Atriz de Arrow revela que Warner mandou tirar o Esquadrão Suicida da série
A atriz Willa Holland, que interpreta a personagem Thea Queen em “Arrow”, contou porque os personagens do Esquadrão Suicida foram eliminados bruscamente da série. Foi ordem da Warner Bros., ela revelou durante a Comic-Con de Londres. Sem esconder sua frustração, ela explicou que os produtores tinham planos para a personagem Arlequina (cuja voz chegou a ser ouvida na 2ª temporada), mas, devido à produção do filme “Esquadrão Suicida”, o estúdio proibiu que ela fosse usada no programa. Pior que isso, a Warner exigiu que os integrantes do Esquadrão já existentes na série fossem cortados, o que fez com que muitas tramas fossem precocemente abortadas e personagens importantes morressem, numa intervenção direta nos rumos criativos da atração. “Quando a DC informou que iriam ter seu próprio filme, nós tivemos que cortar todos os personagens. Foi irritante no começo, mas só piorou depois, quando Stephen (Amell) descobriu que teria um filme da Liga da Justiça. Ele achou, com razão, que seria o Arqueiro Verde na produção, assim como Grant (Gustin) seria o Flash. Essa parecia ser a consequência natural”, disse a atriz. Mas, como sabemos, não foi o que ocorreu. A DC resolveu separar o universo cinematográfico das séries televisivas, depois de ter obrigado o corte de personagens em “Arrow”. “E nós não podemos brigar com eles sobre isso, porque eles são as mesmas pessoas que nos deram esse trabalho. Temos apenas que abaixar a cabeça e aceitar”, conformou-se Holland. Mesmo assim, ela diz que a Warner e a DC deveriam aprender com a Marvel: “A Marvel faz, à sua própria estranha maneira, a mistura entre ‘Agents of SHIELD’, os filmes e demais coisas. Então, é um pouco perturbador, porque você sabe que é possível e pode ser feito, e que seria muito bom se fosse feito”. Por outro lado, enquanto os filmes da DC vem enfrentando críticas negativas, as séries vem colhendo elogios e não param de se multiplicar. A rede americana CW, que exibe “Arrow”, já anunciou que pretende explorar esse universo televisivo compartilhado com o maior crossover já feito, incluindo todas as suas séries dos heróis da DC Comics – que ainda somam “The Flash”, “Legends of Tomorrow” e “Supergirl” – na próxima temporada.
Atriz de Maze Runner: Prova de Fogo vai estrelar adaptação do mangá Battle Angel Alita
A produção da adaptação do mangá clássico “Battle Angel Alita” definiu sua protagonista. A atriz Rosa Salazar, que se destacou no papel de Brenda em “Maze Runner: Prova de Fogo”, vai estrelar o filme no papel-título. A escolha é inusitada pois, apesar da aparência juvenil, ela já tem 30 anos, enquanto a personagem é uma robô adolescente. Como o desenvolvimento desse projeto se arrasta há anos, sabe-se lá o que isso pode representar caso o filme vire franquia. De todo modo, a escalação confirma a preferência do diretor Robert Rodriguez (“Machete”) em trabalhar com atores latinos. E, principalmente, é um sinal de que o projeto ainda vive. A última notícia sobre a adaptação datava de novembro, quando James Cameron assumiu que jamais tiraria seu roteiro do papel se fosse esperar para rodá-lo após finalizar a vindoura trilogia (agora quadrologia) de “Avatar”. Na ocasião, ele anunciou a contratação de Robert Rodriguez para dirigir o longa. Criada por Yukito Kishiro em 1990, a trama de “Battle Angel Alita” se passa no século 26 e acompanha uma robô com formas femininas resgatado de um lixão por um expert cibernético, que a adota como filha. Ao reviver, ela descobre que, apesar de sua memória apresentar defeitos, tem conhecimento instintivo de artes marciais. Logo, a garota torna-se uma caçadora de recompensas robótica. O filme acabou ganhando um título ligeiramente diferente do mangá original: “Alita: Battle Angel”. Além de produzir, Cameron escreveu a primeira versão do roteiro na década passada. As filmagens serão financiadas pelo estúdio 20th Century Fox, mas ainda vão demorar muito para começarem. O início da produção está marcado apenas para 2017 e o longa ainda não tem previsão de lançamento.
Dwayne Johnson vai estrelar filme do herói Doc Savage
O ator Dwayne Johnson revelou que vai viver o herói Doc Savage no cinema. Ele usou seu Instagram para mostrar uma foto de seu encontro com a equipe criativa da produção, que será escrita e dirigida por Shane Black (“Homem de Ferro 3”), e ainda fez comentários sobre o personagem. “Depois de conversar por horas com Shane Black, eu pude entender porque o criador de Superman pegou apenas as melhores coisas de Doc Savage e deixou de lado o lado ‘esquisitão’. Mas, para nós, é esse lado ‘esquisitão’ que faz Clark ‘Doc’ Savage ótimo! Mal posso esperar para mergulhar nesse personagem único!”, ele escreveu. A citação ao Superman é uma referência ao fato de Doc Savage, o Homem de Bronze, ser uma das inspirações dos criadores do Homem-Aço. O personagem foi criado por Henry W. Ralston e John L. Nanovic para as revistas pulp americanas em 1933. A história de sua origem conta que Clark Savage Jr. foi criado pelo pai cientista (antes de se falar em manipulação genética) para que virasse um homem perfeito. Doc Savage acabou se tornando um cirurgião, cientista, físico, inventor e aventureiro. Entre suas habilidades estão força sobre-humana, resistência à dor e ao cansaço, grande técnica em artes marciais, vasto conhecimento científico e memória fotográfica. Além de suas habilidades, em suas aventuras ele ainda conta com a ajuda de uma equipe de especialistas altamente treinados, chamada Cinco Fabulosos. Assim como O Sombra, que foi inspiração do Batman, Doc Savage também acabou adaptado para os quadrinhos nos anos 1940 e ganhou diversas versões ao longo das décadas seguintes, sendo publicado tanto pela Marvel quanto pela DC Comics. Shane Black planeja filmar o herói há vários anos, mas seus planos para o longa foram colocados de lado quando a Marvel o procurou para dirigir “Homem de Ferro 3” (2013). Em 2010, quando assumiu o projeto, Black adiantou que a trama ia se passar nos anos 1930, como na história original, e contaria a origem de Doc e sua equipe Cinco Fabulosos. O personagem já foi adaptado para os cinemas em 1975, num filme estrelado por Ron Ely (o “Tarzan” da famosa série de TV dos anos 1970), que foi um retumbante fracasso de bilheterias.
Jeff Bridges entra no elenco da continuação de Kingsman
O ator Jeff Bridges (“O Sétimo Filho”) entrou no elenco de “Kingsman – O Círculo Dourado”. O anúncio foi feito pelo próprio ator em ao postar um cartaz e a hashtag com o título do filme em seu Twitter Ele vai se juntar a um elenco grandioso, que inclui, além dos retornos de Taron Egerton, Colin Firth e Mark Strong, participações de Channing Tatum (“Magic Mike”), Padro Pascal (série “Narcos”), Julianne Moore (“Jogos Vorazes: A Esperança”), Halle Barry (série “Extant”) e o músico Elton John. Novamente dirigido por Matthew Vaughn, a continuação de “Kingsman – Serviço Secreto” (2014) vai trazer o personagem de Taron Egerton contando com o apoio de um agente secreto americano para derrotar um novo vilão. O filme tem estreia marcada para o dia 15 de junho de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Jesse Eisenberg revela que vai participar do filme da Liga da Justiça
O ator Jesse Eisenberg, que deu vida a Lex Luthor em “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça”, revelou, durante a Comic-Con de Londres, que vai participar do filme da “Liga da Justiça”. “Eles começaram as filmagens há pouco tempo, então estou esperando minha participação. Não o sei o que posso dizer sobre o filme, porque sinto que deve ter algum drone da DC me seguindo, e se eu dizer algo errado, você sabe…”, brincou. Ele ainda acresceu que adora as pessoas que estão envolvidas com o filme. “É um grupo muito talentoso”, comentou. Novamente escrito por Chris Terrio e com direção de Zack Snyder (a dupla de “Batman vs. Superman”), o filme já começou a ser produzido, reunindo em seu elenco principal os atores Ben Affleck (Batman), Henry Cavill (Superman), Gal Gadot (Mulher-Maravilha), Ray Fisher (Ciborgue), Ezra Miller (Flash) e Jason Momoa (Aquaman). A estreia está prevista para novembro de 2017.
Atriz de Wolverine entra na adaptação do mangá Ghost in the Shell
A atriz Rila Fukushima, que interpretou Katana na série “Arrow” e Yukio em “Wolverine – Imortal”, vai estrelar outra adaptação de quadrinhos. Segundo o site The Hollywood Reporter, ela entrou no elenco de “Ghost in the Shell”, adaptação do famoso mangá do mestre Masamune Shirow (criador também de “Appleseed”). O papel da atriz ainda não foi revelado, mas sua contratação acontece após a produção ter sido criticada porque a estrela Scarlett Johansson, intérprete da protagonista do mangá, Motoko Kusanagi, não é japonesa. Fukusima não é a primeira estrela japonesa contratada para o longa, que também contará com o veterano Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, além de Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”) e Yutaka Izumihara (“Invencível”). O elenco também inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”), como o terrorista virtual conhecido como The Laughing Man (o homem que ri), e o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”), como o policial Batou, parceiro de Kusanagi, e a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como a Dra. Ouelet, que não existe nos quadrinho. Considerada uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” (alma na concha, em tradução literal) foi criado em 1989 por Masamune Shirow e teve grande impacto na cultura pop, especialmente no ramo da sci-fi conhecido como cyberpunk. A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético (Seção 9), que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a produção terá supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. A previsão de lançamento é para 31 de março de 2017.
Bilheterias: Capitão América vira o maior lançamento de 2016 nos EUA
Após quatro fins de semana em cartaz, “Capitão América: Guerra Civil” atingiu a maior arrecadação de um lançamento de 2016 nos cinemas norte-americanos. Com os US$ 15 milhões faturados nos últimos três dias, a produção da Marvel chegou ao total de US$ 372,6 milhões, abrindo US$ 10 milhões à frente do 2º lugar, outro filme de super-heróis, “Deadpool”. O terceiro “Capitão América” estreou em 6 de maio nos EUA, ocasião em que faturou impressionantes US$ 179,1 milhões, a maior abertura do ano. No mundo inteiro, “Capitão América: Guerra Civil” já soma US$ 1,1 bilhão e ocupa a 16ª posição entre as maiores bilheterias de todos os tempos. Como ainda continua faturando alto – está atualmente em 4º lugar nos EUA – , deve escalar novas posições e chegar entre as 10 principais arrecadações da História nos próximos dias. Para isso, porém, Capitão América terá que lutar novamente contra seu grande rival, já que o 10º lugar pertence a “Homem de Ferro 3” (2013).
Bilheterias: X-Men massacram Alice Através do Espelho nos EUA
Um fato curioso aconteceu nas bilheterias norte-americanas neste fim de semana. A Marvel bateu a Disney. O filme “X-Men: Apocalipse”, produção da 20th Century Fox baseada nos quadrinhos da Marvel, superou “Alice Através do Espelho”, nova fábula da Disney, que, ironicamente, é dona da Marvel. Foi, na verdade, um massacre. “X-Men: Apocalipse” teve arrecadação de blockbuster, faturando US$ 65 milhões em seu fim de semana de estreia. Como segunda é feriado nos EUA (Memorial Day), a expectativa é que o filme atinja US$ 80 milhões em seus primeiros quatro dias. Já “Alice” teve desempenho pífio, de filme pequeno, rendendo cerca de US$ 28 milhões, com estimativa de chegar a US$ 35 milhões ao final do feriadão. O valor é 70% menor que o de “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton, que estreou faturando US$ 116 milhões em 2010. O novo “X-Men” também ficou abaixo do lançamento anterior da franquia, “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), que rendeu US$ 110 milhões no mesmo feriado em 2014 – valor 30% superior à estreia atual. Nenhum dos dois filmes empolgou a crítica, mas enquanto “X-Men: Apocalipse” teve uma cotação medíocre (48% no site Rotten Tomatoes), “Alice Através do Espelho” foi considerado “podre” (29%). O péssimo desempenho da fábula também marca o primeiro fracasso da Disney em 2016, após emplacar três blockbusters consecutivos (“Zootopia”, “Mogli, o Menino Lobo” e “Capitão América: Guerra Civil”), e mais um tropeço da carreira de Johnny Depp, intérprete do Chapeleiro Louco, que não emplaca um grande sucesso desde “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” (2011). Ao contrário, a maioria de seus filmes recentes deu prejuízo – como “O Cavaleiro Solitário” (2013), “Transcendence: A Revolução” (2014) e “Mortdecai: A Arte da Trapaça” (2015). Mais abaixo no ranking semanal, em 4º lugar, “Capitão América: Guerra Civil” somou mais US$ 15 milhões para atingir uma marca importante, transformando-se na maior bilheteria do ano nos EUA, com um total de US$ 372,6 milhões arrecadados – US$ 10 milhões à frente do 2º lugar, outro filme de super-heróis, “Deadpool”. No mundo inteiro, o terceiro “Capitão América” atingiu US$ 1,1 bilhão e já ocupa a 16ª posição entre as maiores bilheterias de todos os tempos. Também houve um fato histórico na parte inferior do ranking. “Love & Friendship”, comédia de época do diretor Whit Stillman, tornou-se o primeiro filme produzido por uma empresa de streaming, o Amazon Studios, a figurar no Top 10 das maiores arrecadações dos EUA, com US$ 2,9 milhões em 9º lugar. Este ano, o Amazon ainda lançará a comédia “Café Society”, de Woody Allen, o terror “The Neon Demon”, de Nicolas Winding Refn, e o drama “Patterson”, de Jim Jarmusch. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. X-Men: Apocalipse Fim de semana: US$ 65 milhões Total EUA: US$ 65 milhões Total Mundo: US$ 250,8 milhões 2. Alice Através do Espelho Fim de semana: US$ 28,1 milhões Total EUA: US$ 28,1 milhões Total Mundo: US$ 93,1 milhões 3. Angry Birds – O Filme Fim de semana: US$ 18,7 milhões Total EUA: US$ 66,3 milhões Total Mundo: US$ 223,5 milhões 4. Capitão América: Guerra Civil Fim de semana: US$ 15,1 milhões Total EUA: US$ 372,6 milhões Total Mundo: US$ 1,1 bilhão 5. Os Vizinhos 2 Fim de semana: US$ 9,1 milhões Total EUA: US$ 38,3 milhões Total Mundo: US$ 74,8 milhões 6. Mogli, o Menino Lobo Fim de semana: US$ 6,9 milhões Total EUA: US$ 338,4 milhões Total Mundo: US$ 877,5 milhões 7. Dois Caras Legais Fim de semana: US$ 6,3 milhões Total EUA: US$ 21,7 milhões Total Mundo: US$ 21,7 milhões 8. O Jogo do Dinheiro Fim de semana: US$ 4,2 milhões Total EUA: US$ 33,9 milhões Total Mundo: US$ 50,7 milhões 9. Love & Friendship Fim de semana: US$ 2,4 milhões Total EUA: US$ 3,4 milhões Total Mundo: US$ 3,4 milhões 10. Zootopia Fim de semana: US$ 832 mil Total EUA: US$ 335,8 milhões Total Mundo: US$ 991,4 milhões
Próxima temporada terá o maior crossover já visto entre séries de super-heróis
O presidente da rede americana CW, Mark Pedowitz, confirmou que planeja aproveitar a chegada de “Supergirl” ao canal para fazer um grande crossover entre as séries da DC Entertainment na próxima temporada. Segundo o executivo revelou, durante a evento de apresentação da programação da próxima temporada do canal, será “o maior já produzido”, que juntará as séries “The Flash”, “Arrow”, “Legends of Tomorrow” e a novata “Supergirl”. A CW já produziu com sucesso alguns crossovers entre as séries “Arrow” e “The Flash”. E com a mudança de canal de “Supergirl”, que saiu da CBS para a CW, a expectativa dos fãs era ver uma nova parceria entre a heroína e Flash, após o sucesso de seu primeiro encontro, exibido ainda na CBS. O problema é que naquele episódio de “Supergirl” ficou estabelecido que Kara vivia na Terra 2, numa outra dimensão. A questão deverá ser tratada nesse crossover, que já começou a ser escrito por Greg Berlanti, o produtor executivo das quatro séries que agora compõem o universo compartilhado de heróis da DC Comics na rede CW.
Warner cria DC Films para desenvolver filmes de super-heróis
A Warner Bros. anunciou a criação da DC Films, divisão que ficará responsável pelo lançamento de todos os seus filmes de super-heróis. A nova estrutura será comandada por Jon Berg (executivo da Warner) e Geoff Johns (executivo de DC Entertainment, que lançou o universo da DC na televisão). Segundo o Hollywood Reporter, o estúdio pretende aproveitar o sucesso de Geoff Johns com as séries derivadas dos quadrinhos da DC Comics para tentar repetir a fórmula no cinema. Johns já trabalhou com o cineasta David Ayer na produção de “Esquadrão Suicida” e está co-roteirizando o novo filme solo de Batman junto com o astro Ben Affleck. Jon Berg, por sua vez, também tem uma boa relação com Affleck, com quem trabalhou em “Argo”, além de ter produzido “Batman vs Superman” e os vindouros “Esquadrão Suicida” e “Mulher-Maravilha”. A criação da DC Films tem como um de seus objetivos centralizar as decisões sobre os filmes que a Warner Bros. está desenvolvendo sobre os quadrinhos de sua editora, de modo a evitar que um diretor tenha poder demais sobre esse universo. Trata-se de uma reação às críticas negativas que acompanharam o lançamento de “Batman vs Supeman” e também um desdobramento do processo mais colaborativo da produção de “Esquadrão Suicida”, que teve, inclusive, refilmagens para refletir a expectativa gerada por seu primeiro trailer. As duas primeiras missões dos novos executivos serão supervisionar as filmagens de “Liga da Justiça” e encontrar um diretor para o filme solo do super-herói Flash.
As Tartarugas Ninja: Cenas legendadas destacam participação de Alessandra Ambrósio
A Paramount Pictures divulgou quatro cenas legendadas de “As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras”, continuação do filme de 2014. As prévias destacam a pequena participação da top model brasileira Alessandra Ambrósio como “namorada” de Vernon (Will Arnett), a origem dos vilões mutantes Bebop (Gary Anthony Williams) e Rocksteady (Stephen Farrelly), a introdução de Casey Jones (Stephen Amell) e uma cena de ação dos heróis quelônios, criada com efeitos visuais. Com roteiro de Josh Appelbaum e André Nemec (indicados ao Framboesa de Ouro pelo primeiro filme) e direção de Dave Green (“Terra para Echo”), “As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras” estreia em 3 de junho nos EUA e duas semanas depois, em 16 de junho, no Brasil.
Marvel confirma Cate Blanchett como Hela e revela primeira arte conceitual de Thor: Ragnarok
A Marvel divulgou a primeira arte conceitual de “Thor: Ragnorak”, que destaca Hela, a Deusa da Morte, vilã que será vivida pela atriz Cate Blanchett (“Carol”). A imagem, vista em detalhe acima e completa abaixo, foi antecedida pelo anúncio oficial do elenco e dos personagens do filme, confirmando especulações sobre quem a atriz australiana interpretaria na trama. Outro boato que virou fato foi a inclusão da heroína Valquíria na trama, que será mesmo interpretada por Tessa Thompson (“Creed”). A escalação embute uma coincidência. Tessa coestrelou “Creed” com Michael B. Jordan, que foi o primeiro ator negro a interpretar um herói que sempre foi loiro nos quadrinhos. Tessa, por sua vez, será a primeira atriz negra a interpretar uma heroína loira dos quadrinhos. A guerreira nórdica, inspirada no mito de Brunilda, vai virar afro-americana. Um detalhe da trama foi adiantado na época de escalação da atriz e antes de seu papel se tornar conhecido. Ela teria entrado no filme como interesse romântico de Thor no lugar de Natalie Portman, que não retornará à franquia. Dois novos atores também foram confirmados no elenco. Karl Urban (“Star Trek”) vai viver Skurge, que os fãs de quadrinhos conhecem melhor por seu nome de guerra: Executor, vilão asgardiano que usa um machado mortal. E Jeff Goldblum (“Independence Day”) dará vida ao Grã-Mestre, um imortal viciado em jogos, que na saga “Planeta Hulk” organiza competições entre gladiadores alienígenas. A presença do Grã-Mestre é mais uma indicação clara sobre a trama, que, além de Chris Hemsworth como Thor, ainda destaca Mark Ruffalo no papel de Hulk, Tom Hiddleston como Loki, Idris Elba como Heimdall e Anthony Hopkins como Odin. Jamie Alexander, cuja volta como Sif era tida como certa, não foi anunciada no elenco oficial. A direção está a cargo do comediante Taika Waititi, que tem no currículo a comédia sobre vampiros “What We Do in the Shadows”, inédita no Brasil, além das séries “Flight of the Conchords” e “The Inbetweeners”. “Thor: Ragnarok” tem estreia prevista para 26 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA. Clique na arte abaixo para ampliá-la em tela inteira.
Novo X-Men decepciona, mas não chega a ser um apocalipse
Não foi Christopher Nolan, com a trilogia do “Cavaleiro das Trevas”, que levou a sério um filme de super-herói pela primeira vez. Foi Bryan Singer no “X-Men” original de 2000, abrindo as portas para um novo universo nos cinemas, mais realista que as tentativas anteriores. Só que, desta vez, o diretor que praticamente definiu um gênero, perdeu o rumo ao abraçar o irreal com todas as forças em “X-Men: Apocalipse”, seu trabalho mais fraco à frente da franquia e o pior da trilogia estrelada pela nova geração, como fala Jean Grey numa cena, em que a brincadeirinha com “O Retorno de Jedi” (1983) saiu pela culatra: “Well, at least we can all agree, the third one is always the worst”. Estaria tudo certo se Bryan Singer seguisse o que ele mesmo ensinou: os mutantes são tão ou mais humanos que nós, homo sapiens. Seus poderes extraordinários sempre ficaram em segundo plano. Mas não neste filme, que exige dos X-Men um esforço para a utilização máxima de suas habilidades, para deter um vilão poderosíssimo, o primeiro mutante a andar na Terra, vindo da era de Imhotep e Anck Su Namun, colecionando os atributos de outros mutantes e se vendendo como uma divindade. Na verdade, porém, Apocalipse não passa de um fanfarrão que quer mandar tudo pelos ares. E ele acorda na década de 1980, dez anos após os eventos de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), graças a uma solução vergonhosa do superestimado roteirista Simon Kinberg, que Singer jamais deveria ter aprovado. Se você não conseguiu enxergar (e não é culpa sua), pode acreditar que Oscar Isaac (“Star Wars: O Despertar da Força”) é o ator por trás da maquiagem e o “cospobre” de Apocalipse, que daria orgulho aos profissionais que trabalharam em “Power Rangers”, “Jaspion” e “Spectreman”, heroicos artistas que fizeram milagres com um orçamento ridículo. O vilão patético surge com voz de megafone e mais imobilizado, sem expressões ou personalidade, que Darth Vader e RoboCop, o que lhe deixa inerte em cena e obriga a trama e os X-Men a reagirem à sua presença. Então, é hora de dar porrada e descarregar os poderes em cima da criatura estúpida. Pior que a franquia sempre se concentrou em vilões humanos como contraponto aos mutantes. E agora… isso. Desta vez, infelizmente, qualquer traço de humanidade valorizado por Singer nos filmes anteriores foi deixado de lado, apesar do início intrigante. Especialmente a boa parte dramática envolvendo Magneto (Michael Fassbender). Mas é um filme cheio de repetecos, como os dilemas de Jean Grey (agora a talentosa Sophie Turner, de “Game of Thrones”) e o retorno de Mercúrio (o excelente Evan Peters) fazendo exatamente o mesmo de “Dias de um Futuro Esquecido”, mas numa versão estendida em cenário diferente. E, claro, Mística (Jennifer Lawrence), pela milésima vez, tentando nos enganar ao se passar por outra pessoa. Sem esquecer do showzinho básico do Magneto voador arremessando metais para todos os lados. Mas tirando Oscar Isaac, embora seja injusto colocar o mico do figurino em sua conta, o elenco garante a diversão com sua competência indiscutível. Destaque, de novo, para James McAvoy (Charles Xavier) e os já citados Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Evan Peters e Sophie Turner. Vale ainda apontar o jovem Tye Sheridan, que se sai muito melhor que o ex-Ciclope, o insosso James Marsden. Singer só esqueceu de dar um pouco de voz aos “seguranças” do vilão, os quatro modernos cavaleiros do apocalipse. Magneto é o único que não entra mudo e sai calado. Também não espere discussões profundas sobre a origem de Apocalipse e consequentes interpretações bíblicas, embora houvesse material de sobra para agitar um debate interessante sobre o assunto, mas talvez tenha faltado coragem para jogar lenha na fogueira. Fora isso, não há muito o que dizer nessa história, que está lá para servir de apoio para o clímax apoteótico, dominado por uma avalanche de efeitos visuais que fazem o filme de 2000 parecer uma produção rodada no quintal da casa de Bryan Singer, embora tivesse um roteiro bem melhor e personagens mais ricos em humanidade. Aqui, o exagero toma conta da tela, embora a solução final para a batalha pudesse vir a qualquer momento – mas isso transformaria o filme num curta. Apesar de pouco inspirado, Bryan Singer tem crédito, ainda consegue prender a atenção e divertir na medida do possível – não tem como ficar indiferente, por exemplo a uma participação especial lá pela metade do filme, em alusão à história clássica dos quadrinhos “Arma X”. Os fãs piram. E temos uma competente reconstrução dos coloridos e exagerados anos 1980 – que talvez seja uma desculpa para o filme ir pelo mesmo caminho. O fato é que “X-Men: Apocalipse” tem problemas, mas (desculpe-me por isso) não chega a ser o fim do mundo. Verdadeiro apocalipse foram “X-Men: O Confronto Final” (2006) e “X-Men Origens: Wolverine” (2009).












