos, sem revelar quase nada. Mesmo assim, uma das legendas chama atenção, ao dizer que “não é mais 1985”. Neste vídeo, é possível ver carros dos dias de hoje. Trata-se de uma confirmação de que a série vai se passar depois dos eventos dos quadrinhos clássicos – e filme homônimo – publicados pela DC em 1986. A história original de Alan Moore e Dave Gibbons era uma abordagem distópica do gênero dos super-heróis, ambientada em uma linha temporal alternativa durante o auge da Guerra Fria entre os EUA e União Soviética. A trama girava em torno de um grupo de super-heróis americanos, a maioria aposentada, que investiga o assassinato de um deles e, no processo, descobre uma conspiração que pode mudar o curso da História. Poucos detalhes foram revelados sobre o projeto que está sendo desenvolvido por Damon Lindelof (criador de “Lost” e “The Leftovers”), mas ele já disse que não faria uma adaptação literal dos quadrinhos, preferindo contar uma nova história passada no universo da obra de Moore e Gibbons. Até agora, a única sinopse divulgada afirma que a série é “situada em uma realidade alternativa onde super-heróis são tratados como bandidos”. Além disso, “‘Watchmen’ abraça a nostalgia da graphic novel original inovadora e segue em busca de abrir novos caminhos próprios”. O elenco escalado é vasto. Inclui Tom Mison (estrela da série “Sleepy Hollow”), Jeremy Irons (“Liga da Justiça”), Yahya Abdul-Mateen II (“The Get Down”), Sara Vickers (“Endeavour”), Regina King (“American Crime”), Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”), Tim Blake Nelson (“Colossal”), Louis Gossett Jr. (“Extant”), Andrew Howard (“Bates Motel”), Adelaide Clemens (“O Grande Gatsby”), Frances Fisher (“Resurrection”), Jacob Ming-Trent (“White Famous”), Hong Chau (“Pequena Grande Vida”) e as meninas Dylan Schombing (“Sharp Objects”), Lily Rose Smith (“The Vampire Diaries”), Skylar Brooks (“Saved in the City”) e Adelynn Spoon (estreante). De toda essa gente, o único papel conhecido – ainda que não confirmado oficialmente – é o de Jeremy Irons, que interpretará uma versão mais velha de Adrian Veidt, mais conhecido como Ozymandias. Ele é o responsável por tudo o que aconteceu nos quadrinhos – e no filme de 2009. A cineasta Nicole Kassell (de “O Lenhador” e das séries “Westworld” e “The Americans”) comandou o piloto e também será produtora executiva da atração, ao lado de Lindelof. A data da estreia ainda não foi anunciada. Visualizar esta foto no Instagram. Abandon all hope, ye who enter here. Uma publicação compartilhada por Watchmen (@watchmen) em 1 de Mai, 2019 às 8:59 PDT Visualizar esta foto no Instagram. Reach out and touch Mars. Uma publicação compartilhada por Watchmen (@watchmen) em 1 de Mai, 2019 às 8:59 PDT Visualizar esta foto no Instagram. It’s not 1985 anymore. Uma publicação compartilhada por Watchmen (@watchmen) em 1 de Mai, 2019 às 9:00 PDT
Premiação do Oscar 2019 consagra geração de “atores de TV”
Apesar do voto anti-Netflix em “Green Book”, a premiação do Oscar 2019 mostrou que os preconceitos que separam trabalhos na TV e no cinema estão cada vez mais ultrapassados. Não só pela vitória de “Free Solo”, produção do canal NatGeo, como Melhor Documentário. O detalhe que mais chamou atenção foi o fato de os quatro vencedores nas categorias de interpretação serem “atores de TV”, com aval do Emmy. A Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) foi reconhecida pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas depois de conquistar três prêmios Emmy da Academia da Televisão – por “American Crime” e “Seven Seconds”. Melhor Ator do Oscar 2019, Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) também já tinha vencido seu Emmy pela série “Mr. Robot”. Olivia Colman (“A Favorita”), que foi praticamente apresentada ao grande público de cinema americano pelo papel que lhe deu o Oscar de Melhor Atriz, é uma veterana de séries britânicas. E concorreu ao Emmy antes de ser descoberta pela Academia do Cinema dos Estados Unidos, pela minissérie “The Night Manager”, que lhe rendeu um Globo de Ouro em 2017. Seu próximo papel será como a rainha Elizabeth na 3ª temporada da série “The Crown”. Mesmo Mahershala Ali (“Green Book”), que conquistou seu segundo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, foi reconhecido pelo Emmy um ano antes de estrelar “Moonlight”, ao ser indicado pela série “House of Cards” em 2016. Por sinal, ele estava no ar, simultaneamente à transmissão do Oscar, no capítulo final da 3ª temporada de “True Detective”. O que isso significa? Logicamente, que ser “ator de TV” não é mais estigma na profissão. Não é por caso que estrelas famosas do cinema têm migrado para as séries. E celebram prêmios por esses trabalhos. Até Julia Roberts, que apresentou o Oscar de Melhor Filme, estrelou recentemente uma série – e foi indicada a Melhor Atriz pela 1ª temporada de “Homecoming” no último Globo de Ouro. Enquanto astros veteranos do cinema vão disputar prêmios de TV, estrelas reveladas em séries agora conquistam o Oscar.
Premiação do Oscar 2019 vira festa de rock, Netflix e super-heróis
A cerimônia do Oscar 2019
Spirit Awards 2019: Confira os vídeos dos melhores momentos da premiação do cinema indie dos EUA
A consagração de “Se a Rua Beale Falasse” no Spirit Awards 2019 não foi transmitida para o Brasil. Mas o Film Independent, organização responsável pela premiação que é considerada o “Oscar do cinema independente”, disponibilizou os principais momentos do evento no YouTube. Sem preocupação com limite de tempo para os agradecimentos, já que foi exibido por um canal pago indie (IFC) nos Estados Unidos, a cerimônia teve de tudo, de vencedor agradecendo por carta (Ethan Hawke, Melhor Ator, ausente) até cachorro no palco, levado pela atriz Glenn Close. Mas os destaques foram mesmo os discursos. E o melhor deles pertenceu ao cineasta Barry Jenkins, vencedor do troféu de Melhor Direção pelo grande campeão da tarde. Ao subir no palco para agradecer o reconhecimento por seu trabalho em “Se a Rua Beale Falasse”, ele soltou um inacreditável “Eu não vou mentir, não queria ter vencido este prêmio”. Após revelar que torcia pela vitória de uma das três cineastas femininas com quem disputava, disse que gostaria que mais mulheres fosse contratadas para equipes técnicas de filmes, e passou a agradecer e elogiar todos os membros femininos de sua equipe. Lembrou, ainda, que uma de suas concorrentes, Tamara Jenkins (“Mais uma Chance”), lhe deu muito atenção e orientação quando ele era apenas um cineasta aspirante sem nada para mostrar, e isso o ajudou muito a começar. O agradecimento final foi para a produtora Megan Ellison, do estúdio Annapurna, lembrando que são poucos os produtores que investem em filmes de cineastas negros, e que eles eram capazes de fazer grandes obras se encontrassem maior apoio financeiro. Confira abaixo os principais momentos da premiação, que aconteceu na tarde deste sábado (23/2), com apresentação da atriz Aubrey Plaza (“Legion”), numa tenda montada na praia de Santa Monica, na Califórnia. Abertura: Film Independent Spirit Awards 2019 Monólogo de Abertura: Aubrey Plaza Melhor Filme: “Se a Rua Beale Falasse” Melhor Direção: Barry Jenkins (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Atriz: Glenn Close (“A Esposa”) Melhor Ator: Ethan Hawke (“No Coração da Escuridão”) Melhor Atriz Coadjuvante: Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Ator Coadjuvante: Richard E. Grant (“Poderia Me Perdoar?”) Melhor Roteiro: Nicole Holofcener e Jeff Whitty (“Poderia me Perdoar?”) Melhor Fotografia: Sayombhu Mukdeeprom (“Suspiria”) Melhor Edição: Joe Bini (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Melhor Documentário: “Won’t You Be My Neighbor?” Prêmio Robert Altman (melhor conjunto de elenco e diretor): “Suspiria” Melhor Filme Internacional: “Roma” (México) Melhor Filme de Estreia: “Sorry to Bother You” Roteirista Revelação: Bo Burnham (“Oitava Série”) Prêmio John Cassavetes (melhor filme feito por menos de US$ 500 mil): “En el Séptimo Día” Prêmio Bonnie de Cineasta Feminina: Debra Granik (“Não Deixe Rastros”) Número Musical: Shangela
Spirit Awards 2019: Se a Rua Beale Falasse é o grande vencedor do “Oscar indie”
O Spirit Awards 2019 consagrou o filme “Se a Rua Beale Falasse”, do cineasta Barry Jenkins. Considerado o “Oscar do cinema independente”, o evento da premiação aconteceu durante a tarde de sábado (23/2), com apresentação da atriz Aubrey Plaza (“Legion”), em tendas montadas na praia de Santa Monica, na Califórnia. Descontraída, graças ao clima de praia, a festa premiou até diretor brasileiro. O grande vencedor da cerimônia, “Se a Rua Beale Falasse”, amealhou três Spirit Awards, mais que qualquer outro longa. Além de ser considerado o Melhor Filme independente do ano, rendeu troféus de Melhor Direção para Jenkins e de Melhor Atriz Coadjuvante para Regina King. A conquista aconteceu dois anos após Jenkins levar uma coleção de Spirit Awards por “Moonlight” – melhor filme, direção, roteiro, etc. Na ocasião, o Spirit serviu de esquenta para o Oscar, vencido por “Moonlight”. Mas isto não se repetirá em 2019. A comparação demonstra como tudo mudou rápido em dois anos. Desde a vitória de “Moonlight”, a rede ABC reclamou que sua transmissão do Oscar estava com cada vez menos audiência e pressionou a Academia por mudanças na premiação. Em 2019, os filmes independentes das cerimônias anteriores foram substituídos por indicações a blockbusters. Por conta disso, “Se a Rua Beale Falasse” nem sequer foi indicado ao Oscar de Melhor Filme – disputa apenas as estatuetas de Roteiro Adaptado (de Jenkins), Trilha Sonora (Nicholas Britell) e Atriz Coadjuvante (King). Jenkins tampouco foi indicado por sua direção. O vencedor do Spirit de Melhor Ator foi outro esnobado pela Academia. Ethan Hawke recebeu o troféu por “No Coração da Escuridão”, em que vive um padre atormentado, mas não está entre os indicados ao Oscar. Por outro lado, a Melhor Atriz, Glenn Close, é favorita ao prêmio da Academia por “A Esposa”. A premiação de intérpretes do Spirit Awards ainda destacou Richard E. Grant como Melhor Ator Coadjuvante por “Poderia Me Perdoar?”. Favorito ao Oscar 2019, “Roma”, de Alfonso Cuarón, só disputava um prêmio. E venceu na categoria de Melhor Filme Internacional. Já a vitória brasileira aconteceu na categoria de “Someone to Watch” (alguém para prestar atenção), prêmio equivalente a Diretor Revelação do ano, que reconheceu Alex Moratto por seu longa de estreia, “Sócrates”. Moratto superou a romena Ioana Uricaru (por “Lemonade”) e o americano Jeremiah Zagar (“We the Animals”) com sua obra sobre um jovem negro homossexual de 15 anos, morador da periferia de Santos, que precisa sobreviver sozinho após a morte da mãe. Rodado por apenas US$ 20 mil, “Sócrates” impressionou a crítica norte-americana ao passar por festivais como Los Angeles e Montreal, e acabou premiado no Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Woodstock (EUA) e Thessaloniki (Grécia). O filme ainda disputava os troféus John Cassavetes, dedicado a produções com orçamento inferior a US$ 500 mil – vencido por “En el Séptimo Día”, de Jim McKay – e de Melhor Ator, graças à interpretação do adolescente Christian Malheiro. Outros longas indies com destaque ao longo do ano passado, como “Oitava Série”, “Você Nunca Esteve Realmente Aqui”, “Não Deixe Rastros”, “Sorry to Bother You” e “Suspiria”, também compensaram o esquecimento da Academia com o reconhecimento do Spirit Awards. Confira abaixo a lista completa dos vencedores da principal premiação do cinema indie dos Estados Unidos. Melhor Filme “Se a Rua Beale Falasse” Melhor Direção Barry Jenkins (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Roteiro Nicole Holofcener e Jeff Whitty (“Poderia me Perdoar?”) Melhor Atriz Glenn Close (“A Esposa”) Melhor Ator Ethan Hawke (“No Coração da Escuridão”) Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Ator Coadjuvante Richard E. Grant (“Poderia Me Perdoar?”) Melhor Filme de Estreia “Sorry to Bother You” Diretor Revelação Alex Moratto (“Sócrates”) Roteirista Revelação Bo Burnham (“Oitava Série”) Melhor Fotografia Sayombhu Mukdeeprom (“Suspiria”) Melhor Edição Joe Bini (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Melhor Filme Internacional “Roma” (México) Melhor Documentário “Won’t You Be My Neighbor?” Prêmio John Cassavetes (melhor filme com orçamento inferior a US$ 500 mil) “En el Séptimo Día” Prêmio Robert Altman (melhor conjunto de elenco e diretor) “Suspiria” Prêmio Mais Verdade que a Ficção Bing Liu (“Minding the Gap”) Prêmio de Produtor Emergente Shrihari Sathe (“Ratos de Praia”) Prêmio Bonnie de Cineasta Feminina Debra Granik (“Não Deixe Rastros”)
Se a Rua Beale Falasse usa a beleza do amor para enfrentar a feiura do racismo
O cinema poucas vezes neste século soube traduzir o amor em imagens tão belas. Na adaptação do livro “Se a Rua Beale Falasse”, o cineasta Barry Jenkins (de “Moonlight”) faz com imagens o que o autor James Baldwin faz com palavras: pura poesia. Mas há uma razão para o filme ser tão belo. Jenkins quer que o amor vença a dureza da realidade, os preconceitos e o racismo nojento que destrói sonhos. Como os do jovem casal Tish (a estreante KiKi Layne) e Fonny (Stephan James), que cresceram juntos e se apaixonaram nos anos dourados da juventude. Mas antes de entrarem na complexidade da vida adulta e em entre as quatro paredes que testam a força de qualquer relacionamento, ela engravida e Fonny é preso injustamente. A acusação é estupro, mas estamos falando de uma sentença decretada pela cor da pele. Se hoje seria missão impossível para um inocente sair da cadeia com esse peso nas costas, imagine para um homem negro em plena década de 1970. É natural pensar que, a partir deste ponto, “Se a Rua Beale Falasse” ganhará status de novelão, mas Barry Jenkins não quer saber de melodrama. Também não quer transformar a prisão de Fonny em busca de justiça a qualquer preço ou fazer do personagem um mártir. O diretor e roteirista está interessado em contrastes, embora deixe clara sua intenção de preferir o amor ao discurso político e social, tarefa que cabe a quem assistir ao filme. Para cada sorriso, uma lágrima. Para cada cena feliz, uma tristeza chega repentinamente para equilibrar o tom. Por exemplo, repare na cena em que os pais de Tish convidam a família de Fonny para o anúncio da gravidez da menina. A alegria logo dá lugar a um estressante desentendimento, carregado de mágoa, como uma reviravolta que acontece no meio de encontros casuais nas melhores famílias. Em outra cena, Fonny e um amigo tem um papo descontraído, pouco a pouco substituído pela melancolia e o medo causado pelo racismo. Existem outras cenas que revelam essa dualidade, como a abertura do filme, com Tish e Fonny caminhando juntos para Barry Jenkins mostrá-los logo depois separados por um vidro. Mas não pense que o choro sempre interrompe um sorriso, porque Barry Jenkins se recusa a abraçar a tragédia mesmo nos momentos mais difíceis para o casal. O cineasta nunca esconde a existência do ódio e a ameaça dos brancos racistas, mas não é panfletário, e coloca o amor acima de tudo. Quando não há mais esperança, ele tem a ousadia de entregar uma cena de parto natural, que representa um novo começo e é uma das coisas mais maravilhosas do cinema recente. Onde Barry Jenkins e o diretor de fotografia James Laxton colocaram a maldita câmera nesta cena? Teria sido um truque de CGI e edição imperceptível como fez Alejandro González Iñárritu ao longo de “Birdman”? Provavelmente, apenas a magia do cinema. Jenkins ainda é jovem e tem muito para dar à sétima arte. Mas ele está no controle de seu ofício em “Se a Rua Beale Falasse”. Só um diretor experiente deixaria a trama fluir sem ruídos na narrativa ao entrelaçar seu filme com idas e vindas entre passado e presente. A montagem se confunde na linha temporal, mas se organiza facilmente na mente do espectador embriagado com tanta beleza. Sua sintonia profunda com a música belíssima de Nicholas Britell é o cinema dizendo que a vida tem trilha sonora. E é curioso que Jenkins abra o filme contando o elo do jazz e Louis Armstrong com a Rua Beale, em New Orleans, mas jamais mostre músicos exercendo suas profissões. Ele mostra discos tocando e é só. É como se a música tocasse para valer apenas nas mentes de Tish e Fonny. Para completar, é preciso destacar ainda a bravura de Regina King como a mãe de Tish, que coloca o amor pela filha acima de sua própria vida. É tudo muito honesto e direto, com personagens excessivamente em closes, olhando para dentro de nossos olhos. O racismo é real e você precisa ver que ele está lá. Mas também precisa ter esperança e se agarrar ao que te faz feliz.
Atriz de Pequena Grande Vida entra no elenco da série Watchmen
A atriz Hong Chau, destaque de “Pequena Grande Vida” (2017), juntou-se ao elenco da série “Watchmen”, em desenvolvimento no canal pago HBO. Ela interpretará uma personagem vietnamita chamada Lady T., que terá grande importância na trama, mas nenhum outro detalhe adicional foi revelado. Trata-se de mais uma personagem exclusiva da série, que não aparece nos quadrinhos homônimos. Ao contrário do longa-metragem de Zack Snyder, lançado em 2009, a série de Watchmen não vai recontar a história dos quadrinhos célebres de Alan Moore e Dave Gibbons. Em vez disso, a série criada por Damon Lindelof (“The Leftovers”) será situada no mesmo universo dos quadrinhos e contará uma história inédita. O vasto elenco de “Watchmen” também inclui Tom Mison (estrela da série “Sleepy Hollow”), Jeremy Irons (“Liga da Justiça”), Yahya Abdul-Mateen II (“Aquaman”), Sara Vickers (“Endeavour”), Regina King (“American Crime”), Don Johnson (“Do Jeito que Elas Querem”), Tim Blake Nelson (“Colossal”), Louis Gossett Jr. (“Extant”), Andrew Howard (“Bates Motel”), Adelaide Clemens (“O Grande Gatsby”), Frances Fisher (“Resurrection”), Jacob Ming-Trent (“White Famous”) e as meninas Dylan Schombing (“Sharp Objects”), Lily Rose Smith (“The Vampire Diaries”), Skylar Brooks (“Saved in the City”) e Adelynn Spoon (estreante). A cineasta Nicole Kassell (de “O Lenhador” e das séries “Westworld” e “The Americans”) comandou o piloto e também será produtora executiva da atração, ao lado de Lindelof. A data da estreia ainda não foi anunciada.
Críticos de Washington consagram Roma como Melhor Filme do ano
Os críticos de cinema de Washington, capital dos Estados Unidos, divulgaram sua lista de melhores do ano. E como na lista da associação de críticos de Nova York, “Roma”, de Alfonso Cuarón, foi considerado o Melhor Filme do ano. Neste caso, porém, em duas categorias. A produção da Netflix também venceu como Melhor Filme Estrangeiro, já que foi rodada no México e é falada em espanhol. Ao todo, “Roma” ganhou quatro menções distintas, vencendo também a preferência nas categorias de Melhor Direção e Fotografia, ambas realizadas por Cuarón. Trata-se de mais um aval da crítica para as pretensões do filme – e da Netflix – no Oscar 2019. Embora não tenham grande relevância para a indústria, as votações da crítica em “Roma” ajudam a disseminar a tese da plataforma de que um filme deve ser avaliado pelo seu conteúdo e não pela forma como é disponibilizado. Atualmente, há muita resistência entre os eleitores do Oscar a aceitar que produções da Netflix concorram ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Nas categorias de interpretação, houve outra consagração. “Nasce Uma Estrela” teve vitória dupla, rendendo destaques a Bradley Cooper e Lady Gaga como Melhor Ator e Atriz. Já os Melhores Coadjuvantes foram Mahershala Ali (por “Green Book – O Guia”) e Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”). Confira abaixo a lista completa da premiação da WAFCA (sigla em inglês para Associação de Críticos da Região de Washington). Melhor Filme “Roma” Melhor Direção Alfonso Cuarón (“Roma”) Melhor Ator Bradley Cooper (“Nasce Uma Estrela”) Melhor Atriz Lady Gaga (“Nasce Uma Estrela”) Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali (“Green Book – O Guia”) Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Elenco “A Favorita” Melhor Jovem Ator/Atriz Elsie Fisher (“Oitava Série”) Melhor Performance de Voz Bryan Cranston (“Ilha de Cachorros”) Melhor Performance de Captura de Movimentos Josh Brolin (“Vingadores: Guerra Infinita”) Melhor Roteiro Original Deborah Davis and Tony McNamara (“A Favorita”) Melhor Roteiro Adaptado Nicole Holofcener and Jeff Whitty (“Poderia Me Perdoar?”) Melhor Animação “Ilha de Cachorros” Melhor Documentário “Won’t You Be My Neighbor?” Melhor Filme Estrangeiro “Roma” (México) Melhor Design de Produção Hannah Beachler, Jay Hart (“Pantera Negra”) Melhor Fotografia Alfonso Cuarón (“Roma”) Melhor Edição Tom Cross (“O Primeiro Homem”) Melhor Trilha Sonora Nicholas Britell (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Filme Passado em Washington “Vice”








