The Flash: Cineasta de comédias românticas vai dirigir o filme do super-herói



O filme “The Flash” definiu seu diretor. Uma das apostas da Warner para emplacar um universo compartilhado de super-heróis da DC Comics, o longa será dirigido por Rick Famuyiwa, mais conhecido por comédias românticas afro-americanas, como “Noivo em Pânico” (1999), “No Embalo do Amor” (2002) e “Nossa União, Muita Confusão” (2010).

É curioso reparar na similaridade da escolha atual com a escalação de Tim Story, um cineasta de mesmo perfil, que a Fox colocou a frente de “Quarteto Fantástico” (2005) e “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” (2007). Ambos os filmes resultaram cômicos, mas não à moda da Marvel.

Por outro lado, o filme mais recente de Famuyiwa, “Um Deslize Perigoso” (2015), combinou juventude, tráfico e hip-hop na fórmula de humor, conquistando a crítica. O longa é mais conhecido pelo título em inglês, “Dope”, e foi um dos sucessos do Festival de Sundance do ano passado.



Vale observar, porém, que ele nunca teve à sua disposição um orçamento maior que US$ 10 milhões – seu filme mais caro custou US$ 8 milhões. Nem conseguiu fazer nenhuma produção render mais de US$ 30 milhões – mundialmente! Nenhum de seus quatro longa-metragens foi lançado nos cinemas brasileiros, saindo direto em vídeo por aqui.

Famuyiwa entra no projeto em substituição a Seth Grahame-Smith, que iria escrever e dirigir “The Flash”, após fracassar em todos os projetos em que se meteu, como “Sombras da Noite” (2012) e o infame “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2013). Ele também era o autor do livro que rendeu o fiasco “Orgulho e Preconceito e Zumbis” (2016).

Criado em 1956 por Gardner Fox (o Stan Lee da DC Comics), Flash será interpretado no cinema por Ezra Miller (“As Vantagens de Ser Invisível”) e, antes de ganhar seu filme solo, aparecerá no primeiro longa-metragem previsto da Liga da Justiça, com estreia em novembro de 2017. O filme solo do super-herói chega nos cinemas logo depois, com lançamento marcado para 23 de março de 2018 nos EUA.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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